segunda-feira, maio 25, 2026

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o que esperar para abril, maio e junho?


O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apresentou na última sexta-feira (25), o prognóstico agroclimático para os meses de abril, maio e junho/2025. A análise aponta para a concentração de déficits hídricos em diversas áreas agrícolas do Brasil durante o mês de abril de 2025. O estudo, divulgado com o objetivo de fornecer informações para os cultivos anuais, simulou o balanço hídrico considerando uma Capacidade de Água Disponível no solo (CAD) de 100 mm, representativa das raízes de culturas como soja, milho e algodão, além de pastagens.

Segundo o INMET, “os maiores déficits hídricos previstos para abril/2025 concentram-se no norte do Estado de Roraima, parte central da Região Nordeste, norte de Minas Gerais, oeste do Mato Grosso do Sul e sudoeste do Mato Grosso”. O instituto adverte que “valores inferiores a 30% indicam que os cultivos em fases sensíveis, como germinação, florescimento e início do enchimento de grãos, podem ter a produtividade comprometida, especialmente se essa condição for mantida por 30 dias”.

O INMET destaca a situação em Roraima, onde “o armazenamento em Abril/2025 foi estimado abaixo de 10%, justamente em áreas onde está se consolidando o polo agrícola do estado, especialmente soja, milho e arroz“.

Para o mês de maio de 2025, a previsão do INMET é de uma “tendência de ampliação das áreas com escassez hídrica para os cultivos agrícolas”. Na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o instituto estima que “a previsão de défict hídrico e baixo armazenamento de água no solo, tornam as condições favoráveis para colheita do milho de primeira safra”.

Contudo, o INMET alerta que “a previsão de déficit hidríco para maio/2025 no MATOPIBA pode prejudicar o cultivo do milho segunda safra, que estarão em fase de floração, quando a planta apresenta maior demanda hídrica”. Sob essas condições de baixo armazenamento hídrico no solo, “especialmente abaixo de 40%”, o instituto sugere que “a alternativa de mitigação seria adotar onde aplicável estratégias de irrigação durante o mês de maio, afim de garantir a manutenção do potencial produtivo”.

Para junho de 2025, o INMET prevê que “à medida que o outono se aproxima do fim, o volume de chuva normalmente diminui na parte central do Brasil, o que contribuirá para a ampliação das áreas com deficiência hídrica no solo”. O instituto associa diretamente essa escassez de chuvas aos “baixos percentuais de armazenamento de água no solo”.

Em contraste, o INMET aponta que “no extremo norte do país, na faixa litorânea da Região Nordeste, bem como em grande parte da Região Sul, estão previstos excedentes hídricos, com níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo”.





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o que esperar para abril, maio e junho?


O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apresentou na última sexta-feira (25), o prognóstico agroclimático para os meses de abril, maio e junho/2025. A análise aponta para a concentração de déficits hídricos em diversas áreas agrícolas do Brasil durante o mês de abril de 2025. O estudo, divulgado com o objetivo de fornecer informações para os cultivos anuais, simulou o balanço hídrico considerando uma Capacidade de Água Disponível no solo (CAD) de 100 mm, representativa das raízes de culturas como soja, milho e algodão, além de pastagens.

Segundo o INMET, “os maiores déficits hídricos previstos para abril/2025 concentram-se no norte do Estado de Roraima, parte central da Região Nordeste, norte de Minas Gerais, oeste do Mato Grosso do Sul e sudoeste do Mato Grosso”. O instituto adverte que “valores inferiores a 30% indicam que os cultivos em fases sensíveis, como germinação, florescimento e início do enchimento de grãos, podem ter a produtividade comprometida, especialmente se essa condição for mantida por 30 dias”.

O INMET destaca a situação em Roraima, onde “o armazenamento em Abril/2025 foi estimado abaixo de 10%, justamente em áreas onde está se consolidando o polo agrícola do estado, especialmente soja, milho e arroz“.

