terça-feira, março 24, 2026

News

News

Desemprego no Brasil fica em 5,4% no trimestre até outubro



A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou no piso das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast e abaixo da mediana de 5,5%. O teto era de 5,7%.

Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%. No trimestre encerrado em setembro, a taxa de desocupação estava em 5,6%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.528 no trimestre encerrado em outubro. O resultado representa alta de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 357,3 bilhões no trimestre até outubro, alta de 5,0% ante igual período do ano anterior.



Source link

News

subemprego avança e afeta produção agroindustrial


A queda histórica do desemprego para perto de 5,5% vem sendo celebrada como sinal de pleno emprego. Mas essa leitura ignora o motor real dessa estatística, o subemprego. O país não está cheio de bons empregos, está cheio de pessoas ocupadas parcialmente, informalmente ou por necessidade, o que derruba a taxa de desemprego, mas distorce a dinâmica do mercado de trabalho.

O trabalhador subocupado não aparece como desempregado, mas também não está disponível para um emprego estável e integral. E é exatamente isso que explica a sensação generalizada de “apagão de mão de obra”: milhões de pessoas estão trabalhando um pouco, não necessariamente trabalhando bem ou de maneira fixa.

Nos centros urbanos, esse fenômeno gerou uma disputa agressiva por trabalhadores. Empresas flexibilizam jornada, abandonam 6×1, oferecem prêmios e bônus,  tudo para atrair alguém que hoje pode simplesmente fazer bicos, dirigir por aplicativo ou compor renda em atividades informais.

Mas para a agroindústria, o efeito é devastador. O setor depende de disponibilidade completa, rotina fixa, presença física e treinamento, exatamente o tipo de mão de obra que mais desaparece quando o subemprego cresce. O resultado já aparece em frigoríficos operando abaixo da capacidade, usinas sem gente para turnos completos e produtores incapazes de manter equipes estáveis.

O Brasil não sofre falta de pessoas. Sofre falta de trabalhadores dispostos ou disponíveis para empregos intensivos, presenciais e de jornada cheia,  pilar da agroindústria.

O pleno emprego, portanto, é mais aparência que realidade. É sustentado por ocupações precárias, que deram mobilidade ao trabalhador, mas desorganizaram setores que precisam de mão de obra estável. Se o país quiser manter a competitividade do agro, precisará atacar a raiz, qualificação, formalização, retenção no campo e maior mecanização.

Enquanto isso não acontecer, o Brasil continuará vivendo esse paradoxo: uma economia “cheia de gente trabalhando”, mas vazia de trabalhadores realmente disponíveis para sustentar os setores que mais importam.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

News

Déficit na armazenagem de grãos nos EUA é o maior desde 2016



A oferta total de grãos no outono dos Estados Unidos, que considera os estoques em 1º de setembro mais a produção da nova safra de milho, soja e sorgo, é estimada em 25,66 bilhões de bushels (cerca de 660 milhões de toneladas). Conforme relatório o Departamento de Agricultura do país (USDA), o total está 10% acima da média de cinco anos.

Essa oferta e a capacidade total de armazenagem (dentro e fora das fazendas) sugerem um déficit de armazenagem de 184 milhões de bushels (cerca de 4,73 milhões de toneladas) nos Estados Unidos, o maior em nível nacional desde 2016, afirmou a agência.

Os estoques amplos em relação à capacidade de armazenagem colocam pressão adicional nos sistemas de manuseio e transporte de grãos. Iowa, Kansas, Dakota do Sul, Dakota do Norte, Nebraska e Minnesota tiveram menor espaço de armazenagem disponível neste outono em comparação com a média de cinco anos, disse o USDA.



Source link

News

Plantio de soja e milho avança na Argentina, mas em ritmos diferentes



O plantio de milho da safra 2025/26 na Argentina alcançava na última semana 39,3% da área total projetada, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Na semana, o avanço foi de 2 pontos porcentuais. Segundo a bolsa, os trabalhos ganharam ritmo com o início da janela de plantio de milho tardio no centro e no sul da área agrícola.

A parcela da safra de milho em condição boa ou excelente era de 82%, ante 76% na semana anterior, disse a bolsa, observando, porém, que cerca de 30% da área semeada no centro e no oeste da província de Buenos Aires ainda é afetada por excessos hídricos.

Soja em atraso

O plantio de soja cobria no período 36% da área estimada de 17,6 milhões de hectares, após um avanço de 11,4 pontos porcentuais na semana. Na comparação com a época correspondente do ano passado, há um atraso de 9 pontos porcentuais. Segundo a bolsa, excessos hídricos impedem o avanço da semeadura da soja de primeira safra no centro de Buenos Aires.

A bolsa disse que 62% da safra de soja apresentava condição boa ou excelente, em comparação a 70% na semana anterior.

