quinta-feira, abril 23, 2026

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O nó do crédito: por que os produtores rurais não conseguem fechar as contas?


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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A cena se repete em escritórios e fazendas: a planilha não fecha. O Brasil vive uma asfixia financeira onde empresas que atravessaram crises passadas agora pedem socorro à Justiça.

O principal vilão é o custo do dinheiro, com a taxa Selic elevada drenando o caixa apenas para o pagamento de juros.

“Com os juros no topo, o lucro das empresas está sendo engolido pelas parcelas das dívidas.”

No agronegócio, o cenário é de alerta máximo. O setor enfrenta o chamado “efeito tesoura”: de um lado, o preço das commodities caiu no mercado internacional; do outro, os custos de produção dispararam. Insumos essenciais, como fertilizantes e defensivos, sofreram altas expressivas, espremendo a margem de lucro de quem produz.

O combustível também pesa. A alta nos preços do diesel encarece todas as etapas, do plantio ao transporte da safra. Com o custo operacional subindo e a receita por saca vendida caindo, muitos produtores se viram sem fôlego para honrar financiamentos de máquinas e insumos.

“O custo para produzir subiu tanto que, mesmo com boa colheita, a conta final do produtor não fecha.”

O resultado é um salto nos pedidos de recuperação judicial no campo. Quando o produtor para de pagar, o impacto atinge revendas e o comércio local. Para o consumidor, o paradoxo continua: o produtor recebe menos, mas o preço no supermercado não cai na mesma proporção devido aos custos de logística e energia que seguem pressionados.

“A crise no campo gera um efeito dominó que vai do comércio de máquinas até o preço do prato feito.”

O cenário atual exige pé no chão. Sem um alívio real nos juros ou uma queda nos preços dos insumos, o “nó” das dívidas continuará apertado. A prioridade agora mudou: saiu a expansão agressiva e entrou a sobrevivência financeira.

Para muitos, a saída tem sido buscar renegociações emergenciais e o uso da recuperação judicial como ferramenta estratégica. O objetivo é ganhar fôlego para manter a engrenagem girando, aguardando o momento em que os custos de produção e o preço do crédito voltem a patamares suportáveis. A palavra de ordem hoje é gestão de crise.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Senado aprova regra para chocolate com mínimo de cacau; veja o que muda


Mesa com cacau e chocalates em calda e em barra
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15), em regime de urgência, o projeto de lei que estabelece regras para a produção e rotulagem de chocolates e derivados de cacau no Brasil. A proposta, já aprovada pela Câmara, segue agora para sanção presidencial e cria critérios mínimos para a composição desses produtos.

A nova legislação define parâmetros técnicos para produtos à base de cacau e determina que os rótulos informem de forma clara o percentual total de cacau. A exigência vale para produtos nacionais e importados, incluindo também embalagens e peças publicitárias.

O que muda na prática

A principal mudança é a fixação de um teor mínimo de cacau em diferentes produtos. A medida busca padronizar o mercado e dar mais transparência ao consumidor sobre o que está sendo comprado.

Entre os principais pontos:

  • Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos de cacau
  • Chocolate ao leite: pelo menos 25% de cacau e 14% de leite
  • Chocolate branco: mínimo de 20% de manteiga de cacau
  • Achocolatados e produtos similares: mínimo de 15% de cacau ou manteiga de cacau
  • Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau

Além disso, o texto mantém a exigência de que chocolates tenham ao menos 35% de sólidos totais de cacau em algumas categorias, sendo parte composta por manteiga de cacau. Também foi estabelecido limite de até 5% para adição de outras gorduras vegetais autorizadas.

Outro ponto importante é a padronização dos conceitos técnicos, diferenciando, por exemplo, massa de cacau, manteiga de cacau e sólidos totais, o que impacta diretamente a formulação dos produtos.

Rotulagem passa a ser obrigatória

A nova regra também exige que o percentual de cacau esteja visível nos rótulos, o que tende a facilitar a comparação entre produtos e aumentar a transparência para o consumidor.

