domingo, abril 26, 2026

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CNA avalia custos de produção de café, leite e cana


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que, por meio do projeto Campo Futuro, realizou nesta semana o levantamento de custos de produção de café, pecuária de leite e cana-de-açúcar em quatro estados. A iniciativa contou com a participação de produtores, sindicatos, técnicos, universidades e centros de pesquisa em Goiás, São Paulo, Espírito Santo e Paraná.

Nos painéis de café realizados no Espírito Santo e no Paraná, foram avaliadas diferentes realidades produtivas. Em Brejetuba (ES), a produtividade estimada para o café arábica em 2026 foi de 36 sacas por hectare, avanço de 9% em relação ao ciclo anterior. Em Jaguaré (ES), no cultivo de conilon, a produtividade recuou de 65 para 60 sacas por hectare, influenciada por baixas temperaturas após a colheita passada. Já em Cachoeiro do Itapemirim (ES), a estimativa foi de 50 sacas por hectare, acima das 42 sacas registradas anteriormente. Em Londrina (PR), a produtividade média considerada foi de 32 sacas por hectare, crescimento de 8% frente ao levantamento anterior.

Segundo a assessora técnica Larissa Mouro, houve aumento no Custo Operacional Efetivo (COE) nas áreas analisadas. “Esse incremento foi impulsionado pelo encarecimento dos insumos agrícolas, principalmente fertilizantes, e maior desembolso com a mão de obra”, afirmou. O assessor técnico Carlos Eduardo Meireles também destacou elevação nos custos em Londrina. “O Custo Operacional Efetivo (COE) teve incremento de 6,3% comparado ao período anterior, puxado por maiores desembolsos com insumos para realização dos tratos culturais. O custo com produtos fitossanitários registrou aumento de 21,9%”, disse.

Nos levantamentos de pecuária de leite em Goiás, realizados nos municípios de Orizona, Piracanjuba e Jataí, a produção nas propriedades modais variou entre 200 e 700 litros por dia. De acordo com o assessor técnico Guilherme Dias, os custos com alimentação do rebanho representam entre 55% e 60% da receita obtida. “Entretanto, mesmo diante desses desafios, a atividade se mostrou competitiva frente outras opções de uso da terra, com a margem bruta por hectare superando os valores pagos pelo arrendamento em todas as praças pesquisadas”, afirmou.

No painel de cana-de-açúcar realizado em Araraquara (SP), foi definida uma propriedade modal de 70 hectares, com estimativa de produtividade de 75 toneladas por hectare no ciclo 2026/2027 e cerca de 120 quilos de Açúcares Totais Recuperáveis por tonelada. Segundo a assessora técnica Eduarda Lee, a receita projetada não cobre todos os custos operacionais. “Os maiores custos operacionais observados são relacionados aos tratos soca, sobretudo com fertilizantes”, disse.





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Mapa e ApexBrasil alinham ações para exportações do agro


O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se nesta sexta-feira (10) com o novo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, e o ex-presidente da agência, Jorge Viana, em agenda institucional voltada ao alinhamento de prioridades entre as instituições. Também participaram do encontro o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e a chefe de gabinete, Andriana Toledo.

A reunião teve como objetivo apresentar o novo dirigente da ApexBrasil e discutir a continuidade da cooperação entre o ministério e a agência na promoção do agronegócio brasileiro no exterior. As instituições mantêm atuação conjunta em iniciativas voltadas à ampliação de exportações e à abertura de mercados.

Durante o encontro, André de Paula destacou a relevância da parceria institucional. “A atuação conjunta tem sido fundamental para fortalecer a presença dos produtos agropecuários brasileiros no cenário internacional”, afirmou.

O ministro também mencionou os resultados da gestão anterior da ApexBrasil, ressaltando a contribuição da agência na promoção comercial e na realização de fóruns internacionais voltados ao setor produtivo.

