segunda-feira, julho 27, 2026

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Fungo inova no controle de pragas da banana e reduz uso de defensivos



Pesquisadores da Universidade Tiradentes (Unit), em parceria com o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), estão desenvolvendo uma solução inovadora e sustentável para o combate ao Cosmopolites sordidus, um besouro de cor preta, uma das principais pragas da bananicultura mundial. O estudo utiliza fungos entomopatogênicos, microrganismos que adoecem e eliminam insetos, para promover o controle biológico dessa praga devastadora.

A pesquisa, liderada pelo professor Marcelo da Costa Mendonça, promete ser uma alternativa ao uso de defensivos, alinhando-se à tendência global de redução de químicos na agricultura. “O uso de fungos selecionados contribui para o controle sustentável, evitando a contaminação ambiental e preservando a saúde dos trabalhadores rurais”, afirma Lucas Jefferson Santos Barboza, mestrando responsável pela pesquisa.

Impactos da praga e avanços na pesquisa

O Cosmopolites sordidus, conhecido como moleque-da-bananeira, é um besouro que ataca o rizoma da planta, reduzindo a produção em até 80%. Além de enfraquecer as bananeiras, a infestação facilita a entrada de patógenos, comprometendo a saúde das plantas.

Nos testes de laboratório, um dos fungos isolados apresentou 100% de eficácia na eliminação dos insetos. Atualmente, a pesquisa avança para testes em estufas agrícolas, onde será avaliada a aplicação do fungo diretamente nas plantas. O método utiliza o hábito social dos besouros para disseminar o fungo entre a população da praga, promovendo seu controle de forma natural.

Soluções para produtores orgânicos e sustentáveis

O projeto atende à demanda de produtores orgânicos, que não podem utilizar defensivos e muitas vezes sofrem com perdas significativas. A tecnologia, após validação em campo e aprovação regulatória, será transferida para empresas produtoras de bioinsumos agrícolas, possibilitando sua produção em larga escala.

“Essa inovação é um marco para a bananicultura sustentável, pois oferece uma solução eficiente e ambientalmente correta para um problema crônico na produção de bananas”, ressalta Mendonça.

Tendência mundial

A iniciativa reforça a importância da agricultura sustentável e do uso de controle biológico como alternativa ao combate de pragas e doenças. Ao evitar o uso de inseticidas químicos, o método reduz impactos ambientais, melhora a qualidade dos alimentos e protege a biodiversidade.

Com a promessa de beneficiar produtores de diversas escalas, o estudo deve ganhar notoriedade no mercado de bioinsumos e representar um avanço significativo para a ciência agrária no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

pragas e doenças marcam final da safra de pêssego



Alta oferta pressiona preços no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar, a safra do pêssego destinado à indústria está próxima do encerramento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Em Pelotas e municípios vizinhos, cerca de 80% dos frutos já foram colhidos, mas a temporada enfrentou desafios como a grande incidência do gorgulho-do-milho, que migra de paióis, armazéns ou lavouras não colhidas para atacar frutos maduros. Além disso, a podridão-parda, favorecida pelas condições climáticas desde a floração, continua impactando a produção.

Outro ponto crítico é a redução do calibre das frutas de cultivares médias e tardias. Para a safra industrial, os preços de referência foram fixados em R$ 2,50 por quilo para frutos tipo I (diâmetro acima de 53 mm) e R$ 2,20 para tipo II.

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Na região de Passo Fundo, a colheita de variedades precoces avança, com cerca de 40% da produção já comercializada. Contudo, a alta oferta tem pressionado os preços, que variam entre R$ 3,50 e R$ 4,00 por quilo, dependendo da qualidade.

Em Soledade, os trabalhos concentram-se nas variedades de ciclo médio. O manejo intensificado para controle da podridão-parda, agravada pelas chuvas, foi essencial para minimizar prejuízos e manter a qualidade da colheita.





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Entidades se posicionam contra pulverização de defensivos com drones



A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Fiocruz divulgaram na quarta-feira (11) um posicionamento oficial contra a pulverização de defensivos agrícolas com drones.

A nota foi publicada em defesa da Lei nº 16.820/19, sancionada pelo governo do Ceará em 2019, proibindo a prática de forma pioneira no país. A liberação do uso dos veículos aéres não tripulados para esse fim, entretanto, voltou a ser discutida na Assembleia Legislativa do estado.

