segunda-feira, março 23, 2026

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Rentabilidade do suíno cai pelo 4º mês seguido no Paraná


O lucro da produção de suínos no Paraná voltou a recuar em fevereiro de 2026, marcando o quarto mês consecutivo de queda após atingir o maior valor de 2025 em outubro. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

O indicador considera a diferença entre o preço pago ao produtor pelo suíno e o custo de produção estimado pela Embrapa Suínos e Aves, com valores ajustados pela inflação. Em janeiro de 2026, o resultado foi de R$ 0,96 por quilo, queda de 17,6% em relação a dezembro de 2025. Apesar do recuo mensal, houve avanço na comparação com janeiro do ano anterior, com crescimento real de 57,7%.

Em fevereiro, o lucro caiu para R$ 0,72 por quilo, retração de 25,2% frente a janeiro. Diferentemente do mês anterior, o resultado também ficou abaixo do registrado em fevereiro de 2025, com redução real de 10,6%.

De acordo com o boletim, “o desempenho de fevereiro foi consequência da queda no preço do suíno, mais intensa do que a redução observada nos custos de produção”. O preço recebido pelo produtor apresentou variação real de -5,4% em relação a janeiro e de -9,6% na comparação com fevereiro do ano passado. Já o custo de produção recuou -2,2% no mês e -9,5% em relação ao mesmo período de 2025.

O levantamento também destaca o comportamento sazonal do setor. “Retrações no lucro durante o mês de janeiro são recorrentes, em razão da menor demanda interna e externa característica do período”, aponta o documento.

Caso não haja reação no preço pago ao produtor, a tendência é de continuidade na queda da rentabilidade em março, repetindo o movimento observado no mesmo período de 2025.





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Rota do café transforma produtores em anfitriões e atrai turistas no ES; conheça 10 experiências


café
Foto: Renata Silva/Embrapa

A tradição cafeeira do município capixaba de Muniz Freire vem ganhando um novo significado com a consolidação da Rota Cafés de Muniz Freire, iniciativa que conecta a produção de cafés especiais ao turismo de experiência no Caparaó, região montanhosa do Espírito Santo. Mais do que apresentar o café como produto, a proposta valoriza o modo de vida no campo e convida moradores e visitantes a mergulharem na cultura, nos sabores e nas paisagens que fazem parte da identidade local.

A rota reúne dez experiências turísticas estruturadas para aproximar o público do universo dos cafés especiais e, ao mesmo tempo, fortalecer pequenos negócios rurais. O projeto articula produção, hospitalidade, gastronomia e natureza em um mesmo percurso, criando novas possibilidades de renda para quem vive da cafeicultura e ampliando o valor agregado do que é produzido nas propriedades.

Construída a partir da atuação conjunta do poder público municipal, do Sebrae-ES, da Cresol Fronteiras e da OCB-ES, a iniciativa reflete o amadurecimento de um território que vem se destacando pela qualidade dos cafés e pela organização dos empreendedores locais.

O trabalho desenvolvido com os produtores contribui não apenas para qualificar os negócios, mas também para transformar as propriedades em espaços preparados para receber visitantes e oferecer vivências ligadas ao campo.

Experiências no universo do café

Ao longo da rota, o visitante encontra experiências que vão muito além da degustação. O percurso inclui visitas a lavouras, estufas e terreiros, oficinas, colheitas simbólicas, harmonizações, trilhas, vivências sensoriais e contato direto com as histórias das famílias produtoras. É uma forma de compreender o caminho do café da lavoura à xícara, em uma imersão que une conhecimento, afeto e paisagem.

Esse movimento também amplia os reflexos positivos sobre a economia local. Ao atrair pessoas interessadas em conhecer de perto a produção de cafés especiais, a rota ajuda a movimentar outros segmentos, como hospedagem, gastronomia, artesanato e comércio. Com isso, o turismo passa a funcionar como extensão da força produtiva do campo, gerando novas oportunidades e ampliando o tempo de permanência dos visitantes na região.

