sábado, agosto 22, 2026

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veja como ficaram as cotações internas e em Chicago


Os preços da soja apresentaram firmeza no Brasil nesta segunda-feira (9). A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) teve boa alta e o dólar, leve queda.

Ao longo do dia, a moeda estadunidense concedeu suporte positivo às cotações brasileiras. Ainda assim, não foram reportados negócios expressivos na sessão.

Preço médio da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 133 para R$ 136
  • Região das Missões: aumentou de R$ 132 para R$ 135
  • Porto de Rio Grande: avançou de R$ 139 para R$ 142
  • Cascavel (PR): valorizou de R$ 132 para R$ 135
  • Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 140 para R$ 143
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 132 para R$ 133
  • Dourados (MS): aumentou de R$ 127 para R$ 130
  • Rio Verde (GO): valorizou de R$ 126 para R$ 130

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em alta. Após as perdas da sexta, o dia foi de cobertura de posições vendidas por sinais de demanda pela soja norte-americana e pelo desempenho de outros mercados.

Os agentes começam a se posicionar frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta (12).

Relatório USDA

O Departamento deverá elevar as suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja dos Estados Unidos em 2024/25. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques estadunidenses de 578 milhões de bushels em 2024/25.

Para 2023/24, o mercado aposta em número de 343 milhões de bushels. Em agosto, a previsão do USDA era de 560 milhões e 345 milhões, respectivamente.

Para a produção, o mercado espera um número de 4,609 bilhões de bushels para 2024/25. Em agosto, o Departamento apontou safra de 4,589 bilhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 134,2 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 134,3 milhões.

Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 112,1 milhões, abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2024/25.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 354.166 toneladas na semana encerrada no dia 5 de setembro. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 502.444 toneladas.

No final do dia, será divulgado o boletim com as condições das lavouras americanas. O mercado aposta em um corte de 2 pontos percentuais no índice de lavouras entre boas e excelentes condições para 63%.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 13,00 centavos de dólar, ou 1,29%, a US$ 10,18 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,35 1/2 por bushel, com ganho de 13,00 centavos ou 1,27%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 325,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 40,48 centavos de dólar, com baixa de 0,85 centavo ou 2,14%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,5796 para venda e a R$ 5,5776 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5751 e a máxima de R$ 5,6401.



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‘Se não estivermos nas discussões, novas regras e imposições virão’, diz Blairo Maggi sobre o G20



O Grupo de Trabalho G20 Agro, que reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados, ocorrerá entre os dias 10 e 13 de setembro, em Chapada dos Guimarães (MT).

O Brasil sediar o G20 é considerado uma oportunidade para a construção de uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial do país, ao mesmo tempo em que se analisa o que ainda precisa ser feito e se realizam novas negociações e acordos.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Rico em produção de grãos e fibras, batendo recordes de safra a cada ano e detentor do maior rebanho bovino do país, com mais de 31 milhões de cabeças, Mato Grosso foi eleito o local ideal para sediar, entre os dias 10 e 13 de setembro, os debates do G20 Agro no Brasil. O encontro será realizado em Chapada dos Guimarães.

Para o ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi, o “G20 é uma grande oportunidade de produzir o que está faltando e realizar novas negociações e acordos”.

Durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), promovido pelo Canal Rural em Cuiabá (MT) nesta segunda-feira (9), Maggi destacou ainda que “se não estivermos presentes nas discussões, novas regras e imposições virão”.

Entre as principais pautas do Grupo de Trabalho da Agricultura, a serem debatidas em Mato Grosso, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estão a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos e a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional.

O atual ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que este é um momento propício para o Brasil assumir a presidência do G20, com foco em construir um mundo mais justo e sustentável. Segundo ele, o tema escolhido pelo país “é muito importante, uma vez que não existe inclusão melhor do que o combate à fome“.

O G20 Agro reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados e é considerado o grupo de trabalho com a maior adesão.

G20 Agro em Mato Grosso

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou, durante o FIAP 2024, a importância da realização do G20 da Agricultura em Mato Grosso.

