quarta-feira, maio 27, 2026

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Café lidera exportações do agro mineiro



Além do café, o setor de carnes também apresentou desempenho positivo




Foto: Pixabay

Minas Gerais manteve o café como principal produto de exportação do agronegócio em março, segundo dados do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados na segunda-feira (31). A commodity representou 72% da receita do setor, com valor próximo a US$ 1 bilhão.

De acordo com o levantamento, houve crescimento de 70% na receita obtida com o café em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume exportado alcançou 2,9 milhões de sacas, número 4% superior ao registrado em janeiro de 2024.

Além do café, o setor de carnes também apresentou desempenho positivo. O segmento — que engloba suínos, bovinos e frangos — registrou aumento de 4,5% na receita, totalizando US$ 113,2 milhões. O crescimento foi puxado pelas vendas de carne de frango e de carne suína. As exportações de carne bovina, por outro lado, apresentaram retração.

Segundo a Conab, essa queda é atribuída à diminuição nas compras da China, principal destino da carne bovina brasileira.





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instabilidades causam chuvas fortes em quatro das cinco regiões do país


Após um fim de semana de muita chuva na região Sudeste, principalmente no estado do Rio de Janeiro, uma área de baixa pressão pode causar novos temporais, desta vez, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A passagem de uma frente pelo litoral da Bahia, e a presença da Zona de Convergência Intertropical espalha nuvens carregadas e também provocam fortes pancadas de chuva em diversas áreas.

O ar frio de origem polar, que derrubou os termômetros no centro-sul do Brasil, se afasta cada vez mais do país e as temperaturas sobem nesta terça-feira (8). Veja os detalhes da previsão do tempo na sua região:

Chuvas no Sul

Alerta para temporais no leste e norte do Rio Grande do Sul e na Grande Porto Alegre. A chuva mais forte acontece na madrugada e pela manhã. Todo estado de Santa Catarina também fica em alerta para temporais nesta terça-feira.

Atenção para pancadas de chuva moderada a forte intensidade no centro-oeste e sul do Rio Grande do Sul e em todo o estado do Paraná. Há risco de chuva forte nesta terça-feira em Curitiba, Florianópolis e em Porto Alegre.

Região Sudeste

Atenção fica por conta das pancadas de chuva moderadas a fortes no oeste de São Paulo e na divisa de São Paulo com o Paraná. No restante da região haverá predomínio do sol.

Região Centro-Oeste

Atenção para temporais na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia e no extremo norte de Mato Grosso, na divisa com o Pará. Nas demais áreas de Mato Grosso, no extremo sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul, o alerta é para pancadas de chuva moderadas a fortes.

Mapa do tempo no Brasil ClimatempoMapa do tempo no Brasil Climatempo
Mapa mostra as regiões sujeitas a temporais nesta terça-feira (8) Foto: divulgação/ Climatempo

Região Nordeste

Alerta para temporais no litoral sul da Bahia e na região litorânea do Maranhão, próximo ao Pará. No interior do Maranhão, no norte do Piauí e do Ceará e no sul da Bahia, divisa com Minas Gerais, esta terça-feira é de atenção para pancadas de chuva moderada a forte.

Região Norte

Quase todos os estados passam esta terça-feira em atenção para pancadas de chuva moderadas a fortes.



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Mapa recebe ministro da Agricultura do Peru e discute comércio



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu na última segunda-feira (7) com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, Ángel Manero Campos. O encontro, realizado na sede do Ministério da Agricultura (Mapa) em Brasília,teve como objetivo a ampliação das relações de comércio entre os dois países.

Dentre outros pontos, o ministro Fávaro destacou que uma relação comercial equilibrada é baseada em trocas mútuas. Os principais produtos que a delegação peruana se interessou em exportar para o Brasil são a batata, o morango e a framboesa. Da mesma forma, o Brasil tem interesse em avançar na exportação de carne de aves para o país andino.

“Como diz o presidente Lula, ele nos dá a missão de percorrer o mundo abrindo mercados e negociando. Mas, para vender, também é preciso comprar. Estamos apostando muito na ampliação das relações comerciais com o Peru”, disse Fávaro.