Rota Cafés de Muniz Freire – experiências turísticas

  1. Cafeteria Delícias do Caparaó – Sensorial Três Anas
    Degustação de cafés especiais em dois métodos de extração, acompanhada de
    chocolate, castanhas e queijos locais.
    Telefone: (28) 99988-8188
    Instagram: @delicias.do.caparao
  2. Louir Cafés Especiais
    Colheita simbólica, visitação à lavoura, estufa e terreiro, além de preparo de
    biscoitos caseiros para degustação com café especial.
    Telefone: (28) 98113-4704
    Instagram: @cafelouir
  3. Parque das Tilápias – Ecotilápia
    Experiência que une natureza e sustentabilidade na piscicultura, com trilhas até
    cachoeira, interação com peixes e degustação de receitas à base de tilápia.
    Telefone: (28) 99884-3821
    Instagram: @parquedastilapias
  4. Cafeteria Alto Fioresi
    Vivência ligada à tradição da família Fioresi, com percurso pela lavoura, estufa e
    terreiro, encerrando com degustação de receitas típicas no deck da cafeteria.
    Telefone: (28) 99984-8836
    Instagram: @cafealtofioresi
  5. Sítio Alto Cachoeira
    Experiência “Mestre de Torra por um dia”, com participação no processo de torra
    manual e degustação de cafés com diferentes perfis sensoriais.
    Telefone: (28) 99931-8028
    Instagram: @sitioaltocachoeira.cafe
  6. Sítio Alto Bom Destino
    Recepção com café de boas-vindas, trilha pelo cafezal e degustação de mel
    harmonizado com receitas caseiras.
    Telefone: (28) 99999-8128
    Instagram: @sitioaltobomdestino
  7. Sítio Vista Alegre e Café Pastore
    Mesa de café especial na recepção, trilhas por cachoeiras, pomares e lavouras, com degustação ao final da experiência.
    Telefone: (28) 99912-0721
    Instagram: @cafepastore
  8. Café Vale do Ipê
    Visitação ao ciclo completo do café, com degustações sensoriais e produtos locais.
    Telefones: (28) 99929-0565 / (28) 99944-2620
    Instagram: @cafeipemf
  9. Alto Ribeiro Cafés Especiais
    Participação no preparo do café especial harmonizado com mini pudins e
    orientações sobre aromas e técnicas.
    Telefone: (28) 99617-9427
    Instagram: @altoribeiro.cafesespeciais
  10. Sítio Figueiredo
    Visita à lavoura, beneficiamento do café especial e degustação guiada com foco nos cinco sentidos sensoriais.
    Telefones: (28) 99995-8810 / (28) 99943-4048
    Instagram: @sitio.figueiredo.menino.jesus

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Irã volta a atacar instalações de gás no Catar após ameaças dos EUA


O Irã voltou a atacar instalações de gás natural no Catar na madrugada desta quinta-feira (19), em meio à escalada de tensões na região. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil e ocorrem após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis ações contra o campo de gás iraniano South Pars.

A estatal QatarEnergy informou que instalações de gás natural liquefeito foram atingidas por mísseis, “causando incêndios de grandes proporções e extensos danos adicionais”. Este é o segundo ataque do Irã contra a infraestrutura energética do país árabe aliado dos EUA. O primeiro ocorreu na quarta-feira (18), quando a refinaria de Ras Laffan também foi atingida, provocando “danos extensos”, segundo a empresa.

A nova ofensiva acontece após Trump afirmar que Israel foi responsável por ataques ao campo de gás South Pars, compartilhado entre Irã e Catar. Segundo ele, não haveria novos ataques israelenses contra a infraestrutura energética iraniana.

“A menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar um país inocente, nesse caso, o Catar. Nessa situação, os EUA, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, explodirão massivamente a totalidade do campo de gás de South Pars com uma força e potência jamais vistas ou testemunhadas pelo Irã”, afirmou Trump em uma rede social.

