terça-feira, agosto 11, 2026

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tendências e projeções para a semana


De acordo com a análise da plataforma Grão Direto, o clima adverso no Brasil teve um papel fundamental no suporte às cotações da soja nesta semana. As chuvas, esperadas em bons volumes, devem chegar apenas na segunda quinzena de outubro, o que pode afetar a produção e o fornecimento do grão.

Outro fator que chamou a atenção do mercado foi a possibilidade de uma greve dos trabalhadores nos portos dos Estados Unidos. Se essa greve se confirmar, poderá impactar significativamente o transporte de mercadorias, adicionando incerteza ao setor.

As oscilações nos preços do petróleo também influenciaram o mercado de óleo da soja, enquanto as incertezas em relação ao escoamento do farelo marcaram a semana. Esses fatores resultaram em um fechamento positivo para a soja em Chicago, com o contrato para novembro de 2024 encerrando a US$10,66 o bushel, um aumento de 5,23%. No mercado físico brasileiro, o dólar atuou como contrapeso, encerrando com uma baixa de 1,63%, a R$5,43. O contrato com vencimento em março de 2025 também teve alta, fechando a US$10,96 o bushel, representando uma valorização de 4,88%.

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Projeções para os próximos dias

plantio soja - Mapaplantio soja - Mapa
Foto: Mapa/divulgação

Para os próximos dias, as expectativas são de um aquecimento nas exportações norte-americanas. O Relatório de Vendas de Exportação revelou que, na semana encerrada em 19 de setembro, as vendas líquidas do grão totalizaram 1,60 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 6% em relação à semana anterior, com a China sendo o principal destino, responsável por 869.700 toneladas.

A demanda deve aumentar nos próximos meses, à medida que vários países buscam suprir suas necessidades até o final do ano. Contudo, o atraso no plantio pode acarretar um possível atraso nas entregas nos portos, impactando os prêmios.

A temporada de furacões nos EUA continua em andamento, e o furacão Helene atingiu a Flórida na quinta-feira (26), sendo um dos mais fortes do ano. Esta região é crucial para a produção de petróleo e para o escoamento de commodities. Além disso, a situação dos trabalhadores nos portos ainda não foi resolvida, o que pode complicar o fluxo de mercadorias, considerando que esses portos movimentam mais da metade do comércio marítimo do país.

No Brasil, o cenário de importações é significativo. O país deve registrar a maior importação de soja em mais de 20 anos, impulsionada pela escassez de produto no mercado interno, em função da alta demanda de exportação, mesmo com uma safra menor. Até agora, o Brasil importou cerca de 800 mil toneladas, um aumento de 700% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Na análise técnica, o contrato de novembro da soja em Chicago teve uma semana positiva, fechando próximo de US$10,65/bushel e superando a resistência importante de US$10,30/bushel. Caso a tendência de alta continue, os níveis de US$10,80, US$11,00 e US$11,30 poderão apresentar dificuldades para um rompimento.

Se a pressão vendedora se intensificar, os alvos de baixa podem ser US$10,30, US$10,15 e US$9,95. A CFTC reportou uma redução na pressão vendedora, com as posições líquidas de especuladores caindo de -134,6K contratos para -93,4K, indicando uma realização de lucros. Isso sugere que a próxima semana pode ser marcada pela continuidade das valorizações em Chicago, o que poderá impulsionar os preços no Brasil.



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Veja o que esperar do mercado do milho para esta semana


A semeadura da safra 2024/25 de milho seguiu avançando durante a semana passada. Agora, atinge 16,2% da área destinada à cultura no país, conforme balanço da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em mesmo período do ano passado, 18,3% estava plantado.

Já a colheita do cereal norte-americano prossegue com evolução satisfatória. De acordo com o USDA, 14% da área total já foi trabalhada pelas máquinas, contra 11% da média dos últimos cinco anos. O órgão aponta que as produtividades estão satisfatórias.

Em Chicago, as cotações finalizaram a sexta-feira passada (27) cotadas a U$ 4,17 o bushel (+3,99%), para o contrato com vencimento em dezembro deste ano. Já na B3, o milho subiu 0,80%, valendo R$ 68,39. No mercado físico, o movimento foi misto, com algumas regiões positivas e outras negativas.

Veja análise da plataforma Grão Direto sobre os próximos pontos a serem levados em consideração para esta semana.

O que esperar do mercado?

