domingo, agosto 23, 2026

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Gás da Bolívia e fábrica em MS: Entenda plano da Petrobras para expandir produção de fertilizantes


Uma das missões recebidas por Magda Chambriard ao ser indicada ao comando da Petrobras foi de diminuir a dependência externa de fertilizantes no país. Com agronegócio forte, o Brasil é o quarto maior consumidor e líder em importações destes insumos — ou seja, ninguém o supera quando o assunto é comprar adubo.

Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em 2023 o Brasil importou 86% do seu consumo interno. Foram 39,4 milhões de toneladas de fertilizantes compradas de outros países, frente a uma produção nacional de 6,8 milhões (sendo que uma pequena parcela é exportada).

Na avaliação da gestão Magda e do próprio governo Lula, este cenário deixa o país vulnerável a choques externos. Um exemplo recente é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que impactou preço mundo afora e levou insegurança ao agronegócio brasileiro.

Um dos principais atos da companhia sob Magda foi a sinalização de que planeja investir em gás natural — que é insumo para fertilizantes nitrogenados, como amônia e ureia — da Bolívia. Questionada pela CNN, a Petrobras detalhou as principais frentes em que a nova gestão trabalha para acelerar a produção de adubo no país.

A empresa considera sua primeira vitória nesta frente a aprovação do retorno das operações da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A (Ansa), no mês passado. A unidade localizada no Paraná está hibernada desde 2020 e tem previsão de retomada de atividades no segundo semestre de 2025.

O foco da Petrobras agora é retomar a produção na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III) em Três Lagoas (MS). A companhia avança por um estudo de viabilidade técnica para o projeto, que está hibernado desde 2014. Iniciada em 2011, as obras da fábrica estão 81% concluídas.

Enquanto a Ansa pode produzir 720 mil toneladas por ano de ureia e 475 mil de amônia, a UFN-III tem capacidade para 1,3 milhão de toneladas e 800 mil toneladas, para os respectivos fertilizantes. Esta pesagem representa quase 50% da produção nacional atual de adubos.

Para viabilizar as operações de Ansa e UFN-III, a Petrobras aposta na exploração de gás na Bolívia. Acontece que ambas as fábricas estão conectadas ao Gasbol, gasoduto que começa em Rio Grande, no país vizinho, se estende por 557 km até a fronteira e atravessa 136 municípios de cinco estados brasileiros.

A subsidiária da Petrobras no vizinho já foi responsável por 60% da produção de gás natural boliviano e hoje opera 25% do total produzido no país. Na viagem recente, Chambriard anunciou que a empresa vai investir R$ 40 milhões para perfurar em 2025 um poço na área de San Telmo Norte, onde há elevado potencial para gás natural.

A Petrobras ainda procura solucionar pendências em ativos no Nordeste do país, para as fábricas de fertilizantes em Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE), que estão arrendadas para a Unigel. As partes chegaram assinar em 2023 um contrato que visava a retomada das operações na unidade, mas este foi encerrado em junho deste ano.

O encerramento ocorre após o contrato ter sido alvo de análises do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontaram que ele poderia trazer prejuízos para a Petrobras. Em março, a Unigel havia paralisado sua operação nas unidades, alegando preços altos de gás.



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Dia do Agricultor: como estas três empresas têm revolucionado a agricultura brasileira


Neste domingo, dia 28 de julho, é comemorado o Dia Nacional do Agricultor. A data, criada há mais de 50 anos, procura celebrar a importância deste profissional para a economia nacional.

Mais do que isso, a data também é um meio para valorizar a atuação dos trabalhadores rurais e associá-los ao desenvolvimento econômico em diferentes regiões. Não à toa, a agricultura, cuja participação no produto interno bruto (PIB) nacional é uma das mais relevantes (mais de 20%, de acordo com o IBGE), é também um meio de existência, geração de empregos e renda digna para muitas famílias.

Nos últimos anos, o setor agrícola encara uma verdadeira revolução no que diz respeito ao incremento tecnológico. O acesso a novas tecnologias tem pautado a atividade agropecuária e, ao mesmo tempo, fomentado o surgimento de negócios que se dedicam exclusivamente à modernização do trabalho em campo.