O presidente norte-americano acrescentou que não deseja autorizar esse nível de ação, “mas se o GNL do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo”.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Seyyed Abbas Araghchi, afirmou que o país poderá reagir de forma mais contundente caso novos ataques ocorram.

“Nossa resposta ao ataque de Israel à nossa infraestrutura empregou uma fração de nosso poder. A única razão para a contenção foi o respeito ao pedido de desescalada. Nenhuma restrição caso nossas infraestruturas sejam atingidas novamente. Qualquer fim para esta guerra deve abordar os danos causados às nossas instalações civis”, declarou.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica também se manifestou e classificou como erro o ataque às instalações energéticas iranianas. “Caso tal ato se repita, ataques subsequentes contra as redes energéticas tanto do agressor quanto de seus aliados persistirão até que sejam completamente destruídas, com uma resposta que excederá em muito a intensidade das operações anteriores”, diz o comunicado.

Após os ataques ao campo de South Pars, o Irã ameaçou outras instalações de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. A intensificação do conflito tem pressionado os preços do petróleo no mercado internacional.

“Caso tal ato se repita, ataques subsequentes contra as redes energéticas tanto do agressor quanto de seus aliados persistirão até que sejam completamente destruídas, com uma resposta que excederá em muito a intensidade das operações anteriores”, diz comunicado da Guarda Revolucionária.

Com informações da Agência Brasil*





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Prêmio Brasil Artesanal 2026: veja prazos para cachaça, doce de leite e azeite


Prêmio Brasil Artesanal 2026, CNA, azeite, doce de leite, cachaça
Foto gerada por IA para o Canal Rural

As inscrições para o Prêmio Brasil Artesanal 2026 entram na fase final. Os interessados podem se inscrever até 31 de março nas categorias doce de leite e cachaça de alambique. Para azeite de oliva, o prazo vai até 30 de abril.

Promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a iniciativa busca valorizar a produção artesanal no país e ampliar a visibilidade dos produtores rurais.

Segundo a assessora técnica da CNA, Fernanda Silva, o programa, que chega à 14ª edição, tem contribuído para fortalecer a credibilidade dos participantes e abrir novos mercados.

“Além de reconhecer a qualidade dos produtos, o prêmio amplia a visibilidade dos produtores e valoriza o trabalho artesanal desenvolvido no campo, além de estimular a melhoria contínua da produção”, afirmou.

Nos três concursos, os cinco primeiros colocados de cada categoria recebem certificado, premiação em dinheiro e divulgação nos canais digitais da CNA.

Doce de leite

O concurso é realizado em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e o Sebrae Nacional, e é voltado a produtores com produção anual de até 300 toneladas.

As inscrições seguem até 31 de março, com envio das amostras até 17 de abril. Cada participante pode inscrever um produto nas categorias doce de leite pastoso ou em barra.

A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e etapa final de premiação.

Cachaça de alambique

Também com inscrições até 31 de março, o concurso é destinado a produtores com produção anual de até 20 mil litros e conta com parceria do Sebrae Nacional.

O envio das amostras deve ser feito até 17 de abril. Os produtos concorrem nas categorias cachaça branca e amarela.

O processo de avaliação segue critérios técnicos, análise da história do produto, júri popular e etapa final.

Azeite de oliva

Para o azeite de oliva, as inscrições vão até 30 de abril, com envio das amostras até 15 de maio.

O concurso é realizado em parceria com Epamig, Embrapa, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Sebrae Nacional. Os produtores podem participar nas categorias blend ou monovarietal.

A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e premiação.

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o que esperar para a estação?


O outono no Hemisfério Sul começa oficialmente no dia 20 de março de 2026, às 11h45, e se estende até 21 de junho, às 5h25, conforme o Prognóstico Climático divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia. A estação marca a transição entre o verão e o inverno, com redução gradual das chuvas no interior do Brasil e queda de temperaturas, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste.

