quinta-feira, abril 23, 2026

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Produtores de vinho comemoram safra recorde e uvas com mais de 15% de graduação alcoólica


produção de uvas para vinho
Foto: Divulgação Cooperativa Vinícola Garibaldi

A safra 2025/26 de uva no Rio Grande do Sul já dava sinais, em janeiro deste ano, que seria histórica, com produção estimada em 905 mil toneladas, conforme a Emater-RS. O número representa um crescimento de 10% sobre o ciclo anterior.

Além do volume, o clima também contribuiu para a qualidade da fruta, fato reconhecido e comemorado pela indústria. A vinícola Casa Marques Pereira, de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, por exemplo, destaca que a vindima de 2026 (período de colheita das uvas destinadas à produção de vinho) deve entrar para a história do município.

A empresa registrou um crescimento de 30% em relação ao ano anterior e alcançou um patamar elevado de maturação das uvas. “Tivemos seis variedades que atingiram graduação de vinho nobre”, afirma o sócio-proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, o que significa que as uvas apresentaram maturação polifenólica completa, com níveis de açúcar suficientes para originar vinhos com mais de 14,1% de álcool, conforme estipulado pela legislação brasileira.

Segundo ele, neste quesito, a uva Merlot chamou atenção ao atingir 15,7% de graduação alcoólica. “Nós fomos deixando na videira e virou, praticamente, um ‘amarone’. Nunca tínhamos visto algo parecido”, ressalta.

O sócio-proprietário também comenta outro ponto considerado raro: o desempenho da Pinot Noir. “É muito raro uma Pinot Noir atingir o nível de 14,3% de graduação alcoólica no Brasil.”

Já a Cooperativa Vinícola Garibaldi colheu mais de 30 milhões de quilos, quantidade que representa aumento superior a 10% em comparação à temporada passada.

“As condições favoreceram o desenvolvimento adequado dos vinhedos, garantindo bons índices de maturação, sanidade e potencial enológico das uvas”, observa o enólogo da empresa, Ricardo Morari.

Ao longo da safra, a cooperativa recebeu aproximadamente 60 variedades de uvas. Entre os grupos, cerca de 45% do volume destas variedades são de viníferas destinadas para vinhos e espumantes, enquanto os outros 55% são de variedades de uvas comuns, destinadas a vinhos de mesa e suco de uva.

O resultado da safra 2025/26 de uva no Rio Grande do Sul está diretamente ligado às condições climáticas ao longo do ciclo. O inverno com maior número de dias frios favoreceu a dormência das videiras, enquanto o regime de chuvas antes da frutificação contribuiu para o desenvolvimento uniforme.

O período de amadurecimento, por sua vez, foi marcado por baixa incidência de chuvas, fator essencial para garantir concentração, sanidade e qualidade das uvas.

O Rio Grande do Sul conta, atualmente, com 42.407 hectares de parreiras destinadas à indústria, de acordo com levantamento da Emater-RS.

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AgroNewsPolítica & Agro

Maior oferta reduz impulso altista dos preços



Movimento de valorização da mandioca perdeu força


Foto: Canva

 Com o aumento da oferta em algumas regiões, o movimento de valorização da mandioca perdeu força ao longo da semana passada. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores, em busca de capitalização ou da liberação de áreas para o planejamento da safra 2026/28, intensificaram a comercialização e a colheita, elevando a disponibilidade para as indústrias e reduzindo o impulso altista dos preços.

Nas próximas semanas, de acordo com o Centro de Pesquisas, a necessidade de caixa deve continuar a influenciar a oferta, enquanto a demanda industrial permanece aquecida, impulsionada pela recomposição de estoques. No médio prazo, o clima volta ao radar: a NOAA indica alta probabilidade de ocorrência de El Niño a partir de junho, com possível intensificação em agosto, o que tende a reduzir as chuvas no Centro-Sul.





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Alerta de perigo cruza o país: chuva de 100 mm e muita ventania; veja onde e quando


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Foto: Pixabay

Um alerta laranja, de perigo, foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para risco de chuva de até 100 mm e ventos que podem variar entre 60 km/h e 100 km/h.