O estado possui 903.357 quilômetros quadrados de extensão territorial e abriga os biomas Cerrado, Amazônia e Pantanal. É cortado por seis rodovias federais, sendo a BR-163 a principal via de escoamento, ligando o norte e o sul do estado aos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Miritituba (PA).

“Mato Grosso sempre foi muito importante para o Brasil e, hoje, é importante para o mundo. O Brasil sediar o G20 é uma oportunidade de construir uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial incrível deste país”, afirmou Viana.

Soluções sobre sustentabilidade alimentar

O FIAP – Fórum Internacional da Agropecuária é um side event do G20 Agro, que trouxe discussões profundas sobre o setor, com as principais referências do agronegócio brasileiro e mundial.

Durante o evento, o B20, representando a iniciativa privada dos países do G20, lançou um conjunto de recomendações que prometem impulsionar uma transformação significativa nos sistemas alimentares globais. O documento foi oficialmente entregue ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Entre as contribuições estão o aumento da produtividade, a liberação de recursos financeiros e uma maior participação das tradings como agentes financiadores.

Também foi entregue ao ministro da Agricultura e Pecuária e aos chefes de delegação do G20 Agro uma carta magna, desenvolvida pelos embaixadores do FIAP, Teka Vendramini, integrante do Conselho Consultivo do B20 Brasil, e o professor Dr. José Luiz Tejon, da Audencia França e Fecap Brasil, reunindo todas as contribuições discutidas nos painéis do FIAP. O documento mostra quais são os próximos passos e como o Brasil precisa se posicionar para ser protagonista na produção de alimentos e na segurança alimentar do planeta.

Código Florestal global e Green Deal

O Pacto Ecológico Europeu, chamado de Green Deal, que traz uma série de medidas sociais e comerciais a fim de alcançar a neutralidade climática da União Europeia até 2050, foi um dos assuntos debatidos no FIAP, no painel “Novas regras e modelos para garantir a segurança alimentar do planeta”, com a participação do conselheiro da União Europeia no Brasil, Laurent Javaudin.

Quando fizemos essa nova legislação, não foi porque quisemos. Fomos cobrados a fazer, afinal de contas, estávamos comprando de quem desmatava. Elaboramos as regras pensando naqueles países que não fazem nada para combater o desmatamento. Acreditem, o Brasil está muito bem quanto a isso”, disse Javaudin.

O ex-ministro e relator do Código Florestal Brasileiro, Aldo Rebelo, ressaltou durante o Fórum em Cuiabá que as obrigações ambientais aos produtores rurais do Brasil são as mais exigentes do mundo.

Segundo Rebelo, nenhum país do mundo impõe tantas exigências como aquelas que o produtor brasileiro enfrenta.

Nenhum produtor, seja norte-americano, europeu ou asiático, está sujeito a ceder 80% de sua propriedade à proteção do meio ambiente como acontece no bioma amazônico, que corresponde a mais da metade do território do país. Estamos às vésperas da Conferência de Mudanças Climáticas, que acontecerá no Pará, em 2025, e ainda não apresentamos à agenda internacional um Código Florestal mínimo, que seja obedecido por todo o mundo, com uma base a partir da qual todos os países e produtores tenham o mesmo compromisso ou sejam submetidos às mesmas renúncias.”

O FIAP 2024 é apoiado por diversas entidades, incluindo a CNA, Sistema Famato, CNI, CropLife e outras, com patrocínios da JBS, Apex Brasil, John Deere, Senar MT, e apoio de conteúdo da CNN Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Queimadas no Brasil e estiagem extremam debates climáticos no G20 em Mato Grosso


Com a adaptação às mudanças climáticas no epicentro do debate do Fruto de Trabalho de Agricultura do G20, cujas reuniões acontecem entre os dias 10 e 14 de setembro em Mato Grosso, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, conclamou as lideranças globais a firmarem um compromisso com a situação climática do planeta.

“Esse momento difícil das queimadas no Brasil vai ter que mostrar a sensibilidade e o compromisso do mundo com as mudanças climáticas”, declarou o ministro durante o Fórum Internacional de Agricultura e Pecuária (FIAP) – evento paralelo ao G20 – nesta segunda-feira (9), em Cuiabá (MT).

