quinta-feira, março 26, 2026

News

News

Queremos excluir mais produtos e avançar na negociação com os EUA, diz Alckmin



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, sintetizou o anúncio do governo dos Estados Unidos de revogar a tarifa adicional de 40% para uma série de produtos agropecuários importados do Brasil, na quinta-feira (20). “A maior redução de tarifas foi o maior avanços nas negociações Brasil-EUA”.

Ele lembrou que, no início, o Brasil tinha 36% das suas exportações no tarifaço e, ontem, 238
produtos tiveram as tarifas removidas, o maior avanço desde o início das negociações. Com isso, o percentual caiu para 22% de itens que ainda estão com a taxação de 50%.

“Hoje nós temos 22% dos produtos da exportação brasileira, que ano passado foi de US$ 40
bilhões. Outro fato importante é que retrocedeu a 13 de novembro. O governo americano vai
reembolsar os produtos que foram exportados depois de 13 de novembro”, ressaltou.

O vice também destacou a menção ao diálogo com o presidente Luís Inácio Lula da Silva com o presidente dos EUA na ordem executiva da Casa Branca, e o trabalho no chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado dos EUA. “O presidente Trump ressaltou o bom diálogo que teve com o presidente Lula.”

Entre os produtos chave que ainda permanecem sobretaxados, Alckmin destacou alguns alimentos, como pescados, mel, uva, e industriais, como motores, máquinas e calçados e disse que espera avançar em novas tratativas.

Sanções a ministros

Em relação às sanções a autoridades brasileiras, o vice-presidente disse que o assunto foi incluído na pauta entregue pelo presidente Lula a Trump.

“O presidente fez os dois pleitos, de redução tarifária, por que os EUA têm superávit na balança comercial, tanto de serviços, quanto de produtos. Do G20, só três países têm superávit na balança, Reino Unido, Austrália e Brasil. E também colocou a questão da Lei Magnitsky, em relação ao ministros que foram afetados.”

Também está sendo tratada a investigação dos EUA em relação às big techs e ao Pix. “O
trabalho continua. As barreiras estão sendo vencidas. Abrimos mais um canal importante de negociação. O presidente Lula sempre destacou: diálogo e negociação. Queremos excluir mais produtos e avançar na negociação.”

Alckmin disse que o programa Brasil Mais Soberano continua porque ainda há setores atingidos. “À medida que eles forem saindo é sempre uma proporção do faturamento. É uma relação entre o faturamento que a empresa tem e quanto ela foi atingida. Inicialmente, era 5% do faturamento que tinha acesso ao crédito. São R$ 40 bilhões (R$ 30 bi mais R$ 10 bi) em crédito, mais o drawback, mas o Reintegra, mais a postergação do recolhimento de tributos. Depois isso foi reduzido para 1%. E uma outra medida foi não apenas o exportador, mas o fornecedor de insumos. O Brasil Mais Soberano também atende essas empresas, ampliou o escopo.”

Lula convidou Trump a vir ao Brasil

Alckmin ressaltou que ainda não há previsão de reuniões, mas disse que o presidente Lula, ontem (20) no Salão do Automóvel, em São Paulo, convidou o presidente Trump a vir ao Brasil e se colocou a disposição para ir à Washington.

“Não tem tema proibido”, disse Alckmin sobre a pauta das negociações, citando datacenters, Big Techs e terras raras.

Em relação à entrada do Uruguai no Tratado Integral e Progressivo de Associação Transpacífico (CPTPP, na sigla em inglês), um acordo comercial que reúne 15% do PIB global, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores do país sul-americano nesta sexta-feira (21), Alckmin disse que o Mercosul engloba questões de livre comércio, com a entrada da Bolívia passando a ter cinco países no bloco, e a união aduaneira. “Há que se respeitar o livre comércio e a união aduaneira”, comentou.

Ele também destacou os acordos entre o Mercosul e Singapura, em 2023, com o Efta (a Islândia, o Principado de Liechtenstein, o Reino da Noruega e a Confederação Suíça), neste ano, e que em dezembro deve assinar com a União Europeia, além de negociações para ampliar linhas tarifárias de preferência com o México e a Índia.



Source link

News

Tarifaço ainda atinge 22% das exportações brasileiras aos EUA



O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (21) que parte relevante das exportações brasileiras aos Estados Unidos continua submetida às sobretaxas impostas por Washington. Mesmo após a retirada de 238 produtos da lista, 22% das vendas seguem sob tarifação adicional.

