segunda-feira, março 9, 2026

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Minas Gerais alcança US$ 19,8 bilhões em exportações do agro


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 19,8 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 1997. O resultado confirma o desempenho positivo observado ao longo do ano e mantém o setor como o principal responsável pelas vendas externas do estado, segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

De acordo com a Seapa, no acumulado de janeiro a dezembro, a receita das exportações do agronegócio mineiro registrou crescimento de 15,5% em comparação com o mesmo período de 2024. Os embarques de produtos agropecuários responderam por 43,5% da pauta exportadora de Minas Gerais. Em volume, no entanto, houve recuo de cerca de 5%, com o envio de 16,2 milhões de toneladas.

A análise aponta que a pauta exportada foi composta por aproximadamente 650 produtos agropecuários, destinados a 178 países. Os principais mercados foram China, com US$ 4,6 bilhões, Estados Unidos, com US$ 1,9 bilhão, Alemanha, com US$ 1,8 bilhão, além de Itália e Japão, ambos com US$ 1 bilhão em compras de produtos mineiros.

O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, apresentou queda de 9,8% na receita e de 1,2% no volume exportado. Ainda assim, o segmento movimentou US$ 2 bilhões, com embarque de 4,7 milhões de toneladas. Já o complexo sucroalcooleiro registrou retração de 20% em relação ao ano anterior, alcançando receita de US$ 2 bilhões, com volume exportado de 4 milhões de toneladas.

O segmento de carnes, que engloba bovina, suína e de frango, atingiu o maior valor exportado de toda a série histórica. Segundo a Seapa, o setor somou US$ 1,85 bilhão em receitas, consolidando “o melhor desempenho já observado”, com volume de 513 mil toneladas embarcadas.

Queijos e doce de leite garantiram a liderança de Minas Gerais nas exportações desses produtos em relação a outros estados. A análise destaca que “os dados demonstram não apenas crescimento em receita, mas uma reconfiguração qualitativa do posicionamento internacional dos derivados mineiros”. As exportações de queijos totalizaram US$ 10 milhões, enquanto o doce de leite alcançou receita de US$ 838 milhões.





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Pastagens evoluem com chuvas e calor no RS


As pastagens apresentaram evolução favorável em grande parte do Rio Grande do Sul nas últimas semanas, impulsionadas por chuvas regulares, umidade adequada do solo e temperaturas elevadas. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse conjunto de fatores “favoreceu o desenvolvimento das pastagens gens”, com boa resposta das plantas às adubações de cobertura, especialmente as nitrogenadas, resultando em rebrota e aumento da produção de massa verde. Áreas de campo nativo e de pastagens agensimplantadas seguem em desenvolvimento vegetativo, com melhoria na oferta e na qualidade da forragem.

Na região administrativa de Bagé, as pastagens de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão registraram crescimento consistente, beneficiadas pela umidade e pela radiação solar. A Emater/RS-Ascar informa que áreas implantadas de forma escalonada já estão disponíveis para pastejo, enquanto as mais recentes estão sendo preparadas para a entrada dos animais a partir da segunda quinzena de janeiro. Em Hulha Negra e Aceguá, a oferta de trevo e cornichão é considerada suficiente tanto para pastejo direto quanto para fenação ou colheita de sementes. Em Candiota, produtores relatam problemas associados a derivados de herbicidas utilizados em culturas de soja.

Na região de Caxias do Sul, a redução da umidade do solo contribuiu para o manejo das pastagens e para a execução de trabalhos nas mangueiras. De acordo com a Emater/RS-Ascar, áreas com elevada presença de trevo-branco receberam manejo preventivo “para evitar casos de timpanismo em bovinos”, tendo, em algumas propriedades, uso associado de monensina.

Em Erechim, as chuvas consecutivas limitaram o desempenho das espécies forrageiras, com redução do crescimento em função da menor fotossíntese. Ainda assim, as pastagens anuais de verão mantiveram oferta de forragem considerada suficiente para o pastel.

Nas regiões de Ijuí, Frederico Westphalen, Pelotas e Santa Maria, as forrageiras anuais e as perenes de verão apresentam elevada produção de massa verde, boa qualidade e rápida rebrota após o pastel. Segundo a Emater/RS-Ascar, esses fatores garantem “volume suficiente para o pastel”, associado ao manejo adequado das pastagens e dos piquetes.

