quarta-feira, maio 27, 2026

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Milho volta a cair na B3; Chicago misto


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em baixa com mercado físico começando a reduzir os preços, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “O milho B3 teve um dia de correção neste meio de semana. O mercado físico começou a ceder a pressões e os preços estão começando a recuar com a entrada do milho verão e a reta final do plantio do milho safrinha”, comenta.

“Com os preços altos, o mercado de exportadores de milho, está optando por manter parte desse grão no mercado interno e aumentando a disponibilidade até o grande volume da segunda safra chegar aos armazéns. No entanto ainda existe uma queda de braço entre comprador e vendedor na hora de fechar novos lotes”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 77,30 apresentando baixa de R$ -1,23 no dia, alta de R$ 0,32 na semana; julho/25 fechou a R$ 72,70, baixa de R$ -0,67 no dia, alta de R$ 0,86 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 71,80, baixa de R$ -0,80 no dia e alta de R$ 0,53 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou de forma mista com cautela do mercado. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,76 % ou $ -4,00 cents/bushel a $ 457,75. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,64 % ou $ -3,00 cents/bushel a $ 465,25”, informa.

“O milho está na linha de frente das retaliações dos outros países, o que pode pressionar as cotações. Com isso o mercado teve um dia cauteloso e o milho fechou com leves altas e baixas. A LSEG Commodities Research estimou que a produção de milho da Argentina para a temporada 2024/25 pode chegar a 48,49 milhões de toneladas. O ritmo da colheita está em 13%, o que é melhor do que o ritmo do ano passado de 7% até agora”, conclui.

 





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etanol brasileiro deve continuar entrando nos EUA



Temas que impactam diretamente o agronegócio e os produtores de cana-de-açúcar dominaram as discussões, nesta quarta-feira (2), no primeiro dia do Cana Summit 2025. Dentre as pautas debatidas, destaque para o tarifaço imposto pelos Estados Unidos – Donald Trump anunciou taxação mínima de 10% sobre todos os produtos importados do Brasil – e o Projeto de Lei (PL) da Reciprocidade, aprovado pelo Senado e na Câmara dos Deputados.

O projeto estabelece medidas de resposta a políticas unilaterais adotadas por outros países, o que tem gerado preocupação entre produtores, lideranças do setor e autoridades políticas. O texto vai à sanção presidencial.

Entre os pontos levantados, destacou-se o impacto das normas da ISO (Organização Internacional do Açúcar) sobre o mercado. O CEO da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), José Guilherme Nogueira, ressaltou a competitividade do etanol brasileiro, especialmente em relação à descarbonização, fator essencial para o setor.

“A competitividade do etanol brasileiro é muito pujante. O norte-americano compra o etanol brasileiro principalmente pela intensidade de carbono. Produzir aqui no Brasil, através da cana, tem um poder de descarbonização maior do que o próprio etanol de milho dos Estados Unidos”, explicou.

Paticipantes do Cana Summit

A cerimônia de abertura contou com a presença de representantes de entidades do setor, entre eles José Mário Schreiner, vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Tania Zanella, superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB).

Também estiveram presentes o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema e o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Segurança jurídica no campo

Diferentes parlamentares e, também, o governador mineiro ressaltaram a necessidade de garantir a proteção das propriedades privadas e mencionaram um decreto recente que destinou recursos financeiros para áreas vulneráveis a invasões.

Segundo o CEO da Orplana, a FPA segue atenta a essas questões para assegurar um ambiente seguro e estável. “Ter os produtores junto com os políticos é fundamental. Eles sentem, medem a temperatura e entendem a importância dessa proximidade para fortalecer nossa representatividade”, afirmou.

Agenda

O Cana Summit 2025, evento organizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), acontece até hoje (3), em Brasília (DF), e reúne mais de 600 canavicultores de diferentes regiões produtoras do país.

O evento segue nesta quinta-feira, com painéis técnicos e debates que vão tratar das questões estratégicas para o setor, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Brasil.

Na oportunidade, também será gerada uma atualização da Carta de Brasília, com reivindicações para os poderes Legislativo e Executivo em prol da sustentabilidade e o desenvolvimento da produção canavieira.



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Tarifaço, PL da Reciprocidade e segurança rural são destaques do Cana Summit



Temas que impactam diretamente o agronegócio e os produtores de cana-de-açúcar dominaram as discussões, nesta quarta-feira (2), no primeiro dia do Cana Summit 2025, evento organizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana). O encontro, que acontece até hoje (3), em Brasília (DF), e reúne mais de 600 canavicultores de diferentes regiões produtoras do país.

A cerimônia de abertura contou com a presença de representantes de entidades do setor, entre eles José Mário Schreiner, vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Tania Zanella, superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB).

