terça-feira, março 10, 2026

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O que são alimentos plant-based e por que eles estão ganhando espaço no Brasil?


Amazonika Burger servido no restaurante Casa Camolese, Rio de Janeiro, desenvolvido pela parceria Embrapa Agroindústria de Alimentos e Amazonika Mundi
Foto: Kadijah Suleiman

Cada vez mais presentes nas gôndolas dos supermercados, os produtos chamados “plant-based” ainda geram dúvidas entre consumidores. Apesar do nome em inglês, a proposta é simples: alimentos de origem vegetal que simulam, em sabor, textura e aparência, produtos feitos com ingredientes de origem animal.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Janice Lima, a categoria já faz parte da rotina dos brasileiros há muitos anos, mesmo que muitas pessoas não percebam.

“Quando a gente fala em plant-based, a gente está pensando em produtos que são vegetais, mas que simulam sensorialmente ou em termos de aparência aqueles produtos de origem animal que eles estão associados”, explica.

Entre os exemplos mais comuns estão o tofu, que pode ser comparado a um análogo de queijo; a margarina, alternativa vegetal à manteiga; extratos vegetais que substituem o leite; e a proteína texturizada de soja, amplamente utilizada como substituta da carne moída.

Novo perfil de consumidor

Historicamente, esses produtos eram voltados principalmente ao público vegetariano e vegano. No entanto, o crescimento do grupo dos chamados “flexitarianos” (pessoas que optam por reduzir, mas não eliminar, o consumo de proteína animal) ampliou o mercado.

Esse novo consumidor busca alternativas que entreguem experiência sensorial semelhante à carne, ao leite ou aos derivados, sem abrir mão de sabor, aroma e textura.

“Essas pessoas começaram a exigir do mercado produtos vegetais que simulassem os produtos animais, mas que tivessem uma questão sensorial muito mais próxima dos produtos de origem animal”, explica Janice Lima.

Desafios

Janice Lima explica que durante o desenvolvimento dos plant-based, o principal obstáculo está na textura, especialmente quando se trata de carne vegetal. Reproduzir as fibras e a suculência de um corte bovino ou de frango exige tecnologia e investimentos.

“O mais difícil em termos de projeto seria essa questão da extrusão, obter, por exemplo, cortes inteiros de um corte que simule um pedaço de frango ou um corte que simule um pedaço de carne. Tem algum algumas tecnologias, principalmente no exterior, que as pessoas estão conseguindo, mas aqui no Brasil eu acho que é um pouco incipiente ainda”, explica.

Soja ainda lidera, mas mercado busca diversificação

A soja segue como principal matéria-prima do setor no Brasil, por ser amplamente pesquisada, disponível e consolidada na indústria. A ervilha também ganhou espaço nos últimos anos, impulsionada pela produção e pesquisa no Canadá.

Na Embrapa, os estudos avançam para diversificar as fontes proteicas, com foco em leguminosas conhecidas como “pulses”, como lentilha, grão-de-bico, tremoço e feijão.

Segundo Janice Lima, a vantagem de você usar essas leguminosas no desenvolvimento desse tipo de produto é porque você parte de um teor um pouco mais alto de proteínas.

“Essas leguminosas têm normalmente em torno de 20% de proteína e para fazer a concentração já fica um pouco mais fácil”, destaca.

A técnica de extrusão é utilizada para transformar esses concentrados em proteínas com estrutura semelhante à carne, como ocorre com a proteína texturizada de soja.

Consumidor quer o pacote completo

O mercado plant-based segue em expansão no Brasil, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pelo avanço tecnológico. Ainda há desafios importantes, especialmente na reprodução de cortes inteiros de carne, mas a tendência é de crescimento e diversificação das matérias-primas nos próximos anos.

Para Janice Lima, o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente e exigente. O desafio da indústria é entregar um “pacote completo”: sabor semelhante ao produto animal, perfil nutricional adequado e preço acessível.

“Todo mundo quer tudo. Quer que seja sensorialmente igual, quer que nutricionalmente seja legal e quer também um preço acessível”, completa.