  • Safrinha 2025: em mesmo período do ano passado, regiões como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná já haviam iniciado o plantio da soja. Até o momento, apenas os estados do Sul encontram condições favoráveis para o começo da semeadura. Considerando que a grande maioria dos produtores da oleaginosa plantam a segunda safra de milho, pode-se afirmar que há um risco de diminuição de área do cereal. A extensão dessa redução dependerá do ritmo de plantio da soja, que deve acelerar a partir da segunda quinzena de outubro. Nesse cenário, é possível que haja, ao menos, um suporte nos preços do milho.
  • Exportações de milho: de janeiro a agosto de 2023, houve uma queda significativa de cerca de 40% nas exportações de milho, mas o cenário muda quando a média dos últimos cinco anos é analisada. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil teve uma média de exportação de 17,70 milhões de toneladas (janeiro a agosto) no período de cinco anos, contra 17,95 milhões deste ano. “Embora esse número possa mudar até dezembro, não indica um ritmo de exportação preocupante. Os fatores que impulsionaram o ‘Ano Dourado’ nos embarques de milho brasileiro não estão se repetindo, especialmente devido à queda de 60% nas compras da China em relação ao ano passado”, diz o balanço semanal da Grão Direto.

Análise sobre os preços do milho

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Para a Grão Direto, as cotações do milho brasileiro devem continuar seguindo a sua tendência de valorização, principalmente pela ameaça do plantio de uma menor área, podendo haver teste da região dos R$ 70,00 do milho campinas cotado na B3 (considerando o contrato novembro – CCMX24).

“Em Chicago, tivemos uma semana positiva, superando a faixa dos US$ 4.00 (considerando o contrato dezembro). Tal região é um ponto técnico importante para entendermos o comportamento do preço que, se mantendo acima deste patamar, podemos considerar um teste dos US$ 4,27 e, caso ocorra rompimento da região, um teste nos US$ 4,40”, afirma o boletim da plataforma.

Portanto, ao se considerar uma possível baixa do milho cotado em Chicago devido à colheita americana – que pode pressionar os preços – tem-se o patamar dos US$ 4,08 como um primeiro alvo de baixa, seguido dos US$ 4,00 e, caso ocorra a perda dos 4 dólares/bushel, a região dos US$ 3,90 poderá ser um suporte importante para o preço.

Por fim, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) reportou uma leve redução na pressão vendedora com base nas posições líquidas de especuladores, saindo de -66,3K de contratos na semana anterior para -64,2K, uma redução de 2,1 mil contratos.



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Novo marco regulatório para Fiagro é lançado pela CVM



A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou nesta segunda-feira (30) a Resolução CVM 214, que regulamenta definitivamente os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro). Após cerca de três anos de regulamentação experimental com a Resolução CVM 39, a nova norma traz regras específicas para os Fiagro, estabelecendo padrões de conduta, transparência e governança.

O objetivo é facilitar o acesso do setor agropecuário aos recursos da poupança pública brasileira por meio desses fundos de investimento.

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O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, destacou a importância da iniciativa: “Os Fiagros vêm crescendo e se consolidando como uma importante ferramenta para o agronegócio captar recursos no Mercado de Capitais. A nova resolução reforça o compromisso da CVM em tornar o mercado cada vez mais propício para ofertantes e investidores do agronegócio, reconhecendo a relevância desse segmento para o nosso país”.

Período de adaptação

A Resolução CVM 214 entra em vigor em 3 de março de 2025. Os Fiagro que já estão em funcionamento devem se adaptar à nova regulamentação até 30 de junho de 2025. Essa medida visa facilitar o processo de transição para os agentes de mercado, coincidindo com a conclusão da adaptação dos demais fundos de investimento à Resolução CVM 175.

Flexibilidade e dinamismo na política de investimentos

Com a nova norma, os Fiagro poderão atuar como uma espécie de fundo multimercado do agronegócio, investindo em diferentes fatores de risco. Bruno Gomes, Superintendente de Securitização e Agronegócio da CVM, explicou: “A nova norma permite ampliar a capacidade de investimentos desses veículos, sendo possível a aquisição, no mesmo fundo, de todos os ativos listados na Lei 8.668“.

Isso inclui operações com Cédulas de Produto Rural (CPR), exploração de imóveis rurais e aquisição de participações em sociedades da cadeia produtiva do agronegócio.

Foco no mercado de carbono

A nova regulamentação permite que os Fiagro participem do mercado de carbono, apesar dos riscos extramercado envolvidos. Requisitos adicionais de governança foram impostos para proteger os cotistas, garantindo o controle da existência e integridade dos créditos de carbono no agronegócio. Além disso, os Fiagro poderão adquirir Créditos de Descarbonização (CBIO), um produto negociado no mercado de balcão organizado.

