domingo, maio 24, 2026

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Frio em metade do país, chuva e calor em outra parte; confira a previsão



A terça-feira inicia com tempo frio no Sul e em parte do Sudeste, além de pancadas de chuva isoladas, mas fortes, em parte do país. Confira e comece o dia bem preparado:

Sul

Predomínio de sol e sem chuva em todo o Rio Grande do Sul, grande parte de Santa Catarina e do Paraná. No litoral catarinense e paranaense a infiltração marítima favorece condições para chuva moderada; não se descarta algumas pancadas mais isoladas por áreas do norte do Paraná. A massa de ar frio de origem polar começa a perder força, mas o dia ainda amanhece com temperaturas baixas, especialmente na campanha gaúcha e na serra do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, mas sem chance para geada.

Sudeste

O transporte de umidade do oceano em direção ao continente favorece para chuva na faixa litorânea de São Paulo, do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Entre o norte paulista e o Triângulo mineiro podem ocorrer algumas pancadas de chuva isoladas, mas moderadas, devido à circulação de ventos em médios e altos níveis da atmosfera. A massa de ar frio ainda influencia parte da Região Sudeste, e o amanhecer deve contar com temperaturas mais baixas na faixa leste de São Paulo, no Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva isoladas no período da tarde estão previstas para o norte e nordeste do Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, além de leste, centro e noroeste de Mato Grosso. Nas demais regiões o sol vai predominar no decorrer do dia. O calor vai seguir prevalecendo na Região, especialmente em território mato-grossense.

Nordeste

A circulação de ventos do oceano em direção ao continente vai favorecer a chuva no leste do Nordeste, especialmente no leste da Bahia, de Sergipe, Alagoas e litoral de Pernambuco. Na costa norte, pancadas com trovoadas no Ceará, extremo norte do Piauí e centro-norte do Maranhão, cenário influenciado pela Zona de Congergência Intertropical (ZCIT). O interior da Região terá um dia de sol e calor.

Norte

A ZCIT aumenta a condição de chuva forte e temporais pelo Amapá, norte do Pará, Amazonas e, principalmente, por Roraima, onde os volumes previstos são mais expressivos. Por outro lado, no Tocantins o sol aparece entre poucas nuvens, enquanto no Acre e em Rondônia o dia será mais nublado e sem chuva.



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Cotonicultura mineira cresce, mas seca desafia produtividade


Minas Gerais, terceiro maior produtor de algodão do país, registra um salto expressivo na área plantada para a safra 2024/2025. De acordo com estimativas da Associação Mineira dos Produtores de algodão (Amipa), o estado aumentou em 34% sua área cultivada com a fibra, movimento que acompanha a tendência de expansão nacional da cotonicultura.

Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) indicam que o algodão ocupará cerca de 2,14 milhões de hectares no Brasil nesta safra. A projeção preliminar aponta para uma colheita de 3,95 milhões de toneladas, volume 6,8% superior ao registrado no ciclo anterior. Esse crescimento é impulsionado, em boa parte, pelo aumento de áreas plantadas em estados como Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia.

Apesar da expansão, o clima seco registrado em diversas regiões mineiras acende um sinal de alerta. Segundo o diretor-executivo da Amipa, Licio Pena de Sairre, a estiagem pode comprometer a produtividade nas lavouras de sequeiro. “Teremos um aumento significativo na produção, por conta da maior área plantada, mas a produtividade tende a ser menor do que no ano passado”, explica o dirigente.

A estiagem, já prevista pela Abrapa em relatórios anteriores, motivou os produtores a adotarem estratégias antecipadas para minimizar os impactos do clima adverso. Entre elas, destaca-se a própria ampliação da área cultivada como forma de compensar possíveis perdas na produção por hectare.