A Abrasco e a Fiocruz afirmam que “existem robustas evidências científicas comprovando os impactos nocivos da exposição das populações humanas e da biodiversidade decorrentes da pulverização aérea de defensivos”.

Essas evidências foram sistematizadas no Dossiê Abrasco – um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde (2015), no Dossiê contra o Pacote do Veneno e em defesa da vida (2021) e no Dossiê Danos dos Agrotóxicos na Saúde Reprodutiva: conhecer e agir em defesa da vida (2024).

“Devido à prática da pulverização aérea em algumas regiões do país, acidentes envolvendo comunidades tradicionais e crianças têm sido verificados com frequência”, diz a nota.

“No estado do Ceará, especificamente, tal prática foi realizada por grandes empreendimentos agrícolas atingindo diversas comunidades de camponeses, como constatado na região da Chapada do Apodi, provocando intoxicações agudas e crônicas, produzindo câncer, malformações congênitas, desregulações endócrinas, dentre outros agravos à saúde que podem ser constatados em estudos científicos publicados”, acrescenta a nota.

Comunidades atingidas

As entidades citam dados de relatório divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) que apontam que a contaminação por defensivos nas comunidades rurais aumentou quase dez vezes no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado.

Somente no Maranhão, exemplificam, mais de 100 comunidades foram atingidas pela pulverização aérea de agrotóxicos neste ano.

O relatório Territórios Vitimados Diretamente por Agrotóxicos no Maranhão, também citado pela nota, denuncia que 88% dos casos de pulverização aérea que geram contaminação dessas comunidades, do meio ambiente e que resultaram em perda da produção foram causados por drones.

O estudo é de autoria da Rede de Agroecologia do Maranhão (Rama), da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão (Fetaema) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

“O melhor caminho para uma agricultura mais saudável e sustentável passa pela aprovação de políticas como o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), voltadas para a diminuição do uso de agrotóxicos e pela promoção da agroecologia, nos âmbitos municipais, estaduais e federal. Frente à atual crise climática, é uma das políticas públicas mais urgentes para serem implantadas na defesa da vida”, dizem a Fiocruz e a Abrasco.



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Fungo inova no controle de pragas da banana e reduz uso de agrotóxicos



Pesquisadores da Universidade Tiradentes (Unit), em parceria com o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), estão desenvolvendo uma solução inovadora e sustentável para o combate ao Cosmopolites sordidus, um besouro de cor preta, uma das principais pragas da bananicultura mundial. O estudo utiliza fungos entomopatogênicos, microrganismos que adoecem e eliminam insetos, para promover o controle biológico dessa praga devastadora.

A pesquisa, liderada pelo professor Marcelo da Costa Mendonça, promete ser uma alternativa ao uso de agrotóxicos, alinhando-se à tendência global de redução de químicos na agricultura. “O uso de fungos selecionados contribui para o controle sustentável, evitando a contaminação ambiental e preservando a saúde dos trabalhadores rurais”, afirma Lucas Jefferson Santos Barboza, mestrando responsável pela pesquisa.

Impactos da praga e avanços na pesquisa

O Cosmopolites sordidus, conhecido como moleque-da-bananeira, é um besouro que ataca o rizoma da planta, reduzindo a produção em até 80%. Além de enfraquecer as bananeiras, a infestação facilita a entrada de patógenos, comprometendo a saúde das plantas.

Nos testes de laboratório, um dos fungos isolados apresentou 100% de eficácia na eliminação dos insetos. Atualmente, a pesquisa avança para testes em estufas agrícolas, onde será avaliada a aplicação do fungo diretamente nas plantas. O método utiliza o hábito social dos besouros para disseminar o fungo entre a população da praga, promovendo seu controle de forma natural.

Soluções para produtores orgânicos e sustentáveis

O projeto atende à demanda de produtores orgânicos, que não podem utilizar agrotóxicos e muitas vezes sofrem com perdas significativas. A tecnologia, após validação em campo e aprovação regulatória, será transferida para empresas produtoras de bioinsumos agrícolas, possibilitando sua produção em larga escala.