Nos últimos anos, a ApexBrasil ampliou sua atuação com a abertura de escritórios no Brasil e no exterior e participação em mais de 20 fóruns internacionais, com foco na expansão de mercados para produtos brasileiros.

O novo presidente da agência, Laudemir Müller, afirmou que dará continuidade às ações em curso. “A agência seguirá atuando de forma integrada para apoiar o setor produtivo, atrair investimentos e promover as exportações brasileiras”, disse.

O ex-presidente Jorge Viana também participou da reunião e destacou a importância da agenda de desenvolvimento regional e da abertura de mercados como instrumentos para geração de emprego e renda. Ele citou experiências na expansão das exportações agropecuárias em diferentes cadeias produtivas.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou os resultados obtidos pelo país na abertura de novos mercados. “Os resultados expressivos refletem o trabalho conjunto entre as instituições”, afirmou.





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Temperaturas caem no fim de semana no Brasil


A atuação de uma massa de ar frio segue influenciando as condições do tempo no Brasil neste fim de semana, com queda nas temperaturas, principalmente nas regiões Sul e parte do Sudeste. As informações são da Meteored, que aponta a persistência de mínimas mais baixas após a passagem de uma frente fria pelo país.

De acordo com a previsão, a massa de ar frio já atua sobre a Região Sul, onde as temperaturas mínimas registradas na quinta-feira (9) ficaram em torno de 11°C na Serra Catarinense. Na sexta-feira (10), o sistema avança em direção ao Centro-Oeste e Sudeste, com mínimas previstas próximas de 15°C, enquanto nas serras do Sul os termômetros devem marcar abaixo de 10°C.

Para o sábado (11), a expectativa é de temperaturas abaixo da média em grande parte do país, com maior intensidade no centro-sul. Segundo a Meteored, no Rio Grande do Sul, no leste de Santa Catarina e no Vale do Paraíba paulista, o amanhecer pode registrar até 7°C abaixo da média climatológica.

Nessas áreas, as mínimas devem ficar abaixo de 10°C nas regiões serranas do Sul e também em pontos mais elevados do Sudeste, como na Serra da Mantiqueira. De forma geral, as temperaturas devem variar entre 12°C e 17°C entre a Região Sul e a faixa leste do Sudeste.

Ainda conforme a previsão, as temperaturas máximas tendem a permanecer mais baixas apenas na faixa litorânea, entre o norte do Rio Grande do Sul e o Sudeste, com valores inferiores a 25°C. No interior, no entanto, os termômetros podem se aproximar dos 30°C, configurando amplitude térmica ao longo do dia.

No domingo (12), a massa de ar frio perde intensidade, embora ainda influencie o tempo na faixa leste do Sul e do Sudeste. As temperaturas mínimas devem subir de forma gradual, especialmente na metade sul e oeste do Rio Grande do Sul, onde os valores podem alcançar 20°C ao amanhecer.

As mínimas abaixo de 10°C devem se restringir às áreas mais elevadas do Sudeste, enquanto nas serras do Sul as temperaturas devem variar entre 11°C e 13°C. Já em áreas do centro-leste do Paraná e de Santa Catarina, a presença de chuva e nebulosidade deve manter as máximas abaixo de 20°C, com sensação de frio ao longo do dia.

Segundo a Meteored, “as temperaturas máximas previstas para domingo (12), no entanto, devem ser mais baixas que no dia anterior no geral, mas principalmente entre o centro-norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e Paraná”, com redução das máximas em relação ao sábado.





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Agromen Sementes anuncia novo diretor comercial e intensifica portfólio multiculturas


O engenheiro agrônomo Marcelo Junqueira acaba de assumir o cargo de diretor comercial da Agromen Sementes. Formado pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia) e pós-graduado em Marketing, o novo diretor apresenta mais de 20 anos de experiência profissional, com passagem por grandes companhias do agronegócio, como Bayer e Ihara Defensivos Agrícolas.

