quarta-feira, abril 29, 2026

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o papel do ‘primeiro risco absoluto’ e das cooperativas


O seguro rural ainda é pouco difundido no Brasil. Apesar de sua importância para proteger o produtor contra eventos climáticos extremos, pragas e oscilações de mercado, muitos agricultores não têm acesso a esse instrumento por causa do custo elevado, da burocracia e da falta de informação.

A nova legislação sobre seguros cooperativos (LC 213/2025) e o modelo de primeiro risco absoluto (PRA) despontam como alternativas viáveis para mudar esse cenário.

O que é o primeiro risco absoluto (PRA)

O PRA é um modelo de seguro simplificado:

  • O produtor define uma importância segurada (IS), que é o valor máximo a ser indenizado.
  • Se ocorrer uma perda menor que a IS, a indenização é total; se for maior, o produtor arca com o que ultrapassar o limite.
  • Esse formato evita cálculos proporcionais e cláusulas complexas, facilitando a contratação e reduzindo o custo do seguro.

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Como funciona o cálculo

Para estruturar o seguro rural no modelo PRA, é preciso considerar:

  • Importância segurada (IS): valor máximo indenizável, calculado com base na produtividade esperada × área × preço de mercado.
  • Probabilidade de sinistro (p): chance de ocorrência de um evento climático ou de mercado.
  • Severidade (s): intensidade média da perda em caso de sinistro.
  • Prêmio puro: IS × p × s.
  • Prêmio bruto: inclui custos administrativos e margem da seguradora.
  • Subvenção pública: parte do prêmio financiado pelo governo para reduzir o custo ao produtor.

Exmplo prático: milho

  • Área: 100 hectares
  • Produtividade esperada: 8 t/ha
  • Preço estimado: R$ 1.200/tonelada
  • IS: R$ 960.000
  • Probabilidade (p): 10%
  • Severidade (s): 50%

→ Prêmio puro: R$ 48.000
→ Prêmio bruto: R$ 60.000 (com 20% de custos)
→ Subvenção de 50%: produtor pagaria R$ 30.000

Esse cálculo mostra como o PRA pode tornar o seguro mais transparente e acessível.

Cooperativas podem ser decisivas na expansão do seguro rural:

  • Reduzem custos administrativos, por conhecerem de perto a realidade dos associados.
  • Ajudam na coleta de dados de produtividade e zoneamento agroclimático, essenciais para cálculos atuariais mais justos.
  • Pela LC 213/2025, podem oferecer diretamente seguros mutualistas, criando uma rede de proteção com menor custo.

Apesar dos avanços, ainda há barreiras:

  • Assimetria de dados sobre perdas e clima.
  • Alto custo de operação para seguradoras.
  • Risco moral (produtores podem relaxar em medidas preventivas sabendo que estão segurados).
  • Necessidade de ampliar subvenções públicas.

Políticas de incentivo

  • Especialistas defendem medidas como:
  • Subvenção escalonada para pequenos e médios produtores.
  • Seguros cooperativos regionais.
  • Prêmios reduzidos para quem adota boas práticas de manejo e mitigação de risco.
  • Melhoramento do zoneamento agroclimático.
  • Produtos modulares simplificados.
  • Vinculação ao crédito rural, tornando o seguro condição para financiamento.

O modelo de primeiro risco absoluto, aliado à força das cooperativas e a políticas públicas bem estruturadas, pode ser a chave para expandir o seguro rural no Brasil. Ao reduzir custos, simplificar cálculos e aumentar a previsibilidade, o PRA oferece estabilidade de renda ao produtor e diminui a necessidade de socorro emergencial pelo Estado.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Alagamentos e tempo quente e seco; clima se divide no Brasil, com chuvas de até 80 mm



A previsão do tempo aponta boa recuperação da umidade do solo nas principais áreas produtoras de soja do país. O centro-norte de Mato Grosso, áreas centrais de Goiás, sul de Mato Grosso do Sul e o Paraná têm recebido chuvas que ajudam o produtor de soja a iniciar a safra 2025/26.

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O tempo nos próximos dias

Nos próximos cinco dias, os maiores volumes de chuva devem ocorrer em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com acumulados superiores a 80 mm. A região centro-norte gaúcha merece atenção devido à possibilidade de alagamentos.

