domingo, maio 3, 2026

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Super Quarta pode revelar rumos dos juros nos EUA e Brasil


Nesta Super Quarta, dia em que os bancos centrais dos EUA e do Brasil anunciam suas decisões de política monetária, o mercado volta seus olhos para o gráfico de pontos do Fed (dot plot), projeção que sinaliza os rumos dos juros americanos.

O que é o gráfico de pontos?

Publicado a cada trimestre, o dot plot mostra as expectativas individuais dos dirigentes do Federal Reserve para o nível dos juros nos próximos anos.

  • Pontos elevados: indicam manutenção de juros altos.
  • Pontos em queda: sugerem cortes.

Embora não seja uma promessa, o gráfico é referência para investidores globais.

Segundo o Barclays, o gráfico deve indicar três cortes de juros até o fim de 2025. Isso mostraria início de flexibilização após um ciclo prolongado de aperto monetário.
Mas há incertezas: a inflação segue resistente e o ex-presidente Donald Trump pressiona abertamente por cortes mais rápidos, gerando questionamentos sobre a independência do Fed.

Enquanto isso, o Banco Central brasileiro deve optar por manter a Selic em 15%, nível já considerado extremamente elevado. A decisão reflete tanto a necessidade de conter riscos fiscais quanto a preocupação com a credibilidade da política monetária.

Essa diferença de trajeto entre EUA e Brasil pode atrair mais capital estrangeiro para o país e fortalecer o real. Nesse cenário, o dólar poderia recuar para a faixa de R$ 4,80 a R$ 5,00.
Impacto no agronegócio

  • Efeito negativo: exportadores de soja, milho, café e carnes receberam menos em reais, reduzindo margens já pressionadas por supersafra e crédito caro.
  • Efeito positivo: insumos importados (fertilizantes, defensivos, maquinário) ficariam mais baratos, aliviando custos.

O saldo tende a ser adverso: “dólar fraco, agro frágil” resume o risco de perda de competitividade do campo brasileiro.

A Super Quarta mostra dois movimentos distintos: nos EUA, expectativa de cortes graduais; no Brasil, juros firmes em 15%. Para o agro, a equação é clara: dólar mais baixo reduz receita e exige planejamento financeiro mais sofisticado para enfrentar um ciclo desafiador.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços da mandioca sobem com oferta limitada



Oferta menor e clima seco elevam preços da mandioca em setembro


Foto: Canva

A última semana foi marcada por oferta restrita de mandioca em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, esse cenário continua atrelado ao baixo interesse pela comercialização de raízes de 1º ciclo – devido à menor rentabilidade – e também ao clima seco, que chegou a interromper os trabalhos no campo em diversas áreas. 

Como resultado, os preços seguiram em alta, registrando a maior elevação semanal desde outubro de 2021, conforme levantamentos do Centro de Pesquisas. Entre 8 e 12 de setembro, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 487,54 (R$ 0,8479/grama de amido) – o maior valor em oito semanas –, avanço de 4,3% em relação ao intervalo anterior. 

Segundo dados do Cepea, o esmagamento de mandioca nas fecularias foi estimado em 43,7 mil toneladas para a semana passada, queda de 8% frente à anterior. No acumulado da primeira quinzena, o volume está 20% inferior ao observado em igual período de agosto. A ociosidade industrial aumentou, com média em 60,8% da capacidade instalada.





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Manga palmer valoriza enquanto cotações da tommy caem



Após semanas em alta, as cotações da manga tommy caíram, pressionadas pelo aumento no volume disponível, sobretudo no Vale do São Francisco (PE/BA). 

Levantamentos do Hortifrúti/Cepea mostram que, na última semana, a variedade foi comercializada à média de R$ 2,55/kg no Vale, recuo de 19% frente ao período anterior. Por outro lado, a palmer se valorizou 31% na mesma região, negociada a R$ 2,91/kg. 

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o impulso para a variedade vem da menor oferta da fruta no mercado, reforçada pelos embarques crescentes à Europa. 

Na Ceagesp, a cotação da palmer subiu 12% no comparativo semanal, para R$ 5,22/kg, enquanto a tommy seguiu a R$ 5,84/kg.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do trigo recuam com a colheita ganhando ritmo no Paraná



Os preços do trigo caíram nos últimos dias refletindo o avanço da colheita da nova safra, sobretudo no Paraná, combinado à desvalorização do dólar frente ao Real. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, vendedores passam a ficar mais ativos no mercado spot. Já os compradores estão retraídos, indicando estar abastecidos com cereal importado em meses anteriores.

