terça-feira, abril 28, 2026

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Trump anuncia novas tarifas sobre madeira e móveis importados



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (30) a aplicação de novas tarifas sobre produtos de madeira e mobiliário importados.

A medida prevê taxa de 10% para madeira e toras, além de 25% para armários de cozinha, pias de banheiro e móveis estofados. As tarifas entram em vigor em 14 de outubro. A partir de 1º de janeiro de 2026, os percentuais subirão para 30% no caso de móveis estofados e para 50% no caso de armários e gabinetes, em países que não firmarem acordo comercial com Washington.

Justificativa de segurança nacional

Trump baseou a decisão na Seção 232 da Lei de Comércio de 1974, que permite impor tarifas por razões de segurança nacional. Segundo a proclamação presidencial, as importações estariam enfraquecendo a indústria norte-americana de madeira e mobiliário, considerada estratégica para o setor de defesa e infraestrutura crítica.

O documento cita o uso da madeira em construções militares, transporte de munições, armazenamento de equipamentos e até em sistemas de defesa antimísseis.

Impacto nos parceiros comerciais

O Canadá, maior exportador de madeira serrada para os EUA, é o país mais afetado. O setor já enfrenta tarifas antidumping e antisubsídio que chegam a 35%. Diante das novas medidas, o governo canadense anunciou apoio de até 1,2 bilhão de dólares canadenses (cerca de US$ 870 milhões) à indústria local.

México e Vietnã, que ganharam espaço no mercado após as tarifas impostas contra a China em 2018, também estão na mira. O Vietnã havia anunciado em julho um acordo preliminar para estabelecer tarifa de 20%, mas o pacto ainda não foi formalizado, o que gera incerteza.

Alguns países conseguiram exceções parciais. O Reino Unido terá tarifa limitada a 10%, enquanto União Europeia e Japão enfrentarão 15%, de acordo com acordos bilaterais.

Críticas internas

A Câmara de Comércio dos EUA criticou as novas restrições. Para a entidade, as tarifas devem elevar custos para empresas e para o setor de construção civil, além de reduzir a competitividade em indústrias como papel e celulose.

A organização também questionou a justificativa de segurança nacional, afirmando que as importações de madeira não representam risco ao país. O órgão alertou ainda que comunidades americanas dependentes da indústria florestal podem ser diretamente prejudicadas.



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Fundecitrus integrará consórcio internacional para combater o greening com IA


O Fundecitrus passará a integrar o consórcio internacional “Save the Orange”, lançado na última semana em Boston (EUA). A iniciativa é coordenada pela Coca-Cola Company, com apoio do MIT Generative AI Impact Consortium — vinculado ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma das mais renomadas instituições de pesquisa e educação em tecnologia do mundo. O grupo também conta com a participação da Invaio Sciences, Microsoft, e outras instituições de referência em tecnologia, ciência de dados e biotecnologia. O objetivo é unir esforços no combate ao greening, considerada a doença mais grave que ameaça a produção mundial de laranjas, conectando pesquisas avançadas em inteligência artificial (IA) a aplicações práticas em diferentes setores.

No “Save the Orange”, a IA generativa será aplicada para acelerar pesquisas e simulações que possam reduzir o tempo de desenvolvimento de soluções contra a doença, que já devastou pomares nos Estados Unidos e ameaça o fornecimento global de citros. O Fundecitrus, reconhecido mundialmente por sua expertise em pesquisa e manejo da doença, terá papel de orientação e direcionamento do trabalho, usando os mais de 20 anos de experiência com pesquisas e manejo do greening.

Segundo o diretor executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, a participação da entidade reforça seu protagonismo na pesquisa e no combate às pragas cítricas. “O Fundecitrus é referência no mundo no desenvolvimento de estratégias de manejo para uma doença que não tem cura. Ao integrar esse consórcio, reafirmamos nosso compromisso histórico com soluções baseadas em ciência, transparência e inovação, em uma ampla rede colaborativa. Esse consórcio trará os principais cientistas dos EUA em IA e irá explorar uma nova área de forma integrada para acelerar as pesquisas e, assim, ganharmos tempo. O momento exige união e um esforço mundial para quebrarmos paradigmas e vencermos o greening”, destaca.

Nova frente de atuação

O projeto reúne especialistas de diversas áreas em busca de alternativas viáveis para conter o avanço do greening. Para o Fundecitrus, a colaboração internacional amplia as chances de desenvolver ferramentas práticas que cheguem ao campo e apoiem diretamente os produtores. “A união entre academia, indústria e centros de pesquisa é fundamental para acelerar descobertas e consolidar o enfrentamento ao greening como um esforço global, no qual o Fundecitrus assume protagonismo representando a citricultura brasileira”, afirma o pesquisador Franklin Behlau.