É o caso das agtechs, startups do agro, que desenvolvem soluções específicas para o setor, e que hoje formam um contingente próximo a 2 mil empresas no país, segundo dados da Embrapa.

Tudo isso coopera para que o país tenha se tornado celeiro fértil para o surgimento e expansão dessas empresas, especialmente em regiões consideradas polos estratégicos para o agronegócio nacional. A história da startup Produzindo Certo, de Goiânia, é um exemplo disso.

Para crescer, a startup fundada pela engenheira ambiental Aline Locks decidiu explorar uma demanda crescente do mercado agrícola, solucionando um gargalo comum a muitos produtores: a ausência de práticas sustentáveis. Com a popularização do ESG (sigla para critérios sociais, ambientais e de governança), grandes fabricantes do agro têm buscado por fornecedores comprometidos com a correta gestão de recursos naturais e que atendam a requisitos de sustentabilidade.

Atualmente, a empresa goiana apoia produtores no caminho rumo à sustentabilidade, permitindo que adotem boas práticas ambientais e, em troca, sejam certificados por isso.

A motivação para a fundação da empresa, segundo a fundadora, veio da vontade de adicionar valor ao agro responsável e “sair um pouco do olhar romântico que tendemos a ter sobre a sustentabilidade e incluí-la nas relações comerciais”, conta Aline Locks, CEO e fundadora da Produzindo Certo, que já monitora mais de 7 mil propriedades e 8,2 milhões de hectares em 17 estados brasileiros, além de México, Paraguai e Argentina.

Empresas fabricantes de alimentos são hoje a maior parte da clientela da Produzindo Certo, que também inclui tradings de grãos, empresas de tabaco, instituições financeiras, indústria de ração, empresas de insumos agrícolas, como fertilizantes, indústria da moda e cooperativas agrícolas. Entre os grandes clientes estão Bunge, Cargill, Mars, e Bayer.

Além de apoiar os produtores na adequação socioambiental de suas propriedades, a Produzindo Certo também se dispõe a apoiar esses produtores rurais a ajustar suas práticas, num modelo de assistência personalizada. Com isso, após o diagnóstico inicial dos níveis de sustentabilidade, a empresa sugere adequações e elabora um plano, em conjunto com o produtor, para melhorar cada questão considerada “fora da curva”.

Na visão de Locks, a Produzindo Certo tem contribuído para o avanço do agronegócio no país ao preparar produtores para contextos desafiadores e cada vez mais competitivos.

“Estamos impulsionando o agronegócio do futuro no Brasil ao incorporar a sustentabilidade nas relações comerciais, promovendo tecnologias inovadoras e escaláveis que permitam aos produtores rurais se adaptarem e prosperarem em um mercado global cada vez mais exigente”, afirma Locks. “Com nossa expertise e atuação, estamos ajudando a construir uma agricultura mais responsável, eficiente e alinhada com as demandas ambientais e sociais do século XXI”, conclui.

Nos planos da empresa está agora a criação do primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina. Para isso, vai se unir com uma rede de parceiros para auxiliar produtores na implementação de práticas regenerativas e, então, conectá-los a empresas, universidades e entidades de pesquisa.

Decisões baseadas em dados

Para além da necessidade por práticas mais sustentáveis, o avanço tecnológico do setor agrícola também tem evidenciado a urgência de uma atuação mais inteligente e responsiva. Nesse sentido, a análise e adoção de dados para tomadas de decisões mais assertivas é um caminho.

É essa a filosofia que tem servido de base, há 20 anos, para as operações da Agrotools, startup de tecnologia e inteligência de dados para o agronegócio.

Fundada em 2003 por Sérgio Rocha, um executivo com vasta experiência no mercado de commodities, a Agrotools funciona como uma plataforma de inteligência de dados, cuja principal função é nutrir grandes corporações do setor com informações extraídas, em tempo real, sobre suas cadeias de distribuição.

Na lista estão indicadores como produtividade, risco climático e análise de garantias para operações de crédito, por exemplo. Já do lado dos clientes, a agtech atende instituições financeiras, originadores agrícolas e pecuários, varejistas e empresas de food service, fabricantes e revendas de insumos, além de seguradoras.