Para o mês de maio de 2025, a previsão do INMET é de uma “tendência de ampliação das áreas com escassez hídrica para os cultivos agrícolas”. Na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o instituto estima que “a previsão de défict hídrico e baixo armazenamento de água no solo, tornam as condições favoráveis para colheita do milho de primeira safra”.

Contudo, o INMET alerta que “a previsão de déficit hidríco para maio/2025 no MATOPIBA pode prejudicar o cultivo do milho segunda safra, que estarão em fase de floração, quando a planta apresenta maior demanda hídrica”. Sob essas condições de baixo armazenamento hídrico no solo, “especialmente abaixo de 40%”, o instituto sugere que “a alternativa de mitigação seria adotar onde aplicável estratégias de irrigação durante o mês de maio, afim de garantir a manutenção do potencial produtivo”.

Para junho de 2025, o INMET prevê que “à medida que o outono se aproxima do fim, o volume de chuva normalmente diminui na parte central do Brasil, o que contribuirá para a ampliação das áreas com deficiência hídrica no solo”. O instituto associa diretamente essa escassez de chuvas aos “baixos percentuais de armazenamento de água no solo”.

Em contraste, o INMET aponta que “no extremo norte do país, na faixa litorânea da Região Nordeste, bem como em grande parte da Região Sul, estão previstos excedentes hídricos, com níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo”.





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Fertilizantes funcionais combatem principal fator de perdas no campo



A perda de produtividade por estresse climático tem introduzido no Brasil e no mundo a era dos fertilizantes funcionais. A intenção é aumentar a resistência das plantas e assim minimizar ou reduzir os efeitos nocivos, como os provocados por altas temperaturas ou pelo frio excessivo. Na prática, o objetivo é aumentar a tolerância para melhorar a resistência e preservar a produtividade, principalmente em condições adversas de desenvolvimento das lavouras. No enfrentamento do problema surgem inúmeras soluções de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), entre as quais, tratamentos preventivos à base de selênio e xisto, por exemplo, possibilitando que as plantas mantenham um maior armazenamento de água, deixando a lavoura mais resistente em períodos e ambientes adversos.

Estudos revelam que nos últimos 20 anos os estresses climáticos foram responsáveis por quase 40% das perdas de produtividade no Brasil. E que entre os fatores que impactam na performance da agricultura moderna, o estresse climático é a variável de maior importância, que supera inclusive as frustrações provocadas por pragas, doenças, plantas daninhas e deficiências nutricionais. A afirmação é do engenheiro agrônomo Mário Cunha, que trabalha com os chamados fertilizantes funcionais. No mundo, continua o especialista, que atua como diretor de PD&I na Unity Agro, a seca sozinha causa mais perdas anuais na produtividade das culturas do que todos os patógenos combinados.

A avaliação do agrônomo é compartilhada pelo doutor e professor da Universidade Estadual do Piauí Fabrício Custódio de Moura Gonçalves. Em artigo publicado em janeiro de 2023 (Campo&Negócios), o engenheiro agrônomo e biólogo destaca que o estresse é uma reação adversa às condições ambientais desfavoráveis ao pleno crescimento e desenvolvimento das plantas, resultando em perdas de produtividade. Segundo ele, nessas situações os danos causados às células são responsáveis por perdas de até 65% do potencial produtivo das culturas. De acordo com o pesquisador, na soja os estudos com selênio revelam que ele melhora o metabolismo, podendo aumentar a concentração de clorofila, combater radicais livres, ativar enzimas, entre outros. “Além de fortalecer a planta para as condições de estresse climático, também promove esses outros benefícios, fazendo com que a absorção de outros nutrientes melhore e contribua para uma boa safra.”

Estudo publicado pelo Journal of Soil Science and Plant Nutrition (jan/2023) aponta que o selênio gerou maior estímulo ao crescimento da planta e à massa seca das raízes. No artigo ‘O selênio aumenta os pigmentos fotossintéticos, a biossíntese de flavonoides, a nodulação e o crescimento de plantas de soja’ os autores defendem que a aplicação aumentou a eficiência na fixação biológica do nitrogênio. Os pesquisadores, brasileiros da Unesp (Universidade Estadual Paulista), afirmam que o estudo apresenta novos e fundamentais insights que podem ser úteis para aumentar a tolerância da cultura ao estresse abiótico, que influencia elementos como água e temperatura.

