terça-feira, agosto 11, 2026

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Carrefour Brasil admite suspensão de fornecimento de carne, mas diz que não há desabastecimento



O Grupo Carrefour Brasil reconheceu, em nota, impactos advindos da ruptura de fornecimento de carnes pela indústria nacional, após grandes frigoríficos interromperem a entrega de produtos às unidades do grupo no país.

“Infelizmente, a decisão pela suspensão do fornecimento de carne impacta nossos clientes, especialmente aqueles que confiam em nós para abastecer suas casas com produtos de qualidade e responsabilidade”, disse em nota o grupo, que é formado pela rede Carrefour, Atacadão e Sam’s Club.

Apesar da suspensão do fornecimento de carnes pelos frigoríficos, o grupo reforçou que não há desabastecimento dos produtos em suas lojas.

Frigoríficos brasileiros pararam de fornecer carnes ao Grupo Carrefour no Brasil, após a decisão da rede na França de não vender mais o produto do Mercosul.

Segundo fontes da indústria, a interrupção no fornecimento atinge mais 150 lojas da rede no Brasil. O movimento de cancelamento de entregas começou ainda na quarta-feira (20).

Entre os frigoríficos que aderiram à interrupção estão a JBS, a Marfrig e o Masterboi, que não se manifestaram publicamente, conforme apurou a reportagem.

Somente a Friboi, marca de carnes bovinas da JBS, responde por 80% do volume fornecido ao grupo de origem francesa, sendo que na rede Atacadão o fornecimento da marca é de 100%.

A JBS cancelou a saída de produtos das fábricas e dos centros de distribuição que seriam destinados ao Grupo Carrefour Brasil imediatamente, segundo fontes. A estimativa do mercado é de que a partir desta segunda-feira (25) os efeitos da suspensão das entregas comece a ser percebido nas gôndolas da rede, já que se trata de mercadoria resfriada e/ou congelada com estoques limitados. A decisão da indústria foi endossada pelo governo, que cobrou do setor uma “ação enérgica” contra o boicote da empresa.

A represália da indústria foi imediata à declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, que anunciou na quarta que a rede pararia de vender carne do Mercosul nas lojas francesas. Um dos frigoríficos cancelou no mesmo dia o envio de caminhões que abasteceriam 50 unidades do Carrefour. A indústria cobra uma retratação pública de Bompard para retomar o abastecimento.

“Nós, do Grupo Carrefour Brasil, lamentamos profundamente a atual situação e reafirmamos nossa estima e confiança no setor agropecuário brasileiro, com o qual sempre mantivemos uma relação sólida e de parceria. Entendemos a importância deste setor para a economia e para a sociedade como um todo, e continuamos comprometidos com o fortalecimento dessa relação”, disse o Carrefour Brasil na nota divulgada nesta segunda-feira.

O grupo afirmou também que há 50 anos “tem construído e mantido uma excelente relação” com seus fornecedores, pautada pela “confiança mútua”. “Por isso, estamos em diálogo constante na busca de soluções que viabilizem a retomada do abastecimento de carne nas nossas lojas o mais rápido possível, respeitando os compromissos que temos com nossos mais de 130 mil colaboradores e com milhões de clientes em todo o Brasil”, disse o grupo.

“Reiteramos nosso compromisso com o país, o respeito ao consumidor e a transparência em todas as etapas deste processo. Seguiremos trabalhando para resolver essa situação da melhor forma possível, sempre com o objetivo de atender com qualidade e excelência aos nossos clientes”, concluiu o grupo na nota.



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Como a bebida de soja pode beneficiar a saúde de crianças e idosos?



O Programa Agrosolidário da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem o compromisso de apoiar diversas instituições sociais. A Aprosoja MT distribui mensalmente bebidas de soja na Associação Coxipoense de Deficientes e Idosos (ACD), em Cuiabá, beneficiando a saúde e qualidade de vida de mais de 250 pessoas, entre crianças e idosos.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Depoimentos dos beneficiados

Teresinha de Jesus Santiago Silva Sena, presidente do conselho fiscal da ACD e agente de saúde com 20 anos de experiência, é uma das defensoras mais ativas da bebida de soja. Ela considera a descoberta da bebida “maravilhosa” e a chama de “pozinho do amor”, sempre reforçando que “onde tem amor, tem cura”. “Recomendei a todos que procurassem a Associação. Essa bebida é uma oportunidade incrível para muitos”, diz, emocionada.

