segunda-feira, março 23, 2026

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Calor extremo avança e preocupa o campo



As temperaturas máximas devem superar os 35°C


As temperaturas máximas devem superar os 35°C
As temperaturas máximas devem superar os 35°C – Foto: Freepik

A perspectiva agroclimática para o Brasil indica a manutenção de temperaturas elevadas e uma distribuição irregular das chuvas entre os dias 19 e 25 de março de 2026. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). O cenário aponta para a predominância de uma circulação tropical com forte presença de calor e umidade atmosférica limitada em grande parte do território agrícola.

As temperaturas máximas devem superar os 35°C na maior parte das áreas produtivas, com registros acima de 40°C concentrados no sul do Cerrado e regiões adjacentes. Em contraste, o norte da Amazônia, o Nordeste e a Região Sul devem apresentar máximas inferiores a esse patamar, ainda que com presença de calor. As mínimas também seguem elevadas, acima de 20°C em grande parte do país, com quedas pontuais apenas no litoral atlântico e no Sul, especialmente em áreas do sudeste de Minas Gerais, sul do Paraná, centro de Santa Catarina e sul do Rio Grande do Sul.

No campo das precipitações, o padrão segue irregular. A maior parte da área agrícola brasileira deve registrar volumes escassos, com acumulados entre 3 e 10 milímetros. As chuvas se concentram principalmente na Amazônia, no extremo noroeste do Cerrado, no noroeste do Nordeste e em partes da Região Sul, onde os volumes podem variar de 10 a 50 milímetros, com possibilidade de eventos mais intensos no norte amazônico.

A influência de ventos marítimos deve trazer alívio temporário do calor em áreas do litoral e pontos do Sul, enquanto o interior tende a permanecer com pouca variação térmica. O quadro reforça a continuidade de condições desafiadoras para a umidade do solo em importantes regiões produtoras.

 





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Soja perde fôlego no Brasil com mercado travado e pressão externa


O mercado brasileiro de soja teve uma semana marcada por lentidão nas negociações e recuo nos preços, refletindo um ambiente de baixa liquidez e ausência dos principais agentes. Houve apenas movimentos pontuais, sem volumes expressivos, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.

De forma geral, o comportamento foi de preços mistos e sem uma direção definida. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, tanto produtores quanto tradings se mantiveram afastados, o que limitou os negócios ao longo da semana. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Preços de soja

Nos principais polos de comercialização, os preços apresentaram leve queda. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), houve baixa mais acentuada, de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Soja em Chicago

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago pressionou as cotações. Os contratos com vencimento em maio acumulam queda de 4,55% na semana, encerrando a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir o maior nível em dois anos na semana anterior, o mercado iniciou o período no limite diário de baixa, movimento que determinou o desempenho semanal negativo.

A desvalorização foi influenciada por fatores geopolíticos. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar o encontro com o presidente da China, Xi Jinping, aumentou a incerteza no mercado. A reunião, inicialmente prevista para o fim de março, deve ocorrer apenas dentro de 30 a 45 dias.

O adiamento também posterga expectativas de um possível acordo comercial entre os países, incluindo compras de soja americana pela China, fator que vinha sendo monitorado de perto pelos investidores.

Câmbio

No câmbio, o dólar também contribuiu para o enfraquecimento dos preços no Brasil. A moeda norte-americana acumulou queda de 1,47% na semana, sendo cotada a R$ 5,2387 na manhã de sexta-feira. O movimento reduz a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e reforça o ritmo lento dos negócios.

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Cresce demanda global por baunilha natural



Nesse contexto, o Brasil surge como uma opção estratégica


Nesse contexto, o Brasil surge como uma opção estratégica
Nesse contexto, o Brasil surge como uma opção estratégica – Foto: Divulgação

A baunilha ocupa posição de destaque entre as especiarias mais valorizadas globalmente, com presença relevante nos setores alimentício, terapêutico e cosmético. O avanço da demanda por ingredientes naturais tem impulsionado o crescimento desse mercado, que tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. De acordo com Giovanna Cappellano, Gerente de ESG e Assuntos Estratégicos na Concepta Ingredients, empresa especializada no fornecimento de soluções naturais para a indústria, dados da Fortune Business Insights indicam que o mercado global de extrato de baunilha deve crescer de US$ 4,45 bilhões em 2024 para US$ 6,46 bilhões até 2034.

