quinta-feira, março 26, 2026

News

AgroNewsPolítica & Agro

O que os dados escondem sobre os riscos no Brasil



Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas


Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas
Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas – Foto: Pixabay

A percepção de riscos globais varia conforme o nível de desenvolvimento e o contexto de cada país. Segundo o Munich Security Conference, economias menos desenvolvidas tendem a priorizar mudanças climáticas e eventos extremos, enquanto países mais ricos concentram preocupações em cibersegurança, crises econômicas e tensões geopolíticas.

O Munich Security Index 2026 mostra o Brasil com índices elevados para mudanças climáticas e incêndios florestais, liderando a lista de preocupações nacionais. Em contraste, Alemanha e Reino Unido apontam ciberataques como principal risco, enquanto Estados Unidos e Japão destacam crises econômicas e instabilidade política.

Essa diferença reflete não apenas percepções, mas realidades distintas. Ainda assim, no caso brasileiro, os dados territoriais indicam um cenário mais equilibrado. Estudos apresentados pela Embrapa Territorial na COP30 mostram que cerca de 65% do território nacional permanece com vegetação nativa, enquanto menos de um terço é ocupado pela agropecuária, com participação dos produtores na preservação.

Para Gustavo Spadotti A. Castro, chefe-geral da Embrapa Territorial, o país demonstra que é possível conciliar produção e conservação em larga escala. A análise reforça que percepção de risco e realidade nem sempre caminham juntas, o que amplia a importância de decisões baseadas em dados qualificados.

“Traduzir o que está no território (produção, uso da terra, riscos reais etc) em informação qualificada para decisão. Mo fim, o maior risco não é aquele que mais aparece no debate. É aquele que não está sendo corretamente compreendido!”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

A crise atual não é de petróleo, diz especialista



Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto


Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto
Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto – Foto: Pixabay

O cenário internacional tem direcionado atenções para questões energéticas, mas movimentos recentes no mercado de insumos agrícolas indicam um risco menos visível e potencialmente mais amplo. Segundo análise de José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, a atual pressão global está concentrada na oferta de nutrientes essenciais à produção de alimentos.

Duas decisões recentes ajudam a explicar esse contexto. A Rússia, um dos principais exportadores globais de nitrato de amônio, suspendeu temporariamente suas exportações para priorizar o abastecimento interno. Paralelamente, a China ampliou restrições sobre embarques de fertilizantes, incluindo produtos NPK e fosfatados como MAP e DAP, reduzindo a oferta disponível no mercado internacional.

Esse movimento ocorre enquanto o foco global permanece voltado à energia, criando um descompasso entre atenção política e riscos efetivos. Na prática, o sistema alimentar começa a enfrentar limitações silenciosas que podem comprometer a produtividade agrícola em escala global.

A avaliação aponta que a próxima crise pode estar relacionada diretamente à capacidade de produção no campo. Diferentemente do petróleo, que conta com estoques estratégicos em diversos países, os fertilizantes ainda não são tratados com a mesma prioridade, apesar de seu papel central na garantia de oferta de alimentos.

No caso brasileiro, o cenário é particularmente sensível. O país consome cerca de 45 milhões de toneladas de fertilizantes por ano e depende majoritariamente de importações. Mesmo com avanços institucionais recentes, como a Lei 14.385/22, ainda não há estoques estratégicos relevantes que protejam o setor.

Sem essa proteção, o Brasil pode enfrentar um duplo impacto na safra 2026/27, com redução de produtividade e elevação de custos. A análise reforça que a segurança alimentar começa antes do plantio, no acesso aos nutrientes, que se tornam cada vez mais escassos no cenário atual.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil já lidera em bioinsumos, mas precisa consolidar avanço da indústria, afirma presidente da ANPII Bio


O mercado de bioinsumos segue em expansão no Brasil, mas ainda enfrenta desafios para ganhar escala nacional. Durante o 3º Workshop de Inteligência de Mercado da ANPII Bio, Thiago Delgado, presidente da entidade, afirmou que o principal entrave está na eficiência dos produtos biológicos frente aos defensivos químicos, embora o país já ocupe posição de liderança no setor.

Eficiência ainda é o principal desafio

Na avaliação de Thiago Delgado, o avanço dos bioinsumos no país depende, прежде de tudo, da capacidade de a indústria entregar soluções com desempenho equivalente — ou superior — ao dos produtos químicos convencionais.

“O principal gargalo hoje é que nós precisamos ter bioinsumos que tenham efeito, seja de controle ou seja de promoção de crescimento ou de solubilização, mais eficientes. Ao ponto da gente conseguir, por exemplo, substituir um bioinseticida, um inseticida químico, ou substituir um fungicida químico”, afirmou.