O aviso é válido para toda a terça-feira (14) em uma faixa que cruza o Nordeste e o Norte do país (veja no mapa abaixo). Ao todo, 1017 municípios podem ser atingidos nas seguintes áreas:

  • Nordeste Paraense, Sul Cearense, Metropolitana de Recife, Oeste Maranhense, Norte Cearense, Noroeste Cearense, Central Potiguar, Sertões Cearenses; Oeste Potiguar, Sertão Pernambucano, Leste Maranhense, Sertão Paraibano, Agreste Paraibano;
  • Norte Maranhense, Borborema, Baixo Amazonas, Mata Paraibana, Mata Pernambucana, Sudoeste Paraense, Centro-Norte Piauiense; Jaguaribe, Centro Amazonense, Sudoeste Amazonense, Metropolitana de Belém, Centro-Sul Cearense, Metropolitana de Fortaleza;
  • Leste Potiguar, Centro Maranhense, Marajó, Agreste Potiguar, Norte Amazonense, Norte Piauiense, Agreste Pernambucano, Sul Amazonense, Sudeste Paraense, Sul de Roraima, Sudeste Piauiense.
alerta de perigo - Inmet
Foto: Reprodução

A lista completa de cidades que podem sentir os efeitos da chuva volumosa e dos ventos intensos está aqui.

De acordo com o Inmet, a severidade dos fenômenos climáticos pode ocasionar corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

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Menos de 20 dias para votar: decida o Personagem Soja Brasil safra 2025/26!


Reprodução Canal Rural

Você sabia que faltam menos de 20 dias para a votação do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 chegar ao fim? Até o dia 30 de abril você ainda pode votar no produtor e pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país. Acesse o link, preencha seus dados e escolha seu favorito (a).

Se ainda está em dúvida, relembre os candidatos desta safra:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão: rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

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Soja atinge 87% de área colhida no Brasil, aponta AgRural; milho sente alívio com chuvas recentes


milho-e- soja
Foto: Jornal da USP

A colheita de soja 2025/26 no Brasil alcançou 87% da área cultivada, segundo levantamento da AgRural, avançando em relação aos 81% registrados na semana anterior, mas ainda abaixo dos 91% observados no mesmo período do ano passado.

O ritmo da safra foi impactado pontualmente pelas chuvas no Rio Grande do Sul, que interromperam os trabalhos em algumas áreas. Por outro lado, a umidade tem sido benéfica para lavouras semeadas mais tarde, que ainda estão em fase de enchimento de grãos. Na região do Matopiba, a colheita segue nos intervalos das precipitações.

  • Fique por dentro das principais notícias da soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Progresso do milho safrinha

Já no milho safrinha 2026, as chuvas da última semana trouxeram alívio para áreas que vinham sofrendo com estiagem e calor, especialmente no oeste e norte do Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo.

De acordo com a consultoria, as precipitações favoreceram o desenvolvimento das lavouras nessas regiões. No restante do Centro-Sul, o clima também segue colaborando, com lavouras apresentando bom desenvolvimento. No médio-norte de Mato Grosso, a expectativa é de início da colheita na segunda quinzena de maio.

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Depois de recorde trimestral, preços do feijão iniciam abril em queda


feijão guandu
Foto: reprodução

Após baterem recordes no primeiro trimestre de 2026, o preço do feijão carioca e do feijão preto iniciaram abril em queda. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta limitada no inicio do ano fizeram os preços avançarem, porém com uma demanda mais fraca nesse mês, cotações sofreram recuo.

Com a variação apresentada entre o final de março e o começo de abril, o mercado busca reequilibrar os preços, muito por conta da influencia da lenta transmissão de valores para o varejo e da transição para a segunda safra. Além disso, as incertezas sobre clima no sul do país também preocupam.

Mercado externo

Na exportação do produto o mercado segue aquecido. Números revelados pelo Cepea mostram crescente no fechamenrto do mês de março. As exportações chegaram a 27,28 mil toneladas, 2,4% a mais que fevereiro e 51,3% de crescente comparado ao mesmo período de 2025.