Sobre o clima adverso, o meteorologista do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) há 30 anos, Luiz Renato Lazinski, lembra que as instabilidades fazem parte de ciclos constantes da natureza. Ele explica que a mudança do ambiente natural da terra amplifica os efeitos tanto da temperatura quanto da precipitação. Este ano, por exemplo, disse que estamos saindo de um La Niña fraca para um clima neutro, de neutralidade climática, o que deve ser bom para Centro-Oeste e Matopiba, mas não tão bom para a Região Sul do país. “Da amplitude térmica aos excessos de frio, calor e precipitação, a agricultura precisa cada vez mais atuar preventivamente para mitigar ou reduzir os efeitos colaterais da variável clima”, sentencia.

“Da amplitude térmica aos excessos de frio, calor e precipitação, a agricultura precisa cada vez mais atuar preventivamente para mitigar ou reduzir os efeitos colaterais da variável clima”

Luiz Renato Lazinski, INMET

O agrônomo Leori Hermann, CEO da Unity Agro e especialista em Solos e Nutrição de Plantas, diz que pesquisas e validações de campo confirmam que lavouras bem nutridas são menos impactadas pelos danos causados por altas temperaturas e pelo frio excessivo. Hermann destaca que pesquisas realizadas na última safra apontam que campos de soja adubados com produtos à base de selênio reduziram as perdas provocadas pelo estresse hídrico em 21% no estado do Tocantins e 11% no estado de Goiás, região do Cerrado brasileiro.



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Seminários impulsionam a apicultura no Centro-Norte da Bahia com inovação e tecnologia



Nos dias 29 e 30 de abril, o Sebrae em Jacobina realiza o Circuito de Apicultura com seminários nos municípios de Miguel Calmon e Capela do Alto Alegre, Centro-Norte da Bahia.

As capacitações buscam aproximar e possibilitar a troca de conhecimento entre apicultores e meliponicultores da região, além de apresentar novas práticas e tecnologias.

O seminário em Miguel Calmon ocorre hoje, 29 de abril, das 9h às 16h, no Centro de Capacitação Regional do Senar.

Entre as palestras destacadas estão “Apicultura em Agroflorestas: Consórcios Sustentáveis, Pastagens e Fontes de Renda na Flora Apícola” e “O Método da Alta Produção de Mel: Melhoramento Genético com Abelhas Fecundadas”. O evento é gratuito e com vagas limitadas.

Já em Capela do Alto Alegre, o seminário será no dia 30 de abril, a partir das 9h, na Comunidade de Lagoa das Flores.

A programação inclui as mesmas palestras apresentadas em Miguel Calmon, com os mesmos especialistas.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

O evento tem o apoio do Senar, da Prefeitura Municipal e da Associação Calmonense de Apicultura. Gratuito e com vagas limitadas

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: Sebrae em Jacobina, (74) 3621-4342, ou Sebrae em Senhor do Bonfim, (74) 3541-3046.

Serviço:

Miguel Calmon

Circuito de Apicultura em Miguel Calmon
Data: 29 de abril de 2025, a partir das 9h
Local: Centro de Capacitação Regional do Senar
Quanto: Gratuito

Circuito de Apicultura em Capela do Alto Alegre
Data: 30 de abril de 2025, a partir das 9h
Local: Povoado Lagoa das Flores
Quanto: Gratuito



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BNDES aprova R$ 40 bi para o RS após enchentes



Assolado por uma tragédia climática iniciada em 29 de abril de 2024 e que se estendeu ao longo do mês seguinte, o Rio Grande do Sul recebeu no ano passado R$ 39,3 bilhões em financiamentos aprovados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na avaliação do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio do Banco, que incluiu também medidas emergenciais para a reconstrução do estado, contribuiu para o crescimento de 4,9% do PIB gaúcho em 2024.

