Ao lado de outros 175 nomes, o cantor Leonardo foi incluído na “Lista Suja” de empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão, de acordo com atualização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgada nesta segunda-feira (7).
O artista aparece com seu nome de registro, Emival Eterno da Costa, proprietário da Fazenda Talismã, no município de Jussara, em Goiás, a pouco mais de 220 quilômetros da capital Goiânia.
Sem água ou banheiro
Foto: Reprodução MTE
No local, foram encontradas seis pessoas, incluindo um adolescente de 17 anos, em condições degradantes e insalubres. Os trabalhadores estavam dormindo em uma casa abandonada, com camas improvisadas com tábuas e galões de defensivos agrícolas, sem água potável e nem banheiro.
De acordo com a fiscalização, realizada em novembro de 2023 e que só veio a público agora com a divulgação da lista, o local estava infestado de insetos e morcegos, além de exalar um “odor forte e fétido”.
A fazenda do cantor Leonardo é avaliada em R$ 60 milhões, conta com uma mansão, piscina, quadras esportivas e quartos no estilo bangalô.
Ao todo, a Lista Suja conta com 727 nomes. Entre os incluídos nesta segunda, 22 empregadores são do segmento de produção de carvão vegetal, 17 de criação de bovinos, 14 de extração de minerais e 11 de cultivo de café, além de envolvidos no ramo de construção civil e outros setores.
Outro lado
O advogado de Leonardo, Paulo Vaz, procurado pela reportagem da Repórter Brasil, afirmou que o caso aconteceu em uma área arrendada na Fazenda Lakanka, também pertencente ao artista e contígua à Talismã.
De acordo com ele, a responsabilidade pela contratação dos empregados era do arrendatário. “Tratava-se de uma área arrendada, que todas essas pessoas tiveram as indenizações pagas e que os processos se encontram arquivado”, .
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Por outro lado, os fatores de baixa incluem as condições climáticas favoráveis nos EUA – Foto: Abiove
Segundo informações da TF Agroeconômica, as recomendações para o mercado de soja baseiam-se nas recentes mudanças climáticas observadas tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Durante setembro, os preços foram sustentados pelas condições adversas do clima em ambos os países, mas a situação melhorou: o furacão Helene passou nos EUA, permitindo a retomada da colheita, e no Brasil, chuvas foram registradas no Centro-Oeste, com previsões de mais precipitações na segunda quinzena de outubro, favorecendo safras recordes. Diante disso, a recomendação é que os sojicultores aproveitem os níveis favoráveis em Chicago para fixar seus preços futuros, evitando problemas de entrega no mercado físico.
Entre os fatores de alta, destacam-se as vendas adicionais de 236 mil toneladas de soja (equivalente a quatro navios) e exportações nort-americanas positivas. O USDA informou embarques de 1.443.500 toneladas de soja para o período de 20 a 26 de setembro, dentro das expectativas do mercado, com a China sendo o principal comprador, adquirindo 725,7 mil toneladas. Além disso, os fundos reduziram suas posições vendidas, fator que contribuiu para sustentar os preços.
Por outro lado, os fatores de baixa incluem as condições climáticas favoráveis nos EUA, que permitem o avanço de uma safra recorde, com previsões de tempo seco nos próximos 7 a 10 dias, favorecendo a colheita. Adicionalmente, os estoques de óleo de palma na Malásia atingiram o maior nível em oito meses, pressionando os preços. No Brasil, a expectativa de normalização das chuvas, especialmente no centro do país, trouxe alívio aos produtores, mas também contribuiu para a tendência de queda das cotações em Chicago.
O plantio da soja no Brasil avança de forma lenta devido à escassez de chuvas, com mapas climáticos divergentes gerando preocupações entre os produtores. Conforme a plataforma Grão Direto, a greve nos portos norte-americanos levantou temores de impactos, mas foi encerrada após intervenção da Casa Branca, evitando maiores prejuízos.
No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio levou à alta do petróleo, afetando toda a cadeia de commodities, inclusive o óleo de soja. Em Chicago, o contrato para novembro de 2024 fechou a US$ 10,38 por bushel (-2,63%). No Brasil, o mercado físico teve movimentos positivos, impulsionados por uma leve alta de 0,37% do dólar, que encerrou a R$ 5,46. O contrato para março de 2025 também caiu 2,28%, fechando a US$ 10,71 por bushel.