Segundo ele, hoje os produtos biológicos ainda atuam majoritariamente dentro de um sistema de manejo integrado, convivendo com os químicos em vez de substituí-los por completo. Para Delgado, esse quadro tende a mudar à medida que novas tecnologias entreguem resultados mais consistentes no campo.

Um dos exemplos citados por ele é o segmento de nematicidas. “Os nematicidas tiveram um controle melhor que os químicos e ocupam hoje mais de 80% do mercado de controle de nematoides”, disse. Para o presidente da ANPII Bio, esse caso mostra que, quando o produto biológico alcança alto nível de eficiência, a adoção cresce de forma acelerada.

Thiago Delgado ressalta que o Brasil reúne condições únicas para se firmar de forma definitiva como líder global em bioinsumos. Entre os fatores favoráveis, ele destaca a biodiversidade, a pressão tropical de pragas e doenças e a capacidade técnica instalada em pesquisa pública e privada. “O Brasil tem todas as possibilidades para isso”, afirmou. “A gente tem uma natureza de país tropical muito rica em diversidade de micro-organismos”, acrescentou.

De acordo com ele, o ambiente tropical brasileiro, embora mais desafiador do ponto de vista fitossanitário, também impulsiona o desenvolvimento de soluções mais robustas e adaptadas às condições reais de produção. Isso vale tanto para doenças quanto para insetos-praga, cujos ciclos são mais rápidos no país.

“Aqui os ciclos dos micro-organismos, dos insetos, eles são muito mais acelerados”, explicou. Para Delgado, essa característica obriga a indústria a inovar com mais velocidade e eficiência, o que acaba se convertendo em vantagem competitiva.

Ele também ressaltou a qualidade da base de pesquisa nacional. “Nós temos pesquisas, sejam privadas, sejam estatais, institutos de pesquisas muito bons. A gente saiu na frente realmente dos concorrentes”, afirmou. O Brasil já ocupa posição de destaque global, mas ainda precisa transformar essa vantagem em liderança consolidada. “nós já temos a liderança. Agora temos que consolidar essa liderança de forma definitiva”, disse. Segundo ele, trata-se de “um ativo muito bom para o agronegócio brasileiro”.

Outro ponto abordado por Thiago Delgado foi o avanço das grandes multinacionais sobre o mercado de bioinsumos. Na leitura dele, esse movimento é impulsionado pela percepção de que os biológicos podem reduzir espaço de segmentos já consolidados, como defensivos químicos e fertilizantes minerais.

Segundo Delgado, empresas globais ligadas a químicos enxergam os bioinsumos como parte de uma nova agenda de controle de pragas e doenças. Já as multinacionais de fertilizantes acompanham de perto o avanço de tecnologias como os solubilizadores de fósforo, que também podem alterar a dinâmica de mercado.

Ainda assim, ele avalia que há espaço para coexistência entre grandes grupos e empresas menores, desde que estas últimas apostem em especialização e base técnica sólida. “Eu acredito que vai haver espaço para as pequenas que levarem uma pesquisa séria, que se tornarem especialistas em determinados segmentos ou produtos. E eu vejo a possibilidade de coexistir os dois negócios”, disse.

Por outro lado, Delgado reconhece que as multinacionais entram no setor com forte capacidade de investimento e devem conquistar fatia relevante do mercado. “Sem dúvida que as multinacionais estão vindo com alto investimento e elas vão conseguir um mercado importante”, declarou.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia elimina até 90% dos resíduos de pesticidas



25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade


Cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade
Cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade – Foto: Divulgação

A presença de resíduos químicos em alimentos segue como um dos principais desafios para a segurança alimentar, especialmente em produtos de origem vegetal consumidos diariamente. Mesmo com práticas convencionais de higienização, a remoção completa dessas substâncias ainda enfrenta limitações, o que mantém o tema em evidência entre especialistas e consumidores.

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária indicam que cerca de 25% dos alimentos vegetais analisados no país apresentam algum tipo de irregularidade, seja por níveis de agrotóxicos acima do permitido ou pela utilização de substâncias não autorizadas. Esse cenário evidencia a dificuldade de eliminação dos contaminantes apenas com lavagem em água corrente ou soluções tradicionais, sobretudo quando os compostos já estão aderidos ou parcialmente absorvidos pelos alimentos.

