quarta-feira, agosto 5, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Cotações do milho mantêm alta com colheita acelerada nos EUA, aponta CEEMA



Crescimento de preços reflete uma média de outubro de US$ 4,16/bushel




Foto: Divulgação

As cotações do milho seguem em elevação, de acordo com a análise de mercado da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA). Na última quinta-feira (7), o bushel de milho para o primeiro mês de contrato encerrou o dia cotado a US$ 4,27, representando uma alta significativa em relação ao valor de US$ 4,10 registrado na semana anterior.

Segundo a CEEMA, esse crescimento de preços reflete uma média de outubro de US$ 4,16/bushel, valor 4% acima da média de setembro. Apesar da alta recente, as cotações de outubro ainda estão abaixo do patamar do mesmo mês em 2023, quando o preço médio foi de US$ 4,88/bushel.

Outro fator relevante para o mercado é o avanço da colheita de milho nos Estados Unidos, que alcançou 91% da área cultivada até o dia 3 de novembro, um ritmo bem superior à média histórica de 75%. Esse avanço na colheita, somado às expectativas em torno do próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), tem mantido as cotações aquecidas, com a possibilidade de novos ajustes após a divulgação dos dados oficiais.

Ainda conforme análise, embora a mudança política ainda não tenha causado impacto direto nas cotações, os próximos movimentos do câmbio e das políticas econômicas norte-americanas poderão afetar o mercado global do cereal.

 

 

 

 





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Aprosoja MT finaliza agenda de compromissos sustentáveis no país


Após 10 dias de agenda, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) finalizou sua missão à China com importantes avanços na construção de parcerias de pesquisa e fortalecimento de laços comerciais. A comitiva, que participou da China International Import Expo (CIIE) na última quarta-feira (6), visitou várias regiões da do país e teve como principal objetivo promover o Estado de Mato Grosso como um parceiro estratégico no fornecimento de soja e milho, além de explorar intercâmbios tecnológicos e de sustentabilidade com instituições chinesas.

A missão iniciou no dia 27 de outubro e percorreu províncias como Beijing, Harbin, Hailun e Shandong, com foco na cooperação em pesquisa agrícola e no aumento da produtividade. “Conversamos com universidades para troca de tecnologia e para promover o reconhecimento dos nossos projetos de sustentabilidade desenvolvidos pelos produtores de Mato Grosso. Ou seja, aquilo que os produtores já praticam e fazem de bonito, estamos vendendo isso pro mundo. Sabemos que a guerra é pesada nesse âmbito de sustentabilidade e, muitas vezes, nossa imagem é distorcida”, destaca o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

Com mais de 50% das importações provenientes do Brasil, cerca de 90 milhões de toneladas de soja e 20 milhões de toneladas de milho são importadas anualmente pela China, reconhecendo o Brasil como seu principal parceiro estratégico.

Porto de Rizhao

Um dos marcos da viagem foi a visita ao Porto de Rizhao, em Shandong, maior centro de importação de soja da China, onde a Aprosoja MT reforçou a importância do estado para o fornecimento de grãos. “Visitamos vários portos que recebem alimentos aqui na China, seja soja a granel exportada do Brasil para cá, como também outros grãos que são exportados através de container. E, ficamos sabendo que no próximo mês, a China vai abrir também a importação de gergelim, que é outro produto importante que Mato Grosso tem crescido na produção”, conta Lucas.

Ao longo das reuniões, a delegação da Aprosoja MT convidou autoridades e pesquisadores para uma visita in loco para conhecer a produção mato-grossense. “Nada melhor do que nós para trazer essas informações e convidar eles também para conhecerem Mato Grosso, fazer parcerias de pesquisa e reconhecerem, acima de tudo, a nossa agricultura”, conclui o presidente.

A comitiva também participou de um painel na CIIE, maior feira de importação da China, onde foi discutida a logística necessária para atender à crescente demanda global por soja e milho. Além disso, as reuniões com universidades e centros de pesquisa chineses abriram portas para futuros projetos conjuntos de inovação agrícola.

O resultado da missão marca um passo importante para consolidar a presença do estado de Mato Grosso no mercado chinês e reforçar sua imagem como um fornecedor sustentável e eficiente de alimentos para o mundo.

