domingo, março 29, 2026

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Agricultura regenerativa faz Nestlé vencer Prêmio Planeta Campo na categoria Agroindústria



A Nestlé foi a vencedora da quinta edição do Prêmio Planeta Campo 2025, na categoria Agroindústria, em reconhecimento às iniciativas de agricultura regenerativa implementadas nas principais cadeias produtivas em que atua. A empresa tem metas globais de descarbonização e vem antecipando resultados no Brasil.

Segundo a head de Agricultura Regenerativa da Nestlé Brasil, Bárbara Sollero, o trabalho parte de um compromisso global de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2050. “Até 2030, nossa meta é reduzir em 50% as emissões. E já superamos o primeiro objetivo intermediário: em 2024, atingimos 21% de redução global, acima da meta de 20% prevista para 2025”, destacou.

A executiva explica que 70% das emissões da companhia estão ligadas à produção de matérias-primas agrícolas — o que torna o campo o ponto central da estratégia de descarbonização.

Brasil supera metas de agricultura regenerativa

O objetivo global da Nestlé era atingir, até 2025, 20% das matérias-primas provenientes de sistemas regenerativos. No Brasil, o resultado veio antes do previsto: em 2024, 41% das cadeias de café, cacau e leite já são abastecidas por fazendas que adotam práticas regenerativas.

As ações são conduzidas por meio de programas de sustentabilidade rural, com foco em manejo de solo, aumento da matéria orgânica e diversificação de espécies. “A diferença entre uma fazenda que aplica agricultura regenerativa e uma que não aplica já é perceptível, especialmente em períodos de veranico”, observou Sollero.

Sustentabilidade com impacto direto no campo

A head de ESG da Nestlé Brasil, Taissara Abdala Martins, reforça que a escala da companhia potencializa o alcance das iniciativas. “Hoje, mais de 15 mil produtores estão conectados à Nestlé, direta ou indiretamente. Todos são acompanhados e avaliados quanto às práticas sustentáveis”, afirmou.

Taissara destaca que o reconhecimento do Prêmio Planeta Campo, que chega à sua quinta edição, reforça o compromisso da empresa em transformar os sistemas alimentares de forma colaborativa. “A gente entende o tamanho da Nestlé e o impacto que essa escala pode gerar no campo. Receber esse prêmio é uma confirmação de que estamos no caminho certo”, disse.

Com décadas de atuação no desenvolvimento rural, a Nestlé mantém programas voltados à melhoria da produtividade, da qualidade do solo e do bem-estar das famílias produtoras.



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Estudo diz que beber café reduz risco de arritmia cardíaca



Um estudo inédito da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, e da Universidade de Adelaide, na Austrália, sugere que beber uma xícara de café diariamente pode evitar em 39% o risco do surgimento de arritmia cardíaca, que são batimentos irregulares e rápidos.

O eletrofisiologista da UCSF, Gregory Marcus, diz que “a cafeína é também um diurético, que pode reduzir a pressão arterial e, portanto, diminuir o risco de arritmia. Muitos outros ingredientes presentes no café também têm propriedades anti-inflamatórias que podem apresentar resultados positivos”, diz, em nota publicada pelo site Science Daily.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores das duas universidades conduziram testes clínicos em 200 pacientes que apresentavam quadros constantes de arritmia cardíaca (fibrilação atrial), histórico do problema ou condições correlatas.

Choque elétrico

Os pacientes foram submetidos a uma cardioversão elétrica, que é a aplicação de um único choque elétrico que busca restaurar o ritmo normal das batidas.

Após o procedimento, parte dos pacientes foi escolhida aleatoriamente para beber uma xícara de café com cafeína uma vez ao dia durante seis meses. Para a outra parte foi pedido para deixar de tomar qualquer substância com cafeína pelo mesmo período de tempo.