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Perspectivas para o mercado do grão
As condições climáticas seguem sendo uma preocupação, com clima seco e quente na primeira semana de outubro. Previsões indicam chuvas no Sudeste e Centro-Oeste a partir do final da primeira quinzena. A experiência da última safra, marcada por atrasos e replantios, está sendo considerada, e o mercado já se prepara para cenários semelhantes, como evidenciado pelo aumento dos prêmios futuros.
O conflito no Oriente Médio gera incertezas sobre a oferta e logística de petróleo. A possibilidade de ataques a refinarias no Irã e restrições no estreito de Ormuz pode resultar em aumento nas cotações do óleo de soja e elevação dos custos logísticos.
Além disso, o governo chinês programou uma coletiva de imprensa para discutir estímulos econômicos, o que pode influenciar a demanda por commodities e resultar em volatilidade no mercado.
O último trimestre do ano traz à tona a contestação da legitimidade da Moratória da Soja. Produtores afirmam que o acordo ignora a legalidade do desmatamento, proibindo a venda de grãos cultivados em áreas desmatadas legalmente, o que contraria o Código Florestal e gera debates no setor produtivo.
Além disso, há preocupações sobre os potenciais prejuízos socioambientais da moratória. A falta de clareza nas regras levanta questionamentos sobre seu impacto na sustentabilidade das práticas agrícolas e na economia local.
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O que diz o setor?
Fabricio Moraes Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, afirma que “a moratória é uma imposição de um acordo de terceiros privados que impõe uma regra acima do Código Florestal a um produtor que preserva o meio ambiente”. Ele defende o fim do acordo, que viola a lei de livre iniciativa e prejudica os produtores de soja. “Mais de 80 municípios no Mato Grosso questionam os benefícios tributários a empresas que assinam esses acordos, e um projeto de lei para revogar esses benefícios está em discussão na Assembleia do Mato Grosso, já aprovado em Rondônia e em tramitação no Pará”, comenta.
Maurício Buffon, Presidente da Aprosoja Brasil enxerga o acordo como uma reserva de mercado imposta por algumas empresas que dominam a soja no Brasil. Ele argumenta que tais imposições não podem ultrapassar a legislação nacional. O Código Florestal é essencial para proteção e sustentabilidade, e os produtores têm cumprido suas exigências. É fundamental respeitar as leis brasileiras para garantir a continuidade da produção agrícola.
“Além disso, muitos municípios carentes dependem da agricultura para melhorar seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e promover o desenvolvimento social. Em várias dessas regiões, a agricultura é a única fonte de renda. A moratória não deve prejudicar o desenvolvimento agrícola nessas localidades; há risco de prejuízos socioambientais”, completa o presidente.
Lucas Costa Beber, Presidente da Aprosoja MT afirma que “os municípios que exploraram antes de 2008 tiveram grande desenvolvimento, enquanto aqueles que começaram depois enfrentam limitações.” Ele destaca os prejuízos que a Moratória da Soja causa, ressaltando que 28 milhões de brasileiros vivem no bioma amazônico sem um plano de desenvolvimento adequado. “As ONGs entendem que precisamos colocar uma cerca ao redor da Amazônia e deixar essas populações à mercê”, diz.
Beber enfatiza a defesa da soberania nacional e das leis brasileiras, frequentemente violadas por interesses estrangeiros. “Estamos sendo perseguidos politicamente, especialmente em questões que afetam os produtores. Tentam calar as vozes que representam os agricultores. Somos o único produtor que preserva áreas agricultáveis e mecanizáveis. Essas ONGs e países tentam travar o desenvolvimento do Brasil”, afirma.
O presidente da Aprosoja Pará, Vanderlei Ataídes, afirma: “Usamos menos de 1% do território para agricultura, cerca de 1,1 milhão de hectares, movimentando dez bilhões por ano e gerando setenta mil empregos. A moratória limita o uso de nossas terras, e o Código Florestal permite o uso de 20% da área, o que impacta o desenvolvimento. É essencial garantir oportunidades de desenvolvimento em nosso estado e no país.”
Leonardo Munhoz, da FGV Agro, ressalta que a moratória não faz distinção entre desmatamentos legais e ilegais.
Por fim, Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, critica a moratória por afetar agricultores que operam dentro da legalidade, destacando a relevância da agropecuária para o crescimento econômico do Brasil.
Entenda a Moratória da Soja
Instituída em 2006, a Moratória da Soja é um acordo que proíbe a compra de soja de propriedades que desmataram na Amazônia. O objetivo é restringir a comercialização e o financiamento de cultivos que não respeitam as normas de preservação ambiental.
