sexta-feira, julho 10, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

produção de vinhos cresce, mas qualidade varia


A colheita de uvas iniciou em diferentes regiões do Rio Grande do Sul com variações nos preços e condições climáticas que impactaram a qualidade da fruta. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (23), a produção da uva tem avançado em municípios como Bagé, Quaraí, Santa Margarida do Sul, Caxias do Sul e Frederico Westphalen.

Em Bagé, no assentamento de Hulha Negra, a colheita começou e a comercialização foi iniciada em 14 de janeiro. As famílias da região têm se revezado para manter a oferta constante em pontos de venda, inclusive em Bagé, Hulha Negra e nas margens da BR 153. A uva Niágara Rosada está sendo vendida por R$ 8,00/kg, enquanto as variedades Isabel e Bordô, mais indicadas para sucos e vinhos, também são comercializadas. Parte da produção será vendida para a prefeitura, que destinará os recursos ao PNAE, além de supermercados das cidades vizinhas. O clima seco e ensolarado contribuiu para a excelente qualidade da fruta, que apresenta alta concentração de açúcar.

Em Quaraí, 20% da área cultivada com uvas de 75 hectares foi colhida, com predominância de variedades brancas para vinhos finos. As demais áreas estão na fase de maturação. Em Santa Margarida do Sul, 22 hectares de parreirais estão em fase de maturação e início de colheita, mas uma quebra de 40% na safra é esperada devido à falta de umidade desde meados de dezembro, o que resultou em cachos menores e desidratados.

Na Serra Gaúcha, em Caxias do Sul, as condições climáticas têm favorecido a maturação das uvas, com o surgimento de míldio em folhas mais novas devido às breves pancadas de chuva. A safra está avançando, especialmente da cultivar Bordô, que apresenta ótima coloração e teor de açúcar. A estimativa é que serão colhidas 860 mil toneladas em 40 mil hectares cultivados, representando um aumento de 55% em relação à safra anterior. Contudo, os preços das uvas de mesa diminuíram, com a Niágara Rosada sendo comercializada por cerca de R$ 4,50/kg e as uvas finas variando entre R$ 7,00 e R$ 10,00/kg.

Em Frederico Westphalen, a comercialização da Niágara Rosada está ocorrendo entre R$ 3,00 e R$ 5,00/kg, com 60% da colheita concluída. Já a variedade Bordô está sendo vendida de R$ 2,20 a R$ 2,40/kg, com 70% da produção colhida.





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Brasil busca reduzir dependência internacional de fertilizantes ao atrair investidores globais


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou o Programa de Atração de Investimentos do Setor de Fertilizantes – Invest in Brazil Fertilizers, durante o Fertilizer Latino Americano 2025, realizado de 26 a 29 de janeiro no Rio de Janeiro.

O programa visa reduzir a dependência estrangeira de fertilizantes, identificando projetos estratégicos em estados brasileiros para atrair investimentos internacionais.

Durante o evento, a entidade, em parceria com o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert) e o Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), realizou atendimentos a potenciais investidores internacionais e articulou novos negócios para impulsionar a produção nacional.

Estratégia global para o setor de fertilizantes

O coordenador da gerência de Investimentos da ApexBrasil, Carlos Padilla, destacou a mudança na abordagem da Agência, que agora lidera um trabalho estratégico global e de longo prazo no setor.

Segundo ele, a atuação da ApexBrasil passou de eventos pontuais para um modelo integrado, consolidando sua posição como facilitadora de investimentos internacionais.

Assessor do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) José Polidoro, ressaltou a importância da ApexBrasil na reestruturação do setor.

“Estamos falando de um setor que exige investimentos muito altos. O Brasil tem ótimos projetos que precisam de visibilidade, e este evento atraiu grandes companhias globais para conferir de perto o momento do país”, afirmou.

Já o presidente do Sinprifert, Bernardo Silva, destacou a necessidade de quintuplicar a produção nacional de fertilizantes até 2050, conforme o Plano Nacional dos Fertilizantes (PNF). O setor demandará R$ 200 bilhões em investimentos para ampliar a capacidade produtiva.

Amazonas e Norte: polos estratégicos

O evento também contou com a participação de especialistas de Amazonas, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que apresentaram oportunidades de investimento regionais.