Ao final do estudo, o grupo que bebeu café teve risco 39% menor de ter arritmia. Um dos autores do estudo, Christopher Wong, da UCSF, explica que a pesquisa quebra um paradigma na medicina sobre o consumo de café por pessoas com problemas cardíacos.

“Médicos sempre recomendaram aos pacientes com arritmia cardíaca minimizar o consumo de café, mas esse teste sugere que o seu consumo é seguro e pode até mesmo proteger o indivíduo,” opinou.

Segundo dados do estudo, a fibrilação atrial ocorre mais comumente na população acima dos 60 anos e também em pessoas que estão muito acima do peso ideal. Nos Estados Unidos, o problema atinge cerca de 10 milhões de adultos.



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Agricultura tropical é peça central das negociações climáticas



A COP30 será histórica por dois motivos: é a primeira vez que a conferência ocorre na Amazônia e em um país com forte produção agrícola. Da porteira para fora, sustentabilidade e agropecuária podem parecer temas distintos, mas o setor é peça central na solução climática.

Esse é o propósito do ex-ministro Roberto Rodrigues, enviado especial da Agricultura para a COP30. Durante o Fórum Planeta Campo, nesta terça-feira (11), ele apresentou um documento com propostas para posicionar a agricultura tropical como pilar das soluções climáticas globais na conferência está sendo sediada em Belém.

Para isso, foi criado o Fórum Brasileiro de Agricultura Tropical, um espaço de diálogo para mostrar o agronegócio como parte estratégica dos desafios climáticos atuais. Além disso, a ideia também é mostrar o impacto positivo do setor na segurança alimentar e energética mundial.

Agricultura tropical e os seus desafios

O documento preparado por Rodrigues, junto a entidades representativas do agronegócio, já foi entregue ao presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago. Nele, o ex-ministro da Agricultura reúne oito propostas que reconhecem os desafios do setor, mas que também destacam a singularidade e sustentabilidade dos sistemas produtivos tropicais:

  • Reposicionamento político-diplomático: Defende que a agricultura tropical seja tratada como estratégica na agenda global, integrando produção, floresta e clima em políticas unificadas.
  • Adaptação e resiliência como diretrizes: Propõe colocar a adaptação no centro da agricultura tropical, com práticas sustentáveis e inovação voltadas à regeneração e à resiliência produtiva.
  • Centralidade da ciência, tecnologia e inovação: Aponta a necessidade de investir continuamente em pesquisa, extensão rural e bioeconomia para impulsionar uma agricultura de baixa emissão.
  • Compromissos financeiros para agricultura sustentável: Pede integração da agricultura aos mecanismos de financiamento climático, com recursos dedicados à transição de baixo carbono e valorização de florestas produtivas.
  • Financiamento para setores vulneráveis: Sugere priorizar recursos para áreas mais expostas aos impactos do clima, promovendo resiliência, segurança alimentar e justiça climática.
  • Integração das agendas de segurança alimentar e energética: Reforça a agricultura tropical como base da segurança alimentar e energética global, com destaque para a agroenergia na transição climática.
  • Coexistência de modelos produtivos sustentáveis: Reconhece a importância de diferentes modelos agrícolas e defende políticas complementares que respeitem as realidades regionais.
  • Bio-revolução na agricultura: Propõe consolidar o uso de soluções biológicas, como biofertilizantes e inoculantes, para reduzir emissões e fortalecer a saúde do solo.

Neste sentido, as propostas consolidam a visão de que a agricultura tropical deve ocupar um espaço central nas negociações climáticas globais, especialmente na COP30. Para Roberto Rodrigues, entretanto, o desafio é transformar o potencial produtivo e ambiental do setor em política de estado e posicionar o Brasil como referência mundial em soluções sustentáveis.



