domingo, março 29, 2026

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Estudo revela fatores por trás da biodiversidade de anfíbios em ilhas marinhas


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Foto: Raoni Rebouças/IB-Unicamp

Um estudo brasileiro publicado na revista Ecography aponta que uma série de fatores contemplados em duas até então tidas como opostas determina a biodiversidade de anfíbios anuros (sapos, rãs e pererecas) em ilhas.

De acordo com Raoni Rebouças, primeiro autor do estudo, os modelos para biodiversidade que consideram tamanho da ilha, distância para o continente e produtividade foram confirmados com relativo sucesso para plantas, aves e mamíferos.

“Mas até hoje não haviam sido testados com anfíbios anuros, que não suportam salinidade e, por isso, têm no mar uma barreira intransponível”, explica.

Análises

Para verificar se, mesmo assim, os modelos se aplicavam aos anfíbios anuros, os pesquisadores compilaram dados de mais de 5 mil ilhas marinhas do mundo.

A pesquisa considera fatores como: tamanho, distância do continente e clima. O banco de dados contou ainda com informações sobre características ecológicas de 1.924 espécies de anfíbios anuros que ocorrem em ilhas marinhas.

Os pesquisadores analisaram não apenas o número de espécies em cada ilha, mas outras medidas de diversidade, como diversidade funcional ou de nichos ecológicos (se a espécie é terrestre, aquática, arborícola ou fossorial, quando vive embaixo da terra) e diversidade filogenética, que é a medida de quantas linhagens evolutivas existem no local.

“Se há 200 espécies numa ilha, mas todas pertencem a uma mesma família e são todas aquáticas, há uma alta riqueza de espécies, mas baixas diversidades filogenética e funcional”, explica Matheus Moroti, coautor do artigo.

Além da análise global, com todas as ilhas e espécies, os pesquisadores analisaram a biodiversidade de anfíbios anuros segundo o clima, separando as regiões tropicais das temperadas.

“Nossos resultados demonstram que distância do continente, tamanho e produtividade são importantes para explicar a diversidade de anfíbios anuros em ilhas, mas sua relevância difere em relação ao regime climático e da diversidade de que estamos falando, se é quantidade de espécies, diversidade funcional ou filogenética”, diz Moroti.

Teorias complementares

Segundo a Teoria do Equilíbrio da Biogeografia de Ilhas, cunhada a partir de um trabalho de 1963 e outro de 1967 de Robert MacArthur e Edward O. Wilson, quanto maior a ilha e menor a distância para o continente, maior a riqueza de espécies.

Já que estas poderiam migrar de um para o outro com facilidade e ilhas maiores teriam mais espaço para abrigar muitos indivíduos.

Em ilhas pequenas e distantes do continente, as taxas de migração seriam menores e as de extinção maiores, o que ocasionaria uma diversidade menor. Posteriormente, testaram e confirmaram a teoria para diversos grupos.

“Mas para quem não tolera sal, qualquer ilha marinha é distante. Por isso, tínhamos de testar essa teoria com os anfíbios anuros”, lembra Rebouças.

Outra teoria importante sobre a biodiversidade em ilhas contempla um fator ignorado por MacArthur e Wilson: a energia disponível para as espécies viverem e evoluírem numa ilha, independentemente do tamanho dela.

Proposta por David Wright em 1983, a teoria espécies-energia sugere que a disponibilidade de energia, na forma de produtividade de matéria orgânica por área, determina por si só a diversidade em ilhas.

Dessa forma, ilhas com a mesma área podem ter diferentes riquezas de espécies se têm produtividade diferente. Quanto maior a energia produzida, maior a capacidade de abrigar um número grande de indivíduos.

“Um bom exemplo é a maior ilha do mundo, a Groenlândia. Coberta de gelo boa parte do ano, não tem nenhuma espécie de sapo. Enquanto a segunda maior, Bornéu, tem mais de 400”, ilustra Rebouças.

Biodiversidade e clima

Foto: Raoni Rebouças/IB-Unicamp

A partir do cruzamento dos dados disponíveis, os pesquisadores concluem que nenhuma das duas teorias, sozinha, explica a diversidade de anfíbios anuros em ilhas.

Ambas seriam complementares, cada uma dando uma resposta melhor a depender do tipo de biodiversidade medida (de espécies, funcional ou filogenética) e do regime climático (tropical ou temperado).

