A produtividade média dos canaviais da região Centro-Sul do Brasil registrou queda de 20% em outubro quando comparada com igual período da safra anterior, segundo o Boletim de Olho na Safra, divulgado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
No mês passado, foram colhidas 61,7 toneladas por hectare, ante 77,4 toneladas/ha em outubro de 2023.
Apesar do recuo mensal, o rendimento acumulado da safra 2024/25 está alinhado à média das últimas dez temporadas, com 80,0 toneladas por hectare, de acordo com o Programa de Benchmarking do CTC, que indica uma média histórica de 79,7 toneladas por hectare.
Em contrapartida, a qualidade da matéria-prima apresentou melhora. O Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado da safra atingiu 138,3 kg de ATR por tonelada de cana, superando os 137,0 kg/t registrados na safra passada, um reflexo da menor incidência de chuvas, afirma o CTC.
O verão 2024/2025 no Brasil começará oficialmente no dia 21 de dezembro às 6h21 (horário de Brasília) e se estenderá até 20 de março de 2025. Segundo meteorologistas da Climatempo, a estação promete um cenário climático diferente do verão anterior, marcado por um forte El Niño.
Apesar da ausência oficial de La Niña, o padrão de neutralidade fria no Pacífico Equatorial central-leste deve trazer efeitos semelhantes ao fenômeno, com impacto direto sobre o regime de chuvas no país.
Clima marcado por “efeito La Niña”
O índice ONI (Oceanic Niño Index), utilizado para medir a temperatura média no Pacífico Equatorial central-leste, aponta uma tendência fria, mas não suficiente para configurar um La Niña completo. A meteorologista Ana Clara Marques, da Climatempo, afirma que essa condição neutra-fria deve favorecer a formação de corredores de umidade, estimulando maior volume de chuvas no Norte, Centro-Oeste e Sudeste.
“O próximo verão terá períodos com características típicas de La Niña, como aumento da chuva na Amazônia e irregularidade no Sul, mesmo que o fenômeno não se configure oficialmente”, afirma Ana Clara.
Principais sistemas meteorológicos
A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) serão fundamentais para as chuvas no verão. O padrão de neutralidade fria do Pacífico deve facilitar a formação de ZCAS, especialmente a partir de dezembro, trazendo chuvas volumosas para o Centro-Oeste e Sudeste.
Já a ZCIT, que influencia o Norte e o Nordeste, deve apresentar atraso em sua atuação. No entanto, seus efeitos devem começar a ser sentidos em meados de janeiro de 2025 no litoral norte da região Norte. No Amapá e no norte do Pará, os impactos devem começar a ser setnidos um pouco antes, no fim de dezembro de 2024
Mais chuva que no verão passado
A expectativa é que o verão 2024/2025 seja mais chuvoso que o de 2023/2024, quando o El Niño reduziu os volumes de precipitação em várias regiões. Para o Nordeste, os modelos climáticos indicam um verão mais seco, mas com possibilidade de chuvas no outono de 2025.
A influência do Pacífico Equatorial mais frio, ainda que localizada, deverá trazer impactos positivos para a agricultura e abastecimento de água.
Contexto global e temperaturas elevadas
Apesar do resfriamento no Pacífico Equatorial, outros oceanos permanecem com temperaturas acima da média, o que preocupa especialistas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2024 pode se tornar o ano mais quente já registrado, superando 2023.
De acordo com a edição de novembro do Agro em Dados, publicação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, semeadura de soja atingiu 49% da área cultivada até 3 de novembro de 2024 em Goiás, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço de 8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de incertezas climáticas iniciais, o estado mantém projeções otimistas para aumento de área, produção e produtividade na safra 2024/25.
O atraso no plantio da soja no Brasil, registrado nas primeiras semanas de outubro, elevou momentaneamente os preços da oleaginosa. No entanto, com o início das chuvas, o ritmo normal da semeadura foi retomado. Nacionalmente, o plantio alcançou 53,3% da área estimada até o início de novembro, abrindo caminho para uma oferta robusta que poderá impactar os preços futuros.
Segundo o Agro em Dados, nos Estados Unidos, a colheita da safra 2024/25 de soja está próxima de ser concluída, com expectativa recorde de 124,8 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Com isso, o mercado internacional direciona sua atenção às safras sul-americanas, especialmente do Brasil e da Argentina, que serão decisivas para o equilíbrio global.
