segunda-feira, maio 25, 2026

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Mercado de soja apresenta recuo nesta terça-feira; saiba as cotações pelo Brasil



O mercado brasileiro de soja registrou uma terça-feira (29) de fraca movimentação, com os preços recuando na maioria das regiões. A queda foi influenciada pelo recuo da Bolsa de Chicago, do dólar comercial e dos prêmios de exportação, o que adicionou viés baixista às cotações no país. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a retração nas indicações de compra afastou o produtor das negociações, restringindo as vendas ao mínimo necessário.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): baixou de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00

Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em queda, pressionados pelo avanço do plantio nos Estados Unidos e pela previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras. Além disso, incertezas envolvendo as tensões comerciais entre Estados Unidos e China também afetaram o mercado.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até o dia 27 de abril, 18% da área de soja já havia sido plantada, contra 17% no mesmo período do ano passado. A média dos últimos cinco anos é de 12%. Na semana anterior, o índice estava em 8%.

Exportadores privados norte-americanos relataram ao USDA a venda de 110 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com embarque previsto para a temporada 2024/25.

Contratos futuros da soja

Os contratos com entrega em maio encerraram com queda de 11,00 centavos (1,04%), cotados a US$ 10,52 3/4 por bushel. A posição julho recuou 9,75 centavos (0,91%), para US$ 10,52 3/4 por bushel.

No mercado de subprodutos, o farelo para julho subiu US$ 2,30 (0,77%), cotado a US$ 298,20 por tonelada. Já o óleo recuou 1,13 centavo (2,23%), encerrando a 49,33 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,29%, negociado a R$ 5,6306 para venda e R$ 5,6286 para compra. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,6205 e a máxima de R$ 5,6625 ao longo da sessão.



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SP anuncia pacote de R$ 600 mi com foco em crédito rural, logística e biocombustíveis



O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (29), durante a Agrishow, um novo pacote de investimentos de mais de R$ 600 milhões voltado ao agronegócio. Coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a iniciativa contempla desde melhorias em infraestrutura até incentivos à produção sustentável e ampliação do acesso ao crédito.

O anúncio ocorreu durante um concorrido evento, que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), exaltado pelos seus secretários em seus discursos. O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, inclusive, buscou fazer um contraponto entre a gestão estadual e a federal. “O governo federal não anunciou nada na Agrishow”, disse.

Um dos destaques do pacote é o aporte de R$ 120 milhões por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), sendo R$ 60 milhões destinados à logística rural e outros R$ 60 milhões aos biocombustíveis. A proposta é enfrentar gargalos na distribuição da produção e, ao mesmo tempo, incentivar a geração de energia limpa a partir da atividade agropecuária, contribuindo para a descarbonização do setor.

Por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), serão liberados R$ 140 milhões em seis linhas de crédito e quatro projetos de subvenção. As iniciativas atendem diversas cadeias produtivas, como leite, orgânicos e pesca.

Programa Pró-Trator

Entre os programas, está o Pró-Trator, com R$ 50 milhões destinados à aquisição de máquinas e implementos agrícolas por pequenos e médios produtores, que terão acesso a juros reduzidos pela metade e prazo de até oito anos para pagamento. Já o programa Agromáquinas, em parceria com a Desenvolve SP, disponibilizará mais R$ 50 milhões em crédito para compra de equipamentos.

Outra frente importante é o investimento em irrigação: R$ 40 milhões serão operados em parceria com cooperativas para financiar sistemas que garantam produção mesmo em períodos de estiagem.

O governo também anunciou R$ 100 milhões em subvenção ao seguro rural, que cobre parte do prêmio pago pelos produtores para proteção contra perdas causadas por eventos climáticos extremos. A recuperação das estradas rurais será contemplada com R$ 200 milhões para revitalização de mil quilômetros de vias, além da construção de pontes e centros de distribuição.

Segundo o governo paulista, o objetivo é melhorar o escoamento da produção, fomentar o turismo rural e facilitar o acesso a serviços públicos em áreas rurais.

No campo da sustentabilidade, o pacote prevê ações de regularização ambiental, como o apoio a produtores no processo de compensação de Reserva Legal (RL). Essas ações são fundamentais para garantir acesso ao crédito rural e viabilizar licenciamentos ambientais. Dentro desse eixo, o Programa Agro Legal pretende restaurar 800 mil hectares de áreas protegidas, entre Áreas de Preservação Permanente (APPs) e RLs.