A ambição da startup é fazer com que grandes empresas tenham não apenas visibilidade sobre todas as etapas de sua cadeia de distribuição, mas também possam garantir que seus clientes finais estejam cumprindo certas normas ambientais e, assim, possam adquirir commodities com lastro de sustentabilidade.

Essa análise é feita a partir de uma extensa rede de satélites e sensores, responsáveis por monitorar milhões de hectares e correlacionar informações sobre o comportamento de uma determinada plantação e, assim, prever riscos climáticos ou financeiros (como os ligados à inadimplência de produtores em função de uma safra mal-sucedida).

“Nossa missão é transformar dados brutos em valor estratégico, permitindo que nossos clientes tomem decisões informadas e eficazes. Em todas as frentes de atuação, nossa primazia não é o dado pelo dado, mas sim a inteligência e a expertise que o acompanham, entregando assim soluções que realmente fazem a diferença”, afirma Lucas Tuffi, sócio e diretor de estratégia da Agrotools.

Hoje, a startup analisa mais de 4,5 milhões de territórios rurais e monitora R$ 15 bilhões em commodities. Além disso, são mais de R$ 50 bilhões em financiamento rural que contam com o suporte de ao menos uma das soluções da empresa, e cerca de R$ 100 bilhões em operações do agronegócio monitoradas no Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Argentina, Austrália e Equador.

Identidade nacional

Enquanto grande parte das agtechs de destaque no mercado nacional se empenham em expandir suas operações para além das limitações nacionais, uma empresa com 40 anos de mercado tem adotado o caminho inverso. Trata-se da Caraíba Genética e Sementes, empresa da cidade de Rio Verde (GO), que mantém seu capital 100% nacional — e não pretende mudar isso tão cedo.

Fundada pelo agrônomo José Buffon, a Caraíba começou como uma pequena loja de defensivos agrícolas em 1973. Anos depois, passou a comercializar soja e milho após uma aquisição feita há 15 anos. Nascia então a Sementes Caraíba, hoje com atuação em grande parte do território nacional, com destaque para os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, São Paulo e Minas Gerais.

À frente da companhia estão a administradora de empresas Mariana Buffon, filha do fundador, e seu irmão, Felipe Buffon.

A executiva assumiu a operação da empresa goiana após uma temporada de estudos fora do estado, num exemplo clássico de membros da segunda geração que retornam à sua cidade natal para tomar conta de um negócio familiar — e consigo traz inovações operacionais e nova visão empreendedora. “Meu pai não perguntou, quando jovens, se queríamos estudar ali ou ir para fora. Decidi ir para São Paulo, mas é bom retornar às raízes”, conta Mariana.

A Sementes Caraíba trabalha com cultivo, produção, beneficiamento e comercialização de sementes certificadas de soja e milho. O foco está nos canais de distribuição, ou seja, os revendedores de sementes.

Já sob a marca Caraíba Genética, a empresa conta com um programa próprio de melhoramento genético dessas commodities. Por essa razão, parte dos ganhos da empresa vêm justamente dos royalties pelo licenciamento das sementes geneticamente modificadas. “A Caraíba Sememtes é hoje a principal cliente da Caraíba Genética”, brinca.

Em um mercado dominado por gigantes agrícolas internacionais, como é o caso das sementes, a Caraíba se destaca ao mirar um faturamento de R$ 1 bilhão apenas com a aposta na agricultura nacional, no apelo da genética e apoio aos talentos locais da ciência — a empresa mantém um laboratório próprio em Rio Verde e toda a pesquisas de melhoramento genético e trabalho de campo é feita por colaboradores da região.

“Sempre fomos instigados a valorizar o nacional, e o regional. Isso se reflete no nosso desejo em continuar incentivando as pessoas daqui. Entendemos que hoje ainda temos muito a crescer como empresa, em nosso país”, diz.

