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O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em parceria com a Emater Goiás e com apoio do Goiás Social, realizou na segunda-feira (23), em Iaciara, a entrega de cartões do Crédito Social Rural para produtores da região do Vão do Paranã. Ao todo, 1.384 produtores foram beneficiados, com investimento de R$ 6,9 milhões destinado à estruturação de atividades produtivas no campo. Segundo o governo estadual, os recursos são voltados ao fortalecimento da produção rural.
A iniciativa contemplou agricultores familiares de 17 municípios da região. De acordo com o governo, “os recursos poderão ser aplicados na aquisição de insumos, equipamentos e melhorias produtivas, conforme as atividades desenvolvidas pelos beneficiários”, permitindo a ampliação das atividades no campo e o apoio direto à produção local.
Os produtores atendidos também participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás, que alcançaram 1.567 pessoas. As formações abrangeram diferentes áreas produtivas ligadas à agropecuária e às atividades complementares, como processamento de alimentos e turismo rural. “Os produtores atendidos participaram de cursos de capacitação promovidos pela Emater Goiás”, informa o texto, ao destacar a integração entre assistência técnica e acesso ao crédito.
No cenário ideal, a atuação do Congresso Nacional passa por um equilíbrio entre interesses políticos e demandas setoriais e da sociedade civil. Em ano de eleições, entretanto, o comportamento de deputados e senadores tende a ser diferente.
“Os parlamentares respondem a incentivos tanto da sua base política quanto do governo e isso acaba orientando o comportamento deles dentro do Congresso”, avalia Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper.
Ele explica ainda que, na prática, o comportamento político está diretamente ligado à busca pela reeleição, o que pode influenciar a condução das pautas no Legislativo.
De acordo com Consentino, a chamada Teoria da Escolha Pública ajuda a entender essa dinâmica. Na economia, o conceito diz que políticos e agentes públicos tomam decisões pensando também em benefício próprio, não só no bem comum.
“Eles estão claramente focados em recursos de poder que permitam renovar seus mandatos”, reforça.
Atuação vai além das votações
Para além da discussão que envolve interesses pessoais e públicos, a atuação dos parlamentares, na prática, envolve interlocução constante com o Executivo e atenção a demandas dos setores produtivos.
No caso do agronegócio, que tem a maior bancada do Congresso com mais de 300 integrantes, o trabalho legislativo está diretamente conectado aos problemas enfrentados pelos produtores. Essa é a análise de Karina Tiezzi, gerente de relações governamentais da BMJ Consultores Associados.
“O que acontece ali extrapola a questão de votar ‘sim’ ou ‘não’. Eles lidam com problemas reais que estão sendo sentidos na ponta”, diz. A especialista cita desafios como custo de produção, logística e insegurança jurídica como temas recorrentes.
A avaliação do professor do Insper, porém, é mais cautelosa. “Se esses interesses convergirem com as pautas do agronegócio, ótimo. Mas, se não, eles vão optar pela própria sobrevivência política”, afirma Consentino.
A observação ganha peso em um ano eleitoral, quando o foco em recursos políticos, como cargos e articulação com o governo, se intensifica. “Eles estão claramente focados em recursos de poder que permitam renovar seus mandatos”, explica.
Agro tem força, mas tempo legislativo ainda é desafio
Para Tiezzi, o trabalho da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) fortalece o debate e amplia a capacidade de resposta às demandas do agro.
“A FPA tem relevância porque dá enfoque aos problemas enfrentados pelo setor, com conhecimento de causa do que acontece na ponta”, afirma. Ela destaca ainda o peso econômico do agronegócio, que responde por cerca de 25% do PIB e por quase metade das exportações brasileiras.
Apesar da força política, a especialista da BMJ aponta que o avanço das pautas de maior interesse do agronegócio enfrenta entraves no ritmo do Congresso. Tiezzi explica que projetos estruturais podem levar anos até gerar efeitos práticos.
