quinta-feira, março 26, 2026

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Edegar Pretto deixa presidência da Conab e Silvio Porto é anunciado como substituto


João Edegar Pretto, presidente Conab Fonte: Agência Câmara de Notícias
João Edegar Pretto, presidente Conab, durante sessão solene na Câmara. Foto: Andressa Anhoelete/Agência Senado

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, anunciou sua saída do cargo nesta quarta-feira (25), durante a apresentação do balanço de gestão da estatal, em Brasília (DF). Para substituí-lo, foi indicado o atual diretor de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto.

Segundo o levantamento apresentado pela estatal, as políticas executadas entre 2023 e 2025 geraram um retorno de R$ 18,4 bilhões à sociedade, o equivalente a R$ 8,78 para cada R$ 1 investido.

Ao anunciar a saída, Pretto destacou o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao campo, especialmente para a agricultura familiar.
Segundo ele, a gestão ampliou o alcance das ações federais, garantindo apoio aos produtores e contribuindo para o acesso da população a alimentos de qualidade com preços mais acessíveis.

“Fizemos uma gestão muito positiva, chegando aos trabalhadores rurais e fortalecendo a produção e o acesso a alimentos”, afirmou.

Novo presidente

O sucessor, Silvio Porto, já atuava como diretor de Política Agrícola e Informações da companhia e participou diretamente das estratégias adotadas nos últimos anos.

Durante o evento, ele destacou que os resultados apresentados reforçam a relevância da Conab para o abastecimento e a segurança alimentar no país.

A escolha sinaliza uma continuidade das políticas implementadas até agora, especialmente nas áreas de apoio à comercialização e fortalecimento da agricultura familiar.

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Negociações avançam sob tensão: Irã, EUA e Israel buscam caminho para cessar-fogo no Oriente Médio


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

As negociações para um possível cessar-fogo no conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel seguem em andamento, mas ainda cercadas por impasses, pressões e condições estratégicas de todos os lados.

Nos bastidores, há sinais de avanço diplomático. Ao mesmo tempo, declarações públicas e exigências militares mostram que o caminho para um acordo ainda é incerto.

Irã condiciona acordo à inclusão do Líbano

O Irã deixou claro a mediadores internacionais que qualquer acordo de cessar-fogo precisa incluir o Líbano, ampliando o escopo das negociações para além do confronto direto com Israel e os Estados Unidos.

A exigência está diretamente ligada ao Hezbollah, grupo aliado de Teerã que entrou no conflito em apoio ao país iraniano. A inclusão do Líbano no acordo é vista pelo Irã como essencial para garantir proteção aos seus aliados na região.

Enquanto isso, Israel mantém a posição de tratar os conflitos como frentes separadas e evita negociações diretas com o governo iraniano. Já os Estados Unidos defendem o desarmamento do Hezbollah como condição central para a estabilidade regional.

Diante do cenário de tensão, países como Paquistão, Egito e Turquia atuam como intermediários para manter canais de comunicação entre as partes.

Um dos sinais mais relevantes de avanço ocorreu quando Israel retirou duas autoridades iranianas de alto escalão, o chanceler Abbas Araqchi e o presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos.

A decisão foi tomada após pressão indireta dos Estados Unidos, a partir de um alerta do Paquistão de que a eliminação dessas lideranças poderia inviabilizar qualquer negociação.

A medida é vista como uma tentativa de preservar interlocutores-chave e manter viva a possibilidade de diálogo diplomático, ainda que temporariamente.

Proposta dos EUA

No centro das negociações está uma proposta americana de 15 pontos, enviada ao Irã por meio do Paquistão.

O plano inclui exigências como:

  • eliminação de estoques de urânio altamente enriquecido
  • interrupção do programa nuclear
  • restrições ao desenvolvimento de mísseis balísticos
  • redução do apoio a grupos aliados na região

Até o momento, o Irã não rejeitou formalmente a proposta, mas afirma que ainda está em fase de análise e nega a existência de negociações diretas em andamento.

Declarações de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao cobrar uma resposta mais rápida do governo iraniano.

Em publicação nas redes sociais, afirmou que o Irã deveria levar a proposta “mais a sério”, indicando que o tempo para negociação pode ser limitado.

Apesar da pressão pública, o posicionamento de Teerã segue cauteloso, mantendo o discurso de análise técnica da proposta, sem assumir compromisso com um acordo imediato.