Crescimento acelerado dos Fiagro

Desde a edição da norma temporária, em julho de 2021, os Fiagro cresceram rapidamente, alcançando um patrimônio líquido de R$ 37 bilhões distribuído entre 115 fundos, conforme dados do Boletim CVM do Agronegócio de junho de 2024. Esse crescimento reforça a importância desses fundos como uma ferramenta para o financiamento do setor agropecuário brasileiro.

Lugar do agronegócio é no Mercado de Capitais

A CVM reforça seu foco em aumentar a participação do agronegócio no mercado de capitais. A Autarquia lançou o Boletim CVM do Agronegócio e firmou acordos de cooperação com entidades como o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e o Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), visando fortalecer os mecanismos de acesso dos empreendedores do setor ao mercado de capitais.



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AgroNewsPolítica & Agro

é preciso punir apenas responsáveis por incêndios


FPA frisa que a punição deve recair exclusivamente sobre os responsáveis




Embargo de propriedades rurais gera impactos imediatos e severos na vida dos produtores
Embargo de propriedades rurais gera impactos imediatos e severos na vida dos produtores – Foto: Arquivo Agrolink

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou uma nota oficial reafirmando a importância do Decreto Federal nº 12.189/2024, que tem como objetivo intensificar o combate aos incêndios criminosos no campo. A entidade destaca a necessidade urgente de aplicar as sanções e embargos de maneira adequada, garantindo que somente os responsáveis por esses crimes sejam penalizados. A FPA ressalta que o produtor rural, cuja propriedade é atingida por incêndios criminosos, também é vítima dessas ações.

Segundo a nota, o embargo de propriedades rurais gera impactos imediatos e severos na vida dos produtores, incluindo o bloqueio do acesso ao crédito rural. Essa situação inviabiliza o financiamento das safras e impede a continuidade das atividades agrícolas, trazendo consequências irreparáveis, mesmo que a inocência do produtor seja comprovada posteriormente. Por isso, a FPA solicita que os processos de embargo respeitem o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A entidade frisa que a punição deve recair exclusivamente sobre os responsáveis pelos crimes, de modo a evitar que produtores inocentes sejam penalizados injustamente. Isso é essencial para evitar danos econômicos irreversíveis, que não poderiam ser compensados posteriormente por vias judiciais. A FPA reforça que a proteção ambiental e a produção agrícola podem coexistir, desde que as sanções sejam aplicadas de forma justa e direcionada.

Por fim, a FPA reafirma seu compromisso com a defesa dos produtores rurais, responsáveis por sustentar a economia e garantir o emprego de milhões de brasileiros. A entidade enfatiza a necessidade de combater os crimes no campo sem prejudicar injustamente quem é vítima desses atos criminosos.





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Em meio às queimadas no Centro-Oeste, o impacto no plantio da soja


As queimadas no Centro-Oeste brasileiro fazem de 2024 um dos anos com mais focos de incêndio da última década. O dado é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que registrou um aumento considerável: Mato Grosso do Sul teve um crescimento de 601%, totalizando 11.990 focos; o Distrito Federal aumentou em 269%, com 318 focos; e Mato Grosso viu um aumento de 217%, alcançando 45 mil focos. Em setembro, Mato Grosso foi responsável por 23,8% dos incêndios no Brasil, enquanto o Pará somou 21,2%.

Sebastião Pedro da Silva Neto, chefe-geral da Embrapa Cerrados, destaca que, embora o calendário do plantio da soja não seja alterado diretamente pelas queimadas, os impactos ambientais são claros. “A expectativa para a safra 2024/25 é de produtividade normal, mas a redução no uso de insumos, como fertilizantes e defensivos, pode afetar essa produtividade, especialmente em um cenário de dificuldades financeiras para os agricultores.” Atualmente, todas as regiões do Centro-Oeste já estão liberadas para o plantio do grão.

Fonte: Embrapa Soja

O setor agrícola enfrenta diversos desafios, sendo essencial manter uma produtividade constante e assegurar condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras. “As queimadas e a seca no Centro-Oeste atrasam o plantio da soja e comprometem a sustentabilidade e a produtividade”, ressalta.

A busca por soluções integradas, que envolvam práticas agrícolas sustentáveis e políticas públicas eficazes, é fundamental para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e da gestão do uso do fogo. As previsões climáticas apontam para condições normais, e espera-se que este ano traga um clima favorável e chuvas regulares, o que poderá contribuir para o aumento da produtividade.