Na região de Soledade, foram observadas altas taxas de crescimento das pastagens anuais e perenes de verão. No campo nativo, ocorre o desenvolvimento de leguminosas nativas, com destaque para o pega-pega, identificado pela Emater/RS-Ascar como espécie de “bom valor proteico” e atualmente em período de disseminação de sementes.

Em Santa Rosa, tanto no campo nativo quanto nas gramíneas perenes, houve incremento rápido da área foliar, elevando a disponibilidade de forragem e gerando sobra de pasto em propriedades. Após chuvas intensas registradas em 29 de dezembro, piquetes pastejados com excesso de umidade, compactação do solo, redução de plantas e menor rebrota. Com o retorno do tempo firme e da insolação, foram intensificados os trabalhos de roçada, fenação e produção de pré-secado, embora a Emater/RS-Ascar aponte que, em diversas áreas, o atraso dessas práticas encontradas em maior proporção de talos em relação às folhas.





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Verão e tecnologia elevam produção agropecuária na Bahia


O verão reúne condições consideradas favoráveis ao desenvolvimento de diversas culturas agrícolas na Bahia, como soja, milho, feijão, arroz, algodão e café. De acordo com informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), o período se caracteriza pela alta luminosidade, temperaturas elevadas e boa distribuição de chuvas, fatores essenciais para o crescimento das plantas. A pasta destaca que a atenção às condições climáticas também é fundamental para a pecuária, uma vez que grande parte do território baiano está localizada na região do semiárido.

Segundo a Seagri, o acompanhamento constante das previsões meteorológicas é uma das principais orientações aos produtores para garantir melhores resultados no verão. Entre as ferramentas disponíveis, o órgão aponta o aplicativo ZARC – Plantio Certo, que permite o acesso às informações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, indicando as melhores épocas de plantio para mais de 43 culturas e os diferentes níveis de risco associados a eventos meteorológicos.

A secretaria informa ainda que estratégias como a integração lavoura-floresta, o plantio direto com manutenção da palhada no solo e o uso de cultivares geneticamente melhoradas contribuem para a conservação da umidade e para maior tolerância das lavouras à seca.

Na pecuária, o clima segue como um dos principais fatores que influenciam a produtividade. De acordo com o assessor técnico da Seagri, Paulo Emílio Torres, “Especialmente pelo fato de que cerca de 80% do território do Estado está inserido na faixa do semiárido, realidade que historicamente moldou os sistemas produtivos e a forma de convivência com o clima. Essa característica impõe desafios, mas também consolidou um modelo de produção baseado na adaptação, resiliência e planejamento”.

Para o gestor, a convivência com o semiárido permanece como a principal estratégia para a sustentabilidade da atividade pecuária no estado. “Em anos com maior volume de chuvas, torna-se fundamental que os produtores estejam preparados para ampliar a produção e o armazenamento de alimentos, como silagens, fenos e forragens estratégicas, criando reservas capazes de sustentar os rebanhos em períodos menos favoráveis”, destaca.

Em anos de menor precipitação, conforme a avaliação da Seagri, a manutenção da produtividade depende do uso dessas reservas alimentares, aliado à adoção de espécies forrageiras adaptadas, manejo adequado dos rebanhos, tecnologias para o uso eficiente da água e práticas sustentáveis.





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Como o mercado de soja abriu 2026? Saiba o que esperar!


Foto: Freepik

O mercado brasileiro de soja iniciou 2026 com ritmo lento de negócios, preços pressionados e pouca liquidez. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, janeiro segue praticamente sem janela para a exportação, o que reduz a necessidade de compra por parte das indústrias e mantém o mercado travado. Com poucas ofertas e produtores ainda retraídos, as cotações acabaram cedendo em grande parte das praças.