De acordo com o instituto, “é uma estação considerada de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, principalmente no Brasil central”. Nesse período, as precipitações tendem a diminuir no interior do país, especialmente no semiárido nordestino, enquanto áreas do Norte e do Nordeste ainda registram volumes significativos de chuva devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical.

O relatório também destaca a ocorrência de fenômenos típicos da estação. “Observam-se as primeiras formações de fenômenos adversos, tais como: nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e no Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul; e friagem no sul da Região Norte”, informa o prognóstico.

No cenário oceânico, o documento aponta mudanças nas condições do Pacífico Equatorial. Após a atuação do fenômeno La Niña entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, houve enfraquecimento das anomalias de temperatura da superfície do mar, indicando transição para neutralidade. Segundo o APEC Climate Center, há 84,6% de probabilidade de evolução para El Niño no trimestre de abril a junho.

Para a Região Norte, a previsão indica predominância de chuvas acima da média, com temperaturas também superiores aos padrões históricos em grande parte da área. No Nordeste, as chuvas tendem a ficar abaixo da média em diversos estados, como Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba, enquanto áreas do Maranhão e norte do Piauí podem registrar volumes mais elevados. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região.

No Centro-Oeste, a tendência é de redução das chuvas a partir de abril, com volumes próximos da média em Goiás e Mato Grosso e abaixo da média em Mato Grosso do Sul. As temperaturas devem ficar acima da média histórica. No Sudeste, a previsão aponta chuvas abaixo da média em São Paulo e grande parte de Minas Gerais, com possibilidade de episódios pontuais de chuva no leste da região. As temperaturas também tendem a ficar acima da média, embora não se descarte a entrada de massas de ar frio.

Na Região Sul, o prognóstico indica chuvas abaixo da média e temperaturas acima dos padrões históricos, com possibilidade de incursões de ar frio ao longo da estação.

O boletim também avalia impactos para a produção agrícola. Segundo o INMET, “torna-se relevante avaliar os potenciais impactos desse cenário sobre as atividades agrícolas no Brasil”. Na Região Norte, as chuvas acima da média tendem a favorecer lavouras já estabelecidas, como o milho segunda safra, além de contribuir para pastagens.

No MATOPIBA, que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a combinação de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas pode reduzir a umidade do solo, com impacto sobre culturas de segunda safra, especialmente milho e algodão.

Já nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, a menor disponibilidade de chuva associada ao aumento da evapotranspiração pode causar estresse hídrico e afetar o desenvolvimento das lavouras em fases reprodutivas. No Sul, a tendência de menor volume de chuvas e temperaturas mais elevadas pode reduzir a umidade do solo, afetar culturas de segunda safra e dificultar o estabelecimento das lavouras de inverno.





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Embrapa Milho e Sorgo recebe homenagem por 50 anos


A Embrapa Milho e Sorgo foi homenageada pelos seus 50 anos pela Câmara Municipal de Sete Lagoas. A sessão solene, com entrega de moções, de autoria da vereadora Heloísa Frois, foi realizada na noite da última quarta-feira, dia 18 de março, no Plenário Deputado Wilson Tanure da Casa Legislativa. “Quem me conhece, sabe que sou movida a emoção. E realmente para mim a Embrapa Milho e Sorgo é motivo de uma emoção muito positiva para a nossa cidade, para a nossa região e valorizo demais o trabalho de todos vocês. Então a homenagem foi de coração mesmo”, afirmou a vereadora Heloísa Frois.

A vereadora, em seu discurso, contextualizou a importância da Embrapa na evolução da agropecuária no Brasil e reconheceu o trabalho da Unidade instalada em Sete Lagoas nesses últimos 50 anos. “A Embrapa Milho e Sorgo acompanhou e impulsionou uma verdadeira transformação da agricultura brasileira. A produção de milho no País cresceu de forma expressiva e o sorgo ganhou espaço como alternativa estratégica, resultado direto de investimentos em ciência, tecnologia e inovação”, disse. Ainda nas palavras da vereadora, a Unidade tornou-se protagonista no desenvolvimento de cultivares, sistemas de produção sustentáveis e tecnologias que impulsionaram a produtividade do milho e do sorgo, fortalecendo o agronegócio nacional e promovendo a inclusão, o aumento de renda e promovendo o desenvolvimento social.

