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O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quarta-feira (19) indica que o potencial produtivo das lavouras de milho destinadas à silagem permanece elevado no Rio Grande do Sul. De acordo com o documento, no Noroeste Colonial “os cultivos iniciaram a formação de espigas, com excelente desenvolvimento e previsão de bons rendimentos produtivos”.
Já no Médio Alto Uruguai, as áreas atingidas por granizo passam por preparos para ressemeadura, enquanto o plantio segue de forma escalonada para reduzir riscos associados ao fenômeno La Niña.
Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta área total de 366.067 hectares e produtividade de 38.338 kg/ha. Na região de Erechim, “50% dos cultivos estão em crescimento vegetativo e 50% iniciaram o pendoamento”, com a silagem sendo comercializada a R$ 650,00 por tonelada.
Na região administrativa de Pelotas, as lavouras apresentam boas condições sanitárias e permanecem em crescimento vegetativo. A área prevista para esta safra deve alcançar 17.813 hectares. Já na região de Santa Maria, a semeadura atingiu 65% dos 11.485 hectares projetados.
Um adversário de peso se mostra contra os rascunhos do acordo final da 30ª Conferência de Mudanças Climáticas (COP30): a União Europeia.
O bloco dos países do continente critica o fato de os textos prévios não mencionarem um plano de ação com prazos e metas para o fim do uso de combustíveis fósseis (mapa do caminho), como petróleo, gás natural e carvão, notadamente a principal causa do aquecimento global.
De acordo com reportagem do G1, o comissário europeu do Clima, Wopke Hoekstra, afirmou em reunião fechada nesta sexta-feira (21) que o texto da conferência “não tem ciência, não tem transição e mostra fraqueza”.
“Em nenhuma circunstância nós vamos aceitar isso. E nada que chegue sequer perto disso — e digo isso com dor no coração — nada que se aproxime do que está na mesa agora”, disse.
O posicionamento de Hoekstra se soma à manifestação de mais de 30 países, como Colômbia, França, Reino Unido e Alemanha, na noite de quinta-feira (20), que pressionaram a Presidência da COP30 afirmando que não apoiariam um texto final que não estivesse amparado na transição global energética limpa.
Por outro lado, organizações da sociedade civil tecem críticas à atuação da União Europeia na COP30. Elas afirmam que o discurso do bloco cita liderança climática, mas, no fundo, dificulta avanços nas negociações.
Tais organizações ressaltam que enquanto os países do Sul Global — nações da África, América Latina, Ásia e Oceania — precisam lidar periodicamente com desafios climáticos extremos, como secas e enchentes, o bloco europeu estaria focado em apenas proteger seus próprios interesses.
Resistência em ampliar recursos para países vulneráveis e falta de clareza sobre compromissos já existentes são os principais pontos destacados pelas entidades, que pedem que a União Europeia seja mais cooperativa nas horas finais da COP30.
O mercado brasileiro de soja registrou um dia de pouca movimentação. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, o mercado foi bem lento hoje, quase sem ofertas, só lotes pontuais, com muitos players fora de mercado.
Silveira acrescenta que o dólar subiu forte, mas houve pouco efeito nos preços do dia, que ficaram entre estáveis a mais altos.
“Poucas novidades foram observadas, com o cenário ainda pautado pelo avanço do plantio, que avançou melhor essa semana, com o retorno das chuvas no Nordeste, pegando o MAPITO [Maranhão, Piauí e Tocantins], e o produtor segue focado em avançar no plantio. Em Goiás também houve boas chuvas favorecendo o avanço da semeadura”, avaliou.
Preço médio da saca de soja
Passo Fundo (RS): elevou de R$ 135 para R$ 136
Santa Rosa (RS): foi de R$ 136 para R$ 137
Cascavel (PR): permaneceu em R$ 135
Rondonópolis (MT): aumentou de R$ 125 para R$ 126
Dourados (MS): passou de R$ 126 para R$ 126,50
Rio Verde (GO): manteve-se em R$ 126
Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 141 para R$ 142
Rio Grande (RS): subiu de R$ 141 para R$ 142
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão de hoje com cotações mistas.
O dia foi marcado por volatilidade, com o mercado oscilando entre os territórios positivo e negativo diversas vezes.
De acordo com Silveira, parte dos preços foram pressionados pelo ceticismo do mercado diante da promessa chinesa de comprar 12 milhões de toneladas, mesmo após o USDA confirmar a aquisição de 462 mil toneladas na quarta-feira (20). A queda do petróleo e a maior aversão ao risco no financeiro também pesaram sobre a oleaginosa.
