quarta-feira, agosto 5, 2026

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Colheita da soja 2024/25 segue atrasada, com 8% da área no país



A colheita de soja da safra 2024/25 segue atrasada no Brasil. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra, os trabalhos avançaram 4,8 pontos porcentuais em uma semana, mas estão 6 pontos porcentuais atrasados em relação à safra 2023/24, quando 14% da área havia sido colhida. Os trabalhos estão mais adiantados estão no Paraná, com 18% da área já colhida, seguido por Mato Grosso (14,7%) e Mato Grosso do Sul (7%).

Semeadura

A Conab informou que, até o dia 2 deste mês, a área plantada da oleaginosa chegava a 99,4% do previsto em 2024/25, avanço de 0,2 ponto porcentual em comparação com a semana anterior e atraso de 0,2 ponto porcentual ante o período da safra passada. Maranhão, Piauí e Rio Grande do Sul ainda têm de concluir o plantio de soja da safra 2024/25.

Milho

A colheita da safra verão 2024/25 também segue com atraso na comparação anual, tendo atingido, até ontem (3), 10,5% da área plantada, avanço de 4,2 pontos porcentuais em comparação com a semana anterior. Em relação a igual período da safra passada, quando 13,8% da área havia sido colhida, há atraso de 3,3 pontos porcentuais. Rio Grande do Sul é o Estado mais avançado na retirada do cereal do campo, com 43% da área colhida.

A semeadura do milho verão 2024/25 no País evoluiu 1,9 ponto porcentual até domingo, em comparação com a semana anterior, alcançando, agora, 95% da área prevista. Em comparação com igual período da safra 2023/24, os trabalhos estão 0,3 ponto porcentual adiantados. Maranhão, Bahia e Rio Grande do Sul ainda semeiam as lavouras do cereal.

Já o plantio de milho de inverno 2024/25 atingia 5,3% da área prevista, atraso de 14,5 pontos porcentuais em relação à safra passada e avanço semanal de 3,9 pontos porcentuais. O cultivo do cereal começou pelo Paraná (9%), Mato Grosso (6,2%), Mato Grosso do Sul (5%) e Tocantins (1%).

Algodão

O plantio da safra 2024/25 alcançava no domingo 56,1% da área prevista, avanço de 9,8 pontos porcentuais em uma semana. Em relação a igual período da safra 2023/24, porém, há atraso de 32,6 pontos porcentuais. Mato Grosso do Sul e Piauí já concluíram os trabalhos de campo, enquanto em Mato Grosso, principal produtor da fibra, o plantio atingia ontem 45,9% da área prevista, praticamente metade do índice de área semeada um ano antes.

Tanto o atraso na semeadura de algodão quanto na de milho safrinha devem-se à colheita mais lenta de soja, já que os produtos são cultivados em sistema de rotação de culturas após a retirada da soja do campo.

Arroz

O plantio da safra 2024/25 alcançava, até domingo (2), 98,4% da área prevista, ou 0,2 ponto porcentual mais na comparação com a semana passada e atraso de 0,3 ponto porcentual na comparação com igual período da safra 2023/24. Apenas Maranhão e Goiás ainda têm de concluir o cultivo. A colheita do cereal avançou 0,4 ponto porcentual em uma semana, com 1,3% da área prevista já retirada do campo. Em igual período da safra passada, 2,7% da área havia sido colhida, ou 1,4 ponto porcentual a mais. No Rio Grande do Sul, Estado que concentra 80% da produção nacional, a colheita da safra nova ainda não foi iniciada.

Feijão

O plantio de feijão da primeira safra 2024/25 atingia, até ontem, 94,5% da área prevista, ou 10,3 pontos porcentuais a mais em uma semana. Em comparação com igual período de 2023/24, há atraso de 4 pontos porcentuais. A colheita de feijão alcançava 40,2% da área plantada, avanço de 1,2 ponto porcentual na comparação com o domingo anterior e de 11,3 pontos porcentuais em relação ao ano-safra anterior. Paraná já colheu 91% das lavouras, seguido por Santa Catarina, com 57% da área colhida, e Minas Gerais, com 48%.



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Macaúba pode virar referência em bioeconomia e inovação


Um fruto de interior amarelo e casca marrom, popularmente conhecido como macaúba ou coco-de-espinho, é uma das principais apostas para a produção de biocombustíveis no Brasil. 