Historicamente concentrada em poucas regiões, a produção mundial tem forte dependência da Vanilla planifolia, responsável por cerca de 40% do volume global, com destaque para Madagascar. Esse cenário expõe o setor a riscos como eventos climáticos, perda de biodiversidade e volatilidade de preços, o que tem levado à busca por alternativas mais seguras e sustentáveis.

Nesse contexto, o Brasil surge como uma opção estratégica, apoiado em sua ampla biodiversidade. Entre as espécies nativas, a Vanilla pompona, conhecida como baunilha do Cerrado, apresenta potencial relevante. Cultivada em sistemas agroflorestais, combina preservação ambiental com geração de renda, embora exija planejamento de longo prazo devido ao ciclo produtivo.

Além do diferencial sensorial, essa variedade contribui para cadeias produtivas rastreáveis e alinhadas à bioeconomia. O desenvolvimento estruturado dessa produção pode ampliar a participação brasileira no mercado internacional, ao mesmo tempo em que fortalece comunidades locais e conserva biomas.

Iniciativas conduzidas pela Concepta Ingredients integram esse movimento, com projetos que utilizam diferentes espécies e promovem impactos positivos em larga escala. A atuação está ligada à preservação de áreas nativas e ao incentivo ao uso de insumos vegetais, reforçando o papel do país como fornecedor de ingredientes naturais sustentáveis.

 





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Pelo menos 142 municípios do RS já restringem serviços pela falta de diesel, diz Famurs


diesel, combustível
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Ao menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul estão com o pleno funcionamento de seus serviços essenciais ameaçados graças à falta de diesel. Isso corresponde a quase 30% dos 497 municípios do estado.

O levantamento foi feito pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Até a publicação, na quinta-feira (19), 315 prefeituras haviam respondido.

Segundo a federação, prefeitos do RS estão precisando priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de maquinário começam a ser suspensas em razão da escassez de combustível.

Adriane Perin de Oliveira, presidente da Famurs e prefeita da cidade de Nonoai, destaca que a situação tende a se agravar nos próximos dias, se não houver nenhuma medida para garantir o abastecimento de diesel.

“Temos o risco de que isso afete o transporte escolar e o transporte de pacientes para outras cidades. Vamos levar esses dados ao governador e reforçar a necessidade de buscarmos alternativas para garantir o pleno funcionamento dos serviços. Precisamos de respostas efetivas, especialmente por parte do governo federal”, diz ela.

Risco de desabastecimento

A disparada do preço do petróleo no exterior desde a eclosão da guerra no Oriente Médio pressiona o custo do diesel e gera preocupação quanto ao desabastecimento de combustíveis em todo o país.

O governo federal vem anunciando algumas medidas para conter o impacto, mas agentes de mercado avaliam que a implementação precisa ser imediata. E pode ser insuficiente diante do tamanho da crise no setor.

A primeira delas é a Medida Provisória nº 1.344/2026, publicada na quinta-feira (19), para conceder um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para o Ministério de Minas e Energia (MME). A MP garante subvenção econômica à comercialização de óleo diesel por produtores e importadores de óleo diesel, segundo medida anunciada na semana passada.

A outra medida principal foi zerar os dois impostos federais que incidem sobre o diesel: o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

O Ministério da Fazenda também propôs que estados zerem o ICMS sobre a importação do diesel, com a União arcando com metade da perda de arrecadação. O objetivo, nesse caso, é impedir que haja desabastecimento pelo descasamento entre os preços do combustível no mercado doméstico e externo.

Até a sexta-feira (20), no entanto, apenas o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), sinalizou positivamente sobre a possibilidade de zerar o ICMS sobre o combustível no estado.

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Pesquisa transforma ‘água de batata’ em farinha para produção de alimentos


farinha de batata
farinha de batata

O que a água utilizada no processamento da batata tem a ver com a poluição de rios? A resposta está no amido liberado pelo tubérculo ao entrar em contato com o líquido durante as etapas industriais, segundo informações do Jornal da Unicamp.

Sendo um dos alimentos mais consumidos no mundo, a batata possui uma produção em larga escala que exige volumes massivos de água, gerando um resíduo que pode causar danos ao meio ambiente.

De acordo com Eric Keven Silva, professor e pesquisador da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, o descarte inadequado desse efluente compromete a qualidade dos corpos d’água e dos lençóis freáticos

“Esse material possui uma alta carga orgânica. Quando descartado sem tratamento, ele contribui para a redução do oxigênio na água, causando o desequilíbrio de ecossistemas aquáticos”, explica o docente.

