sexta-feira, abril 24, 2026

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adiantar ou atrasar? Entenda os impactos na logística


A decisão de adiantar ou atrasar a colheita do arroz irrigado pode definir o resultado econômico da safra. Em um cenário de gargalos logísticos, filas em unidades de recebimento e limitação de secagem, o momento da colheita impacta diretamente custos, qualidade dos grãos e eficiência operacional no campo.

A colheita do arroz irrigado concentra grande volume de produção em um curto período, exigindo sincronia entre lavoura, máquinas, transporte e armazenagem. Quando essa engrenagem falha, o produtor é forçado a tomar decisões fora do ponto ideal — e é nesse momento que surgem os principais prejuízos.

O principal desafio está no descompasso entre a capacidade de colheita e a estrutura de recepção e secagem. Esse gargalo leva à formação de filas, aumento do tempo de espera e, muitas vezes, à necessidade de colher antes ou depois do momento ideal.

Adiantar a colheita: estratégia ou risco calculado?

Antecipar a colheita pode ser uma decisão estratégica para diluir picos de entrega e evitar filas nas unidades armazenadoras. No entanto, essa prática traz impactos diretos na logística e nos custos. Quando o arroz é colhido com alta umidade, o volume de água a ser retirado aumenta significativamente, exigindo mais tempo de secagem e reduzindo a capacidade operacional dos secadores. Na prática, isso pode gerar um novo gargalo dentro da própria estrutura de pós-colheita.

Além disso, há aumento no consumo de energia e no custo operacional, pressionando a margem do produtor. Por outro lado, essa antecipação pode evitar perdas maiores no campo, especialmente em cenários de previsão de chuvas ou risco de acamamento.

O equilíbrio está na decisão técnica: assumir maior custo de secagem pode ser vantajoso quando o risco climático ou logístico é elevado.

Atrasar a colheita: quando o problema vira prejuízo

Se adiantar a colheita exige planejamento, atrasar geralmente é consequência de falhas logísticas — e costuma ser mais arriscado.

Entre os principais impactos observados estão:

– Aumento de grãos quebrados e trincados devido à baixa umidade

– Maior incidência de grãos ardidos, mofados e brotados

– Perdas por debulha natural e queda de espigas

– Maior exposição a eventos climáticos adversos

Além disso, filas prolongadas com caminhões carregados podem agravar ainda mais a situação. Grãos úmidos parados por longos períodos favorecem aquecimento e deterioração, comprometendo a qualidade final do produto.

Logística é o fator decisivo

O que define se o produtor deve antecipar ou postergar a colheita não é apenas o ponto fisiológico da planta, mas a capacidade logística disponível.

Entre os principais fatores que precisam ser considerados estão:

– Capacidade diária de secagem (toneladas/dia)

— Volume total a ser colhido

– Número de caminhões disponíveis

– Distância até a unidade de recebimento

— Tempo de ciclo de transporte

Impacto no bolso do produtor

A escolha do momento da colheita influencia diretamente três pilares do resultado financeiro:

– Custo operacional – secagem, transporte e uso de máquinas

– Qualidade do grão – que define o preço recebido

– Perdas no campo – que reduzem o volume comercial

Ou seja, não se trata apenas de colher mais rápido, mas de colher no momento certo, dentro da capacidade logística disponível.

 





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Produtora indignada relata furto de cinco pivôs nos últimos 8 meses


Produtora Maria Eduarda - roubo de cabos de pivô
Foto: Reprodução/ Montagem: Canal Rural

A produtora rural e engenheira agrônoma Maria Eduarda Tramontini Ceolin, de 26 anos, de Estrela Velha, no Rio Grande do Sul, tem postado vídeos em suas redes sociais para chamar a atenção para um problema inusitado: o furto de cabeamento de pivôs centrais.

O último caso ocorreu nesta semana, quando os cabos de 13 torres de dois pivôs foram subtraídos, em um prejuízo estimado entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, a depender da mão de obra para a reposição.

“Como voltou a chover no Rio Grande do Sul, percebemos que haviam roubado os pivôs apenas nessa quarta, mas a gente suspeita que o crime ocorreu por volta do último domingo”, relatou à reportagem.