Nativa da região tropical brasileira, a macaúba tem ganhado destaque devido ao seu alto potencial para gerar biodiesel e outros produtos sustentáveis. 

Como em São Paulo, Rondônia, Minas Gerais e outros estados, o cultivo do fruto está sendo incentivado para fortalecer a bioeconomia e a sustentabilidade.

Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) tem investido na produção sustentável de macaúba, promovendo a cultura como alternativa para a recuperação de áreas degradadas e marginais. 

Isso porque a macaúba se adapta a diferentes tipos de solo e é capaz de gerar produtos com alto valor agregado, como biodiesel e bio-óleo

O biodiesel é o produto da reação de gordura animal ou vegetal com álcool. Sendo que as principais matérias-primas para a produção nacional são a soja, o milho e o girassol.

Além de gerar renda, o cultivo desta nova cultura contribui para a recuperação ambiental, preservação de solos degradados e captura de carbono. 

Enquanto a soja produz cerca de 500 litros de óleo vegetal por hectare, a macaúba rende aproximadamente 2.500 litros no mesmo espaço produtivo, necessitando de 5 vezes menos área plantada.

Guilherme Piai, secretário da SAA, destaca que “a palmeira pode produzir biodiesel e produtos com alto valor agregado, recuperando áreas ambientais degradadas e gerando renda local, representando uma alternativa importante para os produtores rurais paulistas.”

Por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e da CATI Sementes e Mudas, o fruto pode ser viável para pequenos e médios agricultores, ajudando a alavancar o estado de São Paulo como um polo nacional na produção de óleos vegetais com potencial de alto valor econômico e ambiental.

“A extensa rede da CATI, pode facilitar o acesso às mudas e sementes de macaúba aos produtores de todas as regiões do estado. Além de garantir preços acessíveis”, diz Marcos Augusto Junior,  diretor técnico do Centro de Mudas da CATI.

Além do potencial econômico, o fruto também se destaca por ser uma planta que contribui para a preservação ambiental. 

“Para implantar uma cultura que ainda é recente no uso comercial em larga escala, o apoio técnico especializado é fundamental”, enfatiza Augusto Junior.

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Uma mão segurando algumas macaúbasUma mão segurando algumas macaúbas
Macaúba silvestre | Foto: iStock/Pixabay|

Rondônia, por sua vez, tem se destacado no incentivo à bioeconomia por meio do programa Inova Amazônia, do Sebrae, que apoia negócios inovadores voltados para o desenvolvimento sustentável. 

Uma das empresas que se beneficiaram deste programa é a Coill, uma empresa de tecnologia que usa a macaúba como matéria-prima para biocombustíveis e outros produtos ecológicos. 

A empresa também tem se destacado pelo lançamento da plataforma “Guardiões da Floresta”, que conecta empresas e cidadãos interessados em apoiar a preservação ambiental da Amazônia.

Segundo o Polo Sebrae Agro, em Patos de Minas, Minas Gerais, a Inocas se posiciona como uma empresa brasileira visionária no setor agroambiental. Com um firme compromisso com a sustentabilidade. 

Com a missão de regenerar pelo menos 30.000 hectares de pastagens degradadas, o cultivo da macaúba é a grande aposta, usando a colaboração da agricultura familiar.

Cerca de 300 agricultores fazem parte do projeto de plantio e extrativismo, enfatizando a importância da inclusão social.

A macaúba, com seu alto rendimento de óleo por hectare, pode ser vista como uma alternativa do futuro e viável para o cultivo em áreas degradadas, permitindo não apenas a recuperação ambiental, mas também o aumento da produção de biocombustíveis. 





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diretoria da FPA se reúne com ministro Fávaro para dialogar sobre o evento



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se nesta segunda-feira (3) com a diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para dialogar sobre as pautas do setor que serão apresentadas na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorre em Belém (PA), no mês de novembro.

Na ocasião, foram debatidas a participação do setor e a abrangência dos temas que serão abordados: agricultura, pecuária, floresta e sistemas alimentares. Também foi discutido o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD), que tem o potencial de dobrar a produção agrícola nacional sem desmatamento. Além disso, foram analisadas as possibilidades de contribuição da Embrapa, especialmente no que diz respeito à aplicação de tecnologia e inovação no campo.