“Por outro lado, houve um movimento de recuperação técnica, após dois pregões consecutivos de baixa. Na semana, a posição janeiro/26 registrou ganho acumulado de 0,04%”, pontua o analista.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2026 fecharam com alta de 2,50 centavos, ou 0,22%, a US$ 11,25 por bushel. A posição março de 2026 teve cotação de US$ 11,34 1/4 por bushel, avanço de 2,25 centavos ou 0,19%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 1,1 ou 0,35%, a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,26 centavos de dólar, com baixa de 0,40 centavo ou 0,78%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,19%, sendo negociado a R$ 5,4010 para venda e a R$ 5,3990 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3506 e a máxima de R$ 5,4326. Na semana, a moeda teve valorização de 1,98%.
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O boro pode ser um problema – Foto: Canva
A atenção à compatibilidade entre insumos no plantio tornou-se decisiva para garantir segurança e eficiência na lavoura, sobretudo diante da oferta crescente de soluções biológicas. A mistura inadequada pode comprometer resultados e exigir retrabalho no campo.
Consultorias destacam que o boro, embora essencial ao desenvolvimento das plantas, apresenta diferentes fontes e matérias-primas, o que influencia seu comportamento quando aplicado junto a inoculantes. Em alguns casos, podem ocorrer reações físico-químicas capazes de reduzir a eficácia dos produtos biológicos.
Em áreas com baixos teores do micronutriente, parte da dose costuma ser aplicada no sulco junto aos inoculantes. Técnicos explicam que, em condições normais, não há incompatibilidade direta entre boro e Bradyrhizobium, mas problemas podem surgir por excesso ou por formulações inadequadas, afetando a formação de nódulos e a eficiência da fixação biológica de nitrogênio. As orientações reforçam a importância de seguir recomendações dos fabricantes e utilizar apenas produtos com estudos de compatibilidade.
“O problema surge em situações de toxicidade por excesso ou incompatibilidade físico-química nas misturas diretas, que podem prejudicar a formação dos nódulos nas raízes e, consequentemente, a eficiência da FBN em culturas como a soja”, destaca engenheiro agrônomo Alécio Fernando Radons, responsável técnico de vendas da Satis no Rio Grande do Sul.
Ele recomenda que o produtor siga rigorosamente as orientações dos fabricantes e verifique se há estudos técnicos que comprovem a segurança das misturas. “Nem todo produto é igual, ainda que contenha o mesmo nutriente na composição. A compatibilidade é fundamental para evitar perdas de eficiência e garantir o melhor resultado”, ressalta Radons.
O mercado físico do boi gordo se depara com tentativas de compra em patamares mais baixos em estados como Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Pará. Já em São Paulo, uma ou outra negociação foi realizada acima da referência média.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o mercado futuro volta a conviver com euforia em função da revogação das tarifas adicionais para a carne bovina brasileira pela administração Trump.
“Essa decisão acontece em um momento importante, com a China apresentando um menor apetite durante o mês de novembro e tentando impor preços mais baixos pela carne bovina brasileira”, enfatiza.
De acordo com ele, a retomada das vendas para os Estados Unidos tende a resultar em ampliação das exportações, o que pode oferecer algum fôlego aos preços da arroba durante o mês de dezembro.
São Paulo: R$ 324,92
Goiás: R$ 316,25
Minas Gerais: R$ 314,71
Mato Grosso do Sul: R$ 318,64
Mato Grosso: R$ 301,65
Mercado atacadista
O mercado atacadista fechou a semana ainda contando com acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, considerando o auge do consumo no mercado doméstico, com a incidência do 13º salário, criação de postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período.
Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo;
Quarto dianteiro: R$ 19,50 por quilo;
Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,19%, sendo negociado a R$ 5,4010 para venda e a R$ 5,3990 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3506 e a máxima de R$ 5,4326. Na semana, a moeda teve valorização de 1,98%.
O governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou que a COP30 deve deixar como principal legado a conciliação entre produção de alimentos, preservação ambiental e valorização econômica da floresta. Em entrevista à COP TV do Agro, Barbalho destacou que realizar a conferência na Amazônia coloca em evidência os desafios e as urgências da região, além de reforçar a necessidade de uma abordagem que una sustentabilidade e desenvolvimento.
Segundo o governador, a presença da COP em Belém amplia a visibilidade sobre a realidade amazônica e sobre a importância de construir um modelo que considere a floresta como um ativo econômico. “O fato de fazermos a COP na Amazônia coloca luz sobre os desafios da nossa região e sobre a necessidade de termos valor sobre a floresta viva”, declarou.
Barbalho defendeu que áreas já antropizadas devem ser utilizadas de forma mais intensa e tecnológica, aumentando a produtividade sem avançar sobre o estoque florestal. Para as áreas preservadas, reforçou a estratégia de monetização da floresta, com remuneração ao produtor rural que mantém a vegetação em pé.