No Brasil central, a semana será mais quente e seca. Entre 2 e 6 de outubro as chuvas retornam para São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, ainda que de forma irregular, com acumulados de 10 a 15 mm.

7 a 11 de outubro

Entre 7 e 11 de outubro, a chuva se espalha pelo Brasil central e avança para o sul de Minas, partes de Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e centro-sul de Mato Grosso, com acumulados semanais em torno de 50 mm.

Tempo em Primavera do Leste (MT)

Em Primavera do Leste, uma das principais regiões produtoras de Mato Grosso, a previsão do tempo indica chuvas entre 5 e 7 de outubro, ganhando ritmo a partir da segunda quinzena, com acumulados semanais superiores a 50 mm.

Enquanto a chuva ainda não se firma, as temperaturas máximas podem chegar a 37 a 39ºC, mas devem cair para cerca de 31ºC a partir da segunda quinzena de outubro, proporcionando condições mais favoráveis para o desenvolvimento da lavoura.



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Portaria institui novas regras de biossegurança à suinocultura catarinense



A Secretaria de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do Estado (Cidasc) publicaram em 8 de setembro a Portaria Sape nº 50/2025, voltada à biossegurança na suinocultura.

A medida busca implementar um conjunto de boas práticas e também traz regras obrigatórias para padronizar todas as granjas com atividade comercial no estado.

As novas regras começam a valer em 60 dias a partir da publicação. Algumas mudanças são simples, como o controle de acesso, organização e higiene e processos de desinfecção, mas outras vão exigir melhorias na estrutura, como a destinação correta dos dejetos.

As granjas de Santa Catarina, que já estão em funcionamento, terão um prazo de 12 a 24 meses para se adaptarem, conforme a necessidade de cada propriedade.

“Nós vamos elevar de fato a nossa qualidade sanitária ainda mais. Santa Catarina já é o estado com a melhor sanidade do país. O Japão, por exemplo, só compra carne suína de Santa Catarina, mas nós ainda estávamos carecendo dessa regulamentação”, diz o secretário de Agricultura e Pecuária do estado, Carlos Chiodini.

Para ajudar os pequenos produtores a se adaptarem às novas regras de biossegurança, o governo de Santa Catarina lançou o programa Biosseguridade Animal SC, com financiamentos de até R$ 70 mil por granja.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, detalha que a iniciativa é voltada aos suinocultores com dificuldades financeiras para atingir a estrutura mínima do padrão de biosseguridade. “Para que ele possa ter acesso a recurso de uma forma que consiga assumir, compensar e validar, honrar o compromisso financeiro, com medidas que facilitam esse investimento para o produtor, muitas vezes autônomo, e que precisa desse suporte”, conta.

Com a nova portaria, a biosseguridade passa a ser uma responsabilidade não só das integradoras e cooperativas, como também de produtores independentes.

“Nós somos o berço da agroindústria. Então, temos várias de renome nacional, internacional e que dão uma proteção muito grande para o estado. Mas nós temos também uma parte dessa produção de suínos amparada pela Associação Catarinense de Criadores de Suínos, que são independentes”, conta Celles.

A qualidade sanitária é um dos principais motivos para a carne suína catarinense chegar tão longe. No ano passado, o estado exportou para 78 países, com destaque para o mercado asiático, que é o maior comprador, movimentando US$ 1,7 bilhão de dólares.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de milho-verde deve iniciar em novembro



Emater detalha cenário do milho-verde em Lajeado


Foto: Nadia Borges

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar, a produção de milho-verde na região administrativa de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, está em período de entressafra.

Segundo o órgão, “os agricultores realizam o planejamento escalonado quinzenalmente”.

Nas áreas mais precoces, a cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo. A Emater/RS-Ascar informou que “a colheita é efetuada em parcelas, para que a colheita aconteça de modo frequente a partir de novembro”.

Ainda conforme o informativo, “não houve problemas com previsões e doenças em razão do frio”.





