quinta-feira, abril 23, 2026

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Pesquisa do IAC mostra que a produção e o porte da lima-ácida ‘Tahiti’ são diretamente influenciados pelo porta-enxerto


A lima ácida ‘Tahiti’ — uma das frutas mais produzidas no Brasil — apresenta sazonalidade definida, com maior oferta no primeiro semestre e menor produção, porém com preços mais elevados no período de julho a novembro. Nesse contexto, o manejo e, principalmente, a escolha do porta-enxerto são fatores determinantes para o sucesso da cultura, influenciando produtividade, vigor, qualidade dos frutos, resistência a doenças e tolerância ao déficit hídrico. Cerca de 90% dos pomares nacionais de Tahiti são plantados com materiais do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, que para seguir contribuindo com o setor, realiza estudos de avaliação de porta-enxertos, especialmente em condições de estresse hídrico. O objetivo é identificar combinações mais eficientes entre copas e porta-enxertos.

Esse assunto será tema da palestra da pesquisadora do Instituto, Mariângela Cristofani Yaly durante o 26º Dia do Limão Tahiti e a 7ª Expolimão, dia 09 de abril, em Bebedouro, interior paulista. Os eventos são direcionados a produtores e empresários do setor e a programação está no link https://ccsm.br/eventos/dia-limao-tahiti/. A realização é uma parceria do IAC com a APTA Regional Pindorama e a Fundação Coopercitrus Credicitrus.

Os resultados desses experimentos conduzidos pelo Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC em colaboração com parceiros estão demonstrando que a escolha do porta-enxerto deve ser realizada em conjunto com o clone de lima-ácida ‘Tahiti’, especialmente em sistemas irrigados. A maior produção observada em alguns porta-enxertos de menor porte sugere precocidade produtiva, característica desejável quando ocorre suplementação hídrica.

De forma prática, verifica-se que o porta-enxerto influencia diretamente o porte e a produção da lima-ácida ‘Tahiti’. A presença de interação significativa indica que recomendações baseadas apenas no desempenho médio dos porta-enxertos podem levar a interpretações equivocadas. Por isso, é fundamental considerar o comportamento específico de cada combinação.

“Porta-enxertos vigorosos proporcionam maior crescimento vegetativo, mas não necessariamente maior produção inicial. Por sua vez, materiais de menor vigor podem ser indicados para plantios adensados e sistemas irrigados, com maior eficiência produtiva. Assim, a escolha da combinação copa/porta-enxerto deve considerar o sistema de produção adotado”, explica a pesquisadora do IAC, ligado à APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

Para avaliar novas combinações de copas e porta-enxertos em diferentes regiões paulistas, incluindo Araras, Bebedouro, Cordeirópolis, Paranapuã e Cândido Rodrigues, o IAC conta com os seguintes parceiros: Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e os produtores de lima ácida Tahiti, Edvaldo Costa Mello e Valentim Ocimar Gavioli.

O limão Cravo permanece como principal porta-enxerto, possivelmente devido à ampla utilização do clone Quebra-Galho, embora o trifoliata Flying Dragon esteja consolidado e em expansão, impulsionado pela busca por plantas de menor porte sem comprometer a qualidade dos frutos”, comenta a cientista.

Os cinturões citrícolas paulista e mineiro são responsáveis por cerca de 70% da área cultivada no país, que é um dos principais produtores mundiais de limas ácidas e limões. O Estado de São Paulo concentra grande parte da produção nacional em extensa área cultivada.

SERVIÇO

26º Dia do Limão Tahiti e 7ª Expolimão

Local: Fundação Coopercitrus/Credicitrus Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 384 Sul Lote A – Bebedouro/SP

Data: 09 de abril de 2026

Horário: 7h às 17h





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Influenciador digital é multado em R$ 60 mil pelo Ibama por pesca ilegal de espécie


Pesca ilegal
Foto: reprodução/redes sociais

Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autuaram e multaram, em R$ 60 mil, um influenciador digital de Santa Catarina pela pesca de seis miragaias (Pogonias courbina), peixe também conhecido como burriquete.