Além do presidente Lucas Costa Beber, a delegação da Aprosoja MT incluiu o diretor administrativo da entidade, Diego Bertuol; o vice-presidente oeste, Luiz Otávio Tatim; o vice-presidente sul, Fernando Ferri; o diretor-executivo, Wellington Andrade; e o presidente da Cooprosoja, Fernando Cadore. Juntos, eles representaram os interesses dos produtores mato-grossenses e deram continuidade ao trabalho de promoção e ampliação do comércio de grãos entre Brasil e China.



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Exportação brasileira de carne bovina registra recorde em outubro, aponta Abiec



A exportação brasileira de carne bovina registrou recorde em outubro, alcançando 301.166 toneladas. A receita cambial foi de US$ 1,36 bilhão. No acumulado dos primeiros dez meses de 2024, o aumento foi de 29,9% no volume exportado, atingindo 2,4 milhões de toneladas, enquanto o faturamento cresceu 22,8%, a US$ 10,5 bilhões.

Somente nos primeiros dez meses de 2024, as exportações de carne bovina do Brasil já praticamente se igualaram ao resultado de todo o ano de 2023, quando o país exportou 2,29 milhões de toneladas, movimentando US$ 10,5 bilhões, de acordo com a análise da Associação Brasileira dos Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) com base nos números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo a Abiec, a tendência para o fechamento deste ano é de manutenção dos recordes até dezembro.

O presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, disse em comunicado que “para se dar uma dimensão do tamanho e da eficiência de toda a cadeia produtiva, o total exportado corresponde a mais de 9 milhões de animais abatidos, produzindo carne e contribuindo para a segurança alimentar”.

A China, o maior mercado para o Brasil, importou quase 160 mil toneladas no mês passado. Hoje, a China tem 54,4% de participação no montante exportado pelo Brasil em carne bovina.

Ainda de acordo com os dados do MDIC, os Estados Unidos continuam como o segundo maior comprador da carne bovina do Brasil, com volumes de 27.940 toneladas e faturamento de US$ 159,3 milhões, no último mês. Isso representa uma alta de 10,4% no volume e de 12% no faturamento, frente a setembro passado. Já as Filipinas foram o terceiro maior destino da carne bovina brasileira no mês passado, com 11.369 toneladas exportadas e faturamento de US$ 42,7 milhões.

Considerando as categorias de produtos de carne bovina, foram exportadas 270.332 toneladas de carne in natura (representando quase 90% do total), 16.022 toneladas de miúdos, 8.547 toneladas de carne industrializada, 2.926 toneladas de tripas, 2.824 toneladas de gordura e 515 toneladas de carnes bovinas salgadas.

Acumulado

Em 2024, os dez maiores compradores da carne bovina do Brasil representaram, em volume, cerca de 80% de tudo o que o Brasil exportou. O destaque também é a China, com volume de cerca de 1 milhão de toneladas e faturamento de US$ 4,8 bilhões, entre janeiro e outubro, registrando alta de 12,7% no volume embarcado e 3% de aumento no faturamento frente ao mesmo período de 2023.

Os Estados Unidos registraram um aumento significativo nos embarques este ano, de 69%, chegando a 175.193 toneladas, com faturamento de US$ 1,02 bilhão (aumento de 58,7% frente ao mesmo período do ano passado). Emirados Árabes, com embarques de quase 125 mil toneladas, Hong Kong com compras próximas a 100 mil toneladas, Chile (86.587 toneladas), Filipinas (80.472 toneladas) e Egito (78.080 toneladas), também mereceram destaque.

Conforme a Abiec, Camardelli está na China nesta semana, participando, com a ApexBrasil, da China International Import Expo (CIIE), em Xangai. A mostra é uma iniciativa do governo chinês, por meio do Ministério do Comércio da China, em parceria com o governo municipal de Xangai e tem, também, o apoio de diversas organizações internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

Um dos eventos foi o lançamento, na quinta-feira, 7, do projeto The Beef and Road: bridging the Brazil-China Beef Routes, uma iniciativa da Abiec com a ApexBrasil, para abertura de novas rotas no país, fora dos eixos Pequim e Xangai.



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Veja como pequenos negócios do agro podem se beneficiar do pix agendado



A oferta do Pix agendado passou a ser obrigatória a partir desta semana. Antes, a medida era opcional para as instituições financeiras – a decisão do Banco Central (BC) foi publicada em dezembro de 2023 e atualizada em julho deste ano. A forma de realizar o agendamento é simples e segue o mesmo padrão de uma transferência ou pagamento Pix feito na hora. A inovação permite que os usuários programem transferências e pagamentos periódicos, oferecendo uma forma prática de organizar as finanças, especialmente para transações regulares (aluguéis, mesadas e doações, por exemplo).

