sexta-feira, abril 24, 2026

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Trigo registra recuperação no mercado global



Trigo tem alta após queda na semana anterior



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário referente à semana de 10 a 16 de abril, publicada nesta quinta-feira (16), a cotação do trigo apresentou recuperação em Chicago Board of Trade. O bushel do cereal, que havia encerrado o dia 9 de abril a US$ 5,74, fechou o pregão desta quinta-feira a US$ 5,98.

De acordo com a Ceema, as condições das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos, até 12 de abril, eram classificadas em 32% entre ruins e muito ruins, 34% regulares e 34% entre boas e excelentes. Já o plantio do trigo de primavera alcançava 6% da área prevista, abaixo da média histórica de 7% para o período.

A análise da Ceema também aponta que os embarques de trigo dos Estados Unidos, na semana encerrada em 9 de abril, somaram 320.797 toneladas, elevando o total acumulado no atual ano comercial para 21 milhões de toneladas, volume 15% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

No cenário internacional, a Ceema destaca a revisão na estimativa da safra de trigo da Ucrânia, projetada em 23,5 milhões de toneladas. A redução está associada à revisão da área colhida, estimada em 5,1 milhões de hectares.





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O futuro do agro depende do que o cidadão do mundo pensa de quem produz o agro


Mulher trabalhando no meio rural, agricultora, dia da mulher
Foto: Freepik

Só podemos saber isso de fato com a estrutura de uma pesquisa junto a diversas nações do mundo. E a partir dessa investigação, comparar com a própria percepção existente dentro da sociedade brasileira.

E a partir de um estudo estruturado desses poderemos alinhar a condução dos negócios originados nos alimentos, energia, fibras, meio ambiente, a natureza brasileira. Imagem não se dá ao acaso ė design e criação.

O termo “commodities” surge no século XV e significa “mercadoria, matérias primas que não se diferenciam independentemente de quem as produziu ou de sua origem sendo seu preço uniformemente determinado pela oferta e procura internacional”.

Daqui pra frente iremos assistir uma “descommoditização” pois o futuro dos negócios envolvendo a ciência, tecnologia, gestão dos campos, águas, mares, ou seja, de tudo que é originado da natureza, das práticas regenerativas, passará a ter denominação de origem, indicação geográfica, responsabilidade social, meio ambiente, saúde que nasce na originação agropecuária.

Saúde vem da originação antes da industrialização, do comércio, dos serviços e das marcas nas embalagens dos alimentos, quer dizer não teremos mais simplesmente “commodities” e, sim, marcas de terroir e quem as fez. Agricultura decide a ponta do consumo final.

Estes diferenciais de origem já existem e irão se multiplicar a partir das percepções de consumidores mundiais das culturas e das artes de regiões do mundo.

O algodão do Egito continua líder na percepção de valor dessa fibra apesar da nossa brasileira ter qualidade e diferenciais especiais. O café da Colômbia conseguiu uma marca mundial de qualidade, os lácteos da Nova Zelândia, as flores da Holanda, as frutas do Chile, as maçãs de Seattle, vinhos e turismo da Toscana, sidras das Astúrias, etc, etc…

Por isso o futuro do agronegócio, além das relevantes e únicas práticas tropicais brasileiras que nos diferencia de todas as produções do clima temperado e semi temperado, vai exigir estudos de percepção, como somos percebidos, e o que precisamos comunicar persuasivamente para deixarmos de ser apenas “mais um produtor de commodity”. Agro se transforma em “branding”.

Do A do abacate ao Z do Zebu está imensa nação tropical ė uma mesa de sabor, saúde, beleza, energia e segurança mundial ambiental. E além de tudo significa amizade, paz e a nação que recebeu todas as nações do mundo. O maior melting pot da terra.

Não basta ser, precisamos comunicar para valorizar e perceber.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Fungos surgem como alternativa a inseticidas



O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas


O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas
O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas – Foto: Pixabay

O controle de pragas na agricultura passa por uma transformação impulsionada pela busca por soluções mais sustentáveis e eficazes. As informações são de Marcus Lourenço “Polé”, biólogo, que destaca o avanço do uso de microrganismos no manejo agrícola. Nesse cenário, o fungo entomopatogênico Beauveria bassiana volta a ganhar relevância como alternativa biológica diante do aumento da resistência a Inseticidas químicos.