Ao considerar as riquezas de espécies e de linhagens, por exemplo, os dados globais e de áreas tropicais apontam uma forte correlação com o tamanho da ilha. Mas, em regiões de clima temperado, essa mesma relação é muito pequena, haja vista o exemplo da Groenlândia.

Quando se trata de diversidade funcional, aquela de nichos ecológicos como terrestres, aquáticos, arborícolas e fossoriais, estes estão bastante interligados ao clima quando se consideram o mundo todo e as regiões temperadas, mas a relação é fraca em regiões tropicais, que não dependem tanto do clima para ter diferentes nichos.

Futuros estudos devem agora testar os fatores históricos que influenciam a diversidade em ilhas. Além disso, pode ser feita uma escala mais fina de análise, incluindo ilhas fluviais e considerando a extensão dos corpos d’água presentes nas ilhas, por exemplo.

*Com informações da Agência Fapesp/André Julião

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Pesquisa utiliza terra preta da Amazônia como fertilizante e acelera crescimento de árvores


IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos
Foto: Divulgação

Uma pesquisa que utiliza a terra preta da Amazônia (TPA) como fertilizante, apontou resultados relevantes no desenvolvimento de espécies florestais. Os dados indicam que o ipê-roxo (Handroanthus avellanedae) apresentou crescimento de até 55% em altura e 88% em diâmetro quando fertilizado com o solo antropogênico. Já no caso do paricá, o aumento foi de 20% na altura e 15% no diâmetro do tronco.

A comparação feita para chegar a esses resultados, são referentes aos primeiros 180 dias de vida de plantas da mesma espécie que não foram fertilizadas. As árvores estudadas, não apenas ajudam a reflorestar áreas degradadas e prover serviços ecossistêmicos, mas também podem ser usadas na exploração sustentável de madeira.

“Estudamos as terras pretas há mais de 20 anos e testamos diversas formas de uso. A ideia é entender o que elas têm de melhor para as árvores crescerem mais rápido e mais fortes em áreas degradadas”, contou Tsai Siu Mui, coordenadora da pesquisa.

O estudo foi publicado na revista BMC Ecology and Evolution e foi conduzida por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), em Piracicaba, da Embrapa Amazônia Ocidental e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ambos em Manaus.

O primeiro autor do estudo comentou sobre quais fatores influenciaram na potencialização de crescimento das plantas, “O determinante não foi a quantidade de nutrientes em si, que não muda muito, mas os microrganismos, que eram bem diferentes, especialmente os fungos.”, explicou Anderson Santos de Freitas.

TPA com fragmentos de carvão, indicados pela setas brancas (imagem: Holger Casselmann/Wikimedia Commons)

Origem indígena 

Além do nome “terras pretas da Amazônia”, o fertilizante também é conhecido como “terras pretas de índio”, devido a origem ancestral desse tipo de solo. Ela é resultado da decomposição de matéria orgânica e do uso de fogo, por parte de antigas populações da região onde hoje fica a Colômbia.

A terra estudada fortalece as plantas devido a um conjunto de bactérias, arqueas e fungos que auxiliam as árvores a absorverem nutrientes, ao mesmo tempo que eliminam microorganismos oportunistas e patogênicos, o que favorece o crescimento dos troncos. 

“Quando se desmata, principalmente para pastagem, a tendência é que o solo seja mal manejado, o que leva a uma perda muito rápida de microrganismos e nutrientes. O objetivo é recuperar a floresta e os serviços ecossistêmicos nessas áreas”, comentou Tsai.

Anderson Freitas, ressaltou que a ideia do estudo é que as pessoas não utilizem a terra preta diretamente, visto que é proibido, mas entender como é a sua formação, conteúdo e quais microrganismos e processos importantes, para que possam reproduzir ou isolar os componentes úteis.

Aplicação da pesquisa

O estudo que anteriormente havia sido feito em uma estufa e em outras espécies arbóreas, dessa vez foi realizado no campo, no viveiro da Embrapa Amazônia Ocidental, em Itacoatiara (AM), em dois tratamentos: terra preta ou fibra de coco.

Com 15 dias do plantio, as sementes germinaram e se tornaram mudas, que logo foram transferidas para o campo experimental da mesma instituição em Manaus. Em um primeiro momento, não receberam adubação ou herbicida, recebendo apenas água da chuva e controle de plantas daninhas.