“A atuação do Banco, juntamente com outras ações do governo do presidente Lula, foi decisiva para a expansão da economia do estado”, avaliou Mercadante. “Esse resultado ficou bem acima do crescimento do PIB nacional, que também foi expressivo, de 3,4%, superando todas as previsões dos analistas, do mercado, do boletim Focus [ publicação do Banco Central ], e do FMI”.

De junho de 2024 até 24 de abril deste ano, as medidas emergenciais do BNDES já destinaram R$ 32,4 bilhões à recuperação econômica do Rio Grande do Sul. O valor corresponde a 29% do total destinado pelo governo federal às medidas emergenciais (R$ 111,6 bilhões).

Foram R$ 22,8 bilhões em financiamentos, R$ 4,3 bi milhões em crédito alavancado pela concessão de garantias e R$ 5,3 bilhões em suspensão de pagamentos. Ao todo foram 89.581 operações, sendo 9.992 de crédito, 5.720 de garantias e 73.869 que tiveram os pagamentos suspensos.

A maior parte dos financiamentos atendeu micro, pequenas e médias empresas: R$ 14,2 bilhões aprovados em 9.443 operações, com R$ 10,5 bilhões já desembolsados. Nas 549 operações com grandes empresas, as aprovações somam R$ 8,6 bilhões e os desembolsos chegam a R$ 5,6 bilhões.

Do total de crédito aprovado, R$ 17,5 bilhões foram destinados a capital de giro, R$ 2 bilhões a investimento e reconstrução e R$ 3,2 bilhões à aquisição de máquinas e equipamentos, em 7.077, 127 e 2.788 operações, respectivamente.

Em concessão de garantias, foram consumidos R$ 350,8 milhões, o que representa 68,51% do limite global, de R$ 512 milhões. Já a suspensão de pagamentos beneficiou principalmente os clientes de operações indiretas, em 71.286 operações com juros equalizados, cujas parcelas suspensas somam R$ 4,1 bilhões, e 2.516 sem equalização, no valor total de R$ 353,3 milhões. Também tiveram o pagamento suspenso 67 operações diretas, totalizando R$ 801,8 milhões.

“Aumentamos seis vezes a velocidade de aprovação de crédito para o Rio Grande do Sul”, ressaltou Mercadante. “Os financiamentos do BNDES também viabilizaram a recuperação do Aeroporto Salgado Filho e evitaram que a concessionária de energia repassasse aumentos para toda a economia gaúcha”.

Tragédia O primeiro alerta das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul foi disparado no dia 29 de abril do ano passado. No dia seguinte, já foram registradas as primeiras cinco mortes provocadas pelas chuvas. Até hoje, foram contabilizadas 184 mortes e 25 pessoas permanecem desaparecidas.

Para enfrentar o desastre, que atingiu 96% do território do estado, foram mobilizadas equipes de resgate. Alguns dos 478 municípios afetados ainda sofrem as consequências da catástrofe.

Desde o início, o BNDES integrou os esforços empreendidos pelo governo federal para apoiar a reconstrução do estado. Por meio do programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul, o Banco disponibilizou recursos do Fundo Social (FS), vinculado à Presidência da República, para financiamento direto e indireto a clientes em áreas atingidas, com taxas de até 0,8% ao mês para MPMEs e de 1% para grandes empresas, na modalidade capital de giro, e de até 0,6% nas modalidades de investimento e reconstrução e de máquinas e equipamentos para.

Nessas regiões, o BNDES também suspendeu a amortização dos financiamentos contratados por 12 meses, contados a partir de maio de 2024, prorrogou o prazo dos contratos vigentes por até 12 meses, sem necessidade de elevar a taxa de risco de crédito.

Por meio do programa FGI Peac Crédito Emergencial RS, o Banco ofereceu garantias de até 80% do valor do crédito, que é limitado a R$ 10 milhões por operação. Para facilitar a concessão de financiamentos do BNDES, a Receita Federal prorrogou a validade das certidões fiscais dos contribuintes nas áreas com estado de calamidade pública decretado pelo governo gaúcho.