Na propriedade de sua família, que cultiva milho, soja, trigo, canola e aveia, apenas nos últimos oito meses foram subtraídos os cabos elétricos de cinco sistemas de irrigação. “Em todas as vezes a gente fez boletim de ocorrência, mas sentimos que a polícia fica de mãos atadas. O campo não recebe muita atenção da segurança pública”, desabafa.

Maria Eduarda conta que desde a primeira vez que postou vídeos relatando o problema, seguiu conselhos de seus seguidores das redes sociais, posicionando braçadeiras a cada 20 cm da torre para segurar o cabeamento, mas a medida não surtiu efeito.

“Levamos três dias para instalar tudo e acho que quem roubou deve ter feito o serviço em duas noites. […] Dessa vez até o cabo das rodinhas foi roubado. Deve ser um quadrilha especializada porque eles sabem exatamente onde mexer para não levar choque, sabem onde desligar a energia”, detalha.

Nos vídeos que posta, a produtora e engenheira agrônoma mostra indignação com o caso. “Não é só prejuízo financeiro, é falta de respeito com quem trabalha, com quem produz. É falta de respeito até com quem está em casa porque o furto de um pivô traz insegurança alimentar. A gente precisa irrigar para poder produzir porque o Rio Grande do Sul sofre com estiagem o tempo todo.”

Por fim, Maria Eduarda diz que resta apenas continuar na lavoura, que desistir não é uma opção para o produtor rural, especialmente para o gaúcho. “Horas ruins criam pessoas melhores e profissionais melhores”, destaca.

A reportagem busca contato com o 35º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do Rio Grande do Sul, responsável pela área. O texto será atualizado se houver posicionamento.

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Chuvas em Itaituba superam 300 mm entre abril e maio


As chuvas em Itaituba, no Pará, somaram mais de 300 mm entre abril e maio, superando a média climatológica de 200 mm esperados para o período. A zona de convergência intertropical (ZCIT) continua atuando na região, o que deve resultar em um volume significativo de precipitações nos próximos dias.

Previsão de chuvas

A previsão indica que as temperaturas na região devem variar entre 23ºC e 31ºC, com a expectativa de chuvas intensas nos próximos 60 dias. A ZCIT, que atrasou sua chegada este ano, também deve atrasar sua saída, contribuindo para um aumento no volume de chuvas.

Impactos na agricultura

Os produtores rurais devem acelerar os trabalhos em campo, especialmente com a previsão de chuvas acumuladas em curto período. Os principais pontos a serem considerados incluem:

  • Chuvas na casa de 100 a 150 mm previstas para junho.
  • Necessidade de atenção à logística, devido às estradas de terra na região.
  • Condições ideais para o desenvolvimento de cultivos, especialmente o sorgo.

Os agricultores devem estar preparados para os desafios logísticos que as chuvas intensas podem trazer, como caminhões atolados nas estradas. No entanto, a umidade e as temperaturas favoráveis são promissoras para uma boa safra.

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Calendário da soja é divulgado no Paraná


O calendário do vazio sanitário da soja no Paraná para a safra 2026/2027 foi definido pela Ministério da Agricultura e Pecuária por meio da Portaria nº 1.579/2026. A medida determina a ausência total de plantas vivas de soja durante o período estabelecido, incluindo as chamadas plantas voluntárias, com o objetivo de interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, doença que pode provocar perdas na produção.

De acordo com a normativa, o estado foi dividido em três macrorregiões, cada uma com datas específicas para o vazio sanitário e para a semeadura. A regionalização considera características produtivas e climáticas distintas dentro do Paraná.

Na Região 1, que abrange Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral, o vazio sanitário ocorre entre 21 de junho e 19 de setembro de 2026, com semeadura autorizada de 20 de setembro de 2026 a 20 de janeiro de 2027. Já na Região 2, composta por áreas do Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, o período de vazio vai de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. No caso da Região 3, que inclui o Sudoeste, o vazio sanitário ocorre entre 12 de junho e 10 de setembro, e a semeadura está permitida entre 11 de setembro de 2026 e 10 de janeiro de 2027.