A espécie está em perigo de extinção, conforme a Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicada na Portaria MMA n.º 148/2022.

Em vídeos divulgados em redes sociais, o infrator exibiu os animais pescados ilegalmente e anunciou a oferta de um curso sobre “como capturar burriquetes”. Na gravação, ele prometia “ensinar todas as técnicas e macetes” para pescar a espécie, enquanto os peixes agonizavam à sua frente, sem conseguir respirar.

A infração ambiental foi registrada com fundamento no Artigo 24 do Decreto nº 6.514/2008, por capturar espécimes da fauna silvestre ameaçadas de extinção, sem a devida autorização da autoridade competente.

“A competência para regulamentar a atividade e estabelecer a proibição da captura dessas espécies ameaças de extinção é da esfera federal, responsável pela definição das normas aplicáveis à pesca marinha”, explica o superintendente do Ibama em Santa Catarina, Paulo Maués.

Por se tratar de uma espécie ameaçada em extinção, a multa é de R$ 5 mil por animal. Além disso, as sanções foram aplicadas em dobro, pois a infração foi praticada com a finalidade de obter vantagem financeira, tanto pela divulgação do curso de pescaria, quanto pela monetização da publicação nas redes sociais. O valor total das multas, portanto, ficou em R$ 60 mil.

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Capim mombaça não cresce? Problema pode estar no solo; veja o que fazer


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Nesta quarta-feira (8), o programa Giro do Boi trouxe uma consultoria técnica crucial para o produtor Adriano Alves dos Santos, de Janaúba, no Norte de Minas Gerais. O zootecnista Edmar Peluso explicou por que, mesmo com chuvas e investimentos significativos em fertilizantes, o capim mombaça pode não apresentar o crescimento esperado.

O diagnóstico é claro: Adriano tentou construir as paredes de uma casa sem fazer o alicerce. De acordo com Peluso, em solos do Norte de Minas e do Cerrado, se não houver a correção da acidez, o investimento em adubação acaba ficando “preso” na terra, sem alcançar a planta.

Confira:

Excesso de adubo não compensa falta de correção

Muitos produtores acreditam que o excesso de adubo compensa a falta de correção do solo, mas, na verdade, ocorre o contrário. No caso de Adriano, o uso de MAP (fósforo) e ureia (nitrogênio) foi ineficiente devido ao pH do solo. Se o solo estiver ácido (pH baixo), ocorre uma reação química que “prende” o fósforo do MAP.

“É como oferecer comida ao gado em um cocho trancado com cadeado: o nutriente está lá, mas o capim mombaça não consegue absorvê-lo”, afirmou Peluso. Ele ressaltou que solos ácidos geralmente apresentam altos níveis de alumínio tóxico, que “queima” as pontas das raízes, dificultando a exploração do solo em busca de água e nutrientes.

A importância da análise de solo

O capim mombaça é considerado a “Ferrari” das forrageiras por sua alta capacidade produtiva, mas essa performance exige uma “calibragem” precisa de minerais que só o calcário pode oferecer. Jogar mais ureia agora seria “jogar dinheiro fora”. O primeiro passo é realizar uma análise de solo urgente para verificar a saturação por bases.

Se a acidez for confirmada, a solução será a calagem em cobertura. Embora essa medida demore mais para agir em pastos já formados, é o único caminho para liberar os nutrientes e fazer o capim mombaça finalmente decolar.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Azeitech começa nesta semana com entrada gratuita e programação técnica


Campo Experimental de Maria da Fé - Azeitech
Foto: Erasmo Pereira / Epamig

Nesta sexta-feira (10), o município de Maria da Fé, em Minas Gerais, irá sediar a 6ª edição do Azeitech, realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

O evento gratuito acontece no Campo Experimental da instituição e reúne o 21º Dia de Campo de Olivicultura e a 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura em sua programação.