“O Sebrae vê essa iniciativa do Banco Central de forma positiva, pois simplifica a gestão financeira para os pequenos negócios. Com o Pix agendado, empreendedores podem organizar melhor seus fluxos de caixa, uma vez que conseguem prever entradas e saídas recorrentes com mais segurança”, diz o coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, Giovanni Beviláqua.

“Essa funcionalidade pode, de fato, assemelhar-se a um ‘cheque pré-datado’, porém, com a garantia de que o valor será debitado na data estipulada, evitando os tradicionais riscos de não compensação. A previsibilidade dos recebimentos pode incentivar o aumento do faturamento, pois facilita o planejamento de campanhas e parcerias que demandem pagamentos periódicos”, completa o coordenador do Sebrae.

Grande adesão do MEI

De acordo com pesquisa do Sebrae, o Pix é a principal forma de pagamento e responde pela maior parte do faturamento de metade dos microempreendedores individuais (MEI) do país: para 48% dos MEI, essa modalidade já recebe 51% ou mais de todo o recurso movimentado na venda de produtos ou serviços.

“Para os empreendedores, essa nova possibilidade representa uma chance de simplificar a rotina, organizando o pagamento de despesas fixas, o que contribui para uma visão mais clara da saúde financeira do negócio”, diz Giovanni Beviláqua coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae.

”Acreditamos que com o Pix agendado, somado às ferramentas que o Sebrae oferece, os empreendedores podem melhorar a gestão de suas finanças e reduzir os riscos de inadimplência, contribuindo para o crescimento sustentável dos pequenos negócios no país”, completa Beviláqua.

Há uma série de conteúdos e ferramentas que podem apoiar os pequenos negócios na gestão financeira no Portal Acredita, do Sebrae.

Acesse a área Pix do seu banco, selecione o destinatário, escolha a data para o pagamento e confirme a operação. O valor será debitado automaticamente na data agendada, facilitando a organização dos seus pagamentos. Após concluir o agendamento, é possível salvar e compartilhar o comprovante de pagamento com a pessoa ou empresa que receberá o dinheiro.

Previna-se contra os golpes

O recebedor é notificado apenas quando a transação é concluída na data agendada. Mesmo se houver algum erro com a transação, o valor só pode ser devolvido depois que cair na conta do recebedor. Muitos golpistas cancelam o agendamento antes do tempo e deixam a vítima no prejuízo. Fique atento a pessoas que utilizem o agendamento para tentar fazer com que o valor seja estornado antes do período estipulado. Atente-se também às principais informações presentes no comprovante de pagamento, como o nome completo e CPF/CNPJ.


Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é uma entidade privada brasileira de serviço social, que tem como objetivo a capacitação e a promoção do desenvolvimento econômico para estimular o empreendedorismo no país.
 
O Sebrae é realizador, juntamente com o Canal Rural, do Porteira Aberta Empreender, um projeto criado para ajudar o micro e pequeno produtor a empreender para fora da porteira. Um trabalho multiplataforma de informações sobre gestão e crédito.
 



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Veja como pequenos negócios do agro podem se beneficiar do pix agendado



A oferta do Pix agendado passou a ser obrigatória a partir desta semana. Antes, a medida era opcional para as instituições financeiras – a decisão do Banco Central (BC) foi publicada em dezembro de 2023 e atualizada em julho deste ano. A forma de realizar o agendamento é simples e segue o mesmo padrão de uma transferência ou pagamento Pix feito na hora. A inovação permite que os usuários programem transferências e pagamentos periódicos, oferecendo uma forma prática de organizar as finanças, especialmente para transações regulares (aluguéis, mesadas e doações, por exemplo).

“O Sebrae vê essa iniciativa do Banco Central de forma positiva, pois simplifica a gestão financeira para os pequenos negócios. Com o Pix agendado, empreendedores podem organizar melhor seus fluxos de caixa, uma vez que conseguem prever entradas e saídas recorrentes com mais segurança”, diz o coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, Giovanni Beviláqua.

“Essa funcionalidade pode, de fato, assemelhar-se a um ‘cheque pré-datado’, porém, com a garantia de que o valor será debitado na data estipulada, evitando os tradicionais riscos de não compensação. A previsibilidade dos recebimentos pode incentivar o aumento do faturamento, pois facilita o planejamento de campanhas e parcerias que demandem pagamentos periódicos”, completa o coordenador do Sebrae.