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como os EUA estão entregando a liderança mundial para a China


Donald Trump completa seus primeiros 100 dias de governo com um saldo que preocupa o mundo e coloca em risco a hegemonia americana construída ao longo de quase um século. Suas decisões desastrosas nas áreas de comércio internacional, política social e gestão econômica estão acelerando a perda de credibilidade dos Estados Unidos — e abrindo espaço justamente para aquilo que a China mais deseja: ocupar o lugar de liderança global.

No comércio internacional, Trump apostou em tarifas e confrontos. Ao elevar impostos de importação e atacar parceiros como China, União Europeia, México e Canadá, isolou os Estados Unidos, provocou retaliações e prejudicou exportadores americanos. Enquanto isso, a China aproveita o vácuo deixado por Washington para se aproximar de antigos aliados americanos, firmar novos acordos e consolidar sua posição como potência econômica e diplomática.

Na área social, a situação também é alarmante. O discurso agressivo contra imigrantes, minorias e direitos civis gerou tensão interna e prejudicou profundamente a imagem do país no exterior. A América, símbolo de liberdade e oportunidades, agora é vista com desconfiança e divisão.

Na gestão do Estado, Trump amplia gastos públicos sem responsabilidade fiscal. O resultado é uma dívida crescente e cada vez mais cara de financiar. Com a alta dos juros globais, investidores começam a fugir dos títulos americanos e a questionar a solidez do dólar, minando a confiança no principal ativo financeiro mundial.

Esse enfraquecimento dos Estados Unidos no cenário global é exatamente o que mais interessa à China. Pequim vem se fortalecendo silenciosamente: investe, negocia, constrói alianças e preenche os espaços que Washington, por erro ou descuido, está deixando abertos.

Se em apenas 100 dias Trump conseguiu iniciar um processo de enfraquecimento tão profundo, o que esperar do restante do mandato? A conta, infelizmente, pode ser alta não apenas para os americanos, mas para todo o equilíbrio econômico e geopolítico do planeta.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Balança comercial tem superávit de US$ 2,5 bilhões em abril


A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 2,5 bilhões na quarta semana de abril de 2025, com uma corrente de comércio de US$ 11,9 bilhões. O resultado é fruto de exportações que totalizaram US$ 7,2 bilhões e importações no valor de US$ 4,7 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28/4) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado do mês de abril até a quarta semana, as exportações somam US$ 26 bilhões e as importações US$ 19 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 7 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 45 bilhões.

No ano, o Brasil acumula US$ 103,3 bilhões em exportações e US$ 86,3 bilhões em importações, com um superávit de US$ 17 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 190 bilhões.

No mês de abril, até a quarta semana, o setor da Agropecuária registrou um crescimento de 10,7% nas exportações, totalizando US$ 6,88 bilhões. A Indústria Extrativa apresentou uma queda de -0,7%, com US$ 5,74 bilhões em exportações. Já a Indústria de Transformação impulsionou o resultado geral com um crescimento de 16,6%, alcançando US$ 13,23 bilhões em vendas externas.

A expansão das exportações foi puxada principalmente pelo aumento nas vendas de animais vivos (82,3%), café não torrado (52,4%) e soja (4,0%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (71,6%), minérios de níquel (36,9%) e petróleo bruto (7,4%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (46,1%), produtos semiacabados de Ferro ou aço (151,9%) e ouro não monetário (79,4%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, alguns produtos registraram queda nas exportações, como trigo e centeio (-52,2%), látex e borracha natural (-89,7%) e algodão em bruto (-6,4%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-27,0%), minério de Ferro (-11,7%) e minérios de Cobre (-24,4%) na Indústria Extrativa; e açúcares e melaços (-18,1%), óleos combustíveis (-6,9%) e bombas e compressores (-51,4%) na Indústria de Transformação.

Até a quarta semana de abril, as importações da Agropecuária cresceram 14,5%, somando US$ 0,49 bilhões. A Indústria Extrativa registrou uma queda de -19,5%, com US$ 1,00 bilhão em importações, enquanto a Indústria de Transformação apresentou um aumento de 14,7%, alcançando US$ 17,36 bilhões em compras do exterior.