O governador citou mecanismos como pagamentos por serviços ambientais, mercado de crédito de carbono e novas cadeias de bioeconomia como caminhos para garantir renda ao produtor. “Precisamos fazer com que, na integração pecuária, lavoura e floresta, o produtor ganhe pela pecuária, ganhe pela lavoura e ganhe pela floresta. Essa equação precisa estar posta na mesa”, afirmou.
Barbalho também rechaçou a visão de que a floresta representa um entrave ao desenvolvimento. “Pelo contrário, a floresta é solução. Ela garante o equilíbrio do clima necessário para a produção rural e deve ser reconhecida como um ativo pelo qual o mundo precisa pagar pela preservação da floresta.”
Para ele, estas diretrizes precisam compor as ambições e os resultados esperados da COP30, consolidando um legado que una crescimento econômico, preservação ambiental e valorização da biodiversidade amazônica.
A nova economia é formada por cadeias produtivas mundiais que estão cada vez mais além das fronteiras de cada país.
Os Estados Unidos com um PIB na casa de US$ 30 trilhões, onde o complexo agroindustrial, seu agribusiness, movimenta mais de 20% da sua economia, algo como US$ 7 trilhões, mais do que três vezes todo o PIB brasileiro, é simplesmente impossível ser alimentado e suprido pela sua própria agropecuária, não apenas dos produtos agrícolas tropicais, mas também pelos que pode produzir nas suas fronteiras como citricultura, açúcares, carnes, produtos florestais e outros do A do abacate ao Z do Zucchini (abobrinha no italiano).
Portanto decisões erradas com desejos de líderes ególatras tão bem representados globalmente pelo Sr. Donald Trump, trocando as realidades da economia e do comércio pelas ilusões da egonomia, servem para atrapalhar, tirar o foco da prosperidade, ganhar mídia internacional, atrasar o desenvolvimento, atrair outros ególatras planetários, mas cedo ou tarde fracassam.
O complexo agroindustrial é a expressão da tradução de agribusiness: agronegócio. Um sistema que está umbilicalmente integrado desde o melhoramento genético de plantas e animais, até os sabores e desejos de consumidores finais, passando pela originação rigorosa do setor agropecuário, pelo comércio, industrialização e serviços e suas marcas que comandam o marketing.
Está antes, dentro e além das fronteiras geográficas dos países. Esse sistema econômico não permite mais alterar as procedências dos produtos agrícolas como antigamente quando não importava de onde vinham as commodities e nem como eram produzidas. Hoje o complexo agroindustrial segue rigores de compliance, qualidade, logística, custos, exigências ambientais e sociais, além de contratos de suprimentos estabelecidos com planejamento estratégico e aportes financeiros envolvendo diversos agentes e intermediários com diferenciais para cada marca de alimentos, bebidas, moda, energia, etc.
É impossível substituir numa canetada o suprimento do café brasileiro para o maior mercado consumidor do mundo, por exemplo. Além da quantidade, existe algo muito maior do que os volumes, se trata da segurança da procedência sob rigores de saudabilidade e de estruturas ESG, onde as marcas que agregam valor transformando cada 1 dólar em 43 dólares para o café, por exemplo, passam a ter na sua rede de fornecedores agrícolas parte fundamental do produto processado, na mão do consumidor final, onde até a polinização do café com abelhas no campo conta na sua diferenciação numa xícara saboreada por um casal de jovens apaixonados em Shenzhen, China, ou em Nova Iorque.
Logo suco de laranja, carnes e seus cortes, frutas, algodão, açúcar, batatas, café toda e qualquer “commodity” não pode mais ser chamada de apenas “commodity” pois vem cercada e certificada de procedimentos, de padrões de qualidade, desde seu plantio ou criação e fazem parte essencial das suas marcas nos restaurantes, cafeterias, lanchonetes, fast food, padarias, supermercado e todo delivery.
Portanto o fracasso do tarifaço, obra da egonomia, perdeu feio para as realidades da nova economia onde quem não decifrar o que agribusiness traduzido para agronegócio significa, continuará tendo uma visão de mundo de 40 anos atrás e não entendendo nada das mudanças gigantescas desde 1985 até 2025, e que continuarão cada vez mais cheias de detalhes e vinculações que não podem ser desfeitas por ímpetos de “egos”.
Parabéns aos novos líderes do agro brasileiro que junto com a diplomacia de Estado buscaram seus clientes do complexo agroindustrial norte-americano, as associações como Amcham, Abimaq, Abrafrutas, Abia, ABPA , Cecafé, Abiec, Abag, OCB, Cosag, Única, entidades como CNI, CNA, CNC etc, praticamente toda sociedade empresarial organizada, souberam atuar junto à sociedade dos Estados Unidos, conquistando positivamente imagem para o Brasil, inclusive a mídia, como aliado dos consumidores dos EUA e de seu mega complexo agroindustrial.