Grande adesão do MEI

De acordo com pesquisa do Sebrae, o Pix é a principal forma de pagamento e responde pela maior parte do faturamento de metade dos microempreendedores individuais (MEI) do país: para 48% dos MEI, essa modalidade já recebe 51% ou mais de todo o recurso movimentado na venda de produtos ou serviços.

“Para os empreendedores, essa nova possibilidade representa uma chance de simplificar a rotina, organizando o pagamento de despesas fixas, o que contribui para uma visão mais clara da saúde financeira do negócio”, diz Giovanni Beviláqua coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae.

”Acreditamos que com o Pix agendado, somado às ferramentas que o Sebrae oferece, os empreendedores podem melhorar a gestão de suas finanças e reduzir os riscos de inadimplência, contribuindo para o crescimento sustentável dos pequenos negócios no país”, completa Beviláqua.

Há uma série de conteúdos e ferramentas que podem apoiar os pequenos negócios na gestão financeira no Portal Acredita, do Sebrae.

Acesse a área Pix do seu banco, selecione o destinatário, escolha a data para o pagamento e confirme a operação. O valor será debitado automaticamente na data agendada, facilitando a organização dos seus pagamentos. Após concluir o agendamento, é possível salvar e compartilhar o comprovante de pagamento com a pessoa ou empresa que receberá o dinheiro.

Previna-se contra os golpes

O recebedor é notificado apenas quando a transação é concluída na data agendada. Mesmo se houver algum erro com a transação, o valor só pode ser devolvido depois que cair na conta do recebedor. Muitos golpistas cancelam o agendamento antes do tempo e deixam a vítima no prejuízo. Fique atento a pessoas que utilizem o agendamento para tentar fazer com que o valor seja estornado antes do período estipulado. Atente-se também às principais informações presentes no comprovante de pagamento, como o nome completo e CPF/CNPJ.



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Nova Mutum (MT) aposta em tecnologias avançadas para o plantio da soja



Localizada na região Médio-Norte de Mato Grosso, às margens da BR-163, Nova Mutum está no coração de um dos maiores polos agrícolas do Brasil. Com pouco mais de 36 anos, a cidade é uma das mais jovens e dinâmicas do estado e tem se destacado tanto pela sua produção de soja quanto pelo crescimento de sua economia e infraestrutura.

O presidente da Aprosoja MT e produtor de soja no município, Lucas Costa Beber, conversou com o Soja Brasil sobre a evolução e o desenvolvimento da cidade no plantio de soja. “Com um forte foco em máquinas de ponta, biotecnologia e técnicas avançadas de cultivo, utilizamos sementes geneticamente modificadas, fertilizantes de última geração e equipamentos como tratores e colheitadeiras com GPS, o que torna a produção local uma das mais eficientes do país”, explica.

Beber destaca ainda o uso de tecnologias inovadoras, como o melhoramento genético das sementes e a aplicação de drones para monitoramento das lavouras. As máquinas agrícolas, equipadas com sistemas de GPS, sensores e drones, permitem um controle preciso do plantio, da colheita e da aplicação de insumos, otimizando a produção e aumentando a produtividade.

Além disso, o clima da região, considerado um dos melhores para o cultivo de soja e milho no Brasil, tem favorecido ainda mais a produção. Embora o município tenha enfrentado um ano atípico de adversidades climáticas em 2023, a maior parte do tempo a região se beneficia de condições ideais para o cultivo, com altas taxas de produtividade.

Desafios e oportunidades

Apesar de todos os avanços, Nova Mutum enfrenta desafios típicos de municípios em rápido crescimento, especialmente quando se trata da agricultura de alta tecnologia, como o plantio de soja. Um dos principais obstáculos é a escassez de mão de obra qualificada, especialmente nas áreas que exigem conhecimento técnico, como o uso de tecnologias de ponta nas lavouras. Embora a cidade tenha atraído trabalhadores de várias regiões do Brasil, há uma grande demanda por profissionais capacitados em biotecnologia.

Mesmo assim, a administração municipal encara esses desafios com otimismo. A cidade tem investido em qualificação profissional, criando parcerias com instituições de ensino para capacitar a população local, especialmente em áreas que atendem às necessidades do setor agrícola. O objetivo é fornecer a mão de obra especializada necessária para sustentar o crescimento contínuo da produção de soja e garantir que o município continue a se destacar entre os maiores polos agrícolas do Brasil.