(Texto de Maria Clara Dias)



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animais são analisados e examinados para entrar na feira



Na Expointer 2024, em Esteio, no Rio Grande do Sul, a admissão de animais de diversas raças para o evento segue um protocolo rigoroso de controle sanitário e zootécnico. Conforme informações fornecidas por Pablo Charão, comissário-geral da Expointer, o processo de entrada dos animais começa no Portão 8, onde servidores do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA/Seapi) realizam a conferência de documentos, Guias de Trânsito Animal (GTAs), exames e vacinas.

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Se toda a documentação e condições sanitárias estiverem em ordem, os animais passam por exames clínicos para descartar sintomas de doenças infecciosas e garantir que estejam livres de ectoparasitas. Após essa avaliação, o Serviço Veterinário Oficial libera os animais para ingresso no Parque de Exposições, onde são alocados em suas baias específicas.

Na sequência, ocorre o julgamento de admissão zootécnica, onde técnicos da DDA e das associações de raças conferem características como peso, altura, espessura de gordura e conformidade genética. “Os profissionais verificam se os registros dos animais estão em dia e se possuem características genéticas compatíveis com suas raças. Caso apresentem algum defeito genético que comprometa a função reprodutiva, são desclassificados das competições, embora possam permanecer no parque“, explica Charão.

Além disso, há uma competição extraoficial para identificar o animal mais pesado da feira, cujo resultado será anunciado no próximo domingo. Touros das raças limousin, charolês e angus são frequentemente os vencedores.

Cuidados e bem-estar animal durante a feira

Durante a Expointer, o bem-estar dos animais é uma prioridade para os tratadores, que cuidam para que estejam confortáveis em suas baias. No entanto, a presença de um grande público pode causar estresse nos animais, mesmo os que estão acostumados a exposições. Tauane Dutra, médica veterinária e tratadora da cooperativa agropecuária Cotribá, explica que o acesso entre as baias é restrito para minimizar o estresse dos bovinos de leite, como vacas e novilhas das raças Jersey e Holandesa.

As vacas adultas da raça holandesa pesam em torno de 950 quilos, enquanto as terneiras têm cerca de 450 quilos. Já as vacas Jersey adultas pesam aproximadamente 650 quilos, e as terneiras, 250 quilos. “Na Expointer, elas são alimentadas a cada quatro horas com ração, silagem e polpa cítrica. As vacas são ordenhadas diariamente e as terneiras têm horários específicos para beber água“, detalha Tauane. Além disso, os animais recebem banhos diários e cuidados especiais com o escovamento dos rabos, especialmente quando se apresentam nas pistas de julgamento.

Este ano, entre os bovinos de leite inscritos na Expointer, destacam-se 143 animais da raça Holandesa, 125 da Jersey, 75 da Gir Leiteiro e 18 da raça Girolando, evidenciando a diversidade e qualidade genética presente no evento.



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Agronegócio procura Pacheco para destravar projeto Combustíveis do Futuro | Blogs


Parlamentares que representam o agronegócio se reúnem com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta quinta-feira (8), para tentar destravar o projeto alcunhado de Combustíveis do Futuro, que tramita na Casa.

O encontro envolverá o relator do projeto na Câmara, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, Alceu Moreira (MDB-RS), e o relator da proposta no Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Durante a Biodiesel Week, evento tradicional do setor, líderes da bancada ruralista fizeram um apelo pela apreciação da matéria, considerada fundamental para o agronegócio.

“Se o Senado quiser fazer um favor ao Brasil, não mexerá no texto da Câmara. Se depois for preciso alterar algo, podemos fazer projetos específicos”, afirmou Alceu Moreira.

O projeto empacou no Senado devido ao interesse da Petrobras em incluir o chamado diesel coprocessado, combustível fóssil produzido exclusivamente pela estatal, no texto e pela resistência da indústria às obrigações de produção do biometano.



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Tarcísio de Freitas sobrevoa áreas atingidas por incêndios; 34 cidades estão em alerta



Na manhã deste sábado (24), o governador Tarcísio de Freitas realizou um sobrevoo nas regiões mais afetadas por incêndios no interior do estado de São Paulo. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil, 34 municípios estão em alerta máximo para queimadas devido à baixa umidade do ar e à onda de calor que atinge o estado. Dentre essas, 17 cidades enfrentam focos ativos de incêndio, o que tem mobilizado mais de 7,3 mil profissionais e voluntários no combate às chamas e na orientação da população.