A área mundial plantada com soja expandiu pelo quarto ano consecutivo, atingindo a maior relação estoque/consumo dos últimos cinco anos, estimada em 29,9% pelo Cepea.
Desde a safra 2021/22, o mercado interno de óleo de soja registra crescimento, impulsionado pela política de biocombustíveis. A Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) prevê o aumento escalonado da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, atingindo 15% em março de 2025 e podendo chegar a 20% até 2030. Essa mudança pode elevar a demanda doméstica por óleo de soja para produção de biodiesel em até 150%, fortalecendo o mercado interno.
Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Pará apreendeu 4,8 toneladas de sementes híbridas de milho e sorgo nessa segunda-feira (25). A carga é avaliada em R$ 158.407,20.
“O veículo baú apresentou diversas notas fiscais de sementes híbridas de milho e sorgo com origem em Limoeiro do Norte, no Ceará, com destino à cidade de Paragominas, no Pará. Foi solicitada a pesagem do veículo e constatada uma diferença de quase cinco toneladas em relação ao informado no documento fiscal”, contou o coordenador da operação, Gustavo Bozola.
Assim, o motorista foi interrogado e resolveu entregar outras notas fiscais. Nelas, havia a informação que a mercadoria estava endereçada para as cidades de Imperatriz e Açailândia, no Maranhão.
“Diante dos fatos, as notas fiscais do Maranhão foram desconsideradas pela fiscalização por quebra de trânsito, que é quando um documento informa um destino e a mercadoria será entregue em outro”, informou.
Como consequência, foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 40.488,88 correspondente ao imposto e multa pela infração.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, criticou a carta de retratação pública do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, após o ataque às carnes do Mercosul.
“A carta do Carrefour foi muito fraca dado o estrago de imagem que o CEO do Carrefour produziu”, disse, após participar da reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Ele faz referência às declarações de Bompard que sugeriram que a carne do Mercosul não atende os padrões e normas francesas. “É importante não minimizar o que aconteceu”, defendeu Lira.
Carta enviada ao ministro da Agricultura
Foto: Lula Marques/Agência Brasil e Carrefour/divulgação
Na carta enviada ao ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, o CEO mundial do Carrefour se desculpou pela confusão gerada com a agricultura brasileira e reconheceu a qualidade da carne nacional, mas não informou se o grupo vai retomar a compra de carnes do Mercosul pelas unidades francesas.
Há uma semana, Bompard comunicou em suas redes que a varejista se comprometeria a não comercializar carnes provenientes do Mercosul na França, independentemente dos “preços e quantidades de carne que esses países possam oferecer”, afirmando que esses produtos não respeitam os requisitos e normas do mercado francês.
Boicote dos frigoríficos ao Carrefour
Em represália à medida, frigoríficos brasileiros suspenderam o fornecimento de carnes ao Grupo Carrefour no Brasil e condicionaram a retomada do fornecimento de produtos ao supermercado a uma retratação pública de Bompard.
Lira citou ainda as declarações recentes do CEO do grupo sucroalcooleiro francês Tereos, Olivier Leducq, que se posicionou contra a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul sob os termos atuais, afirmando que o texto criaria uma “concorrência desleal”.
“É temerário que o Congresso Nacional, o governo, o Itamaraty não se posicionem mais firmemente. Duas empresas francesas com escalada de narrativas não verdadeiras falando para o mundo”, criticou Lira, mencionando o rigor sanitário da produção brasileira e o Código Florestal Brasileiro. “Não há país no mundo com as reservas ambientais e as terras indígenas que o Brasil tem”, pontuou.
Confira a carta na íntegra:
Ao Excelentíssimo Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Senhor Carlos Fávaro:
A declaração de apoio do Carrefour França aos produtores agrícolas franceses causou discordâncias no Brasil. Como Diretor-Presidente do Grupo Carrefour e amigo de longa data do país, venho, respeitosamente, esclarecê-la.
O Carrefour é um grupo descentralizado e enraizado em cada país onde está presente, francês na França e brasileiro no Brasil.
Na França, o Carrefour é o primeiro parceiro da agricultura francesa: compramos quase toda a carne que necessitamos para as nossas atividades na França, e assim seguiremos fazendo. A decisão do Carrefour França não teve como objetivo mudar as regras de um mercado amplamente estruturado em suas cadeias de abastecimento locais, que segue as preferências regionais de nossos clientes. Com essa decisão, quisemos assegurar aos agricultores franceses, que atravessam uma grave crise, a perenidade do nosso apoio e das nossas compras locais.