“Para sentir isso na ponta, ainda passa por um período de regulamentação e implementação”, diz.
Ano eleitoral deve limitar avanços
Em 2025, mais de 150 milhões de eleitores vão às urnas para definir o presidente da República, governadores e senadores, bem como deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro.
Nesse contexto, o andamento de propostas relevantes para a agropecuária tende a ser reduzido. “Em ano eleitoral, tradicionalmente há um espaço menor para decisões, o que pode impactar o avanço de pautas relevantes para o setor”, observa Tiezzi.
De acordo com Consentino, o avanço de projetos dependem também de outros componentes específicos.
“É aí que entram os acordos políticos, a proximidade com o governo e a orientação dos partidos, que acabam influenciando diretamente a tomada de decisão dos parlamentares”, conclui.
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná, estima que a safra de soja 2025/26 no estado alcance 21,888 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 3% em relação à temporada anterior, quando foram colhidas 21,207 milhões de toneladas.
De acordo com o relatório mensal de março, o avanço na produção ocorre principalmente em função da melhora na produtividade. A média foi projetada em 3.793 quilos por hectare, acima dos 3.676 quilos por hectare registrados na safra 2024/25.
Já a área plantada apresenta estabilidade. Para o novo ciclo, a estimativa é de 5,771 milhões de hectares, praticamente no mesmo patamar dos 5,769 milhões de hectares cultivados na temporada anterior.
De acordo com o Meteored, a tarde e a noite desta quarta-feira (25) têm previsão de pancadas de chuva no Sul do Brasil devido à atuação de uma frente fria. Instabilidades também atingem o Centro-Oeste e o Norte do país, enquanto no Sudeste as chuvas retornam após dias de calor e tempo firme, ocorrendo de forma pontual. “A tarde e noite desta quarta-feira (25) têm previsão de pancadas de chuva devido à atuação de uma frente fria sobre o Sul do Brasil”, informa o boletim.
Para esta quinta-feira (26), o sistema conhecido como Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) segue atuando sobre áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Segundo a previsão, o fenômeno favorece pancadas de chuva isoladas, com possibilidade de eventos de intensidade moderada a forte. “O sistema favorece a ocorrência de pancadas de chuva isoladas nessas regiões”, aponta o texto.
Nas primeiras horas do dia, o centro-sul do país deve registrar céu parcialmente nublado. Uma frente fria que atuava na Região Sul perdeu força, mas outro sistema já avança, elevando as instabilidades, especialmente no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, áreas do Sudeste e do Centro-Oeste permanecem sob influência do VCAN, o que favorece a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de chuvas, inclusive no oeste de Goiás. “O tempo permanece parcialmente nublado, com risco de chuvas durante o amanhecer”, destaca a análise.
Ao longo da tarde, a tendência é de aumento da nebulosidade em grande parte do centro-sul. Há previsão de chuvas moderadas a fortes em regiões como o Triângulo Mineiro, noroeste de Minas Gerais, Goiás e norte do Mato Grosso do Sul. “Há possibilidade de chuvas moderadas a fortes”, diz o boletim, que também alerta para a ocorrência de descargas elétricas e rajadas de vento. Em São Paulo, Rio de Janeiro e nos estados do Sul, as precipitações devem ocorrer de forma pontual e com menor intensidade.
No centro-norte do país, o VCAN também influencia o tempo, com maior concentração de instabilidades sobre Mato Grosso e áreas da Região Norte. O amanhecer deve ser marcado por muita nebulosidade e pancadas de chuva no norte mato-grossense, interior do Amazonas e extremo norte de Rondônia. “O transporte de umidade proveniente do Atlântico Equatorial […] deixa a atmosfera mais saturada”, informa o texto.
