segunda-feira, março 30, 2026

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Ciclone causa danos em dez municípios do Rio Grande do Sul



O ciclone extratropical que atingiu a região Sul na sexta-feira (7) provocou estragos em pelo menos dez municípios do Rio Grande do Sul. As rajadas chegaram a 95 quilômetros por hora, acompanhadas de chuvas intensas que somaram até 177 milímetros, segundo a Defesa Civil estadual.

O fenômeno causou queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia. A Equatorial Energia informou que cerca de 200 mil residências ficaram sem luz e que as equipes estão priorizando o restabelecimento em hospitais e unidades de abastecimento de água.

Ventos fortes e estragos em várias regiões

As regiões Norte e Metropolitana foram as mais atingidas. Houve registro de ventos acima de 90 km/h em municípios como Planalto, Canguçu e Passo Fundo. Em Porto Alegre, as rajadas chegaram a 77 km/h, e as chuvas somaram 28 milímetros.

Entre as cidades mais afetadas estão Anta Gorda, Bom Retiro do Sul, Cidreira, Erechim e Relvado. Em Frederico Westphalen, um pavilhão industrial e o depósito de uma madeireira ficaram destelhados. A Defesa Civil atua em conjunto com as prefeituras para desobstruir vias e remover árvores caídas.

Governo mobiliza equipes para atender emergências

O governador Eduardo Leite informou que os planos de contingência foram acionados e que as equipes estaduais estão auxiliando os municípios mais atingidos. “Os ventos e as chuvas trouxeram muitos transtornos, com quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. As equipes seguem mobilizadas para normalizar a situação”, afirmou em rede social.

Segundo o boletim da Defesa Civil, não há registro de vítimas. O monitoramento segue ativo, com previsão de novas instabilidades localizadas ao longo do fim de semana.



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O que caracteriza um tornado? Entenda o fenômeno que destruiu cidade do Paraná



O munícipio de Rio Bonito do Iguaçu (PR) foi praticamente destruído após um tornado de categoria F3 atingir a região no fim da tarde desta sexta-feira (7). Segundo meteorologistas, o fenômeno ocorreu durante o deslocamento de uma frente fria, que passou por todas as áreas do estado com vários núcleos de tempestade.

Reinaldo Kneib, meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), explica que o tornado que deixou pelo menos seis mortos e mais de 700 feridos foi classificado inicialmente com o índice F2. “A classificação do tornado foi baseada na análise dos danos e também nas imagens do radar meteorológico do Simepar”, diz.

Porém, análises atualizadas do Simepar feitas neste sábado (8) reclassificaram o fenômeno para a categoria F3. Mas, afinal, como se forma um tornado?

Como se forma um tornado

Os tornados se formam dentro de grandes nuvens de tempestade, conhecidas como supercélulas. Esse tipo de nuvem surge quando massas de ar quente e úmido se chocam com massas de ar frio e seco, criando condições favoráveis para instabilidade atmosférica intensa.

Quando o ar quente começa a girar dentro da nuvem, ocorre o que os meteorologistas chamam de cisalhamento do vento, uma mudança na direção e na velocidade das correntes de ar em diferentes altitudes. Esse movimento rotativo pode dar origem ao funil característico do tornado, que se alonga até tocar o solo.

Escala Fujita: como é feita a classificação de tornados

A intensidade dos tornados é medida pela Escala Fujita, que vai de F0 a F5. A classificação leva em conta a velocidade dos ventos e o nível de destruição causado.

  • F0: ventos entre 64 e 116 km/h; danos leves.
  • F1: ventos entre 117 e 180 km/h; danos moderados.
  • F2: ventos entre 181 e 253 km/h; danos significativos.
  • F3: ventos entre 254 e 332 km/h; danos severos.
  • F4 e F5: ventos acima de 333 km/h; destruição extrema.