“O Ministério da Agricultura é a casa da agropecuária brasileira. Hoje, realizamos uma reunião fundamental com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para alinhar estratégias e posicionamentos em relação à COP30, que será realizada em novembro, em Belém do Pará. É essencial que o agro esteja unido e preparado para mostrar ao mundo as conquistas e boas práticas da agropecuária brasileira. Temos muito a contribuir e a apresentar com orgulho”, destacou Fávaro.

O presidente da FPA afirmou a jornalistas que o ministério tem apoio da bancada para apresentar o trabalho do setor. “Estaremos prontos para mostrarmos os pontos chave da nossa produção agropecuária regenerativa, da agropecuária tropical com responsabilidade socioambiental e todas as boas para deixarmos um legado positivo do setor em Belém”, disse.

Lupion disse ver boa intenção do governo sobre o tema. “Há uma demonstração de boa vontade de trabalharmos juntos em um tema importante como esse”, afirmou.

Também participaram do encontro o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Pedro Neto; o secretário-executivo adjunto, Cleber Soares; o assessor especial do ministro, Carlos Augustin; e a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. Representando a diretoria da FPA, estiveram o presidente, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR); os senadores Tereza Cristina (PP-MS), Jaime Bagattoli (PL-RO) e Zequinha Marinho (Podemos-PA); e os deputados federais Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Marussa Boldrin (MDB-GO), Ana Paula Leão (PP-MG), Coronel Meira (PL-PE), Vicentinho Junior (PP-TO), Domingos Sávio (PL-MG), Rafael Pezenti (MDB-SC) e Zé Vitor (PL-MG).

COP30

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), mais conhecida como COP30, é um encontro global anual que reúne líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir ações no combate às mudanças climáticas. É considerado um dos principais eventos sobre o tema no mundo.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária



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Commodities do agronegócio brasileiro poderão ser taxadas pelos EUA



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), vê provável imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos agropecuários brasileiros, como o governo Donald Trump vem adotando com outros países.

“Acho que terá tarifas. Não é nada imprevisível, pois já tivemos problemas comerciais com os Estados Unidos em vários momentos, como os casos emblemáticos do algodão, camarão, do suco de laranja”, afirmou o presidente da bancada agropecuária a jornalistas após sair de uma reunião com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

“Precisamos estar muito atentos a essa questão, mas não imagino que não haja algum tipo de represália dos Estados Unidos”, avaliou.

O presidente da FPA citou a disputa antiga entre Brasil e Estados Unidos em relação ao açúcar e ao etanol. O Brasil quer ampliar a cota de açúcar isento de imposto que pode ser exportado aos Estados Unidos, enquanto os norte-americanos pleiteiam há anos a redução do imposto de etanol exportado ao Brasil, hoje de 18%. “É uma briga antiguíssima. Não há previsão nenhuma de que se reverta, lembrando que é perfil dos americanos o protecionismo sobre o seu mercado”, pontuou.

Lupion disse torcer para que o Itamaraty esteja preparado para esse tipo de negociação com os Estados Unidos. Questionado se há condições de o presidente Lula e o Palácio do Planalto negociarem com o presidente Donald Trump, Lupion respondeu que não há opção. “Ele (Trump) está lá e o Lula está aqui. Não há previsão disso mudar tão logo. Então, eles vão ter que sentar e negociar”, afirmou Lupion. “São duas potências produtivas. São grandes países que têm protagonismo nas Américas e eles precisam sentar e negociar. É uma questão de mercado e uma negociação bilateral terá que acontecer”, observou, citando desafios em comuns entre os países como alimentos baratos e geração de emprego.

Para o presidente da bancada do agro, demandas brasileiras como o aumento da cota de carne bovina exportada aos Estados Unidos sem imposto, hoje de 65 mil toneladas, e até mesmo uma maior cota de açúcar isento de tarifas de exportação poderão ser negociadas em contrapartidas. “Do mesmo jeito que a gente pede, eles também pedem, então pode ser que aconteçam coisas de necessidade dos americanos aqui no Brasil que nos deem oportunidades lá. Há oportunidades e ameaças em cada uma das negociações”, avaliou.

