sexta-feira, julho 24, 2026

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Edição genética melhora condições do tomate



A estratégia foi testada com arroz e tomate



O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN
O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN – Foto: Pixabay

Cientistas do Instituto de Genética e Biologia do Desenvolvimento (IGDB) da Academia Chinesa de Ciências, sob a liderança do professor Xu Cao, publicaram um estudo inovador na revista Cell em 13 de dezembro, que propõe uma nova estratégia para o desenvolvimento de culturas mais resistentes ao estresse térmico. A pesquisa foca em uma técnica de edição genética chamada CROCS (Climate-Resilient Optimized Carbon Allocation Strategy), que tem como objetivo melhorar o rendimento e a qualidade das culturas sob condições climáticas extremas, como altas temperaturas.  

O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN, que regula a relação fonte-dreno nas plantas, ou seja, o equilíbrio entre a produção e o armazenamento de energia. Este gene é essencial para o transporte de carboidratos, como a sacarose, das folhas para os órgãos que necessitam dessa energia, como frutas e sementes. Sob condições de estresse térmico, o gene CWIN é suprimido, comprometendo esse equilíbrio e resultando em menor produção e qualidade dos frutos. Para contornar isso, os cientistas introduziram elementos reguladores sensíveis ao calor nos promotores do gene CWIN, aumentando sua atividade em temperaturas elevadas.  

A estratégia foi testada com arroz e tomate. Nos experimentos realizados em condições normais, o rendimento de tomate aumentou entre 14% e 47%, enquanto o arroz apresentou um aumento de 7% a 13%. Em situações de estresse térmico, o CROCS foi ainda mais eficaz: no tomate, a produção de frutos aumentou de 26% a 33%, enquanto o arroz teve uma recuperação de até 41% nas perdas causadas pelo calor. Além disso, a qualidade dos frutos melhorou significativamente, com aumento na uniformidade e no teor de açúcar.  

Essa abordagem, que também está sendo testada em outras culturas como soja, milho e trigo, é vista como uma ferramenta promissora para a criação rápida de cultivos climaticamente inteligentes. A pesquisa não apenas oferece uma solução potencial para aumentar a produtividade agrícola em face das mudanças climáticas, mas também abre caminho para um melhor entendimento das respostas das plantas ao estresse térmico, com grande impacto na segurança alimentar global.

 





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Produção de açúcar e etanol cresce em duas regiões mesmo com clima desfavorável



Com aproximadamente 59% da safra canavieira 2024/25 já realizada nas regiões Norte e Nordeste, o processamento de cana atingiu 35,86 milhões de toneladas, 2,2% superior ao total em igual período do ciclo passado.

De acordo com a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), a atual temporada agrícola, marcada pela ausência de chuvas regulares, chegará ao final com uma moagem menor do que a prevista.

Contudo, a concentração de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana, matéria-prima transformada em açúcar e biocombustível, será maior.

“A pluviosidade irregular observada, pelo menos até este mês de dezembro, deverá diminuir a moagem total de cana em torno de um milhão de toneladas em relação ao volume projetado até o final desta safra, inicialmente estimado em 63 milhões de toneladas. Em compensação, a seca elevou o ATR, a riqueza da cana”, diz o presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha.

No entato, ele acrescenta que os níveis de sacarose extraídos da planta devem crescer em média entre 8 e 12 kgs/tonelada somente na região Nordeste.

Por conta disso, a safra será um pouco menor, mas com a fabricação de produtos finais em maior volume do que no ciclo 2023/24. A irregularidade das chuvas pode também incidir de forma mais acentuada no potencial de moagem da safra 2025/26.

Produção de etanol

Dados da entidade, que reúne 35 usinas de processamento de cana em 11 estados brasileiros, revelam que a fabricação do etanol hidratado, disponível nas bombas para abastecer veículos flex, aumentou 27,9% atingindo 933,5 milhões de litros, contra 729,7 milhões de litros produzidos na safra passada.