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Comercialização da soja 25/26 avança em Mato Grosso e passa da metade


colheita soja, brexit, commodities agrícolas
Foto: Agência Brasil

A comercialização da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso alcançou 56,58% da produção estimada até 9 de março, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O índice representa avanço em relação ao relatório anterior, divulgado em fevereiro, quando as vendas estavam em 49,49%. O ritmo também está acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando 54,97% da safra já havia sido negociada.

De acordo com o instituto, também já há negócios envolvendo a próxima temporada. A safra 2026/27 tem 3,96% da produção comprometida, percentual superior ao observado em fevereiro, de 1,46%. No mesmo período do ano passado, o volume antecipadamente comercializado era de 4,93%.

A safra 2024/25 já está totalmente comercializada no estado, conforme o levantamento.

Milho tem 35,4% da safra 2025/26 vendida

Para o milho, o Imea aponta que 35,41% da safra 2025/26 de Mato Grosso já foi comercializada até 9 de março.

O índice representa avanço frente ao início de fevereiro, quando o percentual era de 32%. Em igual período do ano passado, as vendas alcançavam 32,45% da produção estimada.

Já em relação à safra 2024/25, o volume negociado chegou a 96,27% da oferta, acima dos 92,36% registrados em fevereiro. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 98%.

Algodão também registra avanço nas negociações

No caso do algodão, a comercialização da safra 2025/26 atingiu 58,55% da produção estimada em Mato Grosso até 9 de março.

O número é superior ao observado no início de fevereiro, quando o índice estava em 54,81%, e também acima do registrado no mesmo período do ano passado, de 54,33%.

Para a safra 2024/25, o total negociado chegou a 87,06% da oferta, ante 82,69% no mês anterior. Já os contratos da safra 2026/27 somam 7,43%, abaixo dos 9,70% registrados no mesmo período do ano passado.

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Protesto marca abertura da Expodireto Cotrijal e expõe crise no agro gaúcho


Agricultores protestam durante o início da 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS)
Agricultores protestam durante o início da 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Foto: Marcel Oliveira

A 26ª edição da Expodireto Cotrijal começou nesta segunda-feira (9) em Não-Me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul, região importante na produção de grãos do estado.

Logo nas primeiras horas do dia, antes da abertura oficial da feira, produtores rurais realizaram um protesto em frente ao parque do evento para chamar atenção para a situação financeira enfrentada no campo.

O ato ocorreu em meio a mais um período de estiagem no estado, que já impacta a safra de verão. A expectativa é de que os próximos levantamentos oficiais confirmem quebra na produção de grãos.

Segundo os relatos, muitos agricultores ainda enfrentam dificuldades para renegociar dívidas acumuladas nos últimos anos, especialmente após perdas climáticas recorrentes.

Dívidas e dificuldades no campo

Durante a manifestação, agricultores relataram que medidas anunciadas anteriormente não chegaram a todos que precisavam. Como consequência, parte dos produtores reduziu o investimento na lavoura ou até deixou de plantar.

A produtora rural Luciane de Lima afirma que a situação tem se agravado no estado. “Nós estamos em mais um movimento, mais uma manifestação, e vamos mostrar o que está acontecendo realmente com o produtor rural”, disse.

Ela reforça que o setor precisa de respostas rápidas para continuar produzindo. “Com certeza a gente não suporta mais essa situação e precisa de uma solução imediata”, completou.

Apoio da organização da feira

O grupo de produtores foi recebido pelo presidente da Cotrijal, Nei Manica, que demonstrou apoio às reivindicações.

“Nós queremos receber vocês com todo o carinho, toda admiração e todo o respeito que o produtor merece. Estaremos juntos nessa luta”, afirmou.

Durante o protesto, os agricultores também leram um manifesto público com pontos que, segundo eles, vêm sendo discutidos há anos sem solução. Entre os temas está a cobrança de royalties pelo uso de biotecnologia na soja.