Marcelo afirma que é uma grande oportunidade poder cooperar com a continuidade da bela história da Agromen, marcada pela simplicidade e eficiência na operação. “Estou muito animado, e nosso foco continuará sendo promover uma genética que contribua com a lucratividade do agricultor, com sementes de alta qualidade e uma equipe técnica próxima aos parceiros e clientes no campo”, complementou.

Para Thiago Mendonça, Diretor Agrícola da Agromen, a chegada de uma nova liderança comercial será fundamental para impulsionar diversas oportunidades. De acordo com Thiago, a experiência sólida do Marcelo, aliada à sua visão estratégica e histórico de resultados consistentes, certamente contribuirão de forma significativa para o fortalecimento das operações comerciais e o crescimento sustentável da empresa.

Além de liderar uma equipe técnico-comercial com amplitude nacional, Marcelo Junqueira será responsável pelas estratégias de marketing, vendas, e também pelo relacionamento da marca com revendas, cooperativas, distribuidores de insumos agrícolas, produtores rurais e multiplicadores de biotecnologias. Atualmente, a Agromen tem parceria firmada com grandes empresas de biotecnologia, como a Neogen Sementes, licenciando cultivares renomadas de soja.

MERCADO DE SOJA COMO ALAVANCA DE CRESCIMENTO

Há mais de 50 anos, a Agromen Sementes é pioneira na difusão de genética de milho (convencional e transgênico) e sorgo no Brasil, e o licenciamento de cultivares de soja tem acelerado os resultados da empresa. A parceria com conceituados obtentores de biotecnologia, como a Neogen, e o rigoroso controle de qualidade das sementes tem sido o grande diferencial para a evolução da marca no mercado de soja.

A safra brasileira de soja 2025/26 consolidou mais um ciclo recorde no campo, com expansão da área plantada e melhora na produtividade, mesmo com desafios climáticos em regiões produtoras. Com isso, para a safra seguinte, a aposta da Agromen Sementes serão as cultivares NEO700 I2X e NEO802 I2X, ambas com alto potencial produtivo.

De acordo com Flávio Marçal, Gerente Comercial da Neogen, a soja NEO700 I2X é uma cultivar completa, que abrange precocidade, alto teto produtivo e resistência à nematoide de cisto. “A precocidade da cultivar somada à flexibilidade no posicionamento traz para o agricultor a possibilidade de antecipar o plantio de segunda safra e garantir uma excelente produtividade para a cultura da soja”. Já a cultivar NEO802 I2X entrega ao mercado versatilidade de posicionamento em diferentes ambientes e elevado teto produtivo, sendo uma soja que transita muito bem nos diferentes cenários ambientais e de fertilidade do cerrado, destacou Marçal.

Sobre a Agromen Sementes

Empresa brasileira que investe na pesquisa e desenvolvimento de novos híbridos de Milho e Sorgo, há mais de 50 anos no mercado nacional de sementes, levando produtos adaptados e produtivos para todas as regiões do Brasil. Contamos com produção de sementes em áreas próprias e três unidades de beneficiamento para garantir a qualidade e favorecer nossa logística. Atuamos com portfólio de sementes multiculturas, incluindo também o licenciamento de Soja e Trigo. Para obter mais informações visite www.agromen.com.br.





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Pesquisadores apresentam avanços e desafios da acácia-negra


Pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) participaram de um encontro de viveiristas na sede da empresa Seta S/A, em Estância Velha. O evento, na tarde desta sexta-feira (10), reuniu apresentações técnicas sobre avanços na pesquisa com acácia-negra.

Durante a programação, foram destacados resultados de estudos sobre o uso de bioinsumos na produção de mudas. O pesquisador do DDPA Luciano Kayser Vargas apresentou avanços no uso dessas tecnologias, com base em cinco publicações em periódicos internacionais. “Entre os principais resultados, estão a identificação de alta diversidade de rizóbios noduladores em solos do Rio Grande do Sul, a eficiência das estirpes recomendadas, o aumento da germinação e do vigor de plântulas com a inoculação de sementes e o potencial de uso de bactérias para estimular o enraizamento de estacas”, elencou.

