Brasília (26/03/2026) – As Federações de Agricultura e Pecuária da região Sul sugeriram o aumento de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a melhoria do acesso ao crédito, durante encontro para discutir as propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027.
A reunião foi promovida pela Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, na quinta (26), e faz parte de uma série de debates entre produtores, sindicatos e federações de cada região com o objetivo de reunir demandas do setor para o próximo Plano Safra.
Durante o encontro, o assessor técnico da CNA Guilherme Rios apresentou um panorama da contratação de recursos do crédito e apólice de seguro no país e do aumento do endividamento no campo.
Em sua fala, o assessor destacou a redução anual da área coberta com seguro rural, o que tem reforçado a inadimplência do setor. “Temos aproximadamente 70 milhões de hectares com lavouras, e em 2025 a área coberta foi de apenas 3 milhões”, disse.
Nesse contexto, os representantes do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina apontaram a necessidade do aumento de recursos para o PSR e ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para auxiliar os produtores que têm sofrido com as constantes quebras de safra em razão de eventos climáticos.
As federações reforçaram que o aumento de custos de produção, a queda do preço de commodities e a falta de seguro complicou ainda mais a situação no campo nas últimas safras.
O consenso entre as entidades é de que o próximo Plano Safra deve priorizar medidas estruturantes que fortaleçam a gestão de risco e a sustentabilidade financeira do produtor. Nesse sentido, é fundamental ampliar o acesso ao seguro rural e ao crédito.
Os próximos encontros serão realizados na próxima quarta (1º), no Distrito Federal, para discutir as demandas do Centro-Oeste, e no dia 7 de abril, em Linhares (ES), para tratar das propostas da região Sudeste.
A entrega da declaração do Imposto de Renda já começou e segue até o dia 29 de maio. Para o produtor rural, a atenção deve ser redobrada neste ano, com critérios que definem quem é obrigado a prestar contas à Receita Federal.
Segundo o especialista em gestão rural Hugo Monteiro da Cunha, a principal dúvida está no enquadramento. “Se o produtor teve determinadas operações em 2025, ele estará obrigado a declarar em 2026”, explica.
Critérios de obrigatoriedade
Entre os principais pontos, está o limite de rendimentos tributáveis. Quem recebeu acima de R$ 35.584 deve enviar a declaração. Entram nessa conta valores da própria atividade rural, arrendamentos, salários e prestação de serviços fora da atividade no campo.
Também estão obrigados produtores que tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte — como indenizações, rendimentos de poupança ou doações acima de R$ 200 mil.
Outro critério envolve a receita bruta da atividade rural. Quem registrou valor superior a R$ 177.920 em 2025 precisa declarar.
Além disso, a obrigatoriedade vale para quem tinha, até 31 de dezembro, bens ou direitos — incluindo imóvel rural — com valor total acima de R$ 800 mil.
Pontos de atenção na declaração
O especialista alerta para a qualidade das informações prestadas, principalmente em relação ao arrendamento.
Segundo ele, o valor recebido pelo arrendamento, mesmo quando pago em grãos, não é considerado receita da atividade rural. Nesse caso, o rendimento deve ser tributado pela tabela progressiva, que vai de zero a 27,5%.
Outro cuidado é com a apuração da receita bruta. Para fins de declaração, deve ser considerado o valor total recebido, incluindo o Funrural, e não apenas o valor líquido que entra na conta.
Já nas despesas, o produtor deve informar o que efetivamente pagou de Funrural nas operações de venda.
Multa e risco de fiscalização
A não entrega da declaração pode gerar multa de até 20% sobre o imposto devido. O valor mínimo é de R$ 165,74.
Além disso, o produtor pode cair em processos de conformidade da Receita Federal, o que aumenta o risco de fiscalização.
A orientação é verificar os critérios de obrigatoriedade e, em caso de dúvida, buscar apoio de um contador ou consultar as informações disponíveis no site da Receita.