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Silveira destaca que as variações negativas ficaram, em geral, entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca, em um ambiente sem grandes novidades, no qual o foco começa a migrar para a colheita da nova safra. A movimentação limitada reflete a combinação de demanda fraca no curto prazo e cautela do produtor diante do atual patamar de preços.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 127,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 110,00 para R$ 116,00
  • Porto de Paranaguá (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 135,00

Mercado internacional de soja

No mercado internacional, a soja negociada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) apresentou recuperação na primeira semana do ano. Os contratos com vencimento em março acumularam alta semanal de 2,03% e eram cotados a US$ 10,67 por bushel na manhã de sexta-feira (9). O movimento foi sustentado pela valorização do petróleo e, principalmente, pelo sentimento de aquecimento da demanda chinesa pela soja norte-americana.

Apesar da reação, os ganhos em Chicago seguem limitados pela expectativa de ampla oferta global. Brasil e Argentina não apresentam, até o momento, problemas relevantes que comprometam seus potenciais produtivos, e o ingresso de safras cheias na América do Sul continua pesando sobre o cenário fundamental da oleaginosa.

USDA vem aí

Para o início da próxima semana, o mercado volta suas atenções ao relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na segunda-feira, às 14h. A expectativa é de revisão para baixo da produção norte-americana em 2025/26, enquanto os estoques de passagem dos Estados Unidos devem ser ajustados para cima.

Analistas consultados por agências internacionais indicam que a safra americana poderá ser reduzida de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels. Já os estoques finais dos Estados Unidos em 2025/26 devem ser elevados para 301 milhões de bushels, ante 290 milhões estimados em dezembro.

No quadro global, o mercado projeta estoques finais mundiais de soja em 123,1 milhões de toneladas para a temporada 2025/26, acima dos 122,4 milhões apontados no relatório anterior. Os estoques trimestrais norte-americanos na posição de 1º de dezembro também devem ficar acima do volume registrado no mesmo período de 2024, com estimativa de 3,296 bilhões de bushels. O relatório trimestral do USDA será divulgado na segunda-feira, dia 12, às 14h.

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Acordo Mercosul–UE pode elevar exportações brasileiras em US$ 7 bilhões, estima Apex


Imagem gerada por Inteligência Artificial para o Canal Rural

A aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, após 26 anos de negociações, pode gerar um aumento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o bloco europeu. A estimativa é da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), que aponta impacto direto sobre a indústria, o agronegócio e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Segundo a Apex, o acordo cria um dos maiores mercados integrados do mundo, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado próximo de US$ 22 trilhões, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A União Europeia já é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, com fluxo considerado equilibrado entre exportações e importações.

Dados da agência mostram que, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, movimento atribuído à reorganização das cadeias globais e à busca por novos mercados diante de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria e agro entre os principais beneficiados

A Apex destaca que mais de um terço das exportações brasileiras para a União Europeia é composto por produtos da indústria de processamento, o que reforça o potencial de crescimento em segmentos de maior valor agregado.

No setor industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte, como motores, geradores de energia elétrica, autopeças e aeronaves, além de oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e itens químicos.

No agronegócio, haverá redução gradual das tarifas, até a alíquota zero, para diversas commodities, dentro de cotas estabelecidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para o bloco europeu estão carne de aves, carne bovina e etanol.

Mercado estratégico

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias do Mercosul, com produção agrícola contínua, e a União Europeia, com elevado poder de consumo e demanda industrial, tende a ampliar o comércio bilateral e a integração das cadeias produtivas, com efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

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Frente fria provoca virada no tempo no Brasil e causa chuva forte em algumas regiões


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A atuação de uma frente fria, associada a um cavado em níveis médios e altos da atmosfera, vai manter o tempo instável em boa parte do país entre segunda-feira (12) e sexta-feira (16). O sistema provoca chuva volumosa em áreas do Sul e do Sudeste, além de temporais isolados em outras regiões, segundo a previsão do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul: chuva intensa e calor abafado

Na região Sul, o tempo segue instável nos três estados. As chuvas começam de forma fraca nas primeiras horas da semana no interior do Paraná e no sul e sudeste do Rio Grande do Sul, mas ganham força ao longo do dia, especialmente no Paraná e no litoral de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, a precipitação tende a ser mais fraca no litoral e na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Ao longo da semana, o calor e a umidade mantêm o clima abafado, com temperaturas máximas acima dos 33°C a 34°C. O acumulado de chuva em cinco dias pode chegar a 100 mm no leste de Santa Catarina e do Paraná, com risco de alagamentos urbanos, inclusive em Curitiba e Florianópolis, além de atraso nos trabalhos de campo. Nas demais áreas, as pancadas típicas de verão devem somar entre 20 e 30 mm, favorecendo a umidade do solo.

