quinta-feira, abril 30, 2026

News

News

Secretário do governo de SP critica juros do crédito rural na Agrishow


Geraldo Melo FIlho, secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo
Foto: divulgação

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, criticou nesta segunda-feira (27), durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), as condições de crédito ao produtor rural no Brasil. Segundo ele, juros acima de 20% ao ano, somados à limitação do seguro rural e à falta de clareza sobre novos recursos anunciados, ampliam a pressão financeira sobre o setor.

No discurso, Melo Filho afirmou que o produtor rural opera com margens reduzidas ou negativas em parte das atividades e disse que o custo do dinheiro passou a comprometer a capacidade de pagamento no campo. Ele também associou esse cenário ao avanço da inadimplência e dos pedidos de recuperação judicial entre produtores.

Ao tratar do crédito, o secretário questionou o anúncio feito pelo governo federal na abertura oficial da feira, na véspera. Segundo ele, faltam definições sobre juros, prazo de início e direcionamento dos recursos. Na avaliação do secretário, sem esses parâmetros, o acesso efetivo ao financiamento segue incerto para quem precisa custear a produção.

Melo Filho também afirmou que o Plano Safra perdeu relevância como instrumento de apoio ao produtor e disse que o seguro rural, já limitado em volume, costuma ser atingido por contingenciamentos orçamentários. Nesse contexto, argumentou que o setor mantém produção, exportações e geração de emprego, mas com maior exposição ao endividamento.

Ao comparar a atuação dos governos, o secretário citou ações do estado de São Paulo nas áreas de crédito, regularização fundiária e segurança no campo. Segundo ele, essas medidas têm foco em dar previsibilidade ao produtor.

As declarações foram feitas em tom político e incluíram críticas diretas ao governo federal. Não há, no conteúdo disponibilizado, manifestação do governo federal sobre os pontos levantados pelo secretário.

Do ponto de vista técnico, o tema recoloca no centro da discussão o custo do crédito rural, a previsibilidade do seguro e a efetividade dos instrumentos oficiais de financiamento. A evolução desses fatores tende a influenciar o nível de investimento, o custeio da safra e a capacidade de pagamento dos produtores nos próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Secretário do governo de SP critica juros do crédito rural na Agrishow apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Locação de máquinas agrícolas pode ser impulsionada com Reforma Tributária; entenda


máquinas agrícolas preços elevados foto canal rural mato grosso patrulheiro agro
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Tradicional na locação de máquinas da linha amarela, a Armac chega à 31ª Agrishow com a promessa de expandir a sua presença no agro ao crescer das atuais 18 lojas para 30 ao longo de 2026 em estados com maior Valor Bruto de Produção (VBP), como Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Paraná.

Contudo, para isso, encontra um empecilho que independe do tamanho de seu parque fabril, superior a 12 mil máquinas: a profissionalização do produtor rural.

De acordo com o diretor de Negócios da companhia, Mairon Karr, a ausência de um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) constituído, condição que afeta dos pequenos aos grandes agricultores, impede o usufruto de um dos principais benefícios do modelo de empréstimo de maquinário: a redução da cobrança de PIS/Cofins.

O executivo acredita, no entanto, que a Reforma Tributária, que passa a exigir de produtores o Cadastro até 2027, atuantes ou não como pessoa jurídica, tende a impulsionar a locação, ainda que, a princípio, de forma modesta.

“Uma expansão maior depende, também, de uma questão cultural típica do produtor rural brasileiro, já que muitos não abrem mão do sentimento de ter uma máquina própria em sua fazenda, de um bem que passarão para os filhos”, destaca.

Pensando justamente nisso, a Armac entrou no mercado de seminovos há um ano e já percebeu aumento de faturamento, registrado em R$ 2 bilhões em 2025. Para 2026, ainda que não divulguem números prévios, o desempenho superior no primeiro trimestre dá pistas de incremento e, também, de maior participação do agro no negócio, atualmente entre 25% e 30%.