Preocupação com diesel durante a colheita

Outra preocupação levantada pelos produtores envolve o abastecimento de diesel para máquinas e caminhões em meio ao início da colheita da soja.

De acordo com o presidente da Aprosoja do Rio Grande do Sul, Ireneu Orth, o cenário internacional gera alerta para o setor.

“Eu vi uma declaração hoje de manhã de que por um período ainda vai ter combustível, não vai ter problema de abastecimento. Mas preocupa no momento em que a guerra continua e o Estreito de Ormuz ficando fechado”, disse.

Ele ressalta que uma eventual falta de combustível no período da colheita poderia comprometer toda a operação no campo.

“Faltando combustível no momento da safra, aí sim é o fim da picada. Está tudo pronto, é só colher, e a máquina vai estar ali parada porque não tem combustível”, afirmou.

Debates continuam ao longo da semana

Os produtores escolheram a abertura da Expodireto para a manifestação porque o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, era aguardado no evento. No entanto, ele não participou da programação desta segunda-feira, que contou apenas com representante estadual do ministério.

A feira segue até sexta-feira (14) e deve reunir debates sobre tecnologia, produção agrícola e os desafios enfrentados pelo agronegócio gaúcho.

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Guerra no Oriente Médio já fez nitrato de amônio subir 28% nos portos brasileiros


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Nitrato de amônio. Foto: Pixabay

A guerra no Oriente Médio trouxe impactos sobre a oferta global de fertilizantes nitrogenados, elevando fortemente os preços nos últimos dias. De acordo com a StoneX, o movimento de valorização foi observado em diversos mercados, incluindo o Brasil.

Nos portos brasileiros, a ureia registrou alta superior a 15% na semana, enquanto o nitrato de amônio apresentou aumento ainda mais acentuado, de cerca de 28% após subir mais de US$ 100 por tonelada no mesmo período.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado Tomás Pernías, o movimento está diretamente ligado tanto às incertezas geradas pela guerra quanto aos impactos concretos já observados na cadeia global de fertilizantes.

“Nos dias que se seguiram ao início do conflito, muitos fornecedores retiraram suas ofertas do mercado enquanto aguardavam maior clareza sobre a situação e sobre a formação de preços da ureia no mercado internacional. Ao mesmo tempo, houve redução da produção de nitrogenados no Catar após ataques no país, o que já indica uma diminuição na disponibilidade global de mercadorias”, ressalta.

Problemas no escoamento

Outro fator que pressiona o mercado é a situação logística na região. A navegação no Estreito de Hormuz, rota estratégica para o comércio global de insumos, tem sido prejudicada, comprometendo o escoamento de fertilizantes, gás natural e enxofre produzidos no Oriente Médio.

“De forma geral, o Oriente Médio responde por cerca de 40% das exportações mundiais de ureia. Qualquer interrupção prolongada nessa região pode gerar impactos significativos na oferta global, especialmente se o conflito se estender por semanas ou meses”, contextualiza o analista.

No curto prazo, os Estados Unidos tendem a sentir primeiro os efeitos dessa redução da oferta global. O país atravessa um período crítico de preparação para a safra de primavera, momento em que a demanda por fertilizantes costuma ganhar força à medida que as temperaturas se tornam mais favoráveis às aplicações no campo.

“Caso os preços mais elevados do mercado internacional sejam repassados ao comprador norte-americano, existe o risco de pressão sobre as margens dos agricultores, justamente em um momento importante de planejamento da safra”, destaca Pernías.

Impacto no Brasil

No Brasil, o impacto tende a ser mais gradual. As compras de fertilizantes nitrogenados geralmente se intensificam apenas nos meses finais do ano, período que antecede o plantio da safrinha de milho. Diante do cenário atual, muitos importadores podem optar por adotar uma postura mais cautelosa no curto prazo.

“Apesar disso, o nível de incerteza é elevado e não há garantia de que os preços estarão mais favoráveis nas próximas semanas”, avisa.