  • Amazonas: Ronney Peixoto, secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás, destacou o potencial de fosfato no sul do estado, reforçando que o momento é ideal para atrair investidores internacionais.
  • Minas Gerais: Adriano Espeschit, presidente da Potássio do Brasil, subsidiária da Brazil Potash, destacou o projeto Potássio Autazes, na bacia do Amazonas. Com investimento estimado em US$ 2,5 bilhões, a empresa pode produzir até 2,2 milhões de toneladas de potássio por ano, reduzindo em 20% a importação do insumo.

Fábrica de fertilizantes israelense no Brasil

Haifa fábrica israelense de fertilizantesHaifa fábrica israelense de fertilizantes
Foto: Divulgação

A Haifa, multinacional israelense especializada em nitrato de potássio, escolheu Uberlândia, em Minas Gerais, para instalar sua primeira fábrica no Brasil. A cidade foi selecionada por sua posição estratégica entre os estados com maior consumo de fertilizantes.

A diretora-geral da companhia para a América do Sul, Giuliana Feldman, explicou que a empresa busca consolidar sua presença no Brasil.

“Não seremos apenas um estabelecimento exportador e importador, mas sim fabricantes no Brasil”, afirmou. A empresa também foi convidada pela ApexBrasil e pelo Mapa para patrocinar o projeto do Centro Nacional de Excelência em Fertilizantes, que será sediado no Rio de Janeiro.



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Brasil terá aumento na área de café, mas produtividade cai


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta terça-feira (28) as primeiras estimativas para a safra 2025 de café no Brasil, com variações tanto na área cultivada quanto na produtividade. Para o café arábica, a previsão é de um crescimento de 0,7% na área total, que deverá alcançar 1,84 milhão de hectares. No entanto, a área em produção sofreu uma redução de 1,6%, totalizando 1,48 milhão de hectares, enquanto a área em formação teve um crescimento significativo de 11,7%, chegando a 351,4 mil hectares.

O café arábica representa 82% da área total de cafeicultura no Brasil, com Minas Gerais liderando a produção com 1,38 milhão de hectares, correspondente a 75% da área ocupada por arábica no país. São Paulo é o segundo maior produtor de café arábica, com 198,3 mil hectares, o que corresponde a 10,8% do total.

Para o café conilon, a área estimada para a safra 2025 deverá ser de 409,7 mil hectares, com uma redução de 0,5% em relação à safra anterior. A área de produção de café conilon está prevista em 369,7 mil hectares, com redução de 0,7%, enquanto a área em formação deve crescer 2,4%, totalizando 40 mil hectares. O Espírito Santo continua sendo o maior produtor de café conilon, com 286,7 mil hectares, seguido pela Bahia, com 48,5 mil hectares, e Rondônia, com 46,3 mil hectares.

Em relação à produtividade, a previsão nacional para o café é de 28 sacas por hectare, representando uma queda de 3% em relação à safra passada. O café arábica deve ter uma produtividade de 23,4 sacas por hectare, o que implica uma redução de 11% sobre a safra de 2024. Já a produtividade do café conilon deve alcançar 46,3 sacas por hectare, um aumento de 18,1% em comparação ao ano anterior.





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Operação apreende 33 animais exóticos em posse de traficantes



Uma ação deflagrada nesta quinta-feira (30), envolvendo a Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, encontrou ao menos 33 animais que eram criados para tráfico. Os agentes do Ibama já lavraram multas no valor de R$ 61,4 mil.

A Operação Arca de Noé 2 mirava uma rede de criação e comercialização de animais exóticos. Entre as espécies encontradas, haviam:

  • Um escorpião-imperador (Pandinus imperator);
  • Um réptil da espécie Eublepharis macularius (Gecko Leopardo);
  • Dez aranhas caranguejeiras;
  • 18 serpentes;
  • Três lagartos de espécies ainda não identificadas

Também foram encontradas centenas de insetos usados na alimentação dos animais silvestres mantidos em cativeiro.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela Primeira Vara Federal em Campinas, em cidades dos estados de São Paulo (Campinas, Guarulhos, São Paulo, Sorocaba, Votorantim e Rio Claro) e Rio de Janeiro (Duque de Caxias).

Segundo a delegacia da Polícia Federal em Campinas, a investigação iniciou a partir de dados obtidos após a prisão em flagrante de um homem no ano passado por criar e manter ilegalmente em cativeiro dezenas de cobras, aranhas, lagartos e tartarugas, além de comercializá-los por meio de redes sociais.

