quinta-feira, agosto 13, 2026

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preços sobem, mas ainda não cobrem custos totais


De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado de milho no Brasil enfrenta desafios tanto na produção quanto na comercialização. Com uma safrinha menor que o esperado, os preços do cereal no mercado interno apresentaram leve alta, mas ainda não suficientes para cobrir os custos totais de produção.

Atualmente, os preços variam entre R$ 42,00 e R$ 60,00 por saco, dependendo da região. O Mato Grosso, por exemplo, registrou um aumento significativo, com o preço em Campo Novo do Parecis subindo de R$ 36,00 para R$ 42,00 por saco. No Rio Grande do Sul, a média alcançou R$ 59,33, com algumas regiões registrando até R$ 57,00.

Apesar da alta, a CEEMA aponta que, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço ponderado para a safra 2024/25 no Mato Grosso, de R$ 37,91 por saco, cobre apenas os custos de custeio da lavoura. O custo total, que inclui despesas fixas e a margem de lucro do produtor, é estimado em R$ 54,38 por saco. Isso deixa um déficit de R$ 16,47 por saco, gerando preocupação entre os agricultores.

No cenário de exportação, o Brasil também enfrenta dificuldades. Segundo a Secex, nos primeiros 10 dias úteis de setembro, o país exportou 3,08 milhões de toneladas de milho, uma média diária 29,7% menor que a do mesmo período do ano passado. A CEEMA destaca que as exportações de julho e agosto já ficaram abaixo das expectativas, e setembro segue a mesma tendência. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê exportações de apenas 30 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava pelo menos 40 milhões.

Com a colheita da safrinha finalizada, totalizando 90,2 milhões de toneladas, a produção brasileira de milho em 2023/24 chegou a 115,7 milhões de toneladas, 12,3% menor do que no ciclo anterior. Essa queda representa uma redução de 16,2 milhões de toneladas em comparação com a safra passada.

Com a baixa produtividade e as dificuldades nas exportações, muitos produtores brasileiros começam a repensar o tamanho das áreas a serem semeadas com milho na próxima safra.





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preço médio semanal é o maior do ano



Produtores de raiz de mandioca de boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea retomaram os trabalhos de campo ao longo da semana passada.

A maior parte dos agricultores priorizou o plantio – atrasado em muitos casos – e/ou o replantio, em detrimento da colheita. Esse cenário reduziu o volume de raiz ofertado no período.

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A demanda, por sua vez, segue fortalecida, cenário que deu suporte às cotações em todas as regiões acompanhadas. Levantamento do Cepea mostra que, entre 16 e 20 de setembro, a média de preço da mandioca posta fecularia foi de R$ 580,16/tonelada, avanço de 2,3% frente à do período anterior e a maior de 2024, em termos nominais.



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semeadura da safra verão começa a ganhar ritmo



A semeadura da safra verão começa a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do país, mesmo diante das adversidades climáticas registradas nas últimas semanas. 

Até o dia 15 de setembro, a semeadura da safra 2024/25 de milho alcançou 12% da área nacional, contra 9,7% na semana anterior e 15% no mesmo período de 2023, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os trabalhos de campo se concentram nos três estados da região Sul. Quanto aos preços do milho, levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, com a demanda externa desaquecida, parte dos vendedores está mais flexível.

Assim, enquanto os valores apresentam quedas em regiões consumidoras, seguem firmes em outras praças acompanhadas pelo centro.



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clima seco no Brasil impulsiona cotações e Chicago apresenta forte alta


A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo da soja encerrou o intervalo com preços bem mais altos, impulsionados pelo clima seco em regiões produtoras do Brasil, que tem atrasado o plantio do grão.

No final da tarde desta segunda-feira (23), será divulgado o relatório sobre as condições das lavouras nos Estados Unidos, precedido pelas inspeções de exportação do país.

Os contratos com vencimento em novembro de 2024 estavam cotados a US$ 10,26 1/4 por bushel, com um aumento de 14,25 centavos, ou 1,40%.

Já a posição de janeiro de 2025 era negociada a US$ 10,44 por bushel, também apresentando um ganho de 14,50 centavos, ou 1,40%.

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Farelo da soja

Armazém armazenagemArmazém armazenagem
Foto: Rumo/divulgação

No farelo, o contrato de dezembro de 2024 alcançou US$ 323,30 por tonelada, uma elevação de US$ 4,10, ou 1,28%. Para o óleo, a posição de dezembro de 2024 estava cotada a 41,81 centavos de dólar por libra-peso, com uma alta de 0,45 centavo, ou 1,08%.