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AgroNewsPolítica & Agro

Avalie o milho com cautela



Consumo mantém preços em alta


Consumo mantém preços em alta
Consumo mantém preços em alta – Foto: Pixabay

A exportação brasileira de milho segue firme e tem sustentado os preços especialmente nos estados do Centro-Oeste, onde há menor presença de indústrias locais de etanol ou proteína animal e o escoamento se concentra pelos portos do Arco Norte. A informação é da TF Agroeconômica, que destaca ainda o avanço da demanda industrial no Sul e em Mato Grosso, elevando as cotações em 4,10% nos últimos 20 dias.

De acordo com a consultoria, o comportamento do mercado confirma a projeção de que o consumo do segundo semestre, somado à exportação, manteria os preços em alta. A recomendação, no entanto, é avaliar com cautela o custo do carregamento em relação ao preço oferecido pelos compradores: se o valor de venda for inferior ao da referência para novembro, a estratégia ideal é liquidar as posições.

Entre os fatores de alta, a TF Agroeconômica aponta a retomada das exportações brasileiras de carne de frango para a China, que deve ampliar o consumo de milho para ração, estimado em 56 milhões de toneladas anuais. As boas margens das usinas de etanol também impulsionam a demanda interna, com alta de 5,89% nos preços em 30 dias. No cenário externo, a boa demanda de exportação dos EUA e a redução de 58,25% nas exportações de milho da Ucrânia contribuem para o fortalecimento das cotações globais.

Já entre os fatores de baixa, o relatório cita as condições climáticas favoráveis à colheita nos EUA e Argentina, a intensificação das vendas dos produtores americanos e a incerteza sobre a política de mistura de biocombustíveis da EPA, que tem gerado atritos entre os setores de petróleo e agronegócio. Esses elementos limitam novas altas no mercado futuro, embora o cenário geral permaneça positivo para o milho brasileiro no curto prazo.





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Tornado e ciclone expõem avanço do risco climático no Brasil, aponta relatório da Aon



Os temporais que atingiram a região Sul nos últimos dias, incluindo tornados com ventos de acima dos 300 km/h no Paraná, que provocaram 7 mortes e deixaram mais de 700 feridos, e um ciclone que provocou danos em ao menos 80 cidades no Sul e no Sudeste, voltaram a expor o crescimento da vulnerabilidade climática no Brasil.

O alerta consta no relatório Global Catastrophe Recap – 3º trimestre de 2025, divulgado pela Aon, empresa global de gestão de riscos e resseguros. Segundo o estudo, apesar de uma desaceleração na atividade global de desastres entre julho e setembro, as perdas econômicas mundiais já somam US$ 203 bilhões em 2025, sendo US$ 114 bilhões cobertos por seguros.

A diferença entre o total de prejuízos e o volume efetivamente segurado, chamada de lacuna de proteção, ficou em 44%, a menor já registrada para o período. Segundo a Aon, o resultado se deve principalmente à alta participação de eventos nos Estados Unidos, onde a cobertura securitária é mais ampla.

América do Sul tem perdas de US$ 6,7 bilhões

Na América do Sul, os desastres naturais causaram US$ 6,7 bilhões em perdas econômicas entre janeiro e setembro, impulsionadas por secas prolongadas, incêndios e tempestades severas. O Brasil aparece entre os países mais afetados.

A seca persistente, sobretudo no Centro-Sul, foi responsável por US$ 4,8 bilhões em prejuízos apenas no Brasil. Desse total, cerca de 10% tinham cobertura de seguro, segundo o relatório. O impacto atingiu diretamente o agronegócio e a geração de energia, com reservatórios e lavouras pressionados pela falta de chuvas.

Brasil registra recorde histórico recente de prejuízos

Os novos dados reforçam o diagnóstico de outro estudo da Aon, o Climate and Catastrophe Insight 2024, que apontou que os desastres naturais causaram mais de US$ 12 bilhões em prejuízos no Brasil no último ano, o maior valor já registrado.

As enchentes no Rio Grande do Sul lideraram o ranking dos eventos mais custosos em perdas seguradas da história do país.