Pesquisadores coletam amostras de solo e medem tronco de árvores durante experimento com TPA. (foto: Anderson Santos de Freitas/Cena-USP)

Com seis meses, as plantas se mantinham vivas, porém as tratadas com TPA foram significativas. No caso dos paricás, mesmo apresentando um crescimento proporcionalmente menor do que o que ocorreu entre os ipês-roxos, as árvores tinham cerca de 1,5 metro de altura 180 dias depois de as mudas serem transferidas para o campo.

O solo observado pelos pesquisadores das plantas com terra preta apresentaram um aumento na diversidade de fungos mais acentuada no ipê-roxo. A explicação pode ser a grande adaptação do paricá a solos degradados, que faz com que a espécie não demande tantos nutrientes e microrganismos.

Os resultados já publicados se referem aos primeiros 180 dias das plantações. O experimento, ao todo, teve duração de três anos, porém resultados faltantes devem ser revelados em próximos trabalhos.

O Laboratório de Tsai no Cena-USP estuda há mais de 20 anos a terra preta, além de já ter cerca de 200 microrganismos isolados dessas formações. A ideia é desenvolver soluções que possam ser aplicadas na recuperação de solos degradados para o reflorestamento.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Fiscais apreendem 91 toneladas de soja e 22 toneladas de fertilizantes em operação


Fiscais; apreensão
Foto: divulgação/Sefa

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) apreendeu, no sábado (28), 91 toneladas de soja em grãos e 22 toneladas de fertilizantes durante operações de fiscalização em trânsito realizadas nos municípios de Santa Maria das Barreiras, no sudeste paraense, e Cachoeira do Piriá, no nordeste do estado.

A primeira apreensão foi realizada por fiscais de receitas estaduais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Araguaia, em Santa Maria das Barreiras. Na ação, dois caminhões que transportavam soja em grãos de Santana do Araguaia (PA) com destino a Avaré (SP) foram abordados.

A carga, avaliada em R$ 109.056,00, estava sem documentação fiscal no momento da abordagem. Segundo o coordenador da unidade, Renato Couto, foram lavrados dois Termos de Apreensão e Depósito (TADs) por embargo à fiscalização.

“Após a apresentação de documentos com horário de emissão posterior à abordagem, foram emitidos mais quatro TADs, sendo dois por mercadoria desacompanhada de documento fiscal e dois pela prestação de serviço de frete sem o devido conhecimento de transporte”, explicou Couto. Os seis TADs, que totalizaram R$ 45.671,73, foram pagos e a mercadoria liberada.

Fiscais
Foto: divulgação/Sefa

Já no município de Cachoeira do Piriá, na divisa com o Maranhão, fiscais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi apreenderam 22 toneladas de fertilizantes.

Durante a fiscalização, o condutor apresentou nota fiscal informando que a carga seria de produto avariado, com valor abaixo do praticado no mercado. No entanto, após verificação física, foi constatado que o material estava em condições adequadas para comercialização.

“Verificamos que a nota fiscal não refletia a operação real. O documento foi emitido por pessoa física de São Luís (MA) e destinava a mercadoria a uma empresa revendedora de produtos agropecuários em Ourém (PA)”, informou o coordenador Gustavo Bozola.

Diante das inconsistências, a nota fiscal foi desconsiderada. O valor da carga foi arbitrado em R$ 51.700,00, com base em consultas ao mercado nacional, e foi lavrado TAD no valor de R$ 13.752,20, referente a imposto e multa.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de soja cresce, mas Sul acende alerta


A safra brasileira de soja 2025/26 avança com perspectiva de crescimento em área, produção e rendimento médio, embora haja contrastes regionais relevantes no desempenho das lavouras. Dados do Rally da Safra, da Agroconsult, indicam aumento da área plantada para 49,1 milhões de hectares, alta de 1,9%, e produção estimada em 184,7 milhões de toneladas, avanço de 6,7%.

A produtividade média nacional é projetada em 62,7 sacas por hectare, crescimento de 4,6% frente ao ciclo anterior. O mapa por estados mostra desempenho acima da média em importantes regiões do Centro-Oeste e Sudeste, com destaque para índices como 66,0, 66,2, 68,0 e 70,3 sacas por hectare. Em áreas do Norte e Nordeste, os números variam entre 59,5 e 65,0 sacas, enquanto parte do Matopiba e do Norte apresenta marcas próximas de 60,0 sacas.