Para enfrentar os desafios impostos pela instabilidade climática, os produtores de algodão em Minas têm investido cada vez mais em tecnologia e práticas sustentáveis. O uso de sementes transgênicas tolerantes à seca e resistentes a pragas, por exemplo, tem sido um dos caminhos adotados para manter a rentabilidade da cultura. “O nível tecnológico sobe quando se inclui o algodão no sistema produtivo. O produtor precisa estar atento às inovações que garantem mais resiliência ao campo”, afirma Licio.

Mesmo com o cenário desafiador, a cotonicultura mineira segue firme no compromisso com a inovação, buscando garantir uma produção de qualidade capaz de abastecer tanto o mercado interno quanto o externo. A expectativa é que, com o avanço das boas práticas agrícolas e o uso intensivo de tecnologia, o setor mantenha sua relevância e competitividade, mesmo sob condições climáticas desfavoráveis.





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Como montar sua horta caseira com pouco espaço



Hortas em casa crescem com uso de pequenos espaços




Foto: Seane Lennon

Ter uma horta em casa pode representar mais do que um hábito alimentar: é uma alternativa que alia saúde, economia e praticidade. Com o cultivo de alimentos frescos e livres de agrotóxicos, famílias podem garantir uma dieta mais equilibrada e reduzir gastos, mesmo com espaço limitado.

Pensando nesse cenário, a ISLA Sementes, empresa especializada em variedades de sementes de hortaliças, flores, ervas, temperos e microverdes, tem incentivado o cultivo doméstico, especialmente em ambientes urbanos e compactos. De acordo com Leandro Mello, especialista da empresa, o sucesso da horta está na escolha de variedades adequadas e nos cuidados com o cultivo. “Vasos, jardineiras e hortas verticais são excelentes alternativas para quem quer cultivar mesmo sem dispor de muito espaço. Optar por variedades compactas, utilizar substratos enriquecidos e garantir uma boa iluminação e irrigação são cuidados fundamentais para o crescimento saudável das plantas em ambientes reduzidos”, afirma.

Ervas como manjericão, hortaliças como alface e espinafre, além de temperos como coentro e pimenta, são algumas das opções indicadas para cultivo em pequenos vasos ou jardineiras. Alimentos como pimentão e tomate cereja também se destacam pela adaptabilidade a espaços restritos e pelo valor nutricional.

Para quem deseja iniciar uma horta em casa, é fundamental escolher um local que receba ao menos quatro horas diárias de sol, preparar a terra com material orgânico e garantir vasos com capacidade adequada, como os de 18 litros. A manutenção básica inclui regas moderadas, podas regulares e observação constante de sinais de pragas.

Com planejamento e atenção aos cuidados básicos, o cultivo doméstico pode se tornar uma prática acessível e eficiente, contribuindo tanto para a alimentação quanto para a sustentabilidade no cotidiano urbano.





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Soja segue pressionada com plantio acelerado nos EUA


O mercado da soja manteve tom de cautela na última semana. O avanço do plantio nos Estados Unidos, aliado a um clima favorável, gerou pressão adicional sobre os preços na Bolsa de Chicago. Ao mesmo tempo, o ritmo mais lento das exportações brasileiras contribuiu para conter os prêmios e limitar reações no mercado físico nacional.

Segundo análise da Grão Direto, os contratos da oleaginosa registraram variações discretas, refletindo a expectativa de uma safra cheia nos Estados Unidos. O contrato de maio de 2025 fechou a US$ 10,44 por bushel, com leve alta de 0,58%, enquanto o contrato para março de 2026 encerrou praticamente estável, cotado a US$ 10,48. No mercado interno, os preços tiveram pouca oscilação, acompanhando a calmaria no câmbio, que segue na casa de R$ 5,65.

As exportações brasileiras também ajudaram a manter o mercado mais contido. A Anec estima embarques de 12,6 milhões de toneladas em maio – abaixo das 13,5 milhões registradas em abril. A baixa demanda externa e a ausência de fatores de alta sustentada reduziram o apetite comprador, tanto no mercado spot quanto nas negociações futuras.

