segunda-feira, março 9, 2026
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Milho segue em alta, apesar de possíveis impactos da guerra no Oriente Médio


De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.
De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

O preço do milho segue em alta nesse inicio de mês na região de Campinas. Apesar da alta demanda no mercado, alguns produtores não estão com pressa para realizarem vendas no período. Isso ocorre pois suas atenções estão voltadas para a colheita e novo plantio, visto que estamos no fim da primeira safra anual e iniciando a segunda. Indicadores de mercado mostram que valores chegam a R$ 70/saca, valor que não era registrado desde dezembro de 2025.

Pesquisadores do Cepea relatam que em outras regiões os valores também vem de crescentes, principalmente em locais onde o consumo do grão é grande. Zonas em que a produção de soja vem sendo o foco, elevação de cotações também ocorre.

No Sul, a situação é oposta

Na parte mais baixa do país, os preços seguem caindo. O motivo decorre da grande oferta de milho da região. O local ficou marcado no inicio do ano como o maior produtor dessa primeira safra. Outro fator que influencia na queda de valores é fato das colheitas estarem adiantadas no território sulista.

De olho no Oriente Médio

O conflito no Oriente Médio tem deixado agentes consultados pelo Cepea em alerta. Principal importador do milho brasileiro em 2025, o Irã consumiu 9 milhões de toneladas no ano passado. Apesar da preocupação, as exportações do cereal costumas se intensificar apenas no segundo semestre do ano, então os impacto ainda são pequenos nesse momento.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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