Nova tecnologia melhora nutrição e bem-estar dos suínos no Brasil

Uma nova tecnologia desenvolvida no Brasil promete revolucionar a nutrição dos suínos, focando na utilização eficiente da fibra na dieta dos animais. A inovação foi apresentada durante o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, realizado em Chapecó, e visa melhorar a saúde intestinal e o desempenho dos suínos.
Inovação na ração
A tecnologia utiliza lignocelulose, um componente derivado de pinos de reflorestamento, que aumenta a capacidade de retenção de água da fibra, funcionando como uma esponja. Essa propriedade é crucial para:
- Regular o trânsito intestinal
- Melhorar a absorção de glicose
- Promover uma fermentação intestinal benéfica
Benefícios econômicos e produtivos
A nova fibra, embora um pouco mais cara que fontes convencionais como farelo de trigo e casca de soja, permite uma utilização em menor quantidade, reduzindo riscos de contaminantes. Os benefícios incluem:
- Fêmeas mais saudáveis durante a gestação, resultando em leitões de melhor qualidade
- Maior produção de leite durante a lactação
- Desmame de leitões mais pesados
Impacto na cadeia produtiva
Em Santa Catarina, a ração representa 72,6% do custo de produção do suíno, segundo a Embrapa. A melhoria na eficiência alimentar é fundamental, especialmente considerando que, em 2025, o Brasil produziu 5,6 milhões de toneladas de carne suína. A proposta de otimização da nutrição pode trazer:
- Maior rentabilidade para os produtores
- Redução de fatores estressantes na criação
- Melhor equilíbrio intestinal, resultando em maior absorção de nutrientes
Com essa tecnologia, espera-se não apenas melhorar a saúde dos suínos, mas também aumentar a produtividade e a rentabilidade na suinocultura brasileira.
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