segunda-feira, julho 27, 2026

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Aprosoja MT solicita análise do Cade sobre a Moratória da Soja



A Aprosoja-MT apresentou, nesta quarta-feira (11), um pedido formal ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para avaliar as práticas comerciais das empresas que assinaram a Moratória da Soja.

Após 20 anos de vigência do acordo e diversas tentativas de diálogo com as empresas, a associação decidiu buscar uma análise mais detalhada, apresentando novos dados e argumentos técnicos que mostram os impactos do pacto sobre o livre mercado e a economia das regiões produtoras.

Embora o Congresso já tenha solicitado a análise da Moratória por entender que ela pode afetar o princípio da livre iniciativa, a Aprosoja-MT traz uma nova abordagem, com elementos jurídicos e técnicos adicionais. A associação argumenta que o acordo tem gerado dificuldades para os produtores e afetado o desenvolvimento de algumas regiões.

O pedido à autoridade antitruste destaca que o acordo pode estar criando obstáculos para a concorrência, o que impacta diretamente as atividades econômicas dos produtores e o crescimento sustentável de diversas comunidades.

A Moratória da Soja e seus impactos

A Moratória da Soja foi criada em 2006 com o intuito de combater o desmatamento ilegal na Amazônia. No entanto, ao longo dos anos, o pacto passou a afetar de os produtores que seguem rigorosamente as normas ambientais do Brasil, gerando dificuldades adicionais para suas atividades.

O Código Florestal de 2012 estabelece que, no bioma amazônico, 80% das propriedades devem ser destinadas à preservação ambiental, com os 20% restantes podendo ser usados para cultivo, desde que obtida licença ambiental. Contudo, a Moratória da Soja adota uma política de “desmatamento zero”, o que leva a 90% das tradings que assinaram o pacto a não comprar soja de áreas legalmente desmatadas.

”Quando desprezou o direito dos agricultores, a Moratória da Soja deixou de ser uma solução ambiental para se tornar um obstáculo ao progresso econômico de regiões inteiras”, destaca o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

Mato Grosso

Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil e o quarto maior do mundo, com uma produção de 44 milhões de toneladas. A Aprosoja-MT estima que cerca de 85 municípios e 2,7 milhões de hectares do estado sejam afetados pela Moratória, resultando em perdas econômicas superiores a R$ 20 bilhões.

”A análise do Cade poderá ajudar a entender como o acordo impacta o mercado de soja e a liberdade de negociação dos produtores, o que pode gerar soluções para a situação atual”, conclui Sidney Pereira de Souza Jr., sócio do escritório Reis, Souza, Takeishi & Arsuffi, que representa a Aprosoja-MT.



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Presidente Lula passará por nova cirurgia na cabeça



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará por novo procedimento cirúrgico na cabeça na manhã desta próxima quinta-feira (12), de acordo com o último boletim médico divulgado pelo hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Conforme o texto, a intervenção é complemetar à cirurgia que Lula fez na terça-feira (10) para drenar hematoma intracraniano após sentir dores de cabeça durante o dia.

Na hora da internação, o presidente passou por ressonância magnética que mostrou hemorragia dentro do crânio, decorrente do acidente domiciliar sofrido em 19 de outubro, quando caiu no banheiro.

O boletim informa que o presidente passou bem o dia de hoje e não teve nenhuma intercorrência. Além disso, fez fisioterapia, caminhou e recebeu a visita de familiares.

“Como parte da programação terapêutica, [o presidente] fará complementação de cirurgia com procedimento endovascular (embolização de artéria meníngea média) amanhã, pela manhã”, diz o comunicado assinado pelo diretor de governança clínica, Luiz Francisco Cardoso, e pelo diretor clínico, Álvaro Sarkis.



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Estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja!



As inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja Safra 24/25 já estão abertas. O evento acontecerá no dia 7 de fevereiro, em Santa Carmem, região de Sinop (MT). A cerimônia será transmitida diretamente da Fazenda Esperança, às 9h (horário de Brasília), e contará com painéis de discussão sobre temas essenciais para o setor, como sustentabilidade e a COP 30, além de biocombustíveis e alimentos.

O evento também celebrará os 20 anos da Aprosoja Mato Grosso, comemorando a trajetória da associação, que tem sido fundamental no fortalecimento da sojicultura no estado. O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, ressaltou a importância dessa celebração, destacando que a Aprosoja tem sido uma protagonista no crescimento da produção de soja, promovendo a integração dos produtores, a sustentabilidade e o desenvolvimento contínuo da cadeia produtiva.