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Por que o açúcar reagiu à crise do petróleo



O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados


O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados
O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados – Foto: Pixabay

A recente volatilidade nos mercados internacionais de energia e de commodities agrícolas tem reforçado a relação entre diferentes cadeias produtivas. As oscilações nos preços do petróleo e do açúcar voltaram a chamar atenção diante de movimentos simultâneos registrados ao longo de março.

Segundo análise do Rabobank, no dia 9 de março, em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, o petróleo Brent chegou próximo de USD 120 por barril, enquanto os contratos futuros do açúcar bruto na ICE, com vencimento em maio de 2026, atingiram máxima intradiária de 14,64 centavos de dólar por libra-peso, encerrando o dia a 14,59 centavos, então um dos níveis mais altos do ano. Já em 24 de março, o petróleo recuava para a faixa de USD 100 por barril, enquanto o açúcar avançava para perto de 15,50 centavos por libra-peso.

O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados, especialmente por meio do setor de combustíveis no Brasil. A dinâmica envolve a decisão das usinas sobre o direcionamento da cana-de-açúcar entre a produção de açúcar e etanol, influenciada diretamente pela competitividade dos combustíveis fósseis.

Com a alta do petróleo, o etanol tende a se tornar mais competitivo em relação à gasolina, elevando a demanda pelo biocombustível. Esse cenário incentiva as usinas brasileiras a destinarem maior volume de cana para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar no mercado internacional.

A análise aponta que o atual patamar do petróleo, ainda que abaixo do pico observado no início do mês, permanece suficiente para sustentar essa dinâmica. Dessa forma, o cenário de preços elevados do petróleo, impulsionado pelo conflito, contribui para um viés de alta no mercado de açúcar, ao limitar a disponibilidade global do produto.

 





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Diesel dispara mais de 20% em março e puxa alta dos combustíveis no Brasil


diesel, biodiesel
Foto: Pixabay

Os preços dos combustíveis registraram alta generalizada no Brasil em março, com destaque para o diesel S-10, que acumulou avanço de 20,9% na média nacional até a terceira semana do mês, em comparação com o fim de fevereiro.

Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nas capitais, a alta foi um pouco menor, mas ainda expressiva, de 16,4%.

Diesel lidera alta

O diesel S-10 foi o combustível que mais subiu no período. O preço médio nacional saltou de R$ 6,18 para R$ 7,47 por litro.

A gasolina comum também avançou, com alta de 6,11%, passando de R$ 6,38 para R$ 6,77. Já o etanol hidratado teve aumento mais moderado, de 1,74%, saindo de R$ 4,70 para R$ 4,79.

Nas capitais, o movimento foi semelhante, porém menos intenso. O diesel subiu de R$ 6,22 para R$ 7,24 por litro, enquanto a gasolina passou de R$ 6,37 para R$ 6,75. O etanol variou de R$ 4,80 para R$ 4,84.

Alta do petróleo pressiona preços

O avanço dos combustíveis ocorre em meio à forte valorização do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, referência para o Brasil, acumulou alta de 40,6% em cerca de um mês. Apesar de já ter recuado em relação aos picos recentes, quando superou os US$ 110, o nível ainda pressiona os preços internos.

Esse movimento é influenciado principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O impacto da alta do petróleo é mais imediato sobre gasolina e diesel, enquanto no etanol ocorre de forma indireta.

No caso do diesel, a pressão é ainda maior, já que o Brasil depende significativamente de importações para atender à demanda interna, o que amplia a sensibilidade aos preços internacionais.

Estados registram altas mais intensas

No recorte regional, alguns estados apresentaram aumentos acima da média nacional. Entre os destaques estão:

  • Tocantins: +29,7% (+R$ 1,79)
  • Bahia: +29,1% (+R$ 1,78)
  • Goiás: +28,9% (+R$ 1,77)
  • Paraná: +26,6% (+R$ 1,59)
  • São Paulo: +21,8% (+R$ 1,35)
  • Santa Catarina: +21,8% (+R$ 1,32)
  • Piauí: +20,9% (+R$ 1,30)

A variação nos reajustes entre os estados está ligada a fatores logísticos e econômicos.

Regiões mais distantes de refinarias e portos de importação tendem a enfrentar custos mais elevados, especialmente com frete rodoviário, o que encarece o combustível ao longo da cadeia de distribuição.

