Diesel do agro acumula alta de mais de 21% no ano, aponta Fipe

Os preços médios dos combustíveis voltaram a subir em abril nos postos de todo o país, segundo dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O destaque ficou com o diesel, que manteve a liderança nas maiores altas do mês.
O aumento ocorre após a forte escalada observada em março e reflete tanto a instabilidade no mercado internacional de petróleo, em meio ao conflito no Oriente Médio, quanto ajustes de oferta no mercado interno.
Diesel puxa alta mensal
Na comparação com março, o diesel comum subiu 6,2%, a maior variação entre os combustíveis monitorados, seguido pelo diesel S-10, com avanço de 5,3%. Também registraram elevação:
- Gasolina comum: +3,0%
- Gasolina aditivada: +2,8%
- GNV: +1,2%
- Etanol hidratado: +0,4%
Os preços médios nacionais em abril ficaram em:
- Diesel S-10: R$ 7,504
- Diesel comum: R$ 7,428
- Gasolina aditivada: R$ 6,979
- Gasolina comum: R$ 6,836
- Etanol hidratado: R$ 4,768
- GNV: R$ 4,572
Alta perde força, mas diesel segue pressionado
Apesar da elevação no fechamento mensal, os dados semanais mostram perda de fôlego nos preços ao longo de abril. O diesel S-10 atingiu o pico em R$ 7,62 por litro na última semana de março, enquanto o etanol chegou a R$ 4,80 e a gasolina comum atingiu o máximo de R$ 6,70 na primeira semana de abril. Depois desses picos, os três combustíveis mais consumidos do país apresentaram leve acomodação.
Acumulado do ano mostra diesel em alta
No acumulado de 2026 até abril, o diesel mantém as maiores altas:
- Diesel S-10: +21,4%
- Diesel comum: +21,3%
- Gasolina comum: +8,9%
- Gasolina aditivada: +8,6%
- Etanol hidratado: +6,5%
- GNV: -1,6%
Segundo o Monitor, abril foi marcado por uma combinação de alívio parcial na oferta e pressões acumuladas ao consumidor. O reforço da Petrobras na oferta de diesel S-10 e gasolina, além de medidas federais de subvenção e alívio tributário, ajudou a conter novos aumentos, mas repasses anteriores ainda influenciaram as médias mensais.
Alta se espalha entre os combustíveis
A pressão de custos não ficou restrita ao diesel. As gasolinas comum e aditivada também subiram, indicando uma disseminação da alta entre derivados do petróleo. O etanol teve variação mais moderada, ganhando competitividade em alguns mercados, enquanto o GNV registrou comportamento misto: alta no mês, mas queda no acumulado do ano e nos últimos 12 meses.
Estados com maiores preços
Gasolina comum (R$/litro)
- Roraima – R$ 8,075
- Acre – R$ 7,671
- Rondônia – R$ 7,455
- Bahia – R$ 7,436
- Sergipe – R$ 7,397
Etanol hidratado (R$/litro)
- Rondônia – R$ 5,694
- Pernambuco – R$ 5,668
- Rio Grande do Norte – R$ 5,658
- Ceará – R$ 5,599
- Sergipe – R$ 5,582
Diesel S-10 (R$/litro)
- Acre – R$ 8,645
- Bahia – R$ 8,119
- Roraima – R$ 7,880
- Piauí – R$ 7,780
- Pará – R$ 7,771
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