As atividades serão voltadas à difusão de conhecimento e inovação na olivicultura. O Dia de Campo inclui palestras sobre temas como manejo de doenças, cultivo das oliveiras, boas práticas e processos de elaboração do azeite. Já na Mostra Tecnológica, empresas do setor apresentam insumos, maquinários e produtos.

Painel técnico

O painel técnico, que também compõe a programação, na parte da tarde do evento, terá como tema “Cenários e Inovações na Olivicultura”. 

Como parte da apresentação do panorama do setor, o diretor de Pesquisa e Inovação da Epamig, Trazilbo de Paula, conduzirá um momento dedicado à apresentação do “Diagnóstico das Cadeias Agropecuárias de Minas Gerais: desafios produtivos, estruturais e tecnológicos”, coordenado pela Epamig e recentemente publicado com o apoio da Fapemig.

“Será um espaço para apresentarmos os resultados do levantamento dos problemas técnicos identificados nas principais cadeias agropecuárias de Minas Gerais. A proposta é trazer um recorte voltado à olivicultura, que se destacou como uma cultura emergente no estado, com potencial de expansão não apenas no Sul de Minas, mas também em outras regiões com condições favoráveis”, destaca Trazilbo de Paula.

De acordo com o diretor, o debate contará com a participação de importantes atores da cadeia, como representantes da Câmara Técnica Setorial de Olivicultura e de associações de produtores, abordando temas relacionados à produção, agregação de valor, aproveitamento de resíduos e rastreabilidade de azeites.

Informações e inscrições

Mais informações sobre a programação da 6ª edição do Azeitech podem ser acessadas nos canais oficiais da Epamig, bem como no site oficial do Azeitech. A participação é gratuita por meio de inscrições no dia e local do evento.

As empresas interessadas em expor seus produtos e serviços na 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura podem entrar em contato com os organizadores do evento por meio do e-mail cemf.evento@epamig.br

Serviços

Data: sexta-feira (10)

Horário: das 7h30 às 17h00

Local: Campo Experimental de Maria da Fé – Av Washington Viglioni s/n°, Vargedo, Maria da Fé (MG), CEP 37517-000

Mais informações: (35) 3662-1227 | cemf.evento@epamig.br

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Apesar de rotas fechadas, setor de frango redireciona cargas e mantém abastecimento


carne de frango, seara, frigoríficos, aves, carnes, exportações
Foto: Paola Cuenca/Canal Rural

O fechamento de rotas estratégicas no Oriente Médio, em meio à guerra na região, obrigou o setor brasileiro de proteína animal a redesenhar sua logística para manter o abastecimento, especialmente em relação à carne de frango.

A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, durante entrevista ao Mercado & Companhia nesta quarta-feira (8).

Segundo ele, cerca de 70 mil toneladas mensais de carne de frango que passavam pelo Estreito de Ormuz tiveram de ser redirecionadas. “A gente conseguiu colocar mais da metade disso através de alternativas”, afirmou. Os custos, contudo, tiveram que ser revistos.

Rotas alternativas e aumento de custos

Santin explicou que para contornar o bloqueio, empresas passaram a utilizar caminhos mais longos e complexos, com desembarque em países como Arábia Saudita e Omã, além de portos nos Emirados Árabes Unidos antes do estreito.

Também houve uso de rotas via Turquia, com acesso ao Iraque por transporte terrestre.

Setor de proteína animal teve que usar rotas alternativas para contornar prejuízos com o fechamento do Estreito de Ormuz

Além do transporte marítimo, a logística passou a incluir etapas adicionais por terra. Em alguns casos, a carga chega à Arábia Saudita e segue de caminhão para outros destinos da região, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

“Você descarrega em um país e depois precisa transportar por terra para outros mercados. Isso encarece muito a operação”, explicou.