Em Rio Bonito do Iguaçu, que teve 90% da área urbana comprometida, os ventos ultrapassaram os 250 km/h. Os estragos e prejuízos seguem sendo contabilizados pelo governo do estado, a Defesa Civil e outros órgãos de apoio.



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BNDES e Marinha firmam acordo de R$ 100 milhões contra desastres climáticos



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Marinha do Brasil firmaram um acordo de R$ 100 milhões para desenvolver um plano nacional voltado à prevenção e resposta a desastres naturais. A iniciativa também conta com o apoio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7), em Belém, durante cerimônia realizada a bordo do navio Atlântico, que servirá como base de operações das Forças Armadas durante a COP30. O evento contou com a presença do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, da diretora do Cemaden, Regina Célia Alvalá, e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Plano visa fortalecer a prevenção e a resposta

Segundo o BNDES, o objetivo da parceria é integrar esforços técnicos, científicos e institucionais para ampliar a capacidade do país em lidar com eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos e tornados. O foco será o desenvolvimento de ferramentas de monitoramento, sistemas de alerta e estratégias de recuperação rápida em áreas atingidas.

A cooperação também prevê a elaboração de protocolos conjuntos entre órgãos civis e militares, com ênfase no uso de tecnologias de previsão climática e logística de resgate. O Cemaden ficará responsável por coordenar as pesquisas e dados meteorológicos que subsidiarão o plano.

Expectativa é concluir o plano em 2026

Durante a cerimônia, Aloizio Mercadante destacou a importância de preparar o país não apenas para reduzir os impactos ambientais, mas também para salvar vidas. “Os desastres climáticos estão mais frequentes e severos. Precisamos investir em prevenção e resposta rápida para proteger pessoas e infraestrutura”, afirmou.

De acordo com o presidente do BNDES, o plano deve ser finalizado até outubro de 2026. O documento servirá de referência para ações coordenadas entre União, estados e municípios na gestão de riscos e emergências climáticas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Lavouras de mandioca apresentam bom crescimento



Mandioca mantém preços estáveis em regiões do RS



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta avanço no desenvolvimento das lavouras de mandioca no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Santa Rosa, a entidade informa que “as lavouras, tanto as recém-plantadas como as de segundo ano, apresentam bom crescimento e desenvolvimento das brotações”, o que resulta em “adequada população de plantas por hectare”. Segundo o boletim, a cultura mantém “condições fitossanitárias apropriadas”.

A comercialização direta ao consumidor registra valores de R$ 6,00 o quilo com casca e R$ 8,00 descascada na região. Em Soledade, o plantio está concluído, e os produtores seguem com a capina mecânica. A Emater/RS-Ascar destaca que o preço permanece estável. No município de Mato Leitão, a caixa de 22 quilos apresenta variação entre R$ 20,00 e R$ 25,00.





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Com 90% da produção nacional, São Paulo lidera o cultivo de alcachofra



Responsável por cerca de 90% da produção nacional, o município de Piedade, no interior de São Paulo, consolidou-se como principal polo da alcachofra no Brasil. Colhida antes da abertura total da flor, quando as pétalas ainda envolvem o coração da planta, a alcachofra é usada na culinária e integra a base da agricultura paulista.

“São poucos produtores, mas com muita relevância para o Brasil. Nossa alcachofra é reconhecida pela qualidade, resultado de décadas de dedicação e preparo cuidadoso”, destaca o produtor Otávio Freitas Neves.

Com clima ameno e solo fértil, a cidade oferece as condições ideais para o cultivo. A colheita ocorre, uma vez por ano, mas técnicas de indução hormonal permitem uma segunda safra, ampliando a produtividade e o abastecimento. A alcachofra também se destaca na gastronomia, onde é usada em pratos sofisticados e simples.

Benefícios ao produtor

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) apoia os produtores por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). O trabalho inclui orientação técnica, acesso a crédito rural, apoio à regularização ambiental e incentivo à comercialização em programas públicos, como a merenda escolar.

