domingo, maio 24, 2026

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Itaú BBA: Estiagem pode se repetir e comprometer floradas na safra de café…


Condições climáticas desfavoráveis podem afetar o desenvolvimento vegetativo das lavouras e impactar a produção

Após um período de chuvas bem distribuídas em dezembro e janeiro, as principais regiões produtoras de café do Brasil enfrentaram precipitações irregulares e temperaturas elevadas em fevereiro e na primeira quinzena de março. Esse quadro pode afetar o enchimento dos grãos da safra atual, provocar escaldadura em folhas e frutos e comprometer o desenvolvimento das lavouras para o próximo ciclo.

“Em 2024, as chuvas nas regiões de arábica e conilon cessaram já em março, seguidas de até sete meses de seca, com retorno efetivo das precipitações apenas em outubro. A grande questão agora é saber se esse padrão se repetirá ou se a estiagem será mais curta, o que será determinante para a condição das lavouras na primavera, período das floradas”, explica Cesar de Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA.

A projeção do banco para a safra 2025/26 indica uma queda de 10% na produção de café arábica, que deve recuar de 45,4 milhões para aproximadamente 41 milhões de sacas. Já o café robusta deve crescer 12%, atingindo um recorde de 23,5 milhões de sacas. Com isso, a produção total do Brasil deve alcançar 64,4 milhões de sacas, um recuo de 3% em relação ao ciclo anterior.

No cenário global, esse resultado pode apertar o balanço entre oferta e demanda. Atualmente, a safra 2024/25 apresenta um superávit de 6,8 milhões de sacas, mas a projeção para 2025/26 aponta para um possível déficit de 400 mil sacas, considerando que a produção dos demais países se mantenha estável.

Outro fator de incerteza é o consumo global. O crescimento de 3% estimado pelo USDA para 2024/25 pode não se repetir diante do impacto do repasse de preços ao consumidor final. Caso a demanda desacelere, o déficit projetado pode se transformar em um leve superávit de 3 milhões de sacas, ainda abaixo do excedente registrado no ciclo atual.

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Visita a Pequim deve firmar laços comerciais entre Brasil e China



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou neste sábado (10) a Pequim, dando início à sua visita oficial à China. De acordo com a Agência Brasil, a viagem marca o terceiro encontro de Estado com o presidente Xi Jinping e deve resultar na assinatura de pelo menos 16 acordos bilaterais, a fim de firmar laços comerciais.

A China é considerada um país parceiro na estratégia de expansão comercial do Brasil. O país asiático tem desempenhado um papel central no escoamento da produção agropecuária nacional, especialmente em setores como soja, carne bovina e milho. Nesse contexto, a visita de Lula busca reforçar os laços diplomáticos e também consolidar novas oportunidades comerciais e tecnológicas.

Entre os principais temas em pauta estão os investimentos em infraestrutura logística, como ferrovias e portos, a ampliação do comércio de produtos agropecuários e a cooperação em pesquisa e inovação no setor agrícola. Essas áreas são vistas como essenciais para a competitividade internacional do agronegócio brasileiro e para o fortalecimento das cadeias produtivas nacionais.

A visita oficial também coincide com a cúpula entre a China e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), ampliando o alcance político da viagem e reforçando o papel do Brasil como articulador regional. O encontro contribui para fortalecer a agenda de cooperação Sul-Sul, uma das marcas da política externa brasileira em fóruns multilaterais.

Antes de desembarcar em Pequim, Lula esteve em Moscou, onde participou das celebrações pelos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial e manteve um encontro bilateral com o presidente russo, Vladimir Putin. Na capital russa, além das pautas diplomáticas, a agenda incluiu negociações sobre o comércio de fertilizantes e combustíveis, insumos considerados vitais para a sustentabilidade e o crescimento do agronegócio nacional.