Segundo ele, a falta de previsibilidade no cenário geopolítico torna o comportamento do mercado de fertilizantes especialmente difícil de antecipar no atual momento.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de oliva ganha ritmo no Rio Grande do Sul



Safra de oliva avança em regiões do estado



Foto: Pixabay

A colheita de oliva avança em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com expectativa de produção positiva em alguns municípios. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, a colheita vem se intensificando nos pomares localizados em São Gabriel. De acordo com o relatório da Emater/RS-Ascar, “os produtores estão se surpreendendo positivamente com a produtividade das cultivares em colheita, e há expectativas ainda melhores para a cultivar Koroneiki, que apresenta carga muito elevada e deve ser colhida nas próximas semanas”.

Segundo o informativo, após duas safras com resultados negativos — incluindo casos em que produtores deixaram de colher devido à inviabilidade econômica da operação —, a produção de azeitonas no município deve superar o volume registrado na safra 2022/2023. O desempenho é atribuído às condições climáticas registradas no período e ao início da produção em pomares jovens. O rendimento das frutas processadas até o momento em lagar do município alcança 12% na extração de azeite.

Na região administrativa de Santa Maria, em Cachoeira do Sul, a falta de chuvas regulares no último mês elevou a demanda por água nos pomares de oliva e de noz-pecã. Conforme a Emater/RS-Ascar, nas áreas irrigadas os produtores passaram a utilizar os sistemas para compensar a ausência de umidade, enquanto os níveis dos reservatórios começam a apresentar redução gradual.

Na região de Soledade, as oliveiras estão em fase inicial de colheita e a expectativa é de produção elevada. Em Encruzilhada do Sul, há cerca de mil hectares cultivados com oliveiras, embora parte da área ainda não esteja em fase produtiva.

Já na região administrativa de Pelotas, o trabalho de colheita continua e os produtores mantêm expectativa positiva em relação ao volume da safra, segundo o informativo da Emater/RS-Ascar.





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Jacto aposta em tecnologia embarcada para tornar pulverização mais eficiente nas lavouras


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Foto: Divulgação

Com produtos e serviços alinhados com a demanda da agricultura brasileira, a Jacto anuncia novas tecnologias para auxiliar o produtor rural na busca por mais competitividade.

Reconhecida como líder mundial em pulverização, a multinacional de máquinas, soluções e serviços agrícolas apresenta ao mercado o sistema de estabilidade de barra BalanceControl em sua linha de pulverizadores Uniport, e o novo pulverizador tratorizado Advance 2000 AM24, entre outras inovações para elevar a eficiência operacional no campo em cada etapa do trabalho agrícola.

Com soluções em tecnologia embarcada, o objetivo é resolver gargalos operacionais e elevar a qualidade das aplicações. Com um portifólio amplo e integrado, a proposta é operar com inteligência e precisão, o que significa reduzir custos, ampliar margem e mitigar riscos e desperdícios inerentes à atividade.

Para acesso do agricultor junto às inovações e tecnologias de aplicação apresentadas, a empresa oferece condições diferenciadas de financiamento e consórcio. A intenção é disponibilizar máquinas e equipamentos em condições de aquisição, de acordo com o perfil de cada propriedade.

BalanceControl

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Foto: Divulgação

A tecnologia de estabilidade de barras na linha de pulverizadores Uniport, modelos 3030 e 4530, com barras de 32m e 36m, foi projetada para entregar melhor cobertura de produtos fitossanitários nas plantas, resultando em maior densidade de gotas por centímetro quadrado ao longo da faixa de aplicação.

O sistema também permite maior tempo de operação dentro da altura ideal de pulverização, reduzindo oscilações e proporcionando ganhos operacionais de até 30%.

A nova solução representa um avanço significativo ao combinar engenharia de precisão e inteligência operacional. O resultado é uma pulverização mais uniforme e estável, mesmo em terrenos irregulares.

Tecnologia patenteada pela Jacto como ‘BalanceControl’, o novo sistema é formado por soluções mecânicas, hidráulicas e eletrônicas que ajustam automaticamente a posição das barras em tempo real, conforme as variações do relevo.