Melhoramento genético

O estado também investe em pesquisa voltada à recuperação e ao melhoramento genético da alcachofra “Roxa de São Roque”. O projeto é desenvolvido pela Apta de São Roque, com participação do Instituto Biológico (IB-Apta) e da Cati Sementes e Mudas.

Iniciado em 2010 e intensificado a partir de 2020, o trabalho busca restaurar o vigor das plantas, afetadas por décadas de multiplicação vegetativa e contaminação por vírus. O processo incluiu a identificação dos agentes virais, a limpeza do material genético em laboratório e a produção de mudas livres de contaminação.

Em 2023, as novas mudas foram reintroduzidas no campo em dois modelos de cultivo: o tradicional, com linhas simples, e um experimental, em linhas duplas, que busca elevar a densidade de plantio e a rentabilidade dos produtores.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Café passa por correção técnica e recua nas bolsas, mas preços sobem no…


Logotipo Notícias Agrícolas

O mercado do café, que subiu ao longo de quase todo o dia nesta terça-feira (4), voltou a ceder e terminou o dia com leves baixas para os futuros do arábica negociados na Bolsa de Nova York. Os preços acompanharam as perdas das demais commodities negociadas na bolsa norte-americana – como o açúcar, que perdeu mais de 3% – e sentiram também a alta do dólar frente ao real nesta terça-feira. Além disso, o mercado passou por um movimento técnico de correção depois das fortes altas das últimas sessões e do começo do dia de hoje, que trouxe os preços para suas máximas em uma semana, levando o contrato dezembro a superar os US$ 4,00 por libra-peso. 

O vencimento dezembro terminou o dia com 405,25 cents/lb, enquanto o março foi a 385,35 e o maio a 370,80 cents de dólar por libra-peso. 

Na Bolsa de Londres, a movimentação foi bastante semelhante e os preços do robusta registraram o mesmo cenário, devolvendo os ganhos do começo do dia e fechando com leves perdas. As perdas, neste caso, variaram entre US$ 1 e US$ 30,00 por tonelada nas posições mais negociadas, levando o novembro a US$ 4653,00 e o março a US$ 4611,00 por tonelada. 

O diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, explica que a importância do robusta tem se intensificado bastante no mercado brasileiro. E assim, as negociações na B3 bateram recorde nesta terça-feira, como ele trouxe em entrevista ao Notícias Agrícolas. Reveja a íntegra:

 

No entanto, como explica o especialista, os fundamentos do mercado permanecem os mesmos: as incertezas climáticas que seguem afetando a produção de café do Brasil e dos demais principais países produtores; os baixos estoques globais, e a expressiva queda em 2025 dos embarques de café do Brasil, maior produtor e exportador mundial. E este cenário é o que ainda mantém uma sustentação às cotações. 

MERCADO NACIONAL

No mercado nacional, os preços do café subiram em, praticamente, todas as praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. As referências do cereja descascado continuam variando entre R$ 2400,00 a R$ 2610,00 por saca. Já o conilon, no mercado disponível, fechou com preços entre R$ 1376,00 e R$ 1400,00 por saca. 

Além dos futuros altos nas bolsas, apesar das correções de hoje, a alta do dólar frente ao real também deram espaço aos ganhos no interior do país. A moeda americana terminou o dia com R$ 5,40  e alta de 0,8%. 





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Oeste de Santa Catarina registra três tornados após frente fria e ciclone



A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou, neste sábado (8), a ocorrência de três tornados no Oeste do estado. Os fenômenos foram registrados nos municípios de Dionísio Cerqueira, Xanxerê e Faxinal dos Guedes durante a passagem de uma frente fria e o desenvolvimento de um ciclone extratropical sobre o Atlântico Sul.