Presente naturalmente no solo, esse fungo atua de forma silenciosa ao infectar insetos-praga. Ao entrar em contato com o hospedeiro, ele invade o organismo, se desenvolve internamente e leva à morte do inseto, transformando o corpo em um ambiente de multiplicação do próprio fungo. Esse processo o coloca como uma ferramenta estratégica dentro do Manejo Integrado de Pragas.

O uso do Beauveria bassiana já é observado em diferentes culturas, como café, soja, milho, hortaliças e sistemas de cultivo em estufas. Sua aplicação permite reduzir a dependência de químicos, contribuindo para práticas mais alinhadas às exigências ambientais e de mercado. Além disso, sua integração com outras estratégias de manejo amplia a eficiência no controle de populações de pragas.

Apesar das vantagens, ainda existem desafios para ampliar sua adoção em larga escala. Questões relacionadas à eficiência em diferentes condições de campo e à necessidade de aprimoramento tecnológico seguem como pontos de atenção. Ainda assim, o avanço no uso desse fungo indica uma mudança gradual na forma como o controle de pragas é conduzido, com maior protagonismo de soluções biológicas.

 





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Qual será o impacto da China na arroba do boi em maio? Analistas respondem


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Foto: Governo de Mato Grosso

O mercado físico do boi gordo se deparou com mudanças sutis em termos de demanda durante a semana.

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos passaram a relatar um posicionamento mais confortável em suas escalas de abate. Além disso, determinadas unidades seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curtíssimo prazo.

“Vale destacar que a progressão da cota chinesa segue como fator essencial para a formação de tendência em 2026, com o possível esgotamento apontando para preços mais baixos em maio e no restante do terceiro trimestre”, avalia.

Em termos de normas regulatórias, Iglesias ressalta que a China está cada vez mais rigorosa, com o anúncio de suspensão das compras de um frigorífico brasileiro por traços de acetato de medroxiprogesterona, fármaco veterinário proibido no gigante asiático.

O que esperar de maio?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, por outro lado, não acredita que a cota brasileira de 1,1 milhão de toneladas de carne vai acabar em maio, apenas em junho.

Segundo ele, outro fator que pode impactar os preços da arroba é a conjuntura da febre aftosa na China. “Por ora, não traz impactos ao mercado, mas se não tiver controle efetivo e sair do eixo, pode levar a uma revisão da pauta exportadora”, diz.

Fabbri lembra que o mês de maio, tradicionalmente, costuma concentrar preços mais baixos para a arroba, independente da questão exportadora.

“O mercado costuma receber o que chamamos de descarte de safra de capim, com clima pesando mais e os pecuaristas tendo que retirar boiada do pasto, então, o movimento de queda, se ocorrer, pode ser considerado relativamente natural para a época”, pontua.

Mesmo com a saída da China como cliente a partir de maio ou junho, com o esgotamento da cota, Fabbri não enxerga derretimento de preços. “Vemos pouco espaço para um boi a R$ 300,00 a arroba em São Paulo, por exemplo.”

Balanço global de carne

O especialista da Scot ressalta que o balanço global de carne bovina está pouco confortável aos compradores em 2026. “Quanto à produção brasileira, mesmo diante da redução de abates projetada, o USDA mantém a posição de maior produtor de carne para o Brasil”, conta.

Desta forma, Fabbri pondera que se a China deixar de comprar, outros destinos tendem a buscar mais a carne brasileira. “Até mesmo os potenciais fornecedores da China durante a ausência brasileira devem exportar mais e, para preencher suas demandas internas, podem comprar mais a nossa carne, caso de Argentina e Uruguai, por exemplo”

Preços médios do boi gordo

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370, inalterado frente ao final da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 360, avanço de 1,41% frente aos R$ 355 registrados no final da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 355, aumento de 1,43% ante os R$ 350 registrados no fechamento da última semana;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360, sem mudanças frente ao encerramento da semana anterior;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365, aumento de 1,39% frente aos R$ 360 praticados no fechamento da semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335, acréscimo de 1,52% perante os R$ 330 registrados no encerramento da última semana

Mercado atacadista

No mercado atacadista, o mercado se deparou com preços levemente mais altos, considerando a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.

“Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionada a menor competitividade da carne bovina se comparada às proteínas concorrentes, em especial à carne de frango. O baixo poder de compra das famílias direciona o consumo para proteínas mais acessíveis”, pontua Iglesias.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 23 por quilo na semana, aumento de 2,22% frente aos R$ 22,50 por quilo praticados no final da semana passada;
  • Cortes do traseiro bovino: foram cotados a R$ 28 por quilo, avanço de 1,82% ante aos R$ 27,50 encerrados no final da semana passada.

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 591,244 milhões em abril até o momento (7 dias úteis), com média diária de US$ 84,463 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 97,264 mil toneladas, com média diária de 13,895 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.078,70.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 39% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 20,8% no preço médio.

Com informações de Safras News

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Produtores de goiaba descartam produção por falta de compradores


Goiabas; perdas
Foto: reprodução/redes sociais Simoni Back

No interior do Rio Grande do Sul produtores enfrentam um cenário desafiador, mesmo com uma das melhores safras de goiaba dos últimos anos, parte da produção está sendo descartada por falta de compradores.

De acordo com publicações nas redes sociais da produtora Simone Back e do marido, Sidnei Rauber, da comunidade de Arroio Feliz, em Feliz (RS), o cenário é resultado de uma sequência de dificuldades no campo. Em 2024, enchentes atingiram a região, causando perdas significativas nas lavouras, com deslizamentos de áreas e redução no número de plantas.

Já em 2025, além de uma safra considerada mediana, os produtores ainda enfrentam atrasos nos pagamentos pelas vendas, o que agrava o cenário financeiro.

Com a alta produção em toda a região, as empresas compradoras ficaram sobrecarregadas e passaram a restringir ou até suspender a aquisição da fruta. Sem estrutura adequada para armazenar e escoar toda a produção, muitos produtores ficaram sem saída.

O impacto é direto na renda, afinal, os custos de produção permanecem, mas sem comercialização, o resultado é margem zerada e prejuízo no campo.

Enquanto o consumidor paga caro pela fruta, quem produz enfrenta dificuldades para vender e, muitas vezes, não consegue sequer cobrir os custos de produção.

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Fiscais apreendem carga de gado avaliada em R$ 184 mil


gado; apreensão
Foto: divulgação/Sefa

A Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) apreendeu, nesta sexta-feira (17), uma carga com 80 cabeças de gado avaliada em R$ 184 mil. A ação ocorreu na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Gurupi, localizada em Cachoeira do Piriá, no nordeste do estado.

O veículo, um caminhão boiadeiro com origem em Parnamirim (PE) e destino a Paragominas (PA), foi parado para fiscalização. Durante a análise, foram identificadas inconsistências na documentação apresentada.

“Após o início da fiscalização e análise dos documentos fiscais, os servidores desconfiaram da natureza da operação, pois a nota informava que o gado se destinava a pessoa física sem inscrição como produtor rural. Pela quantidade, há indício de finalidade comercial”, explicou o coordenador Gustavo Bozola.

Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 48.944,00, referente ao imposto e multa.

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Nova espécie de ‘besouro-joia’ é descoberta no Instituto Butantan


espécie nova de besouro-joia
Foto: Letizia Migliore

 A bióloga Serena Migliore, do Laboratório de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan (LEEv), caminhava pelo Parque da Ciência quando seu olhar se deteve sobre uma pequena planta. Ali, repousava um besouro de brilho metálico, dourado e alaranjado, diferente de tudo que ela já havia visto.

“Quando eu estava saindo do laboratório, por volta de umas 17h30, vi um besouro com uma coloração diferente e maior do que os que eu costumava ver. Mandei uma foto dele para minha irmã, que é entomóloga (especialista em insetos), e o coletei bem rápido para não o perder de vista”, conta a bióloga.

A bióloga encontrou a espécie sobre folhas de uma árvore nativa da Mata Atlântica, conhecida como chal-chal (Allophylus edulis), recolhidas por Serena e colocadas no mesmo pote onde ela depositara o besouro.