A previsão do tempo para este fim de semana no Brasil aponta chuva em várias regiões e temperaturas elevadas em parte do país.
Enquanto áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm pancadas de chuva e risco de temporais, regiões do Sul e parte do Sudeste registram aumento das temperaturas, com início da primeira onda de calor de 2026.
Sábado tem chuva forte em várias regiões
No sábado (28), a previsão indica pancadas de chuva em grande parte do país. No Norte, a chuva ocorre desde o início do dia em vários estados e pode vir acompanhada de temporais.
No Nordeste, a chuva atinge áreas do litoral e também parte do interior. Há risco de temporais principalmente entre a Bahia e outros estados do litoral.
No Centro-Oeste, a chuva ocorre principalmente em Mato Grosso, com pancadas em diferentes áreas ao longo do dia. No Mato Grosso do Sul e em Goiás, a chuva aparece de forma isolada.
No Sudeste, a chuva se concentra no litoral do Espírito Santo, no norte do Rio de Janeiro e em áreas de Minas Gerais. No interior de São Paulo, a previsão é de tempo firme e temperaturas elevadas.
No Sul, o sábado começou com tempo firme em grande parte da região, mas há previsão de pancadas isoladas ao longo do dia em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. As temperaturas sobem e marcam o início da onda de calor prevista até o início de abril.
No domingo (29), áreas de instabilidade avançam pelo Sul do país, com pancadas de chuva no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina entre o fim da manhã e a tarde.
No Sudeste, a chuva continua em áreas do Espírito Santo, do norte do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. O interior de São Paulo permanece com tempo firme.
No Centro-Oeste, a chuva ocorre principalmente em Mato Grosso, enquanto em Goiás e no Mato Grosso do Sul as pancadas são isoladas.
No Nordeste, a chuva continua em áreas do litoral e se espalha ao longo do dia. No Norte, a previsão indica pancadas de chuva em grande parte da região.
Capitais têm calor e pancadas de chuva
Entre as capitais, São Paulo deve ter tempo firme no sábado e no domingo, com temperaturas de até 31°C. No Rio de Janeiro, a previsão indica sol com possibilidade de chuva fraca à tarde.
Em Porto Alegre, o sábado deve ser de tempo firme e o domingo tem previsão de chuva à tarde. Em Belo Horizonte, há previsão de pancadas nos dois dias. Curitiba deve ter tempo firme no fim de semana.
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Foto: Pixabay
A colheita de sorgo avança no Rio Grande do Sul, com resultados considerados positivos mesmo em cenário de baixa disponibilidade hídrica. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26), na região administrativa de Bagé, o município de São Borja já colheu cerca de 50% dos 5.000 hectares cultivados.
Segundo o levantamento, nas áreas ainda não colhidas, 30% das lavouras estão em fase de maturação, 10% em enchimento de grãos e 10% em floração. A produtividade média das áreas já colhidas é de aproximadamente 4.800 quilos por hectare, com variações em áreas impactadas pela estiagem ou com menor nível tecnológico. Em sistemas irrigados por pivô, os rendimentos chegam a 7.200 quilos por hectare.
O informativo aponta que “os produtores estão satisfeitos com o desempenho da cultura, especialmente em um cenário de escassez de chuvas”. Ainda de acordo com a entidade, há expectativa de ampliação da área cultivada na próxima safra, condicionada à manutenção das condições de mercado.
Nem parece que estamos na Grande Vitória, porque a paisagem parece uma pintura: montanhas, estrada de chão, névoa e muito verde ao redor. Essa é a visão de quem passa pela Estrada Itabiobá, no Circuito Guaranhuns, na Serra (ES) – um dos cinco circuitos de agroturismo do município.
Dentre os empreendimentos da rota está o sítio Taquara, um local com muita história e boas lembranças. “A minha família sempre foi ligada ao meio rural. Meu pai nunca trabalhou para ninguém e sempre viveu com o que produziu aqui. Inclusive, essa propriedade é dele, mas, há alguns anos, ele cedeu uma parte pra eu trabalhar e empreender”, conta Jérzio Moraes Miranda, 43.