Além disso, fatores como nível de estoques, concorrência entre postos e demanda regional — especialmente em áreas com forte atividade agrícola, também influenciam o ritmo de repasse ao consumidor.

A atuação de refinarias privadas, que ajustam preços de forma mais rápida em resposta ao mercado internacional, também contribui para ampliar as diferenças regionais, principalmente no diesel.

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Quinta-feira tem clima abafado, pancadas de chuva e risco de temporais


A quinta-feira (26) será marcada por instabilidade em grande parte do Brasil, com pancadas de chuva que podem variar de moderadas a fortes, segundo análise meteorológica. A atuação de sistemas como cavado, umidade elevada e um vórtice ciclônico em altos níveis (VCAN) mantém o cenário de atenção, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Além da chuva, o calor e a sensação de abafamento predominam em diversas áreas do país.

Sul

No Sul, a chuva começa pelo litoral do Rio Grande do Sul, atingindo áreas como a Região Metropolitana de Porto Alegre e a Costa Doce, com intensidade moderada a forte desde a manhã.

Ao longo do dia, a instabilidade avança para o interior do estado, além de áreas de Santa Catarina e do Paraná, impulsionada pela combinação de umidade, calor e um cavado em níveis médios da atmosfera.

Há previsão de pancadas moderadas a fortes, especialmente no interior e norte da região.

À noite, a tendência é de diminuição das instabilidades, embora ainda haja chuva isolada no Paraná e no litoral gaúcho.

Sudeste

No Sudeste, a chuva se intensifica ao longo do dia, principalmente em Minas Gerais e São Paulo.

As pancadas ocorrem com maior intensidade no Triângulo Mineiro, norte e oeste de Minas, além de grande parte do território paulista. No sul do Rio de Janeiro e no litoral do Espírito Santo, também há previsão de chuva mais forte.

Destaque para rajadas de vento entre 40 e 50 km/h na Região dos Lagos (RJ).

Centro-Oeste

A presença do VCAN e a alta umidade mantêm o tempo instável no Centro-Oeste.

Chove desde cedo em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com pancadas moderadas a fortes. Há risco de temporais, principalmente no oeste e centro-sul de Mato Grosso e em áreas do Mato Grosso do Sul.

Mesmo com a chuva, o calor segue predominando ao longo do dia.

Nordeste

No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua influenciando o clima, com pancadas de chuva no litoral norte e em áreas do interior.

Há previsão de chuva moderada a forte em estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, além de trechos do litoral entre Pernambuco e Sergipe.

Em outras áreas, as precipitações são mais fracas e o calor predomina.

Norte

Na Região Norte, a umidade elevada favorece pancadas de chuva desde cedo, principalmente no Pará, Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

Ao longo do dia, as instabilidades ganham força, com previsão de chuva moderada a forte e possibilidade de temporais isolados. A sensação de abafamento segue predominante em toda a região.

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Avanço nas negociações entre EUA e Irã provoca alta das bolsas e queda do petróleo


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (26), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a expectativa de avanço nas negociações entre EUA e Irã sustentou a recuperação dos mercados globais, com alta das bolsas em NY, queda dos Treasuries e petróleo abaixo de US$ 100.

No Brasil, o Ibovespa subiu 1,6% aos 185 mil pontos e o dólar recuou para R$ 5,22, com entrada de fluxo estrangeiro. A curva de juros devolveu prêmios, apesar do ambiente ainda volátil e dependente do noticiário geopolítico. Hoje, o foco é o IPCA-15 e indicadores do BC, além de dados de atividade e trabalho nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Custos da safra dão salto em poucas semanas


O mercado de defensivos agrícolas tem registrado oscilações recentes nos preços internacionais, refletindo mudanças no cenário global de insumos. Segundo análise de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, com base em dados da Agrinvest Commodities, já há sinais consistentes de valorização nos principais princípios ativos negociados na China.

Levantamento dos últimos 30 dias mostra alta generalizada entre diferentes moléculas. O glifosato 95% avançou 19%, passando de US$ 3,45 para US$ 4,10. O 2,4-D 97% subiu 18%, enquanto o diquat 40% teve elevação de 17%. Produtos como metribuzim e glufosinato também registraram aumentos relevantes, de 11% e 7%, respectivamente. Outros itens, como cletodim, imazethapyr e picloram, apresentaram altas mais moderadas, variando entre 4% e 5%.