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Durante a visita, Tarcísio de Freitas destacou o empenho das autoridades estaduais no controle dos incêndios, que já estão sendo extintos em sua maioria. “O estado está muito empenhado em combater os incêndios. A situação hoje está ficando sob controle, e a maioria dos focos já está sendo extinta”, afirmou o governador. Além disso, ele ressaltou a importância da colaboração da população para evitar novas ocorrências, destacando cuidados como não soltar balões, evitar acender fogueiras e manter aceiros limpos em propriedades rurais.

A Operação SP Sem Fogo, coordenada pela Defesa Civil em conjunto com as secretarias de Segurança Pública, Agricultura e Abastecimento, Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, segue em andamento. Além do combate terrestre, o governo estadual contratou aviões para pulverização de água, reforçando a atuação das aeronaves do Corpo de Bombeiros e das Forças Armadas.

Cidades em alerta máximo e rodovias afetadas

Entre as 34 cidades em alerta máximo para queimadas estão Alumínio, Bananal, Bebedouro, Dourado, Ibitinga, Lucélia, Monte Alegre do Sul, Nova Granada, Presidente Epitácio e Tabatinga. Dessas, 17 enfrentam focos ativos de incêndio, incluindo Boa Esperança do Sul, Coronel Macedo, Iacanga, Pompeia e Santo Antônio da Alegria.

A situação das rodovias também é crítica. A SP 215 (Rodovia Luiz Augusto de Oliveira) possui interdições parciais entre os quilômetros 195 e 209, no município de Dourado, região de São Carlos. Outras estradas, como a Rodovia Carlos Tonani (SP 333) e a Rodovia Armando Salles de Oliveira (SP 332), também enfrentam bloqueios devido às chamas.

Orientações à população

A Defesa Civil do estado reforça as orientações para que a população evite áreas afetadas por incêndios e mantenha a segurança ao dirigir em estradas com baixa visibilidade devido à fumaça. Em caso de avistamento de focos de incêndio ou fumaça densa, os cidadãos devem buscar abrigo seguro e informar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199).

Além disso, a população é incentivada a se cadastrar para receber alertas da Defesa Civil diretamente no celular. Basta enviar um SMS com o CEP para o número 40199.



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Bradesco anuncia acordo que prevê deter 50% do banco John Deere


O Bradesco anunciou nesta sexta-feira (9) acordo com a John Deere Brasil S.A, que prevê um aporte de capital para deter 50% de participação do Banco John Deere, a fim de fortalecer seu posicionamento nos setores de agronegócio e construção.

“Nossa expectativa é a ampliação da oferta de financiamento e serviços para clientes e concessionários John Deere no Brasil”, afirmou José Ramos Rocha Neto, diretor vice-presidente do Bradesco, em nota à imprensa.

O Banco John Deere manterá sua marca existente, de acordo com o comunicado ao mercado do Bradesco, que não trouxe o valor da operação. O banco disse que a transação não causará impacto material no seu índice de capitalização.

A John Deere Brasil S.A é subsidiária integral da norte-americana Deere & Company, uma das líderes mundiais no fornecimento de equipamentos para agricultura, construção e silvicultura.

“Através desta joint venture, (o banco) aprimorará seu portfólio e diversificará suas opções de financiamento para equipamentos, peças e serviços”, afirmou Jorge Sivina, diretor regional para a John Deere Financial.

A conclusão da transação depende do cumprimento de determinadas condições precedentes usuais em operações desta natureza, incluindo as devidas aprovações regulatórias e concorrenciais.



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Força do agro: Tocantins e Goiás têm maior potencial de mercado do Brasil


Tocantins e Goiás são os dois estados brasileiros com maior potencial de mercado, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados de 2024, divulgado nesta quarta-feira (21).

O estudo analisou dez eixos temáticos para classificar os estados de modo geral e por região. Os dados foram compilados pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com Seall e Tendências Consultoria.

Segundo a pesquisa, o “potencial de mercado” é um parâmetro que mede a capacidade de expansão e desenvolvimento em longo prazo dos estados.