Em casa, Serena entregou o recipiente com o besouro para análise pela sua irmã gêmea, Letizia Migliore, pesquisadora vinculada ao Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e ao Instituto Nacional de Coleoptera (INCol), da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). A planta serviu de alimento durante os dias em que o animal foi mantido vivo para observação.

“Os besouros do gênero Agrilus fazem parte do meu campo de estudo, mas eu nunca tinha visto nada igual ao espécime coletado. Mostrei a outro pesquisador e ele pensou o mesmo. Era algo totalmente novo e poderíamos descrevê-lo”, conta a entomóloga.

Um nome que carrega significado

 Foto: Serena Migliore

O inseto pertence à família Buprestidae, dos “besouros-joia”, chamados assim por suas cores vibrantes e metálicas. Em um artigo publicado no Biodiversity Journal em março de 2026, Letizia Migliore e o entomólogo Gianfranco Curletti, do Museu de História Natural de Carmagnola, na Itália, descreveram a nova espécie como Agrilus butantan.

O batismo da nova espécie foi uma homenagem ao Instituto Butantan, onde o exemplar foi encontrado. Para as irmãs, o gesto simboliza não apenas a descoberta científica, mas também o reconhecimento da importância da organização como guardiã da biodiversidade em meio à metrópole.

“O Instituto é um oásis. Encontrar uma espécie nova aqui, em meio ao asfalto de São Paulo, mostra que ainda temos muito a descobrir e proteger. Dar o nome de ‘Butantan’ ao besouro foi um gesto natural de gratidão a esse lugar que é um símbolo da ciência brasileira”, diz Serena Migliore.

Além disso, o artigo descreve as características únicas da morfologia do besouro, como o padrão de pubescência (os “pelos” que formam desenhos no corpo) e a coloração ventral, que tornam o Agrilus butantan uma espécie inconfundível na fauna global.

O exemplar encontrado é uma fêmea, com cerca de 12 milímetros de comprimento, que apresenta um corpo alongado com coloração preta brilhante na cabeça e no pronoto (parte anterior do tórax), enquanto as asas endurecidas (élitros) exibem tons de ocre que escurecem em direção à extremidade.

O besouro estava com uma pequena malformação na asa, o que pode ter dificultado seu voo e facilitado sua captura, já que essas espécies costumam habitar as copas das árvores.

Letizia Migliore também reforça a importância da descrição desta espécie para o conhecimento da agrilofauna brasileira e para as coleções biológicas e do trabalho de campo.

Parceria fraterna pela ciência

 Foto: Renato Rodrigues/Comunicação Butantan

As gêmeas Serena e Letizia, de 34 anos, dividem não apenas laços familiares, mas também uma rotina de colaboração científica. Uma se dedica à reprodução de lagartos e à ecologia, a outra à entomologia, mas ambas se apoiam em campo.

“Eu sempre observo insetos para ajudar a minha irmã, e ela olha serpentes e lagartos para mim. É uma troca constante, quase natural”, diz Serena. 

Não é a primeira vez que Serena encontra insetos no Parque para a irmã, mas a coleta recente chamou mais a atenção da entomóloga do que as outras.

“Quando recebi a foto, percebi imediatamente que era uma espécie inédita. Foi emocionante saber que esse achado vinha do Butantan, um lugar tão simbólico para a ciência brasileira”, completou Letizia.

Biodiversidade urbana: resistência e esperança

Segundo os autores do estudo, o gênero Agrilus é extremamente vasto e a identificação de novas unidades taxonômicas, mesmo a partir de exemplares únicos, é fundamental – não só devido à sua morfologia inconfundível, mas também à necessidade de documentar a riqueza biológica dos biomas brasileiros antes que espécies desapareçam sem terem sido conhecidas pela ciência.

Por ser um inseto xilófago (que se alimenta de madeira em certas fases da vida), a presença do Agrilus butantan ajuda pesquisadores a entenderem melhor a saúde do ecossistema local e revela a força da biodiversidade urbana. Isto é, mesmo em áreas cercadas por concreto, pequenos refúgios naturais guardam segredos ainda não revelados.