No Sul, o cenário é mais desafiador. O Rio Grande do Sul aparece com produtividade de 48,7 sacas por hectare, abaixo do patamar de 55 sacas considerado limite inferior. O levantamento mensal indica recuo ao longo do ciclo, passando de 52 sacas em janeiro para 47 em fevereiro e chegando a 48,7 em março, consolidando perdas no estado.

Em Santa Catarina, o levantamento de campo revela grande variabilidade, com áreas registrando cerca de 63 e 62 sacas, enquanto outras apresentam níveis bem inferiores, como 35 e até 28 sacas por hectare. Já no leste do estado, há regiões com produtividade próxima de 43 sacas.

O levantamento também aponta diferenças importantes na comparação com a safra anterior, com áreas registrando ganhos expressivos e outras apresentando reduções significativas, reforçando o impacto das condições climáticas sobre o desempenho final das lavouras.

 





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Com 1,2 milhão de litros por dia, nova fábrica amplia produção de laticínios no Paraná


Paraná; fábrica
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O Grupo Piracanjuba inaugurou, nesta quinta-feira (26), uma nova unidade industrial em São Jorge do Oeste, no Sudoeste do Paraná.

A planta, uma das maiores do Brasil no segmento de queijos, reforça a cadeia produtiva do leite e amplia a capacidade de processamento no estado, que já ocupa a segunda posição nacional na produção.

Segundo o governador Ratinho Junior, reforçou o papel da industrialização como eixo da política de desenvolvimento do estado. “O que nós queremos é industrializar tudo aquilo que produzimos na roça. Essa planta já nasce com capacidade de consumir 1,2 milhão de litros de leite por dia e com previsão de ampliação para produtos de alto valor agregado, como whey protein”, destacou.

Produção

A unidade inicia as operações com foco na produção de queijos e manteiga, com previsão de ampliação para itens de maior valor agregado, como lactose e concentrados proteicos -insumos utilizados em alimentos especiais, fórmulas infantis e na indústria farmacêutica.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Piracanjuba, Marcelo Costa Martins, a escolha pelo Sudoeste levou em conta fatores estratégicos como logística e potencial produtivo. “É uma fábrica com capacidade de recepção de 1,2 milhão de litros de leite por dia, totalmente automatizada e com tecnologia de ponta”, disse.

A região, segundo ele, reúne condições favoráveis para o crescimento da atividade. “Nós temos aqui uma bacia leiteira importante, com produtores que têm capacidade de evoluir em produtividade e qualidade. Além disso, é uma região estrategicamente localizada, próxima aos principais mercados consumidores do Sul e Sudeste”, complementou o diretor da Piracanjuba.

Ambiente favorável

A atração do investimento está diretamente ligada às políticas estaduais de incentivo, como o programa Paraná Competitivo. O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou que o Estado tem atuado para criar um ambiente favorável à instalação de indústrias.

“Receber uma empresa desse porte fortalece uma cadeia que está presente em todos os municípios do Paraná. O leite é um dos produtos que mais geram valor nas propriedades rurais, e essa indústria vem para ampliar a produção de derivados, agregar valor e criar um ambiente mais estável para o produtor”, afirmou.

Ortigara também ressaltou o papel dos incentivos na decisão empresarial. “O Paraná desenvolveu programas como o Paraná Competitivo, que ajudam a atrair empresas em um cenário de disputa entre estados. Só no ano passado foram mais de R$ 15 bilhões em investimentos privados. Ao trazer uma indústria como essa, o Estado ganha em empregos, geração de renda e arrecadação futura. É um ciclo positivo que fortalece toda a economia”, concluiu o secretário da Fazenda.

Desenvolvimento regional 

O secretário das Cidades, Guto Silva, destacou o salto na agregação de valor à produção leiteira no Sudoeste. “Essa é a maior planta de produção de queijos da América Latina e vai muito além disso, com a produção de proteínas do leite e outros produtos de alto valor agregado. Isso transforma completamente a região e cria novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Silva também enfatizou o efeito direto sobre os produtores e municípios. “A bacia leiteira do Sudoeste já representa cerca de 30% da produção do Paraná, e uma estrutura como essa dá segurança para o produtor investir, ampliar a produção e melhorar a renda. É mais dinheiro circulando nas cidades e mais desenvolvimento para a região”, disse.