Nesse pilar, os pesquisadores consideram o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) de cada estado, a dinâmica do crescimento econômico nos últimos quatro anos e o crescimento potencial da força de trabalho para os próximos dez anos.

Também são analisados indicadores relacionados ao mercado de crédito, como o comprometimento de renda, qualidade de crédito para pessoa física, volume de crédito e inadimplência.

Nessa edição, ficou mais evidente que o agronegócio foi o principal dado desagregado que influenciou na colocação de Goiás e Tocantins no ranking.

Para Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, o setor exerceu um papel fundamental na evolução destes estados na classificação.

“O agronegócio tem um papel fundamental para esse crescimento. Escutamos muito sobre a capacidade do agro em ser uma das grandes potencialidades do Brasil. Goiás mostra isso com perfeição e vem ganhando pujança”, disse à CNN.

“Tocantins, mesmo estando na região Norte, está muito ligado ao Centro-Oeste. Também conta com esse histórico do agro e aí o potencial de mercado aparece de uma forma muito significativa”, acrescentou.

Em entrevista à CNN, o secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant’Anna Braga Filho, disse que, além do agronegócio, há também a importância da industrialização para o crescimento do estado.

“Embora a agropecuária seja a nossa força mais evidente, definitivamente não é a única. A industrialização em Goiás vem avançando a passos largos, sustentando a nossa economia quando o agro passa por períodos difíceis ou temporadas mais fracas”, disse.

Por meio de fundos estaduais, a infraestrutura dos estados também pode ser melhor com os impostos pagos pelo agronegócio, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Marcelo Guaritá, membro do Comitê de Leis e Regulamentos da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e sócio do Peluso, Stüpp e Guaritá Advogados, destacou o Fundo Estadual de Infraestrutura, uma contribuição paga pelos agricultores de Goiás, que é destinada à melhoria da logística agropecuária do estado.

“Funciona como uma espécie de condicionante para a aplicação/utilização de benefícios ou incentivos fiscais relacionados ao ICMS, como o diferimento e a substituição tributária, e da imunidade de exportações”, afirmou.

“A cobrança, que foi criada com o pretexto de melhorias nas estradas, conta com percentuais de recolhimento que variam conforme o tipo de produto envolvido, podendo chegar até a 1,65%, como nos casos de soja e minérios”, disse Guaritá.

Segundo o estudo, o tamanho da economia de um estado influencia na decisão de localização de investimentos das empresas, favorecendo a competitividade das maiores unidades da federação.

Conforme o texto, estados com economias mais dinâmicas criam mais oportunidades de investimento, gerando um ciclo de desenvolvimento econômico. O crescimento da população em idade de trabalho também é fundamental para o crescimento de longo prazo.

Além disso, de acordo com o levantamento, os indicadores de crédito são outro fator que impacta o investimento e consumo, sendo particularmente relevantes no contexto de alto endividamento da população.

O peso do pilar “tamanho de mercado” no ranking geral é reduzido para evitar que estados maiores, como São Paulo, tenham vantagem excessiva, resultando em impacto limitado no ranking.

Por isso, por exemplo, o estado de Roraima está em terceiro lugar nesse pilar — embora na nota geral esteja na última posição, pois não pontuou bem em outros pilares.

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Brasil tem seis projetos com potencial para reduzir dependência externa de fertilizantes


O Brasil tem ao menos seis projetos em desenvolvimento para reduzir a dependência externa de fertilizantes — entre iniciativas públicas e privadas. O país é o maior importador do mundo de adubos, e seu consumo interno é quase 90% atendido por produtos comprados do exterior.

Um levantamento da Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) mostra que o país conta com 25 complexos para produção de adubos, considerando nitrogenados, potássicos e fosfatados.

Projetos em desenvolvimento estão destacados com o símbolo: ** • Crédito: Reprodução / Sinprifert

Este complexo não é suficiente para atender as necessidades do agronegócio nacional, quarto maior do mundo. O Brasil comprou do exterior 86% dos fertilizantes que consumiu em 2023. Foram 39,4 milhões de toneladas impostadas, frente a uma produção interna de 6,8 milhões (sendo que uma pequena parcela é exportada).