As empresas que não cumprirem as exigências poderão ser penalizadas com base no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária.

Após a sanção presidencial, as novas regras entram em vigor em até 360 dias. Esse período será destinado à adequação da indústria e à regulamentação técnica por parte do Poder Executivo.

Impacto no setor

Durante a tramitação, parlamentares destacaram que a medida pode fortalecer a cadeia produtiva do cacau no Brasil, especialmente em estados como Bahia e Pará, responsáveis por mais de 90% da produção nacional.

Segundo dados apresentados no debate, o Brasil é o sexto maior produtor mundial de cacau, enquanto o consumo de chocolate no país também cresce: a presença do produto nos lares passou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024.

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Dólar cai com alívio geopolítico e inflação menor



Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento


Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento
Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento – Foto: Pixabay

O mercado cambial registrou queda do dólar em meio a um ambiente de menor aversão ao risco e dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos. A combinação de fatores geopolíticos e indicadores de inflação abaixo do esperado contribuiu para pressionar a moeda norte-americana.

Segundo Rich Asplund, da Barchart, o recuo está ligado ao otimismo em torno de uma possível extensão do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, além da perspectiva de retomada de negociações. Nesse cenário, o índice do dólar atingiu o menor nível em seis semanas, com baixa de 0,33%.

Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento. O índice PPI de março avançou 0,5% no mês e 4,0% em 12 meses, abaixo das expectativas. O núcleo do indicador também ficou aquém do projetado, indicando desaceleração, embora ainda sinalize pressão inflacionária.

A moeda americana segue pressionada ainda por expectativas de juros. O FOMC projeta cortes em 2026, enquanto Banco do Japão e Banco Central Europeu devem elevar taxas no mesmo período, reduzindo a atratividade relativa do dólar.

No câmbio, o euro atingiu máxima em seis semanas, favorecido também pela queda do petróleo, enquanto o iene avançou com apoio de dados industriais mais fortes no Japão. Já os metais preciosos subiram, impulsionados pela fraqueza do dólar e pela busca por proteção diante de incertezas geopolíticas e econômicas. “Além disso, a incerteza em relação às tarifas americanas, a turbulência política nos EUA, os grandes déficits americanos e a incerteza quanto às políticas governamentais estão impulsionando a demanda por metais preciosos como reserva de valor”, finaliza.

 





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Com boi gordo em alta, preço do bezerro se aproxima de recorde, diz Cepea


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Os preços elevados da arroba do boi gordo têm melhorado as margens do pecuarista terminador, mesmo diante da valorização do bezerro. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, em abril, a relação de troca atingiu o melhor nível dos últimos 12 meses, favorecendo a reposição de animais.

De acordo com o levantamento, na parcial de abril (até o dia 14), o Indicador Boi Gordo Cepea/Esalq, referente ao estado de São Paulo, registra média de R$ 363,82 por arroba. O valor representa avanço de 13% em relação a janeiro deste ano e de 14% frente a abril de 2025, em termos reais, considerando a deflação pelo IGP-DI de março de 2026.

Apesar da valorização, o indicador ainda se mantém ligeiramente abaixo do recorde histórico real, registrado em novembro de 2011, quando a média atingiu R$ 364,82 por arroba.

Bezerro também sobe

O preço do bezerro também segue em alta, mas em um ritmo que não anula os ganhos proporcionados pela arroba valorizada. Segundo o Cepea, o Indicador do bezerro nelore (8 a 12 meses), com base no mercado sul-mato-grossense, apresenta média de R$ 3.316,71 em abril.

O valor representa aumento de 7,43% frente a janeiro de 2026 e alta expressiva de 19,45% na comparação com abril do ano passado. Ainda assim, o preço permanece abaixo do recorde real da série, de R$ 3.610,13, observado em abril de 2021.

Relação de troca favorece reposição

Com a combinação desses movimentos, a relação de troca se tornou mais favorável ao pecuarista terminador. Em abril, são necessárias 9,12 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro no Mato Grosso do Sul.