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De algodão ao aviário, a família Ferreira constrói seu legado no campo há mais de 45 anos


A história de Rubens Ferreira, do distrito de Paraíso do Sul (PR), está intrinsecamente ligada à evolução da agricultura paranaense. Há 45 anos, ele chegou à propriedade ainda menino, aos 13 anos, para ajudar o pai. O que hoje é um complexo avícola de alta performance já foi chão de algodão, pasto para o leite e, por décadas, lavoura de soja. “O produtor precisa se reinventar para não ficar para trás”, afirmou Rubens, que presenciou a diminuição do ciclo do algodão e a exigência de escala na pecuária leiteira.

O sítio Santa Cruz não é apenas um CNPJ rural; é o local onde Rubens e sua esposa, Maria, criaram a família e preservaram a herança recebida do pai. A decisão de entrar na avicultura em maio de 2023 foi estratégica, visando garantir que a terra continuasse produtiva para a próxima geração. Com dois galpões e capacidade para 85 mil aves, a família optou por um ambiente controlado e o ciclo curto do frango de corte.

Parceria e sucesso na avicultura

Um detalhe que define o sucesso da fazenda Santa Cruz é a relação de confiança com quem coloca a mão na massa. Rubens buscou no amigo de longa data, Valdecir, o conhecimento técnico necessário na avicultura. A parceria é tão estreita que Rubens é padrinho de casamento do granjeiro. Essa conexão permitiu que, logo no primeiro ano de atividade, a família alcançasse resultados de elite, reduzindo falhas e garantindo uma conversão alimentar que surpreendeu a integradora JBS em Campo Mourão.

A rotina é um esforço coletivo. Enquanto Rubens planeja os investimentos e cuida da lavoura, Maria acompanha as demandas diárias do aviário. A filha, Eduarda, mesmo formada em odontologia, faz questão de manter os pés no barro. Ela auxilia nos carregamentos, na gestão das notas e no monitoramento técnico, assegurando que o legado de honestidade e trabalho do pai tenha continuidade. “A gente quer ver isso aqui crescer”, afirmou a jovem.

O futuro da família ferreira

O reconhecimento veio rápido: em apenas dois anos de atividade, a propriedade conquistou o segundo lugar em produtividade na região. Para Rubens, o segredo está na dedicação integral e na coragem de investir em tecnologia de ponta, como aquecimento a gás e sistemas de ventilação automatizados.

Olhando para os próximos anos, o produtor não pensa em descanso, mas em expansão. Ele vê na avicultura a oportunidade de otimizar cada metro quadrado do sítio e, quem sabe, dobrar o número de galpões. Para a família Ferreira, os 45 anos de história são apenas o alicerce para um futuro onde a tradição do algodão deu lugar à modernidade do frango, mantendo sempre o mesmo propósito: produzir com excelência e manter a família unida no campo.

O Interligados – Vida no Campo já percorreu vários estados brasileiros para contar histórias de quem vive no campo. Agora, qual será a nossa próxima parada? Pode ser justamente aí, na sua propriedade!

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Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Semana começa com calor de 37°C e volumes de chuva que chegam a 100 mm; veja onde


previsão do tempo - tempo firme x chuva - calorão - previsão do tempo para hoje - tempestades - sol - 40ºC
Fotos: Pixabay

Uma onda de calor e o avanço de áreas de instabilidade devem marcar o clima no Brasil nesta semana, com temperaturas elevadas no Sul e previsão de chuvas intensas em diferentes regiões do país.

Sul

O dia começa com tempo firme na maior parte da região Sul, com exceção do litoral do Rio Grande do Sul e do sul de Santa Catarina, onde a influência marítima provoca chuva fraca, e do litoral norte gaúcho, com precipitações moderadas.

Ao longo do dia, a atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera, combinada com a umidade, intensifica as instabilidades em Santa Catarina e no sul e leste do Paraná. Nessas áreas, são esperadas pancadas de chuva moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas.

Durante a noite, as instabilidades avançam para o interior e o sul do Paraná. Nas demais áreas, o tempo permanece firme, com predomínio de calor, embora as temperaturas sejam mais amenas nas regiões de serra e no litoral sul gaúcho.

A semana começa sob influência de uma onda de calor, que deve persistir até quarta-feira (1), com máximas entre 36°C e 37°C no interior dos três estados, agravando o déficit hídrico nas lavouras.