“Entre as informações apuradas após a prisão foi identificada uma extensa rede de contatos de pessoas”, diz a PF.

Segundo o Ibama, em 2024 o órgão lavrou mais de 350 autos de infração com valor superior a R$ 25 milhões somente no estado de São Paulo.



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São Paulo confirma morte de primata por febre amarela 



O estado de São Paulo confirmou a notificação de uma morte de primata com febre amarela em um trecho de mata na cidade de Osasco, região metropolitana da capital, e está em negociação com o Ministério da Saúde para receber seis milhões de doses da vacina contra a doença.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o ministério enviou para São Paulo trezentas mil doses do imunizante esta semana e informou que, até a próxima semana, remeterá mais um milhão de doses.

Casos de febre amarela em humanos

No estado, foram confirmados oito casos da doença em humanos. Sete pessoas contraíram a doença em território paulista. Em todos os casos os pacientes não tinham se vacinado contra a febre amarela.

A meta é vacinar 95% da população, mas a cobertura atual é de 80%. Segundo o painel de vacinação do Ministério da Saúde, foram distribuídos 11 milhões de doses do imunizante nos últimos seis meses, dos quais 3,5 milhões em janeiro deste ano. São Paulo foi o destino de um milhão de doses em janeiro.

Em primatas, que não transmitem diretamente a doença, houve 25 casos de febre amarela confirmados, dos quais 20 em Ribeirão Preto, um em Pinhalzinho, um em Socorro, um em Colina, um em Campinas e um em Osasco.

A vacinação é realizada em dose única para maiores de cinco anos. Crianças menores recebem uma dose aos nove meses e reforço aos quatro anos. Desde 2017, o país adota esquema vacinal com uma dose para toda a vida.



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desafios na colheita e impacto das enchentes em 2024



Emater projeta safra de figo afetada por enchentes em 2024




Foto: Pixabay

A Emater/RS-Ascar divulgou na última quinta-feira (23) o Informativo Conjuntural sobre a safra de figo 2024/2025, que apresenta expectativas mistas para a cultura. Na região de Caxias do Sul, os produtores enfrentam uma colheita menor em comparação aos valores históricos devido aos danos causados pela enchente de abril e maio de 2024, que afetou alguns figueirais. Apesar disso, a área de cultivo permanece estável, com os produtores seguindo o processo habitual de renovação dos pomares.

O ciclo da cultura segue normalmente, sem grandes antecipações ou atrasos nas colheitas. No Vale do Rio Caí, a colheita começou em meados de dezembro e segue em andamento. Já em Caxias do Sul, Nova Petrópolis e Gramado, a colheita iniciou nas primeiras áreas por volta de meados de janeiro. De maneira geral, a qualidade dos frutos tem sido considerada satisfatória.

Os preços recebidos pelos produtores variam conforme o tipo de comercialização: a fruta madura destinada a grandes indústrias é comercializada por cerca de R$ 3,50/kg, enquanto a destinada ao consumo de mesa tem valores que variam entre R$ 9,00 e R$ 15,00/kg. Alguns agricultores, que vendem diretamente aos consumidores em pequenas quantidades, praticam preços entre R$ 6,00 e R$ 9,00/kg.

Na região de Santa Rosa, a falta de umidade está afetando a maturação dos frutos, que estão ocorrendo de forma precoce. Esse fenômeno pode impactar a qualidade e o tempo de colheita, exigindo atenção especial dos produtores.





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Mercado do boi gordo tem forte queda nos preços da arroba; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar queda em seus preços nesta quinta-feira (30). Os frigoríficos apontam para a dificuldade de escoamento da carne no mercado interno como grande justificativa para a pressão baixista.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o ambiente fraco de consumo explica as baixas.

“São Paulo, Goiás e a Região Norte tiveram queda destacada ao longo da semana. Resta saber se a entrada dos salários na economia oferecerá o impulso necessário para recuperar os preços da carne e dar fôlego para uma eventual retomada dos preços da arroba do boi gordo”, destacou.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 326,83 (R$ 331,58 ontem – queda de 1,4%)
  • Goiás: R$ 310,89 (R$ 314,64 anteriormente – retração 1,1%)
  • Minas Gerais: R$ 315,29 (R$ 320,29 na quarta – menos 1,5%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 313,52 (R$ 323,52 – diminuição de 3%)
  • Mato Grosso: R$ 320,42 (estável)

Mercado atacadista

Os preços da carne bovina caíram no atacado. Segundo Iglesias, a expectativa ainda é pela melhora da reposição durante a primeira quinzena de fevereiro, considerando a entrada dos salários na economia como motivador para altas mais dos preços, mesmo que isso ocorra de maneira comedida.