Estimativa para o trigo

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou em 1,5 milhão de toneladas sua estimativa para a produção de trigo na Argentina em 2025/26, para 25,5 milhões de toneladas. Caso a expectativa se confirme, a produção superará o recorde estabelecido na temporada 2021/22, de 22,4 milhões de toneladas. O rendimento médio nacional está em 3.590 quilos por hectare, em comparação com 2.990 quilos por hectare na semana anterior.

Segundo a bolsa, a colheita no país avançou 13,6 pontos porcentuais na última semana, para 33,9% da área apta. A bolsa disse também que os danos causados pelas geadas do fim de outubro nas lavouras foram menores do que o previsto, atenuados pelos “altos níveis de umidade”.



Source link

News

Emater aponta avanço da semeadura de soja no RS, mas algumas regiões precisam replantar



O plantio da soja na safra 2025/26 avançou no Rio Grande do Sul nesta semana, impulsionado pelas condições favoráveis de clima. Segundo a Emater, 60% da área projetada, que soma 6,742 milhões de hectares, já está semeada. Na região de Erechim, aproximadamente 80% das lavouras estão implantadas, e as áreas já estabelecidas apresentam bom desenvolvimento inicial.

O outro lado

Apesar do cenário positivo, há relatos de perdas pontuais em áreas atingidas por granizo. Já na região de Ijuí, o trabalho de implantação está praticamente concluído nas pequenas propriedades, enquanto médios e grandes produtores finalizam os plantios.

Milho

Para o milho, a semeadura também segue acelerada e alcança 85% da área estimada. Do total já implantado, 58% das plantas estão em desenvolvimento vegetativo, 29% em fase de floração e 13% em enchimento de grãos. De acordo com a Emater, a cultura demonstra boas condições de desenvolvimento, com manutenção do potencial produtivo.

Arroz

No caso do arroz, a semeadura chega a 94% da área prevista pelo Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), equivalente a 920.081 hectares. A operação foi facilitada pela sequência de dias de tempo firme, que permitiu o acesso às áreas antes encharcadas e possibilitou a regularização dos trabalhos de preparo e plantio. As lavouras encontram-se nos estágios de germinação e desenvolvimento vegetativo, com tendência favorável para a continuidade da safra.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Frio deve persistir até o início do verão


O Brasil deve manter temperaturas abaixo da média na passagem de novembro para dezembro, segundo informações do Meteored. A tendência está associada à fase negativa da Oscilação Antártica, que favorece a entrada recorrente de massas de ar frio no país. “A atuação mais frequente dessas massas promete manter o cenário mais ameno em várias regiões”, informou a plataforma.

O verão meteorológico começa em 1º de dezembro, marcando o início do trimestre climatologicamente mais quente do ano. Apesar disso, o padrão mais frio deve persistir ao menos até a primeira semana do mês. Entre 1º e 24 de novembro, grande parte do território nacional registrou temperaturas entre 1°C e 2°C abaixo da climatologia, com maior destaque para o centro-sul. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, sul de Minas Gerais e sul da Bahia apresentaram anomalias negativas persistentes.

A previsão mais recente do modelo ECMWF, utilizado pela Meteored, aponta a manutenção desse comportamento entre 1º e 8 de dezembro. As áreas em azul nos mapas de anomalia indicam regiões com temperaturas inferiores à média, enquanto locais em branco representam normalidade e, em vermelho, valores acima do esperado. Para a próxima semana, Brasil Central e faixa norte devem registrar temperaturas entre 1°C e 3°C acima da média, enquanto o centro-sul e parte do leste do país tendem a permanecer mais frios.

A Meteored explicou que o fenômeno está diretamente relacionado à Oscilação Antártica (AAO), principal modo de variabilidade climática do Hemisfério Sul extratropical. “Ela descreve padrões de pressão e ventos que controlam a dinâmica de frentes frias e massas de ar frio que saem do Polo Sul”, explicou a publicação. O fenômeno alterna entre fases positiva e negativa, geralmente em ciclos de dez a quinze dias.

A fase negativa ocorre quando há aquecimento da coluna de ar sobre o Polo Sul, o que enfraquece o vórtice polar. Com isso, os ventos de oeste se reorganizam e se deslocam para latitudes mais baixas, permitindo a chegada mais frequente de frentes frias ao Cone Sul e ao Brasil. “Essa fase deve continuar predominando pelo menos até a primeira semana de dezembro”, informou o Meteored, justificando a manutenção das anomalias negativas justamente na virada do mês e no início do verão meteorológico.

 





Source link

News

Governo pode recorrer à Justiça contra derrubada de vetos ao Licenciamento Ambiental, diz Marina



A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que o governo federal considera judicializar a decisão do Congresso Nacional de derrubar 56 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (28) durante participação no programa Bom Dia Ministra, do CanalGov.