A partir de quinta-feira (2), a formação de uma área de baixa pressão no Sudeste favorece o retorno gradual das chuvas. Os volumes previstos são de 30 a 40 mm no Paraná, 15 a 20 mm em Santa Catarina e entre 5 e 10 mm no Rio Grande do Sul.

Sudeste

No Sudeste, há previsão de chuva fraca a moderada desde as primeiras horas do dia no litoral do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, além do nordeste de Minas Gerais. Nas demais áreas, a manhã segue com tempo mais estável.

Ao longo do dia, a circulação marítima intensifica as instabilidades no Espírito Santo, Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, com pancadas de intensidade moderada e pontos de maior volume. Já no interior, noroeste e Triângulo Mineiro, as precipitações são mais fracas.

No restante da região, o tempo segue firme, com temperaturas em elevação e sensação de calor. A atuação de uma área de baixa pressão deve provocar o retorno das chuvas em todos os estados ao longo da semana.

Os maiores acumulados são esperados em São Paulo, com volumes superiores a 60 mm, o que contribui para a reposição da umidade do solo, mas também eleva o risco de alagamentos, especialmente na capital. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, os volumes devem variar entre 20 e 30 mm, favorecendo as condições do solo sem prejudicar os trabalhos no campo.

Centro-Oeste

O dia começa com pancadas isoladas no leste, interior e norte de Mato Grosso, enquanto o restante da região apresenta tempo firme.

Ao longo do dia, as instabilidades aumentam principalmente no oeste e noroeste do estado, com pancadas moderadas a fortes. No nordeste mato-grossense, a chuva ocorre com menor intensidade. Entre o fim da tarde e a noite, há aumento das chuvas também no interior de Mato Grosso e em áreas do norte, sul e interior de Goiás, ainda de forma mais fraca.

Durante a semana, os trabalhos no campo devem seguir sem grandes interrupções, já que os acumulados previstos, entre 20 e 30 mm, contribuem para manter a umidade do solo sem prejudicar operações como a colheita da soja e o plantio do milho de segunda safra.

As temperaturas máximas devem variar entre 30°C e 33°C, mantendo o padrão típico do início do outono. Para a virada da quinzena de abril, há indicação de avanço de uma frente fria, acompanhada de chuvas mais volumosas na região.

Nordeste

No Nordeste, a influência marítima mantém pancadas no litoral leste, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) atua no litoral norte, provocando chuvas moderadas a fortes.

Também há registro de precipitações no sul do Maranhão e do Piauí, além de áreas do norte e leste da Bahia, inicialmente com menor intensidade. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força em grande parte da região, com pancadas moderadas a fortes em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

Nos próximos dias, os acumulados devem variar entre 80 e 100 mm em grande parte da região, o que ajuda a manter a umidade do solo, mas pode causar atrasos nas atividades no campo. No centro-sul da Bahia, a chuva será mais irregular, com volumes entre 20 e 40 mm, especialmente na porção sudeste do estado.

Norte

Na região Norte, a elevada umidade mantém instabilidades desde o início do dia em estados como Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia, com pancadas de chuva moderadas a fortes.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também intensifica as chuvas no Amapá e no litoral e nordeste do Pará. Ao longo do dia, as instabilidades se espalham e ganham força em grande parte da região, com previsão de chuva moderada a forte no Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Roraima, Amapá e norte do Tocantins, com possibilidade de temporais.

Os acumulados podem chegar a 100 mm em estados como Tocantins, Pará, Amapá, Roraima e no centro-norte do Amazonas, o que pode impactar negativamente as atividades no campo. Já em Rondônia, Acre e sul do Amazonas, os volumes devem ficar em torno de 50 mm, contribuindo para a recuperação das pastagens e alívio do calor em áreas de pecuária.

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Carmen Perez: criadora reduz a mortalidade de bezerros de 14% para 2,3%; veja o segredo


Foto: Divulgação.
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A pecuária brasileira enfrenta um desafio silencioso, mas oneroso: a taxa de mortalidade de bezerros, que oscila entre 15% e 18% em muitas fazendas. Ao programa Giro do Boi, a pecuarista e ativista Carmen Perez, da Fazenda Orvalho das Flores (MT), apresentou medidas que podem reverter esse cenário.

Adotando o bem-estar animal (BEA) como estratégia central, Carmen conseguiu reduzir a mortalidade em sua propriedade de 14% para apenas 1,6%, com uma média histórica estabilizada em torno de 2,3%. Essa redução não representa apenas uma questão humanitária, mas uma decisão financeira de alto impacto para a fase de cria.