Outro ponto de destaque foi a vantagem estratégica proporcionada pelo Porto de Chancay, na costa peruana. A estrutura pode representar uma rota mais ágil para o comércio entre os dois países promovendo maior integração logística e redução dos custos. 

Por fim, o ministro também mencionou a robustez do sistema sanitário brasileiro. Fávaro relembrou que o país é um dos poucos que não apresenta registro de gripe aviária em seus plantéis comerciais.



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Novas variedades de soja combinam alta produtividade e resistência a doenças



A Embrapa e a Fundação Meridional lançaram duas cultivares de soja (BRS 1075IPRO e BRS 774RR) que se destacam por apresentar potencial produtivo elevado e resistência/tolerância às principais doenças, entre outros diferenciais.

As cultivares serão apresentadas no Tecnoshow Comigo 2025, em Rio Verde (GO). Além das cultivares de soja, a Embrapa irá lançar ainda uma variedade de arroz (BRS A503), durante a feira. O evento começou ontem (7) e prossegue até o dia 11.

Sobre a cultivar de soja BRS 1075IPRO

A soja BRS 1075IPRO é uma cultivar transgênica com a tecnologia “Intacta RR2PRO”. Essa característica confere tolerância ao herbicida glifosato, o que facilita o controle de plantas daninhas, e resistência a algumas lagartas que atacam a cultura da soja como a Anticarsia gemmatalis e a Chrysodeixis includens, por exemplo.

Segundo o pesquisador da Embrapa Carlos Lásaro Melo, o material mostrou competitividade, produtividade elevada, com rendimentos acima de 7% quando comparado às cultivares mais usadas nas regiões de indicação. “Ela é uma opção que permite o plantio antecipado da soja, possibilitando a sua inserção no sistema de rotação ou sucessão com outras culturas”, explica Melo.

Outro destaque da BRS 1075IPRO é a elevada sanidade. Nos testes, a cultivar apresentou resistência às principais doenças da soja como cancro da haste, pústula bacteriana, ao vírus da necrose da haste e à podridão radicular de Phytophthora.

A Embrapa também informou que a cultivar é moderadamente resistente à mancha olho-de-rã. A BRS 1075IPRO irá beneficiar os produtores das regiões indicadas de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.

Sobre a soja BRS 774RR

A soja BRS 774RR é uma cultivar transgênica com resistência ao glifosato, o que confere facilidade no manejo de plantas daninhas. “Ela obteve ganho médio de 4,2% em produtividade em comparação aos demais materiais da região, e com ampla participação na área cultivada com soja”, ressalta Melo.

Também tem como diferencial a possibilidade de permitir ampla janela de semeadura e estabilidade na região de adaptação. “É uma opção de cultivar de soja para quem deseja um plantio antecipado e rentável, em áreas de alta fertilidade, possibilitando a sua inserção no sistema de rotação ou sucessão com outras culturas”, detalha o pesquisador.

Com relação à sanidade, em testes de avaliação, apresentou resistência ao cancro da haste, à podridão parda da haste e à podridão radicular de Phytophthora e ao Nematoide de cisto (Raça 3). A cultivar também se mostrou moderadamente resistente à pústula-bacteriana, mancha olho-de-rã e ao nematoide de galha Meloidogyne javanica.

Segundo Melo, a BRS 774RR destaca-se por apresentar excelente arquitetura de planta e estabilidade de produção na região de adaptação. A nova cultivar irá atender produtores de algumas regiões edafoclimáticas de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Minas Gerais).

Mais vantagens

Outro diferencial da BRS 774RR é ter a possibilidade de ser utilizada nas áreas de refúgio de lavouras que cultivam as cultivares com tecnologia Intacta IPRO (cultivares com resistência ao glifosato e uma proteína – Cry1Ac – que confere resistência a algumas lagartas), e Intacta2 Xtend (I2X) reúne três proteínas (Cry1A.105 e Cry2Ab2 e Cry1Ac), o que proporciona proteção contra seis espécies de lagartas que incidem na cultura da soja: Helicoverpa armigera, Spodoptera cosmioides, lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens), lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta das maças (Chloridea virescens) e broca das axilas (Crocidosema aporema). Além disso, combina tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba.