Nesse contexto, tecnologias baseadas em ozônio e plasma frio começam a se destacar como alternativas mais eficientes. Testes apontam que esses métodos podem reduzir em até 90% os resíduos de pesticidas, além de atuar na eliminação de microrganismos. O processo ocorre por meio da oxidação química, já que o ozônio reage com as moléculas presentes nos pesticidas, promovendo sua degradação sem gerar novos resíduos.

Segundo Bruno Mena, PhD em química e CEO da Wier, o ozônio apresenta capacidade de degradar essas substâncias de forma eficiente e segura, além de se decompor rapidamente em oxigênio após a reação. A tecnologia já vem sendo aplicada em etapas como pós-colheita e processamento, e também pode ser utilizada na higienização antes do consumo.

Além da redução de resíduos químicos, o método contribui para o controle microbiológico dos alimentos. O avanço dessas soluções acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, mais atento à qualidade e à segurança do que consome, o que tende a impulsionar a adoção de práticas mais eficientes ao longo da cadeia alimentar.

 





Source link

News

Alta do boi gordo ganha força com oferta restrita e demanda externa aquecida


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar elevação nos preços ao longo da semana, sustentado principalmente pela oferta restrita de animais terminados. Com menos disponibilidade, as escalas de abate seguem encurtadas, o que mantém o poder de barganha nas mãos dos pecuaristas.

Outro fator determinante para o movimento de alta está no ritmo acelerado das exportações de carne bovina, com forte atuação de compradores da China. Importadores chineses e exportadores brasileiros têm intensificado os embarques para garantir maior participação dentro da cota estabelecida pelo país asiático no início do ano.

No atual ritmo, a expectativa é de que essa cota destinada ao Brasil seja totalmente utilizada entre maio e julho. Caso isso se confirme, as exportações no terceiro trimestre podem perder força, impactando o fluxo de embarques.

Na B3, o pregão da última quarta-feira também refletiu esse cenário, com alta relevante nos principais contratos futuros. O movimento acompanha a valorização no mercado físico, onde já há registros de negociações próximas a R$ 360 por arroba à vista.

A forte demanda internacional, especialmente chinesa, segue como principal motor dessa valorização. Diante da possibilidade de esgotamento da cota, cresce entre os agentes a estratégia de travamento de preços, como forma de garantir margens em meio à volatilidade do mercado.

O post Alta do boi gordo ganha força com oferta restrita e demanda externa aquecida apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Agro enfrenta pressão financeira e limitações no crédito, afirma Tirso Meirelles


Reprodução

O comentarista do Canal Rural, Tirso Meirelles, afirmou, nesta quarta-feira (25), em Brasília, que o agronegócio brasileiro enfrenta um cenário crítico, marcado por endividamento elevado, problemas climáticos e aumento dos custos de produção.

Segundo ele, representantes do setor estão mobilizados junto ao Instituto Pensar Agro e à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, além de parlamentares, para discutir soluções estruturais. “Estamos aqui para pensar esse problema do endividamento do produtor rural, que hoje é um dos grandes gargalos do setor, impactando a manutenção da atividade, a segurança alimentar e as exportações”, destacou.

Meirelles ressaltou que o Projeto de Lei 5122, já aprovado na Câmara e em análise no Senado, é uma das alternativas em debate para viabilizar recursos ao produtor. “O produtor está muito endividado, enfrentando seca, excesso de chuva, geadas e incêndios. O Plano Safra atual não tem recursos suficientes para atender essa demanda”, afirmou.

Outro ponto de preocupação é a baixa cobertura de seguro rural no Brasil. “Enquanto os Estados Unidos têm cerca de 97% da produção segurada, aqui estamos entre 5% e 7%. Como falar de novo Plano Safra sem resolver o endividamento e ampliar o seguro?”, questionou.

Ele também alertou para os impactos do cenário internacional, especialmente os conflitos no Oriente Médio. “Cerca de 90% dos fertilizantes que usamos vêm de fora, muitos passando por regiões em conflito. Isso pressiona os custos e acaba chegando ao consumidor”, disse.

Além disso, Meirelles destacou que o aumento do preço do petróleo e dos insumos pode afetar diretamente a produção, especialmente com o avanço da safrinha de milho. “Estamos com cerca de 30% a 40% da safra de soja ainda em andamento e já iniciando o milho, com custos elevados. Precisamos resolver isso pensando no Plano Safra 2026/27”, pontuou.

Já o comentarista Miguel Daoud destacou que o cenário fiscal também limita a capacidade de apoio ao setor. Segundo ele, regras de controle de gastos restringem o volume de recursos disponíveis, afetando investimentos e programas como o seguro rural.

“O governo tem limites para gastar e, muitas vezes, precisa contingenciar recursos. Isso reduz a capacidade de investimento e dificulta ampliar o apoio ao agro”, explicou.