A confirmação veio após análises de radar, vistorias em campo e registros de danos nas áreas atingidas. As coordenadorias regionais da Defesa Civil prestaram apoio emergencial às prefeituras, com distribuição de lonas e monitoramento de áreas de risco. O órgão estadual mantém o estado de observação, com equipes mobilizadas para novas ocorrências.

Tornados confirmados e danos registrados

Segundo a Defesa Civil, os tornados tiveram curta duração, mas provocaram destruição concentrada, padrão característico desse tipo de fenômeno. Em Dionísio Cerqueira, houve queda de árvores, destelhamentos e interrupção no fornecimento de energia. Em Xanxerê, parte das estruturas foi danificada, veículos foram atingidos e um ônibus tombou. Já em Faxinal dos Guedes, árvores foram arrancadas em sentidos diferentes, indicando forte circulação de ventos.

As análises do radar meteorológico de Chapecó identificaram áreas com ventos em direções opostas e detritos na atmosfera, como fragmentos de telhas e galhos, confirmando a formação dos três tornados. De acordo com os meteorologistas, a combinação de uma frente fria e o sistema ciclônico criou um ambiente instável, com nuvens de grande desenvolvimento vertical, granizo e rajadas acima de 100 km/h.

Chuvas intensas no Litoral Sul

Enquanto o Oeste registrava ventos extremos, municípios do Litoral Sul enfrentaram chuva volumosa. Em 12 horas, foram acumulados 124 milímetros em Jacinto Machado e Tubarão, 110 mm em Sombrio e 108 mm em Morro Grande. Os volumes se aproximaram da média esperada para todo o mês de novembro.

O excesso de chuva provocou alagamentos pontuais e bloqueios de vias em Morro da Fumaça, Meleiro e Turvo. Segundo a Defesa Civil, o sistema que causou os temporais já se deslocou para o oceano, reduzindo o risco de novos eventos severos nos próximos dias.

O órgão reforça que a população deve seguir os alertas meteorológicos e evitar áreas de risco durante tempestades. Em casos de emergência, o contato deve ser feito pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil).



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Presidência da COP30 divulga carta com apelo por ação diante de crise climática



A poucos dias do início da COP30, a presidência da conferência divulgou sua nona carta aberta à comunidade internacional. No documento, o embaixador André Corrêa do Lago convoca governos, empresas e sociedade civil a intensificar os esforços para conter o aquecimento global e garantir o cumprimento das metas do Acordo de Paris.

A carta enfatiza que o desafio atual é manter vivo o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C, o que exige cooperação e ação imediata. Segundo Corrêa do Lago, o momento é de transformar as lacunas de ambição, financiamento e tecnologia em forças de aceleração.

Acelerar como nova forma de ambição

O texto destaca que o Acordo de Paris está em pleno funcionamento após a conclusão de seu livro de regras na COP29. A COP30, que será realizada em Belém (PA), marcará o início de um novo ciclo de implementação, com instrumentos como as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) já operando.

Para o embaixador, a ambição climática deve ser medida pela capacidade de implementar medidas concretas. “Acelerar a implementação deve ser a nova medida de ambição”, afirma o texto. O foco está em ampliar ações em áreas como energia limpa, restauração florestal, mitigação de metano e infraestrutura sustentável.

Amazônia no centro das discussões

A presidência da COP30 também destaca a Amazônia como símbolo e catalisador das transformações climáticas. O documento ressalta a queda do desmatamento no Brasil e a criação de mecanismos financeiros, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, voltados à preservação de biomas e comunidades locais.

A carta ainda reforça três prioridades para a conferência: fortalecer o multilateralismo no âmbito da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC), aproximar o debate climático da vida cotidiana e acelerar a implementação dos compromissos globais.

Encerrando o texto, Corrêa do Lago afirma que a COP30 deve representar um ponto de virada: “Em Belém, a verdade deve encontrar a transformação, e a ciência deve tornar-se solidariedade.”