Esse é o menor nível em 12 meses e representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando eram necessárias 8,71 arrobas para adquirir o animal de reposição.

Na prática, isso significa que, mesmo com o bezerro mais caro, a valorização da arroba tem garantido maior poder de compra ao produtor, reduzindo a pressão sobre os custos da atividade.

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Ciclone e frente fria provocam virada no tempo e deixam região em alerta para chuva forte


novo ciclone
Foto: Ilustração/NASA

A atuação de um sistema de baixa pressão entre o Uruguai e a Argentina intensifica a formação de um ciclone extratropical e de uma nova frente fria, provocando mudanças importantes no tempo em várias regiões do Brasil nesta quinta-feira (16).

A combinação entre ar quente e úmido, além de perturbações na atmosfera, favorece a formação de nuvens carregadas e amplia o risco de instabilidades, principalmente na região Sul.

Sul

O cenário mais crítico se concentra no Sul do país, onde a chuva já ocorre desde o início do dia em grande parte do Rio Grande do Sul. As pancadas variam de moderadas a fortes e podem vir acompanhadas de trovoadas, com maior risco de temporais no litoral sul e sudeste do estado. Ao longo do dia, a instabilidade continua avançando, com volumes mais intensos em áreas como a serra, o litoral e a região metropolitana de Porto Alegre.

Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva também ganha força, especialmente no interior dos estados. Nessas áreas, há possibilidade de pancadas mais intensas e temporais isolados, principalmente no oeste paranaense e no interior catarinense. Além da chuva, o vento chama atenção: as rajadas variam entre 40 e 50 km/h em grande parte da região e podem alcançar até 70 km/h no litoral do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina, deixando o mar mais agitado. As temperaturas caem e o dia fica mais ameno na maior parte do Sul.

Sudeste

No Sudeste, a influência de uma massa de ar seco mantém o tempo estável em praticamente toda a região. O sol aparece entre poucas nuvens ao longo do dia, principalmente no interior, e não há previsão de chuva significativa. Apenas áreas do litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo podem registrar chuva fraca e passageira, sem grandes acumulados.

Outro ponto de atenção é a umidade relativa do ar, que segue em níveis baixos em parte da região. No interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro, os índices podem ficar abaixo dos 30% durante a tarde, o que exige cuidados com a saúde. Pela manhã, há possibilidade de formação de nevoeiro em áreas do sul de Minas Gerais e também em cidades do interior paulista. As temperaturas sobem ao longo do dia, com sensação de calor predominando em boa parte do Sudeste.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o dia começa com tempo firme e temperaturas já elevadas, mas a combinação de calor e umidade favorece a formação de pancadas de chuva a partir do fim da manhã e início da tarde. As instabilidades se espalham principalmente por Mato Grosso, Goiás e pelo Distrito Federal, com ocorrência de chuva isolada e de rápida duração.

No Mato Grosso do Sul, a situação muda ao longo do dia, com aumento das instabilidades e previsão de pancadas moderadas a fortes, principalmente no sul do estado, onde há risco de temporais. Apesar da chuva em algumas áreas, o calor continua predominando na maior parte da região.

Nordeste

No Nordeste, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e de sistemas atmosféricos favorece a ocorrência de chuva em várias áreas. Durante a manhã, as precipitações ocorrem de forma mais fraca e isolada, principalmente no litoral leste. No entanto, ao longo do dia, as instabilidades ganham força e se espalham por grande parte da região.

Estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte devem registrar chuva de moderada a forte intensidade, com risco de temporais em áreas específicas, como o norte do Maranhão, norte do Piauí e o litoral do Rio Grande do Norte. Já em partes da Bahia e de Pernambuco, a chuva tende a ocorrer de forma mais fraca, enquanto outras áreas seguem com predomínio de sol entre nuvens e temperaturas em elevação.

Norte

Na região Norte, o padrão típico de calor e alta umidade continua predominando. A presença de umidade na atmosfera favorece a formação de nuvens carregadas e pancadas de chuva frequentes ao longo do dia, principalmente no período da tarde.