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Leite em pó sobe 2,51% no mercado goiano



Preços dos lácteos goianos fecham abril estáveis




Foto: Pixabay

Foi publicado nesta segunda-feira (5), no site da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás. A edição de abril de 2025 aponta estabilidade nos preços médios da cesta de derivados, resultado de ajustes pontuais entre os produtos analisados.

Segundo o boletim, o leite em pó integral apresentou o maior crescimento do mês, com alta de 2,51%. O leite condensado também teve valorização, de 0,65%. “A recuperação de preços nesses itens indica uma retomada gradual da demanda e reforça a importância do monitoramento contínuo realizado pela Câmara Técnica”, informou o documento.

Em contrapartida, alguns produtos registraram queda. O creme a granel teve recuo de 3,38%, o queijo muçarela caiu 2,58% e o leite UHT integral registrou baixa de 0,58%. Mesmo com essas variações, a média geral da cesta permaneceu estável.

A Câmara Técnica avalia que o equilíbrio entre produção, indústria e consumo foi mantido no mês. O boletim destaca que o acompanhamento regular dos indicadores de mercado segue essencial para orientar os agentes da cadeia produtiva.





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‘Prêmio Mulheres do Agro’ está com as inscrições abertas para a 8ª edição; saiba como participar



A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) anunciam a abertura das inscrições para a 8ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, que reconhece o protagonismo feminino no setor por meio de boas práticas em sustentabilidade, governança e impacto social. Para se inscrever, basta acessar o link.

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As indicações para a categoria Ciência e Pesquisa podem ser feitas até 1º de junho, enquanto as inscrições para a categoria Produtora Rural seguem abertas até 31 de julho de 2025. As interessadas devem acessar o site oficial da premiação, que foi reformulado para oferecer uma navegação mais intuitiva, espaço dedicado às histórias das vencedoras e um novo formulário, com login individual, que facilita o preenchimento e o contato com a organização.

As vencedoras serão anunciadas no dia 22 de outubro, durante o 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), em São Paulo, um dos principais eventos do setor, que reúne mulheres de todas as regiões do país.

O prêmio e a importância da mulher no agro

Desde sua criação, em 2018, a premiação contemplou 63 produtoras e duas pesquisadoras. Em 2024, houve aumento de 26,5% nas inscrições de pequenas propriedades, além de diversidade etária, com participantes de 19 a 67 anos. Para garantir a ética e a confidencialidade do processo, os nomes dos jurados permanecem em sigilo.

Nesta edição, serão reconhecidas nove produtoras, três em cada subcategoria: pequena, média e grande propriedade, e uma cientista na categoria Ciência e Pesquisa. Lançada em 2023, essa categoria premia mulheres com projetos de impacto no agro. A vencedora será escolhida por voto popular entre três finalistas e receberá R$ 20 mil, destinados à instituição de pesquisa em que atua.

A comunicação da premiação foi ampliada com presença em veículos especializados em agronegócio, propaganda, marketing e inovação, além de ações contínuas nas redes sociais. Os conteúdos são protagonizados por vencedoras de edições anteriores, que compartilham suas trajetórias e incentivam outras mulheres a reconhecerem seu papel no desenvolvimento sustentável do campo. A iniciativa também conta com o apoio voluntário de instituições e premiadas, que a promovem como uma vitrine para boas práticas e fortalecimento de redes de apoio entre mulheres do agro.

Para reforçar essa visibilidade, a identidade visual do pêmio foi renovada com cores mais fortes e marcantes, que refletem a força e o protagonismo feminino no setor. O site oficial também passou por reformulação, tornando-se mais dinâmico e oferecendo um espaço dedicado às histórias das vencedoras, com o objetivo de inspirar outras mulheres e fomentar boas práticas no campo. O formulário de inscrição foi redesenhado para ser mais intuitivo e confortável, com login individual e maior facilidade de contato com a organização da premiação.

“O Prêmio Mulheres do Agro segue com a missão de reconhecer, celebrar e valorizar a contribuição da mulher no campo em termos de inovação e sustentabilidade. Toda a nossa comunicação é voltada a incentivar que essas mulheres compartilhem suas histórias e inspirem outras”, afirma Isabela Fagundes, Especialista em Comunicação Corporativa da Bayer.



