quarta-feira, abril 29, 2026

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Preço da carne bovina sobe e atinge recorde histórico em abril, aponta Cepea


pedaços de carne bovina
Foto: RastreIA

Os preços da carne bovina seguem em alta no mercado interno e já atingem recordes históricos em termos reais. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que a carcaça casada bovina registrou valorização na parcial de abril, impulsionada pela oferta limitada de animais prontos para abate e pela demanda externa aquecida.

Segundo os dados, até o dia 20 de abril, a carcaça casada, que inclui traseiro, dianteiro e ponta de agulha, acumula alta de 4%, sendo negociada a R$ 25,41 por quilo no atacado da Grande São Paulo, à vista.

Em termos reais, considerando a inflação medida pelo IGP-DI, o preço médio da parcial do mês, de R$ 25,05/kg, representa o maior valor da série histórica do Cepea, iniciada em 2001.

O patamar atual supera em 11% o registrado em abril de 2025 e fica 44,8% acima do observado no mesmo período de 2024.

Oferta enxuta e exportações sustentam mercado

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o avanço dos preços está diretamente ligado à menor disponibilidade de animais para abate, o que reduz a oferta de carne no mercado.

Ao mesmo tempo, o bom desempenho das exportações contribui para manter a demanda aquecida, limitando a oferta no mercado interno e sustentando os preços no atacado.

Esse cenário reforça a tendência de firmeza nas cotações da proteína bovina no curto prazo, com impacto direto sobre a cadeia produtiva e o consumidor final.

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Fertilizantes devem seguir caros e travar compras no 2º trimestre, aponta StoneX


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O segundo trimestre de 2026, tradicionalmente visto como uma oportunidade para compra de fertilizantes, deve ser mais desafiador neste ano. A avaliação é da StoneX, que aponta impactos persistentes do conflito no Oriente Médio sobre preços, logística e poder de compra dos produtores.

Segundo a consultoria, o cenário global rompeu o padrão sazonal que, em anos anteriores, favorecia negociações mais vantajosas para aplicações no segundo semestre, como a safra de verão no Brasil.

“A combinação de problemas logísticos, redução de oferta e alta de preços diminui a chance de o período se consolidar como uma janela favorável de compra”, afirma o analista de mercado da empresa, Tomás Pernías.

Nitrogenados: volatilidade e perda de poder de compra

No mercado de nitrogenados, a volatilidade segue elevada. Mesmo com a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, a expectativa é de que gargalos logísticos persistam, sustentando os preços.

A alta recente dos fertilizantes já afeta diretamente o produtor. Nos Estados Unidos, levantamento do Farm Bureau indica que cerca de 70% dos agricultores não têm capacidade financeira para adquirir todo o volume necessário de insumos.

Desde o início das tensões no Oriente Médio, os preços da ureia chegaram a subir cerca de 47%, pressionando ainda mais os custos de produção.

Além disso, a compra antecipada segue baixa, o que aumenta a exposição à volatilidade e ao risco de desabastecimento em momentos críticos da safra.

Fosfatados e potássicos: oferta restrita e preços firmes

No segmento de fosfatados, o cenário é considerado ainda mais rígido. A oferta global permanece limitada por fatores como dificuldades logísticas no Oriente Médio, manutenção industrial no Marrocos e incertezas nas exportações da China.

Os custos elevados de matérias-primas, como amônia e enxofre, também dificultam quedas nos preços. Esse conjunto de fatores aumenta o risco de redução na demanda ao longo de 2026, especialmente em um ambiente de margens pressionadas no campo.

Já no mercado de potássicos, como o cloreto de potássio (KCl), as condições são relativamente menos restritivas, mas ainda cercadas de incertezas.

Com margens apertadas, produtores podem priorizar nitrogenados e fosfatados, adiando compras de potássio. O cenário é agravado por custos elevados de frete e seguros, além do risco geopolítico.

Decisões mais difíceis no campo

Diante desse ambiente, a StoneX avalia que os produtores devem enfrentar escolhas mais complexas nos próximos meses: arcar com custos mais altos ou reduzir a aplicação de fertilizantes, assumindo riscos de produtividade.

“O gerenciamento de risco e a eficiência na gestão de custos serão determinantes para a sustentabilidade do negócio agrícola em 2026”, afirma Pernías.