Estados como Amazonas, Pará, Acre e Rondônia concentram os maiores volumes, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais. No Tocantins, a chuva também ocorre em parte do estado, especialmente nas áreas mais ao norte, enquanto outras regiões permanecem com tempo firme. As temperaturas seguem elevadas, aumentando a sensação de abafamento.

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Esfriamento nas negociações entre EUA e Irã deixa mercados globais cautelosos


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (16), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a ausência de avanços entre EUA e Irã esfriou o rali recente e aumentou a cautela nos mercados globais.

Bolsas em NY ficaram divididas, o petróleo estabilizou e, no Brasil, o Ibovespa interrompeu a sequência de altas enquanto o dólar se manteve abaixo de R$ 5, com dados de atividade mais fracos.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Preservar meio ambiente pode reduzir imposto



A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária


A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária – Foto: Divulgação

Produtores rurais que adotam práticas de preservação ambiental poderão ter acesso a benefícios fiscais no país. A proposta que equipara a preservação ao conceito de atividade rural avançou no Senado e abre caminho para a inclusão dessas ações no cálculo do imposto de renda.

A medida foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária e segue agora para análise nas comissões de Meio Ambiente e de Assuntos Econômicos, onde terá decisão final. O Projeto de Lei 3.784/2024 altera a legislação vigente sobre tributação das atividades rurais ao incluir a provisão de serviços ambientais entre as atividades reconhecidas.

Com isso, práticas como preservação, recuperação de áreas e reflorestamento passam a ter o mesmo tratamento de atividades como agricultura e pecuária no que diz respeito às deduções fiscais. O relator da proposta destacou que a iniciativa atende a uma demanda antiga dos produtores, especialmente diante da ausência de mecanismos consolidados de pagamento por serviços ambientais.

O relatório mantém o texto original e aponta que produtores enquadrados no regime simplificado poderão deduzir despesas operacionais ligadas a ações ambientais da receita bruta, reduzindo a carga tributária. A expectativa é de que o incentivo estimule a ampliação dessas práticas dentro das propriedades.

Dados da Embrapa indicam que imóveis rurais preservam cerca de 29% da vegetação nativa do país, o equivalente a 246,6 milhões de hectares, reforçando o peso do setor na conservação ambiental.

“Com esta medida, os produtores rurais que optem pelo regime simplificado de tributação rural poderão deduzir, de imediato, as despesas operacionais da receita bruta com serviços ambientais para apuração do Imposto de Renda. Portanto, isso resultará em menor carga tributária para aqueles que desenvolvam ações que gerem ganhos ambientais”, analisou, senador Alan Rick (União-AC).





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AgroNewsPolítica & Agro

O alho brasileiro vive uma crise: Entenda



Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês


Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês
Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês – Foto: Pixabay

O aumento dos custos de produção e a pressão das importações têm reduzido a competitividade do alho produzido no Brasil. O cenário preocupa produtores, que enfrentam dificuldades para manter preços diante da entrada de produtos estrangeiros mais baratos no mercado interno.

Dados da Associação Nacional dos Produtores de Alho indicam que o produto vindo da China chega ao país com preço cerca de 15% inferior ao custo nacional. Além disso, a presença da Argentina também cresceu, sob suspeita de práticas desleais de comércio. A situação foi levada à Frente Parlamentar da Agropecuária, onde o deputado Ismael dos Santos destacou o impacto em Santa Catarina, com risco de inviabilizar até 60% da safra e afetar cerca de 60 mil empregos.

Durante reunião com o Ministério da Agricultura, a entidade apresentou um documento com pedidos de intervenção. Entre as solicitações está a abertura de investigação antidumping sobre o alho argentino, com base na suspeita de entrada do produto fora dos padrões exigidos no país.

Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês. O compromisso de preço para importação, fixado em US$ 16,90 por caixa de 10 quilos e posteriormente reduzido para US$ 15,80, pode cair ainda mais na próxima revisão. Segundo a associação, o custo de produção no Brasil já supera US$ 24 por caixa, o que amplia a desvantagem competitiva. A entidade defende a revisão do modelo atual para garantir condições mais equilibradas de concorrência no mercado interno. As informações foram divulgadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no dia de ontem.

 





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Massey aposta em trator de alta potência para ampliar vendas a grandes produtores rurais


Trator MF 9S e plantadeira Momentum da Massey Fergusson
Foto: Divulgação/ Massey Fergusson

De olho nos grandes produtores de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, a Massey Ferguson aposta em uma nova linha de máquinas agrícolas de alta potência para ampliar participação no mercado voltado a grandes propriedades rurais.

O trator MF 9S e a plantadeira Momentum foram apresentados a jornalistas durante o Massey Ferguson Experience 2026, realizado em Bebedouro (SP), no início do mês. Os equipamentos fazem parte dos lançamentos que serão levados à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), entre os dias 27 e 1º maio.

Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o MF 9S, comercializado na Europa desde 2023, passou por adaptações para atender às condições brasileiras.

“É um trator que tem uma potência grande, principalmente em preparo de solo. Assim como já temos o 8S, ele é destinado não só para grandes produtores de grãos, mas também para a cana. Ele já foi lançado em 2023 na Europa, porém a gente viu bastante itens que precisavam ser personalizados aqui para o Brasil, muito em função do clima, das condições de solo, principalmente do Centro-Oeste, que exige bastante da máquina”, afirma.

Menor consumo de combustível

Além da potência, a nova linha aposta em ganhos operacionais e redução de custos.
“Alta eficiência operacional para preparo de solo, com força, robustez e menor consumo de combustível da categoria. Isso acontece porque ele tem duas características principais: um motor agrícola de seis cilindros potente e a transmissão Dana VT, que é uma transmissão CVT, sem marcha”, explica Zanetti.

Segundo ele, o conjunto permite operar em rotações mais baixas.

“Com isso, a gente consegue trabalhar na menor rotação possível, em torno de 1.500 a 1.600 rpm, que é a mais baixa da categoria para alta potência, levando o consumo de combustível para baixo”, diz.

De acordo com a empresa, a economia pode chegar a até 30%, dependendo das condições de uso.

“A gente já tem dados de que a economia pode chegar a 30%. Em preparo de solo pesado, por exemplo, trabalhamos em torno de 40 a 50 litros por hora, enquanto outras marcas podem ultrapassar 65. Mas tudo depende do implemento, do solo e da velocidade”, afirma.

Máquina de maior valor no portfólio

Com o lançamento, o MF 9S passa a ser o trator de maior potência da marca e também o de maior valor. De acordo com Zanetti, o equipamento pode custar de de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. Mas o executivo da Massey diz que o investimento é compensado pela economia operacional gerada pelo equipamento.

“A gente já tem dados de que o produtor consegue economizar mais de R$ 400 por hectare, somando combustível e qualidade de plantio”, diz.

Plataforma digital amplia controle da operação

Além das máquinas, a empresa também apresentou a plataforma de telemetria e gestão de frota PX Farming Gage, que permite planejamento e monitoramento das operações em tempo real.

“É uma plataforma que permite planejar o trabalho antes mesmo da operação. Você define área, linha de plantio, quantidade de sementes e adubo, e tudo isso já vai direto para a máquina. O operador entra, liga e a máquina executa o que foi planejado”, explica.

O sistema também permite acompanhamento da operação.

“O gerente [da propriedade rural] consegue ver se o operador está tirando o máximo proveito da máquina, se está na velocidade ideal, se o consumo está dentro do esperado. E no pós, dá para extrair relatórios tanto agronômicos quanto de diagnóstico da máquina”, completa.

Investimento em tecnologia

Mesmo com a projeção de queda de 8% nas vendas de máquinas agrícolas neste ano, feita pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a empresa avalia que o produtor segue interessado em investir em tecnologia.