Confira:

Impacto financeiro significativo

A média de mercado indica prejuízos de cerca de R$ 50 mil a cada 100 bezerros nascidos em decorrência de mortes evitáveis. Por outro lado, a eficiência da Fazenda Orvalho das Flores retém esse capital no fluxo de caixa. Comparada às fazendas “Top Rentáveis”, a propriedade de Carmen apresenta indicadores superiores, como fertilidade de 86% e produção de 40 kg a mais de bezerro desmamado por vaca exposta em relação à média nacional.

Esses resultados demonstram que um manejo racional não apenas reduz o descarte de carcaças no pasto, mas maximiza o aproveitamento de cada animal nascido. Para disseminar essas práticas, Carmen lançou o curso Rebanho de Valor, focado em profissionalizar a gestão de pessoas e o trato direto com os animais.

Inovações na pecuária de corte

Carmen também apresentou o conceito de pastejo em faixas para o gado de cria comercial, uma adaptação de técnicas do setor leiteiro para a pecuária de corte. Ela destacou que o sucesso na cria em 2026 exige a superação do manejo bruto, ressaltando a importância de um “olhar detalhista”, frequentemente associado à presença feminina na gestão, para identificar precocemente bezerros doentes e garantir a sobrevivência do rebanho.

“O manejo humanizado gera impactos que vão muito além dos resultados financeiros”, afirmou a pecuarista.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor deve redobrar atenção com declaração de renda e evitar erros em contratos agrários


O produtor rural precisa redobrar a atenção com o prazo final para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-base 2025. O envio deve ser feito até o dia 29 de maio de 2026, evitando multas e penalidades aplicadas pela Receita Federal.

A obrigatoriedade de entrega atinge contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584,00, incluindo valores provenientes de arrendamentos, ou receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440,00 ao longo de 2025. Além disso, produtores que ultrapassarem o limite anual estabelecido devem apresentar o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), documento essencial para o detalhamento das movimentações financeiras da atividade.

Um dos principais pontos de atenção na declaração, segundo o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, está relacionado aos contratos agrários, especialmente os de arrendamento e parceria rural. De acordo com o especialista, esse é um dos aspectos mais fiscalizados pela Receita Federal, inclusive por meio da operação “Declara Grãos”, que realiza cruzamentos de dados para verificar a regularidade dessas informações.

Buss explica que o contrato de arrendamento ocorre quando o proprietário transfere o uso do imóvel rural a um terceiro para exploração agrícola ou pecuária, mediante pagamento fixo. “Essa remuneração pode ser em dinheiro ou equivalente em produção, como sacas de soja por hectare, caracterizando uma espécie de locação. Nesses casos, a tributação segue regras semelhantes às de aluguel, podendo atingir alíquotas mais elevadas do Imposto de Renda”, esclarece.

Já no contrato de parceria rural, o cenário é diferente. O proprietário participa dos riscos da atividade e recebe um percentual da produção. “Assim, os ganhos variam conforme a produtividade, e a tributação costuma ser mais branda, seguindo critérios aplicáveis à atividade rural”, detalha.

Erros na classificação desses contratos são relativamente comuns e podem gerar problemas. Segundo Buss, muitos produtores acabam declarando contratos de arrendamento como se fossem de parceria, reduzindo indevidamente a carga tributária. “Quando a Receita Federal identifica essa inconsistência, realiza a correção do imposto devido, acrescida de juros e multas”, alerta.

O advogado ressalta que não basta apenas nomear o contrato como parceria ou arrendamento. O que realmente importa para o Fisco é a forma como a relação é executada na prática. “Caso seja constatado que um contrato rotulado como parceria funciona, na verdade, como arrendamento, ele será reclassificado e tributado de acordo com essa natureza”, destaca.

Diante disso, a orientação é que o produtor rural revise cuidadosamente seus contratos e a forma de declaração, garantindo que as informações prestadas estejam alinhadas com a realidade das operações. A atenção a esses detalhes pode evitar autuações e prejuízos financeiros no futuro.