“Importante destacar que o perfil de consumo delimitado para o primeiro bimestre não vislumbra a perspectiva de altas tão consistentes”, disse o analista.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 24,50 por quilo, queda de R$ 1,00. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17,50 por quilo, queda de R$ 0,50. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,50, queda de R$ 0,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,23%, sendo negociado a R$ 5,8534 para venda e a R$ 5,8514 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8514 e a máxima de R$ 5,9494.



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Em queda! Confira como ficaram os preços da soja no Brasil



Os preços da soja tiveram forte queda no mercado físico do Brasil nesta quinta-feira (30). As cotações foram pressionadas pela retração na Bolsa de Chicago e pelos custos logísticos domésticos encarecidos.

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Segundo a Safras Consultoria, houve registro de negócios no dia, mas em volumes limitados. Aos poucos, os produtores vão assimilando a queda dos preços a partir de fevereiro, embora muitos ainda segurem suas vendas sempre que possível. Além disso, com o avanço da colheita, a atenção tende a se voltar mais para o campo, reduzindo o foco nas negociações.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 124,00 para R$ 121,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 115,00 para R$ 113,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 116,00 para R$ 115,50
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 118,00 para R$ 114,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela melhora nas previsões climáticas para a Argentina, pelo fraco resultado das exportações semanais americanas e pelas preocupações com a possibilidade do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, confirmar, em fevereiro, tarifas comerciais de 25% sobre México e Canadá.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 438.000 toneladas na semana encerrada em 23 de janeiro. A China liderou as importações, com 145.300 toneladas. Para a temporada 2025/26, foram mais de 4.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 450 mil e 1,7 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 16,50 centavos de dólar ou 1,55% a US$ 10,44 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,59 3/4 por bushel, com perda de 15,50 centavos, ou 1,44%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 5,10 ou 1,64% a US$ 304,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,98 centavos de dólar, com alta de 0,01 centavo ou 0,02%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,23%, negociado a R$ 5,8534 para venda e a R$ 5,8514 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8514 e a máxima de R$ 5,9494.



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Produção agroindustrial registra alta de 2,2% em 2024, mostra FGV Agro


O segmento da agroindústria acumulou, de janeiro a novembro de 2024, alta de 2,2% em relação a igual período de 2023, mostra o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), produzido pela FGV Agro e divulgado nesta quinta-feira (30).

Trata-se do melhor crescimento acumulado desde 2010, mostra o estudo. Apesar disso, houve retração de 3,1% no 11º mês do ano passado ante o registrado em mesma época de 2023.

Tal resultado aquém foi motivado por quedas no segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas (-5%) quanto no segmento de Produtos Não-Alimentícios (-0,9%).

Em Produtos Alimentícios e Bebidas, a queda em novembro ocorreu em ambas as categorias – respectivamente, de -4,3% e -8,4%. “A queda do setor de Bebidas foi derivada da menor produção de Bebidas Não Alcoólicas, com retração de 10,6%”, cita a FGV Agro. Bebidas Alcoólicas teve retração de 6,2%.

No setor de Produtos Alimentícios, a produção na categoria de Alimentos de Origem Vegetal cedeu 9,4%, “correspondendo ao pior desempenho para o mês desde 2018”.

“A contração foi reflexo das quedas de produção verificadas em Conservas e Sucos, Refino de Açúcar, Arroz e Moagem de Trigo”, diz, e acrescenta: “A queda só não foi mais intensa porque a produção de Óleos e Gorduras e Café registrou expansão”.

Já a produção de Alimentos de Origem Animal cedeu 0,8% em novembro de 2024. “Essa retração foi derivada, sobretudo, da queda da produção de laticínios e pescados”, diz a FGV Agro. “A expansão da produção de carnes, vale destacar, impediu uma queda maior na produção de Alimentos de Origem Animal.”