De uma propriedade com baixa lucratividade, o empreendedor transformou o local num negócio. “A pecuária não é fácil. É domingo, feriado, não tem dia e não tem hora. Eu já tirava leite das vacas. Então, por que não começar a fazer queijo?”, diz Jérzio.
Ele não embarcou nessa sozinho. Levou a esposa formada em Administração com ênfase em Comércio Exterior. “Ele me fez uma proposta: larga tudo e vamos abrir uma empresa na roça. Eu falei: mas isso não tem nada a ver comigo. Ele falou: então, vamos fazer um curso em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Foi onde eu me descobri”, conta a hoje empreendedora Solange Miranda, 38.
Nascia a Queijaria Itaiobaia. Ao longo de sete anos, o casal vem produzindo – além dos queijos, é claro – iogurte, requeijão e doce de leite. “A gente sabe que o Brasil é país do futebol, país do samba, país do carnaval, mas podemos dizer também que é o país do queijo. É gosto nacional. Acredito que o queijo não sai da mesa dos brasileiros, seja no café da manhã, café da tarde, entre amigos, família…”, enumera Solange.
Foto: divulgação
Em torno de 40% das agroindústrias familiares do Espírito Santo são compostas por queijarias artesanais. Juntas somam 1.763 estabelecimentos, o principal segmento do setor. A região sul do estado destaca-se na produção por apresentar 37% das agroindústrias instaladas. A maior parte da produção (55%) é destinada ao consumo próprio. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Auto-atendimento, o diferencial da queijaria
O diferencial da Queijaria Itaiobaia não está na produção, mas no atendimento. Ou melhor, auto-atendimento. Funciona assim: o cliente chega, escolhe o produto no freezer, paga com o celular – por meio de um QR code -, coloca o produto na sacola e vai embora. Você deve estar se perguntando: e se o pagamento for em dinheiro? Aì o cliente deposita as cédulas num cofre. Se precisar de troco, há uma gaveta com quantias disponíveis para facilitar a operação
“A gente pensou numa maneira de ser diferente no atendimento. Por isso, criamos esse sistema. Nós temos câmeras na loja e tudo é registrado. Nossa inadimplência é muito pequena”, revela a empreendedora.
Circuito de agroturismo
O Circuito Guaranhuns fica localizado a 3 km de Serra Sede, tendo acesso pela BR-101 e Rodovia do Contorno. Conta com restaurantes, lazer rural, camping, produção rural e Sítio Histórico de São José do Queimado, importante ponto turístico do município.
Além do Guaranhuns, a cidade também conta com os circuitos de Chapada Grande, Pitanga, Muribeca e das Águas. Todos localizados na zona rural da região metropolitana de Vitória. Esse ambiente rural tem atraído visitantes de várias tribos e regiões do Espírito Santo.
Não é raro avistar grupos de ciclistas percorrendo a Estrada Itaiobaia. E são eles justamente os principais clientes da queijaria. “A gente conheceu a queijaria por meio de colegas que pedalam por aqui e, agora, nós vamos passando a dica para outras turmas de ciclistas”, diz o técnico em mecânica Sérgio Roveda.
A parada no empreendimento do casal Miranda é “obrigatória”. “Não tem condição de passar aqui sem parar. Só quando está fechado mesmo”, completa o mecânico e ciclista Fabiano Gaeede.
Queijaria é alternativa para se manter na pecuária de leite
As constantes baixas no preço do leite tem causado preocupação entre os pecuaristas. Muitos chegam a desistir e abandonam a atividade. Mas o empreendedor Jérzio garante que é possível sim sobreviver da pecuária de leite. Basta inovar.
“A gente não pode ficar na mesmice. A pecuária praticada como anos atrás está findando. A pecuária moderna requer animais com genética boa, alimentação balanceada, ordenha ecanizada e agregação de valor aos produtos. Isso sim faz a diferença”, afirma Jérzio.