O Brasil vive um momento de estiagem extrema em diversas regiões do país, intensificando os focos de calor e queimadas em diversos estados, atingindo a produção agrícola brasileira.

“Aqueles que achavam que as mudanças climáticas eram mero discurso, agora já não têm mais o que discutir. Elas são uma realidade e estamos mostrando ao mundo que precisamos de medidas urgentes”, comentou.

Sede das reuniões do G20, Mato Grosso é o estado que registra maior número de focos de queimada atualmente, mas também se destaca como maior produtor de grãos do país em biomas preservados como Pantanal e Amazônia, além do Cerrado.

Desta forma, Fávaro ressaltou que a sustentabilidade é o caminho irrevogável para a produção de alimentos.

Ele lembra que, diante dos desafios apresentados, o Brasil já apresentou seu modelo de contribuição com a segurança climática, alimentar e nutricional do planeta.

“Podemos e vamos intensificar a nossa produção de alimentos e vamos fazer isso sem avançar sobre as florestas. Crescemos muito, somos o maior produtor e exportador do mundo de diversos alimentos, mantendo uma grande área do nosso território inteiramente preservada. E podemos ainda mais. Temos cerca de 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade onde podemos crescer a nossa produção”, detalhou.





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preços seguem subindo com oferta mais curta na entressafra



O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com negócios saindo acima das referências médias em alguns estados. Os frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas entre cinco e sete dias úteis, a depender do estado.

A entressafra chega ao seu ápice, com uma oferta mais restrita de animais terminados e maior dependência da oferta de animais confinados para atender as escalas de abate.

Para algumas indústrias a incidência de animais de parceria (contratos a termo), tem sido extremamente benéfica, ajudando na composição das escalas, mesmo assim os preços continuam subindo em grande parte do país, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 252,95

Mercado atacadista

O mercado atacadista se mantém com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo.

O quarto traseiro segue precificado a R$ 18,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 14,00.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,5796 para venda e a R$ 5,5776 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5751 e a máxima de R$ 5,6401.



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“Se não estivermos nas discussões, novas regras e imposições virão”, diz Blairo Maggi sobre o G20 Agro


O Grupo de Trabalho G20 Agro, que reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados, ocorrerá entre os dias 10 e 13 de setembro, em Chapada dos Guimarães (MT).

O Brasil sediar o G20 é considerado uma oportunidade para a construção de uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial do país, ao mesmo tempo em que se analisa o que ainda precisa ser feito e se realizam novas negociações e acordos.

Rico em produção de grãos e fibras, batendo recordes de safra a cada ano e detentor do maior rebanho bovino do país, com mais de 31 milhões de cabeças, Mato Grosso foi eleito o local ideal para sediar, entre os dias 10 e 13 de setembro, os debates do G20 Agro no Brasil. O encontro será realizado em Chapada dos Guimarães.

Para o ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi, o “G20 é uma grande oportunidade de produzir o que está faltando e realizar novas negociações e acordos”.

Durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), promovido pelo Canal Rural em Cuiabá (MT) nesta segunda-feira (9), Maggi destacou ainda que “se não estivermos presentes nas discussões, novas regras e imposições virão”.

Entre as principais pautas do Grupo de Trabalho da Agricultura, a serem debatidas em Mato Grosso, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estão a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos e a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional.

O atual ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que este é um momento propício para o Brasil assumir a presidência do G20, com foco em construir um mundo mais justo e sustentável.

Segundo ele, o tema escolhido pelo país “é muito importante, uma vez que não existe inclusão melhor do que o combate à fome“.

O G20 Agro reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados e é considerado o grupo de trabalho com a maior adesão.
G20 Agro em Mato Grosso

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou, durante o FIAP 2024, a importância da realização do G20 da Agricultura em Mato Grosso.