A dona de casa e moradora do bairro, Lauides Sebastiana Macedo Rodrigues, também aprova o consumo da bebida. “A Aprosoja MT doa o suplemento para as classes mais necessitadas. Não só salvou a minha vida, mas também a dos meus netos que têm baixo peso. Sou muito grata por isso”, afirma. Sua gratidão reflete o impacto positivo da bebida em sua vida e na saúde de sua família.

Benedita Corsina da Costa, de 80 anos, compartilha os benefícios da bebida para sua saúde. “Tomo a bebida de soja há muitos anos e graças a Deus estou bem. Ela tem me ajudado muito, e fico feliz por ter essa opção”, diz, destacando a melhoria de sua saúde ao longo do tempo.

O aposentado, Valdemar José de Oliveira, também reconhece o impacto do produto. “Receber a bebida me deixa feliz, porque tem me ajudado a manter o peso e me dá energia. Antes não tínhamos essa opção, agora temos algo saudável que traz vários benefícios”, afirma.

Pedro Juventino Isidoro, de 66 anos, destaca a melhora em seu bem-estar. “Desde que comecei a recebê-la, me sinto mais disposto e capaz de realizar minhas atividades. Estou muito satisfeito com essa ajuda”, revela.

Muito além da bebida de soja

Os idosos aprenderam a incorporar a bebida de soja em suas receitas, tornando-a parte fundamental de sua rotina alimentar. “Esperamos ansiosos a chegada da bebida, pois sabemos que ela faz uma grande diferença em nossas vidas”, acrescenta Teresinha.

Atualmente, a ACD recebe cerca de 800 bebidas de soja semestralmente e mantém contato constante com os representantes da Aprosoja MT para garantir que as necessidades dos atendidos sejam sempre atendidas. “O Agrosolidário faz parte de nossas vidas e mantém a associação de pé, impactando desde idosos até crianças, especialmente nos meses mais críticos. Sem esse apoio, não poderíamos ajudar tantas pessoas como temos feito”, conclui Teresinha.

Especial Agrosolidário 15 anos

Neste mês, em comemoração aos 15 anos do Agrosolidário, a Aprosoja MT divulga histórias de instituições apoiadas pelo programa. Ao longo deste especial, será possível conhecer o impacto positivo da união e solidariedade.



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mercado interrompe alta de preços que começou em agosto



O movimento de alta dos preços do milho, que vinha sendo verificado desde agosto, foi interrompido na última semana em parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo a entidade, a pressão veio do menor interesse de compradores. Do lado vendedor, pesquisadores do Cepea afirmam que muitos produtores de milho, sobretudo os do estado de São Paulo, estão afastados das negociações, atentos ao desenvolvimento da safra verão, que vem sendo favorecido pelo clima na maioria das regiões.

A semeadura da safra verão 2024/25 avança e se aproxima da reta final na região Sul.

O indicador do milho da Esalq, com base no produto posto na região de Campinas (SP), registra uma variação de 0,64% no mês, até a última sexta-feira (22), alcançando o valor de US$ 12,63 por saca de 60 kg.



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Evento gratuito em São Paulo orienta produtores sobre o mercado de IGs



Considerado o maior evento sobre Indicações Geográficas (IGs) e Marcas Coletivas do Brasil, o ‘Origens Brasileiras’, está na sexta edição e acontece nos dias 28 e 29 de novembro, em São Paulo, com inscrições gratuitas. 

O encontro reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir, apresentar inovações no setor e compartilhar boas práticas de gestão.

Um dos destaques do evento será o lançamento da Plataforma Origem Controlada de Cafés, que reúne a participação de representantes das 15 regiões produtoras reconhecidas com IGs, garantindo qualidade e transparência ao consumidor.

A coordenadora do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, destaca que o Brasil possui 121 IGs registradas que incluem produtos e serviços reconhecidos tanto pela Indicação de Procedência (IP) quanto pela Denominação de Origem (DO).

“É uma ferramenta que vai revolucionar o mercado das IGs de café, pois reúne todos os dados e informações sobre a produção, garantindo confiabilidade ao mercado e visibilidade aos produtores”, avalia Hulda que será moderadora do painel sobre rastreabilidade e origem na garantia da qualidade. 