Alternativa sustentável

Nesse sentido, para enfrentar o problema, pesquisadores da FEA desenvolveram um processo capaz de recuperar o amido presente na chamada “água de batata”, transformando o resíduo em uma farinha rica em fibras.

“O ingrediente pode ser utilizado na produção de pães e bolos ou como espessante natural para molhos, ampliando as possibilidades de uso na indústria”, destaca Gabriela Milanezzi, doutoranda da FEA e responsável pelo estudo.

A proposta central da pesquisa é permitir que as próprias indústrias incorporem o reaproveitamento do resíduo em suas linhas de produção.

A iniciativa não apenas reduz o desperdício de recursos, mas também agrega valor comercial a um material que, anteriormente, a indústria descartaria apenas como efluente.

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como fica o tempo no primeiro fim de semana da estação?


O início do outono astronômico no Hemisfério Sul será marcado por mudanças nas condições do tempo em diferentes regiões do Brasil, com previsão de chuvas intensas em parte do país e temperaturas elevadas em outras áreas. As informações foram divulgadas pela Meteored.

A estação começou nesta sexta-feira (20), às 11h46 (horário de Brasília), caracterizando um período de transição entre o verão, com calor e volumes elevados de chuva, e o inverno, com tempo mais seco e temperaturas mais amenas. Segundo a previsão, esse processo ocorre de forma gradual. “O outono apresenta, em seu início, características semelhantes ao verão, com tempo quente e ocorrência de pancadas de chuva, geralmente no final do dia”, aponta o levantamento.

Ainda de acordo com a análise, a segunda metade da estação tende a apresentar redução das chuvas e queda nas temperaturas. “Já na segunda metade da estação, observa-se a diminuição gradual das chuvas e das temperaturas”, informa.

Para esta sexta-feira (20), a previsão indica tempo firme na maior parte da Região Sul, com chuvas fracas concentradas no leste. No Sudeste, Centro-Oeste e Norte, há previsão de pancadas irregulares, com risco de chuvas intensas em Minas Gerais e no Mato Grosso.

No sábado (21), a chegada de uma frente fria deve provocar instabilidade no Rio Grande do Sul, com aumento de nebulosidade e possibilidade de chuvas ao longo do dia. À tarde, há alerta para temporais no extremo sul do estado. Nos demais estados do Sul e parte do Sudeste, o tempo tende a apresentar aumento gradual de nuvens.

No Sudeste, a atuação de um bloqueio atmosférico deve favorecer a elevação das temperaturas, embora ainda haja previsão de pancadas isoladas no leste de São Paulo e do Rio de Janeiro. Já no Espírito Santo e no norte de Minas Gerais, a previsão aponta para chuvas intensas associadas à atuação de um corredor de umidade.

No Mato Grosso do Sul, Goiás e em estados da Região Norte, como Pará e Tocantins, o tempo deve permanecer parcialmente nublado, com chuvas irregulares ao longo do dia.

No domingo (22), a frente fria avança pelo Sul do país, mantendo o céu encoberto e aumentando o risco de chuvas intensas e temporais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A combinação com um corredor de umidade deve intensificar as instabilidades ao longo da tarde.

Já em estados do Sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e grande parte de Minas Gerais e Espírito Santo, o bloqueio atmosférico tende a reduzir a formação de nuvens. Ainda assim, há possibilidade de chuvas pontuais e de fraca intensidade.

De acordo com a Meteored, “o primeiro final de semana do outono trará chuvas para o Sul do Brasil, devido ao avanço da frente fria com potencial para eventos intensos”. Ao mesmo tempo, “no Sudeste, o bloqueio atmosférico atuará reduzindo os volumes de chuva e as chances de precipitação nos próximos dias”.





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Do doce ao salgado: Japão amplia uso de ovos na culinária local


Do doce ao salgado: Japão amplia uso de ovos na culinária local
Foto: Reprodução/Canal Rural

O consumo de ovos no Japão e a variedade de preparações com o alimento são destaque no segundo episódio da experiência da nutricionista Fabiana Borrego no país, exibido no programa Interligados da última sexta-feira (20). Desta vez, ela visitou o tradicional mercado de rua Tsukiji, em Tóquio.

Direto do local, Fabiana apresentou diferentes opções encontradas nas barracas. “Aqui a gente vê uma diversidade muito grande de preparações com ovos”, relata.

Consumo elevado e tradição

Um dos exemplos é o tamagoyaki, omelete japonesa bastante popular, preparada com caldo dashi. “É uma omelete tradicional, muito consumida no Japão”, explica.