O estado possui 903.357 quilômetros quadrados de extensão territorial e abriga os biomas Cerrado, Amazônia e Pantanal. É cortado por seis rodovias federais, sendo a BR-163 a principal via de escoamento, ligando o norte e o sul do estado aos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Miritituba (PA).

“Mato Grosso sempre foi muito importante para o Brasil e, hoje, é importante para o mundo. O Brasil sediar o G20 é uma oportunidade de construir uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial incrível deste país”, afirmou Viana.

Soluções sobre sustentabilidade alimentar

O FIAP trouxe discussões profundas sobre o setor, com as principais referências do agronegócio brasileiro e mundial.

Durante o evento, o B20, representando a iniciativa privada dos países do G20, lançou um conjunto de recomendações que prometem impulsionar uma transformação significativa nos sistemas alimentares globais. O documento foi oficialmente entregue ao ministro da Agricultura e Pecuária.

Entre as contribuições estão o aumento da produtividade, a liberação de recursos financeiros e uma maior participação das tradings como agentes financiadores.

Também foi entregue ao ministro e aos chefes de delegação do G20 Agro uma carta magna, desenvolvida pelos embaixadores do FIAP, Teka Vendramini, integrante do Conselho Consultivo do B20 Brasil, e o professor Dr. José Luiz Tejon, da Audencia França e Fecap Brasil, reunindo todas as contribuições discutidas nos painéis do evento.

O documento mostra quais são os próximos passos e como o Brasil precisa se posicionar para ser protagonista na produção de alimentos e na segurança alimentar do planeta.

Código Florestal global e Green Deal

O Pacto Ecológico Europeu, chamado de Green Deal, que traz uma série de medidas sociais e comerciais a fim de alcançar a neutralidade climática da União Europeia até 2050, foi um dos assuntos debatidos no FIAP, no painel “Novas regras e modelos para garantir a segurança alimentar do planeta”, com a participação do conselheiro da União Europeia no Brasil, Laurent Javaudin.

“Quando fizemos essa nova legislação, não foi porque quisemos. Fomos cobrados a fazer, afinal de contas, estávamos comprando de quem desmatava. Elaboramos as regras pensando naqueles países que não fazem nada para combater o desmatamento. Acreditem, o Brasil está muito bem quanto a isso”, disse Javaudin.

O ex-ministro e relator do Código Florestal Brasileiro, Aldo Rebelo, ressaltou durante o Fórum em Cuiabá que as obrigações ambientais aos produtores rurais do Brasil são as mais exigentes do mundo.

Segundo Rebelo, nenhum país do mundo impõe tantas exigências como aquelas que o produtor brasileiro enfrenta.

“Nenhum produtor, seja norte-americano, europeu ou asiático, está sujeito a ceder 80% de sua propriedade à proteção do meio ambiente como acontece no bioma amazônico, que corresponde a mais da metade do território do país”, disse.

“Estamos às vésperas da Conferência de Mudanças Climáticas, que acontecerá no Pará, em 2025, e ainda não apresentamos à agenda internacional um Código Florestal mínimo, que seja obedecido por todo o mundo, com uma base a partir da qual todos os países e produtores tenham o mesmo compromisso ou sejam submetidos às mesmas renúncias”.

O FIAP 2024 é apoiado por diversas entidades, incluindo a CNA, Sistema Famato, CNI, CropLife e outras, com patrocínios da JBS, Apex Brasil, John Deere, Senar MT, e apoio de conteúdo da CNN Brasil.

Parceria de conteúdo da CNN Brasil com o Canal Rural na cobertura do G20 Agro



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Saiba o que esperar do mercado da soja nesta semana



Em setembro, os Estados Unidos iniciam a safra 2024/25 com uma oferta histórica de soja. Já no Brasil, o fim do vazio sanitário alivia preocupações sobre possíveis atrasos no plantio, apesar das chuvas irregulares. Na última semana, o Banco Central interveio novamente para conter a alta do dólar, que fechou a R$5,59, em meio às turbulências políticas.

Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2024 fechou a U$9,89 por bushel (+0,82%), e o contrato para março de 2025 subiu para U$10,36 (+0,58%). No mercado físico brasileiro, os preços foram majoritariamente positivos, apesar da leve queda do dólar.