A declaração foi feita no Palácio do Planalto, um dia após o governo norte-americano reduzir o alcance do chamado tarifaço, aplicado desde 2024.

Avanço parcial nas negociações

Alckmin informou que a exclusão de novos itens representa o movimento mais significativo desde o início das conversas bilaterais. Quando as tarifas foram anunciadas, 36% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano enfrentavam alíquotas extras. O percentual caiu com a ampliação gradual das isenções.

A decisão da Casa Branca elimina a tarifa adicional de 40% para itens majoritariamente agrícolas, como café, carne bovina, banana, tomate, açaí, castanha de caju e chá. A medida tem efeito retroativo a 13 de novembro, permitindo reembolsos para cargas já embarcadas.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram a atual distribuição dos US$ 40,4 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2024:

  • US$ 8,9 bilhões seguem submetidos à tarifa extra de 40% ou de 10% mais 40%, conforme o produto;
  • US$ 6,2 bilhões continuam sujeitos à sobretaxa de 10%;
  • US$ 14,3 bilhões estão livres de taxação adicional;
  • US$ 10,9 bilhões permanecem enquadrados nas tarifas da Seção 232, que atingem setores como siderurgia e alumínio.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, afirmou que a fatia de itens totalmente livres de sobretaxas cresceu 42% desde o início da crise. Ela destacou, porém, que a indústria segue como setor mais pressionado, com menor capacidade de redirecionar produtos para outros mercados. Aeronaves da Embraer continuam sujeitas à tarifa de 10%.

Próximos passos das tratativas

Segundo Alckmin, a decisão dos EUA foi influenciada pelo diálogo recente entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro realizado na Malásia. O governo brasileiro enviou, no início de novembro, uma proposta de acordo comercial — cujo conteúdo ainda não foi divulgado — para orientar as próximas etapas.

O presidente em exercício mencionou que temas tarifários e não tarifários seguem na pauta, incluindo discussões sobre terras raras, big techs, energia renovável e o regime tributário para serviços de data center. Ele também confirmou que Lula levou a Trump questionamentos sobre sanções aplicadas no âmbito da Lei Magnitsky.

Apesar dos avanços, Alckmin avaliou que os setores industriais permanecem como os mais sensíveis. O governo pretende insistir na retirada de novos itens da lista. “O trabalho continua, com avanços graduais e menos barreiras”, afirmou.



Source link

News

Matriz energética do Brasil ganha destaque como uma das mais renováveis do mundo



A matriz energética do Brasil voltou a ganhar espaço nas discussões internacionais sobre clima. Durante a COP30, em Belém, Pará, o país se destacou por apresentar uma das composições energéticas mais renováveis do mundo, além de ser referência no uso de biocombustíveis e bioeletricidade.

A transição energética aparece como um dos temas centrais da conferência. Com a pressão global para reduzir emissões e diminuir a dependência de combustíveis fósseis, as delegações internacionais buscam formas de acelerar o avanço das fontes limpas.

Segundo o senior manager KPMG Germany, Ghali Bouzouba, existem três prioridades que se destacam nesta COP: implementação rápida de energias renováveis; fortalecimento do armazenamento e das redes elétricas, capazes de suportar o crescimento da demanda por eletricidade; e a criação de mecanismos de regulação e financiamento para que grandes projetos saiam do papel.

De acordo com Bouzouba, as metas internacionais apresentadas na COP28, em Dubai, como triplicar a geração de energia renovável até 2030 e dobrar a eficiência energética no mesmo período, foram reforçadas em Belém e devem ser novamente firmadas por mais de 120 países.

Bioenergia coloca o Brasil à frente

Segundo o chefe de relações internacionais da Embrapa, Marcelo Morandi, o Brasil carrega um diferencial histórico, meio século de experiência em biocombustíveis. Além do etanol e do biodiesel, a bioeletricidade produzida com resíduos agrícolas também é um pilar importante.

“Temos um histórico de 50 anos na área de biocombustíveis aonde já temos uma participação na nossa matriz energética muito considerável vindo de biomassa, não só na área de biocombustível, mas também na área de bioeletricidade”, explica Morandi.

Segundo dados apresentados pelo chefe de relações internacionais, cerca de 29% de toda a matriz energética nacional vem da biomassa, um índice que coloca o país entre os líderes globais em energia limpa.

Enquanto fontes intermitentes, como solar e eólica, variam ao longo do dia, a biomassa oferece estabilidade ao sistema elétrico, ajudando a equilibrar a rede e a garantir fornecimento contínuo e sustentável.