No dia 4 de junho, o BNDES montou um posto avançado na sede do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRC-RS). Cerca de 30 funcionários se deslocaram do Rio de Janeiro para Porto Alegre com o objetivo de oferecer uma base local para difusão de informações, abordando as condições financeiras, modalidades operacionais e condições para acesso. “A equipe foi ao estado voluntariamente, de carro, porque o aeroporto estava fechado”, lembrou Mercadante. O posto permaneceu em funcionamento até 28



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Cigarrinha atinge lavouras de milho em Ijuí


A colheita de milho no Rio Grande do Sul segue em ritmo mais lento e escalonado em comparação com outras culturas de verão, atingindo 89% da área cultivada. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar, o maior avanço foi em lavouras de maior escala no Nordeste do estado. Nas regiões de agricultura familiar, a colheita evoluiu pouco, condicionada ao uso do cereal para consumo interno.

O levantamento da Emater/RS-Ascar destaca que “as lavouras tardias (4%) apresentam bom potencial produtivo, favorecido pela ocorrência de chuvas nos estádios críticos de desenvolvimento e por temperaturas amenas, que têm permitido maior acúmulo de fotoassimilados”.

Paralelamente à colheita, os produtores já se organizam para o plantio da Safra 2025/2026, “realizando a semeadura de cobertura vegetal, especialmente nabo forrageiro, visando à posterior dessecação”. Na aquisição de sementes, observa-se “preferência por cultivares precoces e com tolerância à cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), estratégia alinhada a condições de mercado mais favoráveis e ao manejo fitossanitário preventivo”.

Na região administrativa de Bagé, “as condições de tempo seco têm favorecido a perda gradual de umidade dos grãos nas lavouras em fase de maturação fisiológica, possibilitando o início das operações de colheita”. Em Caçapava do Sul, a colheita foi iniciada principalmente em pequenas propriedades com baixo nível tecnológico, que “sofreram severos impactos da estiagem, ocorrida nos meses de janeiro e março”, resultando em uma “produtividade média estimada nessas áreas de apenas 1.200 kg/ha, reflexo das limitações hídricas durante os estágios críticos de florescimento e enchimento de grãos”. Em Alegrete, estão sendo colhidas as lavouras de semeadura tardia.

Na região de Caxias do Sul, “a colheita está próxima da finalização nos principais polos produtores, como em Muitos Capões e Vacaria”. Nas regiões da Serra e Hortênsias, onde predominam áreas menores, “os trabalhos seguem em ritmo mais lento e escalonado, e a finalização deve ocorrer em julho, conforme o padrão histórico da região”.

Em Ijuí, “a colheita está praticamente concluída”. As lavouras remanescentes (1%) correspondem principalmente ao segundo cultivo, caracterizado por plantas menores, “porém com bom enchimento de grãos, indicando adequada translocação de fotoassimilados durante o período reprodutivo”. Em relação à sanidade, observa-se “incidência de cigarrinha-do-milho, cujos danos incluem sintomas de enfezamento, além de casos pontuais de acamamento de plantas”.

Na região de Pelotas, a colheita atinge 51%, com produtividades variando entre 3.500 e 6.000 kg/ha, com média regional de 4.200 kg/ha. Em Santa Rosa, 92% da área foi colhida. Na região de Soledade, a colheita das lavouras de semeadura tardia está em andamento.





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Fruticultores intensificam manejo do morango e monitoram citros


Os produtores de morango na região administrativa de Ijuí estão intensificando os trabalhos na cultura, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. Nos cultivos de segundo ano, realizam o manejo das plantas, com a retirada de folhas velhas e brotos, enquanto nos novos cultivos, o transplantio de mudas ocorre conforme a entrega pelos viveiristas.

