segunda-feira, abril 27, 2026

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quando a ganância vira crime contra a vida


O Brasil assiste, em tempo real, a um surto de intoxicação por metanol em bebidas falsificadas. O Ministério da Saúde registra até agora mais de 200 casos suspeitos, sendo que a maioria em São Paulo, e orientou estados e municípios a notificarem imediatamente os casos suspeitos, montando sala de situação nacional. Já há 2 mortes confirmadas e outras 13 sob investigação. 

Enquanto as vítimas lotam hospitais, laboratórios clandestinos seguem ativos. Em Brasília, a polícia descobriu um esquema de falsificação que abastecia bares com rótulos reaproveitados e líquidos desconhecidos retrato de uma cadeia criminosa que vai da fábrica ilegal ao balcão.

O pano de fundo é um mercado paralelo gigantesco. Entidades do setor estimam que mais de um terço das bebidas alcoólicas vendidas no país sejam ilegais ou falsificadas. Se apenas parte disso contiver metanol, a tragédia sanitária está dada. 

O metanol é um álcool industrial, não próprio para consumo humano. No organismo, ele se transforma em ácido fórmico, que causa cegueira, lesões no sistema nervoso central, acidose metabólica e pode levar à morte. Os sintomas iniciais confundem: náusea, vômito, dor de cabeça e tontura; horas depois, surgem visão turva, dor ocular, confusão, convulsões e parada respiratória. Sem tratamento rápido, as sequelas podem ser irreversíveis. 

A OMS já alertou que surtos por bebidas adulteradas com metanol têm altas taxas de letalidade e podem sobrecarregar hospitais. Não é novidade, é omissão acumulada. 

Há duas responsabilidades inescapáveis:

  1. Poder público. As evidências de risco estavam na mesa. Era dever da vigilância sanitária, das polícias e dos Procons fechar rotas de falsificação, rastrear embalagens, reforçar inspeções e comunicar a população com rapidez. Se chegamos a um surto com mortos, falhou a prevenção. Agora, o mínimo é manter a sala de situação, padronizar protocolos, ampliar testagem e garantir antídotos (fomepizol/etanol hospitalar). 
  2. Elos do comércio. Há bares, distribuidores e “marreteiros” que compram barato sabendo da origem ilícita, reutilizam garrafas e servem “drinques” que não poderiam ser chamados de bebidas. Isso é crime contra as relações de consumo e contra a vidanão “erro”. É uma cadeia criminosa que fatura com morte e cegueira.

O que mudar tem que mudar

  • Tolerância zero e fechamento sumário. Autuação com interdição imediata de pontos de venda que comercializem produtos sem procedência ou com indícios de adulteração; lacração do estoque e comunicação instantânea à polícia e ao Ministério Público. (Base em precedentes de operações que qualificam o ato como crime contra as relações de consumo.) 
  • Rastreamento na garrafa. Tornar obrigatório o uso de selos invioláveis e códigos de verificação pública (QR) por lote, com checagem via app do consumidor; multas progressivas para quem vender garrafas vazias a terceiros. (A OMS recomenda gestão de risco e medidas de controle em surtos de metanol.) 
  • Pena dura e efeito dissuasório. Tipificar qualificadoras quando a falsificação envolver substância tóxica com risco à vida, elevando penas de reclusão e prevendo fechamento definitivo e perda do CNPJ para reincidentes.
  • Repressão de cadeia. Prioridade policial para fábricas clandestinas, rotas de rótulos/garrafas e provedores de insumos; integração com Receita, fazendas estaduais e prefeituras.
  • Saúde preparada. Estoques regionais de antídoto (fomepizol) e protocolos para hemodiálise precoce em casos graves; campanha de comunicação com sinais de alerta e mapa oficial de unidades aptas. (O Ministério já sinalizou ações e compras de antídotos; é preciso capitalizar.como reconhecer risco e agir
    • Desconfie de “promoções” absurdas e de bebida servida fora da embalagem original sem lacre intacto. Garrafas com rótulo desalinhado, tampa frouxa ou sem selo oficial são alertas. (Órgãos internacionais lembram que metanol é inodoro e pode “passar” por álcool comum, a suspeita precisa ser visual e de procedência.
    • Sintomas de alerta (até 24h): dor de cabeça intensa, náusea, tontura, visão borrada, dor ocular, confusão. Procure emergência imediatamente e informe “suspeita de metanol”. O risco de cegueira e morte aumenta com o atraso terapêutico.
    • Denuncie ao Procon/Polícia Civil estabelecimentos que vendem bebida sem procedência ou reutilizam garrafas.