Durante a tarde, há previsão de chuvas fortes em grande parte do Acre, Amazonas e centro-oeste do Mato Grosso. O estado mato-grossense permanece em atenção por estar em fase final da colheita da soja, podendo haver impactos logísticos. Com o avanço das horas, a intensidade das chuvas diminui, mas o tempo segue fechado em áreas do Norte, com pancadas ainda previstas no interior do Pará e em parte do Amapá.
Até o fim desta quinta-feira (26), os maiores volumes de chuva devem se concentrar no sudeste do Amazonas, com acumulados superiores a 70 mm. Em regiões do noroeste do Mato Grosso e em grande parte de Acre e Rondônia, os volumes diários variam entre 23 mm e 60 mm, enquanto nas demais áreas da Região Norte os acumulados tendem a ser inferiores a 30 mm. “Os maiores volumes de chuva devem ocorrer no sudeste do Amazonas”, conclui o boletim.
Enquanto produtores defendem a medida como essencial para valorizar o cacau nacional e garantir qualidade ao consumidor, a indústria alerta para impactos na produção, aumento de custos e maior dependência de importações.
O que muda com o projeto
O texto define parâmetros técnicos para os derivados do cacau e estabelece regras mais claras para a composição dos produtos.
Entre os principais pontos estão:
definição de percentuais mínimos de cacau em chocolates
limite para uso de outras gorduras vegetais
obrigatoriedade de informar o teor de cacau na parte frontal da embalagem
mudanças nas classificações como “amargo” e “meio amargo”
Segundo o relator, a proposta busca dar mais transparência ao consumidor diante de produtos com baixo teor de cacau vendidos como chocolate.
Indústria é contra
A indústria afirma apoiar a transparência, mas critica alterações feitas na Câmara, que, segundo o setor, podem gerar distorções.
“A indústria sempre foi muito a favor da transparência, de elevar a qualidade do chocolate brasileiro. A gente tinha um texto consensuado com toda a cadeia produtiva, mas algumas mudanças feitas na Câmara nos preocupam”, afirmou o presidente executivo da Abicab, Jaime Recena.
Para o executivo, um dos principais pontos de alerta é a capacidade de oferta de cacau no Brasil. “Hoje a indústria precisa importar cerca de 20% a 30% do cacau para suprir a demanda. A partir do momento que aumenta a exigência, a gente vai precisar importar mais”, explicou.
Recena também destaca que mudanças nos parâmetros podem impactar diretamente os produtos. “Algumas modificações podem alterar sabores e características dos chocolates. A gente precisa entender melhor esses pontos para encontrar uma solução equilibrada”, disse.
Produtores defendem regras mais rígidas
Do lado dos produtores, o projeto é visto como uma resposta a um problema estrutural da cadeia: a substituição do cacau por outros ingredientes e a pressão das importações.
“Existem muitos produtos hoje com substituição do cacau. Isso fez com que houvesse uma retração na demanda por cacau acima de 20%”, afirmou a vice-presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Eunice Gutzeit.
Ela também criticou o avanço das importações, que, segundo a entidade, ocorre em um momento inadequado para o setor.
“Hoje temos importações desnecessárias em um momento inadequado, inclusive com riscos fitossanitários”, alertou.
Eunice cita preocupações com a flexibilização de regras sanitárias. “A instrução normativa 125 não segue protocolos tão rigorosos quanto antes. Já foi constatado que existe risco fitossanitário, mas mesmo assim não fomos atendidos”, disse.
Segundo ela, o Brasil já caminha para maior equilíbrio na produção e deveria ter critérios mais rígidos para importar. “O Brasil caminha para autossuficiência. Não faz sentido importar de qualquer forma, sem regras claras baseadas na previsão de safra”, afirmou.
Os produtores também defendem critérios mais rígidos para a definição do produto final. “Se não tem cacau, não é para ser chamado de chocolate. Não deveria usar termos como ‘sabor chocolate’ sem ter o mínimo do ingrediente”, disse Eunice.