Queijaria Itaiobaia
Produção agrícola, produção e venda de produtos artesanais (queijos, biscoitos, pães e outros)
O terceiro episódio da série “Fabi no Japão”, exibido no programa Interligados, do Canal Rural, mostrou a visita da nutricionista Fabiana Borrego a um restaurante especializado em tonkatsu.
Considerado um dos pratos mais conhecidos da culinária japonesa, o tonkatsu é composto por uma costeleta de porco empanada na farinha panko. É servido fatiado, geralmente com molho tônico, repolho ralado, arroz e sopa de missô.
Na entrada, o estabelecimento expõe réplicas dos pratos disponíveis, prática comum em restaurantes japoneses. O cliente pode optar por consumir no local ou solicitar a refeição para viagem, no modelo takeout.
O salão conta com mesas em formato de tatame. Ao se acomodar, o cliente recebe uma toalha úmida para higienização das mãos antes da refeição. Durante a apresentação, é mostrado um conjunto do dia, descrito como opção executiva, com preço de ¥680, equivalente a cerca de R$ 56.
A receita foi criada no fim do século 19 e reúne influências externas com técnicas locais. O restaurante oferece três variedades de carne suína, com diferenças de composição e preço:
Amai Yuwaku: indicado como opção de maior valor, custa ¥4.200 (cerca de R$ 140). Ele possui maior concentração de gordura e corte com textura fina.
Kurobuta: disponível por ¥3.900 (aproximadamente R$ 130). É considerado uma carne nobre e premium no Japão. Frequentemente referida como o “Wagyu dos porcos” devido ao seu alto nível de marmoreio (gordura entremeada), sabor intenso e textura macia.
Chamiton: opção de menor custo, com preço de ¥199 (cerca de R$ 60). É uma marca premium de carne suína no Japão. Originária da província de Kagoshima, é conhecida pela sua alta qualidade, sabor refinado e textura macia.
Composição do prato
Os conjuntos servidos incluem tonkatsu acompanhado de arroz japonês (gohan), sopa tradicional japonesa feita a base de missô (missoshiro) e repolho cru – este último que pode contribuir para reduzir a absorção de gordura da fritura.
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou, entre os dias 16 e 26 de março, uma operação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) nos municípios do Litoral do Estado. Ao todo, 16 servidores da Adapar participaram da operação. Durante o período, foram realizadas 414 fiscalizações em propriedades com aves de subsistência (criações de fundo de quintal) e em estabelecimentos comerciais de produtos veterinários.
Além das ações de fiscalização, a operação também promoveu educação sanitária, levando orientações aos proprietários de aves sobre a doença e reforçando a importância das medidas de prevenção e controle. As ações de conscientização focaram e informar para os moradores sobre os impactos econômicos decorrentes de possíveis embargos e que a influenza aviária de alta patogenicidade é uma zoonose, o que afeta diretamente a a saúde pública.
A ação também contou com a colaboração de médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma ação da Petrobras que faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O projeto é executad pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A participação do PMP-BS aconteceu no início da operação, com os profissionais auxiliando os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais de enfermidades em aves.
RELEVÂNCIA – A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental tanto para a saúde pública quanto para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.
Esse cenário está diretamente relacionado ao conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental. O controle de doenças, nesse contexto, impacta diretamente a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e o abastecimento alimentar em nível nacional.
HISTÓRICO – A operação é parte de um conjunto de ações permanentes realizado em diversas regiões do Estado, organizadas pela Divisão de Sanidade Avícola (Disav). Em 2025, o Sudoeste paranaense foi foco das ações. No Paraná, todas as granjas registradas devem cumprir os requisitos de biosseguridade previstos na Portaria Adapar nº 242/2022 e na Instrução Normativa MAPA nº 56/2007, normas que estabelecem padrões técnicos indispensáveis para garantir a sanidade dos plantéis, prevenir a entrada de agentes patogênicos e assegurar a conformidade dos estabelecimentos junto ao serviço oficial.