Não estamos diante de “casos isolados”, mas de uma economia do veneno: falsificação em escala, comercial conivente e fiscalização tardia. O resultado são brasileiros cegos, famílias destruídas e mortes evitáveis. A resposta precisa ser rápida e exemplar: fechamento definitivo de estabelecimentos flagrados, cadeia para fabricantes e penas duríssimas para quem lucra com metanol. O Estado deve fazer sua parte, com rigor, inspeção e antídotos à mão, mas a sociedade também: não compre o barato que custa vidas.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Brasil tem 209 casos suspeitos de intoxicação por metanol


O Brasil tem 209 casos em investigação de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde neste domingo (5).

Em todo o país, são 16 casos confirmados – 14 em São Paulo e 2 no Paraná.  As informações são enviadas pelos estados e consolidadas pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS). 

O estado de São Paulo responde pela maioria das notificações, com 14 casos confirmados e 178 em investigação.

Ao todo, 13 estados tem casos notificados – Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Os estados da Bahia e do Espírito Santo tiveram os casos registrados descartados. Já o Ceará notificou o primeiro caso suspeito.  

Até o momento, o país tem 15 registros de óbitos, com duas mortes confirmadas no estado de São Paulo. As demais mortes (13) estão em investigação.

  • 7, em São Paulo,
  • 3, em Pernambuco,
  • 1, no Mato Grosso do Sul,
  • 1, em Paraíba,
  • 1, no Ceará.

 As informações consideram os registros enviados pelos estados até as 16h deste domingo (5) e estão sujeitas a atualizações locais.

Antídoto

O Ministério da Saúde informou também que iniciou a distribuição de etanol farmacêutico, antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, aos estados que formalizaram pedido de reforço de estoque.

Nesta primeira remessa, foram enviadas 580 ampolas a cinco estados:

  • 240 para Pernambuco,
  • 100 para o Paraná,
  • 90 para a Bahia,
  • 90 para o Distrito Federal,
  • 60 para Mato Grosso do Sul.

As unidades distribuídas fazem parte das 4,3 mil ampolas entregues aos estoques dos Sistema Único de Saúde (SUS) pelos hospitais universitários federais, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Emergência 

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, busque imediatamente os serviços de emergência médica e contate pelo menos uma das instituições a seguir:

Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;

CIATox da sua cidade para orientação especializada; 

Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado.

A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Momento do mercado de feijão exige atenção



A recomendação é não esperar demais


A recomendação é não esperar demais
A recomendação é não esperar demais – Foto: Canva

Nas últimas semanas, o mercado de feijão deu sinais claros de que o tempo certo de agir pode determinar os ganhos ou perdas de produtores e compradores. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o melhor momento de venda ocorreu há cerca de dez dias, quando os preços estavam mais favoráveis. Desde então, muitos negócios foram fechados “na baixa”, reduzindo a rentabilidade dos produtores. Agora, a tendência se inverte, e o cenário se mostra mais positivo para quem pretende comprar.

O Ibrafe destaca que, se a oferta tivesse sido menor nesse intervalo, a reação dos preços poderia ter acontecido ainda antes. Essa leitura reforça a importância do acompanhamento de mercado e da troca de percepções entre agentes da cadeia. Hoje, os sinais já apontam para uma retomada dos preços, com o feijão voltando ao patamar de R$ 260 por saca FOB Minas Gerais. A expectativa é de que essa recuperação não se limite a esse nível, uma vez que compradores devem retomar as aquisições entre hoje e amanhã.

Para os produtores que precisarão de caixa nos próximos dias, a recomendação é clara: não adiar demais a decisão de venda. O momento é de aproveitar a valorização, com compradores ativos no mercado. Por outro lado, os compradores também devem agir rapidamente, já que quem esperar tende a encontrar preços mais altos nas próximas 

negociações.

“Produtor: se você vai precisar de caixa nos próximos dias, não espere demais. Venda enquanto o preço sobe e os compradores estão ativos. Comprador: o recado é direto — garanta o produto o quanto antes. Quem demorar vai pagar mais caro”, conclui ao Ibrafe.