No relatório de setembro/25, a Conab reduziu a estimativa de produção brasileira, diante da menor área cultivada. A safra foi projetada em 7,536 milhões de toneladas, 3,5% abaixo da apontada em agosto e 4,5% inferior à de 2024, o menor volume desde 2020.

A área deve somar 2,449 milhões de hectares, queda de 3,8% sobre o relatório anterior e de 19,9% em relação a 2024. Segundo pesquisadores do Cepea, o ligeiro aumento de 0,3% na produtividade (3,077 t/ha) não compensa a retração da área.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Etanol cai após sete semanas consecutivas de alta nas cotações



Após subir por sete semanas consecutivas, o preço do etanol hidratado perdeu força e fechou com ligeira queda em São Paulo. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Entre 8 e 12 de setembro, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado foi de R$ 2,7813/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), leve desvalorização de 0,06% frente ao período anterior. Segundo o centro de pesquisas, a pressão veio da demanda reduzida pelo biocombustível. 

Além disso, distribuidoras realizaram pequenas aquisições fora do mercado paulista. Inclusive, o volume de hidratado captado no spot ao longo da última semana foi o menor da safra 2025/26. No comparativo anual, a quantidade negociada caiu pela metade (redução de 48,4%). Do lado vendedor, a participação foi bastante tímida, com vendas pontuais.

Já no caso do etanol anidro, levantamento do Cepea mostra que os preços seguem firmes, mas o volume comercializado também foi restrito. O Indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 3,2746/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 2,85%.

Quanto às exportações, em agosto, o total de etanol embarcado pelo Brasil somou 178,6 milhões de litros, 2,74% a mais que no mês anterior e se caracterizando como um recorde, de acordo com dados da Secex analisados pelo Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cotações do açúcar se mantém firmes em São Paulo



Os preços do açúcar cristal branco seguiram praticamente estáveis no mercado spot de São Paulo na semana passada. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Entre 8 e 12 de setembro, a média do Indicador Cepea/Esalq (Icumsa de 130 a 180) foi de R$ 118,79/saca de 50 quilos, leve alta de 0,22% frente à do período anterior. Já no cenário internacional, os valores do demerara recuaram, pressionados pelas projeções de boa safra na Índia e na Tailândia, além da produção volumosa no Centro-Sul brasileiro, favorecida pelo tempo seco. 

Segundo dados da Unica analisados pelo Cepea, na primeira quinzena de agosto, o estado de São Paulo produziu 2,368 milhões de toneladas do adoçante. Valor que representa uma alta de 20,46% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. 

O mix de produção nas usinas paulistas destinou 61,64% da matéria-prima à fabricação de açúcar, também conforme a Unica.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Porto de Santos tem agosto histórico apesar de tarifaço dos EUA



O Porto de Santos encerrou agosto com resultados inéditos em movimentação de cargas e contêineres, mesmo sob os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos no início do mês. Dados da Autoridade Portuária de Santos (APS) mostram que foram movimentadas 16,5 milhões de toneladas em embarques e desembarques, alta de 3,5% em relação a agosto de 2024.

O volume de contêineres atingiu 518,1 mil TEU (unidade padrão de medida), avanço de 8,9% frente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, Santos já soma 3,8 milhões de TEU, crescimento de 8% sobre igual período de 2024.

Exportações e efeito do tarifaço

Apesar do novo cenário tributário, o desempenho do porto indica impacto limitado das tarifas. Informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostram que as exportações de Santos para os Estados Unidos caíram 5,79% em agosto. No entanto, o resultado geral foi positivo: o valor total exportado cresceu 8,55%, com destaque para os embarques destinados à China, que avançaram 63,25%.

A exportação de celulose aumentou 55,8% na comparação anual, enquanto soja, sucos, gasolina e óleo combustível também registraram altas expressivas. Destaque também para o fluxo de embarcações, com 489 atracações no mês, 9,6% a mais que em agosto do ano anterior.

Segundo Anderson Pomini, presidente da APS, o desempenho reforça a resiliência do setor. “Os dados demonstram que o mês de agosto foi de superação do cenário internacional adverso e apontam para a consolidação de um ano histórico para o Porto de Santos”, afirmou.