Sudeste: frente fria provoca temporais em SP e sul de MG

No Sudeste, a semana começa com tempo firme na maior parte da região, mas a situação muda ao longo do período. A frente fria que atua no Paraná avança sobre São Paulo, aumentando o risco de chuva forte e temporais, principalmente no oeste e sul paulista.

O sistema também leva chuva para o sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e sul do Rio de Janeiro, com acumulados entre 50 e 70 mm, ajudando a repor a umidade do solo e beneficiando lavouras em desenvolvimento.

Nas demais áreas de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, a semana será mais quente e seca, com máximas de 33°C a 34°C e chuvas passageiras que não devem ultrapassar 10 a 15 mm.

Centro-Oeste: temporais e impacto nas lavouras

No Centro-Oeste, a semana será marcada por chuvas frequentes e risco de temporais, principalmente na área da tríplice divisa entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do noroeste mato-grossense. Os volumes podem chegar a 70 a 80 mm, favorecendo a soja em fase de enchimento de grãos, mas atrasando o início da colheita em algumas localidades.

Em outras áreas de MS e MT, as pancadas típicas de verão devem acumular 30 a 40 mm. Já no centro-norte de Goiás, o tempo tende a ficar mais quente e seco, com máximas entre 33°C e 34°C.

Nordeste: calor predomina e chuva é mal distribuída

No Nordeste, há previsão de pancadas isoladas no interior do Maranhão e no litoral da Bahia. A chuva ganha força pontualmente no oeste baiano e na faixa norte do Ceará e do Rio Grande do Norte, enquanto o restante da região segue com tempo mais firme e calor intenso.

A semana será quente e seca na maior parte do Nordeste, com máximas em torno de 35°C, elevando o risco de focos de incêndio. Os melhores volumes de chuva ficam restritos ao Maranhão e aos extremos sudoeste e sudeste da Bahia, com acumulados entre 20 e 30 mm.

Norte: chuva volumosa e risco de temporais

Na região Norte, a chuva ocorre desde as primeiras horas do dia no Amazonas, Roraima, Acre, oeste do Pará e Tocantins. Ao longo do dia, as instabilidades se intensificam e avançam sobre Rondônia e Amapá, com risco de temporais.

Os acumulados semanais podem alcançar 100 mm no Acre e no oeste do Amazonas. Em contrapartida, o noroeste do Pará e o sudeste do Tocantins devem enfrentar tempo mais quente e seco, com máximas próximas dos 35°C. Nas demais áreas, a chuva típica de verão pode somar ao menos 40 mm nos próximos cinco dias.

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Minas abre consulta sobre normas de trânsito animal



Minas revisa controle da movimentação de animais



Foto: Pixabay

A normatização do trânsito de animais vivos e ovos férteis em Minas Gerais está em processo de atualização e poderá receber contribuições diretas da sociedade. A revisão envolve a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o transporte de animais no país, e da Autorização de Transferência Animal (ATA), utilizada para a movimentação de animais dentro de um mesmo estabelecimento agropecuário. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Com o objetivo de ampliar a participação de produtores rurais, pecuaristas, médicos-veterinários e demais interessados, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) abriu consulta pública sobre a nova proposta normativa que trata do controle e da movimentação animal no estado. Segundo o órgão, “o prazo para envio de contribuições segue aberto até 21 de janeiro”, e a minuta da legislação, assim como o formulário para participação, estão disponíveis no site institucional.

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De acordo com a proposta em consulta, a norma prevê a exigência de regularidade cadastral dos estabelecimentos e dos rebanhos junto ao IMA, além da consolidação do uso de sistemas eletrônicos. O texto também estabelece alinhamento aos manuais e às normas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Conforme a análise, a atualização “passa a regulamentar, em ato normativo, a Autorização de Transferência Animal e a disciplinar formalmente as hipóteses e os procedimentos para o cancelamento da GTA”, com o objetivo de conferir maior clareza aos processos.