“A biodiversidade urbana é muitas vezes subestimada. Mas ela existe, pulsa e precisa ser estudada. Cada espécie encontrada é uma prova de que a vida insiste em florescer, mesmo onde menos se espera”, ressalta Letizia.

O valor da descrição de espécies

Letizia Migliore reforça a necessidade de descrever de novas espécies (taxonomia) para compreender e proteger a biodiversidade.

“Sem nome não há como estudar a biodiversidade. A taxonomia é o primeiro passo: dar identidade a cada ser vivo. Só assim conseguimos entender suas relações, seu papel ecológico e pensar em estratégias de conservação”, explica.

Para a entomóloga, embora muitas vezes este trabalho seja invisível ao público, ele é a base de toda a biologia. “Estudar novas espécies é como abrir uma porta para mundos desconhecidos. Cada descrição acrescenta uma peça ao grande mosaico da vida”, conclui.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Alta do petróleo leva Goiás a liberar R$ 107 mi para conter preço do diesel


combustível etanol diesel - pec dos combustíveis
Foto: Reprodução/Pixabay

A ação foi instituída pela Medida Provisória nº 1.349, de 7 abril de 2026, e regulamentada pelo decreto nº 12.931, de 15 de abril de 2026 – do governo federal. A proposta prevê subsídio temporário a importadores de diesel, com o objetivo de conter a alta do preço do combustível no país.

A medida prevê a concessão de subvenção no valor total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel. A União e os estados vão arcar com partes iguais, ou seja, R$ 0,60 para cada. Em publicação nas redes sociais, o governador de Daniel Vilela destacou a importância do diesel para a economia goiana e os impactos da crise internacional.

“Vamos ajudar a segurar o preço nas bombas, garantir o abastecimento e proteger tanto o equilíbrio fiscal quanto o bolso da população. Somos um dos estados que mais consomem diesel no Brasil. Não poderíamos permitir que a nossa economia fosse penalizada pela crise internacional do petróleo e pela instabilidade no cenário global”, escreveu o governador de Goiás, Daniel Vilela, em uma publicação nas redes sociais.

Adesão

O termo de adesão do estado prevê que o repasse à União deverá ser feito expressamente por meio da retenção no Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

Atendendo recomendação do decreto que regulamenta a medida provisória do governo federal, o termo de adesão do estado diz que, sob a ótica técnico-operacional, recomenda-se a adoção da retenção automática no FPE.

Governador Daniel Vilela assina termo de adesão de Goiás ao subsídio do diesel para conter alta de preços
O governador Daniel Vilela assinou nesta sexta-feira (17) o termo de adesão de Goiás ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. Foto: Secom

“Qualquer tipo de reajuste no diesel, combustível essencial para o principal modal de transporte do país, que é o rodoviário, tem reflexo direto para os consumidores e é algo que não queremos”, afirmou Vilela.

A decisão foi tomada após conversa com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

Conforme estudo da Secretaria da Economia de Goiás apresentado ao governador, e de acordo com as regras do programa, o valor máximo a ser despendido pelo governo de Goiás para subvenção do combustível é de R$107,2 milhões, até 31 de maio de 2026.

Efeitos da guerra

Segundo o Executivo goiano, a decisão pela adesão a subvenção considera o atual cenário de volatilidade nos preços internacionais do petróleo. A valor está sendo influenciado pela guerra no Oriente Médio, que elevou a cotação do combustível, e por conta do fechamento do Estreito de Ormuz, onde passam cerca de 20% da produção global.

A preocupação do governo estadual é com os reflexos diretos sobre a previsibilidade dos preços e os custos da cadeia produtiva, especialmente nos setores de transporte e agropecuária.

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Crise no Médio Oriente ameaça economia africana



O estudo também chama atenção para efeitos logísticos


O estudo também chama atenção para efeitos logísticos
O estudo também chama atenção para efeitos logísticos – Foto: Divulgação

A intensificação de conflitos no Médio Oriente começa a produzir efeitos diretos sobre economias de outras regiões, com impactos previstos no crescimento, na inflação e na estabilidade financeira. Países mais dependentes de importações energéticas e cadeias logísticas globais tendem a sentir esses reflexos de forma mais acentuada.