A consultoria destaca que, apesar de algum alívio pontual com a reabertura de rotas comerciais, a normalização do mercado tende a ser lenta. Com isso, a tendência é de menor espaço para adiar compras ao longo do ano, mesmo em condições pouco favoráveis.

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Boi gordo pode testar R$ 400 até o fim do ano


Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja
Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja

Em abril de 2026, a arroba do boi gordo em São Paulo gira entre R$ 360 e R$ 365, com negócios próximos de R$ 368 em praças como Barretos e Araçatuba. Não é um pico isolado, mas um movimento consistente, sustentado por oferta curta e exportações firmes.

Essa força contínua ou a sazonalidade começa a pesar? A resposta está no ciclo pecuário.

Em 2025, o abate elevado de fêmeas, acima de 50% em várias regiões, ampliou a oferta no curto prazo, mas reduziu o rebanho. Em 2026, o movimento começa a se inverter. No primeiro trimestre, a participação de fêmeas já recua. Em Mato Grosso, caiu de 54,7% para perto de 51%.

Menos fêmeas hoje significa menos boi amanhã. O ciclo virou.

Essa virada é gradual. Ainda há resquícios de oferta, mas com base cada vez mais ajustada. Esse processo sustenta a expectativa de valorização no médio prazo, com possibilidade de arroba testar R$ 400 até o fim do ano.

No curto prazo, o mercado físico segue firme. Em São Paulo, preços acima de R$ 360 e escalas curtas, ao redor de cinco dias úteis, mantêm pressão sobre os frigoríficos. Exportações sustentam o mercado.

Não há euforia. Há sustentação. É um mercado firme porque falta boi.

O mercado futuro, porém, já indica acomodação. Na B3, abril gira próximo de R$ 362, maio recua para R$ 350, junho para R$ 340 e julho/agosto para R$ 337–338. O mercado antecipa maior oferta, com entrada de confinamento e efeito do inverno sobre as pastagens.

Não é queda. É ajuste.

O clima segue como principal variável. Abril e maio tendem a ser mais secos, limitando o ganho de peso. Entre junho e agosto, irregularidade de chuvas pode antecipar vendas ou exigir suplementação.

O clima pode sustentar o preço, ou acelerar a acomodação.

Ainda assim, o cenário mais provável entre abril e agosto é de estabilidade em patamar elevado. Abril e maio devem manter a arroba entre R$ 355 e R$ 370, com picos pontuais. De junho em diante, pode haver ajuste, mas sem perda estrutural.

A faixa mais consistente para o período segue entre R$ 350 e R$ 370, com sustentação mesmo diante da sazonalidade.

Não é queda de mercado. É ajuste dentro de um ciclo de alta.

No cenário mais otimista, com clima adverso e exportação firme, os preços podem se manter acima de R$ 360. No cenário mais pressionado, não se descarta teste de R$ 330 a R$ 340, mas com dificuldade de quedas mais profundas.

O pano de fundo segue sendo de oferta restrita.

O momento é de gestão. Quem tem boi pronto encontra boas oportunidades. Quem está na reposição ou no confinamento precisa atenção aos custos, especialmente com bezerro valorizado e alimentação cara.

Proteger margens, diluir vendas e acompanhar escalas, clima e exportações.

O ciclo virou a favor do pecuarista. Mas o resultado depende da gestão.

O boi está caro hoje, e tende a continuar valorizado. O desafio não é acertar o topo, é preservar a margem no caminho.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Propostas sobre o fim da escala 6X1 avançam na Câmara


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Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no Brasil. Na prática, os textos abrem caminho para o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso, conhecida como 6×1.

As propostas seguem agora para análise em uma comissão especial antes de serem votadas no plenário da Câmara.

O relator, deputado Paulo Azi (União -BA), concluiu que as PECs atendem aos requisitos formais e não violam cláusulas pétreas da Constituição.

O que propõem as PECs

Uma das propostas, a PEC 221/19, de Reginaldo Lopes ( PT- MG), prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas ao longo de dez anos.

Já a PEC 8/25, apresentada por Erika Hilton ( PSOL-SP), propõe a adoção de uma jornada de quatro dias por semana, também com limite de 36 horas.

Atualmente, a Constituição estabelece jornada máxima de oito horas diárias e 44 horas semanais.

As propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que defende mudanças no modelo atual para melhorar a qualidade de vida e a saúde mental dos trabalhadores.

Argumentos a favor

Durante a discussão, parlamentares favoráveis às propostas defenderam que a mudança pode trazer ganhos sociais e econômicos.

O relator afirmou que a medida responde a uma demanda da sociedade e destacou o impacto sobre trabalhadores de baixa renda.

“Hoje, no Brasil, quem mais trabalha efetivamente é quem ganha menos”, disse Paulo Azi.

Autor de uma das PECs, Reginaldo Lopes classificou a escala 6×1 como prejudicial à saúde de milhões de trabalhadores e afirmou que a redução da jornada pode aumentar a produtividade e a formalização do emprego.

A deputada Sâmia Bomfim afirmou que a proposta reflete o apoio popular. Segundo ela, mais de 70% da população é favorável à mudança.

Parlamentares como Tarcísio Motta e Pastor Henrique Vieira destacaram os impactos da jornada atual na saúde e na vida familiar dos trabalhadores.

Críticas e preocupações

Entre os parlamentares contrários ou com ressalvas, o principal ponto levantado foi o possível impacto econômico.

O deputado Lucas Redecker alertou que a redução da jornada pode elevar os custos de produção em até 22%, com reflexos em preços e empregos. Ele sugeriu medidas de compensação, como a desoneração da folha de pagamento.

Já o deputado Kim Kataguiri criticou a proposta, afirmando que ela não atinge trabalhadores informais e pode ter caráter político.

O deputado Sóstenes Cavalcante também defendeu cautela, argumentando que mudanças rápidas podem gerar desemprego e impactos na economia.

Próximos passos

Após a aprovação na CCJ, as PECs seguem para uma comissão especial, onde o mérito das propostas será discutido. Em seguida, os textos ainda precisarão ser votados em dois turnos no plenário da Câmara.

Se aprovadas, as mudanças podem alterar de forma estrutural a organização da jornada de trabalho no país.

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Brasil tem alerta de temporais, chuva forte e calorão nesta quinta-feira


temporais na previsão do tempo
Foto: Pixabay

O Brasil enfrenta um contraste no clima nesta quinta-feira (23). Enquanto o Sul registra avanço de instabilidades com risco de temporais, grande parte do país segue sob influência de um bloqueio atmosférico, que mantém o tempo firme, eleva as temperaturas e reduz a umidade do ar.

Esse padrão é resultado da atuação de sistemas distintos na atmosfera. No Sul, a combinação de calor, umidade e correntes de vento em baixos níveis favorece a formação de nuvens carregadas. Já nas demais regiões, a presença de áreas de alta pressão dificulta a formação de chuva e intensifica o calor, especialmente no interior do país.

Sul

A quinta-feira começa com tempo firme em boa parte da Região Sul, mas o cenário muda rapidamente no Rio Grande do Sul. Áreas de instabilidade avançam pelo estado, impulsionadas pelos jatos de baixos níveis, que transportam ar quente e úmido da região Norte.

Além disso, um cavado meteorológico ajuda a organizar a subida do ar e favorece a formação de nuvens carregadas. Desde cedo, há chuva moderada a forte no sudoeste, oeste, sul e região central, incluindo a Grande Porto Alegre.

Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam e se espalham, com alerta para temporais na metade norte do estado. Há risco de acumulados elevados, principalmente no oeste gaúcho.

Em Santa Catarina, chove com moderada a forte intensidade no sul e interior, também com risco de temporais isolados. Já no Paraná, o tempo segue firme devido à atuação de um sistema de alta pressão, que impede o avanço da chuva.

Sudeste

No Sudeste, o dia começa com possibilidade de chuva fraca e isolada no leste de Minas Gerais e no litoral do Espírito Santo. Nas demais áreas, o tempo permanece firme.

A atuação do bloqueio atmosférico mantém o predomínio de sol e favorece a elevação das temperaturas. O calor ganha força principalmente no interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

A umidade relativa do ar segue baixa em grande parte da região, com índices abaixo de 30% em áreas do interior paulista e mineiro.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, há chance de chuva fraca a moderada no norte de Mato Grosso e oeste de Goiás durante a manhã. Ao longo do dia, pancadas mais intensas podem ocorrer no noroeste e oeste mato-grossense.

Nas demais áreas, incluindo Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, o tempo segue firme por causa do bloqueio atmosférico.