Do outro lado do Atlântico, no Brasil, compramos dos produtores brasileiros quase toda a carne que necessitamos para as nossas atividades, e seguiremos fazendo assim. São os mesmos valores de criar raízes e parceria que inspiram há 50 anos nossa relação com o setor agropecuário brasileiro, cujo profissionalismo, cuidado à terra e produtores conhecemos.
O Grupo Carrefour Brasil é profundamente brasileiro, com mais de 130.000 colaboradores, se desenvolveu e continua se desenvolvendo sob minha presidência em parceria com produtores e fornecedores do Brasil, valorizando o trabalho do setor produtivo e sempre em benefício de nossos clientes. Nos últimos anos, o Grupo Carrefour Brasil acelerou seu desenvolvimento, dobrando tanto o volume de seus investimentos no país quanto suas compras da agricultura brasileira. Mais amplamente, o Brasil é o país em que o Carrefour mais investiu sob minha presidência, o que confirma nossa ambição e nosso comprometimento com o país. Assim seguiremos prestigiando a produção e os atores locais e fomentando a economia do Brasil.
Sabemos que a agricultura brasileira fornece carne de alta qualidade, respeito às normas e sabor. Se a comunicação do Carrefour França gerou confusão e pode ter sido interpretada como questionamento de nossa parceria com a agricultura brasileira e como uma crítica a ela, pedimos desculpas.
O Carrefour está empenhado em trabalhar, na França e no Brasil, em prol de uma agricultura próspera, seguindo nosso propósito pela transição alimentar para todos. Asseguro, Senhor Ministro, nosso compromisso de longo prazo ao lado da agricultura e dos produtores brasileiros.
Aproveito a oportunidade para renovar os protestos de estima e consideração.
Atenciosamente, Alexandre Bompard Diretor-Presidente do Grupo Carrefour
Focos de raiva no rebanho bovino do Paraná tiveram aumento de 39% este ano em comparação a 2023. Até o momento, foram 206 notificações, contra 148 do último período.
Já foram registrados casos da doença em 45 municípios do estado, a maioria na região oeste. O município de Cascavel lidera em número de reportes, com 105 ocorrências, seguido por Laranjeiras do Sul, com 27, e Ponta Grossa, com 19.
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) alerta que o risco é de perda total em pequenas propriedades e que a vacinação regular é a medida mais eficiente de prevenção.
O órgão implementou ações para controlar a raiva bovina, como a delimitação de áreas de perifoco, imunização emergencial e o controle de morcegos, os principais transmissores.
Obrigação em notificar casos de raiva
A coordenadora do programa de controle da raiva da Adapar, Elzira Jorge Pierre, alerta que o produtor tem a obrigação de notificar a Agência sobre a presença de animais com sintomatologia nervosa em sua propriedade.
Segundo ela, o primeiro sintoma é perceptível quando os animais infectados se isolam do rebanho e começam a ter dificuldade de locomoção, além de demonstrarem salivação excessiva.
“Até que eles caem e não conseguem mais se levantar. Apresentam movimentos de pedalagem com os membros anteriores e voltam a cabeça para trás. O animal não consegue mais se alimentar e nem tomar água, ou seja, a morte vem com grande sofrimento, sendo que a maioria morre em uma semana”.
Doença pode infectar todos os mamíferos
A raiva é transmitida principalmente pelo morcego hematófago, que se alimenta de sangue, e afeta todos os mamíferos, incluindo bovinos e humanos.
Elzira reforça que além de a notificação de casos suspeitos e a adoção de práticas preventivas serem essenciais para proteger a saúde animal, também são primordiais à saúde pública.
“Nós já tivemos casos de produtores de pequenas leiterias que entre os dez animais que tinham, perderam oito. Ao perder um animal na fase adulta de produção, até repor esse rebanho, é uma conta que não vale a pena, ainda mais pelo preço da vacina ser tão barato”.
Um tornado foi registrado por um motorista na tarde desta segunda-feira (25), em uma fazenda na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.
De acordo com Wellerson Lucas, autor do vídeo, foi a primeira vez em que viu esse tipo de fenômeno meteorológico.
“Logo quando eu cheguei na fazenda por volta de umas três horas eu tinha visto, só que estava pequeno e ainda comentei com o pessoal lá”, disse.