“Enquanto minha missão, vocês podem ter certeza absoluta que eu vou levar o nome da Embrapa para onde eu for, com o maior orgulho do mundo, porque isso faz meu coração se alegrar, faz meus olhos se reluzirem e faz o que eu fiz aqui hoje, que é trazer o meu maior orgulho em forma de moção para todos os empregados da Embrapa”, concluiu. O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia Frederico Botelho, representando o chefe-geral Vinícius Guimarães que se encontra em missão internacional pela Embrapa, registrou os agradecimentos à iniciativa da vereadora Heloísa Frois. “A realização desse evento é uma reflexão de estreita relação de parceria e confiança que a vereadora mantém com a nossa Instituição, demonstrando seu compromisso contínuo com a ciência e com o desenvolvimento tecnológico que emana da nossa Unidade para todo o Brasil”, afirmou.

Botelho fez um histórico a partir da criação da Embrapa, em 1973, da instalação da Embrapa Milho e Sorgo, em 1976, até a posição que o Brasil ocupa hoje na conjuntura de produção de alimentos. “O trabalho realizado em solo sete-lagoano transformou a realidade do País e do mundo. Superamos desafios, provamos que os solos dos Cerrados, antes vistos como improdutivos, poderiam sustentar uma agricultura forte. Geramos resultados expressivos. Em meio século, a produção nacional de milho saltou de 19 milhões para 130 milhões de toneladas, enquanto o sorgo cresceu de 400 mil para cinco milhões de toneladas. Fazemos ciência com propósito. Tecnologias desenvolvidas aqui ajudaram a transformar o Cerrado em um dos maiores celeiros agrícolas do planeta, como cultivares de milho e de sorgo mais produtivas, práticas de maneiras sustentáveis do solo, as barraginhas, dentre outras”, reforçou o chefe de Transferência.

Em relação ao futuro, Frederico Botelho reforçou a responsabilidade que a Embrapa tem em conduzir uma agricultura focada em sustentabilidade. “Se os primeiros 50 anos foram marcados por vencer a escassez, os próximos 50 anos serão dedicados a liderar a agricultura sustentável e regenerativa, focando na saúde do solo e na baixa pegada de carbono. Essa trajetória é uma construção coletiva que une o poder público, representado aqui por esta Casa, e pela parceria da vereadora Heloísa Frois, com a iniciativa privada e também com a academia. Agradecemos a todos os funcionários da Embrapa, que aqui estão representados, pesquisadores, técnicos, analistas, assistentes que dedicam suas vidas para garantir que a ciência saia do laboratório e chegue até o campo. Que esse aniversário seja o início de um novo capítulo de inovação. Vida longa para a Embrapa. Vida longa para Sete Lagoas”, finalizou.

Pesquisador aposentado prestigia cerimônia

O pesquisador aposentado da Embrapa Milho e Sorgo Morethson Resende se deslocou da região de Viçosa, na Zona da Mata mineira, para prestigiar a homenagem concedida à Embrapa Milho e Sorgo. “A pesquisa tem uma singularidade que a torna gratificante. Eu me lembro quando a gente trabalhava, não importava se fosse sábado, domingo, não importava se ficássemos até mais tarde, se chegássemos mais cedo, se era feriado… a gente era meio fanático (risos) e ainda somos até hoje. O pesquisador é um tipo de gente diferente… é uma pessoa que está gerando ciência, que está olhando qual resultado vai acontecer. Então, mais uma vez obrigado pelo convite e pelo reconhecimento”, disse o então pesquisador que atuava na área de Irrigação, aposentado em 2007.