Lupion destacou que o perfil de Trump, como mandatário, e o governo com visão mais protecionista terão impactos nessas tratativas, citando uma postura combativa de Trump. “Mas eles não vão querer romper todas as relações ou criar problemas comerciais com todos os países que são potenciais aliados dos americanos, independente da questão ideológica do presidente. Eles também precisam da gente, sendo, portanto, uma questão de se adaptar ao mercado e conseguir se organizar”, ponderou, mencionando a presença de inúmeras empresas brasileiras na produção de carne nos Estados Unidos.



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Vendas semanais abaixo do esperado trazem mais pressão negativa para o milho…


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Os preços futuros do milho perderam força na Bolsa Brasileira (B3) ao longo do pregão desta sexta-feira (03). As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 72,44 e R$ 73,19 por volta das 12h56 (horário de Brasília), ficando próximos da estabilidade. 

O vencimento janeiro/25 era cotado à R$ 73,19 com queda de 0,10%, o março/25 valia R$ 73,18 com perda de 0,11% e o maio/25 era negociado por R$ 72,44 com baixa de 0,12%. 

Mercado Externo 

Já a Bolsa de Chicago (CBOT), segue com movimentações negativas para os preços internacionais do milho futuro ao longo do pregão desta sexta-feira. 

Por volta das 12h51 (horário de Brasília), o março/25 era cotado à US$ 4,51 com baixa de 7,75 pontos, o maio/25 valia US$ 4,59 com desvalorização de 8,00 pontos, o julho/25 era negociado por US$ 4,62 com perda de 8,00 pontos e o setembro/25 tinha valor de US$ 4,38 com queda de 6,75 pontos. 

Os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para as vendas semanais de milho para exportação somaram 777 mil toneladas, ficando abaixo do intervalo esperado pelo mercado de 800 mil a 1,4 milhão de toneladas. 

“As vendas semanais de exportação relatadas esta manhã foram decepcionantes em todos os aspectos. As vendas líquidas de milho na semana encerrada em 26 de dezembro chegaram a 777.000 toneladas métricas, queda de 44% em relação à média de quatro semanas e abaixo das estimativas comerciais”, informou o Brock Report, conforme reportado pelo site internacional Successful Farming. 





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ata do Copom e Payroll nos EUA são destaques; ouça a análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a queda do dólar para R$ 5,80, enquanto Lula reforçou compromisso com equilíbrio fiscal na mensagem ao Congresso.

Nos EUA, Trump amplia guerra tarifária e o PMI industrial surpreende com expansão. O Ibovespa caiu 0,13%, e os juros futuros recuaram.

Hoje, o foco é a Ata do Copom e dados da dívida pública.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Mercado de feijão tem preços baixos e consumo em alta



A expectativa do setor sempre recai sobre melhores preços e volumes



Empacotadores com marcas secundárias e terciárias têm registrado vendas razoáveis
Empacotadores com marcas secundárias e terciárias têm registrado vendas razoáveis – Foto: Divulgação

Os preços do feijão-carioca continuam pressionados, refletindo o impacto da safra danificada pelas chuvas. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o consumo tem aumentado gradativamente em relação ao ano passado, impulsionado pelos preços mais baixos. Em janeiro de 2024, os melhores lotes foram negociados a R$ 331, enquanto hoje a referência está em R$ 220. Lotes abaixo desse valor variam conforme a qualidade, permitindo que o consumidor encontre preços acessíveis, ainda que sem acesso ao produto de melhor qualidade.

Empacotadores com marcas secundárias e terciárias têm registrado vendas razoáveis, mas o consumidor não vê necessidade de estocar o produto. Além disso, a inflação de outros alimentos restringe a capacidade de formação de estoques. Apesar da ampla oferta do grão em diversos estados, as vendas ficaram abaixo do esperado. No entanto, um bom volume foi comercializado nesta semana, ainda que os preços baixos impeçam uma divulgação detalhada das negociações. Corretores e compradores, porém, confirmam o ritmo do mercado.

A expectativa do setor sempre recai sobre melhores preços e volumes, mas, considerando o pico da safra em janeiro e a qualidade afetada pela chuva, as vendas foram avaliadas como razoáveis. Os valores máximos se mantiveram em R$ 220 para o Feijão-carioca nota 8,5/9 em Goiás e R$ 230 em Minas Gerais, com grande variação abaixo desses patamares.