Com a intenção de garantir que a soja produzida no bioma amazônico esteja livre de desmatamentos ocorridos após 22 de julho de 2008, a moratória se tornou um tema controverso no setor agropecuário brasileiro. O Código Florestal Brasileiro, reformulado em 2012, introduziu novas exigências para os produtores, como a obrigação de manter 80% da vegetação nativa em suas propriedades.
Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa), no Baixo Amazonas, com o apoio da Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal (PRF), apreendeu, neste sábado (5), 20 mil litros de combustíveis e 24 mil unidades de cachaça na BR-163, entre os municípios de Trairão e Itaituba.
“O caminhão-tanque que se deslocava sentido Pará-Mato Grosso transportava 20 mil litros de combustíveis, sendo 15 mil litros de óleo diesel e 5 mil litros de gasolina, cujo valor é de R$ 106.900,00″, detalhou o coordenador da unidade Tapajós da Sefa, Maycon Freitas.
De acordo ele, ao solicitar as documentações fiscais, a equipe verificou que a carga tinha como destino a cidade de Benevides, Pará, ou seja, sentido oposto ao deslocamento do veículo, em flagrante quebra de trânsito, que é quando a nota fiscal informa um destino e a mercadoria é entregue em outro.
“Durante diligência, foi apurado que a carga havia saído de Itaituba, Pará, e seria destinada a um garimpo na região do Trairão”, contou.
A Sefa informa que foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 41.063,38.
Fiscalização apreedeu cachaça
Outra apreensão foi feita no sábado: 24 mil unidades de cachaça, no valor de R$ 161.317,80, sem qualquer registro de passagem em área de fronteira e sem o devido recolhimento do tributo, foi feita pela Sefa.
O caminhão bitrem vinha de Pirassununga, São Paulo, com destino à Santarém, no Pará. A fiscalização, ao confrontar o endereço informado na nota fiscal apresentada com o endereço no registro dos dados cadastrais da empresa destinatária, notou uma divergência.
Em seguida, a equipe foi até o local informado na nota fiscal e não foi possível comprovar a existência da empresa.
A Secretaria também informa que foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 149.344,15, referente ao ICMS e multa.
Os focos de incêndio continuam a ser uma preocupação para os produtores da soja no Brasil nesta semana, especialmente na região do Matopiba. Por outro lado, o cenário deve mudar com a volta das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, onde são esperados volumes entre 20 mm e 30 mm, aliviando o calor.
No Rio Grande do Sul, a preocupação com alagamentos e deslizamentos persiste, especialmente em Santa Catarina, onde as chuvas podem ultrapassar 100 mm. Entre 13 e 17 de outubro, a umidade se manterá, com chuvas avançando pelo Centro-Oeste e Sudeste, permitindo que os produtores trabalhem no campo. Essa situação deve persistir de 18 a 22 de outubro, marcando o retorno do período chuvoso.
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Expectativa no MT e RS
Em São Félix do Araguaia (MT), a chuva deve retornar entre quarta e quinta-feira, com expectativa de 24 mm nos próximos 30 dias.
Em Porto Alegre (RS), não se esperam chuvas volumosas que causem transtornos, embora algumas áreas do sul do Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina possam receber mais de 100 mm. No geral, a chuva deve beneficiar diversas regiões, do norte ao sul do país.
De acordo com a TF Agroeconômica, a soja negociada na Chicago Board of Trade (CBOT) fechou a semana em baixa, influenciada por condições climáticas favoráveis para a colheita nos Estados Unidos. O contrato de soja para novembro de 2024, que serve de referência para a safra brasileira, registrou queda de -0,79%, ou -8,25 cents/bushel, encerrando a $1037,75. Já o contrato para janeiro de 2025 recuou -0,80%, ou -8,50 cents/bushel, finalizando a $1056,00. O farelo de soja para dezembro teve baixa de -0,60%, ou $-2,0 por tonelada curta, a $330,5, enquanto o óleo de soja para dezembro caiu -1,26%, ou -$0,56/libra-peso, fechando em $43,97.
A análise do movimento de baixa destaca que a realização de lucros por parte dos fundos de investimentos e o clima favorável à colheita nos EUA pressionaram as cotações. Além disso, a previsão de chuvas no Centro-Oeste do Brasil contribuiu para essa tendência de queda. Outro fator foi o recuo do óleo de soja, influenciado pelos altos estoques de óleo de palma na Malásia, que atingiram o maior nível em oito meses.