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Situação do clima

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Foto: Freepik

As previsões meteorológicas para o Centro-Oeste apontam chuvas na média, mas o início das chuvas é fundamental para o plantio. As queimadas a palha, que é essencial para o plantio direto, e também a matéria orgânica do solo, indispensável para a produtividade. Silva Neto destaca que “o plantio direto, uma tecnologia agrícola sustentável, não pode ser realizado sem a palha”.

Ele comenta que os agricultores têm adotado medidas de proteção nas margens das rodovias e manejado a palha para evitar que incêndios se iniciem e se espalhem para suas propriedades. No entanto, muitos focos de incêndio surgem nas áreas urbanas, frequentemente devido à queima de lixo e à falta de cuidados com o material combustível. A má manutenção das margens das rodovias, onde se acumula capim seco, agrava a situação.

Essas práticas visam minimizar os riscos de incêndio, como o controle da vegetação nas beiras das rodovias. Contudo, a queima inadequada de lixo em áreas urbanas continua a ser um fator crítico. “Políticas públicas focadas na limpeza e no manejo adequado das margens das rodovias são essenciais para reduzir a quantidade de material inflamável”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Comitiva chinesa conhece terminal do Porto de Santos


Representantes da GACC estiveram nesta quinta-feira (26) no Porto de Santos





Foto: Mapa

Representantes da Administração Geral de Alfândega da China (GACC) estiveram nesta quinta-feira (26) no Porto de Santos, onde se reuniram com a Autoridade Portuária e conheceram um dos terminais de exportação de grãos.

A comitiva, liderada pelo vice-ministro chinês, Zhao Zenglian, foi recebida pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, pelo diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, e outros dirigentes do Mapa.

Os chineses ficaram bem impressionados com a estrutura, o sistema de controle e os números do Porto. Na visita, a comitiva pode ver como são realizados os controles e a amostragem de grãos, trabalhos realizados pelos auditores fiscais agropecuários que atuam no porto.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil no setor agrícola, respondendo por 33,91% das exportações do país. Nos primeiros oito meses deste ano, o Brasil exportou aproximadamente US$ 38 bilhões em produtos agrícolas para o mercado chinês, com 68% desse total provenientes do complexo da soja. Na terça-feira (24), em Brasília, o Mapa e a comitiva discutiram temas estratégicos para a ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e China, com foco na revisão e atualização de protocolos sanitários e fitossanitários, fortalecendo ainda mais a parceria entre os dois países.





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Alta umidade e calor trazem chuva a Mato Grosso; veja a previsão do tempo



Saiba como o clima irá se comportar em todas as regiões do Brasil nesta terça-feira (1º):

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Sul

O avanço de uma frente fria, combinado com a circulação de ventos em médios níveis da atmosfera, forma nuvens carregadas nos três estados do sul do país. A previsão é de pancadas de chuva com trovoadas, ventanias e eventual queda de granizo. O tempo ficará estável apenas no extremo noroeste do Paraná.

Sudeste

Terça-feira com pancadas de chuva na região de Presidente Prudente e Vale do Ribeira, devido à aproximação de uma frente fria. No Espírito Santo e na Zona da Mata mineira, o dia será de sol entre muitas nuvens. Nas demais regiões, o dia será ensolarado e com alerta de baixa umidade do ar.

Centro-Oeste

Instabilidades associadas ao calor e à alta umidade continuam atuando no norte de Mato Grosso. As pancadas de chuva são isoladas, mas com intensidade moderada. Em Mato Grosso do Sul e em Goiás, não chove em nenhuma região, e as temperaturas sobem rapidamente.

Nordeste

Pancadas de chuva isoladas marcam presença na costa leste da região e no interior dos estados do Maranhão e Piauí, sem alertas. O dia será ensolarado, seco e quente nas demais áreas.

Norte

Previsão de pancadas de chuva irregulares, mas pontualmente fortes, em todos os estados da região. A sensação será de abafamento, com as temperaturas facilmente passando dos 35 ºC.



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à espera do USDA, Chicago mantém perdas na reabertura



Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Desde a manhã desta segunda-feira (30), o mercado realiza parte dos lucros obtidos na semana passada, enquanto aguarda a divulgação do relatório trimestral de estoques dos Estados Unidos. As condições climáticas no Brasil e o potencial produtivo das lavouras norte-americanas continuam sendo pontos de atenção.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição de 1º de setembro deverão ficar acima do número indicado pelo USDA no mesmo período do ano anterior. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 350 milhões de bushels.