Um ponto de atenção segue sendo a guerra comercial entre Estados Unidos e China. A retomada das conversas entre as duas potências gerou um otimismo moderado, mas ainda sem impactos concretos nas cotações. Qualquer avanço nas negociações pode alterar o fluxo global de comércio e mexer com os preços da soja nas próximas semanas.

Para os próximos dias, o foco do mercado estará nas novas estimativas do relatório WASDE, divulgado pelo USDA nesta segunda-feira (12). A expectativa é de aumento nos estoques globais, o que reforça o viés de estabilidade no curto prazo. Ainda assim, há incertezas quanto ao real tamanho da produção americana, especialmente diante das margens apertadas identificadas por universidades norte-americanas, como Illinois, que podem provocar ajustes nas áreas de plantio.

No Brasil, o mercado já começa a se posicionar para a safra 2025/26. A recente queda do dólar e dos fertilizantes ajuda a reduzir parte dos custos, mas o crédito caro continua sendo o principal obstáculo para o produtor. Nesse cenário, operações de barter devem ganhar espaço como forma de garantir insumos e travar preços ainda neste primeiro semestre.





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EUA e China anunciam suspensão mútua de tarifas adicionais



Acordo entre EUA e China reduz tensões comerciais




Foto: Canva

Os governos dos Estados Unidos e da China anunciaram, nesta segunda-feira (12), um acordo bilateral que prevê a suspensão parcial de tarifas comerciais impostas recentemente entre os dois países. A medida foi divulgada pela Casa Branca e visa estabelecer um ambiente mais estável nas relações econômicas e comerciais, com validade inicial de 90 dias.

Segundo o comunicado oficial, “as Partes comprometem-se a tomar as seguintes medidas até 14 de maio de 2025”. Do lado norte-americano, está prevista a suspensão de 24 pontos percentuais da taxa adicional ad valorem aplicada a artigos chineses — incluindo produtos oriundos de Hong Kong e Macau — conforme a Ordem Executiva nº 14.257, de 2 de abril de 2025. Permanecerá em vigor uma taxa residual de 10% sobre esses produtos. Também será removida a aplicação das tarifas estabelecidas pelas ordens executivas nº 14.259 e nº 14.266, emitidas nos dias 8 e 9 de abril deste ano.

Em contrapartida, o governo chinês assumiu compromissos equivalentes. De acordo com o documento, a China “modificará, em conformidade, a aplicação da taxa adicional ad valorem sobre os artigos dos Estados Unidos”, suspendo também 24 pontos percentuais por 90 dias e mantendo uma alíquota de 10%. A China se compromete ainda a eliminar tarifas impostas pelos anúncios nº 5 e nº 6 de 2025 e a adotar “todas as medidas administrativas necessárias para suspender ou remover as contramedidas não tarifárias adotadas contra os Estados Unidos desde 2 de abril de 2025”.

O entendimento marca uma nova etapa nas negociações bilaterais e abre caminho para a criação de um mecanismo de continuidade das discussões econômicas. Os encontros serão conduzidos por representantes de alto escalão dos dois países. Pela China, o vice-premiê He Lifeng será o responsável. Pelos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial Jamieson Greer liderarão as negociações.

As reuniões poderão ocorrer alternadamente na China e nos Estados Unidos, ou em local previamente acordado entre as partes. Está prevista também a realização de consultas técnicas conforme a necessidade, para tratar de temas econômicos e comerciais específicos.





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Fávaro leva à China pleito por sincronismo na liberação de biotecnologia



O governo do Brasil leva à reunião com a China um dos principais pleitos do agronegócio nacional: o alinhamento entre os dois países no processo de aprovação de biotecnologias. A proposta será apresentada como uma forma de agilizar a adoção de tecnologias já aprovadas pela ciência brasileira, mas que seguem fora do campo devido à ausência de autorização no mercado chinês.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, lembra que o Brasil é referência mundial na aprovação de biotecnologias com base científica, por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Apesar dos avanços no país, muitas tecnologias desenvolvidas localmente ou aprovadas para utilização no país ainda não chegam ao campo porque aguardam liberação por parte de mercados compradores, como a China.

