sexta-feira, julho 24, 2026

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Distribuição de mudas e bulbos Impulsiona produção de flores



Produtores receberam instruções sobre o plantio pós-inverno




Foto: Divulgação

O município de Sete de Setembro, na região administrativa de Santa Rosa, recebeu impulso no embelezamento de moradias e no fortalecimento econômico local por meio do Projeto Flores para Todos, desenvolvido pela Emater/RS-Ascar. A iniciativa, detalhada no Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (19), distribuiu mudas e sementes, além de oferecer capacitação sobre cultivo e manejo.

Ao todo, foram reservadas 1.200 mudas de estatice e 896 bulbos de gladíolos, que já foram entregues aos participantes do projeto. Técnicos da Emater prestaram orientações sobre plantio, adubação e cuidados específicos para garantir o crescimento saudável das plantas e aumentar sua durabilidade.

Com foco na comercialização, os produtores receberam instruções sobre o plantio pós-inverno, de forma a programar a floração para novembro, período de alta demanda devido ao Dia de Finados. A estratégia visa fortalecer a economia local, incentivando a venda de flores ornamentais.

Além das estatices e gladíolos, foram distribuídas 500 sementes de girassol de corte. O plantio será realizado pelas mulheres integrantes dos grupos comunitários, promovendo a valorização estética de jardins e áreas residenciais, além de incentivar o engajamento feminino na produção rural.





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Produção de melancias e melões segue com boas expectativas


A produção de melancias e melões no Rio Grande do Sul segue com boas expectativas, conforme apontado pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (19). Apesar de desafios climáticos, as lavouras apresentam boa produtividade, com destaque para os municípios de Soledade, Rio Pardo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa.

Na região de Soledade, a colheita das melancias continua em ritmo satisfatório, impulsionada pelo clima favorável. Em Rio Pardo, os frutos demonstram qualidade e produtividade adequadas, embora as grandes variações de temperatura tenham causado abortamento de flores e frutos em algumas lavouras. O retorno das chuvas, em 13 de dezembro, foi essencial para recuperar o crescimento das plantas e melhorar a absorção de nutrientes.

Na região de Pelotas, as plantações estão na fase inicial de frutificação, mas as fortes chuvas e as temperaturas baixas têm dificultado o avanço das culturas. Apesar disso, a safra ainda não foi comprometida. Em Santa Maria, a comercialização das melancias já ocorre em São Vicente do Sul, com variedades destacadas como PX 2007, Crimson Sweet e Colt. Os produtores enfrentam baixa incidência de doenças fúngicas, mas relatam ataques de percevejo-do-melão-de-são-caetano (Leptoglossus gonagra).

Em Santa Rosa, o cultivo para autoconsumo está praticamente concluído, com lavouras já em fase de frutificação. Os produtores comerciais praticam preços entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por quilo, aproveitando a demanda regional.

A produção de melões na região administrativa de Santa Rosa também apresenta ótimos resultados. Produtores que utilizam o sistema mulching com irrigação por gotejamento já estão em plena colheita, garantindo alta qualidade e produtividade. O preço médio praticado é de R$ 5,00/kg, com comercialização regional consolidada.





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citricultores têm até janeiro para entregar relatório fitossanitário



CDA alerta citricultores sobre prazo para relatório de cancro e Greening




Foto: Canva

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo alerta os produtores de citros para o prazo final de envio do relatório cancro/HLB (Greening). O documento deve ser entregue até o dia 15 de janeiro de 2025 por meio do sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal).

Segundo a SAA, o relatório precisa conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2024 em todas as plantas cítricas da propriedade. A exigência está prevista na Portaria MAPA nº 317, de 21 de maio de 2021, que regulamenta o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB).

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Conforme a legislação vigente, os produtores são obrigados a eliminar plantas sintomáticas em pomares com idade inferior a oito anos. Além disso, o monitoramento e controle do psilídeo – inseto transmissor da bactéria causadora do Greening – é obrigatório em todos os pomares, independentemente da idade das plantas. No Estado de São Paulo, a entrega do relatório é exigida de todos os citricultores, independentemente da idade dos pomares.