 





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Dados sobre a inflação no Brasil e decisões do Fed movimentam o mercada nesta segunda


No morning call desta segunda-feira (6), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a semana começou com queda dos yields dos Treasuries e aumento das apostas de corte dos juros pelo Fed, impulsionando bolsas globais e enfraquecendo o dólar.

No Brasil, o Ibovespa subiu 0,17%, mas caiu 0,86% na semana, enquanto o real fechou praticamente estável a R$ 5,34. Hoje, destaque para IGP-DI, balança comercial de setembro e projeções do Focus.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Frente fria avança e provoca chuva forte nos estados; veja a previsão do tempo



O avanço de uma frente fria nesta segunda-feira (6) deve espalhar áreas de instabilidade pelo Sul do Brasil e provocar temporais em diversas regiões. Segundo a Climatempo, há risco de chuva forte, rajadas de vento e granizo especialmente no Rio Grande do Sul. Já no Sudeste, o calor intenso continua, com temperaturas próximas dos 40 °C e umidade do ar abaixo de 20% em várias cidades.

Temporais no Sul

Durante a madrugada, as instabilidades começaram a se intensificar sobre o Rio Grande do Sul, principalmente na metade sul do estado, com pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, acompanhadas de raios e ventos que podem chegar a 60 km/h. Há alerta para temporais mais generalizados nas primeiras horas da manhã nas regiões oeste, campanha, sul e costa doce.

Ao longo do dia, a frente fria avança e leva a chuva para outras áreas do estado, além de Santa Catarina. No Paraná, as instabilidades atingem o sul, sudoeste e oeste, mas de forma mais irregular. No norte e noroeste paranaense, o tempo segue firme e quente.

Calor extremo no Sudeste

No Sudeste, o tempo segue firme, com predomínio de sol, calor e ar seco. A circulação de ventos quentes vindos do interior do continente deve intensificar as temperaturas. Em cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais, as máximas podem chegar a 40 °C, enquanto a umidade relativa do ar cai para abaixo de 20%, o que exige atenção com riscos de incêndios e problemas respiratórios.

No Espírito Santo, a umidade vinda do oceano pode provocar pancadas isoladas e fracas de chuva no litoral, especialmente no norte do estado.

Pancadas isoladas no Centro-Oeste

A frente fria também influencia o Centro-Oeste, com previsão de chuva no Mato Grosso do Sul, principalmente entre o oeste e o sul do estado, onde há chance de temporais com raios. Em Mato Grosso, parte sul e oeste também podem registrar pancadas, embora as temperaturas continuem elevadas — Cuiabá deve atingir os 40 °C. Em Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue aberto e seco.

Chuva no litoral do Nordeste e instabilidade no Norte

No Nordeste, a circulação de ventos marítimos mantém a chuva sobre a faixa leste, com destaque para o litoral da Bahia, onde a precipitação pode ser mais intensa em alguns momentos. No interior, o tempo segue firme e muito quente.

Já no Norte, o cenário é de instabilidade entre Amazonas, Roraima, Rondônia e partes do Pará, com possibilidade de pancadas fortes e temporais isolados ao longo do dia.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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‘Roça sem fogo’ inspira soluções sustentáveis para a COP30


Na Amazônia paraense, estado que receberá a COP30, agricultores familiares e povos indígenas estão adotando a técnica da “roça sem fogo”. A iniciativa ocorre por meio do programa Sustenta e Inova, executado pelo Sebrae/PA e financiado pela União Europeia.

Desde o início da implementação, o programa já capacitou cerca de 200 produtores em gestão, marketing e boas práticas. Além disso, conta com a parceria da Embrapa, Cirad e IPAM, o que amplia sua base técnica e institucional.

Como resultado direto dessas ações, destacam-se a redução drástica do uso do fogo, a recuperação do solo e da biodiversidade local, bem como o aumento da produtividade agrícola. Nesse contexto, a produção duplicou no período, com destaque para a mandioca e os grãos, que registraram crescimento de até 400%.

Por fim, o programa também fortalece o cooperativismo e fomenta negócios de impacto socioambiental, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), contribuindo para uma agricultura mais resiliente e sustentável na região.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Sebrae no Pará destaca papel estratégico

Segundo Rubens Magno, diretor-superintendente do Sebrae/PA, “o grande papel do Sebrae é mostrar que é possível ter retorno financeiro e responsabilidade socioambiental”. Ele destaca que, em ano de COP30, “eliminar o risco de incêndios é crucial para reduzir emissões e preservar a Amazônia”.