 





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‘Terra preta da Amazônia’ pode impulsionar crescimento do ipê-roxo em até 88%, aponta estudo


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Foto: Tsai Siu Mui/Cena-USP

Um estudo realizado no Amazonas com apoio da Fapesp demonstrou que pequenas quantidades da chamada “terra preta da Amazônia” (TPA), solo criado por antigas populações amazônicas, são capazes de aumentar o crescimento em até 55% na altura e 88% em diâmetro do ipê-roxo (Handroanthus avellanedae), árvore que ocorre também na Mata Atlântica.

Em uma espécie amazônica, o paricá (Schizolobium amazonicum), o aumento foi de 20% na altura e 15% no diâmetro do tronco. Os resultados são referentes aos primeiros 180 dias de vida das plantas, em comparação com outras das mesmas espécies que não receberam a terra preta. A pesquisa, publicada na revista BMC Ecology and Evolution.

“O determinante não foi a quantidade de nutrientes em si, que não muda muito, mas os microrganismos, que eram bem diferentes, especialmente os fungos. Nas plantas tratadas com terra preta há uma reorganização da microbiota em torno das raízes, com um recrutamento mais eficiente de microrganismos benéficos e uma redução de patógenos”, explica o pesquisador, Anderson Santos de Freitas.

Além de ajudar a reflorestar áreas degradadas e prover serviços ecossistêmicos, as duas árvores analisadas podem ser usadas na exploração sustentável de madeira, principalmente o ipê-roxo.

Terra ancestral

As terras pretas da Amazônia ou terras pretas de índio (TPI), como também são conhecidas, resultam da decomposição de matéria orgânica e do uso de fogo por populações pré-colombianas e continuam sendo criadas por povos atuais.

O estudo mostra que as TPAs abrigam um conjunto de bactérias, arqueas e fungos que ajudam as plantas a absorverem os nutrientes e ainda eliminam outros microrganismos oportunistas e patogênicos, tornando o ambiente muito mais favorável para seu crescimento.

“Estudamos as terras pretas há mais de 20 anos e testamos diversas formas de uso. A ideia é entender o que elas têm de melhor para as árvores crescerem mais rápido e mais fortes em áreas degradadas”, conta Tsai.

“Quando se desmata, principalmente para pastagem, a tendência é que o solo seja mal manejado, o que leva a uma perda muito rápida de microrganismos e nutrientes. O objetivo é recuperar a floresta e os serviços ecossistêmicos nessas áreas”, completa.

Protegidas por lei, as terras pretas são reguladas pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), órgão colegiado presidido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

“Usamos pequenas quantidades nos experimentos, após obter autorização do CGen. A ideia não é que as pessoas a utilizem diretamente, o que é proibido, mas entender como ela é formada, qual seu conteúdo e quais microrganismos e processos a tornam tão especial. Com isso, poderíamos reproduzi-la ou isolar seus componentes que possam ser úteis”, diz Freitas.

Experimento

No trabalho, foi medido o crescimento das mudas no campo. Para isso, sementes das duas espécies foram cultivadas no viveiro da Embrapa Amazônia Ocidental, em Itacoatiara (AM), em dois tratamentos: terra preta ou fibra de coco.

Após 15 dias, as sementes haviam germinado e se tornado mudas, que foram então transferidas para o campo experimental da mesma instituição, em Manaus. Foram plantadas no solo e não receberam nenhuma adubação ou herbicida, recebendo apenas água da chuva e tendo controle manual de plantas daninhas.

Após seis meses, todas as plantas estavam vivas. Porém, as diferenças das tratadas com TPA foram significativas. No caso dos paricás, embora tenham apresentado um crescimento proporcionalmente menor do que o que ocorreu entre os ipês-roxos, as árvores tinham cerca de 1,5 metro de altura 180 dias depois de as mudas serem transferidas para o campo.

Os pesquisadores observaram no solo das plantas tratadas com terra preta um aumento, principalmente, da diversidade de fungos, mais acentuado no ipê-roxo. A explicação pode ser a grande adaptação do paricá a solos degradados, que faz com que a espécie não demande tantos nutrientes e microrganismos.

“Os fungos respondem mais rápido, por serem microrganismos mais complexos. Com a adição de terra preta, imediatamente há um aumento de matéria orgânica e, portanto, de fungos decompositores, que fazem uma ciclagem mais eficiente dos nutrientes, tornando-os mais disponíveis para as plantas”, detalha Freitas.

O post ‘Terra preta da Amazônia’ pode impulsionar crescimento do ipê-roxo em até 88%, aponta estudo apareceu primeiro em Canal Rural.



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