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O Greening, ou HLB (Huanglongbing), é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e disseminado pelo inseto psilídeo (Diaphorina citri). A doença afeta todas as plantas cítricas e não possui cura. Uma vez infectada, a planta se torna fonte de contaminação para as demais. O Greening é considerado hoje a maior ameaça à citricultura mundial.

Outro problema grave enfrentado pelos citricultores é o cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri. A doença provoca lesões em folhas, frutos e ramos, podendo levar à queda prematura dos frutos em casos de alta incidência, conforme o apontado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).





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leilões de contratos de opção negociam quase 92 mil toneladas



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou cerca de 91,7 mil toneladas de arroz nos três leilões de Contrato de Opção realizados neste mês, informou a estatal em nota. De acordo com balanço da operação realizado pela companhia, ao todo foram firmados 3.396 contratos.

“Caso os agricultores optem por vender o produto para o governo federal na data de vencimento do contrato negociado, a Conab destinará em torno de R$ 162,2 milhões”, disse.

A maior parte da negociação foi realizada no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. As produtoras e os produtores gaúchos são responsáveis pela contratação de 58.455 toneladas do cereal, o que corresponde a 63,75% do total negociado.

“Agricultores buscaram a garantia de preço no momento da comercialização no futuro, uma vez que não há a obrigação do exercício de venda ao governo federal. A escolha será feita pelo próprio produtor, seja vender para o mercado ou para o governo, de acordo com o que for mais rentável no momento”, disse o diretor de Operações e Abastecimento da Companhia, Arnoldo de Campos. Mato Grosso foi responsável por 31,54% dos lotes arrematados nos leilões, ou aproximadamente 28,92 mil toneladas do grão.

A Conab informou ainda que, pela primeira vez, parte dos contratos foi destinada a agricultores familiares. A medida resultou na negociação de contratos de aproximadamente 5,7 mil toneladas do grão. Caso a Companhia compre todo este volume, serão destinados R$ 10,11 milhões para a aquisição de arroz da agricultura familiar.

Nos leilões realizados neste mês, a Conab ofertou Contratos de Opção de Venda de arroz para os estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins. Para realizar as operações, o governo federal destinou à Companhia cerca de R$ 1 bilhão, para a aquisição de até 500 mil toneladas de arroz longo fino em casca, tipos 1 e 2 da safra 2024/25.



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Soja tem alta no Paraná e queda no Centro-Oeste e RS; confira cotações



Os preços da soja caíram nas principais praças de comercialização do Rio Grande do Sul e do Centro-Oeste, e subiram nas do Paraná nesta segunda-feira (23).

As variações foram apenas nominais, com muitos participantes fora do mercado. O dólar teve alta expressiva no dia, mas a Bolsa de Chicago caiu.

Veja o preço da saca de soja nas principais praças

  • Passo Fundo (RS): queda dede R$ 132 para R$ 131
  • Missões (RS): queda de R$ 133 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande (RS): queda de R$ 140 para R$ 139
  • Cascavel (PR): alta de R$ 131 para R$ 132
  • Porto de Paranaguá (PR): alta de R$ 137 para R$ 138
  • Rondonópolis (MT): queda de R$ 120 para R$ 117
  • Dourados (MS): queda de R$ 131 para R$ 127,
  • Rio Verde (GO): queda de R$ 125 para R$ 122.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos para o grão e o farelo; o óleo teve forte alta.

O mercado foi pressionado pela força do dólar frente a outras moedas, o que reduz a competitividade norte-americana no cenário exportador, e pela previsão de chuvas benéficas às lavouras no Brasil corroborando a expectativa de safra cheia no país.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.747.037 toneladas na semana encerrada no dia 19 de dezembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.695.935 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 1.119.363 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 26.998.906 toneladas, contra 22.301.265 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.