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Detalhes do mercado

  • Exportações dos EUA: os preços da soja em Chicago parecem ter encontrado um piso, sustentados pelo aumento das exportações norte-americanas, que chegaram a 1,4 milhões de toneladas em 6 de setembro. Com a demanda atual, os preços devem se manter acima de U$10,00 por bushel. Contudo, se a demanda desacelerar com o avanço da colheita, uma nova queda nos preços pode ocorrer.
  • Início da safra brasileira: a aproximação da safra brasileira levanta preocupações climáticas, com a possibilidade de atrasos no plantio devido à falta de chuvas nas principais regiões produtoras. Isso está elevando os prêmios de risco na precificação, com uma tendência de fortalecimento sazonal.
  • Demanda e legislação: o projeto de lei “Combustível do Futuro”, em fase final de tramitação, pode aumentar a concentração de óleo vegetal no diesel de 14% para 20% até 2030. Esse aumento na demanda por óleo de soja pode impactar os preços da soja e do óleo a longo prazo. Empresas do setor estão se preparando para essa mudança, com novos investimentos em plantas esmagadoras.

De acordo com a plataforma Grão Direto, os principais fatores para os próximos dias são as exportações dos EUA e o início da safra no Brasil. A tendência é de uma semana positiva, mas com atenção às condições climáticas e às possíveis mudanças legislativas que poderão influenciar o mercado.



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Pecuária do futuro: especialistas debatem as inovações que vão guiar a produção de carne bovina


O Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024) trouxe à tona, nesta segunda-feira, 9 de setembro, em Cuiabá, discussões essenciais sobre as tecnologias e experiências brasileiras que são referência mundial na pecuária.

O painel, moderado por Caio Penido, presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), contou com a presença de Arlindo Vilela, José Bento Ferraz e Fernanda Macitelli, especialistas em suas áreas, debatendo caminhos para o avanço sustentável do setor.

Intensificação sustentável na pecuária do futuro

Arlindo Vilela, pecuarista e doutor em Produção Animal. Foto: Canal RuralArlindo Vilela, pecuarista e doutor em Produção Animal. Foto: Canal Rural
Arlindo Vilela, pecuarista e doutor em Produção Animal. Foto: Canal Rural

Arlindo Vilela, um dos destaques do painel, reforçou a importância da intensificação na pecuária como um caminho sem volta para a sustentabilidade. Segundo ele, intensificar não significa apenas aumentar a produção, mas sim melhorar a eficiência e usar os recursos de forma inteligente. Um dos aspectos que Vilela destacou foi a comparação entre o confinamento e a terminação intensiva a pasto (TIP).

“Aqui em Mato Grosso, em 2014, a TIP empatou com o confinamento, o número de animais terminados em confinamento e terminado em TIP. Nesses dez anos o confinamento cresceu 20% em Mato Grosso e a TIP cresceu 300%, então é algo que tem sustentação.”

Arlindo Vilela

Ele destacou os desafios da cultura, gestão e recursos financeiros como barreiras a serem superadas, mas insistiu que o foco deve ser em “fazer melhor” para garantir uma pecuária moderna e sustentável.

Genética e o impacto reprodutivo na produção de carne

Professor José Bento Ferraz, da USP. Foto: Canal RuralProfessor José Bento Ferraz, da USP. Foto: Canal Rural
Professor José Bento Ferraz, da USP. Foto: Canal Rural

José Bento Ferraz, professor da USP, trouxe ao debate a importância da genética na pecuária. Ele enfatizou que compreender o que cada pecuarista deseja para seu rebanho é essencial.

A escolha do touro certo, adequado para cada sistema de produção, é crucial para evitar surpresas desagradáveis e prejuízos.

No entanto, o Brasil possui um gargalo muito grande que é justamente alçar maiores ganhos na produção de bovinos de corte por conta do melhoramento genético e sua participação na produção de carne bovina no País.

“Sempre me perguntam: qual o porcentual dos animais abatidos no Brasil que possuem genética de animais melhorados de alguma forma? Fiz conta por todo o lado e cheguei à conclusão que é no máximo 30%.”