A recomendação atual de refúgio para a cultura da soja é, no mínimo, 20% da área com tecnologia diferente da Intacta IPRO e da I2X. Essa é uma medida preventiva que consiste no plantio de parte da lavoura com outras opções de soja não-Bt (sem a toxina Bacillus thuringiensis (Bt) – a uma distância máxima de 800 metros de lavouras), explica o pesquisador Daniel Sosa Gomez.

“A adoção da área de refúgio possibilita o acasalamento aleatório de mariposas oriundas das áreas das áreas de refúgio, favorecendo a manutenção de populações suscetíveis e retardando a seleção de populações resistentes”, detalha.

A Embrapa defende ainda que o manejo de pragas nas lavouras siga as mesmas premissas do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

“Em 50 anos de atuação, a Embrapa Soja vem entregando anualmente novas cultivares com tetos de produtividade crescentes, além de estabilidade e sanidade para que o produtor brasileiro tenha em mãos as mais avançadas tecnologias embutidas na sua semente”, resumiu Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja (PR).



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Comercialização de soja avança e percentual ultrapassa o ano passado



A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 50,7% da produção estimada, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, com dados coletados até 7 de abril. No mês anterior, esse percentual era de 42,4%.

Além disso, o volume já comercializado da safra atual chega a 87,51 milhões de toneladas, considerando uma estimativa total de 172,45 milhões de toneladas

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Apesar do avanço observado no último mês, o ritmo de vendas segue abaixo da média dos últimos cinco anos para o período, que é de 63,9%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice permanece estável, ambos com 50,7%.

Safra de soja 25/26 tem início lento

Para a safra 2025/26, as expectativas são de uma colheita ainda maior, com uma produção estimada de 182,57 milhões de toneladas, um volume que representa um crescimento significativo em relação à safra anterior.

No entanto, apesar da perspectiva de uma colheita robusta, as vendas antecipadas da soja para esse ciclo estão apresentando um ritmo mais lento do que o esperado. Até o momento, apenas 3,7% da produção estimada já foi comercializada, o que equivale a aproximadamente 6,94 milhões de toneladas.

O desempenho de vendas é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 5,9% da safra seguinte já havia sido vendida, o que indica um ritmo de comercialização mais fraco. Além disso, o índice atual de vendas está bem abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 14,4%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Calor e seca afetou qualidade dos grãos de soja


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3) aponta que o retorno das chuvas no final de março trouxe alívio parcial às lavouras de soja no Rio Grande do Sul. De acordo com o documento, os volumes registrados favoreceram as plantas em fases de florescimento, enchimento de grãos e maturação, contribuindo para a recuperação da umidade dos grãos e da turgidez foliar.

“O avanço das chuvas ajudou as lavouras em estágios mais sensíveis, especialmente aquelas que ainda não haviam atingido a maturação plena”, destaca o boletim técnico. Com a melhora das condições, a colheita avançou de 24% para 39% da área cultivada, embora interrupções temporárias tenham sido registradas em razão do clima.

A antecipação do ciclo fenológico, provocada pelas temperaturas elevadas e pelo déficit hídrico de março, resultou em redução do potencial produtivo e no aumento da incidência de grãos esverdeados. “Muitas plantas não completaram seu ciclo antes da senescência, o que comprometeu a qualidade de parte da produção”, informa a Emater.

A dessecação das lavouras foi adotada em diversas áreas para uniformizar o ponto de colheita. A prática foi considerada necessária diante da desuniformidade de desenvolvimento, intensificada por replantios e brotações surgidas após as chuvas de fevereiro. O documento aponta que o rendimento médio no estado é estimado em 2.240 kg/ha, com ampla variação entre as regiões. Em alguns casos, foram colhidas mais de 5 mil kg/ha, enquanto em outros, produtores não colheram o suficiente para justificar a continuidade da operação.

As regiões Central e Oeste concentram as lavouras mais impactadas, enquanto o Quadrante Nordeste apresenta produtividade mais próxima do esperado inicialmente. A variação de resultados, mesmo dentro de uma mesma área, é atribuída à irregularidade das chuvas e às diferenças no ciclo das cultivares utilizadas.