No mesmo período, a produção açucareira foi de 2,18 milhões de toneladas, superando em 18,2% os 1,84 milhão de toneladas no final de 2024. O Nordeste deve continuar a exportar cerca de 62% de sua produção de açúcar, principalmente pelos portos de Maceió, Alagoas; Recife e Suape, ambos em Pernambuco; em menor escala em João Pessoa, Paraíba; e por Natal, Rio Grande do Norte.

Na produção de etanol anidro, que é misturado à gasolina, houve queda de 25,9% em comparação à safra anterior. Segundo Cunha, no acumulado da safra 2024/25, contabiliza-se 561,2 milhões de litros, em comparação com os 756,8 milhões de litros fabricados no período 2023/24.

“Esta queda reflete a imprevisibilidade das políticas de competitividade e precificação dos combustíveis no Brasil. Em um país que tem o potencial para liderar a transição energética global, cujas premissas básicas demandam soluções sustentáveis para o setor de transporte, é preocupante a falta de regras que garantam maior competitividade ao etanol de cana, de origem renovável”, ressalta.

A produção total de etanol (anidro e hidratado) atingiu 1,49 bilhão de litros contra 1,48 bilhão fabricados no ciclo agrícola 2023/24, aumento de 0,5%.

O estoque físico do etanol hidratado avançou 51,03%, com 261,8 milhões de litros ante 173,3 milhões de litros armazenados na moagem passada.

Na soma total, contabilizando-se o anidro e o hidratado, o estoque cresceu 2,20%, totalizando 458,6 milhões de litros em comparação com os 448,7 milhões de litros da temporada 2023/24.

A produção de cana por estado atingiu os seguintes patamares (até 30 de novembro):

  • Amazonas: 0,36 mi/t
  • Maranhão: 2,14 mi/t
  • Pará: 1,24 mi/t
  • Piauí: 1,13 mi/t
  • Tocantins: 2,25 mi/t
  • Alagoas: 9,10 mi/t
  • Pernambuco: 7,58 mi/t
  • Bahia: 4,41 mi/t
  • Paraíba: 4,33 mi/t
  • Rio Grande do Norte: 2,14 mi/t
  • Sergipe: 1,19 mi/t

Total: 35,87 milhões de toneladas de cana.



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Governo lança passaporte eletrônico para exportação de produtos vegetais



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou hoje (26) a portaria nº 749/2024, que institui o Sistema de Certificação Sanitária e-Phyto para produtos de origem vegetal. O sistema, válido a partir de 13 de janeiro de 2025, funciona como um “passaporte da mercadoria”, modernizando e agilizando o comércio internacional de produtos vegetais.

O e-Phyto é destinado a produtos com requisitos simplificados, sem necessidade de declaração adicional ou tratamento fitossanitário prévio. A certificação é feita pelo Portal Único Siscomex, que integra os dados do exportador à interface do Mapa, permitindo a fiscalização eletrônica pelos auditores fiscais.

O sistema é aceito por países que utilizam o modelo eletrônico. Para os demais, é possível consultar a autenticidade do documento e baixar uma versão em PDF com QR Code e assinatura digital. Certificados físicos só serão emitidos em casos excepcionais, devidamente justificados.

Mais informações sobre o e-Phyto acesse: www.ephytoexchange.org/landing



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Pecuarista da Bahia tem até 17 de janeiro para atualizar cadastro do rebanho



A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) prorrogou até o dia 17 de janeiro o prazo para que pecuaristas façam a atualização cadastral dos seus rebanhos.

De acordo com a Secretaria da Agricultura do Estado, a declaração é obrigatória e o pecuarista que não a realizar terá a propriedade bloqueada e ficará impedido de transitar com os animais.

Até meados de dezembro, cerca de 70% dos criadores de bovinos em todo o estado já haviam feito a declaração, que substitui as etapas de vacinação contra febre aftosa e intensifica a vigilância direcionada aos rebanhos existentes na prevenção de doenças.

