domingo, maio 3, 2026
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Diesel do agro acumula alta de mais de 21% no ano, aponta Fipe


diesel combustivel - icms
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os preços médios dos combustíveis voltaram a subir em abril nos postos de todo o país, segundo dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O destaque ficou com o diesel, que manteve a liderança nas maiores altas do mês.

O aumento ocorre após a forte escalada observada em março e reflete tanto a instabilidade no mercado internacional de petróleo, em meio ao conflito no Oriente Médio, quanto ajustes de oferta no mercado interno.

Diesel puxa alta mensal

Na comparação com março, o diesel comum subiu 6,2%, a maior variação entre os combustíveis monitorados, seguido pelo diesel S-10, com avanço de 5,3%. Também registraram elevação:

  • Gasolina comum: +3,0%
  • Gasolina aditivada: +2,8%
  • GNV: +1,2%
  • Etanol hidratado: +0,4%

Os preços médios nacionais em abril ficaram em:

  • Diesel S-10: R$ 7,504
  • Diesel comum: R$ 7,428
  • Gasolina aditivada: R$ 6,979
  • Gasolina comum: R$ 6,836
  • Etanol hidratado: R$ 4,768
  • GNV: R$ 4,572

Alta perde força, mas diesel segue pressionado

Apesar da elevação no fechamento mensal, os dados semanais mostram perda de fôlego nos preços ao longo de abril. O diesel S-10 atingiu o pico em R$ 7,62 por litro na última semana de março, enquanto o etanol chegou a R$ 4,80 e a gasolina comum atingiu o máximo de R$ 6,70 na primeira semana de abril. Depois desses picos, os três combustíveis mais consumidos do país apresentaram leve acomodação.

Acumulado do ano mostra diesel em alta

No acumulado de 2026 até abril, o diesel mantém as maiores altas:

  • Diesel S-10: +21,4%
  • Diesel comum: +21,3%
  • Gasolina comum: +8,9%
  • Gasolina aditivada: +8,6%
  • Etanol hidratado: +6,5%
  • GNV: -1,6%

Segundo o Monitor, abril foi marcado por uma combinação de alívio parcial na oferta e pressões acumuladas ao consumidor. O reforço da Petrobras na oferta de diesel S-10 e gasolina, além de medidas federais de subvenção e alívio tributário, ajudou a conter novos aumentos, mas repasses anteriores ainda influenciaram as médias mensais.

Alta se espalha entre os combustíveis

A pressão de custos não ficou restrita ao diesel. As gasolinas comum e aditivada também subiram, indicando uma disseminação da alta entre derivados do petróleo. O etanol teve variação mais moderada, ganhando competitividade em alguns mercados, enquanto o GNV registrou comportamento misto: alta no mês, mas queda no acumulado do ano e nos últimos 12 meses.

Estados com maiores preços

Gasolina comum (R$/litro)

  1. Roraima – R$ 8,075
  2. Acre – R$ 7,671
  3. Rondônia – R$ 7,455
  4. Bahia – R$ 7,436
  5. Sergipe – R$ 7,397

Etanol hidratado (R$/litro)

  1. Rondônia – R$ 5,694
  2. Pernambuco – R$ 5,668
  3. Rio Grande do Norte – R$ 5,658
  4. Ceará – R$ 5,599
  5. Sergipe – R$ 5,582

Diesel S-10 (R$/litro)

  1. Acre – R$ 8,645
  2. Bahia – R$ 8,119
  3. Roraima – R$ 7,880
  4. Piauí – R$ 7,780
  5. Pará – R$ 7,771

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