Daoud também comentou os impactos do cenário externo sobre commodities. Em relação ao café, ele avalia que há projeções de queda nos preços, mas pondera que fatores climáticos ainda podem sustentar alguma recuperação.

Sobre a soja, destacou que o mercado internacional segue influenciado pelas relações entre Estados Unidos e China, principais players do comércio global. Segundo ele, possíveis acordos entre os países podem direcionar a demanda chinesa para a soja americana, pressionando as cotações em Chicago.

Por fim, Daoud ressaltou que discussões sobre limitação de juros e renegociação de dívidas também estão no radar, mas avalia que mudanças estruturais mais profundas ainda enfrentam dificuldades para avançar no curto prazo.

O post Agro enfrenta pressão financeira e limitações no crédito, afirma Tirso Meirelles apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Capim adaptado ao calor extremo vira aliado da pecuária no semiárido


BRS Tamani; capim
Foto: Bastos, Fabiano/ Embrapa

No semiárido brasileiro, produtores têm adotado novas tecnologias para enfrentar os efeitos da seca e manter a produtividade no campo. No Ceará, o uso de pastagens plantadas por mudas clonadas tem se destacado como alternativa eficiente para melhorar a alimentação do rebanho e ampliar a produção de carne e leite.

Apesar do avanço da agropecuária na região, o clima ainda é um dos principais desafios. A estiagem prolongada compromete a qualidade e a disponibilidade de pasto, impactando diretamente o desempenho dos animais.

Para driblar esse cenário, produtores têm investido em capins melhorados geneticamente, mais adaptados às condições do semiárido. Um dos destaques é o capim tifton 85, desenvolvido a partir do cruzamento de espécies forrageiras, com alta tolerância a temperaturas elevadas.

“O tifton 85, tem uma alta adaptação ao clima semiárido, ao clima do Nordeste. Porque está na sua genética. Foi feito o tipo 85 a partir de uma forragem, a partir de uma graminha da África com uma graminha do sul dos Estados Unidos. A partir do seu cruzamento chega-se no tifton 85 com alta capacidade de tolerância climática de altas temperaturas”, explica o zootecnista e e fundador da Amazon Mudas, Oswaldo Stival Neto.

Segundo Neto, a planta possui rizomas (caules que funcionam como reserva de energia), o que garante maior resistência durante períodos de seca e contribui para a manutenção da qualidade da forragem.

Com mais que o dobro de proteína em relação a outras forrageiras tropicais, esse capim permite reduzir o volume de alimento e, ao mesmo tempo, aumentar a lotação de animais por hectare. Além da produtividade, a tecnologia também contribui para a conservação do solo e garante melhor desempenho do rebanho mesmo em períodos de estiagem.

De acordo com Neto, a cobertura do solo proporcionada pela pastagem ajuda a reter a umidade, reduz o escoamento da água da chuva e evita a perda de matéria orgânica. Com isso, há melhora gradual na qualidade do solo.

O post Capim adaptado ao calor extremo vira aliado da pecuária no semiárido apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Silagem de milho mantém produtividade


A cultura do milho destinado à produção de silagem apresenta desenvolvimento escalonado no Rio Grande do Sul, conforme a época de semeadura, segundo o Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), “nas áreas implantadas no cedo ou intermediárias, a ensilagem está concluída, e os cultivos tardios avançam para estádios vegetativos e reprodutivos”.

O relatório aponta que as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram as lavouras implantadas no período preferencial. “De maneira geral, as condições climáticas ao longo do ciclo foram favoráveis para as lavouras implantadas no período preferencial, resultando em produtividades satisfatórias e adequada qualidade do material ensilado”, informa o documento. Já nas áreas de semeadura tardia, o desenvolvimento ocorre sob influência de precipitações irregulares. “Até o momento, não resultaram em perdas expressivas, mas depende de chuvas para a consolidação dos componentes de rendimento”, destaca.

A estimativa estadual indica área cultivada de 345.299 hectares e produtividade média de 37.840 kg por hectare. Na região de Caxias do Sul, houve redução de produtividade durante a colheita para silagem. “Houve queda de produtividade em função da irregularidade das chuvas na fase de floração e enchimento de espigas”, aponta o informativo.

Em Erechim, a colheita está próxima da conclusão, com cerca de 95% da área colhida e produtividade média de 44.570 kg por hectare. Já na região de Ijuí, as lavouras de safrinha avançam para a fase reprodutiva. “As áreas mais adiantadas já apresentam emissão do pendão floral”, registra o levantamento, acrescentando que os produtores acompanham as condições hídricas para garantir a formação de massa e grãos.