Contratos de soja

  • Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 5 centavos de dólar ou 0,51% a US$ 9,69 1/2 por bushel.
  • A posição março teve cotação de US$ 9,75 1/2 por bushel, com recuo de 3,75 centavos, ou 0,38%.
  • A posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 5 ou 1,69% a US$ 289,50 por tonelada.

    No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 40,23 centavos de dólar, com alta de 0,75 centavo ou 1,89%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,86%, sendo negociado a R$ 6,1845 para venda e a R$ 6,1825 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1091 e a máxima de R$ 6,2011.



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veja como fecharam as cotações hoje



O mercado físico do boi gordo apresentou pouca movimentação de preços nesta segunda-feira (23).

O mercado físico segue perdendo liquidez, o que é natural para o período do ano, com agentes se retirando das negociações devido à proximidade das festividades, de acordo com o analista da Consultoria Safras & Mercado Allan Maia.

Os frigoríficos voltaram a sinalizar tranquilidade em relação à escala de abate em várias localidades do país, como é o caso de São Paulo, atuando de maneira tranquila nas compras. Em Mato Grosso, as escalas variam entre fechamento de 2024 e início do ano vindouro.

As expectativas passam agora para o início de 2025, quando as escalas poderão estar um pouco mais curtas. O movimento do dólar é ponto de atenção, apresentando forte valorização, fechando na casa de R$ 6,18. O dólar forte tende a favorecer a exportação brasileira, o que por sua vez favorece o quadro de disponibilidade doméstica.

A evolução do atacado também é variável a ser acompanhada no curto prazo, avalia Maia.

Confira os preços da arroba de boi gordo hoje

  • Em São Paulo, valores seguiram estáveis, com média entre R$ 310 e R$ 320 a prazo.
  • Em Minas Gerais, a cotação ficou acomodada entre R$ 300 R$ 310
  • Em Goiás, preços ficaram firmes, com negócios entre R$ 300 R$ 305
  • Em Mato Grosso do Sul, a arroba ficou acomodada. Em Campo Grande e Naviraí, a arroba foi precificada em até R$ 315

Atacado

O mercado atacadista registrou preços acomodados no dia. As atenções estão voltadas agora para a evolução do consumo dos próximos dias, devido ao Natal e Ano Novo, o que posteriormente pode ajudar a reposição.

Além das festividades, a capitalização das famílias devido a entrada do décimo terceiro salário na economia pode ajudar no consumo. Por outro lado, o preço elevado dos cortes bovinos pode levar uma parcela da população, de menor poder aquisitivo, a procurar opções mais acessíveis, como o frango, disse Maia.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,30 por quilo. Quarto traseiro foi sinalizado em R$ 26,80 o quilo. Ponta de agulha ficou em R$ 19,50 o quilo.



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caminhões que caíram carregavam ácido sulfúrico e defensivos; consumo de água deve ser evitado


Autoridades do Tocantins e do Maranhão lançaram um alerta para a população evitar o consumo, utilização e banhos nas águas do Rio Tocantins, na região onde caiu a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os dois estados.

Neste domingo (22), o vão central da ponte, com 533 metros de extensão, cedeu, derrubando pelo menos dez veículos, dos quais quatro caminhões, três veículos de passeio e três motocicletas.

O alerta foi lançado após a confirmação da presença de cargas com substâncias perigosas, incluindo defensivos agrícolas e produtos químicos corrosivos, como ácido sulfúrico.

Segundo as secretarias de estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e da Defesa Civil Estadual do Tocantins, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Maranhão (Sema) e Prefeitura de Estreito, o alerta se dá em razão do “alto risco à saúde pública e ao meio ambiente devido à possível queda de cargas com produtos químicos”.

A recomendação é para que os moradores dos municípios afetados evitem qualquer contato direto com a água do Rio Tocantins no trecho atingido pelo acidente, incluindo banhos e o consumo de água.