“Com Feijão disponível em vários estados, as vendas foram abaixo do ideal. No entanto, um bom volume foi escoado esta semana das fontes. Como os preços estão muito baixos, há poucos comentários sobre quantidades e valores negociados, mas compradores e corretores acabam revelando o ritmo do mercado”, conclui.

 





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fique por dentro da previsão do tempo para hoje



Onda de calor sobre o Sul e o Centro-Oeste e continuidade da chuva no Sudeste. Veja a previsão desta terça-feira para as cinco regiões do país:

Sul

A onda de calor que afeta a área central e oeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná deve continuar. Contudo, uma nova frente fria se aproxima do oceano à altura do território gaúcho e o direcionamento dos ventos sobre a costa pode causar episódios de pancadas isoladas no extremo sul do estado.

Sudeste

Mesmo com o enfraquecimento da Zona de Convergência do Atlântico Sul, a atmosfera segue instável e com disponibilidade de umidade, o que por sua vez deve contribuir para que as instabilidades continuem atuando sobre São Paulo, oeste e sul de Minas Gerais. Entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, condição para pancadas isoladas no período da tarde, mas que podem vir fortes e com raios.

Centro-Oeste

A onda de calor segue afetando o sudoeste, oeste e sul de Mato Grosso do Sul. Nessas áreas, as temperaturas podem superar os 40°C ao longo do dia. Em paralelo, o escoamento de ventos em altitude deve manter as instabilidades sobre Mato Grosso, norte e leste de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. Expectativa de temporais ganhando força na parte da tarde.

Nordeste

A aproximação do Vórtice ciclônico de altos níveis (VCAN) sobre a costa leste deve impedir a formação de nuvens bem desenvolvidas, mas a entrada de ventos marítimos pode estimular a ocorrência de chuvas isoladas ao longo do dia entre Salvador, na Bahia, e Natal, no Rio Grande do Norte. Na costa norte, o posicionamento da Zona de Convergência Intertropical deve continuar mantendo chuvas na região.

Norte

As instabilidades seguem ganhando força sobre a região, reforçadas pela atuação de sistemas meteorológicos em níveis médios da atmosfera. Temporais seguem se espalhando sobre todos os estados da região, com destaque para Amazonas, Rondônia e Acre, que podem contar com eventos mais significativos de chuva forte e volumes mais elevados.



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Bactéria pode degradar “químicos eternos”



Além do PFOS, a bactéria degradou 58% do ácido carboxílico fluorotelómero 5:3



O F11 foi isolado do solo de um local industrial contaminado em Portugal
O F11 foi isolado do solo de um local industrial contaminado em Portugal – Foto: Pixabay

Uma equipe de cientistas identificou uma estirpe bacteriana capaz de degradar substâncias perfluoroalquílicas e polifluoroalquílicas (PFAS), conhecidas como “químicos eternos” devido à sua alta persistência no meio ambiente. A pesquisa, conduzida pela Universidade Católica Portuguesa em colaboração com a Universidade de Buffalo (EUA), revelou que a bactéria Labrys portucalensis F11 (F11) conseguiu metabolizar mais de 90% do ácido perfluorooctanosulfónico (PFOS) em 100 dias.  

O F11 foi isolado do solo de um local industrial contaminado em Portugal e já havia demonstrado a capacidade de remover flúor de contaminantes farmacêuticos, mas nunca havia sido testado contra PFAS. No estudo, os pesquisadores incubaram a bactéria em frascos selados contendo apenas 10.000 microgramas por litro de PFAS como fonte de carbono. Após até 194 dias, as análises indicaram a degradação das substâncias, evidenciada pelo aumento nos níveis de íons flúor, um sinal de que a bactéria separou o flúor do carbono dos compostos.  

Além do PFOS, a bactéria degradou 58% do ácido carboxílico fluorotelómero 5:3 e 21% do sulfonato fluorotelómero 6:2. Segundo a pesquisadora Diana Aga, da Universidade de Buffalo, a ligação carbono-flúor dos PFAS é extremamente forte, tornando sua degradação um desafio. No entanto, o F11 demonstrou a habilidade de romper essa estrutura e consumir o carbono liberado.  