A Bahia é reconhecida nacionalmente como estado livre de febre aftosa sem vacinação e busca a referência internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o que possibilitará a comercialização dos seus produtos pecuários em mercados mais valorizados para a carne bovina.

“Por se tratar de algo novo, a primeira atualização cadastral desde a última campanha de vacinação, em abril, decidimos prorrogar por mais 30 dias o prazo”, diz em nota o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz.



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Produtor de soja do MS tem até o dia 10 de janeiro para declarar área plantada



Produtores rurais de Mato Grosso do Sul têm até o dia 10 de janeiro para declarar a área plantada com soja na safra 2024/25, informou a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), em nota. O cadastro é obrigatório e visa combater a ferrugem asiática, a principal doença da soja no Brasil.

Neste ano, segundo dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul, a área de soja deve crescer 6,8% em relação ao ciclo anterior, atingindo 4,501 milhões de hectares. A produtividade estimada é de 51,7 sacas por hectare. Com isso a expectativa de produção é de 13,977 milhões de toneladas. A perspectiva é baseada na média dos últimos cinco anos.

A semeadura da soja começou em 16 de setembro no Mato Grosso do Sul e vai até 31 de dezembro.



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Agronegócio impulsiona transição para transporte limpo



A cana-de-açúcar tem um papel fundamental



A parceria visa desenvolver uma cadeia logística que envolva redes de postos de combustíveis, transportadoras, distribuidoras de gás e embarcadores de cargas
A parceria visa desenvolver uma cadeia logística que envolva redes de postos de combustíveis, transportadoras, distribuidoras de gás e embarcadores de cargas – Foto: Divulgação

A Necta Gás Natural, distribuidora localizada no interior paulista, firmou uma parceria com a Scania Brasil, uma das principais fabricantes de caminhões do mundo, com o objetivo de descarbonizar a frota de veículos pesados. A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SDE), por meio da InvestSP, e busca promover fontes limpas e renováveis de energia, como o biometano e o hidrogênio, alinhando-se com a meta do Governo de São Paulo de zerar as emissões de carbono até 2050.

A parceria visa desenvolver uma cadeia logística que envolva redes de postos de combustíveis, transportadoras, distribuidoras de gás e embarcadores de cargas. O agronegócio, além de ser um dos maiores demandantes de transporte de carga, também tem grande potencial para se tornar um fornecedor de biometano, que pode ser produzido a partir da cana-de-açúcar, recurso abundante no Estado.

Com a colaboração de diversos setores, a iniciativa busca fortalecer a produção de biometano e garantir que os veículos pesados possam operar com fontes de energia mais sustentáveis, ajudando a reduzir as emissões no setor de transportes. Esse esforço é parte do compromisso de São Paulo em adotar práticas mais verdes, impulsionando a transição para uma economia de baixo carbono e avançando na meta de descarbonização do Estado até 2050.

 “São Paulo tem ‘o maior canavial do mundo’. Por isso, temos trabalhado duro para desenvolver a cadeia do biometano, com foco, principalmente, no setor de veículos pesados. A descarbonização dessa frota será fundamental para que o Estado, com apoio do setor privado, atinja sua meta de zerar as emissões de carbono até 2050”, afirma Marília Garcez, diretora de Estratégia e Inteligência da InvestSP.





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o que é e os impactos na soja; veja como proteger o grão



A mancha-alvo é uma das doenças foliares mais importantes da soja, especialmente devido ao aumento de sua incidência e severidade nos últimos anos. Ela é causada pelo fungo Corynespora cassiicola, que ataca diversas culturas, sendo a soja e o algodão as mais afetadas.

Com o aumento da semeadura de cultivares suscetíveis, o uso de culturas em sucessão que são hospedeiras do fungo (como crotalária, por exemplo) e a maior resistência do fungo aos fungicidas, a doença tem se espalhado mais rapidamente, trazendo grandes perdas para a produtividade.