“Essa inovação é um marco para a bananicultura sustentável, pois oferece uma solução eficiente e ambientalmente correta para um problema crônico na produção de bananas”, ressalta Mendonça.

Tendência mundial

A iniciativa reforça a importância da agricultura sustentável e do uso de controle biológico como alternativa ao combate de pragas e doenças. Ao evitar o uso de inseticidas químicos, o método reduz impactos ambientais, melhora a qualidade dos alimentos e protege a biodiversidade.

Com a promessa de beneficiar produtores de diversas escalas, o estudo deve ganhar notoriedade no mercado de bioinsumos e representar um avanço significativo para a ciência agrária no Brasil.



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São Paulo valida 100 mil cadastros no CAR e lidera sustentabilidade rural


O estado de São Paulo alcançou um feito inédito: o cadastramento de 100 mil propriedades rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O estado lidera a agenda de conservação territorial na atividade agropecuária nacional, preservando 25% do seu território — acima do que o Código Florestal Brasileiro exige, que é de 20%.

O número de 100 mil cadastros foi entregue na quinta-feira (12) pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. A marca simbólica foi registrada com a entrega do certificado ao produtor Manoel Rainho Júnior, da Fazenda Miralua, localizada em Marabá Paulista, na região oeste do estado.

“Só São Paulo atingiu a marca de 100 mil CARs validados. Somos uma potência agroambiental, nossas reservas florestais estão crescendo. Hoje, 25% das nossas propriedades têm CAR validado. Até 2026, todas as 400 mil propriedades rurais paulistas terão o cadastro ambiental regularizado”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

O sistema já conta com mais de 432 mil cadastros ativos, sendo que 81 mil estão validados e outros 20 mil em processo de validação. Até o final do ano, o estado deve atingir a meta de mais de 100 mil cadastros validados, consolidando um marco importante para o Governo de São Paulo.

O governo paulista classificou o resultado como significativo, fruto de um árduo trabalho junto aos produtores rurais para a validação do CAR. A inscrição no programa é o primeiro passo para a obtenção da regularização ambiental do imóvel.

“Vamos validar 100% dos CARs de São Paulo até 2026. Com análise dinamizada e inteligência artificial, o estado será o primeiro no Brasil a implementar o Código Florestal Brasileiro de forma completa. Nosso produto é muito valioso, e nosso agro é o mais sustentável do mundo”, destacou Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento.

SP Agro: ENTREGA CARSP Agro: ENTREGA CAR
Entrega do documento ocorreu durante a premiação do Ranking Município Agro

Benefícios

Vale lembrar que o CAR facilita o acesso a créditos e incentivos oferecidos tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. Isso inclui linhas de crédito para práticas sustentáveis, recuperação de áreas degradadas e manutenção de áreas de preservação.

O Plano Safra 2024/25 beneficiou os produtores com cadastro regularizado, oferecendo redução nas taxas de juros para recuperação de pastagens e prêmios para práticas agropecuárias consideradas mais sustentáveis. Os produtores que têm o CAR aprovado obtiveram um desconto de 0,5%, com a possibilidade de acumular mais 0,5% por outras boas práticas de sustentabilidade, totalizando 1% de redução nas taxas de juros.

Sobre o CAR

Criado pela Lei nº 12.651/2012, no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (SINIMA), e regulamentado pela Instrução Normativa MMA nº 2, de 5 de maio de 2014, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais.

O CAR permite o monitoramento das áreas de vegetação nativa, auxiliando na identificação de áreas desmatadas ou em processo de degradação, o que facilita ações de fiscalização e prevenção de crimes ambientais. No estado de São Paulo, esse controle é fundamental, especialmente em regiões de grande biodiversidade ameaçadas pelo desmatamento ilegal.



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Aprosoja MT promove ação solidária com a entrega de presentes



Nesta sexta-feira (13), a Aprosoja Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou a entrega de presentes de Natal para 600 crianças no Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac). A ação fez parte do programa Agrosolidário, que visa apoiar as famílias e pacientes atendidos pela instituição.

O Cridac recebe regularmente apoio da Aprosoja MT, incluindo a doação semestral de bebida de soja para cerca de 360 pacientes. A bebida desempenha um papel essencial, especialmente no tratamento de pacientes oncológicos.