Também estiveram presentes o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema e o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Discussões no Cana Summit

Dentre as pautas debatidas, destaque para o tarifaço imposto pelos Estados Unidos – Donald Trump anunciou taxação mínima de 10% sobre todos os produtos importados do Brasil – e o Projeto de Lei (PL) da Reciprocidade, aprovado pelo Senado e na Câmara dos Deputados. O projeto estabelece medidas de resposta a políticas unilaterais adotadas por outros países, o que tem gerado preocupação entre produtores, lideranças do setor e autoridades políticas. O texto vai à sanção presidencial.

Segurança jurídica no campo

Diferentes parlamentares e, também, o governador mineiro ressaltaram a necessidade de garantir a proteção das propriedades privadas e mencionaram um decreto recente que destinou recursos financeiros para áreas vulneráveis a invasões.

Segundo o CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira, a FPA segue atenta a essas questões para assegurar um ambiente seguro e estável. “Ter os produtores junto com os políticos é fundamental. Eles sentem, medem a temperatura e entendem a importância dessa proximidade para fortalecer nossa representatividade”, afirmou.

Durante as discussões foram abordados os desafios e oportunidades do setor sucroenergético em um cenário global. Entre os pontos levantados, destacou-se a importância da reciprocidade comercial e o impacto das normas da ISO (Organização Internacional do Açúcar) sobre o mercado.

Nogueira ressaltou a competitividade do etanol brasileiro, especialmente em relação à
descarbonização, fator essencial para o setor. “A competitividade do etanol brasileiro é muito pujante. O norte-americano compra o etanol brasileiro principalmente pela intensidade de carbono. Produzir aqui no Brasil, através da cana, tem um poder de descarbonização maior do que o próprio etanol de milho dos Estados Unidos”, explicou o CEO da ORPLANA.

Agenda

O Cana Summit 2025 segue nesta quinta-feira, com painéis técnicos e debates que vão tratar das questões estratégicas para o setor, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Brasil.

Na oportunidade, também será gerada uma atualização da Carta de Brasília, com reivindicações para os poderes Legislativo e Executivo em prol da sustentabilidade e o desenvolvimento da produção canavieira.



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Queijo artesanal de cabra conquista o primeiro ‘Selo Arte’ da Paraíba


O queijo artesanal de cabra da fazenda Coruja, que fica na cidade de Barra de São Miguel, no cariri, Paraíba (PB) ganhou o primeiro Selo Arte do estado em 2024, o certificação concedido pelo Ministério da Agricultura permite a venda de produtos artesanais em todo o território nacional.

Essa conquista reforça a qualidade e a tradição do queijo artesanal de cabra, impulsionando as vendas e consolidando a marca no mercado. O Sebrae foi um parceiro estratégico nesse processo, apoiando a regularização e estruturação da produção. 

Com isso, o Queijo da Coruja pode abrir porteiras e chegar a novos consumidores em diferentes estados do Brasil.

Para Pedro Pedrosa, produtor rural da fazenda Coruja, essa conquista representa um grande avanço.

“Antes do selo, o queijo era vendido no estado da Paraíba. A qualidade do produto não alterou em absolutamente nada. O que alterou com as consultorias do Sebrae/PB foi a possibilidade de nós comercializarmos de forma regular nosso produto em todo o território nacional. O que mudou efetivamente foi no que diz respeito à possibilidade de novas vendas. Hoje, nós estamos vendendo para todo o Brasil”, comentou Pedro Pedrosa”, destaca Pedrosa.

Tradição e inovação garantem selo inédito

O nome ‘Queijo da Coruja’ remete à Fazenda Coruja, onde essa tradição queijeira começou. Inspirado pelo avô materno, Pedro Pedrosa iniciou a produção artesanal com leite de cabra da raça Murciano Granadina, trazendo inovação e um sabor diferenciado ao mercado.

Desde 2018, a marca tem se destacado pela qualidade e pelo aprimoramento das técnicas de maturação. 

O Selo Arte reconhece essa excelência, permitindo que o queijo seja vendido além das fronteiras regionais, sem necessidade de registro em serviços de inspeção federal.

Isso facilita o acesso a novos mercados e aumenta a competitividade do produto. Além do reconhecimento oficial, a certificação garante que o queijo preserva características artesanais e segue boas práticas de produção.

Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Expansão no mercado nacional

Coruja Família/ Foto: Arquivo Coruja

O crescimento do Queijo da Coruja também se deve às parcerias estratégicas. Além do Sebrae, o Senar, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Secretaria de Agricultura do Estado e a prefeitura do município têm apoiado o fortalecimento da cadeia produtiva. A Fundação Banco do Brasil (FBB) também investe no aprimoramento da infraestrutura e capacitação dos produtores.