Na mesma região, a Emater/RS-Ascar observa uma “rápida mudança de coloração dos frutos” na cultura da laranja Bahia, que, “contudo, não estão atingindo o grau Brix ideal para comercialização”. Pessegueiros e videiras entram em estádio de dormência, embora as cultivares precoces de pêssego tenham emitido algumas flores.

Na região de Santa Rosa, “as condições climáticas seguem favoráveis ao desenvolvimento das frutíferas e à realização dos tratos culturais”. No entanto, a Emater/RS-Ascar aponta que os citros apresentam “carga pequena de frutos em função da estiagem, além de alguns distúrbios fisiológicos, como rachadura de frutos, causando perdas”. Há também registro de “incidência de ácaros e pulgões”. O abacate está em fase de maturação, sendo destinado ao autoconsumo.

Muitas frutíferas na região de Santa Rosa estão em entressafra, como pessegueiro, ameixeira, macieira e videira, que se encontram em fase de senescência das folhas. Os produtores realizam “adubação de reposição devido à extração de nutrientes no período de produção”. As chuvas recentes, “associadas à redução de temperatura, possibilitaram a retomada dos tratamentos fitossanitários nas culturas”. Roçadas estão sendo efetuadas nos pomares. O figo está em fase final de colheita, mas com “frutos menores em razão da restrição hídrica”. Nos cultivos de banana, há pouca produção, e as plantas estão emitindo novos clones. Na cultura do melão, ainda há colheita em produtores comerciais que cultivam em sistema mulching com irrigação por gotejamento, com destaque para as variedades Pampa, Hy-mark, Rangers e Sunrise.

Na região de Soledade, a Emater/RS-Ascar informa que está sendo realizada a “semeadura de plantas de cobertura em pomares, como aveia preta, nabo forrageiro, entre outras”. Nas áreas de implantação de pomares, estão em andamento práticas como “preparo de solo, incorporação de calcário e de corretivos, sistematização do terreno e semeadura de plantas de cobertura”.





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Capim-elefante da Embrapa ganha espaço na geração de energia renovável


A cultivar de capim-elefante BRS Capiaçu, desenvolvida pela Embrapa para a pecuária leiteira, expande sua aplicação e se consolida como uma alternativa promissora para a geração de energia renovável. Dez anos após seu lançamento, o capim mostra potencial técnico e econômico para uso em indústrias, como cimenteiras, além de outras aplicações em bioenergia.

A planta é capaz de produzir cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare ao ano, um volume 30% superior ao de outras cultivares disponíveis no mercado. Essa produtividade chamou a atenção da indústria e motivou a parceria entre a Embrapa e a Ciplan/AS para desenvolver um protótipo teórico de uso da biomassa do capim em altos-fornos. Segundo o pesquisador Juarez Campolina Machado, o poder calorífico da BRS Capiaçu é competitivo frente a combustíveis fósseis, como o coque de petróleo.

capim-elefante BRS Capiaçu, da Embrapacapim-elefante BRS Capiaçu, da Embrapa
Foto: Rubens Neiva/Embrapa

Samuel Oliveira, também da Embrapa, destaca que os testes iniciais indicam viabilidade técnica e econômica do capim para o setor cimenteiro. Além disso, novos estudos estão em andamento para avaliar o uso da BRS Capiaçu na produção de biogás, biometano e etanol de segunda geração.

Entre as iniciativas, está o projeto Biograss, realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Bioköhler, que testa a codigestão de sorgo e capim-elefante com resíduos da produção animal em Toledo, Paraná.

A elevada produtividade da BRS Capiaçu também a torna atraente para o mercado de etanol de segunda geração, que utiliza biomassa fibrosa como matéria-prima. Segundo Machado, a cultivar oferece vantagens por seu ciclo curto e alta produção de biomassa.

Na pecuária leiteira, a BRS Capiaçu se destacou inicialmente pela capacidade de produção de silagem de qualidade a custos reduzidos. De acordo com Antônio Vander Pereira, o custo da silagem de milho ou sorgo é até três vezes maior do que a do capim. A planta chega a ultrapassar quatro metros de altura e possui alto valor nutricional, especialmente quando utilizada como capim verde.