Esse mecanismo permite que o movimento da máquina seja independente das barras, acionando o sistema apenas quando necessário, o que reduz o desgaste dos componentes e aumenta sua durabilidade.

Pulverizador tratorizado

Com barra de 24 metros, design compacto, corte automático de seções e gerenciamento inteligente da pulverização, o novo pulverizador tratorizado Advance 2000 AM24 foi projetado para atender pequenos e médios agricultores na busca por mais eficiência e redução de desperdícios.

Desenvolvido para atender a demanda crescente por equipamentos mais compactos e adequados aos mais diversos tipos de propriedades, o equipamento chama a atenção por reunir alta capacidade operacional com tecnologias avançadas de controle. O design compacto reduz amassamento e facilita manobras, ampliando as possibilidades para pequenos e médios produtores rurais.

O sistema Multicontrol gerencia toda a pulverização e mantém o volume correto de produto, mesmo quando a velocidade de operação varia. O equipamento conta com joystick para acionamento da barra, o que facilita os ajustes de altura e posicionamento, além de um display com comandos integrados que permite configurar o volume de aplicação de forma prática e intuitiva.

Expodireto Cotrijal

A Jacto está na Expodireto Cotrijal 2026, onde apresenta ainda suas soluções em adubação, plantio e agricultura digital.

No espaço, os visitantes poderão conferir demonstrações, conversar com especialistas e conhecer as tecnologias desenvolvidas para ampliar produtividade e eficiência nas lavouras.

Sobre a Jacto

A Jacto, multinacional brasileira de máquinas, soluções e serviços agrícolas, possui uma história de 78 anos, que começou com o seu fundador Shunji Nishimura, em 1948, na cidade de Pompeia (SP).

Atualmente, possui fábricas no Brasil, na Argentina, Alemanha, nos EUA e na Tailândia, linha de montagem na China, e centro de distribuição no México, Chile e na Nova Zelândia. Seus produtos são comercializados em mais de 110 países.

A Jacto oferece uma ampla linha de produtos de alta tecnologia que vai desde ferramentas para poda e pulverizadores portáteis, a máquinas de grande porte para pulverização, adubação, plantio, colheita de café e cana-de-açúcar, além de equipamentos, sistemas e serviços para limpeza e sanitização.

A empresa também oferece soluções e serviços para a agricultura de precisão e agricultura digital, propiciando uma produção cada vez mais sustentável.

A companhia é ainda parceira da Fundação Shunji Nishimura, a qual engloba um colégio de ensino infantil e fundamental, uma escola técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e uma Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) com cursos inéditos voltados ao agronegócio.

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Cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras, aponta Dieese


cesta básica - 2022 - dieese - ebc
Foto: EBC

Em fevereiro, o custo médio da cesta básica subiu em 14 capitais brasileiras. Já no Distrito Federal e em outras 12 capitais do país, a cesta básica ficou mais barata.

É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Estado do nordeste teve a maior variação

A maior elevação ocorreu em Natal, onde o custo médio da cesta variou 3,52%. Em seguida estão João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Já a maior queda ocorreu em Manaus, que apresentou variação negativa de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).

Quando se considera o acumulado do ano, 25 cidades tiveram alta, enquanto o restante apresentou queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais que tiveram queda.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta no mês passado foi o feijão, que apresentou alta em 26 unidades federativas, com exceção de Boa Vista, onde houve queda de 2,41% no preço do quilo. 

Em Campo Grande, o quilo do feijão teve uma variação positiva de 22,05%. Segundo os pesquisadores, a alta no preço se deve à oferta restrita, devido às dificuldades de colheita e menor área de produção em relação ao ano passado.

A carne bovina de primeira apresentou alta de preços em 20 cidades, resultado de uma menor disponibilidade de animais prontos para o abate e do bom desempenho das exportações, que mantiveram a carne bovina valorizada.

Cesta mais cara do país

Em fevereiro, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).

Já nas capitais do Norte e do Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).