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menor demanda e queda do dólar pressionam cotações internas



A menor demanda externa e a desvalorização do dólar frente ao real pressionaram as cotações domésticas da soja ao longo da última semana, segundo indicam pesquisas do Cepea

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Além disso, grande parte dos consumidores não mostrou interesse em aquisições de volumes significativos no curto prazo. Esses agentes estão atentos ao início da colheita norte-americana, que já começou a redirecionar os importadores para os Estados Unidos, reduzindo a disputa pelo produto brasileiro.

Pesquisadores do Cepea indicam que esse cenário elevou a disparidade entre os preços da soja pedidos pelos vendedores e os ofertados pelos compradores no spot nacional, que chegou a passar de R$ 5/saca, a depender da região.



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Fávaro discute com instituições financeiras apoio a produtores afetados por incêndios



Nesta segunda-feira (23), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizará uma reunião com as instituições financeiras para discutir medidas de apoio financeiro aos produtores rurais afetados pelos recentes incêndios que atingiram parte do território nacional.

O encontro ocorre na Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA SP), às 16h.

Durante a reunião, será assinado junto ao Banco do Brasil a linha de crédito, por meio do Programa de Financiamento de Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), para produtores que foram afetados pelo fogo.

Os recursos estão disponíveis para áreas de canaviais, pastagens, fruticultura, café e seringueiras.



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entenda a parceria entre Petrobras e Embrapa


A Petrobras e a Embrapa firmaram uma parceria estratégica para o desenvolvimento de produtos de baixo carbono, biocombustíveis, fertilizantes sustentáveis e novas tecnologias agrícolas. O objetivo principal é não só ampliar a oferta de insumos para o mercado, mas também reduzir o impacto ambiental da produção agrícola, beneficiando tanto o campo quanto a indústria.

Para entender melhor os impactos dessa cooperação, conversamos com o engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, especialista em práticas agrícolas sustentáveis.

Segundo João Pedro, a Embrapa desempenha um papel fundamental na criação de protocolos agrícolas de baixo carbono. “O mundo inteiro está procurando caminhos para descarbonizar, ou seja, reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que hoje estão na faixa de 42 bilhões de toneladas. A Embrapa, com seus centros regionais e uma equipe técnica altamente qualificada, é essencial nesse processo”, explica.

A parceria com a Petrobras, destaca João Pedro, possibilitará à Embrapa avançar em pesquisas que muitas vezes são limitadas por falta de recursos. “A Embrapa entra com o conhecimento técnico e a Petrobras com os recursos necessários, como custeio de viagens e combustíveis para efetivar as pesquisas”, complementa.

Ele ainda exemplifica com o Centro de Trigo em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que poderia impulsionar a pesquisa de novas culturas para a produção de biocombustíveis, como o querosene verde e o diesel verde.

Ao ser questionado sobre a diversificação de culturas, João Pedro reforça a importância de alternativas à soja, que atualmente representa 90% do biodiesel no Brasil. “Não podemos depender apenas da soja, pois se trata de um alimento, e sua produção pode encarecer ou afetar a oferta. Culturas como carinata e macaúba  têm grande potencial para preencher essa lacuna”, afirma.

Ele também menciona o papel da Embrapa na pesquisa dessas culturas alternativas e no desenvolvimento de tecnologias para que elas se tornem viáveis comercialmente. “A macaúba, por exemplo, é uma planta perene que poderia ser uma ótima opção para pequenos produtores, além de contribuir para a produção de biocombustíveis.”

Outro ponto de destaque da parceria é a retomada da produção de fertilizantes pela Petrobras, com foco em sustentabilidade. João Pedro aponta que essa iniciativa busca desenvolver fertilizantes de baixo impacto ambiental, que não apenas aumentam a produtividade, mas também melhoram a saúde do solo.

“Os fertilizantes precisam ativar a vida no solo, o que contribui para o sequestro de carbono. Esse processo pode ser mensurado, e o produtor pode ser remunerado por essa contribuição ambiental”, explica. Ele sugere que o uso de resíduos orgânicos, como os de granjas, pode ser um caminho viável para a produção de fertilizantes organominerais.

Segundo João Pedro, a parceria entre a Petrobras e a Embrapa tem o potencial de transformar o Brasil em um líder global na produção de biocombustíveis e insumos agrícolas sustentáveis. “Já temos grande expertise no etanol e no biodiesel, mas é preciso ampliar essa produção com novas tecnologias e culturas, aproveitando a diversidade do nosso território e o conhecimento técnico da Embrapa.”

Para ele, o grande desafio é unir inovação tecnológica com práticas agrícolas sustentáveis, garantindo que o Brasil não só atenda à demanda por biocombustíveis, mas também contribua para a redução das emissões de carbono.

 





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semana será importante para política monetária; ouça análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac repercute os principais acontecimentos da última semana.

Nos Estados Unidos, o Fed começou o ciclo de cortes dos juros mais forte, com 0,50%.