Segundo ela, a redução do uso de cacau impacta diretamente a renda no campo. “O produtor está sendo penalizado. Hoje temos custo de produção entre R$ 18 e R$ 20, e estamos vendendo a R$ 9 ou R$ 10”, afirmou.
Sustentabilidade
Além da questão econômica, os produtores destacam o papel ambiental da cultura do cacau. “A cacauicultura mantém a floresta em pé. É uma cultura cultivada dentro dos biomas, como a Mata Atlântica e a Amazônia”, explicou Eunice.
Na prática, o cacau é produzido em sistemas agroflorestais, integrados à vegetação nativa, o que permite gerar renda sem desmatamento.
Por isso, segundo ela, o aumento do teor de cacau nos produtos pode ter impacto direto na conservação ambiental.
“Quando o consumidor escolhe um chocolate com mais cacau, ele ajuda o produtor e ajuda a manter a floresta em pé”, afirmou.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) iniciou, na terça-feira (24), a série de encontros regionais para levantar propostas do setor ao Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027. A primeira reunião reuniu representantes da região Norte.
O encontro foi coordenado pela Comissão Nacional de Política Agrícola da entidade e contou com a participação de federações de agricultura. A proposta é mapear as principais demandas dos produtores em temas como crédito rural, comercialização, mercado de capitais e gestão de riscos.
Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, os debates buscam atualizar as prioridades do setor diante de mudanças no cenário. Ele destacou que parte das demandas apresentadas no último ciclo não foi atendida pelo governo.
Dados apresentados pela entidade mostram que, até fevereiro, a contratação de recursos do Plano Safra 2025/2026 caiu 13% em relação à temporada anterior.
De acordo com Rios, o resultado reflete o aumento do endividamento no campo, além de entraves como burocracia e redução de limites de crédito nas instituições financeiras.
“Muitos produtores têm recorrido a fontes privadas, mesmo com taxas mais altas, em razão do endurecimento do mercado de crédito, redução de limites e exigência de garantias mais robustas”, afirmou.
Mudanças regulatórias e aumento da inadimplência
O assessor também apontou impactos da Resolução CMN 4.966, em vigor desde janeiro de 2025, que alterou as regras de provisionamento de perdas pelas instituições financeiras.
A mudança ocorreu em um momento de alta da inadimplência no agro, o que elevou a cautela dos agentes financeiros.
Segundo ele, o cenário inclui aumento de recuperações judiciais, falta de instrumentos eficientes de gestão de riscos e dificuldades na execução de garantias.
A inadimplência do crédito rural com taxas de mercado chegou a 13,47% em janeiro de 2026 — o maior nível da série histórica iniciada em 2011.
Demandas da região Norte
Entre os principais pontos levantados pelos representantes da região Norte estão o reforço de recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e ajustes no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Também foram citados desafios como a falta de produtos financeiros adequados à realidade regional, além de entraves relacionados à regularização fundiária e questões ambientais que dificultam o acesso ao crédito.
Próximos passos
Os encontros serão realizados em todas as regiões do país. A próxima reunião está marcada para quinta-feira (26), com produtores da região Sul.
As contribuições serão consolidadas em um documento a ser entregue ao governo federal como base para a elaboração do Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, cuja vigência começa em julho.
A prévia da inflação oficial do mês de março ficou em 0,44%, pressionada pelo preço dos alimentos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado, contudo, mostra perda de força em relação ao 0,84% apurado em fevereiro.
A prévia ficou abaixo também do índice medido em março de 225 (0,64%). Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,9%, dentro da meta do governo, que tolera até 4,5% ao ano.
Os nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta na passagem de fevereiro para março. O destaque fica por conta do segmento alimentos e bebidas, com elevação média dos preços de 0,88%, o que representou impacto de 0,19 ponto percentual (p.p.) no IPCA-15.
Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 p.p.)
Habitação: 0,24% (0,04 p.p.)
Artigos de residência: 0,37% (0,01 p.p.)