Nos próximos meses, pesquisadores do consórcio devem visitar pomares brasileiros para conhecer de perto a citricultura do país, bem como os estudos conduzidos pelo Fundecitrus sobre o manejo do greening e o controle do psilídeo transmissor da doença.





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Sem gestão de risco, o agro é refém do clima


O agro brasileiro domina a produção, mas continua vulnerável aos humores do clima. Chuvas fora de hora, estiagens e eventos extremos se multiplicam, e já não basta confiar apenas na intuição: a sobrevivência exige planejamento científico.

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é mais do que burocracia: é um escudo contra perdas, indicando onde e quando plantar para reduzir riscos. Somado a isso, a meteorologia ganhou protagonismo. Cada previsão confiável pode significar lucro ou prejuízo, e os boletins do Canal Rural tornaram-se aliados indispensáveis para decisões no campo.

O problema é que, enquanto EUA e Europa trata o seguro rural como política de Estado, o Brasil ainda o vê como luxo. Pequenos e médios produtores seguem descobertos, dependentes de socorros emergenciais lentos e insuficientes. Sem zoneamento aplicado, meteorologia confiável e seguro acessível, o risco climático continuará recaindo sobre quem produz.

Proteger o produtor é proteger a soberania alimentar do Brasil. O agro pode ser moderno e sustentável, mas sem gestão de risco seguirá refém da próxima nuvem carregada.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Produtor paraibano conquista certificação e abre novos mercados para o mel


Samuel dos Santos Bezerra, apicultor e sócio-presidente da Associação dos Apicultores e Meliponicultores de São José dos Cordeiros, na Paraíba (PB), comemora um marco importante para a atividade: o certificado do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisb-Poa), que garante a venda dos produtos em todo o país.

“A gente não consegue nem descrever a importância de uma conquista desse tamanho, porque, agora, vamos conseguir levar o nosso produto além das fronteiras do estado”, diz Bezerra.

Segundo o apicultor, a certificação amplia a visibilidade e dá ânimo aos produtores. “Agora, literalmente o Brasil é o limite. Com isso, os produtores vão se sentir mais motivados a aumentar a produção e a região passa a ter uma perspectiva diferente”, afirma o apicultor.

Com certificação, união e apoio, os apicultores de São José dos Cordeiros, na Paraíba agora enxergam novos horizontes para o mel local.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo nosso WhatsApp

Desde pequeno Bezerra explora o universo da apicultura, acompanhando o pai na atividade. Por tanto, essa vivência lhe deu profundo conhecimento sobre a realidade, principalmente da cidade.

“A gente sofre muito com as intempéries do tempo, às vezes chove muito, e às vezes não chove de jeito nenhum, e a apicultura é uma possibilidade de [empreender] e ter uma vida melhor.”

Além disso, a trajetória da associação até a conquista do selo Sisb-Poa contou com um incentivo decisivo.

“O Sebrae ajudou desde a implantação da atividade apícola no município até a chance de eu estar aqui representando a associação no evento. O Sebrae/PB é um pai, uma mãe, é um parceiro grande da gente”, destaca o apicultor feliz pela conquista.

Para os pequenos produtores que ainda não entraram no empreendedorismo, por medo ou por qualquer outro motivo, o apicultor dá uma dica: “Vai com medo mesmo, acredite no seu potencial e invista nele. Vai ser fácil? Não. Mas só vai que vai dar certo.”

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre empreendedorismo no campo? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Parceria internacional impulsiona pesquisa com extratos vegetais no combate ao cancro cítrico



A comitiva visitou a sede do Fundecitrus


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita do pesquisador Dirk Jan Scheffers, da Universidade de Groningen, na Holanda, acompanhado de sua aluna de doutorado Terezija Jovanovski, além dos professores Henrique Ferreira e Michel Brienzo, da Unesp Rio Claro. O encontro marcou mais uma etapa da parceria entre as instituições, voltada ao desenvolvimento de formulações à base de extratos vegetais para o combate ao cancro cítrico. Nesta fase, liderada pelo Fundecitrus, os trabalhos incluem experimentos de campo.