Em entrevista à CNN, o diretor-executivo da Sinprifert, Bernardo Silva, destacou projeto da Potássio do Brasil em Autazes, município do Amazonas. Segundo o representante, a iniciativa tem capacidade para suprir entre 20% e 25% do consumo nacional de fertilizantes potássicos.

Os adubos potássicos são os mais consumidos no Brasil (39%), à frente dos fosfóricos (32%) e dos nitrogenados (29%). A dependência externa chega a 97% no caso dos potássicos, com quase metade deste montante importado de Rússia e Belarus (Bielorrússia).

Para os fosfóricos, o executivo destaca o projeto da Galvani em Santa Quitéria, no Ceará. Na jazida em questão fosfato e urânio são encontrados de forma associada. Há um consórcio firmado entre a empresa privada e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que tem o monopólio do urânio e da energia nuclear do país.

No caso dos nitrogenados, os principais movimentos para elevar a produção nacional partem da Petrobras. Desde o início do governo Lula, ainda com a companhia sob a gestão de Jean Paul Prates, os investimentos em fertilizantes voltaram a fazer parte do portfólio da companhia.

O foco atual da Petrobras será retomar a produção em unidade em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. A empresa ainda procura solucionar pendências em ativos no Nordeste do país, para as fábricas de fertilizantes em Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE), que estão arrendadas para a Unigel.

Confira a lista de projetos em desenvolvimento:

  1. Autazes (AM): Potássio do Brasil (potássicos)
  2. Santa Quitéria (CE): Fosfor/Galvani (fosfatados)
  3. Três Lagoas (MS): Petrobras (nitrogenados)
  4. Tiros (MG): Mineração Morro Verde (potássicos)
  5. Uberaba (MG): Atlas Agro (nitrogenados)
  6. Lavras do Sul (RS): Águia Fertilizantes (fosfatados)

Na avaliação da indústria e do governo federal, este cenário deixa o país vulnerável a choques externos. Um exemplo recente é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que impactou preço mundo afora e levou insegurança ao agronegócio brasileiro.

Em 2022, o governo federal, ainda sob Jair Bolsonaro (PL), lançou um plano nacional de fertilizantes. Os cálculos indicaram que o país precisaria elevar sua produção em cinco vezes até 2050 para reduzir sua dependência externa a 50%. Confira abaixo os projetos existentes e os que estão em desenvolvimento:



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Brasil precisa expandir políticas ambientais para COP30, afirma estudo



Sede da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em 2025 – a primeira a ser realizada na Amazônia –, o Brasil está em um momento crucial. Ainda tem a possibilidade de cumprir suas metas internacionais de redução de emissão de gases de efeito estufa, mas precisa ajustar as ações socioambientais e fortalecer políticas focadas na salvaguarda das florestas e na restauração dos biomas.

Liderado por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o estudo ressalta a necessidade de controlar o desmatamento ilegal e a degradação dos biomas, incorporando um olhar para florestas secundárias que crescem após a remoção da cobertura original.

Sugere ainda reforçar e expandir políticas que mantenham os serviços ecossistêmicos. Esse processo deve vir acompanhado de mecanismos consistentes de atração de investimentos para financiar atividades de restauração e pagamentos por serviços ambientais em todos os biomas, incentivando iniciativas de bioeconomia e criando novas áreas de proteção ambiental.

“A pesquisa foi um trabalho conjunto visando mostrar o panorama de desmatamento, degradação e restauração dos biomas e suas relações com as metas globais do Brasil. Destacamos pontos importantes nesse processo para que o país busque o desenvolvimento sustentável”, explica a doutoranda no Inpe e primeira autora do artigo Débora Joana Dutra.

Para a bióloga Liana Oighenstein Anderson, orientadora de Dutra e pesquisadora no Cemaden, mesmo quando há medidas preventivas, ainda assim elas têm sido insuficientes frente ao desafio das mudanças climáticas. “É o caso dos incêndios florestais registrados neste ano na Amazônia e no Pantanal. A prevenção não foi suficiente para conter os números alarmantes. Quando fazemos estimativas como na pesquisa, temos a sensação de sermos extremamente conservadores frente ao que a realidade está mostrando e aos desafios enfrentados”, diz a bióloga.

