Diesel dispara mais de 20% em março e puxa alta dos combustíveis no Brasil

Os preços dos combustíveis registraram alta generalizada no Brasil em março, com destaque para o diesel S-10, que acumulou avanço de 20,9% na média nacional até a terceira semana do mês, em comparação com o fim de fevereiro.
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Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nas capitais, a alta foi um pouco menor, mas ainda expressiva, de 16,4%.
Diesel lidera alta
O diesel S-10 foi o combustível que mais subiu no período. O preço médio nacional saltou de R$ 6,18 para R$ 7,47 por litro.
A gasolina comum também avançou, com alta de 6,11%, passando de R$ 6,38 para R$ 6,77. Já o etanol hidratado teve aumento mais moderado, de 1,74%, saindo de R$ 4,70 para R$ 4,79.
Nas capitais, o movimento foi semelhante, porém menos intenso. O diesel subiu de R$ 6,22 para R$ 7,24 por litro, enquanto a gasolina passou de R$ 6,37 para R$ 6,75. O etanol variou de R$ 4,80 para R$ 4,84.
Alta do petróleo pressiona preços
O avanço dos combustíveis ocorre em meio à forte valorização do petróleo no mercado internacional.
O barril do tipo Brent, referência para o Brasil, acumulou alta de 40,6% em cerca de um mês. Apesar de já ter recuado em relação aos picos recentes, quando superou os US$ 110, o nível ainda pressiona os preços internos.
Esse movimento é influenciado principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O impacto da alta do petróleo é mais imediato sobre gasolina e diesel, enquanto no etanol ocorre de forma indireta.
No caso do diesel, a pressão é ainda maior, já que o Brasil depende significativamente de importações para atender à demanda interna, o que amplia a sensibilidade aos preços internacionais.
Estados registram altas mais intensas
No recorte regional, alguns estados apresentaram aumentos acima da média nacional. Entre os destaques estão:
- Tocantins: +29,7% (+R$ 1,79)
- Bahia: +29,1% (+R$ 1,78)
- Goiás: +28,9% (+R$ 1,77)
- Paraná: +26,6% (+R$ 1,59)
- São Paulo: +21,8% (+R$ 1,35)
- Santa Catarina: +21,8% (+R$ 1,32)
- Piauí: +20,9% (+R$ 1,30)
A variação nos reajustes entre os estados está ligada a fatores logísticos e econômicos.
Regiões mais distantes de refinarias e portos de importação tendem a enfrentar custos mais elevados, especialmente com frete rodoviário, o que encarece o combustível ao longo da cadeia de distribuição.
Além disso, fatores como nível de estoques, concorrência entre postos e demanda regional — especialmente em áreas com forte atividade agrícola, também influenciam o ritmo de repasse ao consumidor.
A atuação de refinarias privadas, que ajustam preços de forma mais rápida em resposta ao mercado internacional, também contribui para ampliar as diferenças regionais, principalmente no diesel.
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