As temperaturas sobem e o calor se intensifica, com umidade relativa do ar abaixo de 30% em várias áreas da região.

Nordeste

No Nordeste, a circulação marítima e a atuação de um cavado favorecem chuvas no litoral da Bahia e de Sergipe, incluindo Salvador.

Também há registro de chuva fraca entre o Rio Grande do Norte e Alagoas. Já a Zona de Convergência Intertropical intensifica as instabilidades no litoral norte.

Ao longo do dia, as chuvas se espalham e ganham força em áreas do Maranhão, Piauí, Pernambuco e Bahia. Há alerta para temporais no Maranhão e no litoral entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia.

Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h são esperadas em parte da região.

Norte

Na região Norte, a alta umidade mantém o tempo instável. Há pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, Pará, Acre e Roraima.

Durante o dia, as instabilidades se intensificam, com risco de temporais em grande parte da região. O oeste do Pará está em alerta para acumulados elevados de chuva.

No Tocantins, as chuvas se concentram na metade norte, enquanto o restante do estado segue com tempo firme e sensação de abafamento.

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AgroNewsPolítica & Agro

Movimento dos fundos derruba soja e derivados



Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes


Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes
Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes – Foto: Divulgação

O mercado da soja apresentou recuo nas cotações internacionais, refletindo um movimento amplo de ajustes por parte dos investidores. Segundo a TF Agroeconômica , o dia foi marcado por realização de lucros na Bolsa de Chicago, pressionando não apenas o grão, mas também seus derivados.

Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes, com quedas tanto para a soja em grão quanto para farelo e óleo. O movimento ocorreu após tentativas de alta ao longo do pregão, especialmente no óleo de soja, que chegou a atingir patamares elevados antes de devolver ganhos e encerrar em baixa. A atuação dos fundos foi determinante para esse ajuste, em um cenário de reposicionamento técnico após valorizações recentes.

No campo internacional, o ambiente diplomático também influenciou o humor do mercado. A sinalização de busca por acordos agrícolas entre Estados Unidos e China trouxe atenção, mas sem gerar sustentação consistente nos preços. Persistem dúvidas quanto ao cumprimento de metas anteriores de importação, o que mantém os agentes cautelosos.

No Brasil, o avanço da safra ocorre de forma desigual entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita avança com dificuldades impostas pela umidade, impactando tanto o ritmo das operações quanto a qualidade dos grãos. A produtividade média ainda sustenta um valor expressivo da produção, embora haja forte variação regional.

Em Santa Catarina, o crescimento da segunda safra indica uma estratégia de diversificação diante das perdas na safra principal. Já no Paraná, mesmo com produção elevada, o câmbio limita os ganhos ao produtor, neutralizando a valorização externa. Em Mato Grosso do Sul, a falta de armazenagem força a venda imediata, enquanto em Mato Grosso a alta produtividade convive com preços pressionados pela logística.


 





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Oriente Médio tensiona mercados e juros disparam no Brasil: ouça os destaques do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril, impulsionado por tensões no Oriente Médio, reacendeu preocupações com inflação global.

No Brasil, a curva de juros abriu com força e o Ibovespa caiu 1,65% aos 192 mil pontos. O dólar ficou estável em R$ 4,97, com o real entre as moedas de melhor desempenho no ano. Hoje, foco no IPC-S, leilão do Tesouro e PMIs nos EUA e Europa.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Wall Street fecha em alta após queda do petróleo e abertura do Estreito de Ormuz


Logotipo Reuters

Por Sinéad Carew e Niket Nishant

17 Abr (Reuters) – O índice de referência S&P 500 e o Nasdaq, de alta tecnologia, subiram para seu terceiro recorde consecutivo nesta sexta-feira, enquanto o Dow, das blue-chip, marcou seu nível mais alto desde o final de fevereiro, com os investidores aplaudindo a decisão do Irã de abrir o Estreito de Ormuz e otimistas quanto à possibilidade de um acordo do país com os Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em uma postagem no X que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz estava “completamente aberta” durante o restante da trégua de 10 dias entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, acordada no Líbano.

Isso ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que negociações poderiam ocorrer no fim de semana entre Teerã e Washington e que elas poderiam em breve garantir um acordo de paz para acabar com a guerra contra o Irã, que deixou milhares de mortos desde que os EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã em 28 de fevereiro.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,20%, encerrando em 7.125,12 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,51%, chegando a 24.466,27 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 1,78%, para 49.442,95 pontos.