Por aqui, o Banco Central divulga a ata do Copom, que além de trazer mais detalhes sobre a decisão de elevar a Selic para 10,75%, deve fornecer pistas sobre os próximos passos.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse Bom Dia Mercado



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La Niña pode impactar a safra 2024/25, mas cenário ainda é incerto, afirma meteorologista


Segundo Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, a primavera de 2024 promete ser um período desafiador para a agricultura brasileira, com mudanças climáticas significativas influenciando o desenvolvimento das lavouras. Durante a estação, muitas culturas estão em fase de plantio e evolução, tornando o acompanhamento do clima fundamental.

Um dos principais fenômenos em observação é o possível estabelecimento do La Niña, que pode alterar as condições climáticas no Brasil. “Atualmente, as temperaturas da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño estão cerca de -0,2°C abaixo da média, e para que o La Niña seja configurado, essas temperaturas precisam cair pelo menos -0,5°C”, explica Gabriel Rodrigues. Ele ressalta que, além do resfriamento das águas, é necessário haver sinais atmosféricos que, até o momento, não foram detectados.

Previsões para a primavera

A chance de ocorrência do La Niña entre outubro e dezembro é de 60%, e caso se configure, deverá ser de fraca intensidade e curta duração. Historicamente, o fenômeno é associado a chuvas mais intensas no centro-norte do Brasil, especialmente no Nordeste, e períodos secos intercalados com tempestades severas na Região Sul. No entanto, as previsões atuais não indicam uma influência forte do La Niña nas chuvas deste ano.

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No Sul, espera-se um período mais seco, mas com chuvas intensas em momentos pontuais. No Norte e Nordeste, as projeções não mostram um aumento significativo de precipitações, contrariando o padrão usual do fenômeno.

Temperaturas acima da média

Rodrigues alerta que as temperaturas na primavera de 2024 devem ser mais altas que a média histórica em todas as regiões do Brasil, com uma leve tendência de queda ao longo do trimestre. “Ainda assim, os desvios de temperatura continuarão acima do normal, com exceção do extremo sul do país, onde os valores devem se aproximar da média histórica”, complementa o meteorologista.

Chuvas irregulares e safra desafiadora

As projeções de precipitação indicam chuvas abaixo da média no extremo sul da Região Sul, Nordeste e parte da Região Norte. O centro-norte do Amazonas, norte do Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul de Mato Grosso, além do litoral norte de São Paulo e Rio de Janeiro, poderão ter chuvas acima da média. Nas demais regiões, incluindo o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de Minas Gerais, as chuvas devem se manter dentro da média.

“A safra 2024/25 será bastante desafiadora para os produtores brasileiros, especialmente em regiões onde há previsão de menor volume de chuvas”, destaca Gabriel Rodrigues. O acompanhamento climático de curto prazo será fundamental para a tomada de decisões no campo, e o planejamento para enfrentar períodos de seca deve ser prioridade para o produtor.

Perspectivas para o início das chuvas

A boa notícia, segundo Rodrigues, é que há uma expectativa de chuvas na última semana de setembro e na primeira quinzena de outubro, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, essas precipitações tendem a ocorrer de forma isolada e irregular, o que exigirá atenção redobrada dos agricultores.





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Semana começa com chuva em algumas áreas: tem até chance de temporal; veja onde



Confira como ficam as condições do tempo nesta segunda-feira (23) em todas as regiões do Brasil, de acordo com a análise da Climatempo.

Sul

A semana começa com pancadas de chuva forte em todo a região. Há risco de temporais no sudoeste e oeste do Paraná, em Santa Catarina e no centro-leste, nordeste e serra do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Pancadas bem irregulares atingem São Paulo e o calor se mantém. A condição ainda é de um dia abafado.

O tempo é firme em Minas Gerais e faz calor no Rio de Janeiro, com temperaturas altas à tarde. Não chove e o sol brilha forte no Espírito Santo.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva atingem o noroeste de Mato Grosso, devido à umidade que vem do Norte. Também chove no extremo leste e no sul de Mato Grosso do Sul.

Enquanto isso, Goiás e Distrito Federal continuam sem previsão de chuva nesta segunda-feira, e com temperaturas bem altas.

Nordeste

Algumas pancadas de chuva mais irregulares ainda podem ocorrer nas capitais da costa leste da região, mas, sem alertas.

A maior parte do Nordeste começa a semana sem chuva, mas com ventania. Rajadas mais fortes serão registradas na costa norte, entre Piauí e Ceará.

Norte

O dia traz risco de chuva forte em Manaus (AM), assim como a possibilidade de temporais no norte e noroeste do Amazonas e no noroeste do Pará.

A chuva ocorre em forma de pancadas no Acre e em Rondônia, mas o calor continua. O tempo é firme e seco no Tocantins.



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