O aumento dos custos é pressionado ainda pelo preço do combustível e pela chamada taxa de risco de guerra cobrada pelas companhias marítimas. “Tem o encarecimento do diesel dos navios, a taxa de guerra e toda essa logística alternativa. Foi muito custoso”, afirmou.

Apesar disso, Santin ressaltou que o foco do setor tem sido garantir o fornecimento. “O mais importante neste momento é manter o abastecimento. A população não pode enfrentar mais essa dificuldade em meio à guerra”, concluiu.

Divisão de custos e foco no abastecimento

De acordo com o presidente da ABPA, o impacto financeiro tem sido compartilhado com os importadores. Mesmo com contratos já firmados, compradores no Oriente Médio têm colaborado para absorver parte dos custos adicionais.

“O custo está sendo dividido com os importadores”, afirmou. Segundo ele, o foco neste momento não é apenas preço, mas garantir o fornecimento. “Muita gente não está olhando custo, e sim em manter o abastecimento”, completou.

Ele destacou ainda que há uma preocupação em evitar desabastecimento e pressão inflacionária sobre alimentos durante o conflito. “A gente está fazendo todos os esforços para que essas pessoas não tenham mais uma dificuldade, que é a falta de alimento”, pontuou.

Estratégia para manter o fluxo

Apesar das dificuldades, o setor conseguiu reduzir parcialmente o impacto logístico causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo Santin, a redução foi limitada graças a estratégias como redirecionamento de cargas e uso de armazenagem. “Conseguimos fazer com que a redução de fornecimento ficasse em torno de 18% a 22%”, disse.

Ele destacou ainda que empresas concorrentes passaram a atuar de forma colaborativa. “Há um processo de colaboração, com troca de informações entre as empresas para enfrentar esse período”, afirmou.

Incerteza segue no radar

Além disso, o setor trabalha com diferentes cenários diante da instabilidade no Oriente Médio. Santin afirmou que a estratégia é manter o uso das rotas alternativas e adaptar rapidamente a operação conforme a evolução da guerra.

“Vamos continuar exercendo essas possibilidades alternativas”, disse.

Segundo ele, mesmo em caso de prolongamento do conflito, o setor tem conseguido manter o fluxo de produção e exportação. “A gente consegue manter o setor girando, sem prejudicar o mercado interno”, concluiu.

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Paralisação da venda de fertilizantes de Rússia e China deve encarecer safra brasileira


fertilizantes no Porto de Paranaguá
Foto: Claudio Neves/SEIL-PR

Rússia e China, importantes exportadores de fertilizantes ao Brasil, estão bloqueando as vendas de nitrato de amônio e ureia, respectivamente, para assegurar suas produções internas em um momento de possível escasse global motivada pela guerra no Oriente Médio.

Enquantos os russos devem liberar os embarques em maio, a previsão é que os chineses retomem as vendas apenas em agosto, cenário que pode impactar o início da safra 2026/27 brasileira.

O analista de Inteligência de Mercado da StoneX Tomás Pernías ressalta que a notícia é especialmente preocupante ao Brasil, uma vez que, ao longo de 2025, o país importou 1,2 milhão de toneladas de nitrato, sendo que a maior parte desse volume veio justamente da Rússia.

“Se usarmos os números de 2025 e pensarmos que as exportações russas vão ser suspensas durante um mês, estaríamos falando de aproximadamente 100 mil toneladas de nitrato de amônio que deixariam de chegar ao mercado brasileiro”, destaca.

Segundo ele, ainda que o volume não seja tão significativo, essa paralisação é preocupante porque a oferta de nitrogenados já se encontra comprometida por conta da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos.

Com relação à China, Pernías lembra que recorrentemente o país suspende as suas exportações de ureia e de outros nitrogenados para direcioná-los ao mercado interno, algo que ocorreu no mesmo período de 2025.

“Contudo, ainda que os investidores brasileiros estejam esperando em alguma medida esse movimento em 2026, da mesma forma que ocorreu em 2025, novamente quero reiterar que isso acontece em um momento muito delicado. […] Ninguém esperava que isso fosse acontecer em meio de uma guerra no Oriente Médio.”