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CNA orienta produtores sobre o vazio sanitário e o calendário de plantio de soja



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforçou nesta semana a importância da atenção às datas estabelecidas para o vazio sanitário e o calendário de semeadura da soja referentes à safra 2025/2026. As medidas foram publicadas na segunda-feira (5) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Portaria SDA/MAPA nº 1.271/2025, no Diário Oficial da União.

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De acordo com a CNA, o respeito a esses prazos é fundamental para garantir o planejamento adequado da safra, bem como o cumprimento das normas fitossanitárias em todas as regiões produtoras do país.

”O vazio sanitário é uma medida crucial para interromper a chamada ponte verde entre as safras, que permite a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática no período de entressafra”, explica Tiago Pereira, assessor técnico da CNA. Nesse período, é proibida a existência de qualquer planta viva de soja no campo, independentemente do estágio de desenvolvimento.

Além disso, a Portaria define também os calendários de semeadura da soja, ou seja, os períodos permitidos para início e encerramento do plantio, organizados por estado e por subdivisões regionais. Esses prazos têm como objetivo equilibrar a produção agrícola com a prevenção de doenças e facilitar a fiscalização sanitária.

Pereira destaca que tanto o calendário do vazio sanitário quanto o de semeadura são construídos de forma colaborativa, com envolvimento das Secretarias Estaduais de Agricultura, federações, sindicatos rurais, entidades do setor agropecuário e órgãos estaduais de defesa vegetal. As instituições podem apresentar propostas de alteração até 31 de dezembro do ano anterior à safra, desde que tecnicamente justificadas.

”As sugestões precisam levar em conta as particularidades climáticas de cada região, estratégias de manejo fitossanitário e os impactos sobre o cultivo de outras culturas em sucessão. Após avaliação técnica, as propostas são encaminhadas ao Mapa, que publica as datas oficiais por meio de portaria”, completa.

A CNA reforça que esse processo técnico e participativo é essencial para que os calendários reflitam as realidades produtivas locais, sem colocar em risco a sanidade das lavouras brasileiras. A ferrugem asiática continua sendo uma das principais ameaças à soja no Brasil, e o cumprimento das normas é fundamental para mitigar perdas econômicas e reduzir o uso de defensivos.

Os produtores podem acessar as datas completas para cada estado e região, incluindo subdivisões, diretamente na Portaria SDA/MAPA nº 1.271/2025, disponível no portal oficial do Diário Oficial da União.



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governo atualiza lista de produtos com bônus em maio


Ampliar a segurança econômica de quem planta e colhe é o principal objetivo das atualizações promovidas pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), que divulgou a nova lista de produtos com direito ao bônus neste mês de maio. O documento foi publicado nesta sexta-feira (9) no Diário Oficial da União, com base nos preços de mercado pesquisados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Entre os produtos contemplados estão o arroz longo fino em casca, produzido em Mato Grosso; o mel da Bahia; o feijão caupi do Maranhão; e o feijão comum colhido no Paraná. Por outro lado, deixam de receber o benefício itens como banana (Alagoas), batata (Goiás), batata-doce (São Paulo), cebola (Rio Grande do Sul), feijão (Distrito Federal), feijão caupi (Amapá) e mel de abelha (Paraíba e Piauí), em razão da recuperação dos preços de mercado.

O PGPAF garante um bônus de desconto no financiamento junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Segundo o programa, “em períodos de baixa nos preços, os agricultores familiares podem utilizar o benefício como alívio direto nas parcelas do financiamento, contribuindo para a sustentabilidade das atividades no campo”.