Além disso, a cultivar apresenta tolerância ao estresse hídrico e à geada, características que a tornaram popular em todas as regiões do Brasil. No entanto, possui baixa tolerância a áreas alagadas, exigindo planejamento para o cultivo.

capim-elefante BRS Capiaçu, da Embrapacapim-elefante BRS Capiaçu, da Embrapa
Foto: Rubens Neiva/Embrapa

O produtor Victor Ventura, de Santo Antônio do Aventureiro, em Minas Gerais, relata que utiliza a BRS Capiaçu como base alimentar para 300 vacas leiteiras, obtendo alta produtividade e redução de custos. Para ele, a cultivar representou um “divisor de águas” no sistema de produção.

Fruto de 15 anos de pesquisa e melhoramento genético da Embrapa, a BRS Capiaçu é hoje cultivada de Norte a Sul do Brasil, e seu uso como fonte de energia renovável reforça a importância de soluções agrícolas sustentáveis para a geração de renda e a preservação ambiental.



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inovação e sustentabilidade para a cana-de-açúcar


Durante a 30ª edição da Agrishow, que ocorrerá de 28 de abril a 2 de maio de 2025 em Ribeirão Preto (SP), a Mosaic, uma das principais produtoras globais de fosfatos e Potássio combinados, destacará suas soluções inovadoras e sustentáveis para a cana-de-açúcar. A adubação correta e consciente não só garante o desenvolvimento vegetativo do canavial, mas também permite que as raízes se desenvolvam em camadas mais profundas, essencial para uma cultura semiperene. “Como não podemos controlar o clima, precisamos utilizar informações técnicas adequadas e fazer o manejo correto do solo e da cultura. Portanto, o produtor precisa investir na sinergia entre os nutrientes,” afirma Gabriel Gimeno, diretor Comercial da Mosaic.

O portfólio premium de nutrição de solos da empresa possui a Linha Performa, que incorpora as mais avançadas tecnologias desenvolvidas. Esses produtos, conhecidos pela versatilidade e facilidade de aplicação, possuem formulações multinutrientes que elevam a produtividade, qualidade e rentabilidade das lavouras. O Performa Plus e o Performa Bio são fertilizantes minerais que promovem a disponibilidade de nutrientes, otimizam o desenvolvimento das plantas e contribuem para a sustentabilidade do manejo nutricional. Adicionalmente, o portfólio da Mosaic contempla a solução Aspire: fertilizante de potássio com duas formas de boro em um único grânulo, proporcionando nutrição equilibrada e aumento de produtividade.

Na cana-de-açúcar, por exemplo, o Performa Plus pode aumentar a produtividade em até 18 toneladas por hectare, quando comparado ao manejo convencional com nitrato, conforme demonstrado em estudos realizados no Estado de São Paulo. Esses produtos reforçam o compromisso da Mosaic em oferecer soluções eficientes e sustentáveis para o agronegócio.

Na Agrishow, os visitantes também poderão conhecer a linha completa da Mosaic Biosciences. “Acreditamos muito no potencial produtivo da agricultura brasileira. Estamos lado a lado dos produtores rurais e certos de que vamos proporcionar acesso a inovações tecnológicas e soluções sustentáveis, que são o caminho para o sucesso da agricultura nacional. Durante a feira, os visitantes poderão conhecer as soluções de biológicos e conversar com nossa equipe, pronta para explicar as aplicações, características e benefícios dessas soluções para cada necessidade no campo,” destaca Alexandre Alves, diretor da Mosaic Biosciences Brasil.

A Agrishow é uma das maiores feiras agrícolas do mundo e uma das principais do Brasil, reunindo soluções para todos os tipos de culturas. É reconhecida como palco de lançamentos das principais tendências e inovações para o agronegócio. O estande da Mosaic na 30ª edição da Agrishow estará localizado no Shopping Rural Coopercitrus. Além de conhecer os benefícios dos produtos da empresa, os visitantes terão a oportunidade de se cadastrar no NutriVantagens, programa de relacionamento que já conta com mais de 17 mil usuários cadastrados.