De acordo com o analista, as próximas semanas ditarão se a paralização das vendas de fertilizantes ocasionarão desabastecimento ou preços mais altos, a depender da retomada ou não das vendas russas em maio e a relação entre demanda e oferta chinesa.

Segundo Pernías, a StoneX e o mercado como um todo ainda não consideram um cenário de desabastecimento, mas observa-se que os custos de produção agrícola já estão mais elevados em 2026 por conta da alta dos combustíveis e frentes que já acontece independetemente da reabertura ou não do estreito de Ormuz.

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Primeiro clone suíno da América Latina nasce em São Paulo


clone suíno
Foto: Divulgação

O primeiro clone suíno da América Latina nasceu na unidade experimental do Instituto de Zootecnia (IZ), em Piracicaba, São Paulo, no dia 24 de março. O feito é resultado de uma pesquisa conduzida pela Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

O projeto integra estudos voltados ao xenotransplante, técnica que busca viabilizar a utilização de órgãos e tecidos de animais em humanos. A iniciativa surge como alternativa diante da escassez de órgãos para transplante, um dos principais desafios da saúde pública no Brasil.

Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes, pacientes morrem diariamente à espera de um órgão compatível, o que reforça a relevância de pesquisas nessa área.

Nascimento do clone

O nascimento do clone ocorreu na unidade do IZ em Tanquinho, onde as instalações foram adaptadas para atender às exigências legais. O ambiente segue protocolos rigorosos de biossegurança, bem-estar animal e controle sanitário. A pesquisa reúne uma equipe multidisciplinar, com especialistas em zootecnia, medicina veterinária e biotecnologia.

No Instituto de Zootecnia, foram desenvolvidos protocolos específicos de manejo produtivo, sanitário, nutricional e ambiental. Além disso, a equipe implementou técnicas reprodutivas e cirúrgicas para a implantação dos embriões, incluindo sincronização de cio e procedimentos de alta complexidade.

Acompanhamento e objetivos da pesquisa

De acordo com a pesquisadora Simone Raymundo de Oliveira, o acompanhamento dos animais é contínuo. O objetivo é garantir o sucesso da gestação e gerar dados para futuras aplicações. “O foco agora é acompanhar o crescimento dos clones até a maturidade sexual, fornecendo informações que possam orientar decisões futuras”, afirmou.

O avanço científico tem como principal objetivo ampliar as possibilidades de transplantes por meio do uso de órgãos suínos. A técnica de xenotransplante é estudada globalmente como alternativa para reduzir a dependência de doadores humanos. Nesse contexto, o desenvolvimento de animais geneticamente controlados e criados sob condições específicas é considerado um passo essencial para garantir segurança e compatibilidade.

Impacto econômico e social

Além da área da saúde, a pesquisa também abre novas perspectivas para a produção animal e a bioeconomia. O projeto posiciona o estado de São Paulo como um dos polos de inovação em biotecnologia aplicada ao agro, evidenciando o papel das instituições públicas de pesquisa no desenvolvimento de tecnologias com impacto econômico e social.

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, o avanço reforça a importância do investimento contínuo em ciência. “O trabalho abre novas fronteiras para a saúde humana, a produção animal e a bioeconomia”, declarou.

O projeto segue em desenvolvimento, com novas gestações em curso. A próxima fase prevê o monitoramento dos clones ao longo do ciclo produtivo, incluindo a maturidade sexual. A expectativa é ampliar o banco de dados sobre os animais e consolidar a base científica para aplicações futuras, tanto na medicina quanto no agronegócio.

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Apesar de rotas fechadas, setor de frango redireciona cargas e mantém abastecimento


carne de frango, seara, frigoríficos, aves, carnes, exportações
Foto: Paola Cuenca/Canal Rural

O fechamento de rotas estratégicas no Oriente Médio, em meio à guerra na região, obrigou o setor brasileiro de proteína animal a redesenhar sua logística para manter o abastecimento, especialmente em relação à carne de frango.