Beneficiando a vida

Durante os tratamentos de quimioterapia e radioterapia, a bebida de soja ajuda a fortalecer o organismo, melhorar a imunidade e até substituir uma refeição quando a ingestão de alimentos sólidos se torna difícil. Maria Lídia Mendonça, que continua seu tratamento fisioterápico no Cridac após a remoção de linfonodos, destacou a importância dessa bebida como um aliado na recuperação e na manutenção da saúde.

A parceria vai além das ações de Natal e se estende durante todo o ano, com o fornecimento constante da bebida de soja, que se tornou essencial para os pacientes. Ela também mencionou que o evento de final de ano é aguardado com grande entusiasmo pelos pacientes e familiares, que associam a Aprosoja MT a ações positivas e benéficas.

Gilberto Figueiredo, secretário de Estado de Saúde, também expressou seu agradecimento à Aprosoja MT pelo apoio contínuo ao Cridac e pelas parcerias que fortalecem as iniciativas de reabilitação e assistência aos pacientes.

15 anos de Agrosolidário

O Agrosolidário, que completou 15 anos em 2024, é um programa apoiado por mais de 8,7 mil produtores associados da Aprosoja MT e tem se expandido ao longo dos anos. Dividido em áreas como Soja é Vida, Soja é Cultura, Soja Social e Soja é Esporte, o programa já beneficiou mais de 14 mil famílias e 79 instituições em todo o estado, tornando-se uma importante rede de solidariedade para a comunidade de Mato Grosso.



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Anvisa confirma a segurança dos alimentos consumidos no Brasil



Os alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, incluindo produtos essenciais como a soja, são seguros e seguem as normas de qualidade, como confirmou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última quarta-feira (11). A agência divulgou os resultados do Programa de Análise de Resíduos em Alimentos (Para), que mostra que a grande maioria dos produtos analisados está dentro dos padrões de segurança alimentar.

Em 2023, o Para avaliou 3.294 amostras de alimentos em 76 cidades do Brasil, para verificar a presença de substâncias usadas na produção agrícola. O resultado mostrou que apenas 0,67% das amostras apresentou risco à saúde, o que é uma porcentagem muito baixa e comparável a situações bem raras.

O resultado mostrou que apenas 0,67% das amostras apresentou risco à saúde, o que é uma porcentagem muito baixa e comparável a situações bem raras. Assim, a soja, um dos produtos cultivados no Brasil, segue dentro dos padrões de segurança, reafirmando a confiança na qualidade dos alimentos produzidos no país.

De acordo com o deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), esses resultados reforçam o compromisso do setor agrícola com a qualidade e segurança dos alimentos consumidos no Brasil. Ele também destacou que o setor segue as normas internacionais e garante alimentos saudáveis para milhões de brasileiros.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) ressaltou que a pesquisa confirma que a agricultura brasileira está alinhada com práticas sustentáveis e com as exigências do mercado global. Para o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA, o resultado mostra os avanços nas práticas agrícolas, que respeitam o meio ambiente e a saúde dos consumidores.

Sustentabilidade e inovação

Os parlamentares também destacaram que o Brasil tem se consolidado como líder na produção agrícola sustentável. O deputado Luiz Nishimori (PSD-PR) afirmou que o país tem sido exemplo de boas práticas que respeitam tanto o meio ambiente quanto a saúde dos consumidores.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) complementou, dizendo que o Para reforça a confiança dos consumidores e promove um diálogo transparente entre o setor agrícola, as autoridades reguladoras e os brasileiros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Manejo de pastagens sustentáveis impulsiona a pecuária


O Brasil, lar do segundo maior rebanho bovino do mundo, com impressionantes 238,6 milhões de cabeças, enfrenta desafios históricos no manejo de suas pastagens. Desde os métodos rudimentares, como o uso de fogo, até as soluções tecnológicas de ponta, a trajetória da pecuária brasileira reflete o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade. Segundo o artigo “Evolução do manejo das áreas de pastagem: da roçada às tecnologias sustentáveis”, assinado pelo agrônomo Stanley Monteiro, o setor vive um novo paradigma no controle de plantas daninhas.