Wellerson contou que seguia para o centro da cidade e se assustou quando viu a formação, que ele imaginava ser um redemoinho, ficar ainda maior.
“Só que na hora de ir embora estava muito grande, fiquem meio assustado e filmei e coloquei no status do WhatsApp. Logo em seguida fiz outro vídeo e fui embora, mas logo sumiu, mas demoro um pouco”, disse.
O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, explica que o fenômeno é um tornado por causa dos ventos mais fortes que aparecem ao lado de tempestades formadas principalmente com nuvens cumulonimbus, como a que aparece à direita do vídeo gravado por Wellerson na Fazenda Zanotto.
“Apesar de ser um tornado fraco, o redemoinho não tem tanta intensidade”, explica Muller.
Chuvas no Matopiba
Desde o último fim de semana que toda a região do Matopiba tem recebido preciptações. De acordo com Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas devem continuar até a próxima quinta-feira (28).
Além disso, um alerta de perigo potencial para chuvas intensas deve permanecer atá amanhã (27), às 10 da manhã.
As precipitações podem variar entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos de 40 a 60 km/h.
De acordo com o Inmet, nesta segunda-feira (25), Uruçuí, no Piauí, foi o município que mais choveu no Brasil com 162 milímetros.
No Oeste da Bahia, Barreiras, também registrou um grande volume de chuva com 75,6 milímetros em 24 horas.
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Faltam poucos dias para a tão esperada Black Friday, a data é uma das mais movimentadas do comércio, atraindo milhões de consumidores que buscam descontos, e os micro e pequenos produtores rurais também podem aproveitar.
O período pode ser uma ótima oportunidade para conquistar novos clientes, impulsionar as vendas e valorizar os itens naturais e artesanais.
Luís Felipe Paes Leme, produtor rural há 15 anos, pela primeira vez, vai aderir à Black Friday em seus negócios, no Sítio do Bicho Sem Vergonha ,que fica em Itamonte, Minas Gerais.
Leme, cria cordeiros das raças lacaune e texel para o abate, vende os cortes para restaurantes, mercados e recebe encomendas para entregas em domicílio em alguns estados do país. Além dos cortes, o produtor fabrica no sítio produtos como kaftas e hambúrgueres de cordeiro, entre outros produtos como mel, queijos e geleias.
Luís Felipe Paes Leme, produtor rural do Sítio do Bicho Sem Vergonha (MG).
Foto: Arquivo Pessoal
“Vamos entrar na Black Friday com dois produtos: Kafka e hambúrguer. Então, quem comprar um pacote com 5 espetos de kafta de cordeiro, ganhará desconto de 40% no segundo pacote,” disse Leme.
Ele destacou também, que a mesma promoção será aplicada nos hambúrgueres com 130g. Todos produzidos artesanalmente.
“As ofertas estarão disponíveis exclusivamente no dia 29 de novembro e enquanto durarem os estoques com entregas apenas na zona sul do Rio de Janeiro, na Capital Paulista e na região das Águas, em Minas Gerais. As encomendas podem ser feitas pelas redes sociais,” afirmou o produtor rural.
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Com organização e estratégias bem planejadas, o empreendedor do campo pode explorar a data e ter resultados expressivos, conforme orienta Luís Adriano Alves Pinto, consultor de negócios do Sebrae-SP.
Luís Adriano Alves Pinto, consultor de negócios do Sebrae-SP. Foto: Arquivo Pessoal
“Quem não se atentou a esse período, ainda pode participar com base na produção disponível. O planejamento deve começar pela definição do que será oferecido como, por exemplo, montar cestas de café da manhã com frutas, compotas e conservas”, destacou Pinto.
Confira algumas dicas do especialista do Sebrae
1. Aproveite o estoque existente
Utilize produtos disponíveis, como frutas frescas, conservas e compotas. Montar kits ou cestas variadas pode atrair mais consumidores.
“Pense em cestas para o almoço ou jantar com uma diversidade de folhas como alface, rúcula, chicória, couve etc., coloque legumes como cenoura, beterraba, batata-doce e cará. Compotas, conservas e/ou ainda molhos podem sofisticar a cesta”.
2. Invista em combos estratégicos
Inclua um item de maior valor e complemente com outros produtos diversificados. Essa prática agrega valor ao kit e ajuda a escoar o estoque.
“O ideal é colocar um produto diferenciado no centro do kit, combo ou cesta – apenas uma unidade. Os demais itens podem estar em maior quantidade, mas deve-se prezar sobretudo pela diversidade”.