No caso das importações, foi registrado uma queda no terceiro mês do ano. Cerca de 3,13 mil toneladas de feijão chegaram ao Brasil, número 17% menor que em fevereiro, porém ainda acima do normal, visto que em março do ano passado quantidades foram cerca de 4 vezes menor.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Preço do milho se mantém estável no começo de abril, aponta Cepea


Geada queimou o milho? Saiba como transformá-lo em silagem de qualidade
Geada queimou o milho? Saiba como transformá-lo em silagem de qualidade

As primeiras semanas de abril foram marcadas pela estabilidade no mercado do milho. Os preços se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca, com pequenas quedas registradas nos últimos dias.

Segundo o Cepea, a baixa procura por parte dos compradores tem limitado as variações, já que muitos ainda contam com estoques e aguardam preços mais baixos para voltar ao mercado.

De olho na pouca demanda do mercado, vendedores do cereal estão mais fllexíveis em relação as cotações, procurando fechar mais vendas.

O Cepea também destaca que os preços atuais refletem a queda do câmbio, que reduz a competitividade das exportações. Além disso, o avanço da colheita de verão e o retorno das chuvas nas regiões de segunda safra devem favorecer o desenvolvimento das lavouras.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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AgroNewsPolítica & Agro

China corta exportação e ameaça fertilizantes



O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais


O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais
O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais – Foto: Foto: Portos RS

A decisão de interromper o comércio de um insumo estratégico deve provocar efeitos relevantes em cadeias produtivas globais já pressionadas. A avaliação é baseada em informações divulgadas por José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School.

A China anunciou que suspenderá, a partir de maio, as exportações de ácido sulfúrico, mantendo exceção apenas para o produto de grau eletrônico. Com isso, tanto o ácido de fundição quanto o derivado de enxofre deixam de ser comercializados ao exterior, retirando do mercado cerca de 30% da oferta mundial desse insumo.

O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais. Ele é utilizado na produção de fertilizantes, no refino de metais e petróleo e na fabricação de baterias de chumbo-ácido. A retirada de uma parcela significativa da oferta global tende a gerar impactos diretos nos custos e na disponibilidade desses produtos.

Na prática, a medida tem potencial para afetar cadeias inteiras, incluindo alimentos, combustíveis e insumos químicos. O cenário ocorre em um momento de restrições já existentes no fornecimento de matérias-primas, o que amplia a pressão sobre preços e logística.

Para o agro brasileiro, o movimento indica possível encarecimento de fertilizantes e maior volatilidade no abastecimento. Como o setor depende fortemente de insumos importados, qualquer alteração relevante na oferta global pode refletir diretamente nos custos de produção e, consequentemente, nos preços ao consumidor. As informações foram publicadas no perfil oficial na rede social LinkedIn.

 





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Em meio à guerra, mercado eleva previsão de inflação pela quinta semana seguida


inflação 2022 - boletim focus
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,36% para 4,71% este ano.

A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (13), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada pela quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,85% para 3,91%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. 

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,37 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,40.

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Interrupção do transporte de grãos preocupa bolsas argentinas


Transporte de grãos Maranhão
Foto: Divulgação

As Bolsas de Cereais e de Comércio da Argentina expressaram preocupação com a interrupção do transporte de grãos e seu impacto sobre a atividade agroindustrial.

Em comunicado conjunto, as bolsas disseram que dificuldades logísticas causadas por medidas de força e manifestações em áreas estratégicas vêm comprometendo o escoamento da produção em um momento crucial do calendário agrícola.

Transportadores de grãos intensificaram os protestos em diversas rotas da Argentina, exigindo uma recomposição tarifária entre 30 e 35 pontos porcentuais para compensar a disparada dos preços do diesel e de outros custos operacionais.

“Nos últimos dias, foram registradas medidas de força e manifestações em diferentes pontos das principais regiões produtoras e nos acessos aos portos, gerando atrasos na logística, interrupções no fluxo de mercadorias e complicações nas operações comerciais e de exportação”, afirmaram as entidades.

“Essa situação afeta o funcionamento normal dos mercados e do comércio, num momento importante do ano para a atividade agroindustrial e para a economia como um todo”, completaram.

O comunicado também destacou a importância do diálogo entre as partes envolvidas e as autoridades competentes para superar a crise, e pediu uma solução urgente para garantir a livre circulação de mercadorias.

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