Na região de Passo Fundo, as lavouras de safrinha seguem em desenvolvimento vegetativo, sem indicativos de comprometimento relevante do potencial produtivo até o momento. Em Santa Maria, a área cultivada soma 10.155 hectares, com produtividade média de 30.534 kg por hectare, refletindo condições favoráveis no início do ciclo.

Na região de Soledade, as lavouras semeadas entre novembro e janeiro estão majoritariamente em fase reprodutiva. “O cenário atual é de irregularidade hídrica, mas sem impactos expressivos até o momento”, conclui o relatório.





Source link

News

Senado aprova avanço de novo marco legal para o trabalho rural


trabalhador rural
Foto: Adobe Stock

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (25), o relatório ao Projeto de Lei 4.812/2025, que cria um novo marco legal para o trabalho rural no Brasil. A proposta, de autoria da senadora Margareth Buzetti, busca substituir a legislação vigente desde 1973 e consolidar em um único texto as normas que regem as relações trabalhistas no campo.

O parecer aprovado foi apresentado pelo senador Zequinha Marinho, que promoveu ajustes para tornar a proposta mais aplicável à realidade do setor. Segundo ele, alguns pontos do texto original precisavam de adequações para refletir melhor a dinâmica do trabalho rural, especialmente em regiões com limitações logísticas.

Com 221 artigos, o projeto reúne regras hoje dispersas sobre contratos, jornada de trabalho, saúde, segurança e negociação coletiva. A proposta também institui a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com foco na capacitação da mão de obra e no incentivo ao uso de novas tecnologias no campo.

Entre as mudanças, o relatório retira ou altera dispositivos considerados de difícil execução, como regras relacionadas ao teletrabalho e exigências administrativas mais complexas. Outro ponto debatido foi a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, considerada incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O texto também prevê a criação de instrumentos como programas de gerenciamento de riscos e comissões internas voltadas à prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação como trabalho temporário, intermitente e por safra.

A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Caso seja aprovada em caráter terminativo, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

O post Senado aprova avanço de novo marco legal para o trabalho rural apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Safra recorde e diesel caro reforçam aposta em ferrovias para escoamento de produção


transporte ferroviário; diesel
Foto: divulgação/ANTT

A alta do diesel tem elevado os custos do transporte no campo e reduzido as margens dos produtores, intensificando a busca por alternativas mais eficientes para o escoamento da produção agrícola. Nesse cenário, o investimento em ferrovias ganha força como uma alternativa mais econômica e sustentável.

O movimento ocorre em meio à expectativa de mais uma safra recorde no Brasil, a produção agrícola deve ultrapassar 350 milhões de toneladas em 2026, o que amplia o desafio logístico em um país ainda fortemente dependente do transporte rodoviário, justamente o mais impactado pela variação no preço dos combustíveis.

“Nesse cenário, a infraestrutura, logística ganha, bastante relevância e os players que atuam nessa cadeia tem uma responsabilidade grande de atuar tanto na eficiência operacional quanto investimento de novas infras”, destaca o responsável pela área de grãos da VLI Logística, Gabriel Fonseca.

Investir em infraestrutura deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. A integração entre rodovias, portos e, principalmente, ferrovias surge como caminho para ampliar a capacidade de escoamento e melhorar a eficiência da cadeia logística.

Além disso, o cenário de margens mais apertadas reforça a importância de soluções que garantam competitividade ao produtor rural. Nesse contexto, o transporte ferroviário aparece como aliado, especialmente em longas distâncias, onde pode reduzir custos operacionais e melhorar o desempenho logístico.

“A ferrovia entra com papel estratégico, buscando preservar, essa competitividade para o produtor rural e ao mesmo tempo, garantir que o Brasil continue como um grande protagonista no mercado global de commodities” destaca Fonseca. 

Alternativa sustentável

Além de mais eficiência, as ferrovias também representam uma alternativa mais econômica e sustentável. Em longas distâncias, o transporte ferroviário pode reduzir custos logísticos e emitir até seis vezes menos carbono do que o rodoviário.

“O modal ferroviário emite menos carbono do que outros modais. Caso, por exemplo, se comparado ao rodoviário até seis vezes menos emissão de carbono. Então, naturalmente, à medida que a gente aumenta a matriz de transporte ferroviário, a gente migra do rodoviário para ferrovia e estamos contribuindo diretamente para sustentabilidade do ponto de vista ambiental”, explica Fonseca.

O post Safra recorde e diesel caro reforçam aposta em ferrovias para escoamento de produção apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link