“A tecnologia é descoberta, aprovada pela ciência brasileira, mas fica na prateleira esperando a autorização do país comprador. Isso atrasa a adoção de inovações que poderiam tornar a agropecuária ainda mais eficiente, produtiva e competitiva”, afirmou Fávaro.

O ministro destacou que o sincronismo regulatório também é benéfico para o Brasil como comprador. Segundo ele, a China, que adquiriu uma grande empresa internacional do setor, está desenvolvendo soluções avançadas, como a edição gênica, que promete revolucionar o campo. “Queremos ter acesso a essas tecnologias também, desde que aprovadas com base na ciência”, disse.



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Balança comercial do agro paulista tem queda de 15,3%



De janeiro a abril deste ano, as exportações do agro paulista diminuíram e as importações aumentaram em comparação com o mesmo período de 2024.

Assim, os embarques tiveram queda de 11,6%, totalizando US$ 8,70 bilhões, enquanto as compras de produtos cresceram 6,5%, somando US$ 1,98 bilhão.

Como consequência, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 6,72 bilhões, valor 15,3% inferior ao registrado nos quatro primeiros meses do ano anterior.

Mesmo diante da queda, o secretário de Agricultura e Abastecimento do estado, Guilherme Piai, comemorou o que chama de superávit expressivo que mostra a “força e resiliência do setor, que encontrou na alta das exportações de café, carnes e suco de laranja um equilíbrio importante.”

As exportações do agronegócio paulista representaram 40,7% do total exportado pelo estado de São Paulo no período analisado, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,9% do total estadual.

Em comparação com o mesmo período de 2024, observou-se uma retração de 3,4 pontos percentuais na participação das exportações e de 0,9 ponto percentual nas importações.

De acordo com análise conduzida pelo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril, e pesquisadores vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, vale observar o movimento de ampliação de compras do agro paulista pela China e Estados Unidos.

A China registrou aumento de 7% no volume do grupo soja e 1% do grupo de carnes, enquanto os Estados Unidos elevaram as aquisições do grupo carnes em 93%, do grupo produtos florestais em 59% e do grupo cafés em 9%.

Exportações do agronegócio paulista

Os cinco principais grupos de produtos exportados foram:

  • Complexo sucroalcooleiro: 24,6% do total exportado pelo agro paulista, US$ 2,136 bilhões, sendo que o açúcar representou 88,7% e o etanol, 11,3%.
  • Setor de carnes: equivalente a 14% das vendas externas do setor, totalizando US$ 1,213 bilhão, com a carne bovina respondendo por 82,5%.
  • Grupo de sucos: responde por 12,1% de participação, somando US$ 1,054 bilhão, dos quais 98,2% correspondem ao suco de laranja.
  • Produtos florestais: representam 11,1% do volume exportado, com US$ 962,48 milhões, com celulose representando 52,3% e papel 37,9%.
  • Complexo soja: participa com 10,9% do total exportado, registrando US$ 947,36 milhões, sendo 83,7% soja em grãos.

De acordo com a Secretaria, esses cinco grupos representaram, em conjunto, 72,7% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 7,5% de participação, com US$ 653,58 milhões, sendo 73,8% café verde e 22,9% de café solúvel.

Segundo a pasta, no período observado, as variações de valores apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+63,7%), sucos (+35,0%) e carnes (+23,1%), e queda acentuada nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-46,2%), complexo soja (-4,5%) e produtos florestais (-3,6%).

Principais destinos

A China representa 20,3% de participação entre os principais destinos dos produtos agropecuários brasileiros, adquirindo, principalmente, produtos do complexo soja (37%), carnes (26%) e florestais (19%). Em seguida, aparecem:

  • União Europeia: 15,6% de participação, sendo os principais itens sucos (34%), café (19%) e demais produtos de origem vegetal (11,8%);
  • Estados Unidos: somam 15,3% de participação, comprando sucos (37%), carnes (15%) e café (10,4%).