Esse trabalho merece elogios pois tornou mais veloz a evidência do óbvio, o fim da decisão egonômica do tarifaço, que arrebentaria cedo ou tarde. Ainda bem que foi mais cedo, pois na egonomia todos perdem, ninguém ganha. As máquinas, calçados, água de coco, pescados e outros produtos ainda sob tarifaço sairão também, sem dúvida. E que o Brasil acelere seu complexo agroindustrial como maior segurança para a agropecuária nacional e que também reveja seus próprios mecanismos de tarifas protecionistas.
Portanto o mundo mudou, o tarifaço fracassou. A egonomia perdeu, e a nova economia venceu. Cadeias produtivas agroalimentares integrando agricultores a consumidores internacionais. The winner is: the reality show, Mr.Trump caiu na real, a nova economia interdependente mundial, principalmente nos alimentos.
*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, sintetizou o anúncio do governo dos Estados Unidos de revogar a tarifa adicional de 40% para uma série de produtos agropecuários importados do Brasil, na quinta-feira (20). “A maior redução de tarifas foi o maior avanços nas negociações Brasil-EUA”.
Ele lembrou que, no início, o Brasil tinha 36% das suas exportações no tarifaço e, ontem, 238 produtos tiveram as tarifas removidas, o maior avanço desde o início das negociações. Com isso, o percentual caiu para 22% de itens que ainda estão com a taxação de 50%.
“Hoje nós temos 22% dos produtos da exportação brasileira, que ano passado foi de US$ 40 bilhões. Outro fato importante é que retrocedeu a 13 de novembro. O governo americano vai reembolsar os produtos que foram exportados depois de 13 de novembro”, ressaltou.
O vice também destacou a menção ao diálogo com o presidente Luís Inácio Lula da Silva com o presidente dos EUA na ordem executiva da Casa Branca, e o trabalho no chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado dos EUA. “O presidente Trump ressaltou o bom diálogo que teve com o presidente Lula.”
Entre os produtos chave que ainda permanecem sobretaxados, Alckmin destacou alguns alimentos, como pescados, mel, uva, e industriais, como motores, máquinas e calçados e disse que espera avançar em novas tratativas.
Sanções a ministros
Em relação às sanções a autoridades brasileiras, o vice-presidente disse que o assunto foi incluído na pauta entregue pelo presidente Lula a Trump.
“O presidente fez os dois pleitos, de redução tarifária, por que os EUA têm superávit na balança comercial, tanto de serviços, quanto de produtos. Do G20, só três países têm superávit na balança, Reino Unido, Austrália e Brasil. E também colocou a questão da Lei Magnitsky, em relação ao ministros que foram afetados.”
Também está sendo tratada a investigação dos EUA em relação às big techs e ao Pix. “O trabalho continua. As barreiras estão sendo vencidas. Abrimos mais um canal importante de negociação. O presidente Lula sempre destacou: diálogo e negociação. Queremos excluir mais produtos e avançar na negociação.”
Alckmin disse que o programa Brasil Mais Soberano continua porque ainda há setores atingidos. “À medida que eles forem saindo é sempre uma proporção do faturamento. É uma relação entre o faturamento que a empresa tem e quanto ela foi atingida. Inicialmente, era 5% do faturamento que tinha acesso ao crédito. São R$ 40 bilhões (R$ 30 bi mais R$ 10 bi) em crédito, mais o drawback, mas o Reintegra, mais a postergação do recolhimento de tributos. Depois isso foi reduzido para 1%. E uma outra medida foi não apenas o exportador, mas o fornecedor de insumos. O Brasil Mais Soberano também atende essas empresas, ampliou o escopo.”
Lula convidou Trump a vir ao Brasil
Alckmin ressaltou que ainda não há previsão de reuniões, mas disse que o presidente Lula, ontem (20) no Salão do Automóvel, em São Paulo, convidou o presidente Trump a vir ao Brasil e se colocou a disposição para ir à Washington.
“Não tem tema proibido”, disse Alckmin sobre a pauta das negociações, citando datacenters, Big Techs e terras raras.
Em relação à entrada do Uruguai no Tratado Integral e Progressivo de Associação Transpacífico (CPTPP, na sigla em inglês), um acordo comercial que reúne 15% do PIB global, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores do país sul-americano nesta sexta-feira (21), Alckmin disse que o Mercosul engloba questões de livre comércio, com a entrada da Bolívia passando a ter cinco países no bloco, e a união aduaneira. “Há que se respeitar o livre comércio e a união aduaneira”, comentou.
Ele também destacou os acordos entre o Mercosul e Singapura, em 2023, com o Efta (a Islândia, o Principado de Liechtenstein, o Reino da Noruega e a Confederação Suíça), neste ano, e que em dezembro deve assinar com a União Europeia, além de negociações para ampliar linhas tarifárias de preferência com o México e a Índia.