A proposta ainda inclui a exigência de apresentação de procuração quando a solicitação de emissão da GTA for realizada por terceiros. Segundo o documento, a medida busca garantir que “a movimentação dos animais ocorra com a devida autorização do produtor responsável”, reforçando os mecanismos de controle e a segurança do processo de emissão das guias.





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Bromélias ajudam a fertilizar a Mata Atlântica e explicam árvores gigantes em solo pobre


Foto: Rafael S. Oliveira/IB-Unicamp

Uma cena comum na Mata Atlântica chama a atenção de quem conhece o ambiente: árvores grandes e vistosas crescendo em solos arenosos e pobres em nutrientes, típicos da restinga. Um exemplo é o jacarandá-branco, também conhecido como caroba. Agora, pesquisadores brasileiros descobriram que as bromélias que vivem nas copas das árvores têm papel decisivo nessa história.

O estudo, conduzido por cientistas da Universidade Estadual de Campinas com apoio da Fapesp, mostra que bromélias-tanque, aquelas que acumulam água entre as folhas, funcionam como uma espécie de fertilizante natural à distância.

Água da bromélia leva nutrientes ao chão da floresta

Essas bromélias acumulam água da chuva e também restos de folhas, insetos e pequenos animais. Com o tempo, esse material se decompõe. Quando os “tanques” transbordam, a água escorre pelos galhos e leva nutrientes direto para o solo, criando pequenas áreas mais férteis no meio da floresta.

Esses “pontos ricos” favorecem o crescimento de plantas que precisam de mais nutrientes para se desenvolver, como a caroba, algo raro em solos naturalmente pobres.

Os pesquisadores chamaram esse processo de “interação remota entre plantas”, já que a bromélia fica na copa, longe do solo, mas mesmo assim influencia o crescimento de outras espécies lá embaixo.

Plantas crescem mais quando recebem água das bromélias

Em experimentos, mudas de caroba irrigadas com água retirada das bromélias cresceram mais e ficaram mais saudáveis do que aquelas que receberam apenas água da chuva. Elas produziram quase o dobro de folhas e apresentaram níveis mais altos de nutrientes importantes para o desenvolvimento.

“A bromélia não ajuda só quem vive na copa. Ela muda o ambiente lá embaixo também”, explica Tháles Pereira, primeiro autor do estudo.

Curiosamente, nem todas as espécies da restinga reagem bem a esse “reforço nutricional”. Algumas plantas são tão adaptadas à pobreza do solo que o excesso de nutrientes pode até atrapalhar seu crescimento.

Mesmo assim, os pesquisadores destacam que essas áreas fertilizadas pelas bromélias ocupam apenas uma pequena parte da floresta. O efeito final é positivo, pois aumenta a diversidade de tipos de plantas, permitindo que espécies diferentes coexistam no mesmo ambiente.

Estudo foi feito no litoral de São Paulo

A pesquisa analisou áreas do Parque Estadual da Serra do Mar, no litoral norte paulista, região conhecida por suas matas de restinga bem preservadas.

Para confirmar os resultados, os cientistas coletaram água de bromélias e da chuva e irrigaram mudas de caroba em estufa, em Campinas. Em parte dos testes, foi possível rastrear quimicamente os nutrientes, comprovando que eles realmente saíam das bromélias e chegavam às plantas do solo.

Importância para a conservação da floresta

Para o coordenador da pesquisa, Gustavo Quevedo Romero, o trabalho revela um papel pouco conhecido das bromélias. “Elas sustentam pequenos ecossistemas na copa e ainda ajudam a manter a diversidade da floresta no chão. Proteger essas plantas é fundamental para evitar perdas em cadeia na Mata Atlântica”, afirma.

A descoberta reforça que, na floresta, nem tudo acontece perto do solo. Às vezes, a chave para entender o crescimento das árvores está bem acima, nas copas, escondida dentro de uma bromélia.

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Governo Trump muda diretrizes alimentares e estimula o consumo de carne nos EUA


churrasco consumo de carne
Foto: Pixabay

Os Estados Unidos divulgaram novas diretrizes alimentares federais que reintroduzem a pirâmide alimentar em formato invertido, com ênfase no consumo de proteínas, laticínios integrais e alimentos minimamente processados, ao mesmo tempo em que colocam grãos e carboidratos refinados na base menor da pirâmide, sinalizando menor prioridade. A mudança foi anunciada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e pelo Departamento de Agricultura (USDA) e faz parte das Diretrizes Alimentares para Americanos 2025-2030.