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Daoud comenta retorno do imposto argentino sobre exportação de soja



A Argentina atingiu o maior volume de exportações de grãos em pelo menos sete anos, totalizando 10,5 milhões de toneladas em 2024/25, após suspender temporariamente os impostos sobre essas operações. No caso da soja, a alíquota era de 26%. A medida gerou um aumento da oferta interna de moeda estrangeira, fortalecendo o peso argentino e estimulando negócios, inclusive com a China, principal comprador.

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Após a suspensão temporária, que gerou uma arrecadação de 7 bilhões de dólares, a Argentina reintroduziu os impostos de exportação sobre grãos e seus derivados, segundo a Agência Fiscal Argentina (Arca). O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, analisou o impacto dessa retomada das tarifas. Confira:

Daoud explicou que a janela de isenção foi coordenada com a China, que tinha interesse em adquirir 13 milhões de toneladas de soja, reduzindo compras dos Estados Unidos. Com isso, o mercado internacional registrou intensa movimentação, mas o impacto sobre o Brasil foi mínimo. O país mantém estabilidade no mercado interno, com demanda firme para esmagamento de milho e soja.

Além disso, Daoud reforçou que a medida argentina não prejudica o Brasil, já que o mercado nacional segue competitivo e preparado para atender à demanda interna e às exportações. A suspensão temporária dos impostos foi vista como uma solução pontual para questões cambiais e comerciais do país vizinho.

Miguel Daoud finalizou sua análise destacando que, nos Estados Unidos, parte do valor arrecadado com tarifas de importação será destinada aos produtores para compensar perdas, já que a China ainda não retomou as compras de soja do país, conforme afirmou Donald Trump. A medida contrasta com a realidade do Brasil, onde produtores enfrentam dificuldades de crédito e altos níveis de endividamento.



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Concursos de café triplicam valor de grãos em Minas Gerais


O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), recebeu mais de 1.800 inscrições em 2025, crescimento de 31% em relação ao ano passado.

Conforme o órgão, grãos premiados têm sido reconhecidos no mercado. Os compradores chegam a pagar até três vezes mais em relação aos produtos convencionais.

Valorização do grão

A Emater destaca que a remuneração feita por um produto de maior qualidade gera, consequentemente, melhores condições às famílias envolvidas na produção.

Exemplo disso é que em 2024, uma rede de supermercados adquiriu o café vitorioso do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais por R$ 6 mil a saca, além de o produtor ter recebido mais R$ 10 mil pelo prêmio de Grande Campeão.

Já os grãos do primeiro lugar do concurso foram comercializados a R$ 5 mil por saca e o segundo colocado recebeu R$ 4 mil/saca.

“Como o café subiu bastante no último ano, comprado por R$ 2,5 mil anteriormente, a diferença de preços foi menos acentuada, mas nos últimos tivemos o lote campeão sendo vendido por três vezes a cotação do dia”, comenta o coordenador estadual de Cafeicultura da Emater-MG, Bernardino Cangussu.

Maior concurso de cafés especiais

Na sua 22ª edição, o Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, é a maior e mais tradicional competição voltada exclusivamente para cafés especiais produzidos no estado.

O coordenador estadual de Culturas da Emater-MG, Willem Araújo, comentou sobre as melhorias no café mineiro e o surgimento de regiões referência em cafés de qualidade fomentadas em razão do concurso.

“O concurso contribuiu bastante para a melhoria dos cafés mineiros, assim como os demais concursos feitos pela Emater-MG nos municípios e nas regionais. Há alguns anos, nas Matas de Minas, quase não tinha café de qualidade, mas atualmente a região é uma das maiores produtoras de cafés finos do país”, citou.

Já o coordenador regional da Emater-MG em Manhuaçu, Thiago Oliveira, considera que os concursos de café da Emater-MG, que têm inscrições gratuitas, são a opção mais barata de projeção do cafeicultor.

“Os concursos atraem a atenção de muitas cafeterias e compradores, pois facilita que eles identifiquem facilmente bebidas de alta qualidade. Vale a pena participar também pelo network especializado, que o cafeicultor faz ao se destacar num concurso desses”, ressalta Thiago.

Mudança de vida

Família Lacerda. Foto: Rafael Soal/Emater-MG

O cafeicultor José Alexandre Lacerda é de Espera Feliz, um dos municípios das Matas de Minas, que mais brilharam no concurso estadual.