O movimento ocorre em um contexto de impacto indireto da guerra sobre cadeias globais, embora a dinâmica dos defensivos seja distinta da observada em fertilizantes. Ainda assim, a tendência de alta na China já começa a influenciar as discussões no Brasil, onde o mercado tenta diferenciar o que é efeito especulativo e o que tem आधार em fundamentos.

Há cerca de um mês e meio, o cenário era oposto, com quedas relevantes em produtos como o cletodim, em um momento em que os preços atingiam mínimas históricas. A reversão recente reforça a importância de acompanhar a formação internacional de preços, especialmente porque o Brasil depende quase integralmente de importações.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da formação de custos da safra 2026/27. Nos últimos cinco meses, o custo total com insumos, incluindo fertilizantes, sementes e defensivos, já aumentou mais de 3,5 sacas por hectare, pressionando o planejamento do produtor rural.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

O que os dados escondem sobre os riscos no Brasil



Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas


Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas
Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas – Foto: Pixabay

A percepção de riscos globais varia conforme o nível de desenvolvimento e o contexto de cada país. Segundo o Munich Security Conference, economias menos desenvolvidas tendem a priorizar mudanças climáticas e eventos extremos, enquanto países mais ricos concentram preocupações em cibersegurança, crises econômicas e tensões geopolíticas.

O Munich Security Index 2026 mostra o Brasil com índices elevados para mudanças climáticas e incêndios florestais, liderando a lista de preocupações nacionais. Em contraste, Alemanha e Reino Unido apontam ciberataques como principal risco, enquanto Estados Unidos e Japão destacam crises econômicas e instabilidade política.

Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas. Ainda assim, no caso brasileiro, os dados territoriais indicam um cenário mais equilibrado. Estudos apresentados pela Embrapa Territorial na COP30 mostram que cerca de 65% do território nacional permanece com vegetação nativa, enquanto menos de um terço é ocupado pela agropecuária, com participação dos produtores na preservação.

Para Gustavo Spadotti A. Castro, chefe-geral da Embrapa Territorial, o país demonstra que é possível conciliar produção e conservação em larga escala. A análise reforça que percepção de risco e realidade nem sempre caminham juntas, o que amplia a importância de decisões baseadas em dados qualificados.

“Traduzir o que está no território (produção, uso da terra, riscos reais etc) em informação qualificada para decisão. Mo fim, o maior risco não é aquele que mais aparece no debate. É aquele que não está sendo corretamente compreendido!”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

A crise atual não é de petróleo, diz especialista



Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto


Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto
Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto – Foto: Pixabay

O cenário internacional tem direcionado atenções para questões energéticas, mas movimentos recentes no mercado de insumos agrícolas indicam um risco menos visível e potencialmente mais amplo. Segundo análise de José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, a atual pressão global está concentrada na oferta de nutrientes essenciais à produção de alimentos.

Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto. A Rússia, um dos principais exportadores globais de nitrato de amônio, suspendeu temporariamente suas exportações para priorizar o abastecimento interno. Paralelamente, a China ampliou restrições sobre embarques de fertilizantes, incluindo produtos NPK e fosfatados como MAP e DAP, reduzindo a oferta disponível no mercado internacional.

Esse movimento ocorre enquanto o foco global permanece voltado à energia, criando um descompasso entre atenção política e riscos efetivos. Na prática, o sistema alimentar começa a enfrentar limitações silenciosas que podem comprometer a produtividade agrícola em escala global.

A avaliação aponta que a próxima crise pode estar relacionada diretamente à capacidade de produção no campo. Diferentemente do petróleo, que conta com estoques estratégicos em diversos países, os fertilizantes ainda não são tratados com a mesma prioridade, apesar de seu papel central na garantia de oferta de alimentos.

No caso brasileiro, o cenário é particularmente sensível. O país consome cerca de 45 milhões de toneladas de fertilizantes por ano e depende majoritariamente de importações. Mesmo com avanços institucionais recentes, como a Lei 14.385/22, ainda não há estoques estratégicos relevantes que protejam o setor.

Sem essa proteção, o Brasil pode enfrentar um duplo impacto na safra 2026/27, com redução de produtividade e elevação de custos. A análise reforça que a segurança alimentar começa antes do plantio, no acesso aos nutrientes, que se tornam cada vez mais escassos no cenário atual.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil já lidera em bioinsumos, mas precisa consolidar avanço da indústria, afirma presidente da ANPII Bio


O mercado de bioinsumos segue em expansão no Brasil, mas ainda enfrenta desafios para ganhar escala nacional. Durante o 3º Workshop de Inteligência de Mercado da ANPII Bio, Thiago Delgado, presidente da entidade, afirmou que o principal entrave está na eficiência dos produtos biológicos frente aos defensivos químicos, embora o país já ocupe posição de liderança no setor.