Source link

News

Ausência de Fávaro na COP30 foi oportunidade perdida, critica secretário do CAL



No Diário da COP30, quadro do Canal Rural veiculado diretamente da AgriZone, espaço na Cúpula dedicado a soluções agropecuárias sustentáveis, o secretário executivo do Consórcio Amazônia Legal (CAL), Marcelo Brito, considerou que o evento serviu para o mundo finalmente enxergar que a agricultura é uma ferramenta de solução climática e não um problema.

Para ele, desde que se aplique boas práticas ambientais no campo, embasadas na ciência trazida pela Embrapa e demais instituições de pesquisa, o produtor rural se transforma em agente de combate às mudanças climáticas.

Contudo, como ponto negativo do encontro sediado em Belém, Brito criticou a ausência do ministro da Agricultura (Mapa), Carlos Fávaro, em dias focados na negociação entre as partes.

“Lamento apenas que o governo, na figura do ministro da Agricultura, não tenha participado tanto da COP30. Senti muita falta do ministro da Agricultura na semana passada porque foi quando estavam presentes os presidentes, ministros e CEOs de grandes empresas, ou seja, os donos da política e do capital mundial estavam presentes e a ausência do Fávaro foi uma oportunidade perdida, mas é possível revertê-la”, ressaltou.

Apesar disso, o secretário executivo disse que o saldo para o setor superou as expectativas. “Diziam que a COP30 seria um tiro no pé do agro brasileiro, mas o Brasil conseguiu mostrar a qualidade e competência desse setor essencial à nossa economia para mais de 160 países de uma só vez”, destacou.

Para ele, nunca se falou tanto da Amazônia como nos dois últimos anos que antecederam a COP30. “O principal legado [da Cúpula] é a sociedade ter inserido a Amazônia no Brasil e o Brasil na Amazônia.”

Mediando o encontro, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues enfatizou que nas COPs anteriores o agronegócio era um elemento secundário, mas nesta edição foi o protagonista. Em complemento, o diretor da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), José Carlos Fonseca, afirmou que no passado, em muitas ocasiões, o agro se escondia das discussões ambientais.

“Isso acontecia por vontade própria ou pelo setor ser cobrado de maneira excessivamente rigorosa, mas, dessa vez, viemos assumir a dianteira, mostrar a cara”, disse.

*O Canal Rural entrou em contato com o Mapa para responder à crítica sobre a ausência de Fávaro na COP30 semana passada, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Recuperação de pastagens degradadas avança



Dados mostram que 159 milhões de ha do território nacional são ocupados pastagem


Dados mostram que 159 milhões de hectares do território nacional são ocupados por pastagens
Dados mostram que 159 milhões de hectares do território nacional são ocupados por pastagens – Foto: Canva

A recuperação de pastagens degradadas tornou-se eixo central para ampliar a eficiência produtiva no campo e reduzir a pressão sobre novas áreas. O avanço recente do Programa Nacional de Conversão de pastagens Degradadas em Sistemas Sustentáveis estabelece diretrizes para estimular investimentos e organizar o uso de tecnologias de manejo. Estimativas oficiais indicam potencial de até US$ 1 bilhão em movimentação e R$ 10 bilhões em financiamentos.

Dados mostram que 159 milhões de hectares do território nacional são ocupados por pastagens, com 78% em algum nível de degradação. Especialistas destacam que o programa é decisivo para metas de baixa emissão de carbono e para fortalecer a imagem do agro. No contexto, apontam que recuperar áreas improdutivas evita a abertura de novas fronteiras e amplia a eficiência.

“É possível crescer de forma sustentável, mas, para isso, precisamos recuperar as pastagens improdutivas. Não há necessidade de abrir novas áreas, basta sermos eficientes onde já estamos”, diz Thiago Maschietto, CEO da SBS Green Seeds.

A retomada da vitalidade produtiva passa pelo cuidado com o solo, responsável pela retenção de água, ciclagem de nutrientes e equilíbrio ecológico. Técnicos explicam que práticas adequadas reduzem erosão e sustentam a produtividade no longo prazo. Também apontam que o uso de forrageiras adaptadas acelera a reforma, melhora a atividade microbiana e reforça a cobertura do solo. 

“Podemos, por exemplo, pegar uma área de pastagem degradada, preparar o solo e implementar uma cultura como soja ou milho. Após a colheita e comercialização do grão, ao semear o capim, garantimos a reforma da pastagem a custo zero praticamente”, exemplificou o gerente de P&D da SBS.