José Bento Ferraz

Por isso ainda há um potencial de 70% do rebanho brasileiro que precisa que melhores técnicas genéticas de produção. E para isso o produtor deve se guiar em critérios que devem ser avaliados de forma integrada, considerando-se as necessidades e objetivos do sistema de produção, visando a obtenção de animais produtivos e saudáveis.

Fernanda Macitelli, pesquisadora da UFMT. Foto: Canal RuralFernanda Macitelli, pesquisadora da UFMT. Foto: Canal Rural
Fernanda Macitelli, pesquisadora da UFMT. Foto: Canal Rural

Fernanda Macitelli, da UFMT, destacou o crescente reconhecimento do bem-estar animal na pecuária brasileira.

Ela apontou que, além de ser uma questão ética, o bem-estar animal contribui para melhorias na produtividade econômica e na qualidade dos produtos de origem animal.

“Quando a gente envolve manejos de bem-estar animal é cientificamente comprovado que ele leva a uma menor a necessidade de medicamentos, principalmente, a redução no uso de antibióticos. Isso tem uma total relação com a saúde pública hoje.”

Fernanda Macitelli

Além disso, está cada vez mais vinculado a regulamentações de mercado, saúde pública e responsabilidade humana, tornando-se um pilar fundamental para uma pecuária mais saudável e competitiva.

Intercâmbio de ideias para melhor futuro para a pecuária

O FIAP 2024 promoveu um rico intercâmbio de ideias, mostrando que a pecuária brasileira está na vanguarda das práticas sustentáveis, com foco em intensificação responsável, genética precisa e bem-estar animal.

Esse conjunto de debates é crucial para preparar o setor para os desafios futuros e consolidar o Brasil como líder global na produção pecuária sustentável.

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Chuva prevista não será suficiente para o desempenho inicial da safra da soja


Os riscos de incêndio se agravam em várias regiões produtoras da soja no Brasil, incluindo a região central, Matopiba, Centro-Oeste e Sudeste, que permanecem em alerta. Os estados do Paraná, assim como o norte do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina, já começam a sentir potencialização dos riscos.

Nos próximos cinco dias, a chuva será praticamente inexistente na maioria das regiões do Brasil, exceto no Rio Grande do Sul, no litoral do Nordeste e no norte da região Norte, onde os volumes de precipitação não devem ultrapassar 10 mm.

Por outro lado, um ciclone e uma frente fria mais intensa devem trazer um pouco de chuva para São Paulo, Mato Grosso do Sul e áreas de Mato Grosso. No entanto, essa precipitação não será suficiente para garantir um bom desenvolvimento da safra 2024/25.

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Temperatura em Ponta Porã

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Foto: Unsplash/reprodução

Produtores devem se atentar para o atraso da semeadura, especialmente em Ponta Porã, onde as temperaturas elevadas, acima de 44ºC a partir da segunda quinzena de setembro, manterão o solo quente e podem impactar o plantio. Chuvas mais volumosas só devem ocorrer no início de outubro, com acumulados acima de 200 mm.



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AgroNewsPolítica & Agro

O Futuro do Frete com IA


O View é uma ferramenta integrada à plataforma da goFlux



O View é uma ferramenta integrada à plataforma da goFlux
O View é uma ferramenta integrada à plataforma da goFlux – Foto: Pixabay

A Inteligência Artificial (IA) tem transformado diversas áreas com suas capacidades de análise e organização de dados, facilitando a tomada de decisões. Para mostrar como essas inovações estão impactando o setor de transporte, o PwC Agtech Innovation, em Piracicaba/SP, será o anfitrião da primeira edição do goFlux Day, que ocorrerá amanhã, 10 de setembro.

O evento, intitulado “IA que te transporta para o futuro do frete”, é promovido pela goFlux, uma plataforma digital que está modernizando a cotação, negociação, contratação e gestão de fretes rodoviários. Em colaboração com o PwC Agtech Innovation, um dos principais centros de inovação no agronegócio, o goFlux Day contará com a participação de Priscila Lucas, Coordenadora de Dados e IA na goFlux. Ela apresentará insights sobre o impacto da IA no setor, destacando a ferramenta View, que oferece soluções avançadas para a tomada de decisões com base em dados precisos.