Segundo a ministra, todos os órgãos ambientais ficarão sem capacidade de atuação com a derrubada dos vetos, e como não se pode admitir que a população fique completamente desamparada, é fundamental considerar a judicialização.

“Estamos considerando fortemente. Porque é inconstitucional você passar por cima do artigo 225 da Constituição Federal que diz que todos os cidadãos e cidadãs têm direito a um ambiente saudável”

Para a ministra, a recomposição dos artigos da lei que reformulou o licenciamento ambiental é uma verdadeira demolição de regras consolidadas há 50 anos nos estados e quase 40 anos no plano federal.

“Uma consolidação que, ao longo dessas décadas, evitou centenas de milhares de tragédias. Todas as tragédias evitadas não têm como ser contabilizadas. A gente só olha para aquelas que, infelizmente, não foram evitadas”, destaca.

Segundo Marina Silva, a demolição das regras do licenciamento ambiental deixará a sociedade brasileira desprotegida em um contexto de completo desequilíbrio climático, em que é mais necessária a proteção.

“Só para você ter uma ideia, a Licença por Autodeclaração [restabelecida] é o empreendedor dizer que está em conformidade com a lei em casos como os de Mariana e Brumadinho”, explica.

A ministra diz ainda que, nesse caso, a ausência do Estado criando regras e padrões pode gerar um descontrole.

“Quando se tem o Conselho Nacional de Meio Ambiente estabelecendo regras gerais e, a partir daí, os estados e municípios se orientando, você tem um sistema com coerência”, acrescenta.

De acordo com Marina Silva, o discurso de modernidade e desenvolvimento adotado para justificar as mudanças no processo de licenciamento ambiental é para disfarçar tudo o que considera retrocessos e regressões.

“A gente não pode imaginar que as leis ambientais são para atrapalhar o desenvolvimento. Não há desenvolvimento sem clima equilibrado”, conclui.



Source link

News

Crise no leite: RS perde produtores e crédito não chega a quem mais precisa



O preço do leite segue em queda no Rio Grande do Sul. Em outubro, o valor de referência pago ao produtor ficou em R$ 2,21 por litro, uma redução de 4% em relação ao mês anterior. Em meio à crise e ao forte endividamento no campo, o governo gaúcho lançou um programa de subvenção financeira para apoiar agricultores familiares da cadeia leiteira. No entanto, produtores afirmam que o acesso ao crédito continua sendo um dos principais obstáculos.

Bônus Mais Leite

O programa Bônus Mais Leite tem como objetivo qualificar e fortalecer a produção de leite dentro da agricultura familiar. O governo vai destinar R$ 10 milhões em subvenções para operações contratadas pelo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Podem participar produtores que:

  • vendem leite cru para indústrias, cooperativas ou queijarias;
  • possuem agroindústria própria legalizada;
  • têm o CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) ativo.

Segundo Jonas Wesz, chefe da divisão de sistemas produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR/RS), o processo envolve assistência técnica, enquadramento prévio e contratação bancária.

“O programa funciona para novos financiamentos. O produtor elabora o projeto de crédito com assistência técnica pública ou privada, solicita o enquadramento pela secretaria e, após a aprovação, segue para o banco para contratar o Pronaf normalmente”, explica Wesz.

Cada unidade familiar poderá contratar uma operação de custeio e uma de investimento por CAF.

Como funcionam os bônus

Custeio

Bônus: 25% do valor financiado

Limite de subvenção: até R$ 5.000

Itens financiáveis: produção de alimentos para animais, compra de insumos, ração e sanidade animal.

Investimento

Bônus: 25% do valor financiado

Limite de subvenção: até R$ 25.000

Itens financiáveis: irrigação, armazenagem de água, manejo de solo, máquinas, sala de ordenha e equipamentos.

Endividamento trava acesso a crédito

Apesar do incentivo, muitos produtores relatam que não conseguem acessar o plano safra por causa do alto nível de endividamento, o que, por consequência, também limita a entrada no Bônus Mais Leite.

“Cada mês temos baixa. Não temos um valor mínimo que regula. Os investimentos estão ali, mas a gente não consegue pagar. E ainda tem as importações de leite que vêm de fora”, afirma o produtor Carlos Prediger.

“Tentamos manter a atividade, mas é difícil. Altos investimentos, pouco retorno. É uma cadeia que não é valorizada”, diz Jean Prediger.

Êxodo de produtores preocupa o RS

O Rio Grande do Sul vive uma das maiores crises da história da cadeia leiteira. Em dez anos, o número de produtores caiu de 84 mil para apenas 28 mil, segundo dados do setor. Entre os motivos estão:

  • custo elevado de produção;
  • preço baixo pago pelo litro;
  • aumento das importações;
  • forte endividamento;
  • falta de previsibilidade de renda.