 





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Açúcar reage com tensão externa e clima no radar



A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões


A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões
A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões – Foto: Pixabay

Os preços do açúcar apresentaram recuperação ao longo da segunda semana de março, influenciados por fatores geopolíticos e mudanças nas expectativas de oferta global. De acordo com análise da StoneX, o avanço foi impulsionado inicialmente pela intensificação das preocupações com a guerra no Oriente Médio, que trouxe suporte às cotações internacionais.

Na semana, o contrato mais líquido do açúcar bruto negociado em Nova Iorque, com vencimento em maio, acumulou valorização de 1,91%. O movimento ganhou força no início do período, com alta mais expressiva registrada na segunda-feira, refletindo a reação imediata do mercado ao cenário externo. Nos dias seguintes, porém, os preços passaram por ajustes, acompanhando a atenção dos agentes às perspectivas do setor energético.

A relação entre açúcar e combustíveis segue no centro das decisões produtivas no Centro-Sul do Brasil. A possibilidade de ajuste no preço da gasolina aumenta a competitividade do etanol, o que pode direcionar maior parte da cana para a produção de biocombustível na safra 2026/27. Esse cenário contribui para reduzir o excedente global inicialmente projetado.

Outro ponto relevante é a revisão para baixo na produção da Índia, que também influencia o balanço global da commodity. Além disso, cresce a atenção do mercado para a possível formação de um El Niño na segunda metade de 2026. Caso o fenômeno se confirme, há risco de impacto negativo sobre as monções indianas, fundamentais para o desenvolvimento da próxima safra.

Diante desses fatores combinados, o mercado tende a monitorar de perto tanto as variáveis climáticas quanto as decisões ligadas ao setor de energia, que seguem determinantes para o comportamento dos preços ao longo dos próximos meses.

 





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Área menor reduz expectativa para o feijão



Produção recua, mas preços seguem firmes



Foto: Pixabay

A produção brasileira de feijão deve registrar queda na safra 2025/26, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento e analisados no Boletim Conjuntural publicado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A estimativa é de uma colheita de 2,9 milhões de toneladas em uma área de 2,58 milhões de hectares, o que representa redução de 4,2% na área cultivada em relação ao ciclo anterior.

De acordo com o boletim, “os dados mais recentes divulgados pela Conab sobre a produção brasileira de feijão indicam uma retração no volume produzido”. O recuo na área plantada é apontado como o principal fator para a diminuição da produção.

O Paraná tem participação direta nesse cenário. Segundo a Conab, houve redução de 21,6% nas áreas destinadas à cultura ao longo das três safras no estado, com destaque para o feijão-preto, que apresentou queda de 27,6%. O levantamento do Deral confirma essa tendência.

Mesmo com a diminuição da área, o estado deve permanecer como o principal produtor nacional, respondendo por cerca de 22% da produção total. A primeira safra já foi concluída, com rendimento ligeiramente inferior ao registrado no ano passado.

A segunda safra, recém-implantada, começa a sentir os efeitos da falta de chuva nas últimas semanas. Segundo o boletim, “atualmente, 86% das lavouras estão em boas condições e 14% em condições médias — um declínio frente aos 94% e 6% registrados na semana anterior”.

No mercado, a perspectiva de menor oferta tem sustentado os preços, mesmo com o avanço da colheita da primeira safra. Ainda que tenha havido recuo pontual na última semana, a tendência é de valorização ao longo de março. O boletim aponta que “os valores de março superem a média de fevereiro e fiquem significativamente acima dos patamares de março de 2025”.

 





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Preços da carne bovina seguem elevados em Goiás e no Brasil


Em Goiás e em todo o Brasil, o preço da carne bovina segue pressionado por fatores estruturais da pecuária e por um cenário de mercado aquecido. Segundo o analista do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Marcelo Penha, o setor vive um momento típico de valorização dentro do ciclo pecuário.