Sintomas e impacto

Segundo Maurício Meyer, pesquisador da Embrapa Soja, os sintomas iniciais da mancha-alvo são lesões foliares que começam com manchas escuras nas folhas, cercadas por uma borda amarelada, criando um padrão que lembra um “alvo”.

Com informações fornecidas pelo pesquisador no podcast Soja Talks, com o passar dos anos, a doença se tornou mais agressiva nas lavouras de soja, com lesões mais escuras e um maior número de manchas, mas com menos área amarelada ao redor. Esse aumento na severidade das lesões leva a uma diminuição da produtividade, reduzindo o número de grãos e o peso das vagens. Estima-se que a redução na produtividade pode variar de 15% a 19%, podendo chegar até 40% em cultivares mais suscetíveis.

Como ela aparece na soja?

Segundo Meyer, a mancha-alvo se desenvolve em condições de alta umidade, chuvas frequentes e temperaturas elevadas, com uma faixa ideal entre 20 e 30 graus Celsius. Regiões como o Mato Grosso (MT), que apresentam pouca variação de temperatura ao longo do dia, criam um ambiente propício para o desenvolvimento da doença, o que pode torná-la ainda mais agressiva.

Manejo

O manejo eficaz envolve uma combinação de estratégias culturais e químicas. Entre as práticas culturais, destaca-se a rotação de culturas, uma vez que o fungo Corynespora cassiicola se mantém nos restos de cultura de uma safra para outra.

Essa rotação ajuda a reduzir o inoculo do fungo no solo. Além disso, a cobertura de solo com palhada favorece os inimigos naturais do fungo, contribuindo para o controle sustentável da doença. A escolha de cultivares também é essencial: optar por variedades mais resistentes ou menos suscetíveis é uma das medidas mais eficazes, já que cultivares mais sensíveis têm maiores perdas quando atacadas.

No controle químico, o uso de fungicidas foliares é uma ferramenta importante, mas, devido ao aumento da resistência do fungo aos produtos, é fundamental evitar o uso excessivo de fungicidas do mesmo grupo químico. Por isso, a rotação de fungicidas com diferentes mecanismos de ação é altamente recomendada.

O uso de fungicidas multissítios para a soja também tem se mostrado eficaz, pois ajuda a reduzir o risco de resistência, mas deve ser complementado com fungicidas de sítio-específico que continuem com bom desempenho.

O monitoramento constante da cultura é fundamental para determinar o momento correto da aplicação de fungicidas. A aplicação deve ser realizada logo no início do aparecimento dos sintomas, antes que as lesões se espalhem, o que aumenta a eficiência do controle.



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Destroços de avião desaparecido no Amazonas são encontrados com vítimas fatais



Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB), a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do Amazonas localizaram os destroços do avião de pequeno porte e os restos mortais do piloto Rodrigo Boer Machado e do passageiro Breno Braga Leite, que estavam desaparecidos desde o dia 20, no interior do estado. A informação foi confirmada pela FAB e pela prefeitura de Manicoré, onde a aeronave foi encontrada, numa área da zona rural com mata amazônica do município. O motivo do acidente não foi revelado.

“As equipes de busca, que se dedicaram incansavelmente mesmo diante de condições adversas, localizaram os destroços a aproximadamente dois quilômetros da Comunidade Bom Jesus, na estrada Igarapé Grande, em uma área de difícil acesso”, escreveu a prefeitura de Manicoré, em nota. “A Prefeitura manifesta seu mais profundo pesar pela tragédia e se solidariza com as famílias das vítimas, o piloto Rodrigo Boer e Breno Braga Leite.”

Ajuda

O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a mãe do piloto, Nagila Boer, fazer apelos por notícias do filho. Segundo a mãe, Rodrigo fez contato com a família no momento em que decolou de Porto Velho, com destino a Manaus.

Nagila disse que o filho sonhava em conhecer a Amazônia e a família o ajudou a organizar a viagem. Ele teria pousado em Ariquemes e seguiu para Ji-Paraná, ambas cidades no estado de Rondônia. O piloto afirmou ter feito revisões no avião, que estaria com problema e passou o GPS para a família acompanhar o voo e alertou que poderia ficar sem sinal por até dois dias.