Além do arroz e do feijão, a nova lista inclui produtos como açaí (Acre), banana (Ceará), batata (Rio Grande do Sul), cará/inhame (Paraná), castanha-de-caju (Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte), cebola (Paraná, Santa Catarina), erva-mate (Santa Catarina), feijão (Rio Grande do Sul, Santa Catarina), feijão caupi (Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins), juta/malva (Amazonas), manga (Bahia), maracujá (Bahia, Minas Gerais), mel de abelha (Bahia, Rio Grande do Norte, Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul), raiz de mandioca (Espírito Santo, Rio de Janeiro) e trigo (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul).

A portaria com os percentuais de bônus e os preços de garantia foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), responsável por repassar as informações aos agentes financeiros. O benefício passa a valer a partir de 10 de maio, com vigência até 9 de junho.





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Vaca Ibiza alcança o valor de R$ 15 milhões e quebra recorde no nelore pelagens



A vaca Ibiza FIV Surreal entrou para a história da pecuária brasileira ao atingir o valor de R$ 15,2 milhões durante o Leilão Surreal, realizado no início de maio. Com isso, tornou-se a matriz mais valorizada da variedade nelore pelagens, superando o recorde anterior — que já era dela mesma.

Filha do criatório Nelore Ibiza, de Ronivaldo Alves da Silva, a vaca nascida em novembro de 2020 passou a ter sua genética compartilhada por sete grupos: Nelore OT, Nelore Pintado GAP, Grupo Everest, Nelore das Américas, além dos novos cotistas Syagri Agropecuária e Haras LA.

O valor alcançado reflete o avanço e a valorização da genética de elite do nelore, que lidera a produção de carne bovina no Brasil. A capacidade de transmissão de características superiores às progênies é o principal diferencial de Ibiza.

“Cada cria dela é um marco genético. Não é só o que ela representa, é o que ela entrega”, afirma Ronivaldo, destacando o temperamento dócil e o desempenho produtivo do animal. “Desde jovem, ela mostrou um potencial fora da curva, com bezerros excepcionais.”

O crescimento do Nelore Pelagens, variedade com pelagem diferenciada e forte apelo comercial, vem sendo acompanhado de perto pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), que criou recentemente um ranking nacional específico para esse segmento.

“A valorização de Ibiza simboliza o reconhecimento da cadeia produtiva pelo trabalho de seleção genética de qualidade. Isso fortalece não só a variedade pelagens, mas todo o setor de melhoramento e produção de carne no país”, afirma Victor Miranda, presidente da ACNB.

*Com informações da Acrissul



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Pecuária brasileira atinge marco histórico com recorde do pacote genético de Parla FIV AJJ



A pecuária brasileira alcançou um marco histórico nesta sexta-feira (9), com a valorização recorde do pacote genético da doadora Parla FIV AJJ. O fato aconteceu durante o tradicional Leilão Gibertoni, realizado na Fazenda Santa Terezinha, em Taquaritinga (SP), e reforça o protagonismo do Brasil no cenário da genética bovina mundial.

Durante o evento, 33% do pacote genético da matriz foi arrematado por R$ 9.030.000,00, valor que projeta o conjunto completo da doadora em R$ 27.090.000,00. Esse valor estabelece o maior valor já registrado na história da raça Nelore e redefine os parâmetros de valorização genética no Brasil e na América Latina. A transação reflete o reconhecimento global da excelência genética da Parla FIV AJJ, consolidando o território brasileiro como uma referência na pecuária de elite.

A negociação foi conduzida pelos criatórios Nelore Gibertoni e RS Agropecuária, e teve como comprador o respeitado Nelore São Pedro, que é reconhecido por integrar genética de alto valor ao seu plantel. Esse investimento histórico reforça a confiança no potencial genético da doadora, destacando sua consistência e o alto padrão de qualidade que representa dentro da raça Nelore.