Do ponto de vista fitossanitário, a umidade elevada, aliada a temperaturas mais amenas e à formação de orvalho, criou condições favoráveis ao surgimento da ferrugem asiática. “Os produtores estão intensificando o uso de Fungicidas de alta eficácia para controlar a doença, especialmente nas lavouras com maior potencial produtivo”, relata a Emater.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos apresentou leve recuo de 0,17%, passando de R$ 127,60 para R$ 127,38, segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Manejo ecológico em propriedade rural será tema de seminário no IEA; veja como participar



O Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, realizará nesta quarta-feira (9), às 14h, mais um seminário do seu Ciclo de Estudos em 2025. A palestra “Manejo ecológico da propriedade agrícola” será apresentada por Afonso Peche Filho, pesquisador científico do Instituto Agronômico (IAC-Apta), e abordará a requalificação ambiental de propriedades agrícolas que exigem uma abordagem sistêmica, integrando produtividade com conservação.

O manejo ecológico é um conjunto de práticas e técnicas que visam a utilização sustentável dos recursos naturais, buscando o equilíbrio entre a produção e a conservação ambiental. Ele se baseia na compreensão dos processos ecológicos e na aplicação de conhecimentos científicos e tradicionais para promover a saúde dos ecossistemas e a biodiversidade.

A adoção do manejo é fundamental para garantir a sustentabilidade dos sistemas produtivos e a conservação do meio ambiente.

Benefícios do manejo ecológico:

  • Conservação da biodiversidade e dos recursos naturais
  • Produção de alimentos saudáveis e seguros
  • Redução da poluição e dos impactos ambientais
  • Melhora da qualidade de vida das comunidades locais
  • Promoção do desenvolvimento sustentável

Sobre o palestrante

Afonso é agrônomo, Mestre em Engenharia de Água e Solo pela Unicamp, e Doutor em Ciências Ambientais pela Unesp. Pesquisador Científico do Instituto Agronômico (IAC-Apta), tem experiência em Engenharia de Biossistemas, com ênfase em mecanização agrícola conservacionista e gestão ambiental de bacias hidrográficas.

O seminário é coordenado pela pesquisadora do IEA Terezinha Franca, que atua em políticas agrícolas relacionadas a crédito rural, opções de financiamento agrícola, sistemas de garantia de renda, desenvolvimento rural, agricultura familiar, agroecologia e sistemas agrossilvipastoris e ILPF.

Haverá certificado de participação, para aqueles que desejarem, a partir do preenchimento de formulário online no horário do evento.

Ciclo de Seminários Estudos IEA

O Ciclo de Seminários Estudos IEA convida especialistas de outras instituições para abordar tópicos relativos à socioeconomia agrícola. Essa iniciativa visa facilitar a troca de conhecimentos, promover debates e disseminar informações, oferecendo uma plataforma de discussões para diversos públicos interessados.

O evento será transmitido de forma online pelo canal da SAA/SP no YouTube.



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Valor Bruto da Produção agropecuária deve crescer 10% e atingir R$ 1,421 tri em 2025



Apesar dos desafios econômicos e climáticos, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve crescer 10,1% neste ano ante 2024, alcançando R$ 1,421 trilhão, estima o Ministério da Agricultura. No mês anterior, o ministério previa VBP de R$ 1,414 trilhão.

Para 2024, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,274 trilhão para R$ 1,291 trilhão, aumento de 0,5% ante o ano anterior. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.

O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o País.

Do total previsto para 2025, R$ 943,397 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 66% do total e incremento estimado de 9,6% ante 2024.

Outros R$ 477,749 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 34% do total e alta de 11,1% contra o ano passado. Em 2024, conforme projeções do ministério, o VBP agrícola recuou 3,2% e o da pecuária cresceu 8,4%.

Destaques da agropecuária

Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 43,2%, é projetado para as lavouras de café, somando R$ 123,287 bilhões neste ano. As previsões apontam para crescimento expressivo, de 24,6%, também do VBP do cacau, para R$ 14,075 bilhões.

Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 9,1% maior, para R$ 332,034 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 148,818 bilhões, incremento anual de 16,4%.