Vestuário: 0,47% (0,02 p.p.)
Transportes: 0,21% (0,04 p.p.)
Saúde e cuidados pessoais: 0,36% (0,05 p.p.)
Despesas pessoais: 0,82% (0,09 p.p.)
Educação: 0,05% (0,00 p.p.)
Comunicação: 0,03% (0,00 p.p.)
Alimentos
Dentro do grupo alimentação e bebidas, o conjunto de preços da chamada alimentação no domicílio ficou 1,10% mais caro. Em fevereiro havia sido 0,09 p.p.
Contribuíram para esse resultado as altas do açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). O IBGE destaca que, em termos de peso na inflação mensal, as carnes representaram impacto de 0,04 p.p.; já o leite, 0,03 p.p.
Com os aumentos de dois dígitos, o feijão e o açaí contribuíram, cada um, com 0,02 p.p. do índice em março.
A alimentação fora do domicílio subiu 0,35% em março, superando a expansão observada em fevereiro (0,46%).
Mais influências
De todos os 377 subitens (produtos e serviços) pesquisados pelo IBGE, o que exerceu maior pressão de alta individual no IPCA-15 foram as passagens aéreas, que subiram 5,94% no mês (impacto de 0,05 p.p.)
Na prévia de março, os combustíveis apresentaram deflação de 0,03%, ou seja, na média, houve redução de preço.
O IBGE apontou os seguintes comportamentos: gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). Já o óleo diesel teve variação positiva de 3,77%.
Guerra no Irã
O preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, como diesel, gás e gasolina, estão sendo observados com atenção em março por autoridades, profissionais do setor e motoristas por causa da guerra no Irã, que tem levado distúrbios à cadeia global de petróleo.
Aqui no Brasil a Petrobras chegou a anunciar reajuste no diesel em R$ 0,38 por litro, e o governo adotou medidas para suavizar a escalada de preços, incluindo a zeragem de alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais incidentes sobre o diesel.
O diesel, utilizado por ônibus, caminhões e tratores, é o derivado que mais sente a pressão internacional. Um dos motivos é que o Brasil importa 30% do óleo que consome.
IPCA-15 x IPCA
O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.
A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 13 de fevereiro a 17 de março.
Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.
O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju).
O IPCA cheio de março será divulgado em 10 de abril.
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O Ministério da Agricultura e Pecuária realizou, na terça-feira (24), a entrega de máquinas e equipamentos a municípios de Santa Catarina, com foco na melhoria da infraestrutura rural. A ação foi conduzida por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado (SFA-SC).
A iniciativa integra o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), voltado ao apoio direto aos municípios e ao fortalecimento do setor agropecuário. Segundo o ministério, o objetivo é ampliar a capacidade operacional das prefeituras e contribuir para o desenvolvimento das atividades no campo.
Foram entregues oito caminhões caçamba, dois caminhões-pipa e uma motoniveladora, destinados a ações como manutenção de estradas rurais, escoamento da produção e atendimento às comunidades do interior. O investimento total foi de R$ 5,09 milhões, com recursos provenientes de emenda parlamentar.
Os equipamentos foram destinados aos municípios de Quilombo, São José do Cerrito, Lontras, Catanduvas, Rio dos Cedros, Caçador, Bom Retiro, Fraiburgo, Caxambu do Sul, Araranguá e Rio do Campo.
A solenidade contou com a presença do secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, que representou o ministro Carlos Fávaro. De acordo com a pasta, a ação “reforça o compromisso com o desenvolvimento regional e o fortalecimento da agricultura, promovendo melhores condições de trabalho no campo e contribuindo diretamente para a qualidade de vida dos produtores rurais”.
João Edegar Pretto, presidente Conab, durante sessão solene na Câmara. Foto: Andressa Anhoelete/Agência Senado
O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, anunciou sua saída do cargo nesta quarta-feira (25), durante a apresentação do balanço de gestão da estatal, em Brasília (DF). Para substituí-lo, foi indicado o atual diretor de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto.