A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, durante entrevista ao Mercado & Companhia nesta quarta-feira (8).

Segundo ele, cerca de 70 mil toneladas mensais de carne de frango que passavam pelo Estreito de Ormuz tiveram de ser redirecionadas. “A gente conseguiu colocar mais da metade disso através de alternativas”, afirmou. Os custos, contudo, tiveram que ser revistos.

Rotas alternativas e aumento de custos

Santin explicou que para contornar o bloqueio, empresas passaram a utilizar caminhos mais longos e complexos, com desembarque em países como Arábia Saudita e Omã, além de portos nos Emirados Árabes Unidos antes do estreito.

Também houve uso de rotas via Turquia, com acesso ao Iraque por transporte terrestre.

Setor de proteína animal teve que usar rotas alternativas para contornar prejuízos com o fechamento do Estreito de Ormuz

Além do transporte marítimo, a logística passou a incluir etapas adicionais por terra. Em alguns casos, a carga chega à Arábia Saudita e segue de caminhão para outros destinos da região, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

“Você descarrega em um país e depois precisa transportar por terra para outros mercados. Isso encarece muito a operação”, explicou.

O aumento dos custos é pressionado ainda pelo preço do combustível e pela chamada taxa de risco de guerra cobrada pelas companhias marítimas. “Tem o encarecimento do diesel dos navios, a taxa de guerra e toda essa logística alternativa. Foi muito custoso”, afirmou.

Apesar disso, Santin ressaltou que o foco do setor tem sido garantir o fornecimento. “O mais importante neste momento é manter o abastecimento. A população não pode enfrentar mais essa dificuldade em meio à guerra”, concluiu.

Divisão de custos e foco no abastecimento

De acordo com o presidente da ABPA, o impacto financeiro tem sido compartilhado com os importadores. Mesmo com contratos já firmados, compradores no Oriente Médio têm colaborado para absorver parte dos custos adicionais.

“O custo está sendo dividido com os importadores”, afirmou. Segundo ele, o foco neste momento não é apenas preço, mas garantir o fornecimento. “Muita gente não está olhando custo, e sim em manter o abastecimento”, completou.

Ele destacou ainda que há uma preocupação em evitar desabastecimento e pressão inflacionária sobre alimentos durante o conflito. “A gente está fazendo todos os esforços para que essas pessoas não tenham mais uma dificuldade, que é a falta de alimento”, pontuou.

Estratégia para manter o fluxo

Apesar das dificuldades, o setor conseguiu reduzir parcialmente o impacto logístico causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo Santin, a redução foi limitada graças a estratégias como redirecionamento de cargas e uso de armazenagem. “Conseguimos fazer com que a redução de fornecimento ficasse em torno de 18% a 22%”, disse.

Ele destacou ainda que empresas concorrentes passaram a atuar de forma colaborativa. “Há um processo de colaboração, com troca de informações entre as empresas para enfrentar esse período”, afirmou.

Incerteza segue no radar

Além disso, o setor trabalha com diferentes cenários diante da instabilidade no Oriente Médio. Santin afirmou que a estratégia é manter o uso das rotas alternativas e adaptar rapidamente a operação conforme a evolução da guerra.

“Vamos continuar exercendo essas possibilidades alternativas”, disse.

Segundo ele, mesmo em caso de prolongamento do conflito, o setor tem conseguido manter o fluxo de produção e exportação. “A gente consegue manter o setor girando, sem prejudicar o mercado interno”, concluiu.

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Brasil abre mercados no Peru e nas Filipinas


O governo do Brasil concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas. No caso do Peru, a abertura contempla sementes de pimenta da espécie Capsicum baccatum, que inclui variedades conhecidas e consumidas, como dedo-de-moça e cambuci, além de tipos utilizados na produção de pimenta calabresa. Em 2025, o Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, complexo soja, cereais, farinhas e preparações.