A orientação é destinada, especialmente, às populações dos seguintes municípios:

Tocantins

  • Aguiarnópolis
  • Maurilândia do Tocantins
  • Tocantinópolis
  • São Miguel do Tocantins
  • Praia Norte
  • Carrasco Bonito
  • Sampaio
  • Itaguatins
  • São Sebastião do Tocantins
  • Esperantina.

Maranhão

  • Estreito
  • Porto Franco
  • Campestre
  • Ribamar Fiquene
  • Governador Edison Lobão
  • Imperatriz
  • Cidelândia
  • Vila Nova dos Martírios
  • São Pedro da Água Branca

“Equipes técnicas dos dois estados, em parceria com outros órgãos competentes, estão mobilizadas para monitorar a situação. Os trabalhos incluem a avaliação da qualidade da água e possíveis impactos ambientais, planejamento e execução de ações para conter a contaminação do rio e operações para a remoção dos veículos submersos”, informou o governo do Tocantins.

A situação fez com que a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) determinasse a paralisação temporária dos sistemas de captação, tratamento e produção de água em Imperatriz, distante pouco mais de 120 km de Estreito.

A empresa pediu à população que economize água até que a situação seja normalizada. Segundo o governo do Maranhão, a Caema enviará caminhões-pipa para os locais afetados, que fornecerão água em locais públicos, como: unidades de saúde e delegacia.

A possível contaminação também foi responsável pela suspensão das buscas aos desaparecidos. Segundo a Defesa Civil de Estreito, até o momento 16 pessoas estão desaparecidas. Uma morreu e uma segue hospitalizada.

Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão na região para verificar a situação da qualidade da água e também impactos sobre a flora e fauna locais, a exemplo da possível contaminação de peixes.

Reconstrução

Após sobrevoar a região do acidente, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, disse que foi decretada situação de emergência na região e que o governo federal destinará mais de R$ 100 milhões para as obras de recuperação da ponte e retirada dos escombros.

Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estão avaliando a situação, apurando as possíveis causas e para “tomar as medidas necessárias”, informou o ministro.

“Temos todas as condições técnicas para a reconstrução e os recursos técnicos necessários para a reconstrução para que se consiga ter esta obra no que concerne não apenas à reconstrução, mas também à retirada dos escombros, avaliação dos danos causados, acompanhamento da obra e a execução das futuras obras. Iremos reconstruir uma ponte com todos os itens de garantia de segurança”, afirmou.

Segundo o ministro, a pasta trabalha para que os recursos sejam liberados ainda este ano. “Com a emergência decretada queremos contratar a reconstrução da ponte ainda dentro do exercício de 2024. Isso será um trabalho de muita resolutividade do ministério”, completou.



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Focus tem novas projeções de altas para 2024 e 2025



A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024 passou de 3,42% para 3,49%, a quinta alta consecutiva. Um mês antes, a estimativa era de 3,17%. Considerando apenas as 68 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção passou de 3,49% para 3,50%.

A estimativa intermediária para 2025 passou de 2,01% para 2,02%, contra 1,95% um mês antes. Levando em conta apenas as 67 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana oscilou de 2,10% para 2,00%.

Os economistas do mercado revisaram a projeção de crescimento da economia para 2026, passando de 2% para 1,90%, após 71 semanas de estabilidade. Para 2027, a estimativa permaneceu em 2%, como já está há 74 semanas.

O Banco Central revisou a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2024 de 3,2% para 3,5%. A projeção para 2025 passou de 2,0% para 2,1%. Os números constam no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro, divulgado na última quinta-feira, 19.



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perdas com enchentes e esperanças de recuperação



O ano de 2024 foi desafiador para o cultivo de grãos no Rio Grande do Sul, marcado por perdas decorrentes de eventos climáticos extremos. Depois de três anos de estiagem, produtores enfrentaram as enchentes de maio, que inundaram lavouras e comprometeram colheitas de soja e milho.