Eficiência ainda é o principal desafio

Na avaliação de Thiago Delgado, o avanço dos bioinsumos no país depende, прежде de tudo, da capacidade de a indústria entregar soluções com desempenho equivalente — ou superior — ao dos produtos químicos convencionais.

“O principal gargalo hoje é que nós precisamos ter bioinsumos que tenham efeito, seja de controle ou seja de promoção de crescimento ou de solubilização, mais eficientes. Ao ponto da gente conseguir, por exemplo, substituir um bioinseticida, um inseticida químico, ou substituir um fungicida químico”, afirmou.

Segundo ele, hoje os produtos biológicos ainda atuam majoritariamente dentro de um sistema de manejo integrado, convivendo com os químicos em vez de substituí-los por completo. Para Delgado, esse quadro tende a mudar à medida que novas tecnologias entreguem resultados mais consistentes no campo.

Um dos exemplos citados por ele é o segmento de nematicidas. “Os nematicidas tiveram um controle melhor que os químicos e ocupam hoje mais de 80% do mercado de controle de nematoides”, disse. Para o presidente da ANPII Bio, esse caso mostra que, quando o produto biológico alcança alto nível de eficiência, a adoção cresce de forma acelerada.

Thiago Delgado ressalta que o Brasil reúne condições únicas para se firmar de forma definitiva como líder global em bioinsumos. Entre os fatores favoráveis, ele destaca a biodiversidade, a pressão tropical de pragas e doenças e a capacidade técnica instalada em pesquisa pública e privada. “O Brasil tem todas as possibilidades para isso”, afirmou. “A gente tem uma natureza de país tropical muito rica em diversidade de micro-organismos”, acrescentou.

De acordo com ele, o ambiente tropical brasileiro, embora mais desafiador do ponto de vista fitossanitário, também impulsiona o desenvolvimento de soluções mais robustas e adaptadas às condições reais de produção. Isso vale tanto para doenças quanto para insetos-praga, cujos ciclos são mais rápidos no país.

“Aqui os ciclos dos micro-organismos, dos insetos, eles são muito mais acelerados”, explicou. Para Delgado, essa característica obriga a indústria a inovar com mais velocidade e eficiência, o que acaba se convertendo em vantagem competitiva.

Ele também ressaltou a qualidade da base de pesquisa nacional. “Nós temos pesquisas, sejam privadas, sejam estatais, institutos de pesquisas muito bons. A gente saiu na frente realmente dos concorrentes”, afirmou. O Brasil já ocupa posição de destaque global, mas ainda precisa transformar essa vantagem em liderança consolidada. “nós já temos a liderança. Agora temos que consolidar essa liderança de forma definitiva”, disse. Segundo ele, trata-se de “um ativo muito bom para o agronegócio brasileiro”.

Outro ponto abordado por Thiago Delgado foi o avanço das grandes multinacionais sobre o mercado de bioinsumos. Na leitura dele, esse movimento é impulsionado pela percepção de que os biológicos podem reduzir espaço de segmentos já consolidados, como defensivos químicos e fertilizantes minerais.

Segundo Delgado, empresas globais ligadas a químicos enxergam os bioinsumos como parte de uma nova agenda de controle de pragas e doenças. Já as multinacionais de fertilizantes acompanham de perto o avanço de tecnologias como os solubilizadores de fósforo, que também podem alterar a dinâmica de mercado.

Ainda assim, ele avalia que há espaço para coexistência entre grandes grupos e empresas menores, desde que estas últimas apostem em especialização e base técnica sólida. “Eu acredito que vai haver espaço para as pequenas que levarem uma pesquisa séria, que se tornarem especialistas em determinados segmentos ou produtos. E eu vejo a possibilidade de coexistir os dois negócios”, disse.

Por outro lado, Delgado reconhece que as multinacionais entram no setor com forte capacidade de investimento e devem conquistar fatia relevante do mercado. “Sem dúvida que as multinacionais estão vindo com alto investimento e elas vão conseguir um mercado importante”, declarou.

 





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