O post Locação de máquinas agrícolas pode ser impulsionada com Reforma Tributária; entenda apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Brasil adere a programa de pesquisa para agricultura sustentável da OCDE


terra ao fundo desfocada, com a palma da mão com um punhado de terra em cima
Foto: Freepik

O governo brasileiro formalizou a adesão ao Programa de Pesquisa Cooperativa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para Agricultura e Sistemas Alimentares Sustentáveis, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em nota.

A carta de adesão foi entregue durante reunião na sede da organização, em Paris, ocorrida na última sexta-feira (24), com a participação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, e do representante do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas em Paris, o embaixador Sarquis J. B. Sarquis.

Pela OCDE, participaram o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen.

Segundo a pasta, a entrada do Brasil no programa reforça a contribuição do país em pesquisa agropecuária, especialmente em agricultura tropical.

“O Brasil conta com uma rede de instituições de pesquisa, universidades e centros de excelência, com destaque para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cuja atuação tem sido parte central dos ganhos de produtividade e sustentabilidade da agricultura nacional. A participação no programa permitirá ao Brasil ampliar sua presença nas discussões da OCDE sobre agricultura, segurança alimentar, sustentabilidade e inovação”, disse o ministério na nota.

Há expectativa de que a adesão gere redução de custos de cooperação internacional, com acesso à rede de intercâmbio científico, bolsas de pesquisa, conferências, workshops e simpósios apoiados pelo programa.

O post Brasil adere a programa de pesquisa para agricultura sustentável da OCDE apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

‘A produção de soja deve ficar abaixo do esperado. O motivo? Excesso de chuvas’, diz presidente da Aprosoja MA


Divulgação Canal Rural

A colheita de soja no Brasil alcançou 88,1% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No Maranhão, o ritmo também avança, mas produtores enfrentam uma combinação de desafios que impactam diretamente o resultado da safra.

Em entrevista ao Soja Brasil, o presidente da Aprosoja Maranhão, José Carlos Oliveira de Paula, detalhou o cenário no estado. “No Maranhão, nós chegamos a 60% da colheita, que está praticamente concentrada aqui ao sul. As regiões ligadas às regiões de Balsas e Tasso Fragoso são os dois municípios com maior produtividade, então isso puxa essa média dentro do estado”, afirmou.

Segundo ele, os trabalhos também começaram a avançar em outras regiões. “Começamos agora também no centro a colheita e ali na região oeste, chamada Buriticupu, praticamente em Açailândia, que é um polo de produção também, com mais de 150 mil hectares”, explicou.

Apesar do avanço, a produtividade tem frustrado as expectativas. “A gente tinha uma produção imaginada em torno de 3.600 quilos por hectare, acima de 60 sacas na média do estado, e hoje está ficando abaixo disso. O motivo? Porque saiu fora da janela do plantio e tivemos grandes problemas na colheita, com excesso de chuvas, perdas por umidade e outras questões que vieram junto com isso”, disse.

Ainda assim, ele avalia que o desempenho geral não deve fugir muito da média. “O estado ainda, continuando nesse ritmo, deve ficar entre 55 e 56 sacas por hectare. Algumas regiões não tiveram tanto problema e estão colhendo um pouquinho melhor, mas outras, como Chapadinha, tiveram atraso no plantio por causa do clima, que atrapalhou bastante”, pontuou.

Outro fator de pressão é o custo de produção. “O custo variou muito nesse período. Hoje estamos trabalhando com custo acima do ano passado, com elevação superior a 18%”, afirmou. O diesel é um dos principais vilões. “O custo do diesel teve aumento acima de 25% em algumas praças e, em certos momentos, até faltou produto na região”, relatou.

A dificuldade no abastecimento agravou a situação no campo. “Quando não tem, quem procura e paga mais rápido consegue abastecimento. Com isso, o frete também ficou mais caro, porque os caminhões tiveram que se deslocar mais. E as tradings ainda não conseguiram repassar isso nos contratos anteriores”, explicou.