Qualidade de vida e o plantio da soja no município

Além do crescimento econômico impulsionado pela soja, a cidade tem se tornado um lugar cada vez mais atraente para viver. Com infraestrutura urbana bem planejada, avenidas amplas e paisagismo de qualidade, Nova Mutum oferece um ambiente propício tanto para quem trabalha no campo quanto para quem busca qualidade de vida. O município tem se destacado na revitalização de suas estradas vicinais e no aprimoramento da conectividade regional, o que facilita o escoamento da produção agrícola e fortalece a economia local.

Nova Mutum já conta com aproximadamente 70 mil habitantes e continua a atrair trabalhadores de diversas partes do Brasil, especialmente do Rio Grande do Sul, Nordeste e outras regiões de Mato Grosso, em busca de oportunidades nas fazendas de soja e nas indústrias ligadas à cadeia produtiva do grão. Com a continuidade desse crescimento, a cidade se consolidará como um centro de excelência na produção de soja, como um exemplo de como o desenvolvimento agrícola pode impulsionar a qualidade de vida e criar novas oportunidades para a população local.



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COP29: Sebrae prioriza pequenos negócios na agenda da transição verde



Por: Assessoria Sebrae

O Sebrae estará em Baku, capital do Azerbaijão, para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP29, que acontecerá de 11 a 22 de novembro. A Instituição defende que a transição verde será o grande motor do crescimento mundial nos próximos anos e os pequenos negócios têm um papel fundamental no aproveitamento dessas oportunidades para as economias dos países do Sul Global.

”Exatamente daqui a um ano, o Brasil vai receber o mundo inteiro para debater um tema que não tem mais volta nas nossas vidas, a sustentabilidade. E este é um tema que nos pertence. Só o Brasil tem seis biomas e a Amazônia, por isso, pode efetivamente ajudar a mudar esta realidade do mundo inteiro, que requer resiliência, transição verde, economia de baixo carbono, justiça social”, diz Décio Lima, presidente do Sebrae.

O presidente completa: ”O presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckimin, nós do Sebrae, os pequenos negócios, os setores produtivos, todos estão engajados neste debate essencial para a Humanidade’.’

Além de acompanhar as boas práticas em desenvolvimento sustentável e os debates com representantes do mundo todo durante o evento, o Sebrae integra ativamente a programação do Pavilhão Brasil – COP 29, organizada pelo governo federal e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O Sebrae participa na COP 29 por meio de diversas frentes. Os principais parceiros são o governo federal, no Pavilhão Brasil (ApexBrasil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Meio Ambiente); na cadeia de valor com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com Consórcio Amazônia Legal (CAL), e na promoção do turismo para COP30, com o Mistério do Turismo.

Em todas essas frentes, o Sebrae atua para que os pequenos negócios sejam inseridos como atores fundamentais na transição verde.

Sebrae na COP 29

Os pequenos negócios são atores essenciais no combate ao aquecimento global. Representando mais de 95% dos negócios no Brasil e 30% do PIB do país, as micro e pequenas empresas estão posicionadas de forma única para causar um impacto significativo nas mudanças climáticas.

O Sebrae atua para transformá-las em protagonistas do desenvolvimento sustentável. A COP30, em 2025, será realizada no Brasil, em Belém (PA). Mesmo não sendo responsáveis pela maior parte das emissões, os pequenos negócios podem dar contribuições significativas para o alcance da meta de carbono zero, por meio de inovações e serviços para a transição verde.



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Índice de Preços da FAO sobe 2% em outubro e alcança maior nível em 1 ano e meio



O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) de outubro subiu 2% em relação ao mês anterior, alcançando o maior nível desde abril de 2023. A média ficou em 127,4 pontos no décimo mês do ano, impulsionada por ganhos em todas as commodities analisadas, com exceção das carnes. O índice de outubro deste ano ficou 5,5% acima do registrado em período equivalente de 2023, mas ficou 20,5% abaixo do pico de 160,2 pontos alcançado em março de 2022.

O subíndice de preços dos Cereais registrou média de 114,4 pontos em outubro, alta de 0,9 ponto (0,8%) ante setembro, mas ainda 10,3 pontos (8,3%) abaixo de outubro de 2023.