O View é uma ferramenta integrada à plataforma da goFlux que utiliza inteligência preditiva para fornecer uma visão antecipada sobre os patamares futuros de fretes. Com uma base abrangente de dados, análises comparativas e projeções de tarifas, a goFlux emprega IA, big data e algoritmos de machine learning para oferecer uma visão detalhada do mercado. 

A plataforma utiliza dados reais e índices macroeconômicos, como cotações de commodities, petróleo, juros e inflação, garantindo a precisão das informações. “Com o View, as empresas podem se antecipar às variações nos preços de fretes”, afirma Priscila Lucas. O goFlux Day não apenas destacará essas inovações tecnológicas, mas também explorará como elas estão moldando o futuro do transporte no Brasil.
 





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‘Brasil deveria propor Código Florestal global a todos os países agrícolas’, diz Aldo Rebelo



O ex-ministro e relator do Código Florestal Brasileiro, Aldo Rebelo, destacou nesta segunda-feira (9), durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), em Cuiabá, Mato Grosso, que as obrigações ambientais aos produtores rurais do Brasil são as mais exigentes do mundo.

“Nenhum país do mundo dispõe das exigências que se faz ao produtor rural brasileiro. Nenhum produtor, seja norte-americano, europeu ou asiático está sujeito a ceder 80% de sua propriedade à proteção do meio ambiente como acontece no bioma amazônico, que corresponde a mais da metade do território do país”.

Rebelo ressaltou que fez estudo detalhado da legislação dos países com áreas agrícolas significativas e não encontrou paralelos ao que se exige do produtor rural brasileiro.

“Nenhum produtor europeu, por exemplo, tem que estabelecer em sua propriedade as chamadas Áreas de Proteção Permanentes, matas ciliares ou proteção de nascentes como o produtor rural de nosso país está submetido a fazer”.

Exigências que deveriam ser um trunfo

Para o ex-ministro, esse grau de exigências constitui um trunfo que é pouco utilizando em relação aos competidores mundiais do Brasil.

“Estamos às vésperas da Conferência de Mudanças Climáticas, que vai acontecer no Pará, em 2025, e não apresentamos à agenda internacional um Código Florestal mínimo que seja obedecido por todo o mundo, que tenha uma base a partir da qual todos os país e produtores tenham o mesmo compromisso ou sejam submetidos às mesmas renúncias”, afirmou.

Inseguranças do país

Em sua palestra no FIAP 2024, Rebelo afirmou que o Brasil não sofre apenas de insegurança jurídica. “Temos algo muito mais grave, que é a insegurança institucional, que é quando não existe segurança na relação entre os poderes do Estado”.

Segundo ele, exemplo disso é a tese do marco temporal. “Temos no Brasil sobre essa mesma matéria duas posições antagônicas de dois poderes distintos: uma decisão do STF revogando o marco temporal e outra do Congresso reafirmando-o e, por mais absurdo que possa parecer, as duas decisões estão em vigor”.

Rebelo disse que mesmo diante de todas essas adversidades, o Brasil recebeu da Organização das Nações Unidas (ONU) a responsabilidade de arcar com parte da segurança alimentar do planeta. “Isso porque o Brasil dispõe de recursos naturais, conhecimento em agricultura tropical e recursos humanos, que são os produtores rurais”.

Assim, o ex-ministro afirmou que está nas mãos do Brasil oferecer ao mundo segurança energética e alimentar. “Nenhum país do mundo possui, nem de longe, as mínimas condições que tem o Brasil de caminhar com segurança nesses dois desafios. E essas duas necessidades estão ligadas à agropecuária”, enfatizou.

Promovido pelo Canal Rural, o FIAP 2024 reúne na capital mato-grossense especialistas e autoridades para debater as inovações e tecnologias que moldarão a agropecuária brasileira de agora em diante.



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