A meta do governo estadual é que o programa alcance pelo menos 2.800 produtores.



Source link

News

controle de ectoparasitas é essencial para o rebanho; saiba por quê



A chegada da estação das chuvas é sinônimo de rebrote do capim, mas também de alta proliferação de ectoparasitas. A combinação de umidade e calor favorece o ciclo de vida do carrapato e das moscas, como a mosca-dos-chifres e a mosca de estábulo, aumentando o risco de infestação nas fazendas.

O médico veterinário Fernando Dambrós, da Ourofino Saúde Animal, informa que a pecuária brasileira perde cerca de R$ 40 bilhões por ano devido a essas infestações, resultando na perda de aproximadamente uma arroba (30 kg) de peso por animal. Segundo Dambrós, os produtores erram ao esperar que o rebanho inteiro esteja infestado para iniciar o tratamento.

Confira:

Importância do controle estratégico

O controle estratégico da estação das chuvas começa com o entendimento do ciclo dos parasitas. O momento atual, com o início do calor e umidade, é ideal para a implementação de medidas preventivas e corretivas. A Ourofino oferece soluções específicas para cada ectoparasita, recomendando que o controle deve ser feito em todo o rebanho para quebrar o ciclo e maximizar a produtividade.

O produtor deve agir imediatamente, pois a demora em tomar medidas se torna mais cara e ineficaz. O controle preventivo é fundamental para garantir a saúde do rebanho e a rentabilidade da produção.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Source link

News

‘Sem recursos, a lei não avança’, diz especialista sobre alterações no seguro rural



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou alterações na legislação do seguro rural. O projeto, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), recebeu parecer favorável do relator, senador Jaime Campos (União-MT), que incluiu modificações relacionadas à subvenção, ao risco e aos fundos do programa. A proposta ainda precisa passar por votação suplementar na comissão antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

As mudanças chegam em um momento de fragilidade da política de seguro rural no país. O tema é considerado estratégico para os produtores, que enfrentam perdas recorrentes por eventos climáticos extremos, além de juros elevados e queda de produtividade.

Apenas mudança na lei não resolve, diz especialista

Para o advogado e especialista em seguro rural Leandro Costa, ouvido pelo Mercado & Cia, o texto aprovado moderniza pontos importantes da legislação, mas não ataca o principal gargalo: a falta de recursos orçamentários.

“A avaliação é positiva. Mas a mudança legislativa é o que menos é necessário neste momento. O mais urgente é a injeção de recursos financeiros”, afirma.

Costa destaca que países líderes em agricultura têm grande parte das lavouras seguradas, enquanto o Brasil opera muito abaixo do recomendado.

“Nos Estados Unidos e na Europa, mais de 90% das áreas são seguradas. Aqui, atingimos no máximo 16% em 2021. Na safra atual, dificilmente chegaremos a 2%. É totalmente inexpressivo”, explica.

Risco de colapso no campo

Com perdas recorrentes por clima, pragas e doenças, a baixa adesão ao seguro rural aumenta o risco financeiro para os produtores.

“Sem seguro, o produtor pode quebrar. Ele para de gerar emprego, renda e pagamento de impostos. É um efeito cascata perigoso”, alerta Costa.

O especialista lembra que a senadora Tereza Cristina defende que o seguro rural seja uma política de Estado, para evitar oscilações entre governos e garantir continuidade.

Orçamento minguado e contingenciamento

Costa também criticou o volume de recursos liberados pelo governo federal para a subvenção ao prêmio do seguro rural, e o contingenciamento de verbas já previstas.

“No ano passado, o orçamento estimado era de cerca de R$ 1 bilhão. Metade foi contingenciada. E do que restou, grande parte não chegou à ponta”, afirma.

Para a safra atual, segundo ele, a previsão era de aproximadamente R$ 600 milhões, mas parte significativa ainda não foi disponibilizada. “Há estimativas de que apenas R$ 300 milhões a R$ 400 milhões sejam liberados. Para o agronegócio brasileiro, isso não é nada.”

O advogado compara o cenário ao dos Estados Unidos. “Lá, são investidos cerca de R$ 25 bilhões por ano em subvenções ao seguro. No Brasil, estamos falando de 50 vezes menos, para um país tropical e muito mais vulnerável.”

Debate sobre valores e próximos passos

O setor produtivo defende que o seguro rural deveria contar com R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões anuais para garantir estabilidade e previsibilidade aos produtores. Costa, porém, é cético sobre a possibilidade de esse volume chegar na safra 2025/26.

“A expectativa é que menos da metade disso seja de fato desembolsada”, avalia.

Depois da votação suplementar na CCJ, o projeto segue para análise na Câmara dos Deputados, caso não haja pedido de vista ou manobras regimentais.



Source link