O aumento das importações foi influenciado pela ampliação das compras de trigo e centeio (17,0%), café não torrado (14.946,6%) e cacau (230,8%) na Agropecuária; fertilizantes brutos (205,7%), carvão (39,9%) e gás natural (39,3%) na Indústria Extrativa; e medicamentos (43,8% e 52,0%) e adubos ou fertilizantes químicos (51,3%) na Indústria de Transformação.

Em contrapartida, alguns produtos registraram diminuição nas importações, como cevada (-37,5%), produtos hortícolas (-25,0%) e soja (-83,2%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-21,4%), minério de Ferro (-99,8%) e petróleo bruto (-45,8%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (-7,8%), Cobre (-19,2%) e válvulas e tubos termiônicos (-17,7%) na Indústria de Transformação.





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Colheita de soja chega a 94,8% no Brasil; saiba quais estados já concluíram os trabalhos



Até o último domingo (27), a colheita da soja da safra 2024/25 no Brasil atingiu 94,8% da área semeada, com um avanço de 2,3 pontos porcentuais em relação à semana anterior. O dado foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

Quando comparado ao mesmo período da safra passada, em que 90,5% das lavouras já haviam sido colhidas, houve um crescimento de 4,3 pontos porcentuais. Em relação à média dos últimos cinco anos, que é de 93,5%, a colheita está adiantada em 1,3 ponto porcentual.

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Colheita pelo Brasil

A colheita da commodity já foi finalizada nos principais produtores, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Tocantins. No entanto, em algumas regiões, a colheita ainda está em andamento. A Bahia continua com a colheita da soja, refletindo a diversidade das regiões produtoras no país.

Milho

Além disso, o avanço nas colheitas de soja tem implicações diretas na agricultura brasileira, uma vez que a retirada das lavouras de soja abre caminho para o plantio de milho safrinha, que tem ganhado cada vez mais importância no cenário agrícola do Brasil.

De acordo com dados da Conab, a retirada de soja também está impactando a área destinada ao milho de verão, que até agora atingiu 71,9% da área esperada.



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AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar para o mês de maio?


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de maio de 2025 indica uma distribuição irregular de chuvas pelo país, com volumes variando entre a média climatológica e abaixo dela em grande parte da Região Norte, exceto em áreas pontuais do Amazonas, centro-norte do Pará, Amapá e sul de Roraima, onde podem superar a média.

No Nordeste, o Inmet prevê que “as chuvas devem continuar acima da média no centro-sul do Maranhão, oeste do Piauí, mas principalmente na costa do Ceará até a Bahia, com volumes que podem ultrapassar os 150 mm”. Por outro lado, “algumas áreas do norte do Maranhão e do Piauí, bem como no sul do Ceará, os volumes de chuva podem ficar abaixo da média histórica”.

Para as Regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão é de “chuvas próximas e abaixo da média, com volumes inferiores a 150 mm”. Contudo, o Inmet aponta que “em áreas do leste do Mato Grosso do Sul e centro-sul de São Paulo, a previsão indica chuvas acima da média, com valores que podem superar os 100 mm”.

Na maior parte da Região Sul, o instituto meteorológico prevê “chuvas próximas e acima da média climatológica”. Já no oeste do Paraná, são esperados “acumulados de chuva próximos e acima da média histórica, com valores acima de 100 mm”.

Considerando o impacto nas culturas, o Inmet destaca que “a previsão de chuvas mais regulares em áreas agrícolas da Região Norte e centro-norte da Região Nordeste, pode beneficiar os cultivos de segunda safra”. No entanto, ressalta que “normalmente na região do MATOPIBA (que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), há uma tendência de redução das chuvas a partir de maio, que pode causar restrição hídrica em parte das lavouras de milho segunda safra, principalmente durante a fase de floração”.

Para o Centro-Oeste e Sudeste, “a previsão para o mês de maio é de volumes de chuva inferiores aos registrados em abril”. O Inmet avalia que “ainda assim, esses volumes tendem a ser suficientes para o manejo agrícola e o desenvolvimento das culturas de segunda safra, além da cana-de-açúcar e do café“.