Além disso, Giesbrecht adianta que nos próximos anos, vão ser lançadas plataformas semelhantes para  IGs de mel e queijo. 

A realização do IV Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas – Origens Brasileiras é feita pelo Sebrae, em parceria com  Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Instituto da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (ICNA), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Embaixada da França / INPI França, Associação Brasileira das Indicações Geográficas (Abrig),  Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO)/AL-INVEST Verde DPI e Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi). 

Faça AQUI a sua inscrição. 

Fique por dentro das IGs

O Origens – Sebrae apoia o processo de reconhecimento, na forma do registro de Indicação Geográfica, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), de territórios que sejam conhecidos e admirados pela qualidade de determinado produto ou serviço. O selo é importante para os pequenos negócios porque se torna um diferencial competitivo, levando mais oportunidades também para a região.



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Preços da soja sentem pressão do fim da colheita nos EUA e desaceleração da demanda



Os preços internos e externos da soja caíram na última semana. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a pressão veio do encerramento da colheita nos Estados Unidos, do bom ritmo das semeaduras no Brasil e na Argentina e da desaceleração na demanda global.

Por outro lado, a alta do dólar frente ao real limitou a queda doméstica. Agentes de indústrias brasileiras, que vinham adquirindo bons volumes de soja nas últimas semanas, agora estão mais afastados das compras, conforme afirma pesquisadores do Cepea.

Do lado dos vendedores, o centro de pesquisa aponta que há certa resistência nas negociações do remanescente da safra 2023/24, e muitos indicam não ter necessidade de caixa neste momento.

O indicador da soja Cepea/Esalq, com base no mercado das principais praças do Paraná, indica uma variação dentro do mês até a última sexta-feira (22) de -1,54% no valor da saca de 60 kg, atingindo US$ 23,92.



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Mercado financeiro reduz expectativa de inflação para 2024


As expectativas do mercado financeiro relacionadas à inflação estão mais otimistas do que há uma semana. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (25), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – deve fechar o ano em 4,63%. Na semana passada, o mercado projetava uma inflação de 4,64% em 2024. Há quatro semanas, era esperada uma inflação de 4,55%.

Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Boletim Focus projeta um IPCA de 4,34% em 2025; e de 3,78% em 2026.

A estimativa para 2024 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua e, assim, o CMN não precisará mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic e dólar

Para cumprir a meta de inflação, o Banco Central adota como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), definida, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), em 11,25%. O boletim mantém há 8 semanas a expectativa de que a Selic chegue a 11,75% ao final do ano.

Entre os fatores considerados pelo Copom para a definição da Selicestá a alta do dólar, que vem sendo observada nas últimas semanas; e o contexto internacional, que também registra alta inflacionária.

Diante desse cenário, o mercado projeta, pela sexta semana consecutiva, uma tendência de alta da moeda norte-americana. A expectativa é de que o dólar feche 2024 cotado a R$5,70. Há uma semana a previsão era de que, ao final de 2024, o dólar estaria cotado a R$ 5,60. Há quatro semanas, a expectativa do mercado financeiro estava em R$ 5,45.

Para os anos subsequentes (2025 e 2026), o mercado projeta cotações de R$ 5,55 e R$ 5,50, respectivamente.

PIB

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país), o mercado se mostra mais otimista do que há uma semana, com uma expectativa de crescimento que passou de 3,10%, observada na semana passada, par 3,17%, segundo o boletim divulgado hoje. Há quatro semanas o mercado projetava um crescimento menor, de 3,08%.

Já as estimativas de crescimento para 2025 e 2026 estão, respectivamente, em 1,95% e 2%.



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Mercado de soja inicia semana em ritmo moderado e leve alta em Chicago



O mercado brasileiro de soja deve seguir em ritmo moderado de negócios e com cotações apresentando apenas pequenas oscilações. A Bolsa de Chicago registra leve alta e o dólar recua frente ao real. Os produtores seguem priorizando as lavouras, aguardando por condições melhores para voltar a negociar.

O mercado de soja teve um dia fraco em termos de negócios na última sexta-feira (22), tanto nos portos como na indústria. As ofertas foram escassas. Os preços da safra nova tiveram viés de baixa, mas os vendedores esperam por melhores níveis, o que aumenta a disparidade entre as pontas.