A família do patriarca Onofre Lacerda, Grande Campeão Estadual de 2024, trabalha unida e já acumula seis prêmios no estadual e ainda conquistou premiações em concursos nacionais.

O produtor diz que nasceu na cafeicultura, mas enfrentava dificuldades com o café comum. Após se inscrever pela primeira vez no concurso e conquistar um prêmio, a produção ganhou reconhecimento.

“[…] Como meu pai sempre prezou pelo capricho, o extensionista da Emater-MG falou para entrarmos no concurso e já na primeira vez ganhamos um prêmio. Outras vitórias vieram e nosso café passou a ser reconhecido no mercado. Daí nossa vida melhorou bastante e atualmente os sete irmãos vivem da cafeicultura”, diz o cafeicultor.

Atualmente, o sítio Di Lacerda vende para torrefações e cafeterias de vários estados e também exporta para Portugal, Espanha, Inglaterra e Japão. Os valores dos cafés vendidos, segundo o produtor, giram em torno de 60 a 100% a mais do que uma saca comum de café.

“Vem gente do mundo inteiro aqui. Passar de produtor de café convencional para o gourmet foi como se tivéssemos achado uma mina de ouro, transformou nossa vida”, comenta entusiasmado o produtor José Alexandre.

Venda nas redes sociais

A cafeicultora Silmara Emerick, de Alto Jequitibá, da Zona da Mata, também produz cafés especiais e já acumula vários prêmios em concursos da Emater-MG, figurando sempre os destaques do Concurso de Qualidade das Regiões das Matas de Minas e do Caparaó.

“Os concursos trazem muita visibilidade para o produtor. No início é difícil, mas você não pode desistir. Fazendo um café de alta qualidade, você adquire credibilidade no mercado”, diz.

Por outro lado, diferente dos Lacerda, Silmara optou por usar a fama dos concursos para vender diretamente para o consumidor por meio das redes sociais.

“Temos nossa marca de café e usamos a internet, Instagram e Whatsapp, para comercializar nosso produto”, explica. Todos os anos, a família participa ainda de um estande na Semana Internacional de Café (SIC), outra alternativa para divulgação do produto.

Ampliação do comércio

Alguns produtores, premiados em concursos da Emater-MG, comercializam ainda seus cafés pelo site É do Campo, uma plataforma de vendas on-line de produtos da agricultura familiar.

O É do Campo foi criado pela Emater-MG, visando ampliar as vendas da agricultura familiar por meio do comércio eletrônico e oferece vários tipos de cafés de marcas dos próprios produtores.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Tecnologia transforma a rotina no campo e torna a gestão rural mais eficiente



As ferramentas digitais da Fundação Solidaridad permitem que produtores e técnicos extensionistas acompanhem atividades em tempo real, reduzindo burocracia e fortalecendo cadeias produtivas e o uso de tecnologias no campo.

No quadro Sustentabilidade na Prática, Denis Oliveira, gerente de unidade de soluções digitais da Fundação Solidaridad, destacou a importância do uso de aplicativos móveis na rotina das propriedades rurais.

“Tive a oportunidade de acompanhar a evolução da Fundação no Brasil e o progresso tecnológico. Quando começamos nosso primeiro projeto, em 2014, a imagem do produtor do futuro era com um notebook debaixo do braço. Isso mudou rapidamente, e em 2016 já começamos a desenvolver ferramentas digitais voltadas para celulares”, explica.

Segundo Oliveira, a plataforma digital criada pela Fundação oferece suporte tanto aos produtores quanto aos técnicos extensionistas.

“Nossa plataforma auxilia bastante a vida do técnico, evitando que ele precise fazer relatórios em papel ou Excel. No final do dia, conseguimos liberá-lo de trabalhos administrativos para que ele possa fazer o que sabe de melhor, que é apoiar os produtores no campo”, afirma.

Além de reduzir a burocracia, os aplicativos permitem o monitoramento em tempo real das atividades agrícolas. “Na outra ponta, entregamos informação valiosa para coordenadores, gerentes e parceiros, dando visibilidade em tempo real das atividades que acontecem no campo e isso é muito importante”, disse Oliveira.