Ele destaca que o impacto é direto na operação da colheita. “Na hora da colheita, a busca por diesel ficou muito difícil. Hoje, para colher, precisa reservar o diesel com uma semana de antecedência. Em anos anteriores, a gente tinha estoque, e agora não tem”, disse.

Além disso, o aumento dos custos logísticos e os entraves na comercialização preocupam. “O transporte ficou mais caro e a comercialização ficou bem abaixo do esperado. Todo mundo esperava uma soja acima de R$ 118 a R$ 120, mas hoje está sendo paga a R$ 106, R$ 108”, concluiu.

O post ‘A produção de soja deve ficar abaixo do esperado. O motivo? Excesso de chuvas’, diz presidente da Aprosoja MA apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

De olho no clima, mercado do milho segue cauteloso, diz Cepea


milho
Foto: Embrapa/Semeali Sementes

A colheita da safra de verão do milho brasileiro está em momentos finais. Enquanto isso, o plantio da segunda safra está praticamente finalizado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores relatam que existe agora uma preocupação em relação ao clima das próximas semanas, visto que a previsão é de tempo seco e quente, fatores que podem influenciar nas lavouras.

Ainda de acordo com o centro de estudos, a previsão para essa segunda safra é realmente menor comparada a do ano anterior, mesmo sendo elevada. Apesar disso, a irregularidade das chuvas nos últimos dias e as altas temperaturas na região Centro-Oeste e no estado do Paraná, tem deixado produtores em alerta.

Em relação as movimentações do mercado, no spot, a baixa demanda marca a última semana. Negociações ainda seguem limitadas, com compras apenas para quantidades pontuais e com pouca urgência de resposição. Compradores seguem de olho na boa oferta prevista para as próximas datas e aguardam uma queda nos preços.

Em compensação, vendedores limitaram o volume no spot, no aguardo de uma reação nas cotações do cereal, fundamentados nas previsões de clima para as semanas seguintes.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post De olho no clima, mercado do milho segue cauteloso, diz Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Alta oferta segura preços da soja em abril


Foto: Abiove
Foto: Abiove

A soja brasileira segue com elevada oferta no mercado, o que tem sustentado a liquidez nas últimas semanas. Esse cenário tem limitado avanços mais expressivos nos preços.

Segundo especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, mesmo com bom ritmo de negócios e demanda consistente, a expectativa de uma safra robusta mantém o mercado em equilíbrio.

De acordo com a Conab, a colheita da oleoginosa está avançada, sendo que 88,1% da área já foi colhida, apesar de ritmos distintos entre as regiões brasileiras.

Mercado internacional

No hemisfério norte, as condições climáticas tem preocupado, relata o centro de estudos. A baixa humidade no solo atual tem deixado os agentes em alerta, apesar da expectativa de chuva para as próximas semanas.

Nos EUA, a semeadura atingiu 12% da área esperada até 19 de abril, quantidade que superou o ritmo do ano anterior e também a média registrada dos últimos 5 anos, de acordo com o USDA.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Alta oferta segura preços da soja em abril apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Governo anuncia R$ 450 milhões para crédito do Pronaf Mais Leite


Dois homens fazendo a ordenha mecânica
Pecuária leiteira da família Abate, Campo Verde (MT). Foto: Michelle Jardim.

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (27), em Andradina (SP), a destinação de R$ 450 milhões em crédito rural subsidiado para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Mais Leite.

A medida é voltada à cadeia leiteira da agricultura familiar e tem como eixo o acesso à transferência de embriões para melhoramento genético do rebanho. O financiamento poderá ser contratado por produtores e cooperativas em linhas já existentes do Pronaf.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a iniciativa está vinculada ao Programa Nacional de Transferência de Embriões da Agricultura Familiar, lançado no último Plano Safra. A proposta é elevar a produtividade por animal, com referência técnica de aumento de patamares médios de 3 a 8 litros de leite por dia para faixas entre 15 e 30 litros por dia, além de ampliar o valor econômico do rebanho.