Segundo o chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o cumprimento dos prazos é determinante para o controle da doença nas lavouras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

A fiscalização do cumprimento das regras é realizada em todo o estado, e o descumprimento pode resultar em sanções aos produtores. Conforme a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o respeito ao calendário também contribui para o planejamento da safra e para o manejo fitossanitário, sendo a adesão dos produtores considerada necessária para a execução das estratégias de defesa agropecuária.

Para orientações adicionais, os produtores podem buscar atendimento junto aos escritórios locais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) ou por meio dos canais oficiais da instituição.





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Santa Catarina lidera abate de suínos com 70% do total


Santa Catarina se destaca no mercado internacional de carne suína, com a região do Grande Oeste concentrando cerca de 70% do abate do estado, totalizando mais de 12,9 milhões de animais. Este crescimento é impulsionado por um modelo de produção integrada e um padrão sanitário elevado, que garante acesso a mercados exigentes.

Principais municípios produtores

Entre os municípios que se destacam na suinocultura, estão:

  • Concórdia: 4,1 milhões de suínos abatidos
  • Joaçaba
  • Chapecó
  • São Miguel do Oeste

Desempenho no mercado internacional

Em 2025, Santa Catarina embarcou quase 750.000 toneladas de carne suína, reforçando sua posição no cenário global. Apesar da liderança, o setor enfrenta desafios como custos de produção e oscilações do mercado externo.

Indústrias e desenvolvimento

A presença de indústrias multinacionais, como Sadia e Seara, e o desenvolvimento da produção de proteína animal são fatores que contribuem para o sucesso da região. A Embrapa Suínos e Aves também desempenha um papel crucial no avanço tecnológico e genético da produção.

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Yakitori: conheça o famoso espetinho japonês de frango


O yakitori, um famoso espetinho japonês, é uma iguaria que se destaca pela variedade de cortes de frango e molhos que o acompanham. Em uma visita à loja Shimomaru, em Tóquio, foi possível explorar as diferentes opções disponíveis e entender a popularidade desse prato entre os japoneses.

Variedade de cortes e sabores

Na loja, todos os espetinhos são preparados exclusivamente com frango, oferecendo uma diversidade de cortes, como:

  • Coxa e sobrecoxa
  • Fígado
  • Coração de frango
  • Almôndega de frango

Os espetinhos são servidos com molhos típicos, como o molho tarê, que é à base de shoyu reduzido com açúcar, proporcionando um sabor único.

Preços acessíveis

Os preços dos espetinhos variam, sendo que:

  • Espetinho de coxa com alho-poró: 180 yenes (aproximadamente R$ 5)
  • Espetinho com folha típica Xu: cerca de 200 yenes (R$ 6)
  • Caraguê (frango empanado): 600 yenes (R$ 20)

Essas opções tornam o yakitori uma escolha popular para quem passa pela estação de trem, oferecendo uma refeição rápida e saborosa.

Consumo de frango no Japão

É importante destacar que 60% da produção de frango no Japão é feita internamente, mas o país ainda depende de 40% de importações. O caraguê, uma das preparações mais consumidas, é um frango empanado e crocante, servido com diversos acompanhamentos.

O yakitori, com sua rica variedade de sabores e preços acessíveis, continua a ser uma parte essencial da cultura alimentar japonesa, atraindo tanto locais quanto turistas.

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Preço do frango resfriado sobe 6,6% em abril na Grande SP


Os preços do frango resfriado na Grande São Paulo apresentaram um aumento significativo de 6,6% na primeira quinzena de abril, atingindo uma média de R$ 7,18 por quilo. Este movimento é atribuído aos reajustes nos fretes, impulsionados pelo aumento das cotações dos combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio.

Mercado de ovos em queda

Enquanto isso, o mercado de ovos encerrou a primeira quinzena de abril com cotações em queda. O menor ritmo de vendas intensificou a pressão por descontos, resultando em recuos nos preços em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CPEIA).

Desempenho das exportações de carne bovina

Mato Grosso registrou um desempenho histórico nas exportações de carne bovina no primeiro trimestre de 2026, com mais de 251.000 toneladas embarcadas, representando 26,72% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período. Em comparação anual, as exportações do estado cresceram 53,39%, com receita superior a 1,1 bilhão de dólares, uma alta de 74%.