3. Divulgue nas redes sociais e WhatsApp
Crie posts visuais simples para apresentar a mercadoria, destacando o que há de melhor nos produtos como qualidade, frescor e sustentabilidade. Ofereça facilidades para conquistar mais clientes.
“Uma ideia, é organizar os produtos e colocar em uma arte com as vantagens e os diferenciais dos produtos, destacando formas de pagamento e os benefícios extras como, por exemplo, a importância de um alimento fresco à saúde”.
4. Planeje descontos sem ter prejuízo
Calcule o lucro antes de definir os descontos. Por exemplo, se o lucro esperado for de 20%, reserve 5% desse valor para bonificar cestas maiores.
“Caso o produtor deseje oferecer descontos maiores como, por exemplo, nas compras acima de R$50 ou em cestas mais volumosas, recomenda-se não ultrapassar 50% do lucro para evitar prejuízos”, finaliza Pinto.
Se a data é boa para o comércio, pode ser ainda melhor para o micro e pequeno produtor rural. Então, que tal aproveitar o dia 29 de novembro com criatividade e explorar novas possibilidades?Abra suas porteiras, porque bons negócios geram excelentes resultados!
A retratação do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, com relação à qualidade da carne brasileira e o respeito às normas de produção, foi suficiente para que os frigoríficos do país liberassem a entrega do produto às lojas do grupo em território nacional.
“A agroindústria no Brasil recebe com satisfação o pedido de desculpas e o reconhecimento da excelência do produto e do produtor brasileiro por parte do CEO Global do Carrefour, Alexandre Bompard. Esperamos que, com isso, as operações da rede francesa sejam reestabelecidas”, destacou em nota a Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec).
Fontes da indústria garantem que os frigoríficos brasileiros retomarão ainda nesta terça-feira (26) as vendas de carne às unidades do grupo no país – que engloba as marcas Carrefour, Atacadão e Sam’s Club.
O pedido de desculpas e o reconhecimento das qualidades das carnes brasileiras é suficiente para “repor as coisas em seu devido lugar”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em vídeo divulgado pela entidade.
O dirigente afirma que o Carrefou demorou para dar uma resposta à declaração de Alexandre Bompard. “Mas o pedido de desculpas mostra ao mundo que o Brasil está atento na defesa das suas proteínas. Veio atrasado, mas [ainda] em boa hora para repor a verdade, de que as nossas carnes do Mercosul, e do Brasil especialmente, são boas e têm qualidade, sanidade, sustentabilidade e, ainda por cima, sabor”, disse Santin.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) emitiu uma nota oficial nesta terça-feira (26) manifestando satisfação com o pedido de desculpas do CEO Global do Carrefour, Alexandre Bompard, e seu reconhecimento da qualidade da carne brasileira. A reação ocorre após a polêmica decisão do Carrefour na França de suspender a compra de carnes provenientes do Mercosul, justificada por apoio aos agricultores franceses.
Na nota, a Abiec destacou a excelência da agroindústria brasileira, que, segundo a entidade, atende aos mais rigorosos padrões sanitários, ambientais e de qualidade exigidos pelos mercados internacionais. “Esperamos que, com isso, as operações da rede francesa sejam reestabelecidas”, afirma o texto.
Contexto do impasse
O pedido de desculpas do Carrefour foi feito após críticas de entidades do agronegócio e da suspensão do fornecimento de carne por frigoríficos brasileiros às lojas do grupo no Brasil. Alexandre Bompard havia anunciado em suas redes sociais o compromisso de não comercializar carne do Mercosul nas unidades francesas do Carrefour, como forma de solidariedade aos produtores locais diante do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.
A decisão gerou forte reação do setor agropecuário brasileiro, com manifestações contrárias do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de associações como a Abiec. Em resposta, o Carrefour divulgou nota informando que mantém a compra de carne brasileira para abastecer suas operações no país, reafirmando seu compromisso de longo prazo com a agroindústria local.
Excelência da carne brasileira
A Abiec aproveitou a oportunidade para reafirmar que a agroindústria brasileira é referência global, sendo exportadora de carne para mais de 160 países.
“A defesa enfática do setor será sempre o nosso foco. A agroindústria brasileira é exemplo de produtividade e compromisso absoluto com o consumidor, esteja ele no Brasil ou em qualquer outro país do mundo”, reforça a nota.