As cotações domésticas oscilaram pouco, com ajustes pontuais. Algumas regiões têm indicações melhores devido à demanda:

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 131,50 para R$ 132.
  • Na região das Missões, a cotação aumentou de R$ 130,50 para R$ 131 a saca.
  • No Porto de Rio Grande, o preço avançou de R$ 140,50 para R$ 141,50.
  • Em Cascavel, no Paraná, a saca estabilizou em R$ 136.
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço cresceu de R$ 142 para R$ 142,50.
  • Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 147.
  • Em Dourados (MS), o preço caiu de R$ 137 para R$ 135 a saca.
  • Já em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 133 para R$ 135.

Plantio de soja

O plantio da safra de soja 2024/25 do Brasil está em 85,6% da área total esperada até o dia 22 de novembro. A estimativa parte de levantamento da consultoria Safras & Mercado. Na semana anterior, o total semeado era de 78,2%.

A semeadura está adiantada em relação a igual período do ano passado, quando o número era de 75,1%. A média dos últimos cinco anos é de 79,3%.

Preços em Chicago

Os contratos de soja com entrega em janeiro operam a US$ 9,87 3/4 por bushel, com valorização de 0,43% sobre o dia anterior. O mercado mantém a tendência de alta após os ganhos registrados na sexta-feira, recuperando-se de uma queda que levou os preços ao menor nível em mais de um mês na semana passada.

A correção é sustentada pela expressiva desvalorização do dólar frente a outras moedas correntes.



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Fundecitrus realiza palestra em treinamento realizado pela Agrodefesa de Goiás



Na primeira palestra, a agrônoma falou sobre o manejo e a resistência do psilídeo


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus participou de um treinamento organizado pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). O evento, que acontece entre os dias 19 e 22 de novembro, em Goiânia (GO), contou com duas palestras da engenheira-agrônoma do Fundecitrus Verônica Kastalski, realizadas na terça (19) e quarta-feira (20).

Na primeira palestra, a agrônoma falou sobre o manejo e a resistência do psilídeo. “É importante trazer tudo o que temos de informação sobre o inseto para esses profissionais, já que eles serão responsáveis técnicos, e precisam estar por dentro de todas as dificuldades que encontramos ao lidar com esse inseto, incluindo a resistência dele a alguns grupos de inseticidas”, ressalta.

Em seguida, foi a vez da profissional falar sobre manejo do greening, destacando os cuidados necessários para se ter um bom controle da doença. “Falamos sobre realizar inspeções regulares no pomar para detectar a presença da doença, sobre a importância de erradicar plantas doentes, além de outras ações que precisam acontecer de maneira concomitante para se ter sucesso no cuidado do pomar”, explica.

O evento ocorreu na sede da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), e teve o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Cooperativa de Produtores Rurais (Coopercitrus), da Emater e do Fundecitrus.





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Indústria europeia terá benefícios com acordo, e protecionismo da França é desproporcional, diz Fávaro



Em entrevista concedida à Globo News, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou a fala do CEO do Carrefour sobre qualidade sanitária brasileira como inadmissível. “A indústria europeia vai ter benefícios com o Brasil e o Mercosul, e a França parece ter um protecionismo desproporcional. Se não quiser comprar, não tem problema, nós vamos atrás de outros mercados. Mas não iremos aceitar desrespeito com o produto brasileiro”, afirmou.

Fávaro ainda destacou que o problema dessas falas é com o ramo empresarial francês, e não crê que seja uma decisão governamental por conta da boa relação entre os dois países. “Conversei com todos os ministros da agricultura do Mercosul, e estão todos indignados, com a mesma reação”, ressaltou.

O ministro destacou que, durante seu mandato, o foco de seu Ministério tem sido ampliar os mercados de exportação do Brasil. “Falando do ramo de carnes, no começo da década vimos a China passando por uma crise sanitária no setor de suínos e teve que sacrificar quase todo o rebanho. Nesse período, o Brasil foi o maior fornecedor da proteína para o país. Contudo, mesmo com a recuperação do rebanho chinês e a queda na demanda, isso não afetou o Brasil. Ampliamos os países que fornecemos nosso produto, suprimindo essa oferta”, exemplificou.

Por fim, Fávaro destacou que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia nunca esteve tão perto de ser finalizado. O ministro enfatizou a presença do presidente Lula pessoalmente nas reuniões, auxiliando a costurar os detalhes restantes para a conclusão das negociações.



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