O volume também chama atenção. Segundo a nutricionista, o japonês consome, em média, cerca de 340 ovos por ano, o que significa praticamente uma unidade por dia.

Controle sanitário

Outro ponto destacado é o rigor no controle sanitário. Fabiana observa que o Japão mantém um sistema de rastreabilidade que acompanha o produto desde a origem até a comercialização.

“Existe um controle muito rigoroso contra a salmonela, com rastreabilidade e validade indicada até na casca do ovo”, afirma.

Ela explica ainda que o consumo cru é permitido dentro do prazo indicado. Após esse período, o alimento segue próprio para consumo, desde que seja preparado.

Diversidade no dia a dia

Além do tamagoyaki, a experiência mostra bebidas à base de gema, sanduíches recheados e doces tradicionais, como o mochi com creme de ovo.

“O ovo não traz só sabor, mas também textura para os pratos”, destaca Fabiana.

A visita ao mercado reforça como o alimento está presente na rotina japonesa, em diferentes tipos de receitas e momentos do dia.

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Biólogo transforma 1.200 colmeias em modelo de negócio sustentável


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Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Em um cenário onde a apicultura paulista floresce com um crescimento de 22% em 2024, alcançando a marca de 6.772 toneladas de mel, histórias como a de Celso Ribeiro Cavalcanti de Souza explicam por que o setor se tornou estratégico para o desenvolvimento rural de São Paulo.

Proprietário da Estação do Mel, no município de Pindamonhangaba, em São Paulo, Souza é exemplo da união entre o conhecimento na prática e a alta tecnologia.

A trajetória de Souza com as abelhas começou cedo, aos 10 anos, quando manejava uma pequena colmeia de abelhas sem ferrão no quintal de casa. Criado em uma região de forte vocação apícola, próxima ao Instituto Biológico (antigo Centro de Apicultura Tropical), ele transformou o interesse de infância em profissão.

Formou-se técnico em agropecuária pelo Colégio Agrícola de Jacareí e, mais tarde, graduou-se em Biologia e Farmácia. Durante 14 anos, ele atuou na Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), cuidando do plantel de seleção genética de abelhas rainhas.

quintal-referencial
Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento

“Eu trabalhei na prática como produtor e, simultaneamente, dentro do maior centro de pesquisa de abelhas africanizadas do mundo”, revela Souza. Enquanto contribuía para a ciência do estado, ele estruturava seus próprios apiários, chegando a manejar 1.200 colmeias com tecnologia de ponta.

Estação do Mel

Hoje, a Estação do Mel é um modelo de verticalização, localizada estrategicamente próxima ao eixo turístico de Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão, a empresa não apenas produz mel, pólen e própolis, mas também aposta no turismo.

Visitantes podem vivenciar “um dia de apicultor”, participando de cafés da manhã temáticos e dias de campo. Mas Souza, foi além, ele desenvolveu linhas exclusivas de:

  • Bebidas: vinho, cachaça e vinagre de mel;
  • Cosméticos: shampoos, cremes e sabonetes à base de produtos da colmeia;
  • Apiterapia: tratamentos de saúde que utilizam desde a ingestão de própolis até a inalação do ar da colmeia e massagens detox com mel.

Futuro sustentável

Dados do Instituto de Economia Agrícola e da Defesa Agropecuária (IEA) indicam a existência de mais de 235 mil colmeias de abelhas africanizadas (com ferrão) e 1.926 apiários, com produção anual de 5,15 mil toneladas. Já as abelhas nativas (sem ferrão) somam mais de 30 mil colmeias, distribuídas em mais de 3 mil meliponários.

Existem 240 mil colmeias de abelhas africanizadas e mais de 30 mil de abelhas nativas no estado. Como destaca a especialista ambiental da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Carolina Matos, o setor gera emprego no campo enquanto preserva a biodiversidade por meio da polinização.

“São Paulo vem mostrando que é possível crescer com responsabilidade ambiental. O avanço da apicultura e da meliponicultura no estado gera emprego no campo, fortalece a economia local e, ao mesmo tempo, contribui diretamente para a conservação ambiental, por meio da polinização e da preservação da biodiversidade”, afirma.

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Queda nos preços do arroz reflete excesso de oferta


Os preços do arroz vêm registrando queda nas últimas semanas em meio a um cenário de oferta elevada e demanda enfraquecida em diversos mercados. O ambiente global também tem sido marcado por incertezas geopolíticas, que aumentam a volatilidade e afetam o ritmo das negociações internacionais.