Na maior parte do Sul, “a previsão de chuvas irá contribuir para elevação dos níveis de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras segunda safra”. Contudo, no oeste do Paraná, “a previsão de chuvas abaixo da média pode comprometer o armazenamento de água no solo, prejudicando o desenvolvimento do feijão e milho segunda safra”.

Quanto às temperaturas, o Inmet prevê que “devem ficar acima da média em grande parte do País, com valores superiores a 22°C”. Em áreas do Sudeste e Sul, “as temperaturas médias podem ser mais amenas”, permanecendo abaixo dos 20°C, e em localidades mais elevadas, massas de ar frio podem provocar quedas abaixo dos 15°C.





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Missão brasileira na Europa chega à reta final com foco no acordo Mercosul–União Europeia



Após passar por três países europeus, a missão internacional desenvolvida pelo Governo Federal, em parceria com a ApexBrasil e o setor privado, encerra nesta semana a última etapa do roteiro no continente. A iniciativa tem como objetivo fortalecer relações comerciais e ampliar oportunidades para o agronegócio brasileiro no mercado europeu.

Durante os encontros oficiais e paralelos promovidos pela missão, o Acordo Mercosul–União Europeia foi tema central das discussões. Representantes do governo e do setor produtivo defenderam a importância do tratado para ampliar o acesso de produtos agrícolas brasileiros ao bloco europeu, destacando avanços em sustentabilidade, rastreabilidade e práticas ambientais.

A missão também buscou reforçar a imagem do Brasil como parceiro estratégico e confiável no fornecimento de alimentos, em um momento em que o tema da segurança alimentar ganha cada vez mais destaque no cenário global.

Com a participação ativa de empresas do agro e autoridades públicas, o esforço diplomático e comercial evidencia o interesse brasileiro em acelerar a conclusão do acordo e estreitar laços com os países europeus.



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Governo deve desapropriar terras com desmatamento ilegal ou incêndio, diz STF



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (28) que a União desaproprie terras que tenham sido alvo de incêndios criminosos ou de desmatamento ilegal. A medida deverá ser aplicada nos casos em que estiver comprovada a responsabilidade do proprietário na devastação do meio ambiente.

Conforme a decisão, a União e os estados terão de adotar meios para impedir a regularização de terras em que tenham ocorrido crimes ambientais. Também deverão ajuizar ações de indenização contra proprietários que sejam responsáveis por incêndios ou desmatamento ilegais.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a decisão do STF. Para a bancada, é necessário combater crimes ambientais com rigor, mas sem violar o devido processo legal e os princípios constitucionais.

A FPA lembra que o tema já é discutido no Congresso Nacional, com foco na punição dos responsáveis e na proteção do meio ambiente. “Penalizar proprietários de boa-fé, sem investigação adequada, além de injusto, não resolve o problema”, ressalta a nota da entidade.

“O produtor que cumpre a lei também é vítima dos incêndios. A FPA manterá sua atuação para fortalecer a legislação, endurecer a punição dos culpados e garantir segurança jurídica a quem produz com responsabilidade”, diz a nota.

Sinaflor e responsabilidades dos estados

Flávio Dino autorizou que os estados continuem a usar sistemas próprios para emitir autorizações para retirada de vegetação (as chamadas Autorizações de Supressão de Vegetação), desde que as informações estejam integradas ao Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor).

As determinações foram dadas pelo ministro em duas decisões na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743. Nessa ação, o STF determinou a reestruturação da política de prevenção e combate aos incêndios no Pantanal e na Amazônia, com a implementação de medidas tanto pela União quanto pelos estados envolvidos. A Corte também realizou uma série de audiências em que foram discutidas e determinadas ações sobre o tema.

FPA quer discutir o tema no Congresso

A FPA sustenta que a função social da propriedade produtiva e o respeito às garantias constitucionais devem ser defendidos no debate legislativo, “local correto para esse tipo de definição e debate”, destaca.

A entidade afirmou que rejeita as medidas que punem injustamente quem trabalha pelo desenvolvimento do país.

Prazos para informações

O ministro também abriu prazo para manifestação de órgãos e dos governos federal e estaduais. A União, por exemplo, terá que responder em 15 dias úteis sobre dados trazidos ao processo que apontam que uma “parcela significativa” de recursos para fiscalização e combate a incêndios florestais deixou de ser executada em 2024.