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Empresa pioneira no desenvolvimento de máquinas para o plantio direto apresenta novidades na Agrishow


Uma empresa pioneira na produção de máquinas agrícolas, sendo referência nacional na criação de soluções inovadoras para o sistema de plantio direto, a Semeato vai marcar presença em mais uma edição da Agrishow. Com a expectativa de receber aproximadamente 195 mil visitantes nacionais e internacionais, a maior Feira de Tecnologia de toda a América Latina irá acontecer entre os dias 28 de abril e 2 de maio, no município de Ribeirão Preto, interior paulista. A 30ª edição da Agrishow promete ser o palco para as últimas tendências e tecnologias que moldam o setor e a Semeato estará participando em todos os dias do evento.

A Semeato Indústria e Comércio, que completa 60 anos em 2025, apresentará aos visitantes da Agrishow suas principais tecnologias e lançamentos voltados para aumentar a produtividade e rentabilidade do produtor.

Um dos destaques será a plantadeira articulada Sol Quarantatre, com 18 linhas e caixa central de distribuição de semente pneumática, rodado de transporte e reservatórios com grande capacidade em carga, que aumenta a autonomia no plantio.

Outro lançamento da Semeato durante a Agrishow será o rodado automático de transporte com acionamento hidráulico para o modelo SSM 41. Esse sistema permite que, por meio de um controle no trator, a máquina mude rapidamente da posição de trabalho para a de transporte, com uma largura de 3,75 metros, facilitando o deslocamento do equipamento. O modelo SSM 41, já reconhecido por sua qualidade e durabilidade, ganha assim uma nova funcionalidade que agrega praticidade ao produtor rural, com um transporte que leva 1,5 minutos para se colocar de posição de trabalho para a de transporte.

Durante a Agrishow, os produtores que visitarem o estande da Semeato – no lote E15A -também poderão conhecer outras tecnologias criadas e patenteadas pela empresa gaúcha, desenvolvidas para contribuir com o plantio de altíssima qualidade e o crescimento de uma agricultura cada vez mais produtiva e rentável. Dentre elas, o Smartflow®, um sistema de roscas dosadoras de alto desempenho. Com perfil inovador da rosca, aliado ao enclausuramento do fertilizante, resulta na continuidade de fluxo, independente das condições de relevo.

Outro lançamento da Semeato durante a Agrishow é o Semedrive®, um sistema de transmissão autocompensadora, que possibilita transmissão de forma contínua e proporciona uma distância homogênea entre as sementes distribuídas, mesmo quando a linha de plantio percorre topografias com aclive e declive de solo. Dispensa lubrificações periódicas e o uso de ferramentas para o seu acoplamento e desacoplamento, realizado por engates rápidos, aumentando assim a eficiência da plantadeira, mantendo por mais tempo em condição de plantio e reduzindo assim o tempo de manutenção.

Sessenta anos de inovação  

Fundada em 1965, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, a Semeato se consolidou ao longo das últimas seis décadas como referência na fabricação de máquinas para o plantio direto. Com forte atuação no mercado nacional e internacional, a Semeato exporta suas máquinas para 25 países.

Criada com o objetivo de suprir a falta de peças de reposição no mercado, a empresa foi responsável pelos primeiros implementos agrícolas fabricados no Brasil, na década de 70.

E, em 1982, a Semeato inovou novamente ao lançar a TD 300, a primeira semeadora destinada ao plantio direto e que, ainda hoje, é utilizada por produtores.

Referência no ingresso de soluções inovadoras e na divulgação do plantio direto – sistema ecologicamente sustentável e economicamente viável que se propagou pelo mundo – a empresa tem hoje o objetivo de produzir máquinas que promovam um plantio regenerativo, produzindo alimentos em um sistema agrícola sustentável.

Serviço:

O que: lançamentos Semeato na 30ª Agrishow

Onde: Ribeirão Preto (SP)

Quando: 28 de abril a 2 de maio





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