Embora o processo ainda seja lento – levando pelo menos 100 dias –, os cientistas acreditam que a bactéria poderá, no futuro, ser utilizada para descontaminar água e solos poluídos por PFAS. Para isso, pode ser necessário criar condições específicas de crescimento, como em lamas ativadas a 100°C, permitindo sua aplicação em larga escala.

 





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Nova tecnologia para medir permeabilidade do solo otimiza uso da água na agricultura



Pesquisadores da Embrapa Solos (RJ), em parceria com o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e a empresa Falker Automação Agrícola, desenvolveram o SoloFlux, primeiro permeâmetro digital automatizado com tecnologia 100% nacional. O equipamento mede a condutividade hidráulica do solo saturado, fornecendo dados precisos sobre a infiltração e movimentação da água no solo.

O SoloFlux representa um avanço em relação aos equipamentos analógicos importados, que exigem operadores altamente especializados e medições manuais a cada poucos minutos. Com essa nova tecnologia, a captura, transmissão e leitura de dados são realizadas automaticamente, permitindo o monitoramento remoto via aplicativo e sistema web, com armazenamento em nuvem e conectividade por USB e Bluetooth.

Benefícios na gestão hídrica e ambiental

A medição da permeabilidade da água no solo é essencial para o manejo agrícola eficiente e a elaboração de projetos de infraestrutura, como sistemas de irrigação, recarga de aquíferos e locais de risco de contaminação por agrotóxicos. O SoloFlux também tem aplicações em estudos ambientais, ajudando a prever impactos da escassez hídrica e períodos de chuvas intensas.

O pesquisador Wenceslau Teixeira, da Embrapa Solos, destaca que o equipamento traz maior acessibilidade e praticidade ao campo. “Com a automação da medição, o operador pode se dedicar a outras atividades, aumentando a eficiência do trabalho em campo”, afirma.

Além da agilidade operacional, o SoloFlux possibilita a análise de múltiplos pontos em um curto período, tornando viável o estudo detalhado de áreas com grande variabilidade de solo. O pesquisador Geraldo Cernicchiaro, do CBPF, ressalta que essa eficiência torna a ferramenta essencial para projetos agrícolas e ambientais que dependem da dinâmica da água no solo.

Tecnologia nacional e potencial de mercado

O SoloFlux surgiu a partir de um projeto de recarga de aquíferos em São Luís (MA). A equipe de pesquisadores identificou a necessidade de um equipamento mais prático e preciso, levando ao desenvolvimento do protótipo inicial, que passou por testes em canaviais de São Paulo. A tecnologia chamou a atenção da Falker Automação Agrícola, que firmou a parceria para viabilizar a produção e comercialização do equipamento.

Marcio Albuquerque, CEO da Falker, destaca a importância da parceria entre pesquisa e mercado para a inovação tecnológica. “A colaboração entre o setor público e privado permitiu a criação de um equipamento acessível e funcional, beneficiando toda a cadeia produtiva”, afirma.

O SoloFlux já está disponível para compra no site da Falker e inclui uma mochila portátil, facilitando o transporte e o uso no campo.

Expansão no Brasil e no exterior

O potencial de uso do SoloFlux se estende para diversos setores agrícolas e ambientais. Entre suas aplicações, estão estudos de lixiviação de nutrientes e agrotóxicos, modelagem de ciclos biogeoquímicos, previsão meteorológica e análise da recarga de aquíferos e drenagem urbana.

A tecnologia também atende à crescente demanda da agricultura de precisão, auxiliando no dimensionamento de sistemas de irrigação e drenagem, além da escolha de locais para instalação de lagoas, aterros sanitários e depósitos de resíduos. O equipamento já possui licenciamento para comercialização em 16 países, especialmente em regiões que praticam agricultura irrigada.

Desafios do desenvolvimento e impacto na inovação

O desenvolvimento do SoloFlux exigiu a integração de conhecimentos em física, engenharia e agronomia, além da adaptação da tecnologia para um produto viável comercialmente. O sucesso do projeto foi possível graças à parceria entre a Embrapa Solos, CBPF e Falker, que possibilitou a transferência da inovação para o mercado.

Para os pesquisadores, a criação do SoloFlux reforça a importância do investimento em pesquisa aplicada e inovação tecnológica, garantindo soluções eficientes para o manejo da água no solo e ampliando as oportunidades para o agronegócio brasileiro e global.



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