Para Fabiano Soares Andrade, gerente do Sebrae na região Capim, o Sustenta e Inova é fundamental na articulação de duas frentes principais: a restauração florestal e o desenvolvimento de mercado.

“A roça sem fogo, junto com a recuperação de áreas degradadas e manejos de baixo custo, aumenta a produtividade e prepara produtos ambientalmente responsáveis para o mercado. Um bom exemplo é a farinha de mandioca”, afirma Andrade.

Josuel Tembé é indígena da aldeia Payhu, Terra Indígena Alto Rio Guamá, área de preservação e que foi bastante castigada com os incêndios florestais em 2024, durante a seca e conta que: “a roça sem fogo trouxe uma mudança estrutural na rotina da comunidade indígena.” Antes, o fogo ameaçava a floresta e a biodiversidade. “Agora, estamos aprendendo e nos adaptando, mas precisamos de mais apoio e conhecimento”, finaliza Tembé.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre a COP30? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Cor das plantas indica saúde e produtividade das lavouras


A coloração das plantas vai muito além do aspecto visual, funcionando como um indicativo direto da saúde e do desenvolvimento das culturas, refletindo nutrição, equilíbrio de minerais e eficiência da fotossíntese. Segundo Luis Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, fertilizantes bem formulados e aplicados corretamente podem intensificar o verde das folhas, o vermelho dos frutos e até tons específicos em flores, sem alterar a genética das plantas.

“Quando falamos em nutrição vegetal, não pensamos apenas no crescimento ou na produtividade, mas também na coloração das folhas, flores e frutos. Fertilizantes bem formulados e aplicados corretamente podem intensificar o verde das folhas, o vermelho de frutos e até mesmo tons específicos em flores, sem alterar a genética da planta”, explica.

O efeito ocorre porque nutrientes essenciais influenciam a síntese de pigmentos vegetais: o nitrogênio está ligado à produção de clorofila, responsável pelo verde intenso das folhas, enquanto fósforo e potássio podem realçar cores de flores e frutos. Schiavo ressalta que a escolha do fertilizante certo, aliada a acompanhamento técnico, impacta diretamente na aparência, produtividade e resistência das culturas a pragas.

A nutrição foliar, aplicada diretamente nas folhas, permite corrigir deficiências rapidamente e ajustar a coloração em momentos estratégicos do ciclo de cultivo. Além disso, tecnologias de aplicação de precisão e produtos biológicos complementares potencializam os efeitos da nutrição, intensificando cores naturais sem causar danos às plantas.

“Fertilizantes bem escolhidos e aplicados com tecnologia apropriada não apenas promovem crescimento e produtividade, mas também influenciam positivamente a estética das plantas, oferecendo aos produtores mais controle sobre a qualidade de suas lavouras”, finaliza o CEO da Naval Fertilizantes.





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AgroNewsPolítica & Agro

O clima vai ser o protagonista da safra?



“As projeções indicam alta probabilidade de uma La Niña fraca”


“As projeções indicam alta probabilidade de uma La Niña fraca"
“As projeções indicam alta probabilidade de uma La Niña fraca” – Foto: NOAA

O clima surge como protagonista para a safra de verão 2025/2026, com o avanço da semeadura tornando as condições meteorológicas decisivas para a produtividade e a margem do produtor. Em um cenário de preços e taxa de câmbio pressionados, a eficiência no manejo das lavouras e a atenção ao regime de chuvas podem fazer diferença na colheita.

A Céleres destacou em seu informativo de outubro os possíveis impactos da La Niña sobre o clima e a produtividade da soja, segundo análise de Erickson Oliveira, analista de agronegócio da empresa. De acordo com as projeções, há alta probabilidade de uma La Niña fraca, cenário que tende a manter a produtividade próxima à média nacional, especialmente beneficiando produtores do Sul, historicamente mais vulneráveis à seca.

O Australian Bureau of Meteorology define os fenômenos El Niño e La Niña pelos desvios de ±0,8°C na temperatura do Pacífico, sendo que projeções de outubro indicam que a safra deve se manter próxima da neutralidade climática. A NOAA, por sua vez, reforça a probabilidade de uma La Niña de baixa intensidade, o que sugere precipitações próximas à média histórica dos estados brasileiros e produtividade estimada em 60,7 sacas de soja por hectare.