Com a certificação e o suporte técnico, a marca tem expandido sua presença em feiras agropecuárias e eventos gastronômicos. O queijo artesanal já é comercializado em diversos estados, ganhando destaque entre os produtos premium de origem sustentável.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer conhecer mais histórias como a do Pedro Pedrosa, da Paraíba, acompanhe diariamente as novidades aqui no site do Canal Rural/ Empreendedorismo.

Você também pode ter a sua história contada no site, então envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo no agro pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural. Acesse o nosso canal canal no YouTube e venha empreender com a gente!



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Câmara aprova Lei da Reciprocidade Comercial



A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 2.088/2023, que cria a Lei da Reciprocidade Comercial, autorizando o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras aos produtos brasileiros no mercado global. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

O texto do PL já havia sido aprovado na terça-feira (1) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e no plenário do Senado, por unanimidade.

O tema se tornou prioridade no Congresso após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar “tarifas recíprocas” contra parceiros comerciais. O anúncio do novo tarifaço, realizado mais cedo pelo líder norte-americano, incluiu uma nova sobretaxa de 10% sobre produtos brasileiros. A matéria foi aprovada por unanimidade, em votação simbólica.

“Nas horas mais importantes não existe um Brasil de esquerda ou um Brasil de direita. Existe apenas o povo brasileiro. E nós, representantes do povo, temos de ter a capacidade de defender o povo acima de nossas diferenças”, declarou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que presidiu toda a votação.

Reciprocidade

O Artigo 1º do Projeto de Lei da Reciprocidade comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

A lei valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.

O prazo para que seja sancionada pelo presidente da República e entre definitivamente em vigor são 15 dias úteis após a aprovação.



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Mercado do milho segue travado no Sul e registra alta no MS


O mercado de milho no Sul do Brasil enfrenta dificuldades de comercialização devido à priorização da colheita da soja pelos produtores, segundo a TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, a escassez de oferta obriga compradores a aceitar as condições dos vendedores. Com mais de 55% da safra já comercializada, os preços variam de R$ 75,00 a R$ 80,00 no interior, enquanto em Panambi a saca se manteve em R$ 69,00.  

Em Santa Catarina, o mercado está travado, com preços estáveis. No Planalto Norte, a oferta do milho é de R$ 82,00, mas compradores pagam apenas R$ 79,00. Em Campos Novos, vendedores pedem entre R$ 83,00 e R$ 85,00, enquanto compradores ofertam entre R$ 79,00 e R$ 80,00 CIF. Nos portos, os valores variam entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para outubro. Já no Paraná, a situação é semelhante, com o milho sendo disputado. Os preços alcançam R$ 80,00 nos Campos Gerais para retirada imediata e R$ 82,00 para abril de 2025, com pagamento em maio.  

No Mato Grosso do Sul, os preços subiram 63,25% desde a colheita em julho. Em Dourados, compradores pagam R$ 76,00, e vendedores pedem R$ 78,00. Em São Gabriel do Oeste, a oferta dos compradores é de R$ 72,00, enquanto os vendedores querem R$ 76,00. Para o milho safrinha em Dourados, os preços variam entre R$ 62,00 para compradores e R$ 65,00 para vendedores. A perspectiva para os próximos dias é de mercado ainda travado no Sul, com possíveis ajustes apenas com a definição de preços mais competitivos ou a chegada do milho safrinha.

Em Goiás, a indústria segue ativa na busca por milho da primeira safra e safrinha, mas as negociações ocorrem de forma moderada. Com os produtores focados na colheita da soja e no plantio do milho safrinha, muitos negócios estão travados à espera de preços mais atrativos.

 





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Como o mercado reagirá após tarifaço de Trump? Ouça análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o impacto das novas tarifas dos Estados Unidos. O Ibovespa ficou estável, enquanto bolsas globais reagiram com alívio. O dólar subiu levemente, e os juros no Brasil tiveram comportamento misto.

No cenário interno, a produção industrial avançou apenas 0,1% em fevereiro, reforçando sinais de desaceleração. O mercado segue atento aos desdobramentos das tarifas e à agenda econômica internacional.



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Três regiões brasileiras sofrerão temporais causados pela frente fria



A frente fria continua trazendo impactos ao Sul e Sudeste do país, impactando também áreas do Centro-Oeste. Norte e Nordeste têm risco de temporais em sete estados. Confira a previsão completa:

Sul

Ao longo do dia, a frente fria avança pelos estados de Santa Catarina e do Paraná, aumentando a chance de chuva forte. A quinta-feira já começa instável e chuvosa nos municípios do norte gaúcho e em todo o território catarinense e paranaense. À tarde, a chance de temporais aumenta com possibilidade de granizo. Florianópolis e Curitiba terão chuva forte. Na Campanha Gaúcha, um sistema de alta pressão influencia o tempo e afasta as nuvens carregadas. As temperaturas começam a cair na região de Bagé (RS).