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Governo do Paraná anuncia força-tarefa para reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu após tornado



O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou neste sábado (8) uma força-tarefa para reconstruir Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, após o tornado que atingiu a cidade na noite de sexta-feira (7). Cerca de 90% do município foi afetado, com danos em residências, prédios públicos e comércios. Seis mortes foram confirmadas até o momento, sendo cinco na cidade.

O decreto de calamidade pública, assinado ainda na sexta-feira, autoriza ações emergenciais, como o uso imediato de recursos estaduais e a solicitação de apoio federal. Segundo o governo, a prioridade será reconstruir as moradias atingidas e garantir abrigo temporário às famílias que perderam tudo.

Mapeamento e reconstrução

Equipes da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) iniciaram o mapeamento das áreas afetadas para avaliar quais casas poderão ser recuperadas e quais precisarão ser reconstruídas.

O governador informou que o Centro de Convivência do Idoso e o Ginásio do Campo do Bugre foram adaptados para atendimento emergencial e triagem das famílias.

O estado também mobilizou equipes da Fundepar para vistoriar escolas destruídas e planejar reparos. A cidade vizinha de Laranjeiras do Sul deve acolher parte dos desabrigados até que a situação seja normalizada.

Apoio e logística

A Defesa Civil enviou à região 2,6 mil telhas, 1,2 mil cestas básicas, 565 colchões e kits de higiene, limpeza e dormitório. Caminhões, ambulâncias e maquinários foram deslocados de diferentes regiões do Paraná para auxiliar na limpeza e reconstrução.

O secretário das Cidades, Guto Silva, destacou que a ação segue um protocolo que envolve a análise da infraestrutura, o restabelecimento de energia e água e a distribuição de donativos. “Agora começa o processo de diagnóstico e reconstrução das moradias”, afirmou.

O prefeito Sezar Augusto Bovino informou que os principais mercados da cidade foram destruídos e que ainda não é possível estimar os prejuízos totais. Ele afirmou que o levantamento detalhado deve começar neste domingo (9), com o apoio técnico do estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra da Argentina tem avanços importantes


A safra 2025/26 começa na Argentina com avanços importantes na colheita de trigo e no início do plantio de soja e sorgo sob alta umidade no solo. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), que destaca bons rendimentos nas lavouras de trigo e condições ideais de umidade para as oleaginosas, apesar de atrasos pontuais em algumas regiões.

A semeadura de soja de primeira alcança 4,4% da área projetada nacionalmente, estimada em 17,6 milhões de hectares, o que representa queda de 4,3% em relação ao ciclo anterior. As chuvas favoreceram as condições hídricas, mas também causaram alagamentos no centro e oeste da província de Buenos Aires, retardando o avanço dos trabalhos. No entanto, no Núcleo Norte e em regiões de Entre Ríos e Córdoba, o ritmo é considerado normal e até adiantado.

O milho já cobre 36% da área nacional prevista, mas apresenta atraso interanual de 2,7 pontos percentuais, principalmente devido à impossibilidade de acesso aos campos alagados. Ainda assim, 79% das lavouras apresentam condição entre boa e excelente, um salto expressivo frente aos 29% registrados na mesma época do ano passado. Já o girassol avança para 71,6% das 2,7 milhões de hectares previstas, mantendo 100% das lavouras em condição normal a excelente, apesar de episódios isolados de granizo.

O sorgo, cuja área estimada é de 900 mil hectares, tem 12,6% semeados, com avanços de destaque no centro-norte de Santa Fe e em Entre Ríos. A redução de 10% na área total se deve à recuperação do milho, após os prejuízos causados pela cigarrinha na temporada anterior. No trigo, a colheita atinge 11,6% da área apta e apresenta rendimento médio nacional de 24,3 quintais por hectare, acima das expectativas iniciais. A BCBA mantém sua projeção de produção em 22 milhões de toneladas, ainda que alertas de novas tempestades e granizo possam afetar parte das lavouras nos próximos dias.





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