Não é por acaso que o evento da colheita será realizado em Mato Grosso. A soja chegou ao Brasil em 1901, mas foi a partir da década de 1970 que começou a se expandir para outras regiões, incluindo Mato Grosso. Segundo Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT, a soja foi a cultura responsável por colocar Mato Grosso no cenário nacional e internacional, impulsionando o desenvolvimento econômico e social do estado, com cidades como Sinop, que possuem alto IDH, se beneficiando diretamente dessa produção.

Inicialmente voltado para a pecuária, o estado foi pioneiro na adoção de novas tecnologias para o cultivo de soja e, nos anos 1990, já era o maior produtor nacional, com a soja se tornando o motor da economia local.

Participe! Acesse o link das inscrições e garanta sua presença no evento!



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AgroNewsPolítica & Agro

Alta no dólar aquece vendas de soja no Mato Grosso



Comercialização de soja supera 99% no estado




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização da safra de soja 2023/24 em Mato Grosso atingiu 99,23% da produção até novembro de 2024. O avanço foi de 0,69 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e ficou 1,19 p.p. acima da média histórica.

A demanda interna manteve-se aquecida ao longo do mês, mas parte dos produtores preferiu esperar por melhores preços para negociar o restante da produção. O preço médio da oleaginosa fechou em R$ 139,32 por saca, uma valorização de 0,29% em relação a outubro, reflexo da oferta restrita no estado.

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Para a safra 2024/25, a comercialização chegou a 41,09% da produção estimada, um avanço de 2,74 p.p. em comparação ao mês anterior. As condições favoráveis das lavouras incentivaram os produtores a retomar a venda de grandes volumes.

A valorização do dólar também contribuiu para o aumento das cotações da soja. O preço médio negociado no estado foi de R$ 111,68 por saca em novembro, uma alta de 0,62% em relação ao mês anterior, conforme os dados do Imea.





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MDIC inicia investigação por dumping nas exportações de leite em pó de Argentina e Uruguai



A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) iniciou investigação sobre dumping nas exportações de leite em pó – integral ou desnatado – da Argentina e do Uruguai para o Brasil.

A denúncia foi protocolada no órgão em agosto deste ano pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU), a análise dos elementos de prova de dumping considerou o período de janeiro de 2023 a dezembro de 2023. Já o período de análise de dano considerou o período de janeiro de 2021 a dezembro de 2023.

A CNA afirma que protocolou a petição no MDIC com o objetivo de averiguar a ocorrência de práticas desleais de comércio de leite em pó por parte da Argentina, que responde por metade do volume importado pelo Brasil.

“(…) O surto de importações levou à confederação a alertar o Poder Executivo na busca de ações de defesa comercial, especialmente quando da incidência do Programa de Impulso Tambero, que concedeu subsídios diretos à produção de leite argentino, gerando artificialidade na competitividade de preços”, informou a entidade em nota.



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Ministério da Agricultura busca investimentos para reabilitação de pastagens



A delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou da 16ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP 16 – UNCCD), em Riade, na Arábia Saudita, com um objetivo: atrair investimentos para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD).

Na reunião foram discutidas parcerias focadas na reabilitação de pastagens degradadas, alinhando desenvolvimento agrícola, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar.

Cooperação e sustentabilidade

O encontro destacou oportunidades de cooperação para transformar pastagens degradadas em áreas produtivas, utilizando tecnologias sustentáveis e práticas que reforcem a segurança alimentar global. Essa iniciativa tem potencial para beneficiar o Brasil e os países parceiros, fortalecendo cadeias produtivas sustentáveis.

Reuniões paralelas

Além desse encontro, a comitiva brasileira tem agendadas reuniões bilaterais com instituições públicas e privadas sauditas para ampliar a promoção do PNCPD, destacando o Brasil como referência em práticas agropecuárias sustentáveis.



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exportações desaceleram em novembro, mas receita sobe 25%



As exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) desaceleraram em novembro, após meses de crescimento acelerado. O volume exportado somou 279.229 toneladas, representando um aumento de 9% em relação a novembro de 2023, quando foram exportadas 256.069 toneladas.

Os preços médios pagos pelo produto brasileiro, no entanto, avançaram, subindo de US$ 3.909 por tonelada em 2023 para US$ 4.469 em 2024. Com isso, a receita do setor alcançou US$ 1,247 bilhão no mês, alta de 25% sobre o mesmo período do ano anterior.

Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Alta no volume de carne exportada no ano

De janeiro a novembro de 2024, o Brasil exportou 2,94 milhões de toneladas de carne bovina, crescimento de 30,8% em comparação ao mesmo período de 2023, quando o volume foi de 2,25 milhões de toneladas.

A receita acumulada atingiu US$ 12,021 bilhões, alta de 23,25%. Apesar do aumento no volume e na receita, o preço médio de exportação em 2024 (US$ 4.077) ficou 5,8% abaixo do registrado no ano anterior (US$ 4.328).

Mudanças no mercado internacional

A China, principal destino da carne bovina brasileira, registrou aumento no volume importado, mas reduziu sua participação relativa no total exportado pelo Brasil. Entre janeiro e novembro de 2024, o país asiático comprou 1,21 milhão de toneladas (+11%) com receita de US$ 5,424 bilhões (+3,7%). No entanto, sua participação caiu de 48,4% para 41,1% no volume e de 53,6% para 45,1% na receita.

Os Estados Unidos consolidaram sua posição como o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, com aumento expressivo de 69,6% no volume importado (493.462 toneladas) e 57,7% na receita (US$ 1,489 bilhão). A participação dos EUA no total exportado pelo Brasil subiu de 12,9% em 2023 para 16,7% em 2024.

Os Emirados Árabes Unidos e o Chile também apresentaram desempenhos notáveis. Os Emirados Árabes mais que dobraram suas importações, adquirindo 129.952 toneladas (+103,3%) com receita de US$ 588,8 milhões (+110,2%). Já o Chile registrou um aumento de 3,3% no volume (96.896 toneladas) e 3,8% na receita (US$ 461,2 milhões).

No acumulado do ano, 108 países ampliaram suas compras de carne bovina brasileira, enquanto 63 reduziram.



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Após chuvas, produtores de soja do Paraná previnem pragas



Com o fim do plantio da safra de grãos de verão no Paraná, a soja segue como a principal cultura do estado, com a maior parte das lavouras já em fase reprodutiva. Embora as chuvas intensas recentes tenham chegado em um momento crítico, favorecendo a normalização do desenvolvimento das plantas, algumas áreas registraram perdas irreversíveis, conforme aponta o último boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral).

Segundo o Climatempo, agora, com o plantio concluído, a atenção dos produtores se volta para a prevenção de pragas. Um dos principais focos de cuidados é a ferrugem asiática, uma das doenças mais temidas pela soja. No entanto, a alta incidência de chuvas tem dificultado o controle da doença, já que as precipitações intensas e frequentes dificultam a aplicação de defensivos agrícolas nas lavouras.

Previsão do tempo e a lavoura de soja

A previsão para os próximos dias indica um cenário de intensificação do tempo seco, com elevação das temperaturas no Paraná. A expectativa é que os períodos de sol e seca favoreçam a retomada das atividades no campo, permitindo a aplicação de tratamentos e o controle das pragas, fundamentais para garantir a boa produtividade da soja.

Com o aumento das temperaturas e a redução das chuvas, o desafio agora será manter as lavouras livres de pragas e doenças até a colheita. O produtor de soja do Paraná segue atento, buscando alternativas para proteger sua produção e minimizar os impactos climáticos no rendimento da safra.



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AgroNewsPolítica & Agro

os avanços do funding agro


Na manhã desta quarta-feira, 11 de dezembro, o talk show “A Voz do Mercado” reuniu especialistas e líderes do setor agropecuário para discutir os avanços e desafios no financiamento do agronegócio brasileiro. Realizado na sede da Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, e transmitido ao vivo pelo canal do Portal Agrolink no YouTube, o evento trouxe à tona debates essenciais sobre a evolução de instrumentos financeiros como a Cédula de Produto Rural (CPR) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Sob a mediação de Ivan Wedekin e Suelen Farias, o evento destacou o tema central “CPR 30 | Títulos 20 anos – A Revolução do Funding Agro”. Os convidados compartilharam suas experiências e perspectivas sobre como esses instrumentos têm moldado o acesso ao crédito e impulsionado o crescimento do setor.

A CPR: um divisor de águas no agro

Roberto (Bob) Machado, ex-diretor do Banco do Brasil e idealizador da CPR, trouxe uma análise detalhada sobre a importância desse instrumento financeiro. Segundo ele, a CPR não apenas revolucionou o financiamento rural, mas também criou uma ponte vital entre o campo e o mercado de capitais.