“A carne bovina… nós estamos no ciclo de alta da pecuária, com reposição cada vez mais cara. A arroba bateu, na semana passada, na média de Goiás, cerca de R$ 321 e continua com tendência de crescimento.”

Após anos de abate elevado de fêmeas, os produtores passaram a reter matrizes para recompor o rebanho, o que reduz a oferta de animais no curto prazo. Com menos boi disponível, frigoríficos disputam animais, os preços sobem e o consumidor sente no bolso.

“A retenção de matrizes diminui a oferta de animais para os frigoríficos. Eles estão com dificuldade de encontrar boi e vaca no mercado, e isso mostra um aquecimento no setor”, explica.

No início de 2026, a arroba do boi gordo no estado já girava acima de R$ 315, com avanço nas cotações nas principais regiões. Em fevereiro e março, esse movimento se intensificou: a procura superou a oferta, elevando os preços tanto do boi quanto da vaca e da novilha.

Além disso, o mercado iniciou março com valorização sustentada por dois fatores principais: exportações fortes, especialmente para a China, e oferta limitada de animais terminados. Esse desequilíbrio mantém o preço elevado também no varejo.

“Nada ainda de impacto de fatores externos, como guerra, no mercado brasileiro. O setor segue aquecido; é a lei da oferta e da procura”, afirma Marcelo Penha.

A tendência, pelo menos no curto prazo, ainda não é de queda. As projeções ao longo de 2026 apontam o preço da arroba entre R$ 330 e R$ 335. “A gente ainda tem tudo para manter a tendência de crescimento com o ciclo de alta da pecuária”, diz Penha.

 





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Bioinsumos avançam no campo com menor custo, mais produtividade e maior resiliência climática


O avanço dos bioinsumos tem ganhado força no agronegócio ao unir redução de custos, ganho de produtividade e maior resiliência das lavouras diante de eventos climáticos extremos. A avaliação é de Solon Cordeiro de Araújo, conselheiro-fundador da ANPII Bio, que destaca o papel dessas tecnologias no fortalecimento de uma produção mais eficiente, econômica e adaptada às novas condições climáticas.

Segundo Solon, os bioinsumos vêm conquistando espaço pois entregam retorno financeiro ao produtor e, ao mesmo tempo, contribuem para o desempenho agronômico das culturas. “Os bioinsumos são desenvolvidos inicialmente pela pesquisa e, depois, pelas empresas, com um objetivo claro: proporcionar um bom retorno financeiro ao agricultor. Esse retorno se divide em duas partes. De um lado, o custo desses produtos geralmente é um pouco mais baixo do que o dos químicos. De outro, são tecnologias que oferecem alto rendimento e contribuem para o aumento da produtividade”, afirmou.

Além da busca por maior eficiência, os bioinsumos também aparecem como alternativa para reduzir a dependência de insumos químicos e tornar o manejo mais compatível com a realidade econômica do produtor.

“Esses produtos buscam controlar insetos e pragas, além de contribuir para a nutrição das plantas, mas sempre de forma compatível com a realidade financeira do agricultor. Além do aumento de produtividade e das vantagens para o meio ambiente, busca-se também um valor mais acessível”, explicou. Um dos principais exemplos citados por Solon é a fixação biológica de nitrogênio (FBN), considerada uma das tecnologias mais consolidadas da agricultura brasileira. Segundo ele, o uso de inoculantes evidencia, na prática, o potencial dos bioinsumos para reduzir custos de produção.

“Se pegarmos o caso tradicional do Brasil, que é a fixação biológica de nitrogênio, veremos que o custo dos inoculantes é extremamente mais baixo do que o da ureia, caso o agricultor optasse por essa fonte. É uma diferença brutal”, destacou.

Apesar do avanço do uso de bioinsumos no país, o retorno sobre o investimento ainda é um desafio para parte dos agricultores. Solon pondera que esse cuidado não se limita aos biológicos, mas faz parte da avaliação de qualquer tecnologia adotada no campo.