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Temperaturas elevadas e seca afetam Sudeste do Brasil


O Sudeste do Brasil enfrenta um fim de semana marcado por temperaturas elevadas e condições secas, o que pode agravar a situação de restrição hídrica na região. A previsão aponta para um calor intenso, com registros que podem ultrapassar os 34ºC em algumas áreas.

Impactos na agricultura

A alta temperatura e a falta de chuvas têm gerado preocupações entre os produtores rurais, especialmente aqueles que dependem de recursos hídricos para suas atividades. A situação é crítica, com reservatórios como o Cantareira apresentando apenas 43% de sua capacidade.

Previsão do tempo

  • Temperaturas em Aragaças chegando a quase 35ºC.
  • Interior de São Paulo registrando 34ºC.
  • Expectativa de continuidade do calor nos próximos dias.
  • Sem previsão de chuvas volumosas até a virada do mês.
  • Possibilidade de chuvas em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, com volumes superiores a 50 mm.

Consequências a longo prazo

Os especialistas alertam que a combinação de altas temperaturas e a escassez de chuvas pode ter efeitos duradouros na agricultura e no abastecimento de água, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população.

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Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 2026


Após um período de instabilidade nas negociações de paz com o Irã, os Estados Unidos assumiram o controle do estreito de Ormus, resultando em um aumento no preço do petróleo. Essa situação impacta diretamente a economia global e, consequentemente, a inflação no Brasil, que já apresenta sinais de alta.

Projeção da inflação

O mercado financeiro elevou a projeção da inflação para 2026, indicando uma alta expressiva. Essa mudança ocorre em um contexto de desvalorização do dólar, que acumula uma queda de 9% apenas neste ano, afetando o agronegócio brasileiro.

Desafios do agronegócio

  • A exportação de café do Brasil registrou queda em volume e receita em março.
  • A alta do diesel impacta em mais de R$ 600 milhões as operações das principais lavouras do Rio Grande do Sul.
  • Apontamentos incorretos de desmatamento prejudicam o acesso de produtores a crédito e seguro rural.

Reuniões e demandas do setor

Em Brasília, a Frente Parlamentar da Agropecuária recebeu o novo ministro da Agricultura, apresentando as demandas do setor. Além disso, deputados da oposição pedem mais tempo para avaliar um texto que propõe mudanças na escala de trabalho, adiando a votação na comissão de Constituição e Justiça.

Perspectivas futuras

O ministro do Planejamento afirmou que o governo não estuda novas medidas para cortar gastos, e o salário mínimo deve ter um reajuste de quase 6% em 2027. Enquanto isso, produtores de leite de Minas Gerais se reúnem para discutir os custos de produção e os impactos da guerra no Oriente Médio.

Impacto no preço do petróleo

Com a reabertura total do estreito de Ormus durante o cessar-fogo com os Estados Unidos, o preço do petróleo caiu mais de 10%, refletindo as mudanças no cenário geopolítico e econômico.

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Irã reabre Estreito de Ormuz e impacta mercado global


O Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz, o que pode ter impactos significativos no mercado global, especialmente no setor produtivo e agropecuário. A medida é vista como uma resposta à diminuição das tensões no Golfo Pérsico e à queda nos preços do petróleo.

Impactos no mercado

A reabertura do Estreito de Ormuz é considerada uma boa notícia para o setor produtivo, pois a redução nos preços do petróleo pode beneficiar a economia global. Miguel Daúd, analista de mercado, comentou sobre as implicações dessa mudança.

  • Queda nos preços do petróleo.
  • Benefícios para o setor produtivo mundial.
  • Impactos positivos para a agropecuária brasileira.

Contexto político

A mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao Irã, também foi um fator relevante. Após um período de retórica agressiva, Trump sinalizou a possibilidade de um acordo, o que acalmou os mercados.

  • Trump alterou seu discurso agressivo.
  • Possibilidade de acordo entre EUA e Irã.
  • Pressões internas e externas sobre a administração americana.

Expectativas futuras

Com a reabertura do Estreito de Ormuz, espera-se que a normalização das relações e a estabilização do mercado de petróleo possam trazer benefícios adicionais para a economia global. A expectativa é que os insumos paralisados na região cheguem ao Brasil, contribuindo para a recuperação econômica.

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