Aumento da frequência exige avanço na gestão de risco

Para especialistas, a combinação de mais eventos extremos com baixa cobertura securitária expõe governos, empresas e produtores a riscos elevados.

“Enfrentamos perdas bilionárias associadas à seca e eventos extremos recorrentes, com cobertura ainda muito limitada. Investir em dados e modelagem catastrófica é essencial para reduzir o impacto econômico e social desses desastres”, afirma Beatriz Protásio, CEO de Resseguros para o Brasil na Aon.



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Brasil deve exportar até 4,2 milhões de toneladas de soja em novembro, aponta Anec



O Brasil deve embarcar até 4,26 milhões de toneladas de soja em grão ao longo de novembro, segundo a atualização semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Apenas para o grão, a entidade estima 3,77 milhões de toneladas, número bem acima das 2,23 milhões de toneladas registradas em novembro de 2024.

O ritmo dos embarques vem em desaceleração em relação a outubro, quando o país exportou 6,39 milhões de toneladas. Na semana encerrada em 8 de novembro, os portos brasileiros movimentaram 942,5 mil toneladas. Para a semana entre 9 e 15 de novembro, a projeção é de 1,36 milhão de toneladas.

Farelo de soja também ganha ritmo

No caso do farelo de soja, a expectativa é de exportações de 2,46 milhões de toneladas ao longo de novembro. No mesmo período do ano passado, o país embarcou 1,72 milhão de toneladas.

Em outubro, os embarques haviam somado 1,72 milhão de toneladas. Apenas na semana passada, foram 483,1 mil toneladas, e para esta semana, a ANEC projeta 594,4 mil toneladas destinadas ao mercado externo.



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Exportações de ovos acumulam alta de 180% em receita no ano



As exportações brasileiras de ovos cresceram 13,6% em outubro, alcançando 2,3 mil toneladas embarcadas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O desempenho confirma a recuperação do setor e o avanço das vendas externas, tanto em volume quanto em valor.

A receita mensal somou US$ 6 milhões, alta de 43,4% em relação a outubro de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, as exportações atingiram 36,7 mil toneladas, um salto de 151% frente ao mesmo período do ano passado. Em valor, o crescimento foi ainda maior: 180%, com US$ 86,8 milhões obtidos em dez meses.

Diversificação dos destinos impulsiona resultado

O Chile continua como principal comprador, com 578 toneladas em outubro, apesar da queda de 40% em relação ao mesmo mês de 2024. A diversificação dos destinos, no entanto, compensou a retração. O Japão importou 574 toneladas, um aumento de 214%. O México adquiriu 328 toneladas, alta de 271%, seguido pelo Equador, com 220 toneladas, e pelos Emirados Árabes Unidos, com 206 toneladas, que ampliaram as compras em 372%.

Segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA, a ampliação da base de compradores tem contribuído para um fluxo mais estável nas exportações. “Mesmo com a redução nas vendas ao Chile, o avanço em outros mercados reforça a sustentabilidade do setor”, afirmou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 com pressão de Chicago e do dólar


O mercado futuro de milho encerrou a semana em baixa na B3, pressionado pelo recuo das cotações em Chicago e pela desvalorização do dólar, de acordo com a TF Agroeconômica. A combinação desses fatores aproximou os preços dos contratos futuros do mercado físico, que, por outro lado, apresentou leve valorização. Segundo o Cepea, o valor médio do milho subiu 1,27% na semana, enquanto o contrato de janeiro/26 na B3 manteve-se praticamente estável, refletindo um equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda.

O comportamento dos preços mostra um cenário de cautela entre compradores e vendedores. O dólar caiu 0,82% no período, o que reduziu a atratividade das exportações e influenciou diretamente os preços na bolsa brasileira. Os contratos futuros fecharam o dia de forma mista: novembro/25 terminou cotado a R$ 67,72, com baixa diária de R$ 0,50 e leve alta semanal de R$ 0,01; janeiro/26 fechou a R$ 71,11, queda de R$ 0,36 no dia e de R$ 0,01 na semana; e março/26 encerrou a R$ 72,70, recuando R$ 0,24 no dia e R$ 0,13 na semana.