Sudeste

Durante a quinta-feira, os volumes de chuva aumentam em São Paulo por conta da frente fria. O dia ainda será quente e com nebulosidade variável. À tarde, esquenta até os 30ºC e depois chove forte com ventos e raios em todo o estado paulista, trazendo alerta de atenção à capital. Entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a previsão é de pancadas rápidas de chuva com raios. Destaque para o calorão de 37ºC na capital fluminense.

Centro-Oeste

O avanço de uma frente fria pelas Regiões Sul e Sudeste aumenta a chance de chuva em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. À tarde, pode chover forte com raios em todos os estados. Tem alerta de temporal em Campo Grande (MS).

Nordeste

Os maiores volumes continuam concentrados entre o Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. O dia terá bastante presença de nebulosidade e chuva a qualquer hora. Em Salvador (BA), dia abafado e com pancadas rápidas, sem alertas.

Norte

Chance alta de temporais em Manaus (AM), Boa Vista (RR) e no Amapá. À tarde, previsão de pancadas de chuva em pontos isolados em todos os estados.



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Colheita do algodão baiano começa em maio



“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações”



“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações"
“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações” – Foto: Pixabay

Com o retorno das chuvas no final de março, após períodos de veranico no Oeste da Bahia, a Associação Baiana dos Produtores de algodão (Abapa) projeta o início da colheita da safra 2024/2025 para a segunda quinzena de maio. Segundo maior produtor nacional, a Bahia deve alcançar 787,6 mil toneladas de algodão em pluma, cultivadas em 413 mil hectares, sendo quase 99% dessa área localizada no Oeste do estado, com uma pequena parcela no Sudoeste.  

Caso a previsão se concretize, a produção superará em 14% o volume da safra 2023/2024, que totalizou 691,3 mil toneladas. O clima será um fator decisivo para garantir esse crescimento. De acordo com a Abapa, cerca de um terço das lavouras do cerrado baiano foi cultivado sob irrigação, uma estratégia que minimiza riscos climáticos e proporciona maior estabilidade na produtividade.  

Nesse contexto, segundo informações da Abapa, a atual safra enfrentou dificuldades em março devido ao estresse hídrico em algumas regiões do cerrado. Os produtores acompanham a regularidade das chuvas ao longo de abril para confirmar as projeções divulgadas pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

“As chuvas recentes estão ajudando a diminuir um pouco as nossas preocupações sobre o quanto os veranicos que tivemos poderão impactar a produção. Mas o algodão é uma cultura de ciclo mais longo, e é muito resiliente à estiagem. Mesmo assim é importante ressaltar que o Oeste é uma região muito vasta, com áreas de características muito distintas entre si, então é difícil generalizar”, pondera a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa





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Soja volta a subir em Chicago


A soja fechou em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira, impulsionada pelo forte avanço do óleo de soja, conforme análise da TF Agroeconômica. O contrato de soja para maio, referência para a safra brasileira, subiu 1,92%, ou 19,50 cents/bushel, encerrando a sessão a US$ 1034,25. Já o contrato de julho teve alta de 2,04%, ou 21,00 cents/bushel, cotado a US$ 1049,25. Enquanto o farelo de soja caiu levemente 0,14%, o óleo de soja disparou 5,68%, fechando a US$ 47,44 por libra-peso.

O principal fator para a alta da soja foi a forte valorização do óleo de soja, motivada pela expectativa de aumento na demanda interna dos EUA. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) está negociando com representantes das indústrias de petróleo e biocombustíveis para elevar a mistura de óleo de soja no diesel. Além disso, traders monitoram a possibilidade de imposição de tarifas sobre importações do Canadá, que poderiam limitar a entrada de óleo de canola no país, beneficiando o óleo de soja.

O mercado também reagiu ao cenário tarifário norte-americano, com a expectativa de que tarifas de 25% sobre produtos canadenses entrem em vigor nesta quarta-feira, 2 de abril. Atualmente, os EUA são os maiores importadores de óleo de canola do mundo, com previsão de compra de 3,54 milhões de toneladas na temporada 2024/2025, segundo o USDA. Caso as barreiras comerciais sejam confirmadas, a oferta do produto pode diminuir, elevando a competitividade do óleo de soja.

A valorização do petróleo também contribuiu para o avanço do óleo de soja, tornando os biocombustíveis mais atrativos. Esse movimento puxou as cotações da soja em Chicago, mesmo em meio a um cenário global de incertezas comerciais. O mercado seguirá atento às decisões da EPA e ao desdobramento das tarifas para avaliar os impactos sobre a demanda de derivados da soja.

 





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