No cenário nacional, as exportações do agronegócio paulista lideraram o ranking entre os estados, correspondendo a 16,5% do total exportado pelo setor no Brasil no primeiro quadrimestre de 2025, seguidas por Mato Grosso (16,3%) e Minas Gerais (12,2%).

Desempenho do agro brasileiro

O agronegócio brasileiro obteve exportações de US$ 52,74 bilhões entre janeiro e abril deste ano, o que representa um crescimento de 1,4% em relação ao ano anterior. As importações totalizaram US$ 6,87 bilhões, com aumento de 8,0%. O saldo da balança comercial do setor fechou em superávit de US$ 45,87 bilhões, variação positiva de 0,5%.

Com esses resultados, o saldo da balança comercial do setor alcançou superávit de US$ 45,87 bilhões, em relação ao primeiro quadrimestre de 2024.



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Ibraoliva vai a Espanha reforçar pedido de filiação em Conselho Mundial de Olivicultura



Grupo que representa 95% da produção mundial de azeite de oliva


Foto: Pixabay

O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) foi convidado para participar da 64ª reunião do Conselho Consultivo do Comitê Oleícola Internacional (COI) na terça-feira, 13 de maio, em Úbeda, na Espanha. O encontro terá o aval do Ministério da Agricultura. O COI é uma organização intergovernamental que promove o azeite e as azeitonas de mesa, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e responsável da olivicultura e do setor. O Comitê visa ainda promover o azeite de oliva e definir normas de qualidade, além de fiscalizar a autenticidade que envolve 95% da produção mundial.

O presidente do Ibraoliva, Renato Fernandes, informa que o objetivo da participação no evento será mostrar a intenção de o Brasil ocupar uma cadeira no órgão e poder assim contribuir para o desenvolvimento da olivicultura nacional. “Embora a nossa participação se dê apenas como ouvintes, nossa presença demonstra o compromisso do Ibraoliva com o setor e a importância de estar representado nas atividades oficiais da entidade”, explica.

Fernandes ressalta ainda que a viagem também será uma oportunidade para estreitar laços e fortalecer relações com outros países e instituições do setor. “Estamos confiantes de que essa participação contribuirá para o futuro da olivicultura brasileira e para o crescimento do Instituto Brasileiro de Olivicultura”, destaca.

O dirigente agradeceu a intermediação do Ministério da Agricultura e a disposição do órgão governamental em apoiar os produtores brasileiros. “A filiação do Brasil ao Conselho Oleícola Internacional é um passo importante para o avanço e crescimento da olivicultura no Brasil, uma cultura ainda em desenvolvimento no país. E a prova que o Ministério da Agricultura tem feito um importante trabalho no nosso setor, é o fato do Brasil ter sido convidado para participar do evento neste espaço privilegiado no X Salón Internacional del Aceite de Oliva (Síaove)”, conclui.

 





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preços de soja sofreram alteração no Brasil?



O mercado brasileiro de soja registrou preços mais altos em quase todas as regiões nesta segunda-feira (12). A alta da soja na Bolsa de Chicago e do dólar no Brasil deram suporte às cotações. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ritmo de comercialização foi moderado no dia.

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Silveira observou que os prêmios não acompanharam esse movimento. Já o dólar contribuiu para sustentar níveis mais altos de preços, embora o mercado não tenha registrado volumes significativos de negócios.

Preços de soja no país

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 130,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,50 para R$ 134,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 127,50 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,50 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 119,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em alta, impulsionados pelo relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou estoques finais em 2025/26 abaixo das estimativas. O acordo comercial fechado entre China e Estados Unidos completou o cenário positivo.