Após dois dias sem informações, a família fez contato com a FAB que apurou que o aparelho saiu da rota quando seguia para Manaus e o último registro aconteceu em Manicoré. Moradores locais relataram a possível queda de um avião pequeno na região.

Sem plano de voo

As operações de busca começaram no dia 21. Em nota, a Força Aérea informou que autoridades policiais assumiram agora a ocorrência, junto ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), para dar continuidade à investigação.

A FAB disse que a aeronave não apresentou plano de voo e não foi detectada pelos radares de controle de tráfego aéreo.



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Mercado da soja em Chicago: Alta nos contratos


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de soja na Chicago Board of Trade (CBOT), ou simplesmente Bolsa de Chicago, encerrou a meia sessão desta segunda-feira (25) em alta, refletindo ajustes antes do feriado de Natal nos Estados Unidos. O contrato de soja para janeiro, que é referência para a safra brasileira, teve valorização de 0,44%, ou 4,25 cents por bushel, fechando a $973,75. Já o contrato de março, também subiu 0,44%, registrando alta de 4,25 cents por bushel e encerrando a $979,75.  

No segmento de derivados, o farelo de soja para janeiro destacou-se com alta de 1,00%, ou $2,90 por tonelada curta, alcançando $292,40. Em contrapartida, o contrato de óleo de soja para janeiro teve queda de 0,92%, ou $0,37 por libra-peso, encerrando a sessão cotado a $39,86.  

As movimentações refletem um cenário de ajustes técnicos e posicionamento dos traders antes do fechamento dos mercados para o feriado. Este comportamento é comum em períodos de menor volume de negócios e maior sensibilidade a fatores externos.  Os números reforçam o monitoramento constante das tendências para a soja, um dos principais produtos agrícolas do Brasil, e servem como parâmetro importante para o planejamento de vendas e estratégias dos produtores e traders do mercado nacional.

Os preços do farelo de soja caíram em todas as regiões no acumulado de um ano, com destaque para as maiores quedas no Centro-Oeste, onde Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram retrações de 24,65%. No Norte, o recuo foi de 14,09%, enquanto no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul as quedas variaram entre 11% e 19%. Algumas regiões tiveram ajustes pontuais no curto prazo, mas o cenário geral aponta para uma tendência de baixa.

 





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Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil pode beneficiar trabalhadores rurais



O Governo Federal está preparando um projeto de lei para enviar ao Congresso que propõe ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais. A medida pode gerar um alívio financeiro importante para agricultores familiares, trabalhadores rurais e alguns profissionais do agronegócio. Entretanto, segundo a Unafisco Nacional, a proposta resultará em uma redução estimada de R$ 51 bilhões na arrecadação anual a partir de 2026.

Atualmente, a faixa de isenção do IRPF cobre rendimentos de até R$ 2.824 mensais. Caso a ampliação para R$ 5 mil seja aprovada, cerca de 9,6 milhões de brasileiros seriam beneficiados, elevando o número total de isentos para 26 milhões de contribuintes. O setor agrícola, que frequentemente enfrenta desafios como flutuações de mercado e aumento dos custos operacionais, pode se beneficiar com mais recursos disponíveis para investimentos e consumo.

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, destacou que medidas compensatórias estão sendo planejadas para equilibrar a perda de arrecadação. Uma das principais alternativas seria a criação de uma alíquota mínima de 10% para rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais (R$ 600 mil anuais). Essa estratégia busca preservar o equilíbrio fiscal sem comprometer os trabalhadores de baixa e média renda, incluindo os do campo.

Embora o envio do projeto ao Congresso fosse esperado ainda este ano, o processo foi adiado. Caso aprovado, a nova tabela do Imposto de Renda pode representar não apenas uma melhoria na gestão financeira para pequenos agricultores e trabalhadores rurais, mas também impulsionar a economia.



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