Na outra decisão, Dino deu prazo final de 10 dias úteis para a União apresentar uma análise sobre os recursos necessários para efetivar o cronograma de combate à criminalidade ambiental da Polícia Federal.

O Ministério do Planejamento e Orçamento terá 10 dias úteis para responder a pontos do plano de fortalecimento institucional para controle dos incêndios na Amazônia e no Pantanal. Entre os esclarecimentos, a pasta deverá dizer como vai mitigar o risco de contingenciamento da dotação orçamentária destinada a essa atividade.

Também em 10 dias úteis, os estados do Acre, Amapá, Rondônia, Maranhão, Tocantins e Pará deverão detalhar as medidas já tomadas em 2025 para prevenir e combater queimadas. Essas unidades da federação ainda terão que cumprir a ordem para instalar “salas de situação” destinadas ao monitoramento e acompanhamento dos focos de incêndio.

Em 15 dias, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverão informar o resultado da avaliação sobre o projeto “Fortalecimento da Fiscalização Ambiental para o Controle do Desmatamento Ilegal da Amazônia”. Dados apresentados no processo anunciavam que a iniciativa estava em fase final de análise e havia sido posta à deliberação da diretoria do banco no final de março.



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Soja brasileira amplia ‘protagonismo’ após tarifas de Trump; exportações à China crescem quase 50%



A crise no setor do agro entre Estados Unidos e China, agravada pelas tarifas impostas por Donald Trump, já provoca efeitos no agronegócio americano, com o protagonismo do Brasil em crescimento. Na primeira quinzena de abril, as exportações de soja dos EUA caíram 50% e as de carne suína, 72%, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Enquanto isso, o Brasil ampliou sua presença no mercado chinês: segundo a consultoria Safras & Mercado, cerca de 40 navios carregados com soja brasileira atracaram no porto de Zhoushan em abril, um salto de 48% em relação ao mesmo mês de 2024. A expectativa é que o terminal Laotangshan descarregue 700 mil toneladas do grão, uma alta de 32% sobre o ano anterior.

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Com tarifas chinesas de até 15% sobre frango, trigo, milho e algodão americanos, além de 10% sobre soja, carne suína, bovina, frutos do mar, frutas, vegetais e laticínios, países como Brasil, Argentina e Austrália vêm ganhando espaço no mercado chinês, impulsionados por políticas comerciais mais abertas e relações bilaterais estáveis.

A tendência reforça a posição do Brasil como principal fornecedor agrícola da China, em meio ao afastamento de produtos norte-americanos. De acordo com o USDA, entre os dias 11 e 17 de abril, a China comprou apenas 1.800 toneladas de soja dos EUA, contra 72.800 toneladas na semana anterior. No mesmo período, houve cancelamento de 12 mil toneladas de carne suína, resultando em vendas líquidas de apenas 5.800 toneladas, o menor volume registrado para entregas em 2025.

Com isso, a participação americana nas importações de soja da China caiu de 40% em 2016 para 18% em 2024. No caso da carne suína, os EUA exportaram 416 mil toneladas para a China em 2024, 18% do total importado, ficando atrás de Brasil e Argentina. Esse movimento consolida a mudança no eixo do comércio agrícola internacional, com a China ampliando parcerias estratégicas junto ao Brasil.



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Preços do açúcar seguem firmes no primeiro mês da safra 2025/26



No mercado spot do estado de São Paulo, os preços do açúcar cristal branco seguem firmes. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A média do indicador para o produto de cor Icumsa de 130 a 180 apresentou uma alta de 0,9%, operando agora a 144,24/saca de 50 kg.  De acordo com o instituto, este suporte se dá por parte da baixa oferta deste tipo de açúcar no primeiro mês da safra 2025/26.

Na última semana a maior movimentação nas negociações se deu especificamente entre terça (22) e quinta-feira (24), quando a liquidez foi maior, de acordo com o Cepea.

Na sexta-feira (25) as chuvas que ocorreram em algumas regiões de lavoura de cana diminuíram as movimentações do mercado. Assim, essa paralisação fez com que as usinas retirassem suas ofertas do mercado, aponta o Centro de Estudos.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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