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou que a atividade tem peso estrutural na produção nacional. De acordo com ela, o Brasil tem mais de 1 milhão de propriedades produtoras de leite, das quais cerca de 950 mil pertencem à agricultura familiar, responsável por mais da metade da produção do país.

Entre as linhas disponíveis para produtores estão o Pronaf Mais Alimentos, com juros de 3% ao ano, prazo de até 8 anos e limite de R$ 250 mil por beneficiário; o Pronaf A, com juros de 0,5% ao ano, prazo de até 10 anos e limite de R$ 50 mil; e o Pronaf B, também com juros de 0,5% ao ano e limite de R$ 12 mil. Para cooperativas, o Pronaf Mais Alimentos poderá alcançar até R$ 8 milhões, enquanto o InvestAgro – Renovagro terá limite de R$ 5 milhões, com juros de 8,5% ao ano.

O crédito poderá ser usado na aquisição e transferência de embriões e em itens complementares, como alimentação, manejo e infraestrutura. Para acessar os recursos, o produtor deve procurar uma cooperativa ou instituição financeira para elaboração do projeto e contratação da operação.

No suporte técnico, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) lançou edital de R$ 28,5 milhões para assistência técnica e extensão rural, com atendimento previsto a 4.050 famílias em 27 lotes, incluindo todos os estados e o Distrito Federal, em prazo de 18 meses.

De 2023 até março de 2026, o Pronaf destinou R$ 33,9 bilhões à cadeia do leite em cerca de 777,7 mil operações, segundo o MDA. Desse total, R$ 20,2 bilhões foram para custeio, R$ 12,6 bilhões para investimento produtivo e cerca de R$ 1 bilhão para industrialização. O ministério informa crescimento de 81% no volume de crédito frente ao período anterior.

A execução do programa dependerá da articulação entre cooperativas, agentes financeiros, laboratórios e serviços de assistência técnica. Até o momento, o governo não detalhou a distribuição regional dos R$ 450 milhões nem o cronograma de contratação por estado.

Fonte: gov.br

O post Governo anuncia R$ 450 milhões para crédito do Pronaf Mais Leite apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Dólar recua no mercado à vista com petróleo em alta e impasse entre EUA e Irã


Dólar recua no mercado à vista com petróleo em alta e impasse entre EUA e Irã

O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta segunda-feira (27), em linha com a perda de força da moeda americana no exterior. O movimento ocorre em meio à alta do petróleo, após o fracasso das negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, no Paquistão. No mercado doméstico, agentes também acompanham dados de inflação, crédito e endividamento divulgados no Brasil.

Segundo informações da Associated Press, o Irã propôs encerrar o bloqueio do Estreito de Ormuz e reabrir portos em troca de retirar seu programa nuclear das negociações com os Estados Unidos. A proposta, mediada pelo Paquistão, foi considerada improvável pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que mantém a exigência de encerramento do programa atômico iraniano.

A alta do petróleo entrou no radar por seu efeito potencial sobre a inflação global e doméstica. No Brasil, o boletim Focus do Banco Central mostrou nova revisão para cima nas expectativas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A mediana para 2026 subiu de 4,80% para 4,86%, acima do teto da meta contínua de 4,50%. Para 2027, a projeção passou de 3,99% para 4,0%.

No crédito, as concessões livres dos bancos cresceram 19,4% em março ante fevereiro, para R$ 663,3 bilhões, e avançaram 9,1% em 12 meses, também segundo o Banco Central. O endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro, ante 49,8% em janeiro, igualando o pico histórico observado em 2022.