Esse recorde consolida o Brasil como liderança global no mercado de genética bovina e projeta ainda mais a raça Nelore no cenário internacional. O desempenho do leilão evidencia o avanço técnico da pecuária nacional e a valorização do melhoramento genético como ferramenta essencial para ganho de eficiência, sustentabilidade e alta performance na produção do setor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Morango tem bom rendimento e doença exige atenção



Morango tem bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul




Foto: Embrapa

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (8) apontou que o tempo seco e ensolarado, com noites frias, favoreceu o desenvolvimento da cultura do morango na região administrativa de Caxias do Sul. “Já se verifica satisfatória carga de frutos em muitas lavouras, o que prenuncia colheitas fartas”, informa o boletim.

A ausência de chuvas significativas reduziu a umidade do ar, o que estimulou a ocorrência de oídio em várias áreas. A doença exige atenção dos produtores, que estão adotando as medidas habituais de controle. O volume de frutos colhidos aumentou ligeiramente em relação à semana anterior. Os preços recebidos pelos produtores permaneceram estáveis, variando entre R$ 15,00 e R$ 28,00 o quilo na venda direta ao consumidor. Para CEASAs, intermediários e mercados, os valores ficaram entre R$ 15,00 e R$ 20,00 o quilo.

Na região de Pelotas, há produção de variedades de dias neutros, mas os frutos estão pequenos. Os preços permanecem estabilizados, apesar do aumento na procura. Os produtores seguem recebendo mudas, especialmente importadas, e realizam o transplante para as lavouras. Os que cultivam diretamente no solo estão dedicados ao preparo dos canteiros para o plantio e à poda de limpeza nas plantas que produzem pelo segundo ano. As condições climáticas têm sido favoráveis ao desenvolvimento das mudas transplantadas, garantindo a sanidade e o vigor das plantas.

Na região de Santa Rosa, as variedades de dias curtos plantadas neste ano já iniciaram a floração. As variedades de dias neutros permanecem em fase vegetativa e emissão de estolões.





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Produtor pode consultar clima em tempo real com novo sistema gratuito



O programa Agro Clima SP será expandido, ganhando mais 100 novas estações meteorológicas até 2026.

A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), por meio do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag).

Atualmente, o programa conta com 230 estações instaladas em diversas regiões do estado. Elas fornecem dados em tempo real sobre temperatura, umidade do ar, chuva, entre outras informações.

Segundo a pesquisadora científica e vice-diretora do IAC, Regina Célia de Matos Pires, o sistema de monitoramento libera boletins diários, que são atualizados, a cada 20 minutos. “São dados precisos, disponibilizados gratuitamente para o produtor rural, mas também para prefeituras, defesa civil, corpo de bombeiros e população em geral”, conta.

Auxílio à produtividade

A diretora aponta que o Agro Clima SP promove a resiliência agrícola frente às mudanças climáticas, como secas, riscos de incêndio ou tempestades.

Outro benefício é o impacto direto na agricultura, permitindo melhor prognóstico de produtividade, manejo dos recursos hídricos, controle de pragas, suporte técnico para agricultura sustentável, entre outros.

“O programa facilita o acesso a dados importantes, permitindo entender melhor estudos e modelos climáticos”, aponta.

Durante a Agrishow 2025, quem visitou o estande do IAC-APTA pôde conhecer de perto o funcionamento do sistema. No local foram instaladas duas estações, coletando dados que permitem o uso racional da água na agricultura irrigada, por exemplo.

Funcionando de forma autônoma, com energia solar, os sensores monitoram o clima, mas também podem medir a quantidade de água no solo, permitindo um sistema de irrigação mais eficiente e sustentável.

O diretor-presidente da Fundag, Orivaldo Brunin, observa que o programa está sendo intensificado em várias regiões. A mais recente é a do Alto Tietê, beneficiada com dez estações meteorológicas. As três primeiras estão sendo instaladas nas praias de Barra do Una e Maresias, em São Sebastião e também em Caraguatatuba.

Para receber os boletins agrometeorológicos diários, municípios e organizações da sociedade civil podem firmar convênios e parcerias com o Governo de São Paulo. Municípios e organizações da sociedade civil interessados poderão firmar convênios e parcerias com o estado de São Paulo para o recebimento dos boletins.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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