Já no caso das Filipinas, a abertura de mercado envolve os chamados dry distillers grains (DDG) de milho, coproduto obtido no processamento do cereal para a produção de etanol. O produto é utilizado na alimentação animal, principalmente em formulações destinadas a bovinos, suínos, aves e outros rebanhos. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Segundo o governo brasileiro, os resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

O governo do Brasil concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas.

No caso do Peru, a abertura contempla sementes de pimenta da espécie Capsicum baccatum, incluindo variedades como dedo-de-moça e cambuci, além de tipos utilizados na produção de pimenta calabresa. Em 2025, o país sul-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, entre eles produtos florestais, carnes, complexo soja, cereais, farinhas e preparações.

Já nas Filipinas, a abertura de mercado envolve os dry distillers grains (DDG) de milho, coproduto obtido durante o processamento do cereal para a produção de etanol. O produto é utilizado na alimentação animal, principalmente em formulações destinadas a bovinos, suínos e aves. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro soma 557 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados, segundo o governo, são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Caruru-roxo se espalha nas lavouras e eleva os desafios no manejo da soja


Caruru-rox
Embrapa Soja | Crédito Rafael Romero Mendes

Aspectos técnicos e comerciais relacionados à dificuldade de manejo do caruru-roxo (Amaranthus hybridus) na cultura da soja estarão no centro das discussões de um painel sobre plantas daninhas de difícil controle, no dia 13 de abril, das 10h30 às 12h, durante a Expo Londrina, em Londrina (PR). O encontro será realizado no auditório do Pavilhão SmartAgro, com participação de especialistas e representantes das cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada.

O debate será conduzido pelo pesquisador Rafael Romero Mendes, que deve contextualizar o avanço da planta daninha nas últimas safras. Segundo ele, há cerca de quatro ciclos produtivos a infestação cresceu de forma significativa no Rio Grande do Sul e, mais recentemente, passou a preocupar também produtores de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Apesar da existência de diferentes espécies de caruru, as principais apresentam comportamento semelhante, marcado por crescimento rápido e agressivo, produção de sementes pequenas, alta capacidade de dispersão e elevado potencial de germinação, fatores que dificultam o controle nas lavouras.

O aumento das áreas infestadas está associado, principalmente, à resistência a herbicidas e à disseminação das sementes via maquinário agrícola. Nesse contexto, práticas preventivas ganham relevância, como a limpeza dos equipamentos e a manutenção de palhada no solo, que ajuda a reduzir a germinação das plantas daninhas.

Como alternativa, também é indicado o uso de cultivares com novas biotecnologias. Já no manejo químico, há opções de herbicidas para aplicação em pré-emergência, que atuam impedindo a germinação das invasoras logo após o plantio. A recomendação, no entanto, depende da presença da planta na área ou em regiões vizinhas. Em casos de resistência ao glifosato, o uso de pré-emergentes se torna indispensável.

O uso desses herbicidas, que tem crescido nas últimas safras, exige cuidados específicos. Isso porque cada produto apresenta comportamento distinto conforme o tipo de solo, as condições climáticas e a cultivar de soja utilizada. Um dos principais pontos de atenção é o risco de fitotoxicidade, que pode causar danos à própria cultura, como injúrias, emergência irregular e falhas no estande.

Além dos desafios no campo, o caruru também tem gerado impactos comerciais. Cargas de soja brasileira já foram rejeitadas por compradores internacionais, como a China, devido à presença de sementes da planta daninha. Mesmo dentro de níveis considerados aceitáveis, algumas remessas foram recusadas, evidenciando o rigor dos importadores.

Esse cenário reforça a importância de um manejo eficiente ao longo de todo o ciclo da cultura. Segundo especialistas, não há soluções isoladas: o controle precisa ser contínuo e bem executado desde o início, evitando que plantas invasoras completem seu ciclo e produzam sementes capazes de contaminar novas áreas e comprometer a qualidade da produção.

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