Contexto nacional

O bom resultado de Santos se soma ao desempenho recorde do sistema portuário nacional em julho. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os portos brasileiros movimentaram 124,7 milhões de toneladas, resultado impulsionado principalmente pelo comércio exterior. Os granéis sólidos, que incluem minerais e produtos agrícolas, lideraram com mais de 76 milhões de toneladas.

Em nota, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que o governo pretende ampliar concessões e atrair investimentos para sustentar o crescimento. “Nosso foco é garantir segurança jurídica e melhorar a infraestrutura, o que fortalece a capacidade dos portos e amplia a competitividade do Brasil”, afirmou.



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Polícia do RJ realiza megaoperação contra tráfico de animais silvestres



A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (16) a Operação São Francisco, considerada a maior já realizada no país contra o tráfico de animais silvestres, armas e munições. A ação cumpre mais de 40 mandados de prisão e 270 de busca e apreensão em diferentes regiões do estado, além de São Paulo e Minas Gerais.

Segundo a corporação, a força-tarefa mobiliza mais de mil policiais civis e é resultado de um ano de investigação. Ao longo das apurações, foram identificados 145 suspeitos ligados ao esquema, que atuava há décadas no comércio ilegal de animais e no fornecimento de armamento pesado.

As investigações apontaram que a organização criminosa era a principal responsável pela venda de animais silvestres em feiras clandestinas no Rio de Janeiro. O grupo também traficava armas e munições, abastecendo facções criminosas em outros estados.

De acordo com a Polícia Civil, a estrutura da quadrilha era dividida em núcleos. Caçadores capturavam animais em áreas de preservação, como o Parque Nacional da Tijuca e o Horto, enquanto atravessadores transportavam os animais até os centros urbanos para comercialização. Havia ainda um setor especializado em primatas, que dopava e vendia macacos retirados da mata.

A operação tem coordenação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e conta com apoio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), do Ministério Público, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, do Ibama, do Inea e de diferentes departamentos da Polícia Civil do RJ.



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Ministério da Agricultura realiza missão comercial na Ásia



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na última semana, missão voltada à promoção comercial e atração de investimentos para o agronegócio brasileiro na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Singapura.

A delegação, formada pelo coordenador-geral do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos, André Okubo, pelo coordenador de Investimentos, Thiago Arcebispo, e por empresários brasileiros apresentaram aos investidores locais projetos estratégicos que totalizam mais de R$ 11 bilhões.

Entre as propostas estão a produção de fertilizantes nitrogenados a partir de hidrogênio verde, projetos de inovação e tecnologia no agro, comercialização de créditos de carbono e a conversão de pastagens degradadas em sistemas produtivos intensivos e sustentáveis.

A iniciativa foi organizada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, em parceria com os adidos agrícolas brasileiros que atuam nos respectivos países



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AgroNewsPolítica & Agro

Sorriso lidera produção agrícola no Brasil pelo sexto ano consecutivo


Sorriso, no norte de Mato Grosso, reafirmou seu protagonismo no agro nacional ao liderar, pelo sexto ano seguido, o ranking de valor de produção agrícola no Brasil. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2024), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, o município registrou um valor bruto de produção de R$ 7,2 bilhões, o equivalente a 0,9% do total nacional. Sorriso também se manteve entre os primeiros colocados em diversas culturas: foi o 1º em milho (R$ 2,4 bilhões), 3º em soja (R$ 3,3 bilhões), 6º em algodão (R$ 1,3 bilhão) e 4º em feijão (R$ 195,7 milhões).

Produção concentrada em grandes polos

O levantamento aponta ainda São Desidério (BA) e Sapezal (MT) como o segundo e terceiro maiores municípios em valor de produção agrícola, com R$ 6,6 bilhões e R$ 5,9 bilhões, respectivamente. Ambos têm forte participação na produção de soja e algodão.

Somados, os 10 maiores municípios alcançaram R$ 52,4 bilhões em 2024, o que corresponde a 6,7% do valor total da produção agrícola do país. O dado confirma a concentração da produção em regiões altamente tecnificadas, especialmente no Centro-Oeste e no Matopiba.

A liderança de Sorriso reflete o avanço da mecanização, da gestão profissionalizada e da ampliação de áreas cultivadas com alto rendimento por hectare. A cidade consolidou-se como referência em escala, produtividade e integração entre lavoura e mercado, com impacto direto sobre o desempenho do agronegócio nacional.





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