Em um contexto de elevados estoques globais, manter boas produtividades se torna estratégico para reduzir riscos de inadimplência, tema relevante diante dos altos custos de capital e margens apertadas no setor. O clima, aliado a um manejo eficiente, será determinante para garantir colheitas seguras e rentáveis na temporada 2025/2026.

“As projeções indicam alta probabilidade de uma La Niña fraca, cenário que tende a manter a produtividade próxima à média nacional. Um alívio importante para os produtores do Sul do Brasil, historicamente mais vulneráveis às perdas por seca”, escreveu.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Taxas dos DIs têm leves altas em sintonia com o exterior


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – A agenda esvaziada de indicadores e eventos econômicos no Brasil e no exterior fez as taxas dos DIs oscilarem em margens estreitas nesta sexta-feira, até encerrarem o dia com altas leves, acompanhando o avanço dos rendimentos dos Treasuries.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,255%, ante o ajuste de 13,23% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2029 marcava 13,14%, ante o ajuste de 13,1%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2035 estava em 13,41%, ante 13,405% do ajuste anterior.

Após despencarem nas últimas semanas em meio à expectativa pelo corte de juros pelo Federal Reserve, os rendimentos dos Treasuries ganharam força a partir da última quarta-feira, após o Fed promover, de fato, um corte de 25 pontos-base em sua taxa de juros, sinalizando novas reduções nos próximos meses.

Investidores ajustaram posições sob a lógica do “compre no boato e venda no fato”, o que fez os yields subirem na quarta, na quinta e nesta sexta-feira, em movimento justificado ainda por novos dados de auxílio-desemprego nos EUA e pela avaliação de que os cortes à frente do Fed tendem a ser de 25 pontos-base, e não de 50 pontos-base.

O mercado brasileiro de renda fixa acompanhou, com as taxas dos DIs se ajustando em alta desde quinta-feira — já após a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano, reiterando a mensagem de permanência neste patamar por período prolongado.

O ajuste de alta das taxas dos DIs continuou nesta sexta-feira, ainda que de forma contida, com investidores à espera da ata do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a ser divulgada na próxima terça-feira. Ao mesmo tempo, a ausência de notícias de impacto limitou a liquidez, em especial durante a tarde.

Perto do fechamento a curva brasileira precificava em 99% a probabilidade de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Copom, no início de novembro.

Às 16h38, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — subia 3 pontos-base, a 4,129%.





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AgroNewsPolítica & Agro

BAT Brasil comemora mais um ano da certificação do PI Tabaco para 100% de seus produtores



Mais de 17 mil produtores integrados são certificados com selo do MAPA


Foto: Divulgação

A BAT Brasil comemora mais um ano como a única empresa do setor de tabaco brasileiro com 100% de sua produção certificada pelo selo Produção Integrada (PI-Brasil). Em 2025, a companhia chegou ao 9º ano consecutivo de conquista da certificação, concedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), reafirmando seu pioneirismo em qualidade, inovação e sustentabilidade.

Na primeira certificação, em 2016, 50 produtores integrados à BAT Brasil conquistaram o selo. Atualmente, mais de 17 mil produtores são certificados anualmente, comprometidos na busca de melhores produtividade, qualidade, e consequentemente maior rentabilidade, e o mais importante, tudo isso com sustentabilidade. O selo é dado a 72 culturas de cultivo no solo brasileiro com normas técnicas aprovadas pelo MAPA.

Para a certificação, é necessário seguir as normas técnicas específicas durante todo o processo de produção, armazenamento e beneficiamento do produto. O agricultor precisa aplicar boas práticas agrícolas, como o correto manejo de solo e uso responsável dos recursos naturais e dos insumos utilizados na produção, sendo tudo registrado no caderno de campo específico. E a empresa por sua vez, precisa assegurar a rastreabilidade do produto, desde a saída das propriedades, até o beneficiamento, garantindo segurança e transparência ao consumidor.

“Quase 10 anos após a primeira certificação, reafirmamos nosso compromisso com a inovação e com a entrega do melhor produto aos nossos clientes. Para conquistar este selo, trabalhamos com responsabilidade junto aos nossos produtores. Desde 2015, eles recebem capacitação para produzir um tabaco seguro, seguindo práticas sustentáveis, e hoje essa certificação abrange 100% dos nossos produtores” e 100% do tabaco beneficiado pela empresa, celebra o gerente regional de produção agrícola, Paulo Favero.





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