A adoção dessas tecnologias tem impacto direto na qualidade das plantas. “Estudos demonstram que mudas inoculadas com bioinsumos têm potencial de incremento de 15% no volume de madeira de florestas de acácia”, ressaltou o engenheiro florestal e coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante.

Em sua apresentação, Brilhante também enfatizou a importância do manejo adequado da fertilidade do solo. Segundo ele, é fundamental que o produtor realize a reposição dos nutrientes exportados pela colheita, especialmente cálcio (Ca) e magnésio (Mg). “Em média, a retirada de madeira e casca de acácia-negra implica a exportação de cerca de 300 quilos de cálcio por hectare e 100 quilos de magnésio por hectare, o que reforça a necessidade de práticas regulares de correção e adubação para garantir a sustentabilidade produtiva ao longo dos ciclos”, explicou.

Doenças e estratégias de controle

Outro destaque do encontro foi a palestra da pesquisadora do DDPA Andréia Mara Rotta de Oliveira, que abordou as principais doenças da acácia-negra e estratégias de controle. A apresentação contemplou ocorrências em sementes, viveiros e campo, com ênfase na gomose, causada por fungos do gênero Phytophthora, e na murcha-de-ceratocistose (Ceratocystis fimbriata).

Segundo a pesquisadora, a gomose é considerada a principal doença em plantações florestais no Brasil e em acácia, no Rio Grande do Sul, seguida pela murcha. Andréia também apresentou resultados de pesquisas em andamento voltadas à identificação de fungos fitopatogênicos em viveiros e à seleção de microrganismos com potencial para o controle biológico. “Estamos investigando a presença de fungos que limitam a produção de mudas e selecionando microrganismos capazes de atuar no controle desses fitopatógenos”, afirmou.

Para o diretor-presidente da Seta, Diogo Leuck, o encontro reforça a importância da integração entre pesquisa e produção. “Tudo começa no campo — e, na silvicultura, antes ainda, no viveiro. Por isso, realizamos anualmente o encontro com viveiristas, para informar, trocar experiências e aproximar a empresa e os órgãos do governo de quem aplica, na prática, a tecnologia e a inovação nas mudas”, sintetizou.





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Sefaz-AL paga mais de R$ 1,4 milhão em créditos da Nota Fiscal Cidadã


Os valores depositados correspondem a solicitações realizadas entre 20 de fevereiro e 9 de abril

A Secretaria da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) efetuou, nesta sexta-feira (10), o pagamento de R$ 1.463.702,97 em créditos da Nota Fiscal Cidadã (NFC), contemplando consumidores e instituições sociais em todo o estado.

Os valores depositados correspondem a solicitações feitas entre 20 de fevereiro e 9 de abril, incluindo créditos do último sorteio, edição especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, e solicitações realizadas anteriormente.

Ao todo, foram registradas 1.573 solicitações, sendo 1.455 de pessoas físicas, vinculadas ao CPF, e 118 de instituições. A iniciativa integra o Programa de Educação Fiscal (PEF) e evidencia o comprometimento do Estado em devolver parte dos tributos à população, além de incentivar a cidadania fiscal e o apoio a instituições sociais em Alagoas.

“A Nota Fiscal Cidadã é uma das principais ações do Programa de Educação Fiscal. Ela amplia a conscientização da população sobre a importância dos tributos e contribui diretamente para o fortalecimento das políticas públicas”, destacou o gerente de Educação Fiscal da Sefaz-AL, Luiz Vasconcelos.

O resgate dos créditos pode ser realizado de forma totalmente online, por meio do site oficial da campanha: http://nfcidada.sefaz.al.gov.br/. Para acessar, o consumidor deve informar CPF e senha cadastrados.