Um relatório conjunto apresentado por Comissão da União Africana, Banco Africano de Desenvolvimento, UNECA e PNUD aponta que o crescimento económico africano pode recuar até 0,2% em 2026 . O documento destaca que o continente ainda enfrenta um processo de recuperação após choques recentes e pode ser novamente pressionado por fatores externos.

Entre os principais impactos estão a alta nos preços de combustíveis, alimentos e fertilizantes, além de perturbações no comércio e nas cadeias de abastecimento. A forte dependência energética da região agrava o cenário, já que grande parte do petróleo importado tem origem no Médio Oriente. Como consequência, diversos países já registram desvalorização cambial e maior volatilidade nos mercados.

O estudo também chama atenção para efeitos logísticos, especialmente após restrições em rotas estratégicas de transporte marítimo, o que encarece fretes e dificulta fluxos comerciais. Diante desse contexto, a recomendação central é evitar decisões precipitadas que possam comprometer o equilíbrio fiscal.

As orientações incluem controle estratégico da inflação, disciplina na gestão de receitas extraordinárias e adoção de medidas sociais temporárias e focalizadas. O relatório ainda defende maior integração regional, diversificação energética e avanço na implementação de iniciativas continentais de comércio e financiamento, como forma de reforçar a resiliência econômica.

 





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Fim de semana sem programação? Festival do mel reúne cultura, oficinas e atrações


Mel de abelha
Foto: Pixabay

O Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera, em parceria com o projeto Coleção Abelhas, promove a 5ª edição do Hachimitsu Matsuri, festival dedicado às abelhas nativas do Brasil. Em japonês, “hachimitsu” significa mel, enquanto “matsuri” quer dizer festival.

A programação inclui bazar, atividades interativas, exposição fotográfica, palestras, workshops e a participação de convidados especiais. O evento será realizado nos dias 30 de abril, 1°, 2 e 3 de maio.

O Brasil possui mais de 300 espécies de abelhas nativas, que são menores do que as espécies africanizadas. Elas vivem em colmeias menos numerosas e, portanto, produzem menor quantidade de mel, que é delicioso e muito valorizado.

Novidades

As novidades para 2026 incluem a tradicional feira, palestras, oficinas para adultos e crianças, exibição de filmes e curtas, apresentação musical e uma outra novidade é a Stamp Rally, uma prática comum no Japão, onde os turistas carimbam cadernos conforme vão visitando os lugares.

Um destaque desse ano é o III Concurso de Fotografia, com exposição dos melhores trabalhos nas categorias Meliponini (abelhas sem ferrão), Euglossini (abelhas das orquídeas) e semi sociais e premiação de uma câmera Instax para os vencedores.

Palestras

Entre as palestras, destaques para temas importantes e pouco divulgados, como reconhecer um mel de qualidade e fraudes, bebidas à base de mel, a relação de abelhas e produção de alimentos, relação de leveduras dentro das colméias, abelha, língua e cultura japonesa entre outras temáticas, além de atividades educativas para as crianças e para adultos.

Pavilhão Japonês

Construído em 1954 pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira, o Pavilhão Japonês foi presenteado à Prefeitura de São Paulo em comemoração ao IV Centenário da cidade.

Montado em madeira seguindo as técnicas tradicionais japonesas, o Pavilhão é uma referência cultural do país e marco representativo do intercâmbio Brasil-Japão, e foi reaberto à visitação em março de 2026, após receber uma grande reforma em sua estrutura.

Autoridades japonesas, de passagem pelo Brasil, costumam visitar o Pavilhão Japonês numa reverência à amizade entre os dois países.

Serviços

Data: 30 de abril, 1°, 2 e 3 de maio

Local: Pavilhão Japonês – Parque do Ibirapuera (portão 10 – próximo ao Planetário)

Horário de funcionamento: quinta-feira das 10 às 17h (entrada gratuita). Sexta, sábado, domingo das 10 às 17h (meia-entrada R$ 10 / inteira R$ 20).

Para mais informações acesse o site e veja a programação completa.

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