Desde a chegada dos primeiros bovinos ao Brasil no século XVI, as plantas daninhas sempre foram uma ameaça às pastagens. Competindo por nutrientes, água e luz, essas plantas provocam a degradação das áreas e impactam diretamente a produção de carne e leite. Nos primórdios, o fogo era a principal ferramenta para combater o problema, mas trouxe mais danos do que benefícios. Além de destruir a microbiota e o material orgânico do solo, as queimadas intensificavam a germinação de novas plantas daninhas.

Monteiro destaca que, embora o uso do fogo ainda seja permitido em situações específicas e sob regulamentação rigorosa, sua eficiência agronômica é limitada. “A prática pode agravar o problema no curto, médio e longo prazo”, alerta o especialista.

O início da revolução tecnológica

A mudança começou no final da década de 1960, com o lançamento dos primeiros herbicidas pela Corteva Agriscience. Essas novas moléculas ofereceram um controle eficiente das plantas daninhas, eliminando métodos rústicos como o uso de roçadeiras. Ao longo das décadas, os herbicidas evoluíram, tornando-se mais concentrados e sustentáveis, com redução de resíduos plásticos e emissões de CO2 no transporte.

Essas inovações possibilitaram não apenas o controle eficaz das plantas daninhas, mas também a recuperação de áreas degradadas, aumentando a produtividade das pastagens e reduzindo a pegada de carbono das propriedades.

Tecnologia aliada à sustentabilidade

Hoje, os herbicidas modernos podem ser aplicados com equipamentos de alta tecnologia, como tratores, aviões, helicópteros e drones. Essas ferramentas garantem eficiência, economia e rapidez no manejo, permitindo que grandes áreas sejam tratadas em menos tempo. Segundo Monteiro, essas inovações “levaram a pecuária a patamares melhores de produtividade, mostrando que é possível manejar as plantas daninhas de forma sustentável”.

Impactos no futuro do agronegócio

Com a crescente demanda global por alimentos, o Brasil consolida sua posição como um dos principais exportadores de carne e leite. A integração de soluções tecnológicas e sustentáveis no manejo de pastagens é crucial para atender a essa demanda, ao mesmo tempo em que se preservam os recursos naturais. Stanley Monteiro conclui que o avanço nas tecnologias de herbicidas e maquinários não apenas enriquece a vida dos pecuaristas, mas também gera empregos e renda, fortalecendo a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.





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Aeroporto Ondumar Ferreira Borges é inaugurado em Luís Eduardo Magalhães


Uma frase chama atenção para quem chega no novo aeroporto da região Oeste da Bahia: “Luís Eduardo Magalhães: Capital do Matopiba”. Uma das cidades que mais cresceu no Brasil nos últimos 20 anos, inaugurou nesta quinta-feira (12), na presença de autoridades locais, representantes do setor agrícola e do governador do estado, Jerônimo Rodrigues, o aeroporto Ondumar Ferreira Borges.

As obras de adequação e implantação do aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, foram realizadas pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), com um aporte de R$ 35 milhões.

Aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia; inauguraçãoAeroporto de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia; inauguração
Foto: Thuane Maria/GOVBA

O novo aeroporto da região, conta com pista para movimentação aeronaves, balizamento noturno e auxílios à navegação, além de um terminal de passageiros.

A infraestrutura modernizada permite o atendimento de aeronaves de médio porte, posicionando Luís Eduardo Magalhães como um ponto estratégico para logística e transporte no estado.

capital do matopiba, frase no aeroporto de luís eduardo magalhães, no oeste da Bahiacapital do matopiba, frase no aeroporto de luís eduardo magalhães, no oeste da Bahia
Foto: Thuane Maria/GovBA

De acordo com o prefeito Júnior Marabá, os investimentos entregues representam um marco no desenvolvimento de Luís Eduardo Magalhães.

“Essas ações colocam nossa cidade em um novo patamar, trazendo infraestrutura moderna, serviços de saúde de qualidade e melhorias essenciais para o bem-estar da população. Estamos avançando com responsabilidade e planejamento para atender às demandas do nosso crescimento.”, disse.

“Esse aeroporto é um marco para Luís Eduardo Magalhães. Agora, estamos conectados a mercados importantes, abrindo portas para novos negócios, facilitando o transporte de cargas e fortalecendo o turismo regional”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

Lideranças

Aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia; inauguração, governador Jerônimo Rodrigues, prefeito Júnior MarabáAeroporto de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia; inauguração, governador Jerônimo Rodrigues, prefeito Júnior Marabá
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Lideranças de associações que representam o setor produtivo do estado também participaram das entregas.