O segmento de Produtos Não Alimentícios, por sua vez, cedeu 0,9% em novembro de 2024 ante igual mês de 2023, retração que ocorreu após cinco meses consecutivos de crescimento. Em novembro de 2024, a queda neste segmento foi derivada, segundo a FGV Agro, do recuo em Biocombustíveis, com -23,2% em novembro/2024 ante novembro/2023. O setor de Fumo também caiu 4,1%.

Insumos agropecuários

fertilizantesfertilizantes
Fertilizantes. Foto: Daniel Popov/Canal Rural

A aba de Insumos Agropecuários avançou 7,9% em novembro de 2024 ante novembro de 2023, “impulsionada principalmente pela maior produção de adubos e fertilizantes, defensivos agrícolas e desinfetantes domissanitários e tratores e máquinas”, diz a nota.

Segundo a FGV Agro, a retomada do setor de Insumos Agrícolas, que iniciou o ano de 2024 com dificuldades, “reflete uma melhora na relação de troca do milho, além das perspectivas de condições climáticas mais favoráveis para a segunda safra, apesar dos atrasos na safra de verão”.

A produção do setor de Produtos Florestais cresceu 0,4% na mesma base de comparação, sustentada pela maior produção de madeira e papel. O setor, até novembro, apresentou sucessivas taxas de crescimento interanuais (única exceção foi em agosto) ao longo do ano, favorecidas, sobretudo, pelo aquecimento do mercado externo (o volume das exportações de Produtos Florestais acumula uma expansão de 4,9% em 2024, até novembro, segundo o Ministério da Agricultura.

Já o setor de Produtos Têxteis registrou crescimento interanual de 4,4%, representando a quinta expansão consecutiva. Diferentemente do que ocorreu em 2023, o setor ao longo de 2024 vem registrando recorrentemente taxas interanuais positivas (apenas em março, maio e junho isso não ocorreu).



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Sindicato dos Produtores Rurais de LEM realiza cerimônia de posse de nova diretoria



O Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM), realizou na noite da última quarta-feira (29), a cerimônia de posse da nova diretoria executiva, conselhos fiscal e consultivo para o triênio 2025-2027.

A solenidade reuniu autoridades, lideranças do setor agropecuário como representantes das associações de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, associados e convidados no auditório do sindicato em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, para oficializar o início de um novo ciclo que tem como presidente, a produtora rural, Greice Fontana Klein (em seu segundo mandato) e vice-presidente, o produtor rural, Jolcinei Marchezan.

Durante a posse, a diretoria executiva 2022/2024 entregou a Dinair Monteiro, uma placa em homenagem ao diretor executivo, Josué de Campos Firmino (in memoriam), como forma de reconhecimento por sua dedicação e contribuição inestimável ao setor.

A momento contou com a apresentação das ações desenvolvidas nos três anos de gestão e com os discursos de autoridades presentes.

A vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia – Faeb, Carminha Missio, representando o presidente da instituição, Humberto Miranda, parabenizou a presidente Greice Fontana e diretoria pelo trabalho realizado e desejou sucesso nesta nova etapa. Enfatizou a importância das instituições estarem unidas em prol da agropecuária da região.

“Que todos nós possamos dar as mãos e caminharmos sempre juntos, por que ninguém faz nada sozinho. A força do coletivo é o que nos impulsiona a alcançar grandes conquistas, superar desafios e construir um futuro mais próspero para todos. Quando unimos esforços, fortalecemos não apenas o setor, mas toda a comunidade. Que essa união continue nos guiando em cada passo dessa jornada. Sucesso a diretoria triênio 2025/2027 do SPRLEM”, disse Carminha.

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, falou da importância do setor agropecuária para o município e região e desejou sucesso a nova diretoria.

“O setor agropecuário é importantíssimo para o desenvolvimento econômico de nosso município e região. Diante desse cenário, reafirmo o nosso compromisso e parceria e desejo sucesso à nova diretoria desta casa”, disse o prefeito.

Durante a solenidade, a presidente do SPRLEM reafirmou o compromisso da nova diretoria com a instituição e com a defesa dos interesses dos produtores e a implementação de novas ações para impulsionar o setor agropecuário da região.

“Nosso objetivo é continuar promovendo o crescimento sustentável do agronegócio, oferecendo suporte aos produtores e contribuindo para o desenvolvimento da região. Com dedicação e compromisso, nossa diretoria seguirá trabalhando para fortalecer o setor, buscando inovação, capacitação e representatividade”, disse Greice.


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