A nova pirâmide, apresentada no dia 7 de janeiro, destaca frutas, vegetais, proteínas de alta qualidade, gorduras saudáveis e laticínios integrais como componentes centrais de uma dieta saudável. Ao mesmo tempo, recomenda redução drástica de açúcares adicionados, alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados, como pão branco e snacks industrializados.

As diretrizes reforçam ainda uma recomendação de ingestão proteica entre 1,2 e 1,6 grama por quilo de peso corporal por dia, acima dos padrões anteriores, e sugerem que gorduras provenientes de alimentos verdadeiros, como azeite, nozes e até manteiga, tenham lugar na alimentação diária.

Críticas de especialistas

A atualização gerou debates entre especialistas em saúde e nutrição. Alguns apontam que a ênfase em carne vermelha e produtos lácteos integrais pode contrariar décadas de pesquisas que associam o consumo excessivo de gorduras saturadas a um risco maior de doenças cardiovasculares, e que a pirâmide invertida pode enviar mensagens confusas sobre equilíbrio alimentar.

Organizações médicas como a American Heart Association reforçam que, embora a redução de açúcar e de alimentos ultraprocessados seja positiva, a recomendação de priorizar proteínas animais e gorduras saturadas deve ser analisada com cautela pelos consumidores.

Impacto nas políticas públicas

As diretrizes não são apenas orientações gerais. Elas norteiam programas federais de alimentação escolar, assistência alimentar e refeições em instituições públicas, o que pode influenciar o que milhões de americanos consomem diariamente.

A mudança sinaliza ainda uma nova abordagem das autoridades norte-americanas para a nutrição pública, focando na ideia de “comer comida de verdade” e reduzindo a dependência de alimentos ultraprocessados, enquanto especialistas debatem a coerência científica das recomendações.

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Governo libera R$ 250 mi a estados prejudicados por chuvas


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, editou na quarta-feira (7) a primeira medida provisória de 2026: a MP 1.333 libera R$ 250 milhões em créditos extraordinários para atender diversos estados atingidos pelas fortes chuvas que começaram em novembro de 2025. O montante deve ajudar, principalmente, os seguintes estados: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Também devem ser atendidas cidades atingidas por estiagem prolongada, secas, enxurradas, granizo, vendavais e incêndios.

O dinheiro já está à disposição do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional — já que as medidas provisórias têm efeitos imediatos, ou seja, passam a vigorar no momento em que são editadas. O socorro será feito por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).  Os créditos extraordinários (que são extraordinários por se tratarem de gastos não previstos no Orçamento em execução) são sempre liberados por meio de medidas provisórias. Estas, por sua vez, devem ser editadas pela Presidência da República em casos de relevância e urgência para o país.

As medidas provisórias têm efeitos imediatos, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para se tornarem lei.  De acordo com o governo federal, os recursos liberados pela MP 1.333 serão usados para despesas e investimentos em ações de proteção e defesa civil de resposta e recuperação frente a desastres causados pelas chuvas excessivas em vários municípios — como foi o caso da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná.

Em 7 de novembro de 2025, essa cidade foi atingida por um tornado e, segundo o governo, o fenômeno climático afetou quase 90% da sua área urbana, deixando mortos e centenas de feridos, além de pessoas desabrigadas. Também houve destruição de casas, comércios, redes de energia e escolas. Localidades que passam por seca também devem ser beneficiadas. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) será o responsável pela execução de obras para a segurança hídrica em áreas do semiárido com falta crônica de água. 

De acordo com o Executivo, serão feitos estudos e intervenções, como canais de adução de água bruta, pequenas barragens e adutoras, entre outras obras, para ampliar a oferta de água, em especial no estado de Minas Gerais. Segundo a justificativa do governo federal, “a perfuração e a instalação de poços profundos configuram solução estrutural emergencial, capaz de assegurar o abastecimento contínuo em localidades onde sistemas convencionais foram severamente impactados”.

 





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