Os preços do trigo subiram com o clima desfavorável para as safras de inverno no Hemisfério Norte, como na União Europeia, Rússia e EUA. Além disso, a reintrodução de um piso de preço não oficial na Rússia e as tensões no Mar Negro deram suporte. Para o milho, os preços foram impulsionados pela forte demanda doméstica no Brasil e pelos desafios de transporte no País com os baixos níveis dos rios. As condições secas que impediram o plantio na Argentina e a demanda constante por milho ucraniano também contribuíram.

Entre outros grãos, os preços da cevada aumentaram, enquanto do sorgo caíram. O Índice de Preços de Arroz da FAO caiu 5,6% em outubro.

O levantamento mostrou, ainda, que o subíndice de preços dos Óleos Vegetais teve média de 152,7 pontos no mês passado, alta de 10,4 pontos (7,3%) ante setembro, e alcançando o nível mais alto em dois anos. Segundo a FAO, os preços do óleo de palma subiram pelo quinto mês seguido, com temores de produção menor que o esperado e possíveis declínios sazonais de produção no Sudeste Asiático. Da mesma forma, os preços do óleo de girassol e colza continuaram a subir, sustentados por perspectivas de oferta moderada em virtude da menor produção em 2024/25. Já os preços do óleo de soja aumentaram com a demanda global firme em meio a oferta limitada de óleos vegetais alternativos.

O subíndice de preços da Carne da FAO teve média de 120,4 pontos em outubro, ligeira baixa de 0,3% ante setembro, mas alta de 8,4 pontos (7,5%) ante o valor de 2023. A carne suína teve queda com o aumento do abate na Europa Ocidental, em meio à fraca demanda doméstica e estrangeira. Os preços da carne de aves caíram ligeiramente, com maiores ofertas dos principais produtores globais. Já os preços da carne ovina permaneceram estáveis. Em contraste, as cotações para carne bovina aumentaram moderadamente, sustentadas por compras internacionais mais fortes.

O relatório mostrou, ainda, que o subíndice de preços de Lácteos teve média de 139,1 pontos em outubro, alta de 2,5 pontos (1,9%) ante setembro e 24,5 pontos (21,4%) acima do valor de um ano atrás. A FAO disse que o queijo registrou o maior aumento, com a disponibilidade limitada em meio a fortes vendas internas, especialmente na União Europeia. Além disso, os preços da manteiga aumentaram em pelo décimo terceiro mês consecutivo, com a alta demanda interna, estoques limitados e produção de leite sazonalmente baixa na Europa Ocidental. Em contraste, as cotações de leite em pó, especialmente leite em pó desnatado, caíram com a maior produção de leite na Oceania e a fraca demanda global.

De acordo com a FAO, o subíndice de preços do Açúcar teve média de 129,6 pontos no mês passado, avanço de 3,3 pontos (2,6%) ante setembro, mas 29,6 pontos (18,6%) abaixo de 2023. O avanço mensal ocorreu com preocupações persistentes com a perspectiva de produção de 2024/25 no Brasil, após um período prolongado de condições climáticas secas, disse a FAO. Preços maiores do petróleo, que estimulam um maior uso da cana-de-açúcar para a produção de etanol no Brasil, contribuíram para a alta. Contudo, o enfraquecimento do real ante o dólar e a melhoria da precipitação nas principais áreas de cultivo no Brasil no final de outubro limitaram o aumento geral dos preços mundiais do açúcar.



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EUA intensificam testes em trabalhadores de fazendas após surto de gripe aviária



Autoridades federais de saúde dos Estados Unidos ampliaram sua resposta ao surto de gripe aviária H5N1, com base em novos dados que sugerem que a abordagem atual para testes e tratamento de trabalhadores de fazendas leiteiras pode ter deixado casos sem detecção.

Agora, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomenda que antivirais sejam administrados a qualquer trabalhador que tenha tido uma exposição de alto risco a animais doentes sem o uso adequado de equipamentos de segurança, independentemente de terem ou não sintomas. Anteriormente, a agência recomendava o antiviral Tamiflu apenas para pessoas com sintomas suspeitos de H5N1.

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O CDC também recomenda agora que sejam testados trabalhadores expostos ao vírus, mesmo que não apresentem sintomas. Anteriormente, o teste era recomendado apenas para trabalhadores doentes.