De acordo com a Associação de Produtores de Arroz dos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio tem ampliado a insegurança no comércio, com relatos de embarques sendo retidos e impactos diretos sobre a demanda. A entidade destaca que o aumento dos estoques globais intensifica a pressão sobre os preços, tornando o excesso de oferta ainda mais relevante diante de qualquer retração no consumo.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que, desde fevereiro, as cotações de exportação recuaram entre os principais fornecedores globais, com exceção do Uruguai. Nos Estados Unidos, os preços caíram para 534 dólares por tonelada, refletindo vendas fracas. Na Índia, Vietnã, Paquistão e Tailândia, os recuos também foram atribuídos à menor demanda e, em alguns casos, ao avanço das colheitas ou à desvalorização cambial. O Uruguai apresentou movimento oposto, com leve alta devido à oferta restrita antes da nova safra.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura aponta que, em fevereiro, os preços globais tiveram leve alta mensal, mas permanecem abaixo do registrado há um ano. O comportamento foi heterogêneo entre os diferentes tipos de arroz, com valorização nos segmentos japonês e aromático e estabilidade ou queda em outros, influenciados por fatores como demanda regional, disponibilidade e variações cambiais.

Nas Américas, o início da colheita no Mercosul trouxe estabilidade em alguns mercados e recuos em outros, como no Brasil e nos Estados Unidos. A entidade também observa que estoques elevados podem levar à redução da área plantada na próxima safra norte-americana. Na Europa, representantes do setor alertam para uma crise crescente, impulsionada pelo aumento das importações, custos mais altos e exigências regulatórias.

 





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Avanço do amendoim brasileiro leva argentinos ao interior de SP


amendoim
Foto: Freepik

As exportações brasileiras de amendoim cresceram mais de 20% no ano passado e bateram recorde de faturamento na safra de 2025, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA).

O avanço é sustentado principalmente por ganhos de produtividade no campo, impulsionados por tecnologia e mecanização.

Esse cenário tem colocado o Brasil em evidência no mercado internacional e também atraído produtores de outros países. Durante a semana, o estado de São Paulo recebeu a visita de 40 agricultores argentinos interessados em conhecer de perto o modelo produtivo brasileiro.

Tecnologia no campo impulsiona eficiência

Ao longo da programação, os visitantes acompanharam etapas da produção, com destaque para a colheita mecanizada. Segundo o diretor de operações das Indústrias Colombo, Neto Colombo, o uso de máquinas mais modernas tem sido determinante para os resultados.

“Eles puderam ver no campo a operação de colheita com máquinas automotrizes, de alta eficiência, que já são mais utilizadas aqui no Brasil. São equipamentos que produzem mais com menos, o que também contribui para a sustentabilidade”, afirmou.

De acordo com ele, além de elevar a produtividade, a mecanização reduz perdas e melhora o desempenho operacional das lavouras.

Sustentabilidade ligada à produtividade

O Brasil produz atualmente mais de 1 milhão de toneladas de amendoim por ano e segue ampliando a produção sem abrir mão de práticas sustentáveis. Esse avanço, segundo especialistas do setor, está diretamente ligado à eficiência no manejo.

Colombo explica que operações mais eficientes reduzem o número de passadas das máquinas, diminuindo o consumo de combustível e o impacto ambiental.

“Quando você tem alta eficiência, você reduz perdas, aumenta a produção por hectare e dilui o impacto ambiental na produção total”, destacou.

Troca de experiências fortalece o setor

Mesmo entre os sete maiores produtores de amendoim do mundo, o Brasil mantém a estratégia de troca de experiências com países vizinhos, como a Argentina.

Segundo Colombo, apesar das diferenças regionais, os desafios no campo são semelhantes. Por isso, o intercâmbio técnico tende a beneficiar ambos os lados. Ele ressalta que o contato entre os produtores pode gerar parcerias de longo prazo e contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva.

Espaço para novas tecnologias

Entre as oportunidades identificadas, está o avanço no uso de tecnologias de monitoramento e gestão no campo, especialmente na Argentina.

“O uso de telemetria e monitoramento de produtividade, integrado às decisões de manejo, pode tornar o produtor mais eficiente. Isso permite decisões mais assertivas, inclusive no uso de defensivos”, avaliou Colombo.

A expectativa é de que a troca de experiências acelere a adoção dessas ferramentas e contribua para ganhos de produtividade nas próximas safras.

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