O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve subir 3,9%, estima o ministério, para R$ 127,546 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve subir 12,8%, para R$ 32,580 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 34,952 bilhões, alta anual de 0,6%.

Já o VBP das lavouras de arroz e trigo devem recuar, respectivamente, 8,7% e 7,5%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 23,208 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 9,921 bilhões.

Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 20,3%, para um VBP projetado em R$ 205,725 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.

O valor bruto da cadeia de suínos deve avançar 7,7%, para R$ 61,136 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 6% acima do ano anterior, para R$ 113,568 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de leite deve aumentar 1%, para R$ 69,220 bilhões. Em contrapartida, a produção de ovos deve apresentar VBP 6,2% maior, para R$ 28,100 bilhões.

O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.



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Feira em SP conecta produtores e impulsiona o setor de alimentos e bebidas



Começa hoje, terça (8), e vai até quinta-feira, 10 de abril, a Anuga Select Brazil 2025, a maior feira de alimentos e bebidas as Américas.

O evento acontece no Anhembi, em São Paulo, e deve atrair milhares de visitantes, incluindo produtores, compradores e especialistas do setor.

O Sebrae contará com um espaço de 207 metros quadrados e haverá a exposição de 20 pequenos negócios que atuam no ramo de alimentos e bebidas. Entre os produtos apresentados estão: cervejas, cafés, doces em barra, cogumelos e charcutaria.

Além da exposição de produtos, haverá uma equipe dedicada ao atendimento de empreendedores que buscam orientações práticas para aumentar o faturamento e se tornarem mais competitivos no mercado.

Congresso para o setor de sorvetes

Outro destaque da feira, será o Congresso Latino-Americano de Sorvetes (CLASH 2025), voltado exclusivamente para empreendedores da área de sorveterias e derivados.

A programação traz palestras técnicas, painéis de inovação e debates com especialistas do setor. O Congresso acontece nos dias 9 e 10 de abril, no mesmo espaço da Anuga Select Brazil 2025, mas para participar, é necessário se inscrever aqui.

O Sebrae-SP fará o lançamento do ‘Projeto Sebrae Venda Mais Sorvete’, que será ministrado em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Sorvetes (Abis).

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

A Anuga Select Brazil 2025 é organizada pela Koelnmesse Brasil e se consolida como um importante ponto de encontro para compradores nacionais e internacionais do setor de alimentos e bebidas.

A feira busca valorizar a diversidade do agronegócio, promovendo desde a produção artesanal até as inovações tecnológicas da indústria.

Ao oferecer espaços de exposição, capacitação e atendimento direto, o evento se transforma em uma grande vitrine para quem vive da produção rural e deseja acessar novos mercados.

A integração entre tecnologia, tradição e empreendedorismo é o motor que impulsiona a cadeia de valor da agroindústria brasileira.

SERVIÇO
Anuga Select Brazil 2025
Data: 8 a 10 de abril
Horário: das 10h às 19h
Local: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo



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ExpoLondrina espera superar R$ 1,2 bilhões em movimentação


A Exposição Agropecuária de Londrina, Norte do Paraná – ExpoLondrina 2025 – , uma das principais feiras agropecuárias do País, que ocorre entre 4 e 13 de abril, celebra 63 anos de história com expectativa de superar os expressivos números da edição anterior. Em 2024 o evento registrou mais de 470 mil visitantes e movimentou aproximadamente R$ 1,26 bilhão em negócios, gerando cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos.

O evento do agro exerce um impacto econômico significativo na região, movimentando diversos setores e contribuindo para o desenvolvimento local. Desde o agronegócio até financeiro, infraestrutura local, gastronomia e também a hotelaria, que fica com sua capacidade lotada neste período.

Para 2025, a entidade adotou como tema do evento “você vive o agro do início ao fim do dia” para reforçar a missão de informar e conscientizar sobre a presença essencial do agronegócio no cotidiano das pessoas. Seja através da roupa, do café, do combustível, o setor do agronegócio impacta e está presente na vida de todos.

“O tema deste ano vem para somar à ideia de que o agro faz parte do nosso dia em todas as pequenas coisas. É para o empresário que busca fortalecer o seu negócio e ampliar sua rede de contatos; para o produtor; para a família que toma o leite no café da manhã, para o trabalhador que abastece o carro com combustível, para todos”, destaca o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre.

Presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre e o governador do estado, Carlos Massa Ratinho Júnior | Foto: Henrique Campinha/ Divulgação SRP.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou na sexta-feira, 4 de abril, da abertura oficial da ExpoLondrina 2025, realizada no Parque Ney Braga Eventos. Ratinho Junior reforçou a importância do agronegócio paranaense para a economia brasileira, destacando a parceria que o Governo do Estado tem com o setor para manter o agro em alta.

“A ExpoLondrina é uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, o que mostra a força do agronegócio local e o protagonismo paranaense neste setor. Nosso agro está cada vez mais industrializado, agregando valor aos nossos produtos, gerando emprego e levando desenvolvimento aos paranaenses. Tudo isso acontece graças à confiança que o produtor rural tem no Paraná”, afirmou o governador.

O Paraná é o líder brasileiro na produção de proteína animal, um dos maiores produtores de grãos do mundo. O estado também tem o maior número de cooperativas do país. As estimativas do IBGE e do Deral apontam que o Paraná deve ter o maior crescimento da produção agrícola entre os estados do Sul e do Sudeste, com 20% de crescimento em 2025, chegando a 45 milhões de toneladas. O índice é o dobro da média nacional, que está estimada em 10,2%. O Paraná ainda exporta bebidas e alimentos para 176 países.

O que a ExpoLondrina traz

Para os visitantes da ExpoLondrina há uma série de atrações, dentre as já tradicionais, como os famosos animais, assim como também novos projetos. A programação para os dez dias conta com apresentações de tecnologias para o campo, oportunidades de negócios, geração de conhecimento, gastronomia, música e apresentações culturais gratuitas, atividades gratuitas e interativas para crianças, entretenimento e shows com grandes nomes da música nacional.

Na área da inovação, o Pavilhão Smart Agro apresenta o tema “Biotecnologia e Transformação Digital” e traz em sua arena de conteúdo mais de 30 eventos voltados à tecnologia e inovação no campo. Além do novo visual do Pavilhão, a grande novidade será um laboratório de biotecnologia funcionando em tempo real. O visitante da Expo poderá ver uma mostra do trabalho de multiplicação e propagação de microrganismos que são usados no campo para melhorias por meio de uma agricultura consciente e regenerativa.

As competições equestres também estão na agenda, com destaque para os concursos de salto na pista principal de hipismo de elite, que terá pela primeira vez uma competição nacional. Atletas de elite do esporte vão mostrar suas habilidades na pista nos dois finais de semana do evento. Prova do Laço, dos 3 Tambores e Ranch Sorting também estão na programação no Complexo Equestre.

“Nenhuma feira do Brasil consegue ter o número de encontros técnicos que nós vamos ter aqui em Londrina. Vamos ter câmaras técnicas discutindo as cadeias do queijo, do café, do algodão, novas tecnologias, além de uma série de inovações e transações comerciais. O Governo do Estado tem dado um apoio significativo nesta área, porque entende o potencial que o agronegócio tem no Paraná”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Márcio Nunes.

ESTADO NA FEIRA – O Governo do Paraná está com uma participação extensa na feira, apresentando soluções inovadoras e tecnologias para o setor agropecuário. O Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná) mantém presença em três espaços estratégicos: Via Rural Smart Farm, Via Rural Eventos e Estande Smart, onde serão demonstradas unidades didáticas voltadas à sustentabilidade e inovação no campo, incluindo manejo de solo e água para baixa emissão de carbono, bioinsumos na horticultura e técnicas avançadas para cultivo de frutas e criação de abelhas.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) participa com seminários técnicos sobre fiscalização sanitária na avicultura, certificação de propriedades livres de tuberculose e combate ao greening em citros, enquanto a Secretaria do Turismo (SETU) conta com dois espaços dedicados ao artesanato, gastronomia e promoção de destinos turísticos paranaenses, reunindo 27 expositores de diferentes municípios. O Estado ainda participa da feira com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), com a Fundação Araucária e o BRDE.

Colaborou: ExpoLondrina divulgação e AEN



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