Segundo o levantamento apresentado pela estatal, as políticas executadas entre 2023 e 2025 geraram um retorno de R$ 18,4 bilhões à sociedade, o equivalente a R$ 8,78 para cada R$ 1 investido.
Ao anunciar a saída, Pretto destacou o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao campo, especialmente para a agricultura familiar. Segundo ele, a gestão ampliou o alcance das ações federais, garantindo apoio aos produtores e contribuindo para o acesso da população a alimentos de qualidade com preços mais acessíveis.
“Fizemos uma gestão muito positiva, chegando aos trabalhadores rurais e fortalecendo a produção e o acesso a alimentos”, afirmou.
Novo presidente
O sucessor, Silvio Porto, já atuava como diretor de Política Agrícola e Informações da companhia e participou diretamente das estratégias adotadas nos últimos anos.
Durante o evento, ele destacou que os resultados apresentados reforçam a relevância da Conab para o abastecimento e a segurança alimentar no país.
A escolha sinaliza uma continuidade das políticas implementadas até agora, especialmente nas áreas de apoio à comercialização e fortalecimento da agricultura familiar.
As negociações para um possível cessar-fogo no conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel seguem em andamento, mas ainda cercadas por impasses, pressões e condições estratégicas de todos os lados.
Nos bastidores, há sinais de avanço diplomático. Ao mesmo tempo, declarações públicas e exigências militares mostram que o caminho para um acordo ainda é incerto.
Irã condiciona acordo à inclusão do Líbano
O Irã deixou claro a mediadores internacionais que qualquer acordo de cessar-fogo precisa incluir o Líbano, ampliando o escopo das negociações para além do confronto direto com Israel e os Estados Unidos.
A exigência está diretamente ligada ao Hezbollah, grupo aliado de Teerã que entrou no conflito em apoio ao país iraniano. A inclusão do Líbano no acordo é vista pelo Irã como essencial para garantir proteção aos seus aliados na região.
Enquanto isso, Israel mantém a posição de tratar os conflitos como frentes separadas e evita negociações diretas com o governo iraniano. Já os Estados Unidos defendem o desarmamento do Hezbollah como condição central para a estabilidade regional.
Mediação internacional tenta destravar diálogo
Diante do cenário de tensão, países como Paquistão, Egito e Turquia atuam como intermediários para manter canais de comunicação entre as partes.
Um dos sinais mais relevantes de avanço ocorreu quando Israel retirou duas autoridades iranianas de alto escalão, o chanceler Abbas Araqchi e o presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos.
A decisão foi tomada após pressão indireta dos Estados Unidos, a partir de um alerta do Paquistão de que a eliminação dessas lideranças poderia inviabilizar qualquer negociação.
A medida é vista como uma tentativa de preservar interlocutores-chave e manter viva a possibilidade de diálogo diplomático, ainda que temporariamente.
Proposta dos EUA
No centro das negociações está uma proposta americana de 15 pontos, enviada ao Irã por meio do Paquistão.
O plano inclui exigências como:
eliminação de estoques de urânio altamente enriquecido
interrupção do programa nuclear
restrições ao desenvolvimento de mísseis balísticos
redução do apoio a grupos aliados na região
Até o momento, o Irã não rejeitou formalmente a proposta, mas afirma que ainda está em fase de análise e nega a existência de negociações diretas em andamento.
Declarações de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao cobrar uma resposta mais rápida do governo iraniano.
Em publicação nas redes sociais, afirmou que o Irã deveria levar a proposta “mais a sério”, indicando que o tempo para negociação pode ser limitado.
Apesar da pressão pública, o posicionamento de Teerã segue cauteloso, mantendo o discurso de análise técnica da proposta, sem assumir compromisso com um acordo imediato.