Com a grande colheita americana consolidada e pressionando os preços, o mercado agora volta sua atenção para o plantio e as condições climáticas no Brasil, que podem impactar as cotações nas próximas semanas. No acumulado semanal, a soja em Chicago registrou queda de -2,63%, ou -28,00 cents/bushel, o farelo de soja recuou -3,95%, ou -$13,6 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja teve alta de 4,41%, ou $1,86 por libra/tonelada. Essas variações refletem um cenário de incerteza, com o mercado acompanhando de perto as condições climáticas e as estratégias de plantio no Brasil para os próximos meses.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou, na última semana, embarques de milho em ritmo abaixo dos números de 2023. Na mesma linha, as exportações mais lentas estão em linha com os estoques atuais acima dos observados no ano passado.
No cenário internacional, a safra norte-americana do cereal segue sem tropeços. Assim, o milho encerrou a semana cotado a US$ 4,25 o bushel (+1,92%) em Chicago, para o contrato com vencimento em dezembro de 2024. Já no Brasil, na B3, recuou 1%, fechando a semana a R$ 68,01 por saca.
Agora, o que o produtor pode esperar do mercado para esta semana? A análise da plataforma Grão Direto te conta.
O que esperar do mercado de milho
Pecuária e demanda de milho: o boi gordo é um dos maiores demandantes de milho, mantendo correlação direta entre os preços da arroba e da saca do cereal. Nas últimas semanas, a arroba registrou valorização de cerca de 30%, contribuindo para a alta nas cotações do milho. Apesar da melhora nas margens do pecuarista não indicar uma explosão imediata de demanda, o cenário abre novas perspectivas para a próxima safra de inverno. A expectativa de uma redução significativa na área plantada para a próxima safrinha começa a pesar na balança entre oferta e demanda do milho.
Oferta de milho: com a safra praticamente encerrada e o foco na oferta do próximo ciclo, o atraso no plantio da safra pode comprometer a janela do milho safrinha, olhando para a possível necessidade de replantio. Essa situação deverá causar atrasos em cadeia significativos, em especial pensando em milho safrinha, afastando os produtores da janela ideal de cultivo. Como consequência, é esperada uma redução expressiva na área plantada do cereal, impactando diretamente a oferta de milho no Brasil, o que já está no radar de precificação.
Safra norte-americana: a colheita satisfatória deverá continuar pressionando os preços contra altas mais significativas, considerando que na última semana o milho fechou positivo. Esse é o fator de maior influência no curto prazo que se tem no radar do mercado mundial. “Em vista da baixa demanda pelo cereal, olhando para números históricos, o cenário pessimista permanece para o milho. Impactos passíveis de elevar as cotações do grão de forma mais acelerada normalmente são projetados para o próximo ano. Em função disso, podemos ter mais uma semana negativa”, diz a análise da Grão Direto.
Oferecer bens como garantia de empréstimo é uma das mais antigas modalidades de negócios. A prática se iniciou, provavelmente, na Grécia e Roma antigas, há cerca de três mil anos. Hoje em dia, o conceito do penhor é estabelecido em diversos setores e tem ganhado força no agronegócio.
Levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em conjunto com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), mostrou que o Seguro Penhor Rural faturou cerca de R$ 1,6 bilhão no primeiro semestre de 2024.
O montante representa um aumento de 14,3% ante o mesmo período do ano passado. Ao todo, R$ 477,6 milhões foram desembolsados aos produtores, crescimento de 8,4%.
O levantamento das entidades mostra que, em cinco anos, o setor registrou aumento de 107,1% na arrecadação e 75,7% nas indenizações, passando de R$ 1,4 bilhão e R$ 503,6 milhões, em 2020, para, respectivamente, R$ 2,9 bilhões e R$ 884,9 milhões, em 2023.
Aumento do crédito rural
A recente expansão das linhas de crédito rural no país, estimulada tanto por políticas públicas quanto por bancos privados, tem encontrado no Seguro Penhor Rural um aliado, já que assegura o pagamento de empréstimos com garantia em produtos agropecuários, como colheitas, equipamentos e propriedades.
O membro da FenSeg, Fábio Damasceno, acredita que “o crescimento deste produto está condicionado à operação do Banco do Brasil, que vem performando com um crescimento de 28% neste período e representa cerca de 72% do arrecadado pelo produto”.