A família Romero, de Quinta do Sol (PR), alcançou a marca de 400 mil aves através de uma gestão profissionalizada e diversificação de atividades no campo. Atualmente na terceira geração, a família consolidou uma operação robusta que integra lavoura, pecuária e armazenagem de grãos, com a avicultura de corte como um dos principais motores econômicos.
A entrada no setor avícola ocorreu em 2012, acompanhando a expansão industrial na região. João Romero, sem experiência prévia no segmento, estruturou o investimento com base em visitas técnicas e estudos de viabilidade. O que começou como uma alternativa de renda evoluiu para um complexo de nove galpões, com capacidade instalada para o alojamento de 400 mil aves.
Diferencial competitivo
A gestão familiar é um dos diferenciais da operação. Cada membro da família lidera uma frente específica: enquanto João comanda a avicultura e a lavoura, outros familiares gerenciam a armazenagem de grãos, a comercialização e o setor administrativo. Reuniões periódicas alinham o planejamento estratégico, tratando a propriedade com rigor empresarial.
Além da gestão de pessoas, a saúde financeira do negócio é mantida por uma política de reinvestimento, reservando cerca de cinco por cento da margem de lucro para modernização dos galpões. Essa estratégia garante que a estrutura tecnológica, incluindo sistemas de ambiência e ventilação, atenda às exigências das integradoras, mantendo a alta performance do plantel.
Reconhecimento e futuro
A evolução técnica dos aviários fez da família Romero uma referência em produtividade no Paraná. O desempenho consistente rendeu prêmios, como o SuperAgro, que destaca os melhores índices zootécnicos da cadeia. Para os técnicos do setor, o modelo Romero exemplifica a parceria entre produtor e integradora, aliada ao suporte tecnológico.
A continuidade do negócio é fortalecida com a inclusão dos filhos na rotina da propriedade. A sucessão familiar é vista como um compromisso com o legado iniciado pelo avô, unindo valores tradicionais aos apelos por inovação das novas gerações. O planejamento futuro inclui a expansão da capacidade produtiva e a construção de novas estruturas de alojamento.
Para João Romero, a avicultura é a base da união familiar e uma oportunidade de gerar empregos na região, consolidando um propósito que vai além da produção de alimentos.
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O uso de bioinsumos tem ganhado espaço – Foto: Divulgação
O avanço do sorgo na safrinha tem sido acompanhado por estratégias voltadas ao aumento da produtividade e à redução de riscos climáticos e fitossanitários. A cultura, que apresenta maior tolerância a estresses hídricos e térmicos, também exige cuidados específicos, especialmente nas fases iniciais de desenvolvimento.
No ciclo 2024/2025, a produção brasileira alcançou 5,9 milhões de toneladas, com crescimento de 35% em relação ao período anterior. Mesmo com características adaptativas, o sorgo pode ter o desempenho comprometido em condições de seca prolongada e altas temperaturas, o que reforça a importância de práticas de manejo mais eficientes.
O uso de bioinsumos tem ganhado espaço nesse cenário, principalmente no tratamento de sementes e no arranque inicial da cultura, considerado crítico nos primeiros 20 dias após a emergência. Tecnologias com ação promotora de crescimento estimulam a produção de fitormônios e favorecem o desenvolvimento radicular, contribuindo para maior uniformidade da lavoura.
Soluções como o Bioasis Power, da Biotrop, atuam na formação de biofilme ao redor das raízes, ajudando a manter a umidade e aumentar a resiliência das plantas. Além disso, microrganismos benéficos auxiliam na regulação de processos fisiológicos em situações de estresse térmico.
No controle fitossanitário, o manejo preventivo também é destacado. O biofungicida Bombardeiro atua na redução de doenças como antracnose e manchas foliares, promovendo proteção ao longo do ciclo e preservação da área foliar ativa, fator importante para a fotossíntese.