Um novo estudo do CDC que testou trabalhadores de fazendas leiteiras com rebanhos infectados revelou que metade dos trabalhadores que apresentaram sinais de terem sido infectados pelo H5N1 não se lembrava de ter tido sintomas. As agências de saúde estavam, em grande parte, monitorando sintomas e apenas testando e tratando trabalhadores que relatavam estar se sentindo doentes.

O novo estudo sugere que essa estratégia não é suficiente. Ao não identificar casos assintomáticos ou com sintomas muito leves, as autoridades de saúde podem ter dado ao vírus uma oportunidade de evoluir e se tornar uma ameaça maior.

Autoridades do CDC disseram na quinta-feira que as novas orientações podem ajudar a evitar que o vírus adquira a capacidade de se espalhar facilmente entre pessoas.

“Embora não tenhamos observado mudanças no vírus que sugiram capacidade de transmissão de pessoa para pessoa, queremos manter esse risco tão baixo quanto ele é no momento”, disse Nirav Shah, diretor adjunto do CDC. “Uma das melhores formas de fazer isso é identificar por meio de mais testes indivíduos expostos e fornecer a eles Tamiflu para reduzir os níveis do vírus em seu corpo.”

A intensificação da resposta ao surto ocorre em meio a sinais de que a disseminação do vírus está fora de controle nos EUA, com casos entre humanos e animais de fazenda aumentando rapidamente.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), dos 446 rebanhos leiteiros com infecções confirmadas neste ano, 151 foram confirmados apenas nos últimos 30 dias. O número de casos humanos confirmados subiu para 46 nesta quinta-feira, em comparação com 31 em 24 de outubro.

“Em qualquer situação de surto, sabemos que há indivíduos que podem ter sido expostos, podem ter sido infectados e que não fazem parte da contagem”, disse Shah. “Esses dados realmente nos ajudam a entender que alguns desses trabalhadores podem ter tido sintomas tão leves que não se lembram de terem ficado doentes.”

Além das novas orientações sobre testes e antivirais, o CDC também está atualizando suas recomendações para equipamentos de proteção.

O CDC disse acreditar que o H5N1 ainda represente risco baixo para o público em geral. Embora o número de casos humanos esteja crescendo, praticamente todos foram leves. Mais da metade ocorreu em trabalhadores expostos a gado infectado, e quase todos os outros foram em trabalhadores expostos a aves infectadas.

No fim de outubro, o USDA revelou que um suíno em uma criação doméstica no Estado de Oregon testou positivo para H5N1, o primeiro caso conhecido em um suíno nos EUA. Especialistas há muito tempo se preocupam com a entrada do H5N1 na população de suínos, porque os vírus da gripe adaptados para infectar aves e humanos podem infectar suínos e se recombinar nestes animais para criar novos germes mais perigosos. Esse processo é considerado responsável pela pandemia de H1N1 em 2009.

O USDA disse na quarta-feira que um segundo suíno na mesma criação doméstica também testou positivo para H5N1. A agência informou que os suínos estavam infectados com uma cepa de H5N1 encontrada em aves selvagens, e não a cepa circulante entre o gado leiteiro, e que os animais nessa criação provavelmente foram infectados por aves migratórias.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de soja em MT: estoques e exportações caem



Estimativa de exportações da safra 23/24 foi reduzida para 24,96 milhões de toneladas




Foto: Expodireto Cotrijal

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou, em novembro, a demanda de soja para as safras 2023/24 e 2024/25. Segundo o relatório, a estimativa de exportações da safra 23/24 foi reduzida para 24,96 milhões de toneladas, uma queda de 3,51% em relação à previsão de outubro de 2024.

A redução foi motivada pela menor disponibilidade de soja em Mato Grosso no segundo semestre, impactando o ritmo de escoamento da oleaginosa para o mercado externo. De acordo com o Imea, a revisão ainda afetou a demanda nos demais estados, que agora está projetada em 2,47 milhões de toneladas para a safra 23/24. Isso representa uma queda expressiva de 53,48% em comparação à safra anterior, reforçando o impacto da menor oferta no estado para o mercado nacional.

Já em relação a safra 24/25, o Imea aponta um cenário de alta no consumo interno de soja em Mato Grosso. O levantamento realizado com as indústrias mostra uma intenção de esmagamento para 2025 de 12,77 milhões de toneladas, indicando um crescimento modesto de 0,47% em relação ao relatório anterior. O relatório ainda destaca uma redução nos estoques finais da safra, que agora estão projetados em 240 mil toneladas — uma queda de 18,40% ante a estimativa anterior. 

 





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