A comitiva visitou a sede do Fundecitrus, na companhia dos pesquisadores Franklin Behlau e Eduardo Gorayeb e da pós-doutoranda da instituição Beatriz Pecoraro Sanches, e o campo experimental de Votuporanga (SP). As pesquisas com extratos vegetais têm grande relevância para a citricultura por oferecerem alternativas sustentáveis e seguras ao uso do cobre, principal defensivo químico empregado no manejo da doença. “Essas formulações podem ser incorporadas ao manejo integrado, ampliando as ferramentas disponíveis para os produtores e reduzindo a pressão de seleção que favorece o surgimento de bactérias resistentes. Além disso, o uso desses produtos contribui para a segurança alimentar e facilita o atendimento às exigências de mercados consumidores mais rigorosos”, explica Gorayeb.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com a Netherlands Organization for Scientific Research (NWO), principal agência pública de fomento à pesquisa da Holanda.





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Chuvas fortes atingem estados e calor avança; veja a previsão do tempo



A presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, associada ao deslocamento de um cavado em níveis médios da atmosfera, reforça as instabilidades na região Sul nesta terça-feira (30).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Em boa parte do Rio Grande do Sul, no norte de Santa Catarina, nos vales e planaltos e também no sudoeste do Paraná, há risco de temporais com raios e rajadas de vento ao longo do dia. Nas demais áreas dos três estados, a previsão é de pancadas fortes de chuva. No litoral paranaense, a instabilidade deve variar entre fraca e moderada. Já no norte do Paraná, o destaque será o calor intenso, com apenas pancadas isoladas.

Calor e ar seco no Centro-Oeste e Sudeste

O tempo firme predomina em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste, com calor e baixa umidade do ar. Entre o leste de Mato Grosso, Goiás e Triângulo Mineiro, os índices podem cair abaixo de 12% durante a tarde, caracterizando situação de emergência.

As temperaturas máximas devem passar dos 35 °C em diversas cidades, podendo alcançar os 40 °C. Apenas no noroeste de Mato Grosso e no oeste e sul de Mato Grosso do Sul há chance de pancadas fortes de chuva, acompanhadas de raios e rajadas de vento. No extremo sul de Mato Grosso do Sul, temporais isolados não estão descartados ainda pela manhã.

Chuva no litoral do Nordeste

A circulação de ventos oceânicos mantém a umidade sobre parte da costa leste do Nordeste. Entre Maceió (AL) e Recife (PE), há risco de chuva mais intensa em alguns momentos. Pancadas também podem atingir o agreste, mas o interior nordestino segue com tempo firme, calor elevado e baixa umidade. Rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em várias áreas.

Na Região Norte, o calor e a umidade seguem alimentando instabilidades. Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima concentram as condições mais favoráveis para pancadas de chuva expressivas desde cedo. Entre o oeste do Amazonas e do Acre, há risco de temporais.

Já no Amapá e no norte do Pará, as pancadas tendem a ser isoladas e sem grande intensidade. Tocantins permanece sob predomínio de tempo seco, calor forte e baixa umidade à tarde.



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Fundecitrus apresenta estratégias no controle do greening e do psilídeo no VI SIMPROT, em Botucatu (SP)



O evento contou com a participação de cerca de 70 pessoas


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus participou, nesta segunda-feira (22), do VI Simpósio em Proteção de Plantas (SIMPROT), realizado em Botucatu (SP).

Organizado pela Unesp de Botucatu, o evento é voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais da área, e contou com palestras de especialistas, apresentação de trabalhos científicos e debates sobre temas relevantes da Fitossanidade, abrangendo Entomologia, Fitopatologia, Matologia, Nematologia e Tecnologia de Aplicação.

O pesquisador da instituição Wellington Ivo Eduardo ministrou a palestra “Manejo do psilídeo Diaphorina citri”, destacando a importância da identificação, do monitoramento e do controle do inseto. “Durante a palestra, abordei a identificação das diferentes fases de vida do psilídeo e aspectos bioecológicos, como ciclo de vida, dispersão e flutuação populacional ao longo do ano, além de destacar a importância do monitoramento contínuo e da adoção de estratégias integradas de controle. O combate ao psilídeo exige não apenas ações pontuais, mas um esforço coordenado entre produtores, técnicos e pesquisadores. Eventos como o SIMPROT são fundamentais para promover discussões técnicas”, afirma.

Também representando o Fundecitrus, o engenheiro-agrônomo Murilo Piccin apresentou a palestra “Desafios para enfrentamento dogreening”, abordando os sintomas da doença, as características e a importância do manejo preventivo. “O Simpósio é uma oportunidade de trazer as dificuldades práticas que enfrentamos com o manejo do greening no campo para o ambiente científico e universitário. Essa troca de conhecimento é fundamental para fortalecer a citricultura”, destaca.