Segundo ele, ao desconsiderar a participação do BB na disponibilização de crédito para os produtores rurais, a performance do ramo cairia “de 14,3% para -10,3%”.
“Essa redução é, em parte, devida à atual conjuntura econômica, o que leva o produtor a ser mais cauteloso ao decidir se deve usar seu capital para investir na propriedade. Esse cuidado adicional também influencia a decisão de buscar crédito rural, seja para custeio ou investimento”, afirma.
Além disso, Damasceno destaca que o produtor tende a buscar seguros para mitigar riscos, especialmente porque os preços das principais commodities estão em queda neste período.
Estados que mais utilizam o penhor rural
Ao avaliar os dados por estados, o levantamento da CNseg e da FenSeg identificou que os cinco estados que mais arrecadaram também estão entre os mais representativos no agronegócio (em valores absolutos):
Rio Grande do Sul: R$ 214,7 milhões
Goiás: R$ 213 milhões
Paraná: R$ 208,2 milhões
Mato Grosso: R$ 185,5 milhões
Minas Gerais: R$ 165,4 milhões
Juntos, esses cinco estados representam 62% da arrecadação do Penhor Rural. Contudo, ao incluir São Paulo (R$ 144,6 milhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 116,6 milhões), a participação sobe para quase 80%.
Damasceno explica que a representatividade desses estados está diretamente ligada à concessão de recursos financeiros. “Quanto mais recursos são alocados para as linhas de Crédito de Investimento Agrícola e Pecuário, maiores são as oportunidades de comercialização do seguro de Penhor Rural”.
O executivo destaca que os perfis dos produtores variam entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
“Nas regiões Sul e Sudeste, há um número maior de produtores buscando crédito, mas com propriedades e empreendimentos menores. Em contraste, o Centro-Oeste tem menos produtores e operações, mas o valor médio dos recursos solicitados é significativamente maior, refletindo o perfil de grandes empreendimentos da região”.
Mecanismo de segurança ao Plano Safra
Foto: Pixabay
O crédito rural no Brasil tem passado por significativa expansão nos últimos anos, alimentada pela crescente relevância do agronegócio na economia nacional.
O Plano Safra 2024/2025, por exemplo, destinará R$ 400,59 bilhões para financiamentos, um aumento de 10% em relação à safra anterior, oferecendo linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para médios e grandes produtores rurais.
De acordo com o representante da Federação Nacional de Seguros Gerais, boa parte desse montante depende, diretamente, de mecanismos de segurança como o Seguro Penhor Rural para assegurar o cumprimento dos contratos de financiamento.
“Com a previsão de um crescimento contínuo no setor agrícola, o Seguro Penhor Rural se mostra um fator estratégico para assegurar o acesso a crédito rural em volumes cada vez maiores, sustentando o desenvolvimento econômico e a competitividade do agronegócio brasileiro”, conclui Damasceno.
Produtores de Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, especialmente em áreas de várzea e irrigadas, iniciaram o plantio da safra de soja nos últimos dias, conforme informações do departamento técnico da Coperplan. No entanto, a continuidade dos trabalhos nos 223 mil hectares previstos é arriscada devido ao clima quente e seco.
Até o momento, menos de 5% da área foi cultivada. A maioria dos produtores aguarda a chegada das chuvas, previstas para amanhã, antes de iniciar a semeadura. Apesar do atraso, os agricultores ainda estão dentro da janela ideal para o plantio e esperam que tudo ocorra normalmente.
Com a normalização das chuvas, o desenvolvimento da soja poderá ser favorecido, o que, combinado a um bom período de plantio, deve resultar em uma colheita satisfatória. A expectativa é que o plantio se concentre a partir de 10 de outubro.
Expectativas para a temporada 2024/25
Um levantamento da Safras & Mercado aponta que a área destinada ao cultivo de soja em Mato Grosso do Sul deve chegar a 4,35 milhões de hectares na temporada 2024/25, um aumento de 1,9% em relação aos 4,29 milhões de hectares plantados no ano passado. Até sexta-feira (4), o plantio no estado alcançava 4% da área total, comparado a 1% na semana anterior e 6% no mesmo período de 2024. A média de área cultivada nos últimos cinco anos é de 4,2%.
A produção esperada para a safra de soja é de 15,582 milhões de toneladas em 2024/25, um aumento de 19,3% em relação comparação de 13,062 milhões toneladas colhidas em 2023/24. O rendimento médio das lavouras deve atingir 3.600 quilos por hectare, superando os 3.060 quilos por hectare registrados no ano anterior.