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AgroNewsPolítica & Agro

Redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos


A recente normalização do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, já começa a refletir no agronegócio. A redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos e de insumos, especialmente fertilizantes e combustíveis.

De acordo com relatório do Rabobank, a medida contribuiu para uma acomodação dos preços, mas não elimina as incertezas globais. “Os riscos geopolíticos permanecem elevados, com ausência de acordo definitivo entre EUA e Irã”, aponta o estudo .

Especialistas destacam que o agro é altamente sensível a esse tipo de movimentação. “Qualquer oscilação no petróleo impacta diretamente o custo de produção agrícola, principalmente em países exportadores como o Brasil”, explica um analista de mercado consultado.

O estudo também mostra que a economia brasileira apresenta sinais mistos, com leve crescimento em setores-chave. A agropecuária registrou alta de 0,2% na margem mensal e 1,8% na comparação anual, indicando certa resiliência frente ao cenário externo .

Apesar disso, o avanço ainda é moderado. O Rabobank projeta crescimento de 1,8% para o PIB brasileiro em 2026, com impacto de juros elevados e incertezas fiscais sobre setores cíclicos.

Para o produtor rural, esse contexto significa cautela. “Mesmo com algum alívio nos custos, o ambiente macroeconômico ainda exige planejamento rigoroso e gestão eficiente”, avalia um consultor do setor.

Outro ponto destacado pelo relatório é a volatilidade dos mercados, impulsionada por conflitos internacionais e decisões políticas. A recente trégua temporária entre países do Oriente Médio contribuiu para reduzir tensões, mas não garante estabilidade no longo prazo.

Além disso, o câmbio continua sendo um fator relevante. O dólar encerrou o período próximo de R$ 4,99, com expectativa de alta para R$ 5,55 até o fim de 2026, o que pode influenciar diretamente as exportações agrícolas brasileiras .

Para o agronegócio brasileiro, o cenário combina oportunidades e riscos. De um lado, custos mais baixos de energia podem melhorar margens. De outro, a instabilidade internacional e a política monetária ainda limitam o crescimento.

Segundo o Rabobank, a tendência é de recuperação gradual ao longo do ano, mas com efeitos mais consistentes apenas no médio prazo. “O impulso à demanda doméstica levará tempo para se materializar”, destaca o relatório .





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AgroNewsPolítica & Agro

Custo da soja dispara e aperta margem


O mercado internacional da soja encerrou a sessão com comportamento misto, refletindo forças opostas entre os derivados e a expectativa sobre o avanço da safra. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago fecharam próximos da estabilidade, com leves oscilações ao longo da curva.

O contrato de maio registrou alta de 0,30%, enquanto julho avançou 0,21%. Já o farelo de soja recuou, pressionado pela ausência de novas demandas, enquanto o óleo acompanhou a valorização do petróleo em meio a tensões no Estreito de Ormuz. O suporte do óleo limitou perdas mais expressivas da oleaginosa, mesmo com o mercado atento ao plantio nos Estados Unidos, que deve avançar de 6% para 12%. As inspeções de embarque subiram 1,34%, enquanto no Brasil a colheita se aproxima do fim, com 92% da área já concluída.

No Rio Grande do Sul, a colheita atinge 50% da área, mas segue irregular devido à umidade elevada. A produtividade média de 2.871 kg por hectare esconde diferenças regionais relevantes, enquanto o excesso de umidade aumenta custos operacionais e reduz a qualidade dos grãos. O encarecimento do diesel, impulsionado pelo petróleo, pressiona o frete e reduz a margem do produtor.

Em Santa Catarina, o mercado permanece sem novidades, em ritmo lento típico de véspera de feriado, com preços estáveis. No Paraná, a colheita está praticamente concluída e os preços seguem estáveis, com o frete sendo o principal fator de दबाव sobre a rentabilidade.

No Mato Grosso do Sul, os preços variam pouco e refletem o peso logístico sobre o produtor. Já em Mato Grosso, com a colheita finalizada, o principal desafio é a armazenagem, que cobre apenas 61,7% da produção, forçando vendas e pressionando os preços, enquanto o custo do transporte segue em alta.

 





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