 





Source link

News

Ciclone deve provocar chuva forte e ventos de 100 km/h nos próximos dias, alerta meteorologista



Um ciclone extratropical deve se formar próximo à costa do Rio de Janeiro e Espírito Santo no início da próxima semana e provocar chuva volumosa, ventos fortes e possibilidade de granizo em áreas do Sudeste. O alerta é do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, que destaca que o sistema começa a se organizar já no domingo (24), após a passagem de uma baixa pressão pelo Brasil Central.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo Müller, o fenômeno pode provocar rajadas de vento de até 100 km/h, aumentando o risco de quedas de árvores, danos estruturais e transtornos no campo, especialmente em cafezais em fase de florada, mais sensíveis à queda de granizo.

“Esse ciclone vai se formar próximo ao litoral durante a segunda-feira e deve gerar chuva intensa, risco de alagamentos e deslizamentos, principalmente no Rio de Janeiro e na Zona da Mata Mineira”, explica o meteorologista.

Ciclone chega após novo período de chuva extrema no Nordeste

A formação do ciclone acontece justamente quando o Nordeste enfrenta volumes excepcionais de chuva provocados por uma frente fria que avançou pela região.

Nas últimas 24 horas:

  • Capim Grosso (BA) ultrapassou 100 mm;
  • Salvador registrou 80 mm em apenas uma hora, o equivalente a 75% da chuva de todo o mês de novembro.
  • Os temporais causaram alagamentos, deslizamentos e queda de árvores, segundo a Defesa Civil.

Apesar dos danos urbanos, o cenário de chuva é positivo para áreas produtoras do Nordeste e do Matopiba. “A umidade do solo melhorou bastante em partes da Bahia, Piauí e Maranhão. A chuva chegou onde o produtor precisava”, afirma Müller.

Com a formação do ciclone extratropical, o meteorologista prevê aumento significativo dos acumulados em áreas do Sudeste.

Regiões sob maior risco:

  • Litoral do Rio de Janeiro
  • Zona da Mata Mineira
  • Região Serrana do RJ
  • Leste de Minas Gerais
  • Sul do Espírito Santo

Principais impactos esperados

  • Ventos fortes entre 70 e 100 km/h
  • Enxurradas e alagamentos
  • Risco de deslizamentos de terra
  • Possibilidade de granizo, especialmente em MG

Interrupção de atividades agrícolas e danos a lavouras

“Os acumulados podem superar 100 mm em pouco tempo, e o granizo pode prejudicar culturas sensíveis, como café”, reforça Müller.

Sul e Centro-Oeste também sentem efeitos da instabilidade

Antes da atuação direta do ciclone, uma segunda frente fria deve organizar chuva no Sul e Centro-Oeste:

  • Mato Grosso pode registrar temporais no sábado, com ventos intensos.
  • São Paulo terá calor de 33°C na sexta, seguido de chuva generalizada no domingo.
  • O Rio Grande do Sul será a única área do país com tempo firme no domingo.
  • Nordeste segue com chuva forte até sábado; Salvador permanece em alerta

Enquanto isso, a frente fria que atua no Nordeste continua provocando instabilidade até sábado (23). Salvador permanece em alerta para acumulados que ainda podem ultrapassar 100 mm em 48 horas.

A partir de domingo, a tendência é de melhora gradual do tempo na capital baiana. Produtor deve redobrar atenção no campo

O meteorologista reforça que o período é crítico para produtores rurais:

  • Chuva volumosa pode atrasar plantio e colheita
  • Vento forte e granizo ameaçam áreas com culturas sensíveis
  • Estradas rurais podem ser afetadas, dificultando logística

“É uma semana que exige atenção redobrada, principalmente no Sudeste. Temos risco elevado para eventos severos”, afirma Müller.



Source link

News

CNA destaca avanço do agro na discussão climática e aponta frustrações na COP30



A participação do agronegócio brasileiro na COP30 foi um dos pontos fortes da conferência, segundo Muni Lourenço, vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Comissão de Meio Ambiente da entidade. Em entrevista à COP TV do Agro desta sexta-feira (21), ele avaliou a presença do setor e os possíveis legados do encontro para o país.

Lourenço diz que o legado pode ser analisado em dois eixos: o que o agro deixa para a COP e o que a COP deixa para o agro.