O Brasil vem registrando neste ano recordes de queimadas. Entre janeiro e 4 de agosto, foram 65.325 focos de calor detectados no país, o maior número em quase 20 anos – o mais alto até então havia sido em 2005 (69.184 no mesmo período), segundo dados do Inpe. Os biomas Amazônia e Cerrado são os mais atingidos (28.396 e 22.217, respectivamente).

De janeiro a julho, o Pantanal teve 4.756 focos, o maior desde 1998, início da série histórica. Para o bioma, até o momento, 2020 teve o pior total anual de focos de queimadas.

“Em 2020, os incêndios no Pantanal chamaram a atenção do mundo e levaram a uma série de reações. O Ministério da Ciência e Tecnologia criou, por exemplo, a Rede Pantanal e, em escala local, o Estado de Mato Grosso do Sul instituiu um plano de manejo integrado do fogo. Em 2023, o governo federal lançou um plano de manejo para o bioma e, em abril, Mato Grosso do Sul decretou estado de emergência. Ou seja, houve um conjunto de ações de gestão, de governança, de regulamentação para tentar evitar os incêndios, mas, infelizmente, não foi suficiente. Tivemos avanços. Porém, há necessidade de aperfeiçoamentos na governança, nas estratégias adotadas e no financiamento das ações. É preciso acelerar o passo”, completa Liana Oighenstein.

Coautor do artigo e pesquisador do Inpe, Luiz Aragão diz que a pesquisa é um alerta para a sociedade sobre questões relacionadas às emissões. “A sociedade tem de encarar o problema não só do ponto de vista ambiental, mas sim socioeconômico. Está tudo ligado. Isso porque o desmatamento, por exemplo, é indutor do fogo, que por sua vez traz problemas de saúde para a população e degrada a floresta. A floresta desmatada e degradada tem menor potencial de prover serviços ecossistêmicos, como a ciclagem de água e a biodiversidade, que garantem a qualidade de vida das populações locais e têm influência muito grande em atividades econômicas.”, diz Aragão.

As mudanças no uso e na cobertura da terra (por exemplo, o desmatamento para o uso agropecuário e a degradação florestal) são as principais fontes de emissões do Brasil. Como um dos mais de 190 signatários do Acordo de Paris, firmado em 2005, o país assumiu o compromisso de ajudar a conter o aumento da temperatura média global em até 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais (anos 1850-1900) – marca que já tem sido ultrapassada nos últimos meses.

O acordo, que deve passar por revisão na COP30, prevê que os países definam metas de redução de emissões até 2030, tendo o Brasil se comprometido a diminuir em 53% (comparado aos níveis de 2005). Apesar disso, as emissões de dióxido de carbono (CO2) líquidas (descontadas as remoções) por mudanças no uso e na cobertura da terra dobraram entre 2017 e 2022, segundo o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg). Em relação à restauração, o Brasil tem a meta de restaurar 12 milhões de hectares de florestas nativas, o que corresponde a quase a área territorial de Portugal.

*Sob supervisão de Henrique Almeida


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tendência de alta nos próximos dias


Mercado encerra semana estável, mas com previsão de alta nos preços




Foto: Divulgação

A semana foi marcada pela estabilidade no mercado de gado, mas com sinais de alta nos preços para os próximos dias. Enquanto os frigoríficos que operam com contratos a termo mantêm escalas confortáveis, outros enfrentam dificuldades devido à redução na oferta, com vendedores segurando a boiada à espera de melhores condições de negociação, conforme a análise do informativo “Tem Boi na Linha”.

Segundo o inforamtivo, no Mato Grosso do Sul, houve um aumento no preço da novilha na região de Três Lagoas, com alta de R$ 2,00/@, reflexo da redução na oferta de fêmeas no estado. Em contrapartida, a oferta de machos tem se mantido razoável, o que estabiliza os preços diários, embora o mercado continue firme.

Nas regiões de Dourados e Campo Grande, os preços permaneceram estáveis na comparação diária. No Acre, com as escalas longas dos frigoríficos, as cotações também seguiram estáveis.





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