No cenário internacional, o milho também fechou o dia e a semana em leve baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato de dezembro recuou 0,35%, cotado a US$ 4,27 por bushel, e o de março caiu 0,17%, para US$ 4,42. Apesar do recente acordo comercial entre Estados Unidos e China, o milho não foi mencionado nos documentos oficiais, o que limitou o potencial de recuperação das cotações.

Com a colheita americana avançando em ritmo firme e a demanda ainda consistente, o mercado permanece equilibrado entre fatores de alta e de baixa. No acumulado semanal, o milho em Chicago caiu 0,75%, uma redução de US$ 3,25 cents por bushel, refletindo a estabilidade do setor diante da safra recorde e das incertezas externas.





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Agricultura urbana ganha destaque na COP30 como estratégia contra a fome e o clima


O painel sobre agricultura urbana, realizado na tarde de segunda-feira (10) na Arena AgriTalks durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), destacou a importância das hortas urbanas para a segurança alimentar coletiva e a geração de renda. O evento, que contou com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apresentou quatro iniciativas ligadas ao Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana.

Moderado pela analista da Embrapa Kelliane Fuscaldi, o painel abordou políticas públicas voltadas para a alimentação adequada. Kelliane informou que a agricultura urbana é uma estratégia fundamental para mitigar e adaptar às mudanças climáticas. “A agricultura urbana está consolidada como política pública”, declarou.

Foto: Francisco Lima

Iniciativas em destaque

Entre as iniciativas apresentadas, três foram desenvolvidas pela Embrapa: o Projeto Tá Na Horta, o Sisteminha e o Projeto Agricultura Urbana com Saneamento Básico. Kelliane também mencionou o “Marco de Referência sobre Sistemas Alimentares e Clima para as Políticas Públicas”, um guia que reforça a agricultura urbana como estratégia essencial.

O Projeto Tá Na Horta, apresentado pelo assessor da Embrapa Henrique Carvalho, foca na criação de hortas comunitárias a partir de parcerias com cooperativas locais. O objetivo é garantir a segurança alimentar e, se houver excedentes, viabilizar a comercialização dos produtos. “A ideia é criar uma modelagem fácil e versátil para a produção comunitária”, afirmou Carvalho.

Modelo de transferência de tecnologia

O Sisteminha Embrapa será implantado em áreas a partir de cem metros quadrados, com a meta de instalar 300 unidades. Guilhermina Cayres, chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cocais (MA), destacou que a iniciativa busca a autonomia alimentar e a redução de impactos ambientais. O pesquisador Wilson Tadeu enfatizou a simplicidade do sistema, que inclui o reuso de efluentes tratados para fertilização do solo.

O projeto, que começará em Biguaçu (SC), visa criar um modelo replicável para outras regiões do Brasil. “Queremos que essa experiência possa ser reproducível em outras localidades”, concluiu Tadeu.

Contribuições para o futuro

Kelliane Fuscaldi também apresentou dados sobre as emissões de gases de efeito estufa nas cidades, que consomem cerca de oitenta por cento dos alimentos produzidos. A aproximação da produção com o consumo, aliada a práticas sustentáveis, pode contribuir para o fortalecimento da resiliência alimentar. “A agricultura urbana pode ter um papel importante para o cumprimento das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs)”, informou.

As políticas públicas voltadas para a agricultura urbana, estabelecidas em 2018 e atualizadas em 2023, visam promover a transição agroecológica e fortalecer a economia comunitária. A parceria entre Embrapa, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Prefeitura de Curitiba é um exemplo de como a agricultura urbana pode ser implementada de forma colaborativa.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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