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No mesmo período do ano anterior, o número era de 264 milhões de bushels. Além disso, os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 116.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.

Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,60 1/2 por bushel, com uma baixa de 5,25 centavos de dólar, ou 0,49%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com entrega em janeiro de 2025 operam com recuo de 4,50 centavos de dólar, ou 0,41%, cotados a US$ 10,78 1/2 por bushel.



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prejuízo com quebra da safra de trigo do PR é de R$ 1,3 bi



O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) reportou incorretamente uma informação distribuída em notícia da última sexta-feira (27). Produtores de trigo paranaenses devem enfrentar um prejuízo estimado em cerca de R$ 1,3 bilhão com as perdas da safra, e não de R$ 3 bilhões, como havia sido informado anteriormente.

O Deral, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), revisou para baixo as estimativas da safra 2023/24 de trigo, projetando uma quebra de 32% na produção, cuja colheita está em andamento no estado. A nova previsão indica que a colheita deve totalizar 2,58 milhões de toneladas, uma redução significativa em relação ao potencial inicial de 3,8 milhões de toneladas.

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As perdas, que somam 1,2 milhão de toneladas, são atribuídas à seca severa e às geadas que atingiram o estado durante o inverno.

Segundo o analista da cultura no Deral, Hugo Godinho, a estiagem afetou de forma mais intensa as lavouras no norte do Paraná, onde a colheita já está em andamento.

Com isso, os produtores de trigo paranaenses devem enfrentar um prejuízo estimado em cerca de R$ 1,3 bilhão, mesmo considerando os preços anteriores ao início dos problemas climáticos. O valor pode ser parcialmente compensado pelos contratos de seguro, mas a situação ainda é preocupante para os triticultores.

A colheita de trigo no Paraná atingiu 50% da área semeada, que foi de 1.149,6 mil hectares na safra 2023/24, uma redução de 19% em relação à safra 2022/23, que teve 1.415,5 mil hectares. As projeções para a área de trigo na safra 2024/25 ainda não foram definidas.

A produção de cevada teve igualmente impacto das condições climáticas, com uma redução de 14% na estimativa, agora prevista em 291 mil toneladas. Já a aveia deve registrar uma queda de 26%, embora o Deral acredite que esses números possam ser reavaliados à medida que a colheita avance.

Safra 2024/25

O Deral informou, no relatório mensal, que manteve as estimativas de produção para a safra 2024/25 no Paraná, projetando 22,4 milhões de toneladas de soja e 2,6 milhões de toneladas de milho.

A área destinada ao plantio da soja permanece em 5,81 milhões de hectares, enquanto a área do milho segue como a menor já registrada, com 257 mil hectares, representando uma redução de 13% em relação à safra anterior.

O plantio da primeira safra de milho já alcançou 60% da área prevista, com as regiões de Ponta Grossa e Guarapuava liderando os trabalhos, atingindo 85% e 70% do plantio, respectivamente.

A produtividade média do milho está projetada em 10.112 kg/ha, um leve aumento em relação à estimativa de agosto e superior aos 8.575 kg/ha registrados na safra anterior.

Para a soja, cerca de 600 mil hectares já foram semeados, representando 10% da área total, impulsionados por condições climáticas favoráveis. A produtividade esperada de 3.858 kg/ha permanece praticamente inalterada em relação à previsão anterior de 3.847 kg/ha, consolidando a projeção de 22,4 milhões de toneladas, um aumento de 21% em relação à safra anterior.

A região sul do estado continua como a principal produtora de soja, com previsão de plantar 1,67 milhão de hectares, equivalente a 28,7% do total do Paraná, seguida pela região norte, com 1,48 milhão de hectares (25,4%).



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vendedor se retrai e preços voltam a subir



O movimento de alta nos preços do milho voltou a ser verificado em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

Segundo pesquisadores, o impulso vem sobretudo da retração de vendedores, que estão priorizando os trabalhos de campo e atentos ao clima quente e seco em partes das praças produtoras de safra verão.

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Muitos agricultores já finalizaram a colheita do milho segunda safra 2023/24 neste mês e conseguiram armazenar a produção. Agora, esses agentes limitam a oferta no spot, à espera de novas valorizações.

Demandantes, por sua vez, têm aumentado as intenções de compra, mas se esbarram nos maiores preços pedidos pelos vendedores ativos. De acordo com pesquisadores do Cepea, nesse cenário, o ritmo de negócios está lento no mercado spot nacional.



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