“Esse é um ponto, às vezes, crítico. Mas isso vale para qualquer produto, não apenas para os biológicos: como medir o resultado? Em primeiro lugar, o agricultor deve se basear nos resultados apresentados pela pesquisa. Todos os produtos biológicos registrados no Ministério da Agricultura precisam passar por avaliações de campo e comprovar resultados mensuráveis, inclusive aumento de produtividade”, disse.

Na avaliação do especialista, o registro oficial já representa um primeiro indicativo de que o produto passou por testes e apresentou eficiência agronômica em condições reais de uso.

“Esse é o primeiro ponto que o agricultor deve observar: se o produto está registrado no Ministério da Agricultura, ele já passou por uma avaliação que comprova seu potencial de aumentar a produtividade. Claro que o produtor também precisa fazer a medição na própria lavoura, mas com critério”, ressaltou.

Solon também alerta para o risco de análises precipitadas em safras afetadas por condições adversas, como estiagem, variações climáticas ou falhas operacionais, que podem comprometer os resultados independentemente da tecnologia utilizada.

“Às vezes, o agricultor vinha usando um produto químico e, em determinado ano, decidiu adotar o biológico. Se naquele ciclo houve seca ou outros fatores adversos, ele pode concluir, de forma precipitada, que o problema foi o biológico. Por isso, a mensuração e a avaliação são muito importantes”, observou.

Para ele, quando o desempenho não corresponde ao esperado, a recomendação é buscar apoio técnico para verificar possíveis causas e ajustar o manejo.

“Se o agricultor não estiver satisfeito com o resultado, é importante chamar o vendedor ou a equipe técnica do produto para avaliar o que aconteceu e entender por que o desempenho não foi o esperado. Mas isso é extremamente raro. Normalmente, o agricultor fica satisfeito, e isso explica o aumento do uso desses produtos no Brasil”, afirmou.

O especialista reforça que a expansão dos bioinsumos no mercado é resultado direto da percepção de valor por parte do produtor rural.

“Esses produtos trazem rentabilidade, e o agricultor não joga dinheiro fora. Ele vai sempre procurar aquilo que realmente funciona”, completou.

Eventos climáticos extremos aceleram busca por soluções biológicas

Outro fator que tem impulsionado a adoção dos bioinsumos é o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como veranicos e períodos prolongados de déficit hídrico. Nesse cenário, Solon avalia que os produtos biológicos apresentam vantagens importantes em relação a parte dos insumos químicos tradicionais.

“O produto químico normalmente tem um comportamento mais rígido. Se aplicarmos no solo um produto que dependa de solubilização e enfrentarmos um período de pouca chuva, ele pode não funcionar no tempo adequado”, explicou.

Segundo ele, a irregularidade das chuvas tem se tornado cada vez mais presente no ciclo das culturas, o que exige do setor soluções capazes de responder melhor ao estresse ambiental. “Estamos passando por períodos de veranico cada vez mais frequentes durante o ciclo de praticamente todas as culturas. Nesse contexto, o produto biológico apresenta um comportamento mais resiliente”, destacou.

Embora os organismos vivos também dependam de água para manter sua atividade, Solon afirma que os bioinsumos tendem a responder melhor em cenários de restrição hídrica moderada.

“O biológico não deixa de atuar em períodos de pouca chuva. Evidentemente, sua atividade pode diminuir um pouco, porque todo ser vivo precisa de água, mas ele apresenta maior resiliência às condições climáticas”, afirmou.Esse comportamento  já orienta o desenvolvimento de novos produtos voltados especificamente ao aumento da resistência das plantas ao estresse hídrico.

“Hoje, já existem inúmeros produtos biológicos desenvolvidos justamente com essa finalidade: aumentar a resiliência diante das questões climáticas e do estresse hídrico. Esse é um dos pontos-chave em que precisamos avançar: produtos biológicos que tragam maior resistência às condições de seca moderada”, concluiu.

 





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