Entre os presentes, estavam os diretores da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Ana Paula Franciosi e Gustavo Prado, além do presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacil Ranzi, e seu vice, Moisés Schmidt.

Durante o evento, Ana Paula Franciosi ressaltou a relevância da infraestrutura para o fortalecimento do setor produtivo.

“Entendemos que infraestrutura é a base para o desenvolvimento econômico e social de uma região. Por isso, nossa associação está alinhada com iniciativas que promovem avanços em logística, transporte e conectividade. O aeroporto que celebramos hoje terá um papel fundamental para facilitar a mobilidade de pessoas, a circulação de mercadorias e a atração de novos investimentos”, afirmou a diretora que é filha do produtor João Antônio Franciosi, grande idealizador da implantação do aeroporto, responsável por iniciar as obras da pista, atrair investidores e intermediar as tratativas junto às companhias aéreas.

lideranças do agronegócio da Bahia participaram de inauguração do novo aeroporto de Luís Eduardo Magalhãeslideranças do agronegócio da Bahia participaram de inauguração do novo aeroporto de Luís Eduardo Magalhães
Foto: Divulgação/Abapa

Além disso, o Hospital Municipal Miriam Borges foi reformado e recebeu mais de R$ 600 mil em novos equipamentos, como um arco cirúrgico móvel, uma mesa cirúrgica e uma ambulância.

Também foram entregues as ampliações e melhorias no Sistema de Abastecimento de Água e no Sistema de Esgotamento Sanitário.

As intervenções somaram R$ 45 milhões, com R$ 25,6 milhões destinados ao abastecimento de água e R$ 19,4 milhões para o saneamento básico. 

Aeroporto de Barreiras

Tão esperado quanto a entrega da pista e terminal aeroportuário de Luís Eduardo Magalhães está a modernização aeroporto de Barreiras, que já opera voos comerciais da Azul com aeronaves ATR.

A reforma da pista e terminal de passageiros da Capital do Oeste teve processo licitatório adiado para 10 de janeiro de 2025.

Projetos para a requalificação do Aeroporto de Barreiras estão sendo elaborados pela Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra)Projetos para a requalificação do Aeroporto de Barreiras estão sendo elaborados pela Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra)
Foto: Reprodução

Na obra, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), o comprimento da pista aumentará de 1.600 m para 1.950 m por 30 m largura possibilitando a operação com aviões com capacidade de aproximadamente 200 passageiros.

Já o pátio de estacionamento de aeronaves passará de 8.500 m² para 23.900 m². O investimento previsto para a execução dos serviços é de R$ 45 milhões com recursos do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


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Produção de grãos na China atinge recorde de 706 milhões de toneladas em 2024



A produção total de grãos da China atingiu 706,5 milhões de toneladas em 2024, informou o Escritório Nacional de Estatísticas nesta sexta-feira (13). Ao mesmo tempo, Pequim intensifica seus esforços para aumentar ainda mais a produção na busca pela segurança alimentar.

A produção anual no maior importador de grãos do mundo se deu após colheitas maiores de arroz, trigo e milho. A afirmação é de Wei Fenghua, vice-diretor do departamento rural. Isso representou um aumento de 1,6% em relação à colheita de 695,41 milhões de toneladas em 2023, conforme os dados do Bureau. As informações foram divulgadas pelas agência Reuters.

Brasil x China 

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações para o gigante asiático, junto com Hong Kong e Macau no mês de Novembro/2024, caíram -31,3% e somaram US$ 6,19 bilhões. As importações aumentaram 23,6% e totalizaram US$ 5,58 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 0,61 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -13,0% alcançando US$ 11,78 bilhões.

Saldo de US$ 31 BI

No período de Janeiro/Novembro 2024, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China, Hong Kong e Macau caíram -6,1% e atingiram US$ 90,86 bilhões. As importações cresceram 20,6% e totalizaram US$ 59,40 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial apresentou superávit de US$ 31,46 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 2,9% somando US$ 150,25 bilhões.



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