Ainda nesta segunda-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve se reunir com presidentes-executivos de bancos para discutir um programa de renegociação de dívidas.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Dólar recua no mercado à vista com petróleo em alta e impasse entre EUA e Irã apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Agrishow: vice-presidente da FPA defende projeto de renegociação de dívidas rurais


Arnaldo Jardim, COP30
Reprodução Canal Rural

O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, defendeu no domingo (26) a criação de um projeto de renegociação das dívidas do setor rural. A declaração foi feita durante a 31ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), na presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ministros e representantes do agronegócio.

Ao tratar do tema, Jardim afirmou que a proposta não envolve perdão de débitos, mas a revisão das condições de pagamento para permitir a continuidade da atividade produtiva. Segundo o deputado, a demanda é para que produtores consigam cumprir compromissos financeiros em condições compatíveis com a realidade do setor.

O parlamentar disse que a renegociação vem sendo debatida no Congresso Nacional e citou uma proposta apresentada pelo senador Renan Calheiros. De acordo com Jardim, ele e o deputado Pedro Lupion devem rediscutir os termos do projeto ao longo desta semana. Até o momento, porém, não foram detalhados publicamente os critérios, prazos, taxas ou o universo de produtores que poderá ser atendido.

Na mesma fala, o deputado vinculou a discussão do endividamento ao avanço do seguro rural. Segundo ele, a cobertura atual não passa de 7,8% da área plantada no país. Na avaliação apresentada por Jardim, uma política de seguro mais abrangente reduziria a necessidade de renegociações em momentos de perda de produção ou maior pressão sobre a renda no campo.

O parlamentar também informou que há um projeto já aprovado no Senado com foco no tema e que a proposta aguarda deliberação na Câmara dos Deputados, sob relatoria de Pedro Lupion. Não foram informados, no evento, prazos para votação.

A discussão sobre dívidas e seguro rural tende a avançar no Congresso nas próximas semanas, segundo Jardim. O andamento dependerá da definição dos termos da renegociação e da tramitação das propostas já em análise na Câmara.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Agrishow: vice-presidente da FPA defende projeto de renegociação de dívidas rurais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Agricultura regenerativa exige manejo integrado


A agricultura regenerativa ganhou espaço como tendência no campo, mas a execução ainda é apontada como um dos principais desafios para que os resultados apareçam nas áreas produtivas. A interpretação de que regenerar significa simplesmente eliminar insumos pode levar a decisões de manejo que comprometem a resposta do sistema e travam o desenvolvimento das lavouras.

Segundo Marcelo Fiorentim, engenheiro agrônomo, muita gente tem errado ao cortar insumos acreditando que a biologia resolverá sozinha, ao aumentar palhada sem compreender sua dinâmica e ao confiar apenas no laudo de análise de solo, ignorando o funcionamento do sistema. Para ele, quando esses fatores não são considerados em conjunto, o produtor pode não entender por que a área deixa de responder.

O material destaca que regenerar não é excluir, mas fazer o sistema funcionar. Isso passa por solo estruturado, raiz ativa e nutriente disponível no tempo certo. Sem essas condições, a proposta deixa de ser regeneração e passa a ser apenas uma ilusão de solo bom.

Um dos erros apontados é cortar a adubação sem garantir uma base nutricional adequada. A orientação apresentada é ajustar o solo primeiro e, depois, usar a biologia como multiplicador. O conteúdo ressalta que a biologia não cria nutrientes, mas potencializa o que já existe, e que o sistema precisa estar em condições de responder antes da atuação biológica.

Outro ponto é o manejo da palhada. O aumento de volume, sem controle da relação carbono e nitrogênio, pode imobilizar nitrogênio, dificultar o arranque da cultura e travar o sistema. A correção indicada é manejar a palhada com estratégia, priorizando decomposição e liberação de nutrientes no momento adequado.

A análise de solo também é tratada como ferramenta importante, mas insuficiente quando vista isoladamente. Teores altos não garantem nutrição se o nutriente não estiver disponível quando a planta precisa. Por isso, o manejo deve considerar o sistema como um todo, incluindo pH ajustado, raiz ativa e biologia ativa.

 





Source link