Maria das Graças, produtora rural, relatou os prejuízos: “Toda essa água descia com força. A soja em pé, quando apertada, desmanchava. Perdemos 50% da produção, um grande baque para nós”.

“O rio veio e não deu tempo. Perdemos 26 hectares de milho pronto para o corte, com alto investimento e prejuízo enorme”, reforçou o produtor de milho Leonardo Franz.

A Metade Sul foi a região mais impactada, com até 90% das áreas ainda por colher quando as enchentes ocorreram. As perdas impactaram diretamente nesta safra, e muitos produtores não terão condições de plantar.

Movimento SOS Agro RS

A dificuldade em acessar recursos prometidos levou produtores a iniciar o movimento SOS Agro RS, cobrando autoridades e realizando protestos, colocando suas máquinas nas ruas. O governo federal anunciou diversas medidas em auxílio aos produtores, mas nem todos conseguiram acessar o dinheiro prometido.

“Tive que entregar uma máquina por causa de dívidas. Tenho boletos em cartório e processos judicializados. É difícil, mas não vamos nos entregar”, conta o produtor Celso Girotto.

Desafios na safra de inverno

A safra de trigo também enfrentou adversidades, com umidade excessiva que atrasou o plantio e trouxe doenças que prejudicaram a qualidade. “Tivemos muita chuva na semeadura e no ciclo. A chuva ácida causada pelas queimadas no norte prejudicou ainda mais as culturas”, relatou o produtor Diemerson Borghardt, produtor,

No arroz, a semeadura atrasou, e os produtores ainda trabalham para recuperar lavouras afetadas pela força das águas. “A recuperação dos canais de irrigação e drenagem traz impacto nos custos”, disse Alexandre Velho, presidente da Federarroz.

Perspectivas para a próxima safra

Apesar das dificuldades, a Emater-RS projeta uma colheita de 35 milhões de toneladas, com aumento de 20% na produtividade do milho, mesmo com redução na área plantada.

Alencar Rugeri, assistente técnico da entidade, destacou a importância do clima para a recuperação: “Nem tudo está ruim; as condições climáticas estão, de certa forma, favoráveis para esta safra”.



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excesso de umidade preocupa produtores


O início desta semana segue marcado por chuvas intensas em boa parte do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. A presença de uma frente fria estacionária na costa da região Sudeste está intensificando as instabilidades, resultando em acumulados expressivos e elevando o risco de enchentes e deslizamentos, especialmente no Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no litoral paulista.

Previsão para o Sudeste e Centro-Oeste

Espírito Santo: Pontuais acima de 50 mm são esperados no centro do estado, com possibilidade de volumes isolados superiores a 100 mm em 24 horas, ainda que a probabilidade seja baixa.

Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo: Chuvas intensas devem persistir, especialmente no litoral paulista, com volumes médios na ordem de 20 mm.

Centro-Oeste: Áreas de Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e oeste da Bahia terão chuvas bem distribuídas, mas de forma irregular. O excesso de umidade no solo já preocupa em algumas regiões.

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Impactos para o agronegócio

A alta umidade e a falta de radiação solar afetam diretamente o desenvolvimento das lavouras. Entre os impactos previstos:

Atrasos no ciclo das lavouras: Temperaturas mais baixas e redução do acúmulo de graus-dia prejudicam o ritmo de crescimento.

Aumento de doenças fúngicas: A umidade favorece a proliferação de doenças, dificultando o manejo químico devido ao molhamento foliar.

Dificuldade na aplicação de defensivos: Chuvas constantes impedem a aplicação eficaz de produtos químicos, exigindo estratégias mais elaboradas com o auxílio de agrônomos.

Áreas de tempo firme

Enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste enfrentam excesso de umidade, algumas regiões terão tempo firme nesta segunda-feira:

Sul: Condições estáveis no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Nordeste e Norte: Tempo seco na metade leste do Nordeste e no centro-norte da região Norte, com destaque para o baixo Amazonas no Pará, onde as temperaturas estarão elevadas, mas dentro do esperado para o período.





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