“A CPR foi criada em um momento de escassez de recursos. Nosso objetivo era simplificar e centralizar as garantias em um único documento, permitindo ao produtor rural acessar mercados e reduzir riscos”, explicou Machado. Ele ainda destacou que, ao longo dos anos, o instrumento passou a atender demandas mais complexas. “Hoje, a CPR é um ativo que se conecta diretamente ao mercado de capitais, algo impensável há 30 anos.”

O papel transformador da CPR financeira

Victoria de Sá, sócia-fundadora da Vert Securitizadora, destacou a evolução da CPR para atender às necessidades de um mercado mais dinâmico. “Quando a CPR nasceu, seu foco principal era a produção. Hoje, com a introdução da CPR Financeira, conseguimos conectar o setor produtivo diretamente ao mercado de capitais, proporcionando liquidez e diversificação de investimentos”, afirmou.

Ela também apontou os desafios do momento: “Precisamos avançar na regulamentação e ajustar as taxas de retorno para encontrar um equilíbrio saudável entre investidores e produtores. O FIAGRO tem grande potencial, mas ainda requer amadurecimento em termos de estrutura e transparência.”

Barter e a democratização do crédito

Fernando Pimentel, sócio-diretor da Agrometrika e da Agrosecurity, ressaltou o impacto do sistema de Barter e da CPR na democratização do acesso ao crédito. “Antes da CPR, as operações de Barter enfrentavam inseguranças jurídicas e resistências de grandes tradings. Hoje, o cenário é outro: a CPR se consolidou como uma ferramenta essencial para conectar o mercado de capitais às necessidades do campo”, explicou Pimentel.

Pimentel também destacou como o Barter permite maior previsibilidade para o produtor: “Com o Barter, o agricultor pode travar custos e acessar insumos de forma mais planejada, o que é essencial em tempos de incerteza climática e de mercado.”

Desafios e oportunidades no funding agro

Durante o debate, os participantes discutiram questões críticas para o futuro do financiamento agropecuário. Ivan Wedekin enfatizou a necessidade de maior capacitação dos agentes financeiros: “O agronegócio tem características cíclicas que precisam ser compreendidas por quem está do outro lado da mesa de negociação. Sem essa visão, criam-se ruídos que prejudicam o fluxo de capital.”

Suelen Farias complementou, destacando a importância de parcerias estratégicas: “Estamos vivenciando uma revolução no financiamento agropecuário. Instrumentos como a CPR e o FIAGRO têm sido fundamentais para fortalecer a relação entre produtores, investidores e o mercado de capitais. Precisamos continuar promovendo essa integração.”

Impacto para o futuro

“A Voz do Mercado” se consolidou como um importante palco para reflexão e discussão sobre o futuro do financiamento agropecuário no Brasil. Para produtores, investidores e profissionais do setor, o evento reafirmou a importância de inovações financeiras para sustentar o crescimento e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Como enfatizou Roberto Machado: “O futuro do funding agro está em criar soluções que sejam tão inovadoras quanto as práticas agrícolas no campo. Este é o verdadeiro espírito do agronegócio brasileiro.”

Assista a edição na íntegra: clique aqui.





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projeto para transporte de equídeos é aprovado



A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei nº 1632/2023, que institui o Passaporte Equestre Paulista. A nova ferramenta promete melhorar o transporte de equídeos no estado, substituindo a tradicional Guia de Trânsito Animal (GTA) para criadores com animais devidamente identificados e com exames válidos.

São Paulo abriga cerca de 240 mil equinos cadastrados — 30% do rebanho nacional —, e será o pioneiro na implementação desse modelo, que simplifica o trânsito de cavalos e outros equinos dentro do estado.

Como funciona?

O Passaporte Equestre será emitido diretamente pelo aplicativo da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), dispensando a emissão física da GTA e o uso do sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave). Além disso, o Gedave foi otimizado, permitindo agora que os criadores solicitem a GTA para transporte interestadual diretamente no sistema, eliminando a necessidade de autorizações presenciais em unidades de defesa agropecuária.

Vantagens para os criadores

Com o passaporte, os criadores poderão transportar seus cavalos para áreas livres dentro do estado durante todo o período de validade dos exames e atestados de vacinação. Entre os benefícios estão a redução de burocracia, economia de custos, proteção do animal, facilitando o comércio exterior garantindo a rastreabilidade sem comprometer a saúde do rebanho.



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