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confira os destaques do mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca queda de mais de 3% no petróleo após rumores de aumento de oferta pela Opep+ e plano dos EUA para cessar-fogo em Gaza. Wall Street subiu, com destaque em tecnologia e metais como ouro e cobre.

No Brasil, Ibovespa avançou 0,61% e dólar recuou 0,30% a R$ 5,32, apoiados por fluxo estrangeiro e política monetária restritiva. Hoje, foco na PNAD Contínua e no setor público, além dos dados de Alemanha e EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Link FDC – Fundecitrus participa de evento para mulheres em Campos de Holambra (SP)



O evento apresentou palestras sobre a formação de mudas de citros


Foto: Fundecitrus

 

Um evento com mulheres e feito para as mulheres, precisa de uma mulher na apresentação, não é mesmo?! Por isso, quem comandou esta edição do Link FDC foi a engenheira-agrônoma do Fundecitrus Renilza Rita Silva. O evento apresentou palestras sobre a formação de mudas de citros, os principais desafios fitossanitários, técnicas de manejo e estratégias de comercialização das frutas.





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Dieta energética aumenta produção de embriões em novilhas e triplica retorno financeiro



Um estudo realizado pela Embrapa Cerrados (DF) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) demonstrou que planos alimentares de alta densidade energética podem transformar a reprodução bovina. Em novilhas pré-púberes da raça nelore, a estratégia aumentou em 21% a produção de embriões in vitro e antecipou a puberdade, garantindo retorno financeiro até 2,8 vezes superior ao da dieta convencional.

Novilhas mais jovens, maior eficiência

A pesquisa partiu da hipótese de que o maior aporte de energia durante a fase inicial de crescimento das fêmeas poderia influenciar diretamente a qualidade dos ovócitos e a produção de embriões. Os resultados confirmaram que animais jovens suplementados com dietas energéticas atingem peso e deposição de gordura adequados mais cedo, o que antecipa a idade reprodutiva.

Segundo o pesquisador Carlos Frederico Martins, da Embrapa Cerrados, a antecipação do primeiro parto tem efeito direto na economia dos sistemas de corte e leite.

“Se a primeira prenhez ocorre aos 14 meses, em vez dos 24 habituais, os custos caem. Isso representa maior retorno financeiro e ganhos para o melhoramento genético, já que reduz o intervalo entre gerações”, destacou.

O experimento na prática

O estudo envolveu 34 novilhas nelore pré-púberes, com cerca de 160 quilos, submetidas a dois planos alimentares: um convencional (PN1) e outro de alta energia (PN2).

No tratamento tradicional, as novilhas permaneceram a pasto com suplementação moderada, alcançando ganhos de peso esperados de até 700 g/dia. Já no regime de alta energia, as bezerras foram alimentadas com silagem de milho e concentrados mais calóricos, chegando a ganhos de 1 kg/dia.

Os resultados foram expressivos, de acordo com a Embrapa:

  • 49% mais ovócitos recuperados no PN2 em relação ao PN1;
  • 42% mais ovócitos viáveis;
  • 21% mais embriões produzidos in vitro;
  • Peso médio de 321 kg aos 12 meses, contra 309 kg do grupo convencional.

Além disso, as novilhas do grupo energético teriam apresentado melhor acabamento de carcaça e alcançaram precocidade reprodutiva semelhante à de vacas adultas.

Apesar de o plano de alta energia gerar custos 29% a 36% maiores na alimentação, o ganho na produção de embriões compensou os investimentos. Em média, cada novilha suplementada produziu 6,8 embriões, contra apenas 3,6 do grupo convencional.

A análise financeira mostrou que a receita média foi 77% superior no grupo PN2. A margem líquida chegou a ser 2,8 vezes maior na produção de embriões congelados para transferência direta (TD), considerada a mais rentável.

De acordo com a pesquisadora Isabel Ferreira, responsável pela avaliação econômica, o diferencial esteve na produtividade.

“Mesmo com custos operacionais mais altos, o maior número de embriões por novilha garantiu margens positivas. Isso prova que a dieta energética pode ser financeiramente vantajosa em sistemas comerciais”, afirmou.

Melatonina potencializa os resultados

Outro avanço foi a associação da dieta energética ao uso de melatonina, hormônio natural com ação antioxidante. O tratamento aumentou em até 13% a taxa de blastocistos, aproximando o desempenho de novilhas pré-púberes ao de vacas adultas.

Para Martins, este é um marco importante:

“O uso da melatonina melhorou a competência ovocitária e elevou a qualidade embrionária. Isso abre espaço para unir nutrição e biotecnologia em prol da eficiência reprodutiva.”



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