Força do agro brasileiro na conferência

Para o dirigente, o agronegócio teve uma participação “contundente” e “robusta” na COP30. Ele destacou a atuação da AgriZone — a Casa da Agricultura Sustentável da Embrapa instalada na conferência — como peça central para apresentar dados científicos atualizados sobre a produção brasileira.

Lourenço citou a divulgação da nova edição do estudo de uso da terra da Embrapa Territorial, apresentada no primeiro dia da conferência. Segundo o levantamento, 65,6% do território nacional mantém cobertura vegetal nativa, e 29% dessa área está preservada dentro de propriedades privadas, o que reforça, afirmou, a contribuição direta dos produtores rurais.

Para ele, trazer a produção de alimentos ao centro das discussões foi um ganho importante da participação brasileira.

Expectativas não atendidas

Porém, o segundo eixo — o legado da COP para o agro — ainda não se concretizou. Neste sentido, o representante da CNA apontou dois pontos considerados fundamentais no posicionamento oficial da entidade, mas que não avançaram até o último dia de debates.

O primeiro é o financiamento climático, que enfrenta impasses entre países e, segundo ele, um travamento por parte das nações desenvolvidas, que teriam responsabilidade ampliada pelo Acordo de Paris.

O segundo ponto é a criação de um mandato específico para a agricultura tropical, proposta defendida pela CNA para que a produção em clima tropical seja tratada com métricas próprias. Lourenço afirmou que não há indicações de que esse mandato sairá de Belém.

Ele explicou que muitos parâmetros globais são baseados em modelos de agricultura de clima temperado, o que distorce a compreensão sobre a produção brasileira.

Cooperação internacional e papel do Brasil

Com a Turquia confirmada como sede da COP31, também localizada em região de agricultura tropical, Lourenço afirma que cresce o espaço para o Brasil compartilhar experiências. Durante a conferência, representantes de diversos países e organizações procuraram a CNA e a Embrapa para discutir cooperação internacional.

Além disso, o dirigente reforçou que o Brasil, mesmo sendo um país em desenvolvimento, é uma “potência agroambiental e energética” e parte da solução global para as mudanças climáticas. Também destacou o papel estratégico do país na segurança alimentar mundial.



Source link

News

custo de produção de suínos aumenta 1,09% em outubro ante setembro



Os custos de produção de suínos e de frangos de corte tiveram comportamentos distintos em outubro, segundo levantamento da Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa Suínos e Aves.

Enquanto a produção de suínos ficou 1,09% mais cara ante setembro, a de frangos de corte ficou 1,71% mais barata. Os dados consideram Santa Catarina e Paraná, maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte foi de R$ 4,55 em outubro, com o ICPFrango atingindo 352,48 pontos. No acumulado de 2025, a variação é negativa, de 4,90%. No comparativo de 12 meses o índice também registra queda: 2,74%. “A ração, que representa 63,10% do custo total, baixou 3,01% no mês”, informou a Embrapa.

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo foi de R$ 6,35 em outubro, com o ICPSuíno chegando aos 363,01 pontos. No acumulado de 2025, o índice também registra aumento (2,23%). Em 12 meses, a variação é de 2,03%. “A ração, responsável por 70,72% do custo total de produção na modalidade de ciclo completo, subiu 1,28% no mês.”



Source link

News

Pessoas precisam estar no centro das negociações, defende analista do Sebrae



Ao apresentar projetos que integram bioeconomia e produção sustentável, o Sebrae destacou na COP30 o potencial do Baixo Amazonas para gerar negócios sem desmatamento e defendeu que o agronegócio brasileiro precisa priorizar as pessoas por trás dos números.

Segundo o analista de competitividade do Sebrae, Joaci Medeiros, o agronegócio representa cerca de 25% do PIB brasileiro e mais de 50% das exportações do país. Mas, segundo ele, os números não contam toda a história. “A gente precisa inserir as pessoas nesses indicadores econômicos. Os números são importantes, mas as pessoas devem estar na pauta principal das negociações”, destacou.

Experiência sensorial

Na região do Baixo Amazonas, o Sebrae desenvolve um trabalho que envolve desde a bioeconomia e o agronegócio até a agricultura familiar e a produção de biojoias. “É um conjunto de ações que trouxemos para cá”, afirmou Medeiros.

O objetivo é mostrar que é possível manter a floresta em pé e, ao mesmo tempo, gerar negócios. Durante a participação na Agrizone, o Sebrae levou um viveiro florestal, um empreendimento atendido pela instituição no processo de regularização. O espaço apresenta mudas nativas como açaí, cumaru e andiroba, disponíveis para que os visitantes possam tocar, observar e conhecer de perto.