A Fundação Solidaridad destaca que a tecnologia também fortalece as cadeias produtivas, tornando-as mais resilientes e socialmente inclusivas. “As nossas tecnologias digitais acompanham passo a passo o desenvolvimento dos nossos programas, e isso é motivo de muito orgulho”, conclui.



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La Niña pode chegar ao Brasil; chuvas intensas podem atingir até 300 mm ainda este ano



Tempo quente, seco, chuvas e fenômenos climáticos: o Mercado & Cia desta sexta-feira (26) analisou como as condições climáticas influenciam na produção e nos preços da soja. De olho no início do plantio no Brasil, a oleaginosa deve registrar novo avanço nos números finais e, se o clima colaborar, pode alcançar safra recorde no ciclo 2025/26.

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Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional tem o potencial de chegar a 177,67 milhões de toneladas, crescimento de 3,6% frente ao ciclo anterior, quando foram colhidas 171,47 milhões. Já a consultoria Safras & Mercado projeta números ainda maiores, entre 180 e 181 milhões de toneladas.

Clima mais favorável, mas alerta para La Niña

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, reforçou que as previsões são mais positivas em relação aos últimos cinco anos. Além disso, o especialista apontou que a atual condição de neutralidade no Pacífico pode evoluir para um La Niña entre novembro e dezembro.

“No Centro-Oeste houve um atraso, mas não deve ser suficiente para comprometer a safra. Já no Rio Grande do Sul, existe uma boa expectativa, embora a possibilidade de La Niña no fim do ano aumente a preocupação com estiagens, justamente em um período em que historicamente chove menos no estado”, explicou.

Chuvas bem distribuídas

De acordo com Müller, no cenário nacional a tendência é de chuvas mais bem distribuídas, com acumulados que podem chegar a 100 milímetros em uma semana e até 300 milímetros em 30 dias no fim do ano. “Esse volume vai beneficiar as lavouras em fase de enchimento de grãos, quando a soja mais precisa de umidade”, destacou.

Em Mato Grosso, maior produtor da oleaginosa, o meteorologista observou que o fim de setembro ainda terá precipitações irregulares. “No centro-sul do estado, a chuva é mais limitada, enquanto o centro-norte já recebeu bons volumes”, disse. A partir dos dias 3 e 4 de outubro, até o dia 10, seguem pancadas isoladas de até 20 milímetros, suficientes para dar início ao plantio sem grandes atrasos.

Fim de setembro: quando a chuva chega?

Após a passagem da frente fria no fim de setembro, o clima tende a ficar mais quente e seco até dia 10 de outubro. A partir da segunda quinzena, entretanto, a previsão é de chuvas mais volumosas e regulares, com acumulados de até 100 milímetros em apenas uma semana.

“Em novembro e dezembro deve chover bem, com o clima favorecido pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul, principal sistema responsável pelas precipitações no Centro-Oeste e no Sudeste”, concluiu Müller.

Recuperação do Rio Grande do Sul

O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, destacou que a recuperação das lavouras do Rio Grande do Sul será determinante nesse resultado. Embora não haja expectativa de aumento de área no estado, a retomada da produtividade deve impulsionar a produção.

Entre os desafios, Silveira citou o custo elevado de produção e os juros altos, fatores que podem reduzir o uso de tecnologia no campo e deixar a produtividade ainda mais dependente do clima.

Comercialização e prêmios

Na frente comercial, Silveira avaliou que os prêmios portuários tiveram bom desempenho em 2025, impulsionados pelas exportações brasileiras e pela redução das compras de soja americana pela China. O ritmo de vendas da safra antecipada, entretanto, preocupa: apenas entre 21% e 23% da produção 2025/26 está comprometida, percentual abaixo da média histórica.

“Se o produtor não travar preços agora, corre o risco de enfrentar pressão de prêmios na entrada da safra, o que pode reduzir margens de lucro”, alertou.

Estados Unidos

Rafael Silveira também detalhou o cenário internacional. De acordo com ele, os Estados Unidos enfrentam dificuldades na colheita e nas negociações com a China, sem grandes volumes confirmados. A combinação de safra menor com exportações fracas pode levar a novos ajustes nos estoques e pressionar ainda mais as cotações em Chicago.

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