Representantes americanos e chineses concordaram em reduzir temporariamente as tarifas recíprocas em um acordo que superou as expectativas. Segundo informações da Reuters, os EUA reduzirão as tarifas adicionais impostas às importações chinesas em abril deste ano de 145% para 30%, enquanto as tarifas chinesas sobre importações dos EUA cairão de 125% para 10%, anunciaram os dois países nesta segunda-feira. As novas medidas entrarão em vigor por 90 dias.

USDA

O relatório do USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,340 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 118,11 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 52,5 bushels por acre. O mercado esperava uma produção de 4,325 bilhões ou 117,5 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 295 milhões de bushels ou 8,03 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 351 milhões de bushels ou 9,55 milhões de toneladas. O USDA, em seu primeiro relatório da nova temporada, está trabalhando com esmagamento de 2,490 bilhões de bushels e exportações de 1,815 bilhão.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 350 milhões de bushels, abaixo da estimativa do mercado de 370 milhões. As exportações estão projetadas em 1,850 bilhão e o esmagamento em 2,420 bilhões de bushels.

Safra de soja

O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 426,82 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 420,87 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124,33 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 125,3 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 123,18 milhões de toneladas, contra expectativa de 122,6 milhões de toneladas.

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas – o mercado esperava 169,1 milhões.

A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas. Para 2024/25, o número foi mantido em 49 milhões, enquanto o mercado esperava 49,3 milhões de toneladas.

As importações da China estão estimadas em 112 milhões de toneladas em 2025/26 e em 108 milhões de toneladas em 2024/25.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar ou 1,85% a US$ 10,71 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,57 1/2 por bushel, ganho de 27,00 centavos ou 2,62%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 4,00 ou 1,36% a US$ 298,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 49,92 centavos de dólar, com alta de 1,35 centavo ou 2,77%.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,53%, sendo negociado a R$ 5,6845 para venda e a R$ 5,6825 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6601 e a máxima de R$ 5,7061.



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Brasil terá maior receita da história com café em 2025


O setor cafeeiro brasileiro caminha para mais um ano de recordes. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o faturamento bruto da cadeia produtiva do café deverá alcançar R$ 125,7 bilhões no ano-cafeeiro de 2025. O número representa um salto expressivo de 57% em relação a 2024, quando a receita foi de R$ 80,07 bilhões.

O levantamento considera os preços médios recebidos pelos produtores entre janeiro e março deste ano. A maior parte dessa receita virá da produção de café arábica, que deve gerar R$ 86,52 bilhões, o equivalente a 71,2% do total. Já o café robusta (conilon + canephora) responderá por R$ 36,18 bilhões, ou 28,8% do faturamento nacional.

Minas Gerais lidera com metade da receita nacional

A força da cafeicultura está espalhada por 20 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, com presença nas cinco regiões do país. No entanto, Minas Gerais segue consolidado como o maior produtor nacional, com previsão de receita bruta de R$ 62,93 bilhões, cerca de 50% do total estimado. O estado é responsável por metade da produção de café do Brasil.

Na sequência, o Espírito Santo aparece como o segundo maior arrecadador, com R$ 30,88 bilhões (24,6%). São Paulo ocupa o terceiro lugar com R$ 12,26 bilhões (9,75%), seguido pela Bahia, com R$ 9,81 bilhões (7,8%). Rondônia, destaque na produção de robusta, aparece em quinto lugar, com R$ 5,94 bilhões (4,73%). Fechando o ranking dos seis maiores, o Paraná deve arrecadar R$ 1,78 bilhão, ou 1,42% do total.

Maior faturamento da história do café brasileiro

Caso esses números se confirmem até o fim do ciclo, o Brasil registrará o maior faturamento da história da sua cafeicultura. O desempenho reforça o protagonismo do país no cenário mundial, sendo o maior produtor e exportador global de café.

O crescimento da receita está atrelado a uma combinação de bons preços, aumento da demanda e estabilidade produtiva, além do papel crescente das exportações. Em um ano marcado por desafios climáticos e logísticos, a pujança do setor evidencia sua resiliência e importância para a economia nacional.





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