Além das sementes, o estande oferece uma imersão sensorial, permitindo que o público visualize diferentes fases do desenvolvimento das mudas e até mesmo áreas que remetem à floresta. “O visitante percebe a floresta dentro do nosso espaço”, explicou o analista.

O ambiente também conecta iniciativas de bioeconomia apoiadas pelo Sebrae, como o setor de madeira e móveis, reforçando o papel da instituição na promoção de empreendimentos sustentáveis na região.

COP30

Para Medeiros, a COP30 deixa um legado importante para o Brasil e para as próximas conferências do clima. O encontro em Belém marca um novo momento, no qual os países precisam apresentar, de forma concreta, o que estão fazendo em termos de agricultura sustentável e como pretendem alinhar produção e preservação.



Source link

News

Brasil bate 2º maior volume da história e exportação dispara em outubro


A exportação brasileira de carne suína segue com forte desempenho, sendo fator-chave para o quadro enxuto da disponibilidade doméstica neste 2025, o que favorece a sustentação dos preços ao longo da cadeia. Em outubro, o Brasil exportou 140,722 mil toneladas (somando in natura e industrializado), registrando o segundo maior resultado da história, atrás apenas das 147,676 mil toneladas de setembro. A receita total do mês foi de US$ 340,531 milhões e o preço médio da tonelada ficou em US$ 2.419,89.

Um ponto que merece atenção é a queda no preço médio, que vem ocorrendo nos últimos meses após ter atingido o pico do ano entre junho e julho, quando superou ligeiramente os US$ 2.500.

Sem grande surpresa, as Filipinas foram o maior importador do mês, com 44,825 mil toneladas, correspondendo a 31,85% do total. Vale destacar que, desde setembro, o país passou a importar volumes mais expressivos do Brasil, saindo da faixa de 30/32 mil para 44/47 mil toneladas. Contudo, o preço médio pago pelo país asiático desacelerou: em agosto, US$ 2.463, e em outubro, US$ 2.353.

As expectativas seguem favoráveis em relação às Filipinas, considerando que o país ainda sofre com a peste suína africana e a demanda continua avançando.

Depois das Filipinas aparecem vários mercados com importação na casa das 10 mil toneladas. O Japão foi o segundo maior destino da carne suína brasileira em outubro, com 10,762 mil toneladas e participação de 7,65%, pagando em média US$ 3.396, maior preço entre os principais compradores.

Na terceira colocação apareceu o México, surpresa do mês, com 10,054 mil toneladas de carne suína congelada e participação de 7,14%. O preço médio da tonelada enviada para os mexicanos ficou em US$ 2.485.

A China apareceu na quarta colocação na lista de maiores importadores, com 10,036 mil toneladas e participação de 7,13%. O fato que chamou a atenção foi o preço médio da tonelada paga pelos chineses, que ficou em US$ 2.688, salto de US$ 300 em relação ao mês passado. De qualquer modo, vale destacar que a oferta de carne suína no interior da China continua elevada para a dinâmica atual, onde a confiança dos consumidores está abalada devido à desaceleração da atividade econômica, tanto que os futuros do suíno vivo listados em Dalian estão girando nas mínimas do ano.

O número de matrizes suínas na China continua acima do que o governo aponta como ideal para equilíbrio do mercado, ou seja, 40,350 milhões de cabeças contra 39 milhões de cabeças. Deste modo, a China tende a não ampliar o volume de compras ao longo dos próximos meses.

Com os dados de outubro, no consolidado dos dez primeiros meses de 2025, o Brasil exportou 1,228 milhão de toneladas, aumento de 14,01% em relação às 1,077 milhão de toneladas registradas entre janeiro-outubro/24. Quanto à receita, o avanço no mesmo período foi de 22,62%, passando de US$ 2,442 bilhões para US$ 2,994 bilhões.

Entre janeiro e outubro/25, as Filipinas importaram 313,099 mil toneladas, crescimento de 63,32% na comparação com as 191,073 mil toneladas registradas em igual período do ano passado. Outro destaque é o Japão, que importou até outubro 95,277 mil toneladas, avanço de 26,07% em relação às 75,576 mil toneladas do mesmo período de 2024.

Como destaque negativo fica a China, com retração de 28,70%, passando de importação de 199,299 mil toneladas no acumulado janeiro-outubro/24 para 142,098 mil toneladas nos primeiros dez meses deste ano.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link