 Após o login, é necessário selecionar a opção “Consultar”, na aba de “Conta Corrente” no menu principal para verificar a existência de saldo disponível. Caso haja créditos, basta clicar em “Utilizar Créditos” e solicitar a transferência para a conta bancária. O valor mínimo para resgate é de R$ 15, e o prazo para recebimento é de até 30 dias úteis.

Vale destacar que, a cada dez notas fiscais com CPF, o consumidor recebe um bilhete para concorrer aos sorteios. Caso opte por compartilhar as notas com uma instituição social cadastrada, o número de bilhetes é duplicado, aumentando as chances de premiação e contribuindo com entidades assistenciais.





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CNA solicita suspensão de exigência de RGP para aquicultores


(Foto: Aquicultura/Embrapa)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal a suspensão da exigência do Registro Geral da Atividade Pesqueira para aquicultores, prevista em nova portaria publicada nesta sexta-feira (10). A medida foi encaminhada aos ministérios da Pesca e Aquicultura e da Agricultura e Pecuária.

A obrigatoriedade consta na Portaria Interministerial nº 54, que determina, entre outros pontos, a inclusão do registro nas notas fiscais de pescados comercializados. Para a entidade, a exigência representa um entrave burocrático e aumento de custos para o setor produtivo.

Segundo a CNA, o controle sanitário, a rastreabilidade e as informações sobre a produção aquícola já são monitorados por meio do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, o que tornaria a nova exigência redundante.

A entidade destaca ainda que os produtores já utilizam a Guia de Trânsito Animal acompanhada da nota fiscal para transporte e comercialização, mecanismo considerado suficiente para garantir a regularidade da atividade.

Diante disso, a CNA defende a suspensão da medida, com o objetivo de evitar duplicidade de exigências, reduzir burocracia e aumentar a eficiência regulatória no setor aquícola brasileiro.

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Forte demanda externa mantém preços do boi gordo em alta; confira as cotações do dia


boi
Foto: Fabiano Marques/Embrapa

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar alta nos preços ao longo da sexta-feira (10), em um cenário marcado mais por forte demanda do que por restrição de oferta. O movimento foi sustentado principalmente pela atuação dos frigoríficos exportadores, que seguem operando com baixa ociosidade para atender a demanda chinesa, enquanto ainda há disponibilidade da cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas definida na virada do ano.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado pode enfrentar forte volatilidade quando houver o esgotamento dessa cota, com possíveis picos de preços em momentos de exportação aquecida e quedas mais intensas na ausência da demanda chinesa.

No cenário interno, os preços do boi gordo ficaram da seguinte forma:

  • São Paulo (SP): R$ 370,42 por arroba (à prazo)
  • Goiás (GO): R$ 358,75 por arroba
  • Minas Gerais (MG): R$ 353,24 por arroba
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 361,25 por arroba
  • Mato Grosso (MT): R$ 365,41 por arroba

Atacado

O mercado atacadista da carne bovina também apresentou alta nos preços nesta sexta-feira, com expectativa de novos reajustes no curto prazo. O movimento é influenciado pela entrada dos salários na economia, o que melhora a reposição entre atacado e varejo.

Por outro lado, o avanço mais forte das cotações ainda encontra limitação na concorrência com outras proteínas, mesmo com recuperação recente da carne de frango.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 20,10/kg (+R$ 0,10)

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,03%, cotado a R$ 5,0105 para venda e R$ 5,0085 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,0055 e R$ 5,0665, acumulando desvalorização semanal de 2,86%.

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RS terá vazio sanitário da soja de julho a setembro



Medidas buscam conter ferrugem asiática no estado



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta sexta-feira (10), por meio da Portaria nº 1.579/2026, as datas do vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul, definido entre 3 de julho e 30 de setembro. O calendário de semeadura terá início em 1º de outubro de 2026 e se estenderá até 28 de janeiro de 2027.

Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), os períodos seguem o mesmo padrão adotado nas duas últimas safras. “Os períodos de vazio sanitário e calendário de semeadura publicados pelo Mapa foram mantidos iguais nas últimas duas safras, sendo repetidos na próxima. Trata-se da consolidação de importante instrumento de manejo do patógeno no Estado, integrando defesa agropecuária e setor produtivo no enfrentamento à doença.”, afirmou o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti.

O estado mantém ainda o programa “Monitora Ferrugem”, que realiza o acompanhamento de esporos da doença nas regiões produtoras. De acordo com a Seapi, o sistema identifica a presença de esporos associada às condições meteorológicas e gera mapas que indicam o risco de ocorrência da ferrugem asiática da soja, auxiliando técnicos e produtores na tomada de decisão e na adoção de medidas de manejo.

A ferrugem asiática é considerada uma das principais doenças da cultura da soja, com potencial de causar perdas entre 10% e 90% da produção, dependendo das condições. A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

O vazio sanitário tem como objetivo reduzir a presença do fungo nas lavouras. Durante o período mínimo de 90 dias, não é permitido o plantio nem a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento nas áreas monitoradas. A medida busca limitar a sobrevivência do patógeno entre as safras e reduzir riscos para o ciclo seguinte.

Já o calendário de semeadura, adotado após o vazio sanitário, tem como finalidade organizar o período de plantio e contribuir para o manejo da doença, reduzindo a necessidade de aplicações de fungicidas e o risco de resistência. A medida integra as ações do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).





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Produtor segue retraído e trava negócios da soja na semana; veja como ficaram as cotações hoje


Plano Safra recursos - grãos de soja dinheiro
Foto: Arquivo Canal Rural, aperfeiçoada por IA

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com baixa movimentação e poucos negócios, refletindo principalmente a queda do dólar e a perda de referência nos portos. Mesmo com alta na Bolsa de Chicago, o mercado interno não sustentou o movimento de valorização.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o câmbio foi o principal fator de pressão sobre os preços. “Apesar da CBOT ter subido, os preços caíram cerca de R$ 1 no porto por conta do dólar”, afirma. No físico, o produtor seguiu retraído, aguardando melhores níveis de negociação, o que manteve a comercialização fraca ao longo da semana.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 124,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 119,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00 por saca
  • Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 129,00 por saca

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT), elevando os ganhos acumulados na semana. Um movimento de compras técnicas e o comportamento dos investidores procurando posicionar suas carteiras frente ao final de semana garantiram a sustentação dos contratos.

Antes das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio, os participantes preferiram a cautela e evitar correr riscos. O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) seguiu no radar, mas foi considerado neutro.
O destaque do dia fica por conta da forte alta do farelo. "O movimento tem origem predominantemente técnica e não reflete uma mudança nos fundamentos do mercado", alerta o analista de Safras & Mercado, Gabriel Viana. "O principal driver da alta é o desmonte de posições especulativas que vinham apostando simultaneamente na valorização do óleo de soja e na queda do farelo o chamado spread long oil/short meal", completou.
Segundo Viana, com o óleo recuando nesta sessão, operadores passaram a reverter essas posições, gerando pressão compradora artificial sobre o farelo independentemente de qualquer alteração nos fundamentos de oferta e demanda do derivado.
"Os fundamentos de médio prazo seguem apontando para um cenário mais pressionado para o farelo, com a expectativa de aumento do esmagamento nos Estados Unidos em decorrência dos novos mandatos de biodiesel, maior oferta sul-americana com o avanço da safra argentina e prêmios de exportação no Brasil ainda descolados da realidade de oferta crescente", conclui o analista.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,90%, a US$ 11,75 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,91 1/4 por bushel, com elevação de 10,25 centavos de dólar ou 0,86%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 14,60 ou 4,59% a US$ 332,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,10 centavos de dólar, com perda de 0,60 centavo ou 0,88%.

Câmbio

O dólar encerrou o dia em queda de 1,03%, reforçando a pressão sobre os preços internos da soja e limitando a competitividade das exportações brasileiras.

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