Com base na cesta mais cara do país, que em fevereiro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor vigente no mês passado deveria ser de R$ 7.164,94 ou 4,42 vezes superior ao mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

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Produtor pode transformar soja que não vingou em silagem; veja como


Reprodução Aprosoja RS

A instabilidade climática em 2026 tem desafiado agricultores em todo o país. Para a produtora Suzana Garcia, de Araguaína (TO), a silagem de soja é uma solução estratégica para enfrentar a perda da safra de grãos por conta de veranicos ou excesso de chuvas.

O zootecnista Edson Poppi afirma que transformar a lavoura não aproveitada em alimento para o gado é uma forma inteligente de recuperar o capital investido e garantir uma fonte proteica de qualidade.

Para que a soja se torne uma silagem de qualidade, o monitoramento do campo é fundamental. O ideal é colher a planta com trinta por cento de matéria seca. A soja possui um alto “poder tampão”, o que significa que resiste à queda de pH necessária para a conservação. Poppi destaca que o manejo técnico deve ser rigoroso.

Confira:

Alternativa em emergência

Respondendo à dúvida de Suzana, Poppi confirma que a silagem em sacos plásticos, conhecida como silo bolsa ou bag, é uma excelente alternativa, especialmente para propriedades menores. A silagem de soja atua como um “concentrado volumoso” devido ao seu alto teor de proteína, sendo superior às silagens tradicionais de milho ou sorgo nesse aspecto.

Em anos de quebra de safra, transformar a planta em carne ou leite é a melhor estratégia para evitar prejuízos totais. A silagem de soja é uma saída de emergência de alto valor, mas exige cuidado na vedação e agilidade no processo. É a tecnologia transformando a crise climática em uma reserva alimentar de qualidade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Morre o pecuarista Edgard Ramos, pioneiro da raça tabapuã no Rio de Janeiro


Edgard Ramos da Silva Rego Júnior
Foto: divulgação/ABCZ

O pecuarista Edgard Ramos da Silva Rego Júnior morreu no último sábado (7). Ele era associado à Associação Brasileira dos Criadores de Zebu desde março de 1998 e foi um dos pioneiros da pecuária zebuína no estado do Rio de Janeiro.

Edgard se tornou o primeiro criador da raça Tabapuã no estado e também se destacou na produção de leite a partir do trabalho de seleção com a raça Gir Leiteiro.

O velório foi realizado nesta segunda-feira (9), na Capela Memorial do Crematório Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro.

Em nota, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu manifestou solidariedade à família e aos amigos.

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Colheita de soja é a mais lenta das últimas cinco safras, diz AgRural


Caminhão durante a colheita de soja
Foto: Canal Rural Mato Grosso

A área cultivada com soja no Brasil na safra 2025/26 estava 51% colhida até quinta-feira passada (5) em comparação com 39% uma semana antes e 61% um ano atrás, de acordo com levantamento da AgRural. Mesmo com o bom avanço registrado na semana, a colheita manteve-se como a mais lenta desde a safra 2020/21.

Com março em curso e Mato Grosso entrando na reta final da colheita, as atenções agora estão mais voltadas para a definição da safra nas áreas de calendário mais tardio, que têm sofrido ou com falta de chuva, ou com excesso.

No Rio Grande do Sul, o temor é de que novos cortes de produtividade ocorram por causa da estiagem. No Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia), os grandes volumes de chuva dificultam a colheita e ameaçam a qualidade dos grãos em parte das lavouras.

Plantio do milho

O plantio da safrinha de milho 2026 alcançava na quinta passada 82% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil, em comparação com 66% uma semana antes e 92% no mesmo período do ano passado, segundo dados da AgRural.

Apesar dos esforços dos produtores para acelerar as máquinas e não estender os trabalhos para muito além da janela ideal, o ritmo da região ainda é o mais lento desde 2022. Além disso, existe preocupação em alguns pontos do Paraná e de Mato Grosso do Sul por causa da falta de umidade.

O milho verão 2025/26 estava 42% colhido no Centro-Sul do Brasil até quinta passada, em comparação com 36% na semana anterior e 54% um ano atrás.

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