“A gente gosta de falar em projeções depois das feiras, que são o nosso termômetro. A Agrishow ainda é a principal. Mas o que temos visto é que o produtor está buscando tecnologia”, afirma Zanetti.

Segundo ele, há diferentes comportamentos no mercado.

“No Sul, por exemplo, a pecuária está aquecida, sustentando vendas de tratores de menor potência. Já no segmento de grãos, o produtor está mais cauteloso. Por outro lado, setores como cana seguem aquecidos e demandando tecnologia”, diz.

A estratégia da empresa também inclui soluções para quem não pretende investir em máquinas novas.

“A gente tem alternativas para o produtor que não quer comprar uma máquina nova. É possível fazer retrofit e incorporar tecnologia na máquina que ele já tem, aumentando a eficiência sem precisar de um investimento maior”, afirma.

Agrishow será termômetro do mercado

Para a Massey Ferguson, a Agrishow deve ser o principal indicador do comportamento do mercado em 2026.

“O grande termômetro é a Agrishow, porque ela reúne produtores de todo o Brasil e também de outros países, como Argentina e Paraguai. É ali que a gente vai ter uma visão mais clara do mercado”, afirma Zanetti.

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Colheita da safra de verão avança com alerta sobre seguro e perdas no campo


Com o avanço da colheita das lavouras de verão, produtores rurais enfrentam um cenário de produtividade variável e preços pressionados. No caso do arroz, a produtividade apresenta desempenho considerado satisfatório, embora os preços permaneçam abaixo do custo de produção. Já a soja mantém bom potencial produtivo na maior parte das regiões, apesar de impactos pontuais causados pela escassez de chuvas.

Diante desse cenário, o advogado da HBS Advogados, Frederico Buss, orienta produtores sobre medidas a serem adotadas nesta fase final da safra. Caso ocorram fatores adversos que comprometam a produção, é fundamental adotar ações imediatas para resguardar direitos.

Segundo Buss, a atividade rural, definida como uma “empresa a céu aberto”, está sujeita a oscilações de mercado, variações cambiais e riscos climáticos. “No Rio Grande do Sul, por exemplo, estiagens e excesso de chuvas têm causado perdas expressivas nas últimas safras, especialmente em culturas como soja e milho”, afirma.

Um dos principais entraves nessas situações é a dificuldade para renegociar ou prorrogar contratos de crédito, muitas vezes por falta de documentação que comprove as perdas. “Em caso de redução de produtividade por fatores climáticos, o produtor deve providenciar um laudo técnico elaborado por profissional habilitado, com anotação de responsabilidade técnica, capaz de justificar e quantificar os prejuízos”, orienta.

Vistorias realizadas por instituições financeiras também podem ser utilizadas como prova e, convém destacar, decretos municipais de emergência ou calamidade não substituem a comprovação individual. Outro ponto é o seguro agrícola. “Em caso de sinistro, o produtor deve comunicar imediatamente a seguradora, preferencialmente antes do início da colheita, e aguardar autorização para prosseguir”, explica.

Durante a vistoria, a recomendação é contar com acompanhamento técnico. A leitura do laudo antes da assinatura também é indicada; em caso de discordância, o produtor deve registrar formalmente sua posição. Mesmo com seguro, a elaboração de laudo agronômico próprio e a organização de documentos que comprovem os investimentos na lavoura seguem como medidas necessárias.

Buss ressalta que esses registros podem ser decisivos em eventuais disputas administrativas ou judiciais. Com base nessa documentação, o produtor pode avaliar a viabilidade de prorrogar ou renegociar compromissos financeiros, já que o Manual de Crédito Rural prevê a prorrogação de dívidas em casos de perdas comprovadas, sem acréscimo de juros ou multas, desde que o pedido seja formalizado antes do vencimento.

Para contratos fora do sistema de crédito rural, a recomendação é semelhante. “Diante da impossibilidade de pagamento